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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - GONGOBILA



Gongobila - nome que revela a natureza do caçador e a face divina de Deus como provedor. 

Essa Divindade é responsável pela manutenção da tribo e ainda tem a função de manter a vigilância noturna nas aldeias garantindo-lhes a segurança. 

Está ligado a abundância de alimentos na Nzo (casa) de culto, proporcionando a fartura, a alimentação, a bem-aventurança financeira dos filhos de santo e da clientela. 

Seus filhos costumam ser lépidos, faceiros, altivos e possuem habilidades manuais e rapidez de movimentos. São também aventureiros e confiantes. 

É também um exíguo pescador e tem a natureza jovial e bela. 

Saudação: Pembelê Tat’etu Mutalambô, Kiuá! Cabila Duilo!!! 

Seus símbolos são vários e todos ligados à caça ou à defesa, sendo o mais conhecido o arco e fecha, bem como o embornal e a capanga. 

No Brasil se convencionou o dia de quinta-feira em sua homenagem e suas cores várias do azul celeste ou turquesa ao verde. 

A comida ritual mais comum a ele oferecida no Brasil é o milho amarelo cozido e o coco. Também pode lhe oferecer grãos torrados e frutas em abundância. Salve o caçador dos céus!!!!

COLETÂNEA OXÓSSI - MUTALAMBÔ


Mutalambô ou Lambaranguange é um Nkisi caçador, que vive em florestas e montanhas, é o Nkisi da fartura e comida abundante, assim como Kabila. Equivalente ao Orixá Oxossi do Candomblé Ketu. 

Na Mitologia Bantu - Tat'etu Mutakalambô ou Mutakulamburungunzo (o mais velho) - O Caçador divino. Todos os povos antigos tinham o seu caçador e defensor divino que era responsável pela fartura e pela defesa da aldeia. 

O Caçador divino não é ninguém. Cada povo lhe entendeu de um jeito e lhe representou na sua cultura e na sua língua, mas faz parte do inconsciente coletivo de tempos imemoráveis. Também andam neste caminho Nkongobila / Telekompenso. 

Estes caçadores bantu para se identificarem com qualquer outro caçador mitológico não foi difícil. Ai entra o Oxossi: os Odé dos Yorubá e até os caçadores ancestrais brasileiros, como caboclos.

COLETÂNEA OXÓSSI - ODÉ KARÊ


KÀRÉ – é ligado as águas; e a Oxum e Logun Edé. Com eles exerce as mesmas forças e funções. Usa azul e um Banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. 

Bom caçador mora sempre perto das fontes. Protege todos os animais de natureza anfíbia, ou seja, que vivem tanto na água quanto na terra. É um grande caçador porém, um exímio pescador, morando próximo as águas e recebendo suas oferendas na beira dos rios.

Na África é cultuado nas matas do bairro Kare, próximo a Osogbô e aqui no Brasil é considerado filho de Odé com Yemanjá, contudo ao contrário de sua irmã, Oxum Karê que vive entre a água doce que encontra a salgada, ele vive com seu pai.

Porém esse caminho é um aspecto mais jovial da família dos Odés, sendo a grande maioria ligada a caça noturna, só que Odé Karê foge a regra, pois é associado a caça de pequenos animais a pesca em grande escala, por isso podemos usar uma pequena rede em suas roupas.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO OTIN


Otin - Orixá da caça. Filha de Enrilé. Alguns dizem ser esposa de Oxóssi (ou irmã), e que o acompanha pelas matas caçando. Defende tanto o caçador,quanto a caça. Andei pesquisando sobre este Orixá, e descobri que é cultuado no Batuque como Orixá feminino. 

No candomblé (Nação ketu) existem qualidades de Orixás. 

É caçadora, arisca, e que dizem não incorporar (Batuque). Também achei esta informação: Otim foi criada pela imaginação de Odé , pois era muito sozinho. Ele imaginou tanto e com tanta vontade uma companheira, que Otim apareceu para ele, sendo o único Orixá que não esteve viva na Terra. 

A função de Otim é levar água para os Orixás. Aparentemente, Otim (Orixá) é um Orixá feminino, ligada a Oxóssi, Ossaim, Oxum, Yemanjá, Ogum, dentre outros. 

Orixá da caça, das presas, da floresta, aparentemente também tem domínio sobre as águas. É representada carregando uma jarra na cabeça, pois é ligada também a agricultura. 

