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terça-feira, 20 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO PENA BRANCA

Estamos voltados agora a uma das mais importantes forças da UMBANDA, na linhagem de CABOCLOS, pois mesmo vindo trabalhar na linhagem correspondente a OXÓSSI, sua origem vem na força do ORIXÁ OXALÁ. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele.


Pena Branca nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência. 


Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas tribos faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia e Nuaruaque ou Caríba. 

Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia Tupinambá que viria a ser a sua mulher, chamava-se “Flor da Manhã” a qual foi sempre o seu apoio. 

Como Cacique Tupinambá, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e principalmente a maior rival, os Caramurús, que após a chegada dos portugueses se uniram aos Tupinambás, nascendo então outra nação indígena, a nação Caramurú-Tupinambá, na qual Pena Branca passou a ser o Cacique Geral, apesar disso, continuou seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena. 

Certo dia Pena Branca estava em cima do Monte Pascoal no sul da Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. 

Esteve presente na primeira missa realizada no Brasil pelos Jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra. 

Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los. 

Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas. 

Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o conhecimento dos portugueses) na costa brasileira – muito antes das grandes invasões de 1555 – aprendeu também a falar o francês. 

Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLA JUREMA


Hoje também vamos falar um pouco da Cabocla Jurema, tão conhecida e tão sagrada que existe um culto com seu nome, acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado "Daime".

Esta Cabocla é a Rainha das Matas, filha mais velha do  Caboclo Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira. Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas através das ervas.

Normalmente a entidade Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todas as caboclas Jurema ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, etc,. Pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza. ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc.

Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.

Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.

Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

Existem várias dissidências desta entidade. Sabendo que a maioria dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados a Iansã, pois é sua vibração Original.

Existem ainda:

Cabocla Jurema da Praia - ligada com Iemanjá - Caboclo Sete-Pedreiras*
Cabocla Jurema da Cachoeira - ligada com Xangô - Caboclo Lírio
Cabocla Jurema da Mata - ligada com Ogum - Caboclo Rompe-Mato
Cabocla Jurema Flecheira - ligada com Oxossí - Caboclo Sete-Flechas
Cabocla Jurema do Oriente - ligada com Ibeji - Caboclo Cobra Coral*
Cabocla Jurema Rainha - ligada com Oxalá - Caboclo Girassol
Cabocla Jurema Preta - ligada com Omulu/Obaluaye - Caboclo Arranca-Toco
Cabocla Jurema da Lua - ligada a Oxum - Caboclo Sete-Montanhas
Cabocla Jurema Mestra - ligada a Nanã - Caboclo Araúna

*Apesar de serem outra linha, assumem como companheiros destas entidades.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO TUPINAMBÁ


O Caboclo tupinambá vem de uma legião muita antiga, e se refere a uma grande nação de índios, da qual faziam parte, dentre outros, os tamoios, os temiminós, os tupiniquins, os potiguara, os tabajaras, os caetés, os amoipiras, os tupinás (tupinaê), os aricobés e um grupo também chamado de tupinambá. 

Os tupinambás como nação, dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e passou a ser conhecida como o tupi antigo. Apesar de terem raízes comuns, as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si, movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos. Também era comum a intercessão junto aos espíritos dos pajés, o uso dos maracás, chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia. 

Hoje o Caboclo Tupinamba, costuma vir em linhagem ou falange de Xangô e de Obaluaê (Omulu), pois muitos vem com o intuito de cura de doenças, são caboclos muito forte, justos, muito deles são velhos curandeiros, sábios etc. Essas e muitas outras são características desses caboclos maravilhosos, que pisam na Umbanda e fazem benfeitorias as pessoas que os procuram com fé e devoção.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO COBRA CORAL

Como temos visto anteriormente quanto aos Caboclos já partilhados, percebemos que sua maioria trabalham em outras linhagens de ORIXÁ. Com este CABOCLO COBRA CORAL, não é diferente, pois ele mesmo sendo da linhagem de OXÓSSI, também atua nas radiações de XANGÔ, bem como de OXUMARÊ


Caboclo Cobra Coral foi um índio de origem asteca. Na Umbanda ele trabalha na vibração de Xangô, que está presente no cume das pedreiras, nas cachoeiras e nas matas.

