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sábado, 29 de dezembro de 2012

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá meus irmãos e irmãs. Bom dia.

Sei que para muitos é estranho estes dias todos sem uma postagem nova dando sequencia aos nossos estudos sobre MAMÃE OXUM. Mas aqui estou hoje, aqui, num leve espaço de tempo para lhes dar uma satisfação.

Estou atualmente em Minas Gerais, na linda cidade de São Lourenço, numa viajem de serviço. Como o tempo aqui é corrido entre treinamentos, férias de funcionários, workshops, ficou de fato difícil de entrar aqui para realizar qualquer tipo de postagem referente a sequencia de nosso tema central - OXUM.

Mas logo tudo voltará ao normal e espero piamente que vocês compreendam esta minha atual realidade. Tão logo eu retorne para meus afazeres normais garanto que tudo voltará ao normal. Mas assim que for tendo um tempinho mais livre eu venho aqui e posto alguma coisa sem fugir de nossos temas fundamentados na pessoa mágica de nossa tão amada Yabá Oxum.

Espero claro que todos tenham tido um Santo e abençoado Natal, mas espero também que o Ano de 2013 que se aproxima rapidamente, seja de fato uma nova chance de mil vitórias na vida de cada um.

É o que desejo carinhosa e respeitosamente a todos os amigos, EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, CO- AUTORES, visitantes, seguidores de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PREVISÕES DE BABÁ EDSON D'OXUM PARA 2013



Em primeiro lugar gostaria de deixar muito claro!!!!! Todas as informações contidas neste texto inclusive as regências do próximo ano , foram apuradas por um conglomerado de sacerdotes e sacerdotisas de alto gabarito e confirmado por suas respectivas raízes que por suas histórias, tornam com certeza absoluta as informações fidedignas e incontestáveis!!!!!! 

Neste ano de 2013 teremos a regência de Oxaguian no primeiro semestre isso trará equilíbrio e a falta dele para muitas pessoas! O odu Ejionile (8) é um destino perigoso mas também trará muitas revelações de feitiçarias, mentiras, traições, mas ao contrário do que se imagina e mesmo esta revelações trazendo certa dor e sofrimento , será uma na verdade um ano de libertações. 

Todos os libertos se deram conta disso com a resolução dos problemas. Pra o segundo semestre estaremos sobre a forte influência de Nanã e Omulu (Obaluaiê), que nos trará resgates e esclarecimento familiares, prenúncios de problemas de saúde e também de curas milagrosas e espetaculares! Oportunidades incríveis de reconciliação para a evolução espiritual. 

Ano de uma espiritualidade latente 2013 promete evolução em todos os sentidos para os bem esiritualizados! Maiores informações (11) 95883-7742.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

OLHOS DE OXALÁ - LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje, viemos até você, para divulgar nossas LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS. Assista o vídeo e tendo vontade de ter consigo nossos serviços em suas obrigações, sejam elas: INICIAÇÃO, OBRIGAÇÃO DE 1, 3 OU 7 ANOS. Teremos o maior prazer em participarmos de sua alegria através deste serviço feito com muito amor. 

Esperamos que gostem. 

Pedro T' Ogum



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM OKÊ OU LOKÊ


Oxum Oke ( Loke) - Tipo muito guerreiro. 

Semelhante a Oxum Karê que para muitos faz com que elas sejam uma só. Apresenta-se como caçadora, mais também é muito guerreira. 

Vive no interior das matas ou florestas e é associada as Iyami. 

Veste amarelo-ouro e usa ofá, traz ainda uma espada e o abebê. Come com Oxossi e Ewá somente a caça. 

Foi esposa do mais velho Oxossi que existe e criou os filhos que lansã teve com seu marido, aliás, só permitia que Oyá tratasse de seus filhos quando eles adoeciam.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM AJAGURÁ


Oxum Ajagurá - Outra Oxum guerreira que leva espada ou abebé, jovem, casada com Xango Aganju, rival de Yansã. Representa um tipo muito semelhante a Apara; Apara parece, porém mais agressiva, e Ajagurá mais orgulhosa.

Senhora de todas as aves de penas coloridas e aves aquáticos e terrestres. 

Responsável pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô a sociedade. Tem um enredo com Aganju, uma qualidade de Xangô mais carregado e ligado ao fogo. Jovem e guerreira. Pertence à nação nagô.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM ABOTO


Aboto ou Oxogbo - feminina e de coquete. Aquela a quem ajuda as mulheres a terem filhos. É uma Oxum muito jovem e vaidosa, que usa colares de contas de louça amarelo claro.


Ligada as Iyamís, feiticeira. Carrega abebé e alfange. Possui ligação com:  Nanã e Oyá, de culto Igbalé.

Aspecto feminina e de coquete. Muito bonita e vaidosa. 

Relacionada ao parto e ao nascimento, ajuda as mulheres a terem filhos. É a origem de Oxum. 

Seu culto é realizado nas nascentes dos rios. É a Oxum das nascentes e dos encontros das águas doces e salgadas. 

Ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo. 

Tem fundamentos com Yemanjá e Oxalá. Geralmente seus filhos são Àbìkús. É a ela que devem se dirigir todas as mulheres que queiram dar à luz ou que procuram saúde para toda a gestação. É a Oxum que ajuda as mulheres durante o parto a terem os seus filhos. 

Veste-se predominantemente com o branco e alguns detalhes amarelos ou amarelo ouro. Oxun Oxogbô assiste a mulher na hora do parto, desempenhando aí, a função de parteira.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM OPARÁ OU APARÁ



Oxum Opará - Seria a mais jovem das Oxum, tipo guerreiro que acompanha ou Ogum ou Xangô, vivendo com ele pelas estradas e rochas; dança com eles quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na mão e pode vestir-se de cor de rosa.

Este é um orixá com muitas similaridades entre OXUM e OYÁ, pois podemos falar que ela e meta-meta, em uma parte do ano ela é OXUM e na outra ela passa a ser OYÁ, guerreira e destemida, dona da fortuna. Este orixá também tem seus rompantes, uma hora é doce como um rio calmo e derepente torna-se uma tempestade.

Seus filhos normalmente tem as mesmas características, sendo pessoas de boa índole, porem não aceitam serem mandadas por ninguém, normalmente eles sempre são os donos das situações, tomando sempre a frente, para que nada de errado.

O mesmo que acontece com OXUM APARÁ, guerreira, dócil e sempre vencendo em suas batalhas, não se importando quem será o oponente, ela que é guerrear, parceira de lutas com OGUM, grande afinidades com EXÚ, pois dizem que ela conseguiu ludibria-lo, tomando os segredos dos BÚZIOS (ifá) para ela, sendo a única a ter os segredos.

Um orixá que tem ligações de feitiços com IYAMI OSHORONGÁ, sendo a única a saber como fazer os feitiços e desmancha-los.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM YÁ OMI



É a OXUM saudada no siré, também idosa. É aquela que faz as perguntas a Esu no jogo divinatório de Ifá.

