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sábado, 3 de março de 2012

CANDOMBLÉ KETU

 Candomblé Ketu é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé.

No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs estavam os Yorubá (Ioruba). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

Teve inicio em Salvador, Bahia, de acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, que algumas princesas vindas de Oyó e Ketu, na condição de escravas, fundaram um terreiro num engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades. "Para cada categoria ocupacional, raça, nação, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos, etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica".

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato. O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente freqüentado pelas elites locais. Posteriormente as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte. Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo desgraçadamente demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média, de gosto duvidoso. Saindo para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização. Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que o “corpus” da irmandade continha variada procedência étnica, já que, fala-se: mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros. Na comunidade existente atrás da capela da confraria foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu que depois se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano para Cachoeira e São Félix para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou, Roça do Ventura.


O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil, de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.

Casa Branca do Engenho Velho


Ilê Axé Opô Afonjá



Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois

APRENDA A MONTAR UMA FONTE

Motumbá amigos (as) do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. 

Como é do conhecimento de todos, a algum tempo atrás, nosso BLOG, passou por algumas mudanças na sua estrutura. Nesta mudança algumas postagens foram excluídas e outras salvas e bem guardadas para posteriormente serem postadas conforme o andamento do mesmo. 

Mediante a um pedido para mim, muito especial, feito por uma pessoa muito querida e estimada, esta postagem sobre a montagem de uma fonte, é uma delas que volta ao ar.


Parece tão bobo o assunto, mas nos dias atuais é de supra importância pensar-se a respeito. Não meramente por questões religiosas, mas por questões de saúde devido ao nosso clima tão seco ultimamente vivido por todos. 

Claro que se deve pensar também na questão estética de um ambiente, desta forma é que especialistas recomendam dispor a fonte próxima à parede da porta principal. Outra localização indicada é no canto esquerdo de quem entra na sala.

Além de favorecer a energia da casa, uma fonte é muito útil nos dias de calor, pois a evaporação do líquido cria minúsculas partículas no ar que deixam o ambiente mais fresco e neutralizam poluentes, como a fumaça do cigarro. 

Com tantas qualidades, vale à pena ter uma fonte por perto. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados. Depois de instalada, ela jamais deve ficar vazia. "Isso estanca a energia". Atente ainda para o eventual desconforto que o barulho possa provocar em algum dos moradores. 

Nesse caso, vale diminuir o fluxo da água, trocar o motor (por um modelo silencioso) ou colocar pedras para amortecer a queda da água. Se nada surtir efeito, Mariângela (visagista) aconselha deixá-la no jardim ou na varanda. Se você preferir comprar sua fonte pronta. Agora, se você gosta de colocar a mão na massa, confira o passo a passo e crie sua fonte personalizada.

01- Determine o local onde você vai instalar em poucas horas o seu laguinho com ponte, chafariz, cascatinha e iluminação subaquática. Limpe a área retirando entulhos, faremos uma cava de 40 cm de profundidade e na borda, uma virola de 10cm de altura, assim a profundidade total será de 50cm.

02- Quando você marcar o terreno, considere o tamanho da sua Manta de PVC, em "Laguinhos". Cave o buraco, com 40cm, faça uma virolinha de 10 cm acima do nível natural do terreno. Isto fará com que a água da chuva ou do jardim não entrem no laguinho, evitando sujar a água.

03- Retire raizes, pedras, entulhos. Deixe tudo limpo dentro do buraco. Espalhe a Manta. Lave as pedras que você vai usar no laguinho, encha com água a sua manta para que a mesma assente completamente. Coloque as pedras, sem massa, sem cimento, apenas encaixe uma com as outras manualmente. 

04- Uma Ponte pode decorar seu laguinho criando um charme no seu jardim. Instale sua ponte, encaixando as pedras no laguinho com água. Você precisará de 01 ponto de elétrica 110v ou 220v. Precisará também de 01 saída de esgoto, ou um ralo e, 01 entrada de água de 25mm, que pode até ser uma simples torneira de jardim com uma mangueira.

05- Neste caso faremos uma derivação ou seja: da sua Bomba com filtro de perlon, você vai levar com um "T" um ponto de água para a Cascatinha e outro para o Chafariz, assim com o contrôle de um registro de esfera 25mm, escondido entre as pedras, você poderá controlar a água do chafariz e da cascatinha, dosando a água de um só equipamento moto-bomba.

06- Não se preocupe com os canos, é fácil encobri-los com as pedras, mande um pouco de água para a cascatinha e também para o chafariz. Fácil, simples, e assim você poderá controlá-los como quiser!

07- Encaixe o holofote entre as pedras, escolha a cor da lente que você quer, mas lembre-se, só ligue seu holofote estando submerso!

