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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - SINCRETISMO EM CUBA

Terminando esta nova SÉRIE SINCRETISMO RELIGIOSO, voltado à ORIXÁ OXUM. Vamos abordar toda a realidade deste mesmo SINCRETISMO, na religiosidade da SANTERIA em Cuba.

Desta forma, até conhecer um pouco mais a história de NOSSA SENHORA DA CARIDADE DO COBRE, que muitos sequer conhecem.

Nossa Senhora da Caridade do Cobre


A história da colonização cubana conta que em 1509, um certo soldado espanhol estava muito doente e foi levado do oeste da Ilha para ser tratado pelos curandeiros da tribo indígena da região da Macaca. Ele sarou, mas o tratamento foi lento. O soldado, durante a recuperação, aprendeu a língua dos nativos e lhes ensinou o Evangelho de Cristo. Depois, estimulou os índios a erguerem uma pequena igreja para as preces comunitárias. No altar eles colocaram o crucifixo e o "santinho" com a imagem da Virgem Maria, que o soldado lhes dera. Com o tempo ao redor desta capela surgiu uma nova vila, atual El Cobre. 

No início do século XVII, quer a antiga tradição, que Nossa Senhora tenha manifestado um especial sinal à estes queridos filhos, permitindo que três humildes pescadores encontrassem sua imagem flutuando nas águas agitadas do alto mar do Caribe os dois irmãos índios João e Rodrigo de Hoyos, mais o escravo João Moreno, um menino de dez anos de idade avistaram algo no meio das águas. Após confundir com uma gaivota morta, com alegria recolheram a estátua de Nossa Senhora com o Menino em seus braços, que trazia sob os pés uma plaqueta com os dizeres: "Eu sou a Virgem da Caridade". 

Desde a aparição da imagem uma grande devoção se propagou por toda Ilha de Cuba. O povo preferiu que a Virgem fosse venerada no antigo Templo Paroquial do Cobre, aquele construído pelos índios e o soldado espanhol. A pedido dos veteranos da Guerra da Independência, Nossa Senhora da Caridade do Cobre, como era invocada pelos devotos, foi declarada Padroeira de Cuba, pelo Papa Bento XV, cuja festa fixou em 08 de setembro, data em que foi encontrada no mar. 

Porém, a partir de 1960 o regime comunista de exceção proibiu as procissões e outras manifestações públicas de fé. Isto só fez aumentar esta devoção, que se propagou com as famílias cubanas exiladas. Em 1977, contrariando esta política, o Papa Paulo VI elevou o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Caridade do Cobre à categoria de Basílica. 

O Papa João Paulo II, anunciou sua visita apostólica à ilha de Cuba em 1997. Após a histórica visita do Sumo Pontífice a Cuba, o governo revogou a antiga proibição dos cultos públicos e procissões em todo o país.

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - SINCRETISMO NO SUL E SUDESTE DO BRASIL

Dando continuidade ao fato do SINCRETISMO RELIGIOSO relacionado à ORIXÁ OXUM pelo BRASIL, vamos nos estender a esta realidade nas REGIÕES SUL E SUDESTE, através da devoção à NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Motivo principal deste SINCRETISMO foi o fato desta devoção ter se dado inicialmente no final do tempo da ESCRAVATURA dos NEGROS, no BRASIL. Bem como o encontro de sua imagem nas águas do RIO PARAÍBA, em APARECIDA DO NORTE - SP, de onde sua imagem foi retirada. Seguida de vários fatos milagrosos relatados em nossa história brasileira.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida


Imagem de Nossa Senhora Aparecida, que apareceu para os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves em outubro de 1717. Nossa Senhora da Santa Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

Instituição da festa: 1980. Venerada pela Igreja Católica.
Principal igreja: Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Aparecida, São Paulo.
Festa litúrgica: 12 de outubro.
Atribuições: Pesca milagrosa.
Padroeira de: do Brasil, das grávidas e recém-nascidos, rios e mares, do ouro, do mel e da beleza.
Polêmicas: O Chute na santa.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil, venerada na Igreja Católica. Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo. 

