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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - COMIDAS RITUALÍSTICAS DOS BOIADEIROS

Agora como não podia deixar de ser outro assunto, não visto nem estudado anteriormente. Vamos partilhar com vocês um pouco sobre o que podemos OFERTAR aos nossos irmãos BOIADEIROS, tanto para eles como entidades bem como aos viventes que participam de seus cultos.

Cozinha ritualística 


1- Caldo de mocotó - Cozinhar um mocotó em água, com uma colher de sopa de vinho tinto seco. Depois de cozido, retirar a panela do fogo. Retirar um pouco do caldo, acrescentar cerca de uma colher de sopa de farinha de milho branca e mexer para dissolver bem a farinha. Acrescentar essa mistura ao caldo que ficou na panela e misturar bem. Temperar tudo com sal, alho, cebola e temperos frescos a gosto. Levar de novo ao fogo e deixar aferventar um pouco. Esse caldo é muito nutritivo e também tem um poder de “limpeza” extraordinário em casos de magias negativas e de enfraquecimento do campo mediúnico. 


2- Cebola branca deixada no sereno - Descascar uma ou mais cebolas brancas, cortar em fatias grossas e deixar de molho em água mineral, numa vasilha branca (de louça ou de vidro) coberta com um pano branco e colocada no tempo (em espaço aberto) durante uma noite, para receber sereno. Coar. O sumo que fica (água mineral + o sumo da cebola + a ação do sereno) é muito bom para purificação e equilíbrio. Pode ser usado para banho, desta maneira: ferver um pouco de água, retirar do fogo e esperar amornar. Acrescentar um pouco daquele sumo e fazer o banho. 

As rodelas de cebola também podem ser passadas em azeite de oliva, temperadas com uma pitada de sal e folhas de manjericão ou de hortelã picadinhas e servidas para a Entidade manipular, ou podem ser ingeridas pelas pessoas. Isso tem ação curativa e alto poder de limpeza. 


3- Arroz com lentilhas (ou ervilhas) e carne seca desfiada - Lavar as lentilhas (ou ervilhas) e deixar de molho em água por cerca de uma hora. Escorrer e reservar. Dessalgar a carne seca e cozinhá-la um pouco em água com dentes de alho picadinhos. Juntar as lentilhas (ou ervilhas) e esperar até que tudo esteja cozido. Retirar a carne seca e desfiar. Refogar a carne desfiada com cebola, alho picadinho, pimenta vermelha picadinha e sem as sementes, orégano e/ou cheiro verde a gosto. Reservar. Refogar o arroz e juntar água quente para o cozimento. Quando estiver quase seco, acrescentar a carne seca desfiada e as lentilhas (ou ervilhas). Terminar o cozimento em fogo mínimo. Pode-se também servir este arroz acompanhado de pedaços de abóbora cozida e refogada em azeite, sal e temperos a gosto. 


4- Feijão tropeiro - Dessalgar e cozinhar um pedaço de carne seca cortada em cubinhos. Guardar a água do cozimento. Reservar a carne já cozida. Cozinhar um pouco de feijão naquela água onde a carne seca foi cozida, deixando-o em ponto firme, para que os grãos não desmanchem. Reservar o feijão e um pouquinho da água do seu cozimento (uma concha pequena). Em separado, aferventar duas vezes uma calabresa e um paio, trocando a água da fervura para eliminar excessos de gordura. Retirar a pele e cortar em cubinhos. Dourar em azeite de oliva alguns dentes de alho e uma cebola picadinhos. Colocar sal a gosto e acrescentar a carne seca, as linguiças e por último o feijão com um pouquinho da água do seu cozimento. Mexer com cuidado. Juntar um pouquinho de farinha de mandioca torrada ou de farinha de milho, misturando tudo para dar o ponto de um virado. Acrescentar temperos frescos picadinhos a gosto (cheiro-verde, orégano, pimenta etc.). Regar com um fio de azeite de oliva. 


