domingo, 22 de abril de 2012

O ORIXÁ OGUM – O ORIXÁ QUE VENCE DEMANDAS


Nos ritos do candomblé, Ogum é, depois de Exu, o 1º Orixá a ser homenageado. Isso porque ele é o desbravador de todos os caminhos, o pioneiro que criou o ferro e a metalurgia, abrindo uma nova trilha para o desenvolvimento da civilização e da guerra. 

Desse modo, Ogum se associa ao progresso técnico e protege os agricultores, os soldados, os artesãos e todas as pessoas que trabalham com instrumentos de ferro ou de aço. Valente e impetuoso, ele está sempre ao lado dos seus filhos em todas as suas lutas, na justiça ou por melhores condições de vida. Nunca deixa um filho seu sem resposta.

Ogum tem uma ligação muito grande com Exú, sendo, às vezes, confundido com ele. A confusão existe porque os dois orixás dominam todos os caminhos e estão sempre na dianteira. É Exú quem consegue aplacar a ira de Ogum.

* Características:
. Nome: Ogum
. Origem: Nigéria
. Data: 23 de Abril
. Filiação: Oxalá e Yemanjá
. Raio: Primeiro
. Elemento: Terra
. Suporte: Ferro
. Domínio: Caminhos, progresso técnico, conflitos, enfrentamentos e questões judiciais.
. Cores: Azul escuro ou vermelho
. Colares (guias): Contas azul escuras (no candomblé), vermelhas, verdes e brancas ou feitas de aço (na umbanda).
. Saudação: Ogunhê! (Olá, Ogum!). Pata Kori Ogum
. Oferendas Rituais: Inhame assado e feijão fradinho cozido na água, misturado com dendê.
. Bebidas: Cerveja clara
. Flor: Cravo Branco
. Frutas: Goiaba, manga-espada.
. Minério: Ferro e bronze
. Cristais: Água Marinha, Topázio Azul, Lápis-Lazulli
. Signo: Áries
. Dia da Semana: 3ª Feira
. Vela: Azul Claro ou Vermelha
. Local para acender: Linha do trem
. Vibrações: Para resolver problemas, alcançar um desejo e tirar obstáculos do caminho.
. Amuleto: São uma pequena espada de prata ou uma adaga (que traz força e coragem), o rubi, a rubilita ou outra pedra vermelha banhada nas águas de uma cachoeira.
. Instrumento: Espada de Ferro e Coroa
. Sincretismo: São Jorge
. Perfume: Violeta.
. Carta do Tarô: O Carro
. Carta do Baralho Cigano: Os Caminhos

CONHECENDO PAI AGNALDO DE OGUM - BAHIA


Pai Agnaldo nascido e criado em Ponta de Areia na ilha de Itaparica. Filho e neto de sacerdotes da seita de LESEN EGUM tendo como seu mestre na seita de EGUM, Domingos dos Santos e Laelso Vitoriano dos Santos. Pai Agnaldo passou por vários problemas de saúde e espirituais, teve que ser iniciado na seita LESEN ORIXÁ KETU no terreiro ILÊ AXÊ OPÔ AGANJÚ, tendo como sua IALORIXÁ Rosalina Daniel de Paula, e seu avô o BABALORIXÁ Balbino Daniel de Paula. Ao longo desses anos Pai Agnaldo vem fazendo uma trajetória com responsabilidade, amor e carinho para com os orixás, seus filhos de santos e clientes.

OGUM - A FESTA DO BOI NA BAHIA


No Terreiro do Pai-de-Santo Zé de Ogum, 46 anos, situado no município de Lauro de Freitas, arredores de Salvador (Bahia), a festa de seu santo é um acontecimento. O ritual prevê três dias inteiros de comemorações e sacrifícios preparatórios que exigem, entre outras coisas, a imolação de sete galos caboclos (vermelhos) em homenagem a Exu. Todas as carnes e miúdos dessas aves serão aproveitados nos banquetes sagrados. E o culto culmina sempre com o sacrifício de um boi inteiro, cujo sangue é levado num vaso especial para o Ibá – espécie de santuário onde fica o chamado carrego do santo, com potes, bacias e louças próprias. Um ritual que MANCHETE documentou com exclusividade. 

O terreiro que sacrifica um boi a Ogum recebe 14 anos de paz garantida A Preparação para o dia do culto de Oxum exige daqueles que nele participam ativamente uma série de obrigações e penitências. Em certos casos, se requer até mesmo abstinência total – com recolhimento absoluto durante os 14 dias que procedem a cerimônia. Na simbologia dos fiéis de Ogum, o boi significa força, poder e decisão. Seu sacrifício tem assim, como efeito imediato, produzir a paz no terreiro e uma profunda concórdia entre seus frequentadores. Os iniciados explicam que basta um sacrifício para garantir esta paz por um período de 14 anos. Mas, no terreiro de Zé de Ogum, celebra-se a festa todos os anos. Porque os fiéis do Candomblé de Lauro de Freitas gostam da cerimônia.

Apesar das danças de guerra e dos cantos de combate, a festa de Ogum tem sempre por resultado essencial um só: paz.

Os fiéis chegam cedo para a cerimônia principal. Os primeiros convidados e alguns curiosos esperam a chegada do Alabê, espécie de chefe de orquestra, acompanhando de dois ajudantes que conduzem os atabaques. Enquanto os pontos vão crescendo, aproxima-se o momento da apresentação do grande sacerdote, Zé de Ogum, que descobriu sua vocação aos 18 anos, e teve a cabeça feita pela mãe-de-santo Paulina, num velho e tradicional terreiro da cidade de Cachoeira, situada no Recôncavo Baiano.