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde que o Papa João Paulo II consagrou a Basílica em 1980. A Basílica é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo, e é capaz de abrigar até 45.000 fiéis.

Aparição

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma. 

A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. 

Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba, durante uma viagem até Vila Rica.

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. 

Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente. Ao invés de peixe, ele apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço. 

Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, segundo os relatos, os três pescadores apanharam tantos peixes que foram obrigados a voltarem para o porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar a embarcação deles. Este foi o primeiro milagre atribuído à imagem.

Início da devoção

Durante os quinze anos seguintes, a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. 

A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos supostos poderes da imagem foi se espalhando por todas as regiões do Brasil. 

Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.

Assim sendo, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não queria construí-la no alto do Morro dos Coqueiros, pois achava mais fácil para o povo entrar na capela logo abaixo, ao lado do povoado. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Principe Regente do Brasil Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha), sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.

COLETANEA CONHECENDO OXUM - SINCRETISMO NA BAHIA

Como vimos na postagem anterior, OXUM é venerada de acordo com o SINCRETISMO em vários lugares do BRASIL e em CUBA

Associar um ORIXÁ do panteão AFRICANO, com Santos Católicos, teve seu início ainda no tempo da escravidão aqui no BRASIL. Não estamos aqui dizendo que OXUM seja NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS, ou NOSSA SENHORA DOS PRAZERES, muito menos NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA.

Mas esta ligação da ORIXÁ OXUM, com estas SANTAS CATÓLICAS, foi a forma mais simples, digamos assim, que os NEGROS ainda escravos, encontraram para continuar seus CULTOS. Sem a proibição dos SEUS SENHORES, naquela época. 

Mas para se ter conhecimento quanto a esta ORIXÁ, devemos abrir os nossos olhos, abrindo o nosso entendimento, para que através desta coligação, diga-se de passagem, seja mais fácil para compreendermos ainda mais seus mistérios. Afinal como já falamos anteriormente OXUM é a ORIXÁ dos mistérios.

História de Nossa Senhora da Candelária


A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora ("Candelária"), quarenta dias após o seu nascimento (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro). 

De acordo com a Lei mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar ao Templo até quarenta dias após o parto. Nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote, a fim de apresentar o seu sacríficio (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se. 

Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria-lhes proferido a Profecia de Simeão: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo» (Lucas 2:29-33).

Com base na festa da Apresentação de Jesus / Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o facto.

Aparição

A Virgem da Candelária ou Luz apareceu em uma praia na ilha de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha) em 1400.

Os nativos guanches da ilha ficaram com medo dela e tentaram atacá-la, mas suas mãos ficaram paralisadas. A imagem foi guardada em uma caverna, onde, séculos mais tarde, foi construído o Templo e Basílica Real da Candelária (em Candelária). Mais tarde, a devoção se espalhou na América.

É santa padroeira das Ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.

História de Nossa Senhora dos Prazeres


A devoção à Virgem Maria, com o título de Nossa Senhora dos Prazeres, é muito antiga e teve sua origem em Portugal. A mãe de Jesus foi assim chamada para recordar as suas sete alegrias aqui na terra junto de Seu Filho, Jesus. 

Essas ale­grias foram reveladas por Nossa Senhora a um frade franciscano que tinha o costume de oferecer-lhe uma linda coroa de flores. Estas são as maiores alegrias da mãezinha do céu: anunciação do anjo, visita à sua prima Isabel, nascimento de Jesus, encontro com o menino no Templo, ressurreição de Jesus, vinda do Espírito Santo e sua Assunção e coroação como Rainha do céu.

A aparição em Lisboa

O culto a Nossa Senhora dos Prazeres ganhou grande impulso principalmente depois de sua aparição no século XVI. Aconteceu durante uma terrível peste que matava a população de Lisboa, Portugal.