08- Encaixe o bico chafariz e posicione-o como queira, neste caso é o Bico Margarida de 01 estágio com 8.500 litros hora, veja se o mesmo ficou bem aprumado, instale o holofote logo abaixo do bico escolhendo a cor preferida.

09- Encaixe as pedras, plante seu jardim, veja: neste caso é um jardim tropical com bromélias, samambáias, filodendros, aspargos, papiros, helicônias, heras, clorófitos, variegatas, forrações e etc. Abuse da criatividade, busque o equilíbrio e deixe o ambiente com um toque natural e bem pessoal. Jardim ideal é aquele que você se sente bem e de fácil manutenção, onde as plantas compõem com a água, pedras, madeira, iluminação, harmonia e com equilíbrio.

10- Experimente uma e outra forma de encaixar as pedras da cascata, use as próprias pedras para apoiarem-se uma nas outras, nada de massa ou de cimento, realmente não precisa e só vai deixar sua cachoeira com acabamento artificial. Só pedra sobre pedra e pronto! Algumas plantas, bromélias, aspargos....

11- Pronto! É só curtir! Que tal? Fácil? Sem obras, sem complicações.

É válido lembrar que atualmente estamos enfrentando uma grande problemática quanto à saúde, devido essas epidêmias doidas de Dengue para todos os lados. Desta forma, pensando nisso, a fim de contribuir com a divulgação da prevenção desta doença terrível que já prejudicou várias famílias, ressaltamos que para fontes maiores onde tenha lagos é necessário UTILIZAR uma criação mesmo que pequena de PEIXES, para que os mesmos possam eliminar qualquer tipo de larvas que possam vir a aparecer. E nunca deixar a água totalmente parada.

Também lembramos que para a nossa religiosidade, as fontes são pontos de forças muito grandes, as quais podem ser destinadas como pontos para Oxum, Yemanjá, Oxumarê, Logun-Edé. Mas nao seria pecado algum ter uma fonte para homenageá-los. Existem muitas casas de Umbanda e até illês de Candomblé com as fontes devidamente erguidas, feitas e com seus fundamentos e firmamentos bem realizados. Mas nada impede de termos uma fonte residencial como objeto decorativo, lembrando de um Orixá querido, veja os modelos abaixo:









VOTANDO O MEU MELHOR CONVITE DE INICIAÇÃO

Amados amigos (as) e irmãos (ãs).

É com grande prazer que venho me dirigir a todos vocês e de uma forma especial. Pois graças a Oxalá, o dia de minha iniciação esta chegando e em breve vou poder de fato seguir caminhos que a muito tempo já deveria ter sido percorridos.

Frequentei muito tempo a religiosidade, mas nunca tive coragem para dar o passo da iniciação e onde frequentava sempre ouvi que a própria Mãe de Santo em questão não seria a pessoa mais indicada pra isso. Após sua morte, me afastei, e como diz o ditado, "todo filho volta a casa do Pai", resolvi seguir os caminhos de minha avó materna, que era yalorixá em Angola, Africa.

A religião do CANDOMBLÉ, sempre esteve presente na minha vida. Mas as vezes a gente tenta mudar um pouco o rumo das coisas. Hoje convicto do que busco, quero e acredito. A intensidade de felicidade dentro de meu coração é de fato imaginável.

Começando a perceber a minha mediunidade com sete anos de vida, onde por situações diversas neste sentido. Passei por benzedeiras, por mãos de espiritas. Até me lembro do tempo em que era "Católico", chegando a passar por sessões de exorcismos. Fatos de minha vida, jamais esquecidos. 

Mas é como se diz uma vez do Orixá, sempre do Orixá. E graças a Oxalá e a Ogum, meu amor e admiração por cada Orixá, até hoje se faz presente. Seja na admiração de suas danças, nas suas cantigas, no jeito de se vestir. Dos atos, da liturgia em si, enfim um caminho lindo de amor para se seguir. Mas que havia sido interrompido por dois fatores: a morte de minha antiga Mãe Carmem de Oxum no ano de 1989 e todas as pregações e aprendizados dentro do Seminário Católico. 

Hoje eu venho aqui pedir a sua ajuda em escolher o melhor convite para minha SAÍDA DE SANTO. Não coloquei ainda a data do evento, devido a ainda faltarem poucos detalhes sobre o mesmo ato. Bem como as últimas decisões com a pessoa que foi escolhida pra zelar meu Orixá. Afinal, cabeça não se entrega para qualquer um. Não é mesmo?!

Desta forma, partilhando um pouco da minha felicidade neste sentido eu peço votem em qual será mais adequado para a minha INICIAÇÃO. E que Ogum e Oxaguiãn, lhes abençõem grandemente.


CONVITE 1 


CONVITE 2


CONVITE 3