Recebeu então a incumbência de zelar, durante toda a vida, pelo culto de Ogum. Nessas ocasiões mais solenes, Zé de Ogum ostenta uma bonita batina amarela e tem no pescoço dezenas de colares de contas e miçangas de todos os tipos. Quando os pontos chegam ao auge, há sempre muitos manifestantes que recebem santos no terreiro e são levados a pessoas especialmente encarregadas de acalmá-las. O sacerdote sangra o boi com um golpe certeiro e o animal cai, enquanto as auxiliares correm para aparar o sangue numa grande tigela de barro. Este sangue, chamado de menga, vai depois para o santuário do terreiro – o Ibá –, onde é colocado sobre as otás, ou pedras sagradas.

Cantos, danças e banquetes fazem parte essencial do culto de Ogum. No calendário do candomblé, terça-feira é normalmente o dia da semana especialmente dedicado a este orixá. Sua cor preferida é o azul-escuro, sua comida é, normalmente, feijoada com inhame assado. Sua saudação é ogunhê e na indumentária entram sempre elementos de couraças e capangas. Porque se trata de um santo guerreiro. 

Outro elemento essencial do culto de Ogum é Exu, que muitos leigos confundem erroneamente com o diabo. Os iniciados dos terreiros insistem sobre a necessidade de cair neste erro. Nos candomblés de Ogum existem quase sempre dois exus – o Xoroquê e o Tiriri. Este último é, na realidade, um orixá, e não um escravo, como querem alguns. 

Durante a festa, a cozinha do terreiro está sempre cheia de filhas-de-santo sorridentes, que passam três dias e três noites servindo refeições aos convidados: os pratos são em geral feijão, farinha, carne assada ou ensopado. Os miúdos dos sete galos caboclos sacrificados antes do boi são cozidos no azeite-de-dendê e em seguida colocados em alguidares aos pés de Exu. O que resta destes galos é aproveitado para o xinxim, que pede ainda camarão e mais azeite. Este prato é o famoso Ixó de Exu, distribuído a todos os presentes durante o primeiro e o segundo dias da festa. 

Exu fica assim inteiramente manso, assentado, e Ogum pode então dominar tudo. Começa aí o momento da grande feijoada a Ogum. Quatorze homens, especialmente escolhidos pelo pai-de-santo, e ajudados por alguns filhos-de-santo, preparam o barracão principal. Ao centro do barracão são colocadas três esteiras e três alás (lençóis) brancos, em volta dos quais se dispõem castiçais com velas acesas e jarros com flores. Chegam então os ogãs, alabês, ekedes, kotas, a Mãe-Pequena e outros grandes do candomblé. Há mulheres que trazem tabuleiros com pipocas: são flores para o velho orixá Omulu, amigos de Ogum. 

As manifestações de Ogum são as mais variadas: pode parecer muito velho (daí sua amizade com Omulu). Mas pode ser também Ogum-Wari, que aparece empunhando uma espada e dançando como um guerreiro indomável. O essencial no entanto é que, qualquer que seja a manifestação predominante, o resultado final do culto será sempre a paz.


OGUM, O ORIXÁ DA LEI E DA ORDEM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).

Nesta manhã foi levado a meditar sobre a posição de Ogum na questão da Ordem e da Lei. Duas realidades presentes na realidade deste Orixá que vai a frente abrindo os caminhos. Assim como esta colocação dentro da realidade Umbandista. Vejamos o que temos a aprender.


Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos.

O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã.

Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc.

Portanto, na linha pura do "ar elemental" só temos Ogum e Iansã como regentes. Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda.

Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei. saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos. E o mesmo acontece com Obaluayê e Yemanjá.

Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério "Guardião" e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores! Formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de "estilo" , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

sábado, 21 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - BELLA

Mais uma vez chegamos até você partilhando uma mensagem encaminhada aos nossos cuidados pelo perfil BARA LONAN BORDADOS do ORKUT de nosso irmão FERNANDO

Esta mensagem é de uma de nossas visitantes, dos dois BLOGS em questão: OLHOS DE OXALÁ e BARA LONAN BORDADOS. Esperamos que gostem.

ILE AGANÂ ASÉ LABURÊ - CONVIDA

Através de nosso irmãozinho MARCOS DE ODÉ, presente em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). O ILÊ AGANÂ ASÉ LABURÊ, convida a todos a prestigiar a FESTIVIDADE DAS QUARTINHAS DE OXÓSSI

AGRADECEMOS a todos que de alguma forma, entram em contato conosco para nos atualizar de novos eventos a serem realizados em suas casas. Participe você também nos encaminhando sua programação.

ITAPECERICA DA SERRA REALIZA MISSA AFRO

Muito temos falado dos grandes feitos de OGUM. O ORIXÁ que vai a frente abrindo os caminhos, bem como temos vivenciado situações sobre o preconceito inter-religioso, ou mais conhecido como INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.

De fato, OGUM, tem feito suas andanças e com elas suas obras e manifestações. E desta vez chegamos em ITAPECERICA DA SERRA, no SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DOS PRAZERES E DA DIVINA MISERICÓRDIA, presidida pelo seu PÁROCO PE. ALBERTO GAMBARINI, responsável pela RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, da DIOCESE DE CAMPO LIMPO, como Diretor Espiritual.

Bem sabemos que este movimento RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, R.C.C., foi e é um reavivamento para a IGREJA CATÓLICA, mas também é um dos fortes pregadores contra as religiões afrodescendentes. E claro, OGUM não poderia deixar por menos. Justamente nesta Paróquia foi realizada um evento que em muito colabora com nossa religiosidade.