Odé Otin, qualidade de Oxóssi - Um Oxóssi azul. Usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça mas gosta muito de búfalo.

Qualidades  

São Poucas as qualidades deste orixá, até mesmo pela cultura deste ter se perdido. São Elas: 


Otin Obá Lè - Caminhos com Orixá Xangô;


Otin Là Mirò - Caminhos Com Orixá Oxum;


Otin Mawá - Caminhos com Orixa Odé Erinlé;

História 

Otin usa capanga e lança e vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça assim como Odé: pássaros, coelhos etc. Mas aprecia mesmo é o porco. 

Otim é uma Iyabá que possui quatro seios. Ao se casar com Oxossi pede para que ele não conte esse segredo a ninguém. As esposas de Oxossi enciumadas embriagam-no e ele acaba por contar o segredo de Otim. Apavorada Otim foge e se afoga no rio de seu pai Erinlé.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO DANA DANA


OXÓSSI DANA OU CAÇADOR DE ALMAS 

Tem seu fundamento com Exú, Obaluayê Saponã, Ossain, Oxumarê e Yansã Ygbalé. 

Ele é o Orixá que entra na Mata da Morte e sai sem temer Egun e Ikú (a própria morte) tem quizila com Oxum e não entra no Xirê de Oxum. 

É feiticeiro, tribal, sendo cultuado como o pajé da tribo, nas suas danças faz um bailado arcando seu corpo apoiando em seu cajado, que tem poderes mágicos, é muito temido e respeitado, traz o iru kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta).

COLETÂNEA OXÓSSI - IBUALAMO E SUAS TRADIÇÕES


Tradição africana 

Há muitas variações no nome pelo qual Erínlè é conhecido. Assim, ele é comumente conhecido comoErínlè dentro de Egbado, Erínlè em Ìlobùú, Enlè em Okuku. 

Nas Américas, Erínlè é às vezes considerado hermafrodita, mas na terra iorubá é adorado principalmente como uma divindade masculina. Ele é pensado por alguns estudiosos como o aspecto masculino de Yemonja Mojelewu. O que parece consenso é que Erínlè mora na floresta com os irmãos Osányìn, Ògún e Òsóòsì, no cultivo com Òrìsà Oko, nas águas com Yemanja, Otin e Òsun. Sua verdadeira residência seria o ponto onde o rio encontra o oceano, onde docemente se misturam as águas doce e salgada. 

Erínlè tem muitas manifestações ou caminhos, conhecidos como ibú: Ojútù, Álamo, Owáálá, Abátàn, Ìyámòkín e Àánú. É o oríkì de cada ibú que distingue entre os caminhos diferentes ou manifestações de Erínlè, como um se apresentando na sua coragem, outro como um caçador, outro ainda no poder presente na profundidade do rio. São cantados oríkì individuais a Erínlè no seu festival anual da mesma forma como também são invocados coletivamente. 

O awo, ota Erínlè ou otun Erínlè, é o nome dos recipientes usados dentro do culto de Erínlè (em Okeho é adicionalmente conhecido como aawe Erínlè, onde tem uma forma totalmente diferente das encontradas em Ìlobùú e na maior parte da terra iorubá). Potes fechados que guardam pedras e água são predominantemente associadas com divindades fluviais femininas, como aqueles encontrados nos cultos de Yemanja e Òsun. O awo - ota - Erínlè é o recipiente tradicional para guardar os ota de Erínlè. 

Sacerdotes de Erínlè dançam em procissão como parte do festival anual de Erínlè em muitas partes de Nigéria. Para o festival, sacerdotes trazem com eles o próprio awo - ota - Erínlè para o festival no rio de Ìlobùú. Quando a possessão acontece, Erínlè dança com o awo - ota - Erínlè colocado no alto da cabeça. 

Tradição Ketu (Brasil)

No Brasil, no Candomblé Ketu, esse orixá é chamado Oxóssi Inlê ou Oxóssi Ibualama e considerado apenas uma "qualidade" de Oxóssi. Considera-se que Erínlè tem dois caminhos ou aspectos. Um aspecto é considerado um velho caçador, Òsóòsì Ibualama. O outro caminho é mais jovem e mais delicado e bonito, normalmente chamado Inlè. 