Patrona do "Terreiro do Gantois", o qual,  dispensa apresentações. Ele está entre as "grandes casas, as casas importantíssimas", como diz o ensaísta Waldeloir Rego, que se define como um estudioso de assuntos antropológicos. 

Ele acrescenta ainda: "Essas casas não são grandes e importantes porque são do tamanho de um supermercado, mas porque tiveram uma linhagem importante de descendentes"

Desde as pioneiras, Maria Júlia da Conceição Nazaré e depois sua filha, Pulchéria da Conceição Nazaré, o Gantois sempre desfrutou de muito prestígio. Duas marcas dessa casa, especialmente desenvolvidas por Maria Escolástica da Conceição Nazaré ou Mãe Menininha - sobrinha e substituta de Pulchéria - são a diplomacia e beleza dos seus rituais, além da seriedade e conhecimento litúrgico, o que sempre lhe garantiu uma multidão de filhos-de-santo, parceiros e admiradores.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM YJIMU


Ygimun é de grande importância dentro da casa de santo. 

Está ligada à Xangô por se tratar de um acordo do culto aos Deuses africanos, pois esse Deus das rochas detinha o mineral e ela, Ygimum, detinha os espíritos e todas as essências iniciais da natureza. 

O acordo foi em que ela necessitava de um corpo sólido para embutir e guardar os espíritos ou as Essências Divinas da Natureza ( Os Orixa ) porém, ele queria dominar os últimos espíritos livres que residiam nas águas profundas e misteriosas de Ygimum.

O acordo deu-se quando a barganha foi selada, pois o rei Xangô lhe ofertou um otá e Ygimum o usou como recipiente (corpo), o otá, pode abrigar qualquer ser , espírito, energia, elemental e até mesmo um Orixá. 

Xangô passou a ser o chefe dos espíritos em toda a sua natureza, na água, no fogo, no ar, na terra e em todos os campos e elementos.

E é ela quem guarda as pedras (16 + 1) 17 Okutás, que serão doados por ela, para os assentamentos de todas as outras Oxuns e outros seres e Orixás que serão preparadas no Axé.

É importante, é que no caso de falecimento, esta Iya (Assentamento) não pode ser despachada, pois o mito continua e, é daquele assentamento que continuará saindo os Okutas para as outras feituras de Oxun no Ilê axé.

Se não houver ninguém para dar continuidade ao mito, ninguém para herdar ou tomar conta do Axé, cabe ao sacerdote que estiver fazendo as obrigações do Axexê, devolver aqueles Okutas as águas da cachoeira.

Para isto, deve-se ter um Xangô virado, para que ele com suas próprias mãos devolva às águas os Okutas que sobraram.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM ABALU OU ABALÔ

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Aqui estamos para partilhar um pouco sobre AS QUALIDADES DE OXUM. E como poderia deixar de ser; aqui vamos tentar nos aprofundar nestas mesmas qualidades de forma mais especifica.


OXUM ABALU

Agba ilu - É uma velha Oxum, a mais idosa de todas, e chefe das mulheres. Maternal avó amorosa é uma mulher que tem numerosos filhos e netos. Mas é bastante severa e autoritária. Usa azul claro. E abèbé.

Também chamada de ABALÔ, aquela que carrega ogum, tem caminhos com Iansã). Uma das Oxuns não menos vaidosa e guerreira, Oxum Abalô, como também é chamada. E que trata-se de uma Oxun velha, vestida de branco e azul claro. Lembrando sua ligação com as nascentes, o principio de tudo.

É muito ciumenta e adora receber hortênsias como oferenda. Sua ligação com OMOLÚ, o orixá da peste, tido como o médico dos pobres, é notável e segundo dizem, acompanha este orixá em suas andanças pelos quatro cantos do mundo. É bastante severa e autoritária.

Seu culto é realizado nas nascentes dos rios. É a Oxum das nascentes e dos encontros das águas doces e salgadas. Ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo. Òsun que ajuda as mulheres terem filhos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - SUAS APRESENTAÇÕES

Dando continuidade às QUALIDADES DE OXUM, vamos agora nos adentrar um pouco mais nas suas apresentações, afim de podermos identificá-las no seu modo de ser, proceder e até de se vestir.  

Nem tudo que encontraremos aqui virá a ser o assunto em sua totalidade. Pois nunca é demais avisar que todo o APROFUNDAMENTO sobre um determinado assunto é de única e exclusiva RESPONSABILIDADE de seu BABALORIXÁ ou sua YALORIXÁ.

Não sou conhecedor profundo deste assunto mais o que sei compartilho aqui com todos, e gostaria que vocês colocassem seus pontos de vista, criticas, sugestões e quem sabe um ensinamento sobre qualquer assunto relacionado ao Candomblé e a Umbanda. 


Oxum Abalu - ( Agba Ilu): É uma velha Oxum, a mais idosa de todas, e chefe das mulheres. Maternal, avó amorosa é uma mulher que tem numerosos filhos e netos. Mas... bastante severa e autoritária. Usa azul claro e um Abebé.


Oxum Ijimu (ou Ajímu, ou Jimu) - Outro tipo de Oxum idosa. Pode-se vestir de azul claro ou cor de rosa. Leva Abebé e seus colares são feitos de contas de cristal amarelo escuro com branco. Representa um tipo semelhante à Abalu mas talvez mais meiga.


Oxum Iya Omi - É a Oxum saudada no Xirê, tambem idosa. É aquela que faz as perguntas a Exu no jogo divinatório de Ifá. 


Oxum Aboto - É uma Oxum muito jovem e vaidosa, que usa colares de contas de louça amarelo claro. 


Oxum Opará - Seria a mais jovem das Oxum, tipo guerreiro que acompanha ou Ogum ou Xangô, vivendo com ele pelas estradas e rochas; dança com eles quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na mão e pode vestir-se de cor de rosa. 


Oxum Ajagurá - Outra Oxum guerreira que leva espada ou abebé, jovem, casada com Xango Aganju, rival de Yansã. Representa um tipo muito semelhante a Apara; Apara parece, porém mais agressiva, e Ajagurá mais orgulhosa. 


Oxum Oke ( Loke) - Tipo muito guerreiro.


OXUM YPONDÁ - (ou Oxum Pondá) Uma outra Oxum guerreira, casada com Oxossi Ibualama, Mãe de Logum Edé. YeYe Ponda é a verdadeira Oxum Ijexá ou de Ypondá. Vive no mato com o marido, leva uma espada veste-se de amarelo ouro. É desconfiada, astuta, observadora, intuitiva. Senhora de Ifá. 


Oxum Odo - É Oxum das fontes; Talves seja a mesma que Iya Mi Odo ou Iya Nodo, é um tipo de Yemanjá. 


Oxum Oga - É uma Oxum velha e rabugenta. 


Oxum Kare - É um tipo de Oxum mais velha, não chega a ser idosa, autoritária, guerreira e extremamente agressiva, muitas vezes confundida com Yansã por ser muito rápida. 