DEIXAMOS CLARO QUE ESTA REPORTAGEM FOI EXTRAÍDA DA REVISTA MANCHETE, NO ANO DE 2010, MÊS DE NOVEMBRO.

Itapecerica da Serra realiza missa afro na Igreja Matriz 

Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, o Conselho Municipal do Negro, em parceria com a Prefeitura de Itapecerica da Serra, da Pastoral Afro e do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres, realizou no dia 28 de novembro de 2010 a II Missa Inculturada em Estilo Afro Brasileiro de Itapecerica da Serra. Presidida por Padre Alexandre e pelo Frei Leandro, a celebração contou com a presença de diversas personalidades negras do município.

Entre as autoridades presentes estavam o Deputado Federal Vicentinho, Márcia Farro - assessora do Deputado José Cândido, Sr. Paulo Roberto Esteves Guedes - secretário de Cultura, Frei Leandro da Educafro, Sr. Guilherme Botelho-Doutor em Eucaristia, Sr. Edson Robson – Coordenador de Igualdade Racial de Carapicuíba, Kaká Werá (representante dos povos indígenas), Camila Haruna (representante do povo cigano), os sacerdotes e sacerdotisas Mãe Alessandra de Ogum, Mãe Luciana de Ewá, Mãe Kika de Bessem e Pai Tenório, acompanhados de seus filhos e filhas de Santo.


Celebração contou com personalidades e autoridades

A organização agradece aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para a realização da cerimônia: Mestre Canibal e grupo Tupinambá, Mestre Orikerê e os Tropeiros da Serra, Carla Magalhães, Lucimeire Monteiro, Augusto, Chica, Josy, Lacilete, Kátia Cilene, Daniel, PC, Marinalva, Nice e a todas as secretarias envolvidas.

Segundo a ativista e presidente do Conegro, Kátia Trindade, “a missa afro é uma manifestação inculturada que serve de instrumento para combater o preconceito e promover um diálogo inter religioso, a fim de trabalharmos a tolerância, a paz e o respeito pelo diferente, sem segregação e com quebra de paradigmas”

Assim, desejamos que não somente este exemplo possa servir aos nossos irmãos CATÓLICOS, que hoje estão aprendendo a ver a nossa religiosidade com outros olhos. Mas que PROTESTANTES, EVANGÉLICOS EM GERAL, que em qualquer esquina vão abrindo suas IGREJAS sem a menor preparação TEOLÓGICA BÁSICA POSSÍVEL, possam também aprender a olhar nossa religiosidade com outros olhos. 

MEMÓRIAS DA CASA DE OXUMARE


OGUM DEKISI IMPEDE UMA GRANDE INJUNTIÇA 

A fama de Ogum Dekisi, Orixá da saudosa Mãe Simplícia, era conhecida por toda a cidade de Salvador. Pessoas de todos os lugares do mundo vinham até a Casa de Oxumarê para ter a honra de receber um abraço desta divindade de força tão presente. Episódios, como o narrado abaixo, faziam o respeito e admiração pela Yalorixá extrapolar as fronteiras da religiosidade, contribuindo até mesmo para a sua influência política. 

Muito bem conceituado como mestre de obras, Seu Hilário, marido de Mãe Simplícia, era sempre requisitado para fazer serviços na área da Construção Civil em várias partes da cidade, mas isso não agradava à todas as pessoas, gerando desconforto e atritos.

Certo dia, Hilário foi convidado para fazer um trabalho em uma residência na Barra, uma casa de uma família tradicional e rica de Salvador. Ao chegar no local, o mestre de Obras, fez a avaliação do serviço e foi embora, voltaria no outro dia para começar. 

E assim ocorreu, bem cedo depois de seu desjejum, seguiu para o trabalho. Assim que ele saiu, Mãe Simplícia sentiu algo errado, sentiu vontade de ir atrás dele, porem não conhecia o local do novo trabalho do seu marido. Como esposa dedicada, que era, foi até o pegi de Ogum e pediu que o Orixá olhasse por ele. Assim que terminou de acender a vela, falou para suas que tinha sentindo um aperto no peito e não sabia o que era. Passou o dia inteiro preocupada.

Ao final do dia, por volta das 18h, Mãe Simplícia se sentiu ainda mais agoniada, afinal, seu marido ainda não tinha chegado em casa. Ao ir novamente no pegi, Ogum Dekisi tomou o seu corpo e avisou a todos que estavam presentes: 

-Vim aqui apenas para resolver uma pendenga!
Disse Ogum e foi descendo as escadarias da Casa de Oxumarê em direção à Vasco da Gama. As filhas de santo de mãe Simplícia ficaram apreensivas e seguiram o Orixá para onde ele caminhava. De repente estavam em um imenso casarão na Barra. Ao abrirem o portão, encontraram seu Hilário rodeado de Policiais, sendo acusado de um crime que não cometera. Um relógio de ouro tinha desaparecido e Hilário era o principal suspeito e estava sendo encaminhado para a delegacia. Ogum respondeu:

- Foi por isso que vim em terra para dizer que ele é inocente. Desde cedo, eu sabia o que estava sendo armado para culpar este homem e vou mostrar a vocês onde tá o roubo. 

Ogum saiu pela casa e em um canto esquecido apontou para os policiais onde estava o velho relógio escondido. Antes, fez questão de dizer para a filha do casal, patrões de seu Hilário: 

- Sei que foi você fez isso para ele ser preso. Se você não quer ele na sua casa, manda ele sair, mas nunca faça alguém pagar por algo que não cometeu. 

