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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CANDOMBLÉ

Um mundo que para muitos é desconhecido. Desconhecido por sua vasta realidade que a abrange: mistérios, Orixás, espiritualidade, modo de se portar dentro de um Ilê. Com linguagem clara e objetiva, visamos tocar em assuntos que fazem parte do dia-a-dia nesta religião, pura, pois provém da natureza.

Sua origem, sua tradição, sua magia. Com a intenção de divulgar a grande religiosidade que envolve o Candomblé. Que para muitos que por falta de conhecimento denegridem sua realidade dizendo que é uma coisa maligna ou proveniente dos Infernos. Mas que na realidade é pura como o ar que respiramos, transparente e límpida como a Água que bebemos.

Um conjunto onde todos os elementos da natureza: Terra, Fogo, Água e Ar se encontram. Suas cores, suas folhas. Suas danças enfim tudo da o sinal que abrange esta realidade tão verdadeira e presente na vida de cada um. Candomblecista ou não todos estão mergulhados nas fontes provenientes da Natureza.


Assim como o Girassol é uma flor de Oxalá, que este mesmo girassol faça deste site sob o olhar de Oxum, seja uma fonte de conhecimento para cada um de nós.

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE III

Autor: José Pedro Manuel

Motumbá amigos (as), deste BLOG.


Com alegria venho novamente dar continuidade ao nosso estudo. Nunca esquecendo que a diferença é estarmos confrontando realidades contidas na Bíblia Sagrada Cristã, onde vemos claramente a presença do Candomblé, representados nos Orixás. Sabendo que estamos lidando com uma religião muito mais antiga que o cristianismo.

Nas partes anteriores, devemos nos recordar na criação do mundo através de Olorum, que se preocupou em criar as forças da Natureza, que nada mais são que os Orixás na sua forma mais pura.

Vimos a criação de cada parte que compõe hoje o mundo em que vivemos, mas devemos lembrar que cada Orixá tem seu elemento próprio que o separa até mesmo em Reinos. Reinos, estes que vamos falar a frente, pois é referente aos seis (6) dias da criação.


Hoje vamos falar da criação do homem, o ser, criação à imagem humana de Olorum como ele mesmo diz: “A sua imagem e semelhança” Gn 1; 26. Com a função de reinar, sobre os seres por Olorum criados: peixes, flora, animais, aves, a própria terra.

O mesmo que foi posto como parte fundamental do grande paraíso, o primeiro Ilê formado na terra, o grande Ifé.

Vemos que nesta criação houve a grande necessidade e participação de Oxum. Conforme vemos em Gn 2; 5 – 6, a criação não estava crescendo, pois não chovia. Mas que da terra subia um vapor que regava à superfície. Percebemos então que a realidade da presença fundamental de Oxum, como relata a MITOLOGIA DOS ORIXÁS é de fato concreta, para que a vida fosse gerada.


Mas não podemos nos esquecer do valor do elemento terra em tudo que se refere à vida também. Vemos este assunto tendo início em Gn 1; 26 – 28, mas de fato os detalhes desta criação esplêndida, ganham destaque em: Gn 2; 7 “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem tornou-se um ser vivente.”

Neste versículo bíblico, analisando mais profundamente percebemos três realidades reais que talvez nunca tivéssemos parado para pensar:

  • ·            A ligação real do homem com Olorum, que se preocupou em criá-lo à sua imagem e semelhança; mostrando sua predileção.

  • ·           A ligação do homem com o reino da terra: uma ligação clara e óbvia, que todos nós temos com Omulu, Senhor da Terra. Aquele a quem recorremos nos momentos de enfermidade e qualquer tipo de assuntos relacionados à saúde. Pois vemos claramente, que fomos modelados da Terra.

  • ·          A ligação total com o Reino do Ar, onde Oxalá sopra nas narinas do homem de barro o sopro da vida. Razão esta, que se aplica: “Oxalá é Pai de todas as cabeças”; pois é ele que sopra em nós o ar da vida.


Outra realidade que percebemos na paisagem que o texto nos demonstra é um jardim, muito bonito, cheio de todas as espécies de árvores, plantas, ervas e flores por onde o homem passeia. Bem como aos seus cuidados estão os peixes das águas salgadas e doces, os animais das matas e dos campos. Gn 2; 8 – 9.