OXUM Ê WIJ Í - Oxum extremamente maternal e generosa, saudada no Pade e senhora do Ronkó (Hunko) ou Peji. 


Oxum Ipetu (ou Oyá Ipetu) - Qualidade de Oxum que divide o mesmo Ori com Yansã. Gosta do cobre. Encaminha a Olorum os eguns dos afogados usando a coluna de água formada pelos ventos de sua porção Yansã.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - INTRODUÇÃO

Motumbá meus irmãos, Bom dia!

De fato, como vimos na postagem anterior, hoje é dia de festa para todos nós, afinal o nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, esta comemorando seu PRIMEIRO ANIVERSÁRIO - UM ANO NO AR.

Mas todo o dia de festa, tem também suas obrigações, e conosco não poderia deixar de ser também. Desta forma, como vimos no dia de ontem, nos preocupamos em demonstrar a todos OS ARQUÉTIPOS DOS FILHOS E FILHAS DE OXUM. E dando seguimento, nada mais justo, de nos adentrarmos no assunto sobre AS QUALIDADES DE OXUM.


Assim, além de conhecermos mais sobre OXUM vamos de fato vendo que cada QUALIDADE, designa toda uma personalidade, bem como possui um modo de trabalho único e particular sobre sua própria realidade.

São numerosos os lugares profundos (ibù), entre Igèdè, onde nasce o rio, e Lke, onde ele deságua na lagoa. São os laçais de residência de Oxum. Aí, ela é adorada sob nomes diferentes e suas características são distintas uma das outras. 

Encontramos:

Yèyé Odò, perto da nascente do rio;

Òşun Ijùmú, rainha de todas as Oxuns e que , como a que vem a seguir, está em estreita ligação com as bruxas Ìyámi-Àjè;

Òşun Àyálá ou Òşun Ìyánlá, a Avó, que foi a mulher de Ogum;

Òşun Oşogbo, cuja fama é grande por ajudar as mulheres a ter filhos;

Òşun Apara, a mais jovem de todas, de gênio guerreiro;

Òşun Abalu, a mais velha de todas;

Òşun Ajagira, muito guerreira;

Yèyé Oga, velha e brigona;

Yèyé Olóko, que vive na floresta;

Yèyé Ipetú;

Yèyé Mọrin ou Ibẹrin, feminina e elegante;

Yèyé Kare, muito guerreira;

Yèyé Oníra, guerreira;

Yèyé Oke, muito guerreira;

Òşun Pòpòlókun, cujo culto é realizado próximo à lagoa e que, diz-se no Brasil, não sobe à cabeça das pessoas.

OLHOS DE OXALÁ EM FESTA - UM ANO, NO AR

Motumbá, meus (minhas) amados (as) irmãos (ãs), de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.


Hoje é de fato um dia muito importante, não só pra mim, mas para todos que trabalham em prol deste meio de comunicação, a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, bem como para os CO-AUTORES. Mas acima de tudo, para todos vocês que tem nos acompanhado desde o dia da abertura deste BLOG, voltado ao público de nossa RELIGIOSIDADE, seja ela do CANDOMBLÉ, como da UMBANDA SAGRADA, até hoje.


Um ano se passou, exatamente no dia 16/12/2011, o BLOG OLHOS DE OXALÁ, estava entrando no ar, pelos meios da INTERNET e com ele, tantas coisas já se passaram.


Ainda me lembro do dia em que tive a idéia da montagem deste BLOG, baseado numa inspiração de minha CABOCLA ESTRELA DO MAR, que me solicitou uma forma de levar ao mundo, a verdadeira religiosidade. O estado em que fiquei, vamos falar sério, na hora de tomar banho, não é o momento nem o lugar para se ter alguma inspiração mediúnica por parte de qualquer entidade que seja. Mas, quem sou eu para escolher a melhor hora?!

Assim que terminei de me arrumar, logo me sentei em minha sala no serviço e lá comecei a seguir tudo que me foi passado pondo em prática uma idéia que não era minha, e nunca se passou pela minha cabeça. Mas que ficou martelando o dia todo até o momento em que de fato comecei a por em prática, me dando uma enorme sensação de paz e de bem estar emocional e espiritual. 

Tantas coisas se passaram, criticas, elogios, amizades que se iniciaram, amizades que se finalizaram. Ciumes bobos e até alguns doentios, que na verdade, não tinham nem pé nem cabeça em existirem. Alguns até se tornando absurdos ao ponto de chegar ao estágio de solicitar que o mesmo fosse posto fora do ar, pois estaria comprometendo um certo BLOG que já se encontra no ar a muito mais tempo.

No começo uma luta danada para que alguém em algum lugar do planeta se manifestasse por meio de um comentário por menor que seja, mas só para ter o gosto de saber se estava sendo bom ou ruim. Foi quando surgiu de fato a idéia de montar o perfil do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), existente até hoje, onde muitos de nossos visitantes e até seguidores, ainda hoje, nos acompanham e se manifestam por palavras e até envio de MENSAGENS, que aplicavamos na postagem MENSAGEM DO DIA, e que esta prestes a retornar

Hoje me alegro pela quantidade de visitas que recebemos diariamente, onde já totalizamos uma quantidade que no meu modo simples de pensar e sem noção quanto a probabilidades, já superaram em muito as minhas expectativas. Alcançando lugares, por mim, particularmente, nunca imaginados em chegar. 

Vejam o quadro abaixo as quantidades devidas, desde o dia de sua inauguração até hoje:

Visualizações de página por país
Entrada
Visualizações de página
Brasil
112639
Estados Unidos
9180
Portugal
2095
Alemanha
1492
Rússia
1073
Argentina
533
França
312
Itália
178
Uruguai
168
Japão
130

Os comentários que eram uma luta para obtê-los, hoje são frequentes. E os SEGUIDORES, que no começo eu festejava quando chegamos à quantidade de 10 ou 20. Hoje, tenho a alegria de possuir neste simples instrumento 100 SEGUIDORES. Pois na verdade, não viso QUANTIDADES, mas sim QUALIDADE; E ISTO É EM TUDO.

As maravilhas que tenho a agradecer ao meu PAI OGUM e a meu PAI OXAGUIÃN, são de fato, inúmeras. A partir dos países em que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, tem alcançado. Quantos povos, culturas, pessoas enfim!!! 

Mas, não posso deixar de agradecer a todos que de alguma forma, se manifestam, para nos dizer de fato o que gostariam de encontrar aqui. Como já podemos ver no decorrer deste UM ANO, as inúmeras postagens já feitas, os assuntos e acima de tudo as buscas para cada vez melhorarmos ainda mais através de nossas reformulações inesperadas.

Temos de fato muito a melhorar, e dentro dessas foi a criação da EQUIPE OLHOS DE OXALÁ. Pois não consigo enxergar uma coisa dar certo, se não houver um corpo que zele por ele. Nunca sabemos o dia de amanhã e de fato alguém tem de dar continuidade. Hoje, esta mesma EQUIPE do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, possui COLABORADORES - CO-AUTORES.

