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quarta-feira, 25 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - EKEDI SANDRA DE OYA

Como não pode deixar de ser, queremos agradecer imensamente o carinho de todos que demonstram sua amizade através de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG)

E nesta manha de quarta-feira, às 08:51hs, Ekedi Sandra de Oya, nos presenteia com esta linda mensagem tao simples mas que muito nos diz.

Mensagem esta que nos exorta a repensar na construção de nossos alicerces. Vamos então, irmãos, criar coragem sim para edificar nossos alicerces a fim de que nossas casas não sejam construídas na areia para posteriormente serem levadas pelo vento. 

Mas que com grandes alicerces, possam vir as tempestades e maremotos e a casa do nosso coração possa ficar erguida, exuberante e forte, diante das dificuldades. 

Axé.

O PODER DA ESPADA DE OGUM


Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. 

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. 

É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.

A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro. 

Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. 
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. 

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte. 

Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. 

É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação. 

Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. 

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão. 

É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas . 

Dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção).

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.
Uma frase muito dita no Candomblé, e que agrada muito Ogum, é a seguinte: “Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum). 

Ogum foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ. Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas e abrindo caminhos.

Oggun - Ogún - Ogum


Escrito por Okanbi / Omo Aggayú

Este Orixá em torno o qual, se tem elaborado tantas histórias distintas, teve uma missão muito importante na religião Iorubá, porque ele é o Oxogun de todos os Orichas (o encarregado de dar-lhes de comer). Com a sua faca se mata e isso não é outra coisa que não seja a representação de Ogum no Santo. É certo que o sangue que chega as taças dos demais Orixás cruza primeiro com Ogum (antes que o Santo que está comendo). A missão deste santo é guerrear por todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu tempo, que Ogum maldiçoou-se a si mesmo.

A maldição que escolheu foi não dormir de dia e de noite até que o mundo seja mundo. Ele considera que todas as mulheres, incluindo a sua mãe, são iguais. Ogum é bruxo e guerreiro (como Changó) e nas guerras o demonstra. Ogum nasce da entranha da terra, porque ele é o ferro e nasce também daí. 

A palavra Ogum tem muito a ver com os Eggun (espíritos). Ele gosta de coisa de mortos. Sua esposa é Oyá, e por ganhar o amor a essa teve de lutar contra Xangô. Teve amores com Yemanjá, a que ensinou a arte do amor. Na terra vive com Oxossi, por mandato de Obatalá ao lado da porta do Ilé (casa), para nada de mal entre na casa e por tudo isto Maferefun Oggún aguanille aerere. 


Dia da semana………..Quinta-feira (para alguns, terça-feira) 
Cores…………………..Verde e amarelo
Sincretismo……………….São Jorge 
O que faz………………..Dá força para vencer demandas e habilidade para lidar com ferro. 
Saudação…………………Patakori! 
Presentes prediletos………Flores vermelhas, velas, charutos, suas comidas e bebidas. 

Pataki (1) 


Ogum foi o segundo filho de Yemanjá e era muito ligado ao irmão mais velho, Exú. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões, estavam sempre fazendo asneiras juntos. Quando Exú foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhar o irmão. Foi atrás dele e por muito tempo os dois correram mundo juntos. Exú, o mais esperto, resolvia para onde iriam; e Ogum, o mais forte e guerreiro, iam vencendo todas as dificuldades do caminho. É por isso que Oum sempre surge no culto logo depois de Exú, pois honrar seu irmão preferido é a melhor forma de agradá-lo; e enquanto Eshú é o dono das encruzilhadas, Ogun governa a reta dos caminhos. 

Pataki (2) 


Quando Ogum conquistou o reino de Irê, deu o trono para o filho e partiu em busca de novas batalhas. Anos depois, ele voltou; mas chegou no dia de uma festa religiosa em que todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis beber, mas o vinho havia sido todo usado no ritual religioso; pediu comida e ninguém lhe respondeu, por causa da proibição religiosa. Pensando que o desprezavam, Ogum puxou a espada e matou todo mundo. Quando terminou a cerimônia religiosa, o filho veio ao encontro de Ogun, prestou-lhe todas as homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Quando lhe explicaram o que ocorrera, Ogum ficou horrorizado com seu crime. Cravou a espada no chão e fez com que se abrisse um grande buraco por onde se afundou, tornando-se desde então um Orixá. 

Pataki (3) 


Depois que Exú foi expulso de casa pelos pais, ficou decidido que Ogun, o segundo filho, seria o sucessor do pai no governo. Entretanto, Ogum não gostava desse tipo de atividade. Seu prazer estava nas aventuras. Quando substituiu o pai durante uma viagem deste, Ogum deixou de lado as funções de governante, dedicando-se os passeios e confusões com os amigos. Estava sempre se metendo com as namoradas alheias e arrumando brigas. Para mantê-lo sossegado, então, o pai lhe deu o comando do exército e a missão de responder às agressões ao reino e de conquistar novos territórios. Nessas atividades, ele foi muito bem sucedido. 

Okanbi Com a bênção de Meu Pai Aggayú e Yemanjá

NOTIFICAÇÃO AOS SEGUIDORES E VISITANTES

Motumbá meus (minhas) amados (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

É engraçado como a vida é cheia de idas e vindas. Altos e baixos. Acertos e erros. Essa é a Lei da Vida. E como tal percebemos que nosso BLOG NÃO FICA ISENTO DISTO

Após ter tido a decisão de incluir nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, no site de relacionamentos ou rede social, como é mais conhecida, FACEBOOK. Pensando que facilitaria a visita em nosso BLOG como um grande meio de apoio às nossas metas. Pude ver que estava literalmente errado. 

Além de ver coisas que me surpreendi em ver. Pois a vida particular de qualquer pessoa se torna pública. As vezes, as surpresas podem se tornar decepções. Como aconteceu. 

Desta forma, venho hoje, aqui deixar claro a todos que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, não se encontra mais no meio desta rede social, denominada FACEBOOK. Se o mesmo estava dando certo sem ele antes de ter sido incluso, agora vai voltar a ser o que era. Isento de qualquer tipo de informação que não seja de necessidade de ninguém de nossa EQUIPE. 

Deixamos claro que todas as postagens, são escolhidas a partir do tema central. Este mês estamos ainda falando sobre o ORIXÁ OGUM. Para tanto tudo que se refere ao mesmo tema é analisado e postado.

Podemos reparar que após os temas da data de anteontem pra hoje, a participação em visualizações caiu muito. Mas deixamos claro que todos os temas são atuais. E que abrangemos assuntos referentes ao tema, mas que atingem todos os tipos envolvidos a nossa religiosidade espiritualista. Seja UMBANDA SAGRADA e as diversas nações do CANDOMBLÉ

Desta forma, agradecemos a todos que participam, visitam e ainda enviam comentários por menores que sejam mas que para mim e nossa Equipe são de grande importância. Pois não visamos quantidade, para dizer que somos os bam-bam-bans, mas queremos sim qualidade. Isso sim é nossa meta. 

Atenciosamente.