5- Arroz tropeiro - Meio kg de arroz, 200 g de lombo de porco, 200 g de costelinha defumada,uma linguiça defumada, 200 g de carne de sol, várias cebolas pequenas inteiras. 

Preparo: O lombo é a única carne que precisa ser temperada com alho e sal a gosto. Fritar à parte: a linguiça, a carne de sol e a costelinha; depois, fritar o lombo e, assim que ficar bem dourado, colocar os outros ingredientes já fritos e o arroz. Acrescentar água quente e deixar o arroz cozinhar. Servir com couve refogada. 


6- Frutas variadas: especialmente as de polpa vermelha e as de casca amarela. 


7- Costela de boi - Temperar com sal, alho e cebola, tomate, pimentão amarelo e vermelho e cheiro-verde (todos picadinhos), orégano e um pouco de vinho tinto ou de vinagre. Deixar a costela de molho nessa mistura por cerca de uma hora. Fazer assada com batatas e/ou fatias de batata doce. Também pode ser refogada e dourada na panela. 


8- Arroz carreteiro - ½ kg de arroz, 50 g bacon, ½ kg de carne seca, 1 linguiça calabresa defumada, 1 linguiça mista, 1 cebola picada, 2 dentes de alho picados, 1 colher de óleo. Preparo: Dessalgar a carne seca e cortar em cubos. Fritar o bacon até dourar e reservar. Fritar as linguiças e reservar. Numa panela grande o suficiente, refogar o alho e depois a cebola. Acrescentar a carne seca, a linguiça e o bacon e dar uma boa refogada. Colocar o arroz e refogar. Juntar água quente, o necessário para o cozimento do arroz. 


9- Arroz Tropeiro mineiro - Meio quilo de arroz, 1 colher de óleo, 1 tablete de caldo de galinha, pimenta-do-reino a gosto, 1/2 quilo de carne de sol; três dentes de alho, 1 cebola roxa, 2 tomates e salsinha bem picadinhos. Preparo: Picar a carne em tiras finas e refogar em óleo e alho. Adicionar um pouco de água quente e deixar a carne cozinhar por uns 10 minutos. Em separado, ferver água para o cozimento do arroz; quando ferver, juntar a ela o caldo de galinha e os temperos picados. Colocar o arroz para refogar junto com a carne. Adicionar a água que foi fervida e temperada para o cozimento do arroz. Não deixar secar muito, pois o ponto desse arroz é meio mole. 


10- Carne seca com farofa de farinha de milho amarela e torresmo - acompanhada de mandioca, cará e pedaços de abóbora cozidos. Decorar com pimentas. 


11- Leite de cabra - Oferendar em copos ou em metades de casca de coco, especialmente em trabalhos de limpeza “pesada” e para saúde. Pode-se fazer banho: aquecer água e retirar do fogo. Juntar um pouquinho do leite de cabra e fazer o banho.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - A IMPORTÂNCIA DOS ATABAQUES NOS TOQUES DE BOIADEIROS

Estamos vendo dentro de toda realidade voltada à LINHA DOS BOIADEIROS, na energia de Oxóssi, muita coisa que talvez nem tivéssemos conhecimento ou que jamais iriamos parar para pensar, estudar e aprender.

Uma destas, quando se esta num TOQUE DE BOIADEIROS OU DE CABOCLOS é sem dúvida alguma a energia que amana do som dos ATABAQUES. De fato, ficamos tão empolgados e até envolvidos por seus gestos, brados e modo de atuação espiritual, que não nos voltamos a prestar atenção nesta realidade fundamental de todo culto.

Percebemos então que a função de um "Ogãn" bem instrumentalizado e de fato intimo de seu instrumento, a sua importância quanto a realização de um bom trabalho voltado pela LINHA DOS BOIADEIROS.