Pessoas que além de serem de fato pessoas ativas dentro da RELIGIOSIDADE, estão fazendo deste simples meio de comunicação. Uma fonte aberta para fazer de nossa , um lugar de se mostrar o belo, o bonito e o verdadeiro de nossa RELIGIÃO

São eles: EGBOMI CONCEIÇÃO REIS DE OGUM (CANDOMBLÉ), OGÃN FRANKLIN DE OGUM (UMBANDA SAGRADA), BARA LONAN BORDADOS (CANDOMBLÉ), BABALORIXÁ EDSON DE OXUM, EGBOMI WALLACE T' YEMANJÁ E BABALORIXÁ KLEBER DE OGUM. Mas temos outras pessoas já convidadas a fazer parte, as quais preferimos ainda não fazer divulgação para que nada de errado. Mas tenho a certeza, muitos vão se surpreender e outros vão de fato amar, pois é gente de peso na nossa RELIGIOSIDADE.

Desta forma, minha gente, eu PEDRO MANUEL DE OGUM, não poderia deixar de vir aqui para partilhar esta minha alegria de UM ANO, NO AR, DO BLOG OLHOS DE OXALÁ, e isto só esta acontecendo por um simples motivo: VOCÊ EXISTIR EM MINHA VIDA. Por isso, meus sinceros respeitos e meus absolutos AGRADECIMENTOS.


domingo, 16 de dezembro de 2012

COLETÂNEA ARQUÉTICOS DE OXUM - OXUM NA VIDA DOS SEUS FILHOS


OXUM 

Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe. 

Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito maquiavélico que existe em todos nos. 

Dizem que "a vingança é um prato que deve ser servido frio" e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência desta força da Natureza. No bom sentido, Oxum é o "veneno" das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma "metida", esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino. 

Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca. Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne. É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas. 

Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado. 

Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã. Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos. 

Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente no dia-a-dia, pois que não ama de verdade? Embora o mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração do homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem gera este sentimento mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. 

Mas a magia está presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas. 

Oxum é o sentimento doce, equilibrado, maduro, sincero, honesto. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que "amo e sou amado"

Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do "biquinho" feminino, quando quer uma coisa. É o charme! 

Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata. 

Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal. 

Entretanto, a regência mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula mater – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. 

É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum "tomará conta" até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança. 

Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é amor, e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.

COLETÂNEA ARQUÉTIPOS DE OXUM - AS MULHERES DE OXUM


A MULHER DE OXUM 

Para conquistá-la é preciso estar atento aos sinais que ela emite. 

A primeira coisa que a mulher de OXUM, faz quando está a fim de conquistar alguém é passar as mãos nos cabelos. Não espere jamais que ela demonstre interesse direto. Vai sempre chegar a pessoa amada através de outra. 

Tudo isso acontece porque a filha desta ORIXÁ, gosta de se proteger das pessoas, em qualquer lugar que esteja. 

É aquele tipo de mulher que não anda sozinha e está sempre acompanhada de uma amiga. Apesar disto, tem uma aparência chamativa: destaca-se pelos penteados, pela pele macia e bem tratada, pelo corpo harmonioso. 

Seu ponto fraco é a vaidade. Basta então para conquistá-la, elogiar sua beleza.

A filha de Oxum recebe de seu Orixá regente dons preciosos que a tornam mãe, esposa e amante adoradas. Envolvente, delicada e feminina, quase tímida ao se apaixonar, gosta de ser elogiada e de ouvir declarações de amor de seu par, pois é insegura. Suas preocupações a afetam bastante, tem medos que a deprimem. 

Considera-se bonita, mas não o bastante, tem medo de ficar pobre e sempre acha que não é amada o suficiente. 

Não recebe bem críticas, já que elas aumentam sua depressão e reforçam seus complexos de inferioridades. É preciso tato ao criticá-la, pois se magoa com facilidade. Essa filha não pode ser ridicularizada. 

Os aspectos negativos da filha de Oxum são a autopiedade e orgulho que, quando ferido, pode desequilibrar sua vida. Tem também mania de se comparar com outras pessoas conhecidas, ou parentes. 

Seu mau humor a prejudica e nessa hora ou na hora da mágoa se isola, deprime-se, reclama da vida, chora bastante, mas de repente enxuga as lágrimas e começa a arrumar a casa, esquecendo seus desgostos. Busca no casamento proteção e amor.

AFINIDADES

Com homens de Yansã, Xangô, Ibeji, Oxunmaré, Oxalá, Exu e Oxóssi.

Amor e Casamento 

A filha de Oxum é sentimental, romântica e necessita receber retribuição tão ardente, quanto a que dá. Gosta de se sentir admirada e desejada. 

Apaixonada, fica momentaneamente cega e neste período não percebe se a pessoa lhes convém ou não. Por isso, não deve ser precipitada ao escolher um companheiro, já que o casamento para a filha de Oxum é muito importante, devendo dar tempo para conhecê-la melhor. 

Tem tendência a reviver momentos passados e usa a sua boa memória para os bons e os maus momentos, inclusive revivendo brigas passadas e problemas não resolvidos. 

A mulher, estará sempre a procura de um amor e quando encontrá-lo nada a fará separar-se dele. 

Trabalho e Dinheiro 

As profissões mais adequadas às filhas de Oxum são as ligadas à estética corporal, a alimentação, a psicologia, mas o verdadeiro progresso virá para esse filha quando ela vencer seu pessimismo e a vontade de abandonar tudo quando as coisas ficam difíceis. 

Sociedades comerciais não a favorecem, pois podem sofrer prejuízos por sócios inescrupulosos ou exigentes demais. 

Negócios em que tem afluência de público são bons para elas, bem como áreas ligadas às artes e à literatura. 

É conservadora e bastante equilibrada para lidar com dinheiro, mas tem um lado generoso de forma que é capaz de ajudar quem estiver realmente necessitado. 

Quando empresária, estimula seus empregados a produzirem para ganharem mais e é formal e compreensiva ao tratar com seus subordinados. Quando empregada, é competente e dedicada e tem a capacidade de se tornar indispensável, chamando cada vez mais para si responsabilidades sobre novas tarefas, visando um ganho maior e promoções.

COLETÂNEA ARQUÉTIPOS DE OXUM - OS HOMENS DE OXUM

Sempre quando estudamos sobre as CARACTERÍSTICAS dos filhos de OXUM, ou de qualquer ORIXÁ, vamos logo vendo coisas generalizadas ás quais muitas vezes se confudem, justamente pela falta de diferenciação entre a ação do ORIXÁ, na questão sexual do indivíduo.

Aqui, tentando solucionar um pouco desta questão. Estamos primeiramente, trazendo até vocês um pouco do ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OXUM. A fim de podermos ter condições de fácil compreensão neste requisito. A fim de percebermos que mesmo sendo um homem não existe problema algum este, possuir em seu ORI um ORIXÁ FEMININO

Vamos ver algumas destas características:


O HOMEM DE OXUM

Bonito, charmoso, de ar malicioso, aquele que arranca suspiros. Aliás, isso é o que esse homem mais gosta de fazer. Só que é preciso entender como ele joga o jogo da conquista. 