A garota ao ouvir as palavras da divindade caiu em prantos e assumiu ter levantado o falso para o mestre de obras, simplesmente porque não gostava de negros.

Os pais de prontidão pediram desculpas e quiseram presentear o profissional, que recusou. A família ficou tão grata com o ocorrido e depois desse dia passaram a frequentar a Casa de Oxumarê sempre que podiam. Mãe Simplicia passou a ser sacerdotisa da família. Essa história se tornou conhecida em toda a cidade e corria junto a fama de Ogum.

MAE ANA DE OGUM - RECEBE MEDALHA ANCHIETA

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Entre as vastas pesquisas para postarmos sempre novidades para todos que visitam nosso BLOG, ainda mais se tratando da dedicação que estamos tomando quanto ao ORIXÁ OGUM, partilhamos com todos vocês, mais um prêmio conquistado por esta mulher de OGUM  e que tem muito a nos ensinar. Estamos falando de MÃE ANA DE OGUM.

Vejam vocês mesmos como a sociedade a reconhece numa premiação no ano de 2010:


A Câmara Municipal de São Paulo entregou nesta quinta-feira (9/12/), por iniciativa do vereador Claudio Fonseca (PPS), a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo a Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana D’Ogun. 

Nascida na cidade de Valência, interior da Bahia no ano de 1944, e tendo estabelecido domicílio na cidade de São Paulo no início dos anos 70, Ana D' Ogun construiu uma trajetória de vida que a credencia como uma das principais representantes do candomblé. 

Iniciada para o culto aos Orixás (candomblé) em 24 de maio de 1960, aos 16 anos de idade, aprofundou-se e mantém viva a tradição do candomblé e ainda inicia inúmeras pessoas na religião.


“Eu quero agradecer a esse povo de São Paulo, que me recebeu de braços abertos”, afirmou Mãe Ana. Ela foi saudada por diversos representantes de entidades afro-brasileiras, como Cosme Aparecido Felix, Leandro Rosa, Profª. Terezinha Bernardo (PUC-SP) e Eduardo Joaquim de Oliveira, ex-presidente da entidade negra do Estado de São Paulo.

“Mãe Ana D’Ogum representa o símbolo da resistência da mulher negra brasileira”, salientou a Profª. Terezinha, destacando a luta pela igualdade racial no País.

No ano de 2010, completou 50 anos de iniciação, juntamente com suas irmãs de barco: Elza de Oxóssi, Walquíria de Oxum e Beth de Oxalá. Motivo de festa para os seguidores da instituição.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

LEMBRANCINHA DE LOGUN-EDÉ DO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs). 

Como é do saber de todos, ontem eu falei que postaria as fotos das novas lembrancinhas de LOGUN-EDE, de nosso amigo do BLOG OLHOS DE OXALÁ e do BLOG BARA LONAN BORDADOS, ADRIANO, de Mogi das Cruzes.

Confiram as fotos e espero que gostem. Agradeço quem puder ou quiser comentar sobre a sua criação.

ARTE FINAL DE COMO FICARÁ A LEMBRANCINHA DE LOGUN-EDÉ

LINHA DE PRODUÇÃO

APLICAÇÃO DOS BOMBACHOS

PARTE LATERAL DA LEMBRANCINHA

PARTE TRASEIRA DA LEMBRANCINHA

Espero que gostem. E tendo interesse em confeccionar a sua é só ver a lista de preços na PÁGINA LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS

OLHOS DE OXALA EM FESTA


Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Sei que esta postagem deveria fazer parte da grade de postagens do dia de ontem, 19/04/2012, mas para não fugir do tema do mês referente ao ORIXÁ OGUM, venho postar hoje esta grande alegria que  o BLOG esta passando e que pra mim, PEDRO DE OGUM é um verdadeiro presente. 

Acabamos de completar seis meses que o BLOG OLHOS DE OXALÁ esta no ar. 

Seis meses que passamos juntos aqui com temas sempre novos e atualizações praticamente diárias. Seis meses onde o número de acessos tem aumentado grandemente. Seis meses onde o perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG), aumentou o número de inscritos. E que todos os dias se comunicam de alguma forma conosco. 

Sim, digo conosco, pois o que era uma coisa individual minha agora é composto por uma EQUIPE que avalia os temas, partilhamos os temas via msn e que ainda contem a permissão do BLOG O CANDOMBLÉ  diretamente do AXÉ OXUMARÊ.

O número de PAÍSES VISITANTES DUPLICOU. Vindo de lugares onde minha mente jamais sonhou em alcançar um dia. Tanto que pra atendermos melhor estes países de outras nações já estamos estudando formas para melhor atender a todos. Com temas sobre nossa religiosidade fora do Brasil atingindo realidades a nível mundial. 

As estatísticas aqui do BLOG OLHOS DE OXALÁ para meu espanto não somente duplicou como para uma realidade presente em SEIS MESES ela triplicou. Vejam as estatísticas atuais do nosso BLOG:

Brazil - 10.622 

United States - 688 

Germany - 447 

Russia - 428 

Portugal - 149 

Argentina - 42 

Uruguay - 38 

India - 23 

Italy - 23 

Japan - 23 

France - 8 

Fora os outros países com menos de 10% de acessos diários como México, Honduras, Austrália, Dinamarca, Grécia, Korea do Sul, Indonésia e outros. 