Atabaques: Dentro da ritualística de Umbanda existe um elemento de grande importância que é a Curimba formada por médiuns que se dedicam ao estudo dos cânticos ritualísticos.

Há uma grande influência dos boiadeiros no trabalho da curimba, pois eles regem suas forças e fundamentos.

Os atabaques são formados basicamente por três elementos da natureza: Animal (couro), Vegetal (madeira), Mineral (ferragens). Estes elementos por sua vez encontram-se no ambiente (reino) natural destas entidades e a força da curimba no terreiro está justamente em conseguir dissipar as energias negativas, inibir a ação de obsessores e desagregar miasmas e larvas astrais que estejam impregnados no ambiente de trabalho conseguindo com isso um êxito maior.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - APROFUNDANDO CONHECIMENTOS SOBRE OS BOIADEIROS



No decorrer da gira de Caboclo, o chefe do terreiro diz: 

"Jetuá Boiadeiro!"

O Ogã prepara a mão e a solta no couro do atabaque e canta:

Me Chamam Boiadeiro
Boiadeiro eu não sou não
Eu sou laçador de gado
Boiadeiro é meu patrão
Jetuê, Jetuá
Corda de laçar meu boi
Jetuê, Jetuá
Corda de meu boi laçar

Desta forma, se inicia em breve resumidas palavras a alegria que um CULTO DE CABOCLOS E BOIADEIROS DE OXÓSSI pode nos proporcionar.

O corpo começa a estremecer, o coração bate mais forte e a força, coragem, determinação, sabedoria, seriedade e alegria tomam conta do mental e do emocional do médium que rapidamente gira, começando a dançar e a movimentar seu chicote, ao gritar “Ô! Boi”. Demonstrando o vigor e a força do Boiadeiro em terra. 

O plano astral inferior estremece não se tem mais como escapar do laço do Boiadeiro que rapidamente envolve todos os seres negativos que perturba o médium e a Casa Santa. Com amparo de Ogum seu Orixá protetor, o boiadeiro encaminha todos esses malfeitores ao domínio da Lei, onde serão refreados e redirecionados para cumprimento da Lei com a grande oportunidade de Evolução, demonstrando um grande trabalho de caridade e principalmente de amor ao próximo.

Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxóssi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai, para algumas correntes de pensamento umbandista. Esses espíritos já foram Exús e, numa transição dos seus graus evolutivos, hoje se manifestam como caboclos boiadeiros.

Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião, falam de Jesus e de Nossa Senhora com respeito e carinho (posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.

Formam uma linha mais recente de espíritos, na primeira década da fundação da Umbanda em 1908, não havia manifestação explícita dessa linha de trabalho. No astral, porém, elas já se preparavam para trazer seus ensinamentos, suas alegrias e suas experiências, chegando em massa após os anos 20. Os boiadeiros já conviveram mais com a modernidade, com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra, e esse ponto nos ajudam muito para diferenciarmos dos caboclos, que foram povos primitivos.

De um modo geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido. O chicote e o laço são suas “armas espirituais”, verdadeiros Mistérios, e com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. A corda é usada com sabedoria para laçar o “boi brabo”, ou para “pegar aquele que se afasta da boiada”, ou ainda usada para “derrubar o boi para abate”. Dentro do campo mediúnico, os boiadeiros fortalecem o médium, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exús.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam à humildade, os Boiadeiros representam à liberdade o vigor e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

Salve os Boiadeiros! Jetuá!

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá a quem é de motumbá. Kolofé, a quem é de Kolofé e, claro, meu Saravá a quem é de Saravá. Aqui estamos iniciando mais uma semana. Uma bela Segunda-feira, que particularmente, resolveu amanhecer um pouco mais fria. Mas para um calor de fato insuportável, esta temperatura em que nos encontramos esta de fato agradabilissima. Não me impedindo de desejar a todos um excelente Bom Dia, a todos.