Mas percebemos outra realidade, de supra importância, que aconteceu neste fato bíblico muitas vezes já lido por muitos, mas que nem se deu a devida importância, Gn 2; 9: “A arvore da vida e do conhecimento do bem e do mal, plantada na parte central do jardim”. A primeira roça de Candomblé.


Esta árvore central que me refiro concretamente é o grande Orixá do conhecimento do bem e do mal. Estou falando de Iroko. Que até hoje, sua presença em qualquer roça de Candomblé, fica exatamente na parte central da Roça.

Outra realidade constante neste Capítulo da Bíblia Sagrada Cristã é novamente a presença de Oxum, representada por quatro rios, que correm o jardim irrigando toda a terra. Um dos quais, percorre uma região determinada com grande presença de ouro. Gn 2; 11.

Existe na verdade uma coligação muito forte entre o primeiro homem e o Orixá Ogum. Um dos orixás que já foram viventes na terra e que morreram se tornando depois um ser divinizado (Orixá).


No versículo 15, deste capítulo 2, percebemos que foi conferido a este mesmo homem o dever de cultivar e guardar o grande jardim. Ou seja, vemos que para exercer estas duas funções, ele devia criar armas de defesa bem como instrumentos de trabalho para cultivar a terra; condições claras do Senhor do Ferro, que confecciona estes tipos de ferramentas.

Outra questão interessante é o termo que ainda hoje escutamos em algumas casas de santo: “Bolar no Santo”, ou “Sono do Orixá”. Uma realidade que também ocorreu neste capítulo da Bíblia Sagrada, no versículo 21, do Capítulo 2: “Então, o Senhor Deus, mandou ao homem um sono profundo”. Deste sono, retira-se uma costela daquele primeiro homem, para criar outra criatura para lhe fazer companhia; neste caso a primeira mulher.


Vemos que hoje, este mesmo profundo sono em certas ocasiões acontece, mostrando a necessidade de permitir o nascimento de uma nova criatura. O famoso nascimento do Orixá.

Espero que estejam gostando deste estudo e que não deixem de acompanhar cada parte.

Axé.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Conheçendo mais o Candomblé


Candomblé é uma religião panteísta onde se cultuam os orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Cada nação africana tem como base o culto a um único orixá. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importação de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como Babalorixá no caso dos homens e Yalorixá no caso das mulheres.

A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/ Inquices/ Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.

 Clarival do Prado Valladares diz em seu artigo: "A Iconologia Africana no Brasil", na Revista Brasileira de Cultura (MEC e Conselho Federal de Cultura), ano I, Julho-Setembro 1999, p. 37, que o "surgimento dos candomblés com posse de terra na periferia das cidades e com agremiação de crentes e prática de calendário verifica-se incidentalmente em documentos e crônicas a partir do século XVIII". O autor considera difícil para "qualquer historiador descobrir documentos do período anterior diretamente relacionados à prática permitida, ou subreptícia, de rituais africanos". O documento mais remoto, segundo ele, seria de autoria de D. Frei Antônio de Guadalupe, Bispo visitador de Minas Gerais em 1726, divulgado nos "Mandamentos ou Capítulos da visita".

Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador.

Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.

O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

Axé

Axé (Asé, em yorubá, "energia", "poder", "força"). No contexto do Candomblé axé representa um poder de força sobrenatural. A palavra também pode ser usada para se referir ao terreiro, Ilê Axé (Casa de Axé).


Ritualística

No ritual original do Candomblé (toque, festa), há duas partes: a preparação, que começa uma semana antes de cada festa, com muita gente na casa lavando, passando, cozinhando, limpando e enfeitando. Quando você entra no barracão e vê as bandeirinhas no teto da cor do Orixá que está sendo homenageado, alguém teve que comprar, cortar e colar as bandeirinhas e colocá-las no lugar para que o barracão fique bonito. Durante a semana diversas obrigações são feitas, de acordo com a determinação do jogo de búzios, animais são sacrificados a Exu, Eguns e aos Orixás homenageados (revigorando o Axé). Os animais, devem ser limpos e preparados, pois serão servidos: uma parte (Axé) para os Orixás e outra parte para todos os presentes na festa. Na "parte pública" que é a festa, os filhos-de-santo (iniciados) dançam e entram em transe com seu Orixá. O Babalorixá evoca cantigas que lembram os feitos do Orixá e este executa uma dança simbólica recordando seus atributos. A cerimônia termina com um banquete onde será distribuído o Axé em forma de alimento entre todos os presentes. 