Em primeiro lugar, não demonstra seu interesse e não se compromete demais. Arma todo o esquema para que a mulher tome a iniciativa de chegar a ele. 

Sexualmente impetuoso, usa toda a sua inteligência e o seu requinte para dar um toque especial aos contatos amorosos. Fará, portanto, com que a mulher se sinta uma rainha. O problema é que gosta de fazer isso com todas as mulheres. 

Mas há como segurar um filho de Oxum. Trabalhe a sua vaidade, elogie-o muito, mas trate de fazê-lo notar que há outras pessoas interessadas na mulher que está ao lado dele.

Há bem menos filhos de Oxum do que filhas, mas Seu filho é vaidoso, escolhe suas roupas com cuidado, combinando bem as cores, e dá muito valor a essa vaidade. É também calmo, sensível, firme, tenaz, doméstico, muito fiel e preza a estabilidade familiar.

Nos defeitos podemos destacar a preguiça, a indecisão e uma ironia persistente, porém discreta. 

São muito desconfiados e altamente intuitivos, atributos que usam para conseguir tudo o que desejam com imaginação e uma pequena dose de intriga. Capazes de fingir não mais querer algo que lutaram muito para conseguir apenas para disfarçar seu interesse que, no fundo, continua enorme. 

O filho de Oxum é do tipo bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Sejam homens ou mulheres, os coroados pela mãe das águas doces, sempre carregam um toque feminino de bondade materna.

AFINIDADES

Com mulheres de Oxunmaré, Yansã, Oxalá, Exu, Ibeji, Oxóssi e Ogum.

Amor e Casamento

O filho de Oxum é sentimental, romântico e necessita receber retribuição tão ardente, quanto a que dá. Gosta de se sentir admirado e desejado. Apaixonado, fica momentaneamente cego e neste período não percebe se a pessoa lhes convém ou não. Por isso, não deve ser precipitado ao escolher um companheiro, já que o casamento para o filho de Oxum é muito importante, devendo dar tempo para conhecê-lo melhor.

Tem tendência a reviver momentos passados e usa a sua boa memória para os bons e os maus momentos, inclusive revivendo brigas passadas e problemas não resolvidos.

Quando é solteiro, o homem de Oxum vacila quanto ao casamento por medo de se decepcionar. Já a mulher, estará sempre a procura de um amor e quando encontrá-lo nada a fará separar-se dele.

O ciúme também é um forte componente de sua personalidade. Levam muito a fama de fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a maneira encontrada de terem informações em troca já que são pessoas que precisam sempre estar informadas de tudo.

Trabalho e Dinheiro

Sociedades comerciais não o favorecem, pois podem sofrer prejuízos por sócios inescrupulosos ou exigentes demais.

Negócios em que tem afluência de público são bons para eles, bem como áreas ligadas às artes e à literatura.

É conservador e bastante equilibrado para lidar com dinheiro, mas tem um lado generoso de forma que é capaz de ajudar quem estiver realmente necessitado. 

Quando empresário, estimula seus empregados a produzirem para ganharem mais e é formal e compreensivo ao tratar com seus subordinados. Quando empregado, é competente e dedicado e tem a capacidade de se tornar indispensável, chamando cada vez mais para si responsabilidades sobre novas tarefas, visando um ganho maior e promoções.

COLETÂNEA ARQUÉTIPOS DE OXUM - INTRODUÇÃO



Arquétipo 

Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões. Também são extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, além de sempre estarem namorando. 

São pessoas dóceis. Porém, difíceis de lidar devido a sua imensa sensibilidade, que lhes fazem se magoar facilmente com as coisas que lhes desagradam. Tentam esquecer, mas não perdoam. O ciúme é constante em suas vidas. Não se refletindo só na vida amorosa, mas também nas amizades e em todo e qualquer tipo de relacionamento. 

Os pés e a barriga são as partes do corpo que lhes trazem constantes problemas. São pessoas de sorte e costumam alcançar muitos de seus projetos. 

Um fato importante é que esta sorte passa também para as pessoas que lhe são próximas, como por exemplo: filhos de santo

Portanto, ter um Babalorixá ou uma Iyalorixá de Oxum como Sacerdote do nosso Orixá é um fator muito positivo! Pois eles têm uma forte influência do Odu Oshê, o qual possui um grande poder de transformação.

PALAVRAS DE PEDRO DE OGUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) e amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia e Bom Domingo.


Com satisfação venho até aqui, agradecer o carinho e as visitas de todos vocês em nosso meio de comunicação. Cujo, estamos tendo a primazia de estarmos abordando temas referentes à ORIXÁ OXUM. Senhora das águas doces e acima de tudo da maternidade.

Como vimos nas últimas postagens percebemos o grande valor que a MULHER possui dentro de nossa RELIGIOSIDADE. Todas mostrando de fato a ação de OXUM em suas vidas, como na sua vida ativa seja ela profissional, material, familiar e religiosa.

Vimos que de fato, OXUM, se faz presente inspirando todas as mulheres a lutarem de fato pelos seus  devidos lugares e respeitos, aos quais, a elas foram confiados. 

Hoje, estaremos nos aprofundando um pouco mais nos ARQUÉTIPOS DAS PESSOAS DE OXUM. Um assunto que nos leva a conhecer ainda mais esta grande ORIXÁ e sua ação na vida das pessoas, principalmente dos seus filhos e filhas espalhados pelo mundo todo. 

Um bom DOMINGO a todos e não deixem de acompanhar nossas postagens.

Pedro Manuel T' Ogum.

sábado, 15 de dezembro de 2012

OLHOS DE OXALÁ - CONVITE


COLETÂNEA OXUM E O PODER FEMININO - A MATRIFOCALIDADE


Mas além da matrifocalidade vivida por parte das mulheres africanas no Brasil e de aspectos importantes levantados para a compreensão da mulher deter o poder religioso, sublinha-se a existência também da matrilinearidade. Em outras palavras, a matrifocalidade, aqui, combina-se com a matrilinearidade. Este último conceito ganha sentido com a norma de que os filhos ao pertencerem sempre ao grupo da mãe, a descendência é matrilinear (Brown, 1972, p.3). 

O fato da existência da matrilinearidade é comprovada também pelo jogo de búziospeça-chave do Candomblé – em que as mães-de-santo tradicionais antes da primeira jogada pede o nome e o sobrenome da cliente, só que este último só do lado materno. Todo o jogo, especialmente as relações do presente com o passado, desenrola-se através da matrilinearidade. Desse modo, essa prática divinatória é povoada de imagens femininas, da bisavó, da avó, da mãe, da filha, da tia materna. 

Assim, a definição de matrifocalidade discutida por Scott se completa. Em suas palavras: "é também na provável existência de manifestações culturais e religiosas que destacam o papel feminino" (1990: 38). 