Como é do saber de todos estamos de fato fazendo uma mega reformulação na questão da SEQÜÊNCIA de nossa GRADE de POSTAGENS. Onde resolvi iniciar esta reformulação justamente com o assunto OXÓSSI, como foco central, pois foi um mês, no caso ABRIL, onde pude perceber uma queda na época consideravelmente visível quanto às visitas, adesões e tudo que envolveu o BLOG OLHOS DE OXALÁ naquela época.

Nesta segunda versão, onde me preocupei e assumi de fato os pós e contras quanto ao risco que seria excluir todas as postagens daquele mês em diante até nosso mês atual de NOVEMBRO, visando de fato uma melhoria nesta mesma SEQÜÊNCIA, pois pude analisar que muita coisa na época estava faltando. Exemplos hoje o que estamos de fato estudando que são os CABOCLOS, os BOIADEIROS e tudo que envolvia a questão mais direcionada aos nossos irmãos (ãs) da UMBANDA SAGRADA.

Um erro que infelizmente foi se perpetuando ocasionando faltas em assuntos voltados aos outros ORIXÁS, posteriormente estudados: OXUM, LOGUN-EDÉ, XANGÔ, IANSÃ (OYÁ), OMULU, também conhecido por OBALUAIÊ e isto de fato me preocupou em muito. E juntamente com a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, que me acompanham tanto na ESPIRITUALIDADE, pois todos ou são membros do CANDOMBLÉ ou membros da UMBANDA SAGRADA, como também todos nós trabalhamos juntos na mesma empresa. Pois quem não sabe trabalhamos na área de BELEZA E ESTÉTICA, numa rede de SALÕES DE BELEZA.

Com tudo isto, reunidos e unidos em pensamento e idéias, pois onde a comunhão de idéias e entendimento, existe uma família e por isso as coisas caminham de acordo com o UNIVERSO. Onde hoje estamos vendo resultados espantosos, tanto na quantidade de visualizações, novas adesões como SEGUIDORES e isso tem nos impulsionado a seguir em frente.

Como já disse em parágrafos anteriores estamos voltados a partilhar assuntos referentes a CABOCLOS, e agora estamos quase finalizando os assuntos sobre os BOIADEIROS. Mas como são assuntos delicados devido a diferença de idéias sobre suas incorporações e cultos entre MEMBROS tanto do CANDOMBLÉ como da UMBANDA SAGRADA. Preferimos respeitar a todos de uma forma que não seja vista como imposições, mas sim como conhecimento de todos, chegando então num DENOMINADOR COMUM. Fato muito mais importante onde então todos se respeitam, quanto às suas denominações religiosas.

Estou ainda pensando se quando terminarmos de explanar os tópicos referentes se abordaremos outros assuntos como OS BAIANOS DE OXÓSSI, OS PRETOS-VELHOS DE OXÓSSI e até os ERÊS DE OXÓSSI. Ou outras linhas de trabalho voltadas ao ORIXÁ OXÓSSI. Mas para decidir isso, sobre esta continuidade ou não EU VOU PRECISAR DE AJUDA. E esta mesma ajuda VEM DE VOCÊ, que esta lendo esta postagem exatamente AGORA.

Mas como poderão me ajudar? MUITO FÁCIL. Vamos começar a comentar as postagens, pois com cada comentário terei a certeza de como esta o nível de nossas postagens, se o assunto foi ou não importante, e o que de fato ainda necessita ser abordado. 

Então querido(a) leitor (a), SEGUIDOR(A), preciso de você através de seus comentários. Para você mesmo ou para outros que lerem isso pode ser desnecessário. Mas pra mim isto é fundamental, para melhorarmos ainda mais o BLOG OLHOS DE OXALÁ

Desta forma, agradeço de coração suas presenças e claro esperando sua COLABORAÇÃO neste sentido. 

Meus respeitos aos meus mais velhos, meus respeitos aos meus mais novos.
Motumbá
Pedro Manuel T'Ogum.