Oralidade


A manutenção da oralidade em algumas religiões afro-brasileiras é fundamental. Mesmo fazendo uso da escrita ela não poderá ser abandonada, uma vez que o Axé também é transmitido através da palavra, do hálito e da saliva. Portanto, o silêncio nas casas de candomblé e outras religiões afro-brasileiras, são imprescindíveis. A palavra tem força dinâmica, dependendo do momento que for pronunciada a palavra pode ter a força sagrada ampliada de mobilização.

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE II

Autor: José Pedro Manuel

Vimos na parte anterior as diversas origens das denominações da pessoa divina de Deus Criador, conforme a sua crença especifica. Bem como as forças da Natureza, divinizadas.


E como disse, teremos como ponto de partida o texto Bíblico de Genesis, Capítulo 1 que diz: “No principio, Deus criou os céus e a terra”.

Como disse anteriormente, sabemos que Deus na origem africana recebe o nome de Olorum.

Neste versículo vemos claramente a criação dos Céus e da terra: o masculino e o feminino na criação. O elemento ar presente nos Céus, vindo na pessoa de Oxalufã. E o elemento terra informe, prestes a receber e gerar toda a variedade de formas de vida; este elemento claramente representado pela Orixá mais velha, falamos de Nanã Boroke.

Conforme o seguimento do texto bíblico, percebemos nos versículos de 3 – 5, a criação do dia e da noite, relacionados ao movimento da terra; estamos falando de Exú, que se movimenta em todo o andamento da criação.

Nos versículos de 6 – 8, vemos que Olorum criou um firmamento chamado Céus, diferente dos Céus presente no versículo 1, pois este é o que separa a atmosfera das águas, representado claramente por Oxaguiã, o Oxalá mais novo.

Dos versículos 9 – 10, percebemos a grande separação do elemento árido (terra) do elemento água. Estamos falando de Omulu e Yemanjá, que se repararmos bem, dentro de todas as lendas dos Orixás, estes estão sempre juntos, até mesmo na grande criação.

Dando seqüência nos versículos, percebemos uma grande preocupação na criação do planeta, de todas as espécies frutíferas ou não presentes nos versículos de 11 – 13, referentes a criação de Ossain.

Em todo o andamento, vemos dentro de uma das lendas dos Orixás, um deles ser chamado de “O grande Sol”. Um luzeiro que foi criado nos versículos compreendidos entre os versículos 14 – 19, estou me referindo a XangôMas se prestarmos atenção neste trecho também a presença de Yansã, que fez referencia a Lua nos Céus, como consta algumas histórias na Mitologia dos Orixás, referencias desta ligação e da Orixá Ewá, representada pelas estrelas.

Nos versículos de 20 – 22, percebemos uma grande preocupação central na procriação de seres marinhos e das águas doces, bem como de animais e aves do céu, ao falar no versículo o verbo “frutificai”, e “enchei as águas”, já se faz perceptível a criação da Orixá Oxum, a mãe da procriação, da maternidade. Referente aos animais e aves, neste mesmo sentido, vê-se claro a criação de Logun Edé. Ao falarem “Pululem os rios de peixes”, percebemos claramente a criação de Obá, na junção das águas doces com águas salgadas.

Vimos que se deu principal importância à procriação representada nestes três orixás, para depois se relatar a própria criação da vida animal, através da fartura de seres vivos presentes no Orixá Oxóssi. Como vemos nos versículos 24 – 25.

Mas percebe-se nitidamente uma maior importância com os seres rastejantes em especial, falo de Oxumarê, que tem especial participação com o homem, em capítulos posteriores devido a sua astúcia e sua sabedoria.


Ao criar o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança, criou o Orixá mais humano possível. Aquele, que vai a frente, que forja os utensílios para trabalhar a terra, as armas para caçar, para construir. Estamos falando de Ogum, o Orixá guerreiro, que batalha por todos nós, abrindo nossos caminhos ao trabalho, presentes nos versículos 26 – 30.