Sob o nome de Ibualama, é objeto de um culto praticado no Brasil, principalmente na Bahia, onde, durante as danças, traz nas mãos o símbolo de Oxóssi, o arco e a flecha de ferro, assim como o amparo, um açoite formado por três tiras largas de couro, com o qual fustiga a si mesmo. 

Tradição Lukumi (Cuba)

Em Cuba e Trinidad, Erínlè é conhecido como Inlè ou Erínlè “Ajaja”. Ajaja é um título honorífico que significa “Ele que come cachorro”, “o que é feroz”

É acompanhado por Ibojuto e Abátàn. Abátàn (ou Abàtà = pântano) é a divindade da baixada. 

Abátàn normalmente é considerado como a companheira feminina de Erínlè mas alguns reconhecem Abátàn como masculino. Quando Erínlè é assentado dentro da cerimônia de iniciação, Abátàn também é assentada. Ela tem canções e oríkì separados. Abátàn come com Erínlè e participa de todas as suas oferendas e sacrifícios. São duas divindades que se unem como um. 

Embora distintos, funcionam juntos, como uma unidade. Há um equilíbrio, dando uma visão instantânea do caráter de Erínlè, uma mistura perfeita de energias masculina e feminina. 

A família de Erínlè se compõe de: Abátàn - sua esposa, Boyuto ou Ibojuto, guardião de Erínlè e Abátàn,Otin, filha de Erínlè e Abátàn, Jobia, filho de Asipelu, ajudante de Erínlè, Olóògùn Èdè (Lògùn Èdè), o “senhor” (dono) do medicamento (medicina) de Èdè, filho de Erínlè com Osun, e, por último, Asao, duplo de Erínlè.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO IBUALAMO



Erinlé, Inlé (do iorubá Erinlẹ), ou Ibualamo é o orixá da caça de Ijexá, onde passa um rio do mesmo nome. 

Erínlè quer dizer "elefante" (Erin) "na terra" (ilè) ou "terra do elefante"

Seu templo principal é em Ilobu, onde, segundo Ulli Beier, dois cultos teriam se misturado: o culto do rio e o do caçador de elefantes que, em diversas ocasiões, viera ajudar os habitantes de Ilobu a combater seus adversários. 

Seu símbolo, de ferro forjado, é um pássaro fixo sobre uma haste central, cirundada por dezesseis outras hastes sobre as quais se encontra também um pássaro. 

O culto de Erinlé realiza-se às margens de diversos lugares profundos do rio, chamados ibù. Cada um desses lugares recebe um nome, mas é sempre Erinlé que é adorado sob todos esses nomes. Um desses lugares profundos é chamado Ibùalámọ (Ibualama), um dos nomes pelo qual é conhecido no Brasil, embora geralmente considerado uma qualidade de Oxóssi.

Erinlé recebe oferendas de acarajé, inhames, bananas, milho, feijão assado, tudo regado com azeite-de-dendê.

Origem 

O culto de Erínlè está centrado ao redor do rio Erínlè, afluente do rio Òsun, que atravessa a cidade de Ìlobùú (Ilú Òbú ou cidade de Òbú), localizada ao sul da Nigéria Ocidental, na estrada de Ogbomoso para Osogbo (situada aproximadamente 16 km a oeste de Osogbo). Ele é a divindade padroeira de Ìlobùú, um centro de comércio para o inhame, milho, mandioca, óleo de dendê, abóbora, feijão, quiabo que está em uma área de savana habitada principalmente por iorubás. 

Òbú é um tipo de giz nativo (efun) comestível, usado para temperar comida. Era um dos temperos principais antes do sal, da mesma forma que o aró-àbàje (uma tintura azul comestível) é usado para temperar comidas como o ekuru aró. 

Tido por alguns como filho de Ainá, Erínlè é considerado por outros como filho místico de Yemonja e de Olokun. É um orixá caçador, pescador e um médico, por conta do seu grande conhecimento da floresta e da flora. Enquanto médico dominou, antes de Ossãe, o poder da botânica. 

Não é incomum para os sacerdotes de Erínlè carregarem um cajado (òsù) semelhante ao que carregam os sacerdotes de Ossãe e de Ifá devido à sua importância como curandeiros medicinais. Ele conhece o poder curativo do Eja aro. Essa medicina nasce em Òkànràn Òfún. O peixe seco (eja aro) é conhecido na terra dos Nupes e isso é revelado pelo caminho de Òkànrànsodè descrito abaixo e na conexão entre Erínlè e o exilado rei dos Nupes.