A bondade de Deus manifestou-se por meio da Virgem Maria, que apareceu em uma fonte e deu aquela água a graça para curar os doentes. Daí nas­:eu o costume de pedir a bênção para a água com a intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres e levá-la aos enfermos.

Nesse mesmo tempo, a rainha do céu aparece a urna menina pedindo a construção de uma igreja, para ser venerada pelo povo com o título de Nossa Senhora dos Prazeres. Por meio desse pedido, queria indicar o sentimento que jamais deve faltar no coração dos filhos de Deus: Alegria.

Tudo foi feito de acordo com o pedido da mãe de : Jesus e logo as graças começaram a acontecer.

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - O SINCRETISMO RELIGIOSO

Sincretismo 


Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras. 

Na Bahia, ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres.

No Sul do Brasil, é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição Aparecida, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora à denominação de Nossa Senhora. 

Cuba 

Na Santeria Cubana é chamada OXUM. O sincrestismo deste orixá se dá com Nossa Senhora da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba.

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - O ESPÍRITO DOS RIOS


Embora o ORIXÁ OBATALÁ, seja o Senhor dos Mistérios do equilíbrio e igualdade e o proprietário dos Mistérios dos princípios feminino e masculino, é a ORIXÁ OXUM quem é a proprietária das Forças de atração, Ibadana (afinidade), entre o masculino e o feminino. 

Embora YEMANJÁ, seja a Dona dos mistérios da maternidade, é OXUM quem manipula a natureza sexual não só dos buscadores de Deus, mas de todas as criaturas e criações. Como a viagem do rio para o oceano é em última análise, a afinidade entre as criações masculinas e femininas é basicamente para a reprodução. 

Toda área abdominal é sagrada para OXUM e para que as mulheres, quando desejam ter filhos devem propiciar esta ORIXÁ, para ajudá-las a alcançar seus desejos. Fertilidade é apenas uma das preocupações de OXUM. Esta  ORIXÁ também é responsável por todas as doenças abdominais e operações. 

Apesar de OXUM ser muito preocupada com a "reprodução", ela é tão ou mais preocupada com as forças avassaladoras e prazeres provocadores que desbloqueiam os potenciais criativos dos princípios feminino e masculino. 

"Òrìsà Òsún Oluwa áwo inu didun ipilese. A Dona dos Mistérios do Princípio do Prazer". OXUM é a ORIXÁ do encantamento de amor incondicional, receptividade e diplomacia. 

OXUM é associada com o mel, porque o mel é ao mesmo tempo agradável aos sentidos e tem grandes poderes de cura. Desta forma,  incorpora todos os aspectos da natureza sexual da fêmea. 

Ela é Iwa Wundia (a virgindade), a maturação dos frutos na videira - aproximando a sua disponibilidade para satisfazer a fome e os sentidos de quem tiver a sorte de provar sua doçura. 

Ela é Iwa Obinrin (O Ser Mulher); encorporando todos os atributos femininos e masculinos de um ser ciente de estar maduro e fornecer a tela sobre a qual o homem pode escrever suas realizações como um homem, ela é o "espelho" que reflete o macho de si mesmo. Se o macho não respeitar, cuidar, elevar, apoiar e proteger a mulher e o fruto do seu ventre, ele só terá sucesso em diminuir a si mesmo. 

OXUM também é Pansaga Obirin (A Sedutora fêmea) - que através de seus prazeres, pode tentar o homem a arriscar o trono que ele tem, ou inspirá-lo a tomar o trono de outro. Quando o Àse se tornou auto-consciente e OLODUMARÉ experimentou a primeira emoção do amor, - o aspecto do Àse que é a ORIXÁ OXUM, 'nasceu'

Um dos símbolos de OXUM é o espelho, mas isso não deve levá-lo a pensar que OXUM representa apenas a beleza externa. Como Mason e Edwards salientaram, "Òsún é a qualidade de uma mulher que emana beleza de tal modo que a visão não é necessária a fim de lhe apreciar." Ela é: "... a idéia da excelência, tal como refletida por gosto, requinte e delicadeza." 