Quando falamos do Caboclo Cobra Coral, falamos também da supremacia da Umbanda, que é uma religião, formada dentro da cultura religiosa brasileira incluindo vários elementos, inclusive de outras religiões. 

Foi no Brasil que os espíritos indígenas de diferentes posições geográficas encontraram dentro de uma Espiritualidade a verdadeira oportunidade de evolução. A criação do primeiro Centro Espírita no Brasil, foi na Cidade de Salvador em 1865, construído por um grupo denominado “Família do Espiritismo”, A base deste Centro Espírita, era sedimentada na doutrina de Allan Kardec. 

Nas sessões realizadas neste Centro Espírita, havia a incorporação, de espíritos de origem indígenas, que eram os caboclos e caboclas em evolução. Naquela época o espiritismo era praticado com muita restrição. 

Na língua portuguesa, o significado de caboclo é o mestiço de branco com o indígena. A história oficializou o início da Umbanda no Brasil em 1908, com a incorporação do Caboclo Sete Encruzilhadas, porém foram encontradas publicações de que em 1890, o Caboclo Cobra Coral era incorporado por um jovem de 16 anos e que praticava a caridade conforme os fundamentos da Umbanda. 

O Caboclo Cobra Coral, como todo caboclo, conserva a vibração primária de Oxossi, porém com grande atuação na vibração original da linha de Xangô, que no sincretismo religioso corresponde ao São Jerônimo, representante da Justiça divina, da lei Karmica, é o dirigente das almas, o senhor da balança universal que fortalece o nosso estado espiritual. 

O astro que rege esta linha é Júpiter e tem como guardião o anjo Miguel. Cobra Coral é um índio tranqüilo e sábio, profundo conhecedor das magias e das curas. Conhece os segredos dos animais peçonhentos, sua imagem é de um cacique alto, traz um tacape na mão esquerda e uma cobra coral na mão direita e outra na cintura. Ele não é apenas famoso no mundo físico, também no plano espiritual se conhece bem a sua fama. 

Muito temido pelos espíritos de ordem inferior, sendo conhecido no submundo astral como “O Grande Cobra Coral”. No submundo astral muito espíritos inferiores e chefes de agrupamentos têm verdadeiro pavor em encontrá-lo. No mundo dos grandes mágicos e magos, ele é conhecido como “O mago do Cajado da Cobra”.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO ARRUDA

Pouco se sabe a respeito deste CABOCLO, mas o pouco que sabemos aqui compartilhamos com todos vocês.


Caboclo Arruda foi um índio que nasceu nas margens do rio Amazonas provavelmente no século XVIII. Espírito que hoje traz nos seus ensinamentos, a prática da caridade e da fé. Trabalha nas legiões espíritas com grande influência dentro dos trabalhos de Umbanda. Hoje comanda várias casas de santo.

Pontos Cantado

Fui buscar no meu congá
Que eu deixei lá na Aruanda
Aqui está o Caboclo Arruda
Pra vencer esta demanda
A falange do Arruda é de força é de ação
Da Virgem Nossa Senhora
Eles têm a proteção

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO ARARIBÓIA

Assim como vimos no caso do CABOCLO ARRANCA TODO, que vem pelos caminhos de OMULU. Vamos dar sequencia através da personalidade e modo de trabalho do CABOCLO ARARIBÓIA, que vem pelos caminhos de OGUM.

CABOCLO ARARIBÓIA


Um Comanche amigo dos animais!

Essa é a história de um nativo americano que nasceu na região onde hoje se localiza o estado de Oklahoma, na Tribo dos Comanches. Desde cedo perceberam que ele possuía o dom para falar com os animais e para entender a linguagem da natureza, por isso lhe deram o nome de Índio Andante, pois perceberam que ele era uma criança bastante inquieta e esperta.

Os comanches eram um povo originário dos Astecas e falavam a língua derivada desse povo. Sabiam domesticar cavalos e isso os fez crescer e conquistar outros territórios. Eram exímios coletores e caçadores. E aprendiam rapidamente outros costumes. Por isso, quando o homem branco chegou ao seu território, os Comanches tentaram uma convivência. Mas, a guerra e a ganância impediram o convívio das raças.