Diante de tudo isso o que me deixa também muito feliz é a porcentagem de comentários que nossos irmãos estão postando nas respectivas postagens, que me edifica muito e alegra. Bem como as suas participações na MENSAGEM DO DIA. Mensagens que nos são enviadas pelo perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ) e que na verdade dá vontade de postar todas, mas ai escolhemos minuciosamente a que mais se encaixa com o tema proposto do dia e ai partilhamos aqui no BLOG para que atinga não somente a nós moderadores do BLOG em questão, mas a todos que participam.

Mas no presente momento uma das coisas que não somente me anima aqui, mas na vida prática, real e concreta do dia-a-dia é saber que podemos através da página LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS, poder ajudar nossos irmãos e fazer de um momento basicamente único que é a INICIAÇÃO ou a OBRIGAÇÃO seja ela de UM, TRÊS e SETE ANOS. Mais alegre é saber que os OLHOS DE OXALÁ está lá presente também através de nossos serviços de lembrancinhas. 

Semana passada já entregamos uma encomenda de OGUM ONIRÊ para São Paulo, no Bairro Orion, mas o que mais nos alegrou que ainda vamos postar as fotos foi uma encomenda de 700 lembrancinhas de OXALUFÃ, para a festividade das AGUAS DE OXALÁ. E o melhor foi enviado via correio. Endereçado para a BAHIA. Agora estamos dando andamento em outras encomendas: LOGUN-EDÉ DO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES, um OXÓSSI E UMA OXUM que vão para o RIO DE JANEIRO, o CABOCLO SULTÃO DAS MATAS QUE VAI PARA O LEONARDO DE SÃO PAULO NO JABAQUARA e ainda outra OXUM, que também vai para SÃO PAULO também no Bairro Orion.

De fato minha gente, o que posso falar hoje para vocês, depois de tanta coisa boa? Exatamente só uma coisa: OBRIGADO.

Foram seis meses de luta, passo a passo, onde houveram comentos muito bons. Coisas muito boas. Mas não nego as coisas ruins, como ciumes baratos de pessoas conhecidas, o pior foi isso, que me exigiram que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, fosse desativado e saísse do ar, por estar postando coisas que não deveriam ser postados.

Logo de cara enfrentei uma barreira que foi justamente fazer uma reestruturação no BLOG de forma que tais assuntos foram excluídos. Mesmo tendo me aconselhado com algumas pessoas de anos no CANDOMBLÉ e que me aconselharam a deixar do jeito que estava pois o que isso representava nada mais era que pura dor de cotovelo. Mas ai tem um porém... eu sou do OGUM e adoro ser desafiado... isso me anima e de fato UMA MUDANÇA QUE A PRINCIPIO FOI UMA DERROTA, HOJE SE TORNA VITÓRIA. 

Pois recebo diariamente comentários de BABALORIXÁS E YALORIXÁS do BRASIL TODO PARABENIZANDO NOSSO BLOG OLHOS DE OXALÁ e confesso a surpresa maior foi um comentário feito por OGAN LUCAS DE OMULU, um dos maiores e bem conceituados OGÃNS de São Paulo, que deixou claro que ao chegar de seu trabalho em sua casa. A primeira coisa que faz, isso quando lhe sobre um tempinho, ele entra em nosso BLOG para ver as novidades. 

São coisas assim que nos animam, pois buscamos postar nada mais, nada menos que a verdade. Não histórias sem fundamento. Ou comentários desnecessários. Mas buscamos postar algo que sempre nos busque fazer CRESÇER. Elevando nosso espírito e nosso entendimento para o bom, para o melhor e sempre vivenciando a HUMILDADE. Isso é fundamento.

Gente o que posso dizer? De fato só uma coisa: MUITO, MAS MUITO OBRIGADO DE CORAÇÃO. E QUE OGUM LHES ABENÇÕE SEMPRE

AXÉ.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

JEFFERSON DE OGUM - MAIS UM AMIGO SATISFEITO

É muito bom e gratificante para o BLOG OLHOS DE OXALÁ ver que mais um amigo nosso viu nossas postagens e entrando em contato conosco para informações sobre as LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS que confeccionamos.

Estou me referindo do Jefferson de Ogum, que mora em São Paulo, na Zona Sul, no Jardim Orion. Nos solicitando para seu recolhimento agora dia 28/04, 100 unidades das lembrancinhas de OGUM ONIRÊ. ACOMPANHE CONOSCO todo o processo da confecção:


Esté é JEFFERSON DE OGUM ao lado da imagem que ele queria como lembrancinha para sua Saída de Santo. Após seu contato e fechamento de seu pedido passamos para a elaboração da sua confecção a fim de que não ficasse fora do seu desejo e que seu coração ficasse feliz em distribuir aos seus amigos um pouco do seu ORIXÁ. E após pensar bastante a lembrancinha ficou assim:


Desta forma, as coisas foram acontecendo: ele optou pela cor do bonequinho em tom café e foi ficando assim:








Desta forma, assim como ele, que entrou em contato conosco e numa semana já estava com seu pedido nas mãos. Faça como ele. É muito fácil olhe nossa página sobre LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS, confira os preços e entre em contato conosco. Temos a certeza que iremos chegar num denominador em comum.

OBS: LOGO MAIS TEREMOS FOTOS DAS LEMBRANCINHAS QUE ESTAMOS CONFECCIONANDO AGORA DE LOGUN-EDÉ, DE NOSSO IRMÃO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES. 

O ORIXÁ OGUM E SUA INFLUÊNCIA SOBRE A PERSONALIDADE HUMANA


Em Yorubá Ogum significa luta, guerra. É a divindade da metalurgia, do aço, dos grandes caminhos. Orixá de grande força e poder; da manutenção da vida. Força dominadora e incontrolável, Ogum é o senhor das batalhas, dono das armas, senhor dos exércitos, da força do sangue que corre nas veias.