Para iluminar ainda melhor este fato - o da chefia feminina - torna-se importante destacar alguns fatores que foram incisivos para que a mulher viesse a ocupar o ápice da hierarquia religiosa, além dos outros que foram elencados no trajeto feminino da África para o Brasil. 

As mulheres africanas pertencentes a etnias fons e iorubás exerceram em seus respectivos reinos um poder político importante. É claro que no presente da escravidão esse poder teve que ser ressignificado. Na realidade é totalmente contraditório com a situação de escravo o exercício de qualquer poder no plano do real. Assim, pode ter ocorrido uma transformação: se não existiam condições de exercício do poder real, exercia-se no plano do imaginário, através da religião. 

No candomblé baiano há fatos que favorecem a minha interpretação: A ialorixá Omonikê, Maria Julia Figueiredo, que sucedeu Marcelina Obatossi na direção do já então intitulado Ilê Axé Iya Narso Oka, foi a última a ter os títulos africanos de Ialodê e Erelu. Isto nos leva à representação das mulheres nagô-iorubás da Bahia. 

Omonikê era Provedora-mor da devoção de Nossa Senhora da Boa Morte, fundada pela ala feminina da Irmandade dos Martírios na década de 1820 e sincretizada com a sociedade Gueledé. Na Bahia, a ialorixá da Casa Branca, a Ialodê Erelu, a Ialodê da Gueledé e a Provedora-Mor chegaram a ser a mesma pessoa, isto é, a representante suprema das mulheres nagô-iorubás com direito a assento no Aremafá da casa de Oxóssi (Silveira, 2000: 93). Desse modo, as informações de Renato da Silveira indicam que o poder feminino ressignificado, no Brasil, passou para o âmbito religioso. 

Na verdade, quem vai receber o título de Ialodê é a ialorixá Omonikê - Maria Julia Figueiredo. Além disso, ela concentrou em suas mãos o cargo de Provedora-Mor da Irmandade da Boa Morte, o da principal sacerdotisa do Terreiro da Casa Branca, e também o de ialaxé das Gueledés. Essa concentração de poder desnuda, de um lado, o poder da mulher, pois todas essas organizações são femininas; de outro lado, mostra a interpenetração entre a Gueledé, a Irmandade da Boa Morte e o Candomblé. 

Outro aspecto que deve ser destacado para iluminar o fato de a mulher vir a ser a sacerdotisa-chefe do Candomblé diz respeito à densidade do sentimento materno na africana. 

Esse sentimento, por sua vez, tem muito a ver com a noção de Terra-Mãe comentada por Morin: A Terra-Mãe como metáfora só virá a florescer em toda a sua extensão nas civilizações agrárias, já históricas, o trabalhador Anteu colhe sua força no contato com a terra, sua matriz e horizonte, simbolizada na Grande Deusa... onde jazem seus antepassados, onde ele se julga fixado desde sempre. 

Com esta fixação ao solo, virá impor-se à magia da terra natal; que nos faz renascer por que é nossa mãe... É bem conhecida a dor do banido grego ou romano que não terá ninguém que lhe continue o culto como ficará separado para sempre da Terra-Mãe (Morin, 1988: 114). 

A África contém para os escravos do Brasil todas as características da Terra-Mãe de que fala Morin. Era dela que o africano retirava o alimento com os seus diferentes significados para a totalidade de sua vida, é nela que se encontram enterrados os seus antepassados e onde ele pensa em permanecer, pois é a sua terra natal (Bernardo, 1997: 108). 

Mas além do africano não permanecer na sua terra de origem, defrontou-se com a escravidão. Assim, se no plano do real a situação não valia a pena ser vivida, devia existir compensação. É no plano do simbólico e do imaginário que se encontram as respostas para resistir. 

Nesse sentido, torna-se importante evidenciar a diferenciação feita por Jung entre Pátria e Terra: "A pátria supõe limites, isto é, localização determinada, mas o chão é solo materno em repouso e capaz de frutificar" (Jung, 1993: 39). 

É no solo brasileiro que frutificará o Candomblé, a terra-mãe como metáfora para os africanos e seus descendentes. Se o Candomblé representa a terra-mãe que, por sua vez, possui os seus significados ligados ao feminino, essa expressão religiosa, ao representá-la, ganha todas as suas significações. É nesse sentido que a grande sacerdotisa do candomblé é chamada de mãe-de-santo. 

Essa denominação não é casual - Jung afirma: "É a mãe que providencia calor, proteção, alimento, é também a lareira, a caverna ou cabana protetora e a plantação em volta. A mãe é também a roça fértil e o seu filho é o grão divino, o irmão e amigo dos homens, a mãe é a vaca leiteira e o rebanho" (Jung, 1993: 39). 

Na verdade, Jung está pontuando as características do arquétipo de mãe, no qual estão incluídos sentimentos que nas africanas e suas descendentes foram tão intensificados a ponto de levar estas mulheres a se tornar feiticeiras para proteção de seus filhos. A possível ampliação desses sentimentos foi uma das causas que tornou plausível à mulher viver a matrifocalidade tanto na família consangüínea como na de santo. Tanto isso é verdade que os primeiros terreiros de que se tem notícia, datando dos séculos XVIII e XIX, são os candomblés de origem iorubá, cuja chefia é feminina. 

Mas não foram somente os candomblés baianos que foram fundados por mulheres. Em São Luis (MA) tanto o Tambor de Mina quanto a Casa de Nagô possuem nas suas origens o feminino. O primeiro foi fundado por Maria Jesuína, africana do Benin; Josefa e Joana, vindas de Abeokuta, fundaram a Casa de Nagô (Ferreti, M., 1996). 

Dessa forma, percebe-se que a troca do poder religioso entre os sexos, que partilha das idéias de Gilroy sobre a diáspora, pode ser melhor explicitada ao recolocar a noção de Terra-Mãe, iluminando a necessidade da mãe, da mulher, da proteção feminina para os africanos ao deixarem a sua terra natal – a África. 

A explicação dada, por uma mãe-de-santo tradicional, sobre o fato da sucessão no seu terreiro seguir normas matrilineares é dita da seguinte forma: "Olhe minha filha na minha caso só mulher pode ser rainha; Ora por quê? Ela tem mais axé". 

A resposta dada pela sacerdotisa sobre o fato de ser a mulher a grande sacerdotisa do candomblé faz com que eu retome a discussão da mulher africana, dos cultos da Iá Mi Oxorongá, que Laval (1996) refere-se as estas últimas como mais poderosas que os orixás, que por sua vez, parecem ter relações com o fato de as mulheres terem desenvolvido poderes ocultos para proteger a si e as seus filhos dos conflitos originados na família poliginica; do desenvolvimento profundo do sentimento materno e começo a compreender porque a mulher é a sacerdotisa central dos primeiros terreiros que se tem notícia. 

Mais precisamente, o exercício do amor, do afeto – parece desenvolver o axé. Isto é, troca-se o amor por axé. É essa relação determinante no candomblé – a reciprocidade.


