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domingo, 22 de abril de 2012

O ORIXÁ OGUM – O ORIXÁ QUE VENCE DEMANDAS


Nos ritos do candomblé, Ogum é, depois de Exu, o 1º Orixá a ser homenageado. Isso porque ele é o desbravador de todos os caminhos, o pioneiro que criou o ferro e a metalurgia, abrindo uma nova trilha para o desenvolvimento da civilização e da guerra. 

Desse modo, Ogum se associa ao progresso técnico e protege os agricultores, os soldados, os artesãos e todas as pessoas que trabalham com instrumentos de ferro ou de aço. Valente e impetuoso, ele está sempre ao lado dos seus filhos em todas as suas lutas, na justiça ou por melhores condições de vida. Nunca deixa um filho seu sem resposta.

Ogum tem uma ligação muito grande com Exú, sendo, às vezes, confundido com ele. A confusão existe porque os dois orixás dominam todos os caminhos e estão sempre na dianteira. É Exú quem consegue aplacar a ira de Ogum.

* Características:
. Nome: Ogum
. Origem: Nigéria
. Data: 23 de Abril
. Filiação: Oxalá e Yemanjá
. Raio: Primeiro
. Elemento: Terra
. Suporte: Ferro
. Domínio: Caminhos, progresso técnico, conflitos, enfrentamentos e questões judiciais.
. Cores: Azul escuro ou vermelho
. Colares (guias): Contas azul escuras (no candomblé), vermelhas, verdes e brancas ou feitas de aço (na umbanda).
. Saudação: Ogunhê! (Olá, Ogum!). Pata Kori Ogum
. Oferendas Rituais: Inhame assado e feijão fradinho cozido na água, misturado com dendê.
. Bebidas: Cerveja clara
. Flor: Cravo Branco
. Frutas: Goiaba, manga-espada.
. Minério: Ferro e bronze
. Cristais: Água Marinha, Topázio Azul, Lápis-Lazulli
. Signo: Áries
. Dia da Semana: 3ª Feira
. Vela: Azul Claro ou Vermelha
. Local para acender: Linha do trem
. Vibrações: Para resolver problemas, alcançar um desejo e tirar obstáculos do caminho.
. Amuleto: São uma pequena espada de prata ou uma adaga (que traz força e coragem), o rubi, a rubilita ou outra pedra vermelha banhada nas águas de uma cachoeira.
. Instrumento: Espada de Ferro e Coroa
. Sincretismo: São Jorge
. Perfume: Violeta.
. Carta do Tarô: O Carro
. Carta do Baralho Cigano: Os Caminhos

CONHECENDO PAI AGNALDO DE OGUM - BAHIA


Pai Agnaldo nascido e criado em Ponta de Areia na ilha de Itaparica. Filho e neto de sacerdotes da seita de LESEN EGUM tendo como seu mestre na seita de EGUM, Domingos dos Santos e Laelso Vitoriano dos Santos. Pai Agnaldo passou por vários problemas de saúde e espirituais, teve que ser iniciado na seita LESEN ORIXÁ KETU no terreiro ILÊ AXÊ OPÔ AGANJÚ, tendo como sua IALORIXÁ Rosalina Daniel de Paula, e seu avô o BABALORIXÁ Balbino Daniel de Paula. Ao longo desses anos Pai Agnaldo vem fazendo uma trajetória com responsabilidade, amor e carinho para com os orixás, seus filhos de santos e clientes.

OGUM - A FESTA DO BOI NA BAHIA


No Terreiro do Pai-de-Santo Zé de Ogum, 46 anos, situado no município de Lauro de Freitas, arredores de Salvador (Bahia), a festa de seu santo é um acontecimento. O ritual prevê três dias inteiros de comemorações e sacrifícios preparatórios que exigem, entre outras coisas, a imolação de sete galos caboclos (vermelhos) em homenagem a Exu. Todas as carnes e miúdos dessas aves serão aproveitados nos banquetes sagrados. E o culto culmina sempre com o sacrifício de um boi inteiro, cujo sangue é levado num vaso especial para o Ibá – espécie de santuário onde fica o chamado carrego do santo, com potes, bacias e louças próprias. Um ritual que MANCHETE documentou com exclusividade. 

O terreiro que sacrifica um boi a Ogum recebe 14 anos de paz garantida A Preparação para o dia do culto de Oxum exige daqueles que nele participam ativamente uma série de obrigações e penitências. Em certos casos, se requer até mesmo abstinência total – com recolhimento absoluto durante os 14 dias que procedem a cerimônia. Na simbologia dos fiéis de Ogum, o boi significa força, poder e decisão. Seu sacrifício tem assim, como efeito imediato, produzir a paz no terreiro e uma profunda concórdia entre seus frequentadores. Os iniciados explicam que basta um sacrifício para garantir esta paz por um período de 14 anos. Mas, no terreiro de Zé de Ogum, celebra-se a festa todos os anos. Porque os fiéis do Candomblé de Lauro de Freitas gostam da cerimônia.