Elementos: Terra (o Ar e a Água são também elementos de Ogum)

Psiqué dos filhos de Ogum

Pelas próprias características deste Orixá, vemos que seus filhos são sempre pessoas valentes, destemidas, em busca de novos objetivos, novos caminhos. São pessoas perspicazes, objetivas, corajosas. Entretanto, as qualidades apontam diferenças que veremos adiante.

Ogum Xoroquê ( na Umbanda chamado de Ogum Mejê, Sete Estradas, Sete Espadas)

Meio Ogum, meio Exú, os regidos por este Orixá são de uma bravura sem igual. Dedicados e corajosos, geralmente são pessoas que se empenham para chegar a seus objetivos. Têm muito a ver com Exú e praticamente carrega quase todas as virtudes daquele. Para entender melhor o lado positivo dos filhos de Xoroquê, leia " Exú - lado positivo".

Lado Negativo

Vorazes, gananciosos e abusados, os filhos de Xoroquê não têm pena de cortar o pescoço dos seus inimigos. Não perdoam falhas, nem às suas próprias, chegando ao cúmulo de se autoflagelarem por um engano ou erro cometidos. São sábios para enredar e criar polêmicas; confusos, muitas vezes, mas agem às claras. Atacam sempre pela frente, numa avançada única e de resultado sempre positivo (para eles próprios). Daí o autocastigo quando falham. São rudes e extremamente exigentes e seu ponto preferido para o ataque é o coração. Impiedosos e malvados, não se curvam diante de ninguém. Ostentam um grande valor de poder e grandeza, mesmo que na verdade não os tenha.

Ogum Já ( Ogum com fundamento com Oxalá. Na Umbanda , Ogum matinada)

Lado Positivo

Dóceis, calmos, seguros, confiantes, os regidos por este tipo de Ogum são grandes negociantes. Amantes fiéis e dedicados à família, são também verdadeiros guardiães de seu próprio patrimônio. Geralmente bonitos, talentosos e inteligentes, os de Ogum Já são grandes amigos e possuidores de autocontrole. São pessoas de decisões rápidas e seguras e donas também de exagerado sentimentalismo

Lado Negativo

Os regidos por Ogum Já têm, invariavelmente , um péssimo defeito: usam de falsidade, porém a exercem como tática de guerra. Atacam sempre pela retaguarda do adversário, não dando chances de defesa e tirando todo proveito do elemento surpresa. São rápidos no pensamento e gostam de ver o inimigo morrer lentamente, o que dá um sentimento impiedoso ao seu caráter.

Ogum Oares ( fundamento com Oxum/Logum-Edé/Oxalá) - (na Umbanda, Ogum beira Mar, Sete Ondas e Iará)

Lado Positivo

É m tipo mais calmo. Os regidos por este Ogum são mais dóceis, mais lentos, mais emocionais, pois estão ligados à regência da água, através de Oxum e Logum Edé. Oxalá dá sua contribuição com o elemento Ar. Daí os filhos de Oares serem mais emotivos, carinhosos e atenciosos. São excelentes generais, pois estudam profundamente as estratégias. Amantes singelos, procuram sempre uma forma de agradar.

Lado Negativo

Os filhos de Ogum Oares usam táticas interessantes para chegar aos seus objetivos. Choram de forma mentirosa para enganar o inimigo. Usam de falsidade e intrigas e são mestres na arte de ludibriar. Atacam pelos flancos e são do tipo sádicos e temperamentais.

Ogum Aiaká ( ligado a Oxalá e Yemanjá. Na Umbanda, Ogum Naruê, Rompe Mato)

Lado Positivo

Corajoso acima de tudo, honesto, objetivo do tipo monarca, de muita sorte, senso de justiça, nobre, valente. Os filhos deste tipo de Ogum se esforçam para serem perfeitos em tudo o que fazem. São hábeis e inteligentes e normalmente ão de muito fácil compreensão. Capazes de dar tudo de si quando amam, pois são amantes constantes e dedicados.

Lado Negativo

Altamente perigosos, quando estão irados. São extremamente sanguinários e impiedosos. Atacam por todos os lados e exterminam o inimigo. Não são falsos, mas semeiam a discórdia, a intriga; saem de perto e quando voltam, o fazem para exterminar e reinar. São egoístas e nervosos; querem tudo rápido e bem feito. Exigentes, são capazes de destruir algo que lhes incomoda e não têm pena de ninguém. Nem de si proprios. Outras inúmeras qualidades existem, mas no cômputo geral, aqui foi colocado tipos de Oguns que representam os elementos Terra, água e Ar. o que dá um sentido amplo, às características dos filhos deste Orixá.

Biótipo

Homens: Geralmente esguios, atléticos e espadaúdos.

Mulheres: Do tipo forte, de tamanho variável.

Precauções

Os filhos de Ogum devem ficar longe de bebidas, conflitos e intrigas. Tomar cuidado com acidentes que são muito propensos.

Cores: Azul marinho, vermelho, branco e verde

Pedra Preciosa: Opala

Metal: Aço, metal ferroso.

Profissão: Militar, diplomatas, advogados, administradores.

CONHECENDO MAE NORIS DE OGUM - RS.

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).

Dando continuidade as postagens referentes ao mês de Abril, que carinhosamente dedicamos ao ORIXÁ OGUM. Estou hoje vindo aqui lhes apresentar mais uma membra da nossa religiosidade, voltada a UMBANDA SAGRADA. Uma pessoa ativa e batalhadora em nossa fé no Estado do Rio Grande do Sul.