COLETÂNEA OXUM E O PODER FEMININO - AS YA MIS, MÃES FEITICEIRAS


É revelador que entre os mitos e ritos desta sociedade existe o da Iá Mi Oxorongá, minha-mãe feiticeira. Sobre este assunto, afirma Carneiro da Cunha: Ela é o poder em si, tem tudo dentro de seu ser. Ela tem tudo. Ela é um ser auto-suficiente, ela não precisa de ninguém, é um ser redondo primordial, esférico, contendo todas as oposições dentro de si. Awon Iya wa são andróginas, elas têm em si o Bem e o Mal; dentro delas, elas têm a feitiçaria e a anti-feitiçaria; elas têm absolutamente tudo, elas são perfeitas (Carneiro da Cunha, 1984: 8). 

É claro que não são todas as mulheres africanas que se transformaram em feiticeiras; também não foram todas as suas descendentes que viveram a matrifocalidade. Robert Slenes encontrou relações monogâmicas entre os escravos na região de Campinas, no Estado de São Paulo: Tal família deve sua existência à relação peculiar entre Estado, Igreja e Sociedade, além de ter incidido diretamente nas taxas de nupcialidade, também teria mantido ou fortalecido um clima ideológico no seio da elite favorável à idéia de casamento religioso como instituição benéfica e moralizadora para todas as classes sociais (Slenes, 1999: 91). 

Percebe-se, assim, que a construção da família e os sentimentos que a envolvem têm a ver com as relações sócio-culturais, políticas e econômicas. "No entanto, ironicamente, sempre cada sistema de parentesco é visto no seu próprio contexto como natural ou sagrado" (Maynes, 1996: 3). 

A sociedade brasileira, ou melhor, o Ocidente, sacralizou tanto a família monogâmica quanto o amor materno, que também é visto como instintivo e portanto natural. É nesse sentido que concordo com Badinter, quando diz: Ao percorrer a história das atitudes maternas, nasce a convicção de que o instinto materno é um mito. Não encontramos nenhuma conduta universal e necessária da mãe. Ao contrário, constatamos a extrema variabilidade de seus sentimentos, segundo sua cultura, ambições e frustrações. 

Como então não chegar à conclusão, mesmo que lhe pareça cruel, de que o amor materno é apenas um sentimento e, como tal, essencialmente contingente. (Badinter, 1985: 367). 

As características de proteção e afeto maternos intensos, acrescidas à de provedora, que a mulher africana e afro-descendente também detém, como foi discutido anteriormente, possibilitam a vivência da matrifocalidade na sociedade brasileira. 

No entanto, todos esses aspectos culturais, sócio-econômicos e históricos elencados não explicam a ocorrência somente de um tipo de família, mas dão indícios fundamentais para o entendimento do fato peculiar da mulher surgir como a detentora do poder religioso, a grande sacerdotisa do candomblé.

COLETÂNEA OXUM E O PODER FEMININO - LEI DO VENTRE LIVRE

Parecer e Projeto de Lei (Lei do Ventre-Livre) de 1870 referiam-se à família. A 7ª - Providências para manter a integridade da família, estabelecendo que, no caso da libertação das escravas, os filhos menores de oito anos acompanharão suas mães (art. 6º, § 6º) e ampliando-se a disposição do artigo 2º da Lei nº 1695 de 15 de setembro de 1869, a qualquer caso de alienação ou transmissão (art. 6º, § 11º)" (apud Giacomini, 1983: 15).


Pelo projeto de lei, "verificava-se que a legitimação da família negra se referia à mulher e seus filhos" (Bernardo, 1997: 61). Aqui se encontra a causa de se facultar à escrava ganhadeira o pecúlio, que deveria ser utilizado com os seus filhos. Na realidade, no momento em que passa a vigorar essa lei, as crianças nascidas a partir dessa data não são mais escravas, mas são filhos de escravos. 

A época dessa lei foi marcada pelo pânico. O medo se reflete em uma notícia do Diário do Rio de Janeiro, em 1871: O que ficará sendo a escravidão? Qual será a autoridade, a posição do senhor, quando o escravo puder, perante ele, invocar os seus direitos em relação à propriedade, em relação à família, quando puder exigir dele a sua emancipação em nome da lei? 

Não cogitou (o governo) que, se conceda ao escravo o direito da sucessão ativa e passiva, é mister conferir-lhe o uso e o exercício ativo e passivo de todas as ações que nasceu do direito de família, que regulam as sucessões e a transmissão de herança? Concebe alguém que, sem completa anarquia, os escravos possam mover ações em juízo, como autores e como réus, que possam demandar legados e heranças que possam mover ações de filiação? (apud Giacomini, 1983). 

As crianças nascidas no pós-Ventre-Livre tornaram-se uma ameaça tão grande aos senhores que a possibilidade de pecúlio para a mãe-escrava simplesmente suavizava o pânico e o prejuízo do senhor. Assim, se a reprodução escrava, anteriormente, era vista de maneira absolutamente positiva, a partir de 1871 a criança negra torna-se um peso difícil de se desvencilhar. 

A Lei do Ventre-Livre, com o seu pecúlio, nada mais fez do que acentuar uma forma alternativa de família que tem suas origens na diáspora e desdobramentos na escravidão e no pós-abolição. Se na África as mulheres viviam com seus respectivos filhos em casas conjugadas à grande casa do esposo, num sistema poligínico, no Brasil rompeu esta relação, permanecendo a chefia da família com a mulher, florescendo a matrifocalidade. 

Essa forma alternativa de família está diretamente relacionada à autonomia feminina que veio sendo conquistada desde a África, onde as mulheres foram as principais responsáveis pela rede de mercados que interligavam todo o território iorubá, com experiência de excelentes comerciantes, atribuída também às mulheres bantas. 

Essas atividades comerciais recriadas no Brasil ainda na época da escravidão fazem com que surjam as ganhadeiras, escravas ou livres, que em muitas regiões tornam-se as responsáveis pela distribuição dos principais gêneros alimentícios, chegando a comprar a própria alforria, numa forma de liberdade que, por sua vez, beneficiou muito mais as mulheres, que eram menos necessárias à produção sobre a qual o sistema escravocrata estava constituído. 

Assim, as mulheres negras, comparadas com seus parceiros, tiveram melhores oportunidades de trabalho, construindo brechas no mercado de trabalho livre que então se formava. Continuaram a ser ótimas comerciantes; foram também amas, lavadeiras, cozinheiras; chegaram a ser também operárias das primeiras fábricas no início do processo de industrialização em São Paulo. 

Desse modo, a matrifocalidade como forma alternativa de família parece fazer parte dos fluxos, das trocas constituídas na diáspora. Tanto para a mulher africana quanto para a afro-descendente, a matrifocalidade aparentemente não foi somente uma imposição da escravidão e do pós-abolição, com a conseqüente marginalização do homem negro no mercado livre durante as primeiras décadas do século XX, que o impossibilitava de assumir a chefia familiar. 