Ao falar de Iroko, a grande árvore da sabedoria e do conhecimento, estamos adentrando no Capítulo 2 de Genesis da Bíblia. Quando relata o Paraíso. A grande árvore no centro do Paraíso, do conhecimento do bem e do mal, cujo fruto era proibido de se comer. Interessante esta ligação, mas justamente quando se fala de Iroko, ele esta sempre presente no meio de uma roça de Candomblé (Ilê), protegido e respeitado, pela sua onipotência.

No próximo estudo, vamos nos aprofundar mais um pouco nesta questão.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA DO CANDOMBLÉ

CANDOMBLÉ


O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.

O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.

Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.

Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintar os Yawôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.

Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.

O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo. È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.

A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.

A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em pérola.

Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.

A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas: BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.

BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada. Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada.

Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.

BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.

Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa.

O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.

BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.

IDENA usa um colar de perolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.

BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.

O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme.

Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.

Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.

Apesar do erro cometido, uma nova chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.

Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.

Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé.

Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.

Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido.

O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.

O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.

ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO SOB UM OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE I

Autor: José Pedro Manuel


Este assunto em questão faz parte dos inúmeros estudos que fiz no meu tempo que era SEMINARISTA da IGREJA CATÓLICA, onde o foco deste que viria a ser minha tese de TEOLOGIA, era justamente, o CANDOMBLÉ NOS OLHOS DA BÍBLIA SAGRADA CRISTÃ.


Como é de conhecimento de muitos a BÍBLIA SAGRADA é o livro central da IGREJA CATÓLICA e que sofreu algumas alterações na realidade protestante, com a exclusão de sete livros de seu contexto.

Na realidade espírita também sofreu algumas mudanças baseadas nos estudos ALAN KARDEC, surgindo o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO DE ALAN KARDEC.

Agora nestas postagens, vamos acompanhar assuntos voltados ao CANDOMBLÉ, presentes na BÍBLIA SAGRADA. Sabemos que conforme nossa religiosidade, os ORIXÁS são forças na Natureza divinizadas.


São elas: Oxalufã, Oxaguiã, Yemanjá, Nanã, Omulu, Ogum, Oxossi, Ossain, Iroko, Ewá, Oxumarê, Xangô, Oyá, Obá, Oxum, Ibeji, Logun Edé e Exú.

Assim como no Budismo é de procedência oriental. O judaísmo de procedência Judaica. O Islamismo, é procedente do Islã. Os mórmons de procedência norte-americana. Assim o Candomblé é procedente dos Africanos.

Mas indiferente da crença, todos buscam conhecer, estudar, pregar, conforme suas realidades sobre a criação do mundo.

Assim como todos acreditam em Deus, o SER SUPREMO. O mesmo Deus, apesar de suas variadas denominações: JAVÉ, no catolicismo; BUDA, no budismo; IAHWEH, no judaísmo e protestantismo; OLORUM no Candomblé.

Também sabemos que cada Orixá é representado, por algum elemento da natureza, como veremos abaixo:

EXÚ – terra, fogo e os movimentos;
OGUM – terra, florestas, estradas e fogo;
OXÓSSI – terra, florestas e campos cultivados;
LOGUN EDÉ – terra e água;
OMULU – terra e o fogo do interior da terra;
OSSAIN – florestas e plantas selvagens;
OXUMARÊ – céu e terra;
NANÃN – águas paradas e lamacentas;
OXUM – águas doces (rios, cachoeiras, nascentes e lagoas);
OBA – fogo e águas revoltas (pororoca);
Yansã/Oyá – ar em movimento e fogo;
EWÁ – florestas, céu rosado, astros, estrelas, águas de rios e lagoas;
YEMANJÁ – águas doces que correm para o mar e as águas salgadas do mar;
XANGÔ – fogo, grandes chamas e raios;
OXALUFÃ – atmosfera e céu;
OXAGUIÃ – ar e atmosfera;

Assim vamos analisar a questão da criação do mundo, conforme também a criação das forças da natureza, baseados em Gn 1 (Genesis, Capítulo 1) da Bíblia Sagrada, bem como os devidos reinos, que são representados, pelos dias da criação que são seis(6), sendo que o sétimo dia, houve o grande descanso divino.
Aguardem a continuação do estudo para amanhã.

Axé.

BLOG OLHOS DE OXALÁ




Amados amigos (as) motumbá.