Estou falando de Mãe Noris de Ogum, conheça-a com suas próprias palavras:



Formei-me no Magistério e no Jornalismo. Convivi no meu dia a dia com pessoa ilustres tais como: Antônio Augusto Fagundes, Leonel de Moura Brizola, entre outros. Colunista Social com as colunas Gente que é Noticia e Gazeta Criança do Jornal Gazeta Regional de Camaquã, correspondente politica do Jornal Correio do Povo. Era realizada profissionalmente, todavia dentro de mim, faltava alguma coisa! Então, profissionalmente fui convocada à me fazer presente em uma festa de religião! AMOR A PRIMEIRA VISTA! Feito, encontrei o que me faltava.

Iniciei minha VIDA RELIGIOSA nas mãos de Mãe Ivani de Iemanjá, na cidade de Camaquã. Com ela, aprendi meus primeiros passos na religião africana: Através do Ifã, conheci meu PAI OGUM e com Pomba gira Rainha iniciei minha incorporação com POMBA GIRA MARIA MOLAMBO.Com sua cabocla Iemanjá conheci minha cabocla IANÇÃ DA BEIRA DA PRAIA.Com o passar dos anos, também vim trabalhar com EXÚ ZÉ PILINTRA e PRETA VELHA MARIA JOAQUINA.

No ano de 1992 fiz meu primeiro Obori para o Pai Ogum e assentei todos os meus Exús e no mesmo ano vim morar na cidade de Capão da Canoa. Abri minha casa de Umbanda e quimbanda no ano de 1994. No ano de 1997 assentei meus Orixás pelas mãos da Ialorixá Evinha de Ogum tendo como Padrinho Pai Valdecir de Oxum. No ano de 2000 assumi o governo de minha casa de Santo, Umbanda e Quimbanda com o axé de Pai Dejair de Ogum.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PAI PEDRO DE OGUM - A UMBANDA EM PORTUGAL


Pai Pedro de Ogum
Babalorixá

O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos).

Pai Pedro de Ogum, nasceu em Portugal, na cidade da Covilhã, no Centro de Portugal. O caminho espiritual realizado por Pai Pedro de Ogum passou por conhecer vários tipos de cultos e seitas, tais como os Rosa Cruz e com algumas seitas de fundamento indiano, tal como o Ashram de Guru Maharaji e a Religião Hare Khrisna.

Foram tempos de aprendizagem e de perguntas sem resposta, que muitas vezes o faziam questionar sobre algumas questões dentro da temática espiritual.

Em 1983, foi viver para o Rio de Janeiro, com a sua familia, e foi no Rio que teve o seu primeiro contacto com as Tradições Religiosas Afro Brasileira, pois frequentava como assistente alguns terreiros na zona norte do Rio de Janeiro.

Em 1990, voltou para Portugal e frequentou alguns Centros Espiritas, enquanto fazia o Curso de Engenharia de Telecomunicações. A sua curiosidade pela espiritualidade levou-o a tomar conhecimento com algumas pessoas, que nos anos de 1997, se reuniam para falarem sobre Umbanda e Religiões Afro, e foi dessas reuniões em que participava , que começaram a projectar a criação de um templo de umbanda com raiz de tradição de Angola .

Esse projecto, levou esse grupo ao Brasil, para participarem em Camarinhas e algumas obrigações, e o resultado foi a criação de um Templo de Umbanda em Portugal. Pai Pedro de Ogum, nesse tempo participava como Médium Atendente e desenvolveu o seu trabalho nesse Templo durante oito anos (8), em que trabalhou na implantação desse Terreiro em Portugal e no desenvolvimento de vários projectos internos do Templo.

Mas a metodologia e organização desse templo, exercia um determinado questionamento sobre aquilo que ele sentia do que deveria ser realmente a Umbanda e no ano de 2003, abandonou esse Terreiro.

Durante um ano, procurou encontrar respostas para tantas perguntas e como diz a frase “..o Mestre apareçe quando o Discipulo está pronto”, foi quando na sua busca espiritual, encontra uma Mãe de Santo em São Paulo, e conjuntamente com essa Mãe Espiritual, sábia e conhecedora, começou a encontrar as respostas certas para tantas questões que sempre tinha tido durantes tantos anos.

Com essa Mãe de Santo, realizou todos as Obrigações e rituais para que pudesse receber o Deká e a Ordem de Ifá

Com a participação e incentivo desssa Mãe de Santo e de Pai Francelino de Shapanan, Pai Pedro de Ogum, começou a realizar o seu Caminho Espiritual dentro da Umbanda. Tinha começado um novo processo de criação de um Templo de Umbanda em Portugal.

Assim nasceu o Templo Sagrado de Umbanda em Portugal.

Foi o começo da cristalização do projecto iniciado por Pai Pedro de Ogum.

Actualmente, Pai Pedro de Ogum desenvolve um trabalho de organização e Implementação de uma organização europeia que possa integrar todos os templos de umbanda.
O Pai Pedro de Ogum desenvolve além de tudo, o seu trabalho com a finalidade de apoiar e desenvolver ações para defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e dos Templos de Umbanda em Portugal, através das actividades de educação cultural, social, profissional e religiosa, além de desenvolver um trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda.

ERES DE OGUM NO CANDOMBLÉ - PARTE I



Motumbá meus (minhas) amados (as) irmãos (ãs).

Muito se tem falado ou buscado saber sobre o que vem a ser os Erês no Candomblé. Que sinceramente difere em atitudes quanto a Umbanda Sagrada. Mas em olhos humanamente falando leigos são quase a mesma coisa. 