A mulher negra parece viver a matrifocalidade de forma diferente das mulheres brancas. Em minhas pesquisas anteriores e na atual, pude verificar que para essas mulheres a matrifocalidade não é encarada como sofrida, pesada; pelo contrário, acentua sua autonomia, traz satisfação. 

Klass Woortman, ao estudar a matrifocalidade na Bahia, obteve dados semelhantes aos meus: Um fato que merece menção é o de que a proporção de díades maternas em minha amostra é mais alta que nas de Hammel. O fato pode ser devido à diferença de amostragem, mas pode também ser devido a diferenças culturais entre as duas populações. Não disponho de informações relativas à ideologia familiar das comunidades peruanas estudadas por Hammel, mas podemos recordar que muitas mulheres na Bahia não desejam casar-se como foi observado por Landes e que elas podem facilmente despedir seus companheiros, caso estes não correspondam às expectativas. 

Algumas mulheres declararam que preferiam receber visitas... A mesma liberalidade também é parte das atitudes dos homens, eles preferem deixar a casa se a mulher começa a ficar muito mandona ou reclamona (Woortman, 1987: 123). 

Os achados de Woortman, como os de Landes e os meus, sugerem a existência de elementos culturais na matrifocalidade vivenciada por parte das mulheres negras no Brasil. Parry Scott, ao discutir como o homem e a mulher vivem a matrifocalidade, diz que: Esse termo identifica uma complexa teia de relações montadas a partir do grupo doméstico onde, mesmo na presença do homem na casa, é favorecido o lado feminino do grupo. Isso se traduz em: relações mãe-filho mais solidárias que relações pai e filho, escolha de residência, identificação de parentes conhecidos, trocas de favores e bens, visitas etc., todos mais fortes pelo lado feminino; e também na provável existência de manifestações culturais e religiosas que destacam o papel feminino (Scott, 1990: 39). 

Na definição de matrifocalidade acima emergem elementos culturais que, no caso aqui estudado, foram criados durante a escravidão e mesmo no pós-abolição, além das ressignificações das experiências africanas. 

Na África, a família poligínica propiciava relações mais estreitas entre mãe e filhos do que aquelas do pai com seus filhos, inclusive porque os filhos viviam com sua mãe em casas conjugadas à grande casa do esposo que vivia com a esposa principal e os filhos desta. O fato de viverem em casas conjugadas significa, no limite, que as diferentes esposas com seus respectivos filhos viviam em casas separadas da casa do esposo. 

Por outro lado, Verger mostra que a família poligínica dilui a dominação masculina encontrada nas uniões monogâmicas. Na primeira, "as mulheres não são totalmente integradas, deixando-lhes este fato uma certa independência" (1992: 99). O mesmo autor, ao comentar as relações sociais que ocorrem no interior das famílias poligínicas, diz que "Nas grandes famílias, o entendimento é em geral mais cordato entre os filhos de uma mesma mãe do que entre aqueles que têm um pai comum mas mães diferentes" (Verger, 1992: 100). 

Esse comentário de Verger ganha mais sentido se aliado às seguintes informações de Lawal, sobre a situação feminina: Desde que as mulheres no papel de mãe são idealizadas como amorosas, carinhosas e irrevogavelmente comprometidas com a proteção das vidas que elas trouxeram ao mundo, é irônico que essas mulheres sejam também acusadas de feitiçaria. 

De acordo com Peter Morton-Williams, a identificação de feitiçaria com as mulheres pode estar relacionada com a poligamia típica dos iorubanos, em que há rivalidades, ciúmes mútuos e suspeitas; de um lado, encontra-se a co-esposa e seus filhos e, de outro, co-esposas e os parentes de seu marido. Sob essa atmosfera as mulheres demoram para engravidar, abortam; as desgraças, os infortúnios surgem como atos engendrados pelas outras co-esposas ou parentes hostis do marido. 

Essas suspeitas desenvolvem-se em uma permanente "guerra-fria" em que todos participam dos rituais de proteção ou de agressividade. Em uma situação como essa uma mulher pode ser compelida a desenvolver os poderes ocultos para proteger tanto seus filhos como a si mesma (Lawal, 1996: 32). 

A interpretação desses fatos ilumina o estreitamento das relações entre mães e filhos em detrimento das relações paternas. Na verdade, o que transparece é que os filhos gravitam em torno da mãe em uma interdependência totalizadora; inclusive o conflito entre irmãos do mesmo pai e de mães diferentes dá indicativos nessa direção. 

Mas é sobretudo o fato da existência de uma verdadeira "guerra-fria" entre parentes, em que a mãe encontra-se sempre ao lado de seus filhos, para protegê-los, faz com que ela desenvolva poderes ocultos, transformando-se em feiticeira; indicando que as situações de conflito vividas pela mãe com seus filhos possibilitam o desenvolvimento de sentimentos maternos de tal monta que chega-se à feitiçaria como forma de proteção. 

Na discussão entre instinto e sentimento, chamo Morin para fortalecer meus pensamentos, pois penetro em um território sagrado para o mundo ocidental, o do amor materno: A cultura insere-se completamente na regressão dos instintos (programas genéticos) e na progressão das competências organizacionais, reforçada simultaneamente por essa regressão (juvenilizante) e por essa progressão (cerebralizante) necessária a esta e aquela. Ela constitui um "tape-recorder", um capital organizacional, uma matriz informacional, apta a nutrir as competências cerebrais, a orientar estratégias heurísticas, a programar os comportamentos sociais (Morin, 1991: 85). 

As aptidões substituem os programas estereotipados ou instintos, "mas elas só podem operacionalizar-se a partir da educação sócio-cultural e num meio social complexificado pela cultura" (Morin, 1991: 85). 

É nessa perspectiva que entendo o desenvolvimento do sentimento materno entre as africanas. Em outras palavras, esse sentimento não é o instinto. No sapiens, tem-se a regressão instintual e a emergência de aptidões que se desenvolverão mais ou menos de acordo com a cultura através do processo de socialização. Não há dúvida de que as diferentes formas de família, com suas normas, fazem parte da diversidade cultural. 

A poliginia parece possibilitar o desenvolvimento de sentimentos maternos diferenciados em relação à monogamia. Nesta última, a relação com o pai é mais próxima, pois existe a possibilidade de cuidados com a prole. Tanto é que, a partir da prática psicanalítica desenvolvida em uma clínica neuro-psiquiátrica na África Ocidental no período de 1962 a 1986, Ortigues e Ortigues (1984) revelam que na cultura africana é a mãe quem se relaciona corpo a corpo com a criança, sem intermediários. 

Assim, no sapiens, tem-se a "aptidão natural para a cultura e a aptidão cultural para desenvolver a natureza humana" (Morin, 1991: 85). Esse aspecto, o do sentimento materno que envolve uma proteção sem limites entre as africanas fazendo com que se transformem em feiticeiras para salvaguardar a si mesmas e a seus filhos.