Estamos agora em outro parâmetro de nosso Blog Olhos de Oxalá. Que veio ao ar no mês de Outubro de 2011, mais precisamente no dia 12.

Uma data comemorada em muitas realidades religiosas: para os católicos é dia de Nossa Senhora Aparecida; no calendário popular dia das crianças; para os umbandistas é a data dedicada à Orixá Oxum; aos candomblecistas é o mês dedicado às Yabás. Data de criação num período de fato especial.

Dedicado ao Orixá Oxalá, pelo fato de assim como filho de Ogum que sou, o grande Orixá que vai à frente, abrindo os caminhos, o Senhor das Estradas, a fim de que todos os Orixás venham passar como que no Xirê, onde Oxalá, o Pai de todos é festejado e que faz parte também de minha vida com a minha realidade: orimegê que sou.

Por motivos de línguas que me perdoem a expressão, que não cabem na boca, o BLOG foi criticado e até solicitado que saísse do ar, pois para alguém eu estaria me apresentando como “Pai de Santo”. Coisa que hipótese alguma seria verdade.

Sou Abiã, mas sei onde posso ir, o que posso ou não falar ou fazer; quanto a religiosidade e aos Orixás. Por esta razão, o BLOG, para quem se lembra de sua estrutura passou por mudanças, talvez para agradar alguém que maldosamente o criticou, ou para me sentir melhor, pois abomino ser acusado de algo sem fundamentos ou motivos reais.

O tempo passa e para certas coisas como mágoas e ressentimentos, nada melhor que o tempo. E uma coisa aprendi bem: a verdade sempre vence e aparece na hora certa.

Não é a toa que o BLOG, além de nova estrutura que diga-se de passagem, mais simplificada, agora tem regras. Onde a primeira é baseada no texto reflexivo das “Três Peneiras”, que são: bondade, utilidade e verdade.

BONDADE – que se utiliza para absorver tudo o que é bom e ofertá-lo gratuitamente a todos que dela necessitam.

UTILIDADE – somente o que for útil a todos que buscarem algo de bom nos OLHOS DE OXALÁ, a fim de se por em prática na vida sem danificar alguém ou alguma coisa.

VERDADE – o ponto alge do BLOG, que tudo se encontre nele exerça esta grande virtude. Para algumas religiões a qualidade que mais se busca encontrar.

Desta forma, OS OLHOS DE OXALÁ, que nesta nova versão já abordou temas como assuntos voltados ao ORIXÁ OXALÁ, YEMANJÁ, falamos o básico sobre UMBANDA SAGRADA, bem como suas ENTIDADES DIVERSAS.

Fomos mais ousados falando sobre COMUNIDADE. Que visa explicar de forma básica, clara e objetiva, o que vem a ser vida em comum; com suas REGRAS DE VIDA. E ainda a forma burocrática de se abrir uma ASSOCIAÇÃO DE FIÉIS, para se regulamentar uma casa de santo em funcionamento.

Agora iremos abordar os temas voltando-se ao CANDOMBLÉ. Assuntos como: HISTÓRIA, ORIGEM, NAÇÕES. Um estudo sobre este assunto sob os OLHOS DA BÍBLIA SAGRADA CRISTÃ, já que o CANDOMBLÉ é uma religião milenar.

Assuntos tidos como secretos, não serão abordados por razões obvias. São assuntos que se referem à atos litúrgicos da religião. E isso compete aos BABALORIXÁS e as YALORIXÁS.

Dessa forma, espero que participem visualizando as postagens e sempre, claro, nos visitando.
Axé.
  


sábado, 25 de fevereiro de 2012

PAULA E VALTEMAR, DIVULGANDO CONOSCO

Queridos amigos, esta postagem veio de um casal amigo do ORKUT, do perfil do BLOG OLHOS DE OXALÁ. Espero que gostem:

SEGUE ANEXO A GIRIAS DE MARÇO 2012.....
 DIA 03/03/2012-- GIRA CIGANA E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS
DIA 09/03/2012-- ARRIADA DE EXÚ E POMBAGIRAS ÁS 19:00 HRS
DIA 10/03/2012 -- GIRA DE MARINHEIROS E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS
DIA 17/03/2012-- GIRA DE CABOCLO E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS
DIA 16/03/2012-- ARRIADA DE EXÚ E POMBAGIRAS ÁS 19:00 HRS
DIA 24/03/2012-- GIRA DE CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS
DIA 31/03/2012-- PRETOS VELHOS E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS

ENDEREÇO DO NOSSO TERREIRO É (F.E.U.C.E.M   PAI REGINALDO D´OGUM...)
RUA MANOEL ALVES CHAVES N 48/52 VL. PORTUGUESA TRAVESSA DA AV.SAPOPEMBA ALT. N.9500  ZONA LESTE - SÃO PAULO.....