Devemos saber que sua presença principalmente no processo de iniciação é importantíssimo como vamos ver no texto abaixo, mas vamos buscar ler com toda a atenção devida.


No Candomblé, Erê é o intermediário entre a pessoa e o seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exacto entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa a sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos do seu Orixá.

A palavra Erê vem do yorubá, iré, que significa “brincadeira, divertimento”. Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Erê (não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Erê é o intermediário entre o iniciado e o orixá.

Durante o ritual de iniciação no Candomblé, o Erê é de suma importância pois, é o Erê que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Erê às vezes confundido com Ibeji, na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Erê é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Erê conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Erê” é mais influenciado por certos aspectos da sua personalidade, que pelo carácter rígido e convencional atribuído ao seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

A confusão entre Ibeji e Erê é muito frequente, ao ponto que em algumas casas de candomblé e batuque Ibeji é referido como Erê (criança) que se manifesta após a chegada do orixá, em outras são cultuados como Xangô e ou Oxum crianças. Porém na verdade Ibeji é um orixá independente dos Erês. Dado o facto conhecido e recorrente de que muita gente transita entre o Candomblé e a Umbanda, é também natural que esta confusão se acentue, dados os conceitos e entendimentos diferentes que existem nas duas religiões e que muitas vezes as pessoas não conseguem diferenciar.

Na Umbanda, Erês, Ibejada, Dois-Dois, Crianças, ou Ibejis são entidades de carácter infantil, que simbolizam pureza, inocência e singeleza e se entregam a brincadeiras e divertimentos. Pedem-lhes ajuda para os filhos, para fazer confidências e resolver problemas. 


Geralmente supõe-se que são espíritos que desencarnaram com pouca idade e trazem características da sua última encarnação, como trejeitos e fala de criança e o gosto por brinquedos e doces. Diz-se que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. 

São tidos como mensageiro dos Orixás, respeitados pelos caboclos e pretos-velhos. Geralmente, são agrupados em uma linha própria, chamada de Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de Ibeji. Costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho e Cosminho. Seus líderes de falange incluem Cosme e Damião. Comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas.

Devemos nos lembrar que um Erê dentro do Candomblé, no processo de iniciação, recebe do Babalorixá ou da Yalorixá um nome novo dado-lhe como que num batismo. Ou seja, o que poderia ser um Joãozinho na realidade Umbanda. Após a iniciação no Candomblé o mesmo pode vir a se chamar depois Escudinho. Para demonstrar bem de que Orixá ele pertence.

Vamos aqui algums exemplos:
Flexinha - Odé;
Joaõzinho Maru;wô - Ogum
Pipoca - Omulu;
Rochinha - Xangô;
Pingo Dourado - Oxum;
Fonte Iluminada - Logun-Edé;
Estrelinha - Yemanjá;
Tempestade - Yansã;
Pilãozinho - Oxaguiã;
Pombinha branca - Oxalufã;

Ou seja estes são alguns exemplos básicos da apresentação deles na realidade do Candomblé, demonstrando de cara a quem eles são de fato pertencentes. 

CONHECENDO OGUM MEGÊ

OGUM MEGÊ NA UMBANDA

“O seu cavalo corre, em ninguém ver, ô salve as sete espadas de Ogum Megê”.



Essa qualidade de Ogum de Umbanda é muito invocada para resolver casos de feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.

Esse Orixá anda geralmente nas encruzilhadas e estradas que dão aceso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande guardião das almas e de sua morada. Grande guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer obrigação neste local, levemos presente para ele.

Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas súplicas.

Com seu cavalo, este Ogum ronda os cemitérios sempre e nada podemos fazer sem sua devida autorização. Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja, velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles precisassem.

Usa as cores vermelha e branca, assim como a grade maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.

Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do portão e pergunta a que lugar vai aquele exú, e se ele não foi devidamente homenageado, pode impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.

Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, Megê se encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados e se por ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que solicitou o trabalho.

Recebe velas brancas, vermelhas e brancas e sempre ao redor dos cemitérios, também costuma receber cerveja branca e algumas pessoas costumam colocar farofa para o mesmo.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

OGUM MEGÊ NO CANDOMBLÉ


Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Nascido na cidade de IFÉ e nela cultuado,pois veio na corte de ÒRÚNMÌLÀ em sua chegada a terra.

É considerado filho de YEMONJA e outras vezes de ODÙDUWÀ e, em ambos, seu pai é ÒRISÀNLÁ.

ÒGÚN caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se êle chegar e não encontra-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Êle teve várias esposas: ÒSUN, OBÁ e OYA, mas a mais importante foi ELESY ÒSUN ORIY, aquela que pintava sua cabeça com pós brancos e vermelhos. Por onde passava conquistava aldeias, cidades, era aclamado e recebia vários nomes: ÒGÚN BENIN, ÒGÚN DAYO, ÒGÚN FENÁN, ÒGÚN KAUANÁ; não são qualidades e sim títulos. Seu principal alimento é o IXÙ ( inhame ) .

ÒGÚN é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como YIOBÉ, peregun, sua árvore de maior fundamento, e YIZIEEOU, pé de jaca. Mulher não deve chegar perto.

Sua saudação: ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌSÀ, quer dizer: Salve OGUN, Oricha importante para a cabeça.

Seria o mais velho, a raiz de todos. É um ÒGÚN completo. Come nos cemitérios. Soleteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.



OBS: OGUM MEGÊ NESTE VÍDEO É DO RAPAZ QUE ESTA COM ROUPA VERDE CLARA PARA NÃO SE CONFUNDIR COM AS OUTRAS QUALIDADES PRESENTES.