Apesar das danças de guerra e dos cantos de combate, a festa de Ogum tem sempre por resultado essencial um só: paz.

Os fiéis chegam cedo para a cerimônia principal. Os primeiros convidados e alguns curiosos esperam a chegada do Alabê, espécie de chefe de orquestra, acompanhando de dois ajudantes que conduzem os atabaques. Enquanto os pontos vão crescendo, aproxima-se o momento da apresentação do grande sacerdote, Zé de Ogum, que descobriu sua vocação aos 18 anos, e teve a cabeça feita pela mãe-de-santo Paulina, num velho e tradicional terreiro da cidade de Cachoeira, situada no Recôncavo Baiano.

Recebeu então a incumbência de zelar, durante toda a vida, pelo culto de Ogum. Nessas ocasiões mais solenes, Zé de Ogum ostenta uma bonita batina amarela e tem no pescoço dezenas de colares de contas e miçangas de todos os tipos. Quando os pontos chegam ao auge, há sempre muitos manifestantes que recebem santos no terreiro e são levados a pessoas especialmente encarregadas de acalmá-las. O sacerdote sangra o boi com um golpe certeiro e o animal cai, enquanto as auxiliares correm para aparar o sangue numa grande tigela de barro. Este sangue, chamado de menga, vai depois para o santuário do terreiro – o Ibá –, onde é colocado sobre as otás, ou pedras sagradas.

Cantos, danças e banquetes fazem parte essencial do culto de Ogum. No calendário do candomblé, terça-feira é normalmente o dia da semana especialmente dedicado a este orixá. Sua cor preferida é o azul-escuro, sua comida é, normalmente, feijoada com inhame assado. Sua saudação é ogunhê e na indumentária entram sempre elementos de couraças e capangas. Porque se trata de um santo guerreiro. 

Outro elemento essencial do culto de Ogum é Exu, que muitos leigos confundem erroneamente com o diabo. Os iniciados dos terreiros insistem sobre a necessidade de cair neste erro. Nos candomblés de Ogum existem quase sempre dois exus – o Xoroquê e o Tiriri. Este último é, na realidade, um orixá, e não um escravo, como querem alguns. 

Durante a festa, a cozinha do terreiro está sempre cheia de filhas-de-santo sorridentes, que passam três dias e três noites servindo refeições aos convidados: os pratos são em geral feijão, farinha, carne assada ou ensopado. Os miúdos dos sete galos caboclos sacrificados antes do boi são cozidos no azeite-de-dendê e em seguida colocados em alguidares aos pés de Exu. O que resta destes galos é aproveitado para o xinxim, que pede ainda camarão e mais azeite. Este prato é o famoso Ixó de Exu, distribuído a todos os presentes durante o primeiro e o segundo dias da festa. 

Exu fica assim inteiramente manso, assentado, e Ogum pode então dominar tudo. Começa aí o momento da grande feijoada a Ogum. Quatorze homens, especialmente escolhidos pelo pai-de-santo, e ajudados por alguns filhos-de-santo, preparam o barracão principal. Ao centro do barracão são colocadas três esteiras e três alás (lençóis) brancos, em volta dos quais se dispõem castiçais com velas acesas e jarros com flores. Chegam então os ogãs, alabês, ekedes, kotas, a Mãe-Pequena e outros grandes do candomblé. Há mulheres que trazem tabuleiros com pipocas: são flores para o velho orixá Omulu, amigos de Ogum. 

As manifestações de Ogum são as mais variadas: pode parecer muito velho (daí sua amizade com Omulu). Mas pode ser também Ogum-Wari, que aparece empunhando uma espada e dançando como um guerreiro indomável. O essencial no entanto é que, qualquer que seja a manifestação predominante, o resultado final do culto será sempre a paz.


OGUM, O ORIXÁ DA LEI E DA ORDEM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).

Nesta manhã foi levado a meditar sobre a posição de Ogum na questão da Ordem e da Lei. Duas realidades presentes na realidade deste Orixá que vai a frente abrindo os caminhos. Assim como esta colocação dentro da realidade Umbandista. Vejamos o que temos a aprender.


Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos.

O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã.

Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc.

Portanto, na linha pura do "ar elemental" só temos Ogum e Iansã como regentes. Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda.

Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei. saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos. E o mesmo acontece com Obaluayê e Yemanjá.

Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério "Guardião" e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores! Formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de "estilo" , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.