R. Manuel Alves Chaves, 48 - Sapopemba, São Paulo, 03987-000



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

BARA LONAN BORDADOS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá queridos(as) amigos(as)


Com grande alegria venho mostrar para vocês mais um amigo de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, que junto comigo vem expor seus trabalhos manuais em bordados ponto cruz e sua nova confecção de lembrancinhas dos orixás. Estou falando do BARA LONAN BORDADOS.


Quem quiser maiores informações sobre valores, prazos de entrega, formas de pagamento,  podem entrar em contato via fone pelos seguintes números:

011 5844-4397 (res.) 
011 8833-4651 (claro)
011 8202-2105 (Tim)
011 8462-3147 (Tim)
011 9422-5133 (claro)


Vejam alguns dos nossos trabalhos:

















Espero que gostem, pois de fato os trabalhos são lindos.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NOVIDADES DO BLOG - DECLARAÇÃO

Motumbá irmãos (ãs)

Acredito eu que muitos aqui estão se perguntando ainda o motivo que me fez postar assuntos referentes e coligados a Igreja Católica Apostólica Romana. Bom em primeiro lugar por que deixo claro que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, não tem e nunca terá espaço pra preconceitos religiosos, seja sua origem de onde for. Desde que todos se respeitem em comum acordo perfeito. 

Em segundo lugar pois o tema é justamente viver em comunidade. Mas este tema vai de encontro também a todas as realidades de inúmeras casas, que infelizmente não possuem diretrizes, normas ou regras. E ainda outras que nem registradas ou que possuam alvarás de funcionamento. Desta forma o material que passei vai bem de encontro a quem quizer tomar como dicas para criar estas atitudes para solucionar devidos problemas pendentes. 

Nesta semana estarei abordando um tema que a meu ver é bem interessante e vai de encontro muitas vezes com nossas origens e com as criticas que pessoas mal informadas fazem sobre nossa religiosidade. Seja ela a UMBANDA SAGRADA E O CANDOMBLÉ, ou até mesmo qualquer ramificação do ESPIRITISMO. Criticas e até ataques sem fundamentos seja de religiões cristãs ou judaicas. 

Com isto então irei dar uma boa explanada nos assuntos referentes como QUARESMA, o que vem a ser isso de fato. Pois até tenho visto dizer que Quaresma é o período em que Jesus foi preso para depois vir a ser Condenado e morto. Sendo que este período surgiu desde o Antigo Testamento ainda na fuga do povo escolhido da prisão do Egito, que fora liberado através das mãos de Moisés. Temas como a própria mediunidade, que aos olhos da Bíblia Sagrada, é mencionada, tanto nas Bíblias Evangélicas e Católicas, mas que não enxergam esta realidade tão clara presente em seus capítulos e versículos. 

O fato de muitas casas fecharem suas portas para os serviços de atendimento e uso da "Caridade" em tempos de Quaresma, Carnaval ou outras datas. 

Ou seja, teremos muito assunto para postar, ler e se POSSÍVEL AINDA DISCUTIR ATRAVÉS DE SUA PARTICIPAÇÃO SEJA ELA EM COMENTÁRIOS OU ATE´MESMO POR VOTOS. Sim, votos como podem ver abaixo de cada postagem existe o campo Clique sua REAÇÃO para deixar claro que o determinado assunto pra você foi bom, regular, ótimo ou fraco. 

Como podemos dizer se o BLOG É BOM OU RUIM, se não mostramos a verdadeira face de quem o segue? 