Oríkì Òsún 

Eu me humilho diante dos mistérios de OXUM. Você é a Deusa do rio. Você é a proprietária dos Mistérios da Civilização. Você é a proprietária dos Mistérios do Amor. Você é a ORIXÁ mais bonita. Você é a proprietária dos Mistérios do mel. Você é a proprietária dos mistérios do sexo e intimidade.

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - A GRANDE DESAVENÇA

Motumbá para quem é de Motumbá. Kolofé para quem é de Kolofé. Saravá para quem é de Saravá. Bom dia.

Aqui estamos novamente, mesmo sendo dia de OXÓSSI, nesta quinta-feira, que já começa digamos bem quente. Mas cheios de amor e dedicação para passar para todos vocês esta grande graça que é conhecer a cada dia que passa um pouco mais sobre esta ORIXÁ DAS ÁGUAS DOCES. SENHORA DOS ENCANTAMENTOS. E que entre suas idas e vindas, com grandes mistérios dentro de toda sua MITOLOGIA.

É válido lembrar que OXUM,  assim como seu filho, LOGUN-EDÉ (que vamos estudar mais pra frente) é um ORIXÁ, que além de possuir sua beleza própria e encantadora é cheia de SEGREDOS. Segredos estes, que muitas vezes a fazem confundir com outros ORIXÁS, como no caso de OPARA (qualidade de oxum) muitas vezes confundida com IANSÃ (OYÁ). Ocasionando assim grandes desavenças, quanto aos seus estudos.

Mas entre todas as ditas: "DESAVENÇAS", hoje vim partilhar com todos vocês: amigos(as), seguidores (as) e até aos visitantes, uma realidade que acontece sim algumas vezes nos XIRÊS, ou certas festas exclusivamente dedicadas à ORIXÁ DAS ÁGUAS DOCES, e que ao meu ponto de vista é bom termos um pouco deste conhecimento para não se falar besteiras por ai.

A Grande desavença 

É de nosso conhecimento que "OXUM, IANSÃ E OBÁ" eram esposas de Xangô. E isto é fato!

Muitos dizem que Oxum enganou Obá e a induziu a cortar a orelha e colocá-la no amalá de Xangô, criando, com isso, uma grande desavença entre ambas. Conforme encontramos esta realidade na MITOLOGIA DOS ORIXÁS, sendo esta uma das lendas mais conhecidas de OXUM. Mas, pensa-se que Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Muitos difundiram este mito porque Oxum é a orixá da beleza e da juventude, ao passo que Obá tem mais idade e protege as mulheres dignas, idosas e necessitadas, além de trabalhar com Nanã. 

Portanto, Quem afirmar que há uma desavença entre Oxum e Obá e que esta é a menos amada por Xangô está totalmente enganado, porque Obá é aquela mulher que fica ao lado do marido e que mais recebe o amor dele. 

Quanto ao fato de algumas qualidades lutarem entre si, não é por causa da "desavença", que nem é verdadeira, e sim porque as qualidades fazem uma representação de conflitos e guerras do tempo em que tais qualidades estavam na Terra. 

Do mesmo jeito que, se houver uma qualidade de Iansã que, quando viveu na Terra, teve uma guerra com Ogum, quando ambos incorporarem, representarão uma luta entre si, para mostrar que possuíam certa desavença, e um pouco da história do mundo. Vale lembrar que estamos falando dos ORIXÁS OBÁ E OXUM, e não de suas qualidades (caminhos). 

Os orixás tiveram uma história aqui na Terra, e as qualidades, outra. Então, se Iansã tiver um conflito com Ogum, não podemos dizer que a Iansã (ORIXÁ) tem conflito com o Ogum (ORIXÁ), porque quem tem a desavença são suas qualidades, e não os orixás entre si.