Índio Andante não ficou em sua tribo quando os homens começaram a alterar sua cultura. Preferiu andar pelas terras e verificar com seus próprios olhos a transformação que estava acontecendo. Andou por diversos territórios ao sul dos Estados Unidos, pela América Central e parte da América do Sul. Ao chegar à região da Amazônia, já havia conhecido diversas raças e muitas coisas diferentes. Sobreviveu devido ao seu dom de comunicação com os animais e por saber ler os sinais da natureza.

Esse índio comanche se tornou um cidadão do mundo e morreu na região onde hoje é o estado do Pará, aos sessenta anos de idade de causas naturais, cercado por seus amigos animais, pela natureza exuberante e feliz por ter vivido uma vida diferente e cheia de aventuras! 

Hoje, Índio Andante trabalha na Linha de Oxóssi, sob o comando e nome do Caboclo Arariboia e sente-se satisfeito por compartilhar com seus filhos os conhecimento sobre a natureza, o amor à vida e aos animais.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO ARRANCA TOCO

Motumbá queridos (as) irmãos (ãs), de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia!

Estamos nesta manha voltados a aprofundarmos um pouco mais nas histórias dos CABOCLOS, que se destacam dentro da linha de OXÓSSI NA UMBANDA. Como vimos onde através das introduções sobre este assunto de forma generalizada, hoje, vamos procurar dar continuidade de forma mais especifica. 

Um dos pontos mais importante nestas postagens é o fato de sabermos que este assunto não havia sido abordado no mês de MAIO, quando decidimos falar sobre OXÓSSI. O que de fato nos motiva a adentrarmos mais nesta questão devido sua estreita ligação, seja na UMBANDA como também no CANDOMBLÉ, com as realidades indígenas, bem como tudo que se refere à folhas e o que se volta aos segredos das matas em si.

Então desta forma vamos nos adentrando no vasto conhecimento dos nossos CABOCLOS de uma forma prática e especifica, claro que não vamos falar de todos; pois são inúmeros os que atuam na linha de OXÓSSI NA UMBANDA SAGRADA, mas pelo menos os mais significativos vamos abordar.

Falar de CABOCLOS é uma coisa extensa e complexa, pois sua maioria, ou até mesmo nos arriscamos a dizer, sua totalidade, vêem na radiação de outros ORIXÁS. Isto ocorre devido a estrita ligação que todos carregam em suas coroas ou em seus enrredos. 

CABOCLO ARRANCA TOCO


Para falarmos do CABOCLO ARRANCA TOCO, devemos ter ciência de sua ligação com OMULU. É um caboclo que atua normalmente na linha de OXÓSSI, principalmente quando o médium na realidade do CANDOMBLÉ tem ligação com OXÓSSI DANA DANA, pelo fato desta qualidade especifica em questão ter seus fundamentos ligados a OMULU. Vamos entender melhor:

Seu Arranca Toco é um caboclo muito conhecido mas alguns desconhecem sua origem, este guia é o chefe da falange dos Caboclos de Obaluaye (Omulu), esses caboclos são raros, pois são espíritos dos antigos "bruxos" das tribos indígenas. 


São perigosos, por isso só filhos de Omulu de primeira coroa possuem esses caboclos. Sua incorporação parece um Preto-velho, locomovem-se apoiados em cajados. Movimentam-se pouco. Fazem trabalhos de magia, para vários fins. Quando incorporados por pessoas de OXÓSSI, os mesmos já passam a ser mais rápidos e eretos.

A história conhecida deste caboclo é que foi um feiticeiro e que ajudava muito sua tribo ensinando o poder das ervas. 

O seu modo de agir em terra é parecido com os Exús. Não são de falar muito preferindo efetuar seu principal trabalho que é transformar energias negativas em boas, espiritualmente os caboclos desta falange são grandes pajés e feiticeiros e tem um grande conhecimento de ervas. O principal subordinado do Caboclo Arranca Toco é o Caboclo Araúna que também trabalha na linha de Obaluaye. 

Outros caboclos desta linha são: Caboclo Jacuri, Jariuna, Caramuru, Bugre, Iucatan, Pena Roxa, Pena Preta, Caboclo Roxo, Uiratan, Pantera Negra, Jaguariuna, Bauru.

O sufixo "Una" quer dizer "Negra" em tupi sendo assim todo caboclo que usar isto no nome tem ligação com Obaluaye.