A partir destes assuntos, iremos então nos adentrar mais no assunto vasto do CANDOMBLÉ E DA UMBANDA SAGRADA E OUTRAS RAMIFICAÇÕES QUE FOREM

Outro ponto que me chamou muito a atenção dentro de nossa religiosidade é de fato a desunião por parte de todos. Uma desunião que se prega ou buscá-se a família de Axé, mas sempre encontramos disputas de quem é o melhor Pai ou Mãe de Santo. Quem sabe mais ou quem sabe menos? Até as roupas humanas ou paramentas do Orixá são julgadas, criticadas e motivo muitas vezes de conversinhas desnecessárias. 

Outra questão que já foi assunto na cabeça de muitos, pois creio eu que todos hoje iniciados sejam Yawôs, Egbomis, Ogãns, Ekedis, Babalorixás e até Yalorixás, se esqueçem o fato de que todos já foram ABIÃNS. E que sem Abian hoje no futuro não teremos mais religiosidade. Se nas casas não existirem Yawôs para onde vai nossa religiosidade? Assuntos estes que nos fazem pensar onde esta a CARIDADE, pois tudo que se refere hoje na religião é CIFRAS,  MOEDAS, BUFUNFA, GRANA

Agora pergunto eu, uma pessoa pobre, que por ventura esteja doente ou precisando de fazer o seu SANTO pra ontem, vai ter de roubar para fazer o santo? Vai deixar de dar comida aos filhos para fazer santo? Ou será que o distinto(a) vai morrer por não ter tido alguém CARIDOSO para lhe ajudar a fazer o seu SANTO? NÃO SERIA ISSO UM MERCADO TAMBÉM? 

São assuntos hoje que infelizmente quem não conhece nossa religiosidade de fato, acabam virando motivos de criticas, condenações e outras situações desagradáveis. Outro dia até achei engraçado uma questão que ouvi. Uma pessoa desabafando por ter sido criticada por alguém que lhe disse ser uma pessoa que  não sabia fazer um Yawô! Pois é parece que tudo ta virando competição. E confesso a nossa religiosidade quando bem feita já é linda por natureza. Então que não sejamos nós mesmos membros da religiosidade que vamos denegri-la. 

Mas aproveito para dizer que as postagens virão não com tanta constância como tem ocorrido. Pois estou com uma tia se preparando para fazer uma operação cardiáca entre amanha e segunda-feira, ela tem 82 anos de idade, então toda a minha família esta aprensiva devido ser a única irmã viva do meu falecido pai. Desta forma espero a compreensão de todos e que torçam para que minha tia tenha uma boa recuperação. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Escolas de samba homenageiam os Orixás

Motumbá irmãos, com grande alegria venho postar para todos vocês alguns vídeos muito legais. 

Vídeos estes, dedicados aos nossos grandes ORIXÁS. Verdadeiras coreografias, cheias de alegria, beleza e acima de tudo alegria em dedicar parte do tempo e esforço de um CARNAVAL, aos Orixás. Espero que gostem. 




A Quaresma e a Semana Santa no Candomblé


Muito antes do Advento de Jesus de Nazaré, o povo africano já respeitava a Quaresma, porém com um significado totalmente diferente do Cristianismo. Enquanto estes celebram a morte e a ressurreição de Cristo, os africâneres param suas funções e celebram o Olorogún, período em que os Orixás e Voduns entram em guerra contra o mal, para trazer o pão de cada dia para seus filhos.

Na quarta-feira de cinzas, todos os Orixás da casa devem ser vestidos e cada filho oferece a eles suas comidas preferidas, os atabaques são recolhidos, depois de serem lavados com ervas, somente sendo acordados no Sábado de Aleluia. Sendo a forma de fortalecer os Atbaques da casa.

No Sábado de Aleluia Ogun, guerreiro maior do panteão africano, faz a distribuição dos pães, representando a vitória na guerra pela paz.

No Candomblé a Semana Santa representa a Criação do Mundo, por este motivo, neste período seus seguidores devem vestir-se de branco, principalmente na sexta-feira, por ser este o dia em que os Orixás descem do Orún par conhecerem a grande criação de Olorun, executada por Ododuwa.

Na noite de quinta para sexta-feira os seguidores do Candomblé devem se proteger, usando seus contra-eguns, pois nesse dia Yansã está em guerra e não pode conter os eguns que nos rondam. Da mesma forma devemos nos alimentar com comidas brancas, tais como cangica, arroz, arroz doce, acaçás e pães.

Devemos também oferecer esses pratos a Oxalá, em busca de paz e prosperidade.