quarta-feira, 21 de março de 2012

CONHEÇENDO UM POUCO MAIS SOBRE MAKOTA VALDINA

Motumbá prezados (as) amigos (as), de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Uma de nossas maiores preocupações é de fato sempre atualizar o nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ com conteúdos interessantes, reais, e que nos levem a crescer em conhecimento, bem como em melhorar nosso modo de ser, de proceder e até quem sabe de agir.

Para que isto aconteça tudo devemos ter como exemplos. E estes exemplos nada melhor de ser tirados por pessoas que são mais velhas em nossa religiosidade. Que já passaram por grandes experiências de vida, tanto pessoal como religiosas.

Assim uma das novidades que o BLOG terá é de fato buscar trazer para todos nós estes grandes exemplos de pessoas já iniciadas, mas que além de serem nossos "MAIS VELHOS", os quais damos de fato nossos sinceros respeitos. Mas tirar de cada um deles, um exemplo a seguir. 

Hoje eu trago para vocês um pouco mais sobre esta personalidade do Candomblé de Angola, MAKOTA VALDINA e logo teremos outros exemplos também. Espero que gostem. Axé.

FALANDO SOBRE O SAGRADO

Falar sobre questões de Descriminação Racial ou Religiosa é uma coisa que hoje em dia é constante. Mas temos sempre de ver com nossos mais velhos o que a religiosidade espera não somente da sociedade em si, mas também de cada um de nós.

Espero que gostem destes dois videos super atuais e que vem de encontro com nossa realidade de hoje.

21 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA LUTA PELA DESCRIMINAÇÃO RACIAL

Queridos amigos, a cada dia me surpreendo mais com o BLOG OLHOS DE OXALÁ e com todos que estão fazendo parte dele. 

Cada participação para mim é uma alegria, ainda mais quando estas participações se tornam colaborações importantíssimas. Pois isto me mostra que de alguma forma, este BLOG, esta sendo de fato um meio de comunicação a todos que fazem parte de nossa religiosidade, seja ela: UMBANDISTA OU CANDOMBLECISTA.

Lembrando que o BLOG OLHOS DE OXALÁ é aberto a todos aqueles que buscam conhecer, estar por dentro de todas as realidades que andam acontecendo sobre a nossa religiosidade. 

Desta forma, venho agora compartilhar com vocês esta postagem que meu amigo FRANKLIN DE OGUM, me enviou pelo perfil no ORKUT dos OLHOS DE OXALA (O BLOG). A fim que todos tenham conhecimento deste assunto que trata da DESCRIMINAÇÃO RACIAL E RELIGIOSA. 



Bom Dia!


A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. 

Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos. 

O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

O que é discriminação racial? 

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que: 

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1. 

Quantas vezes todos nós Já escutamos o nosso coração E aquela incansável voz
Que nos alerta para a discriminação!? 

Para quê pôr de parte?
Para quê discriminar?
Se somos todos iguais,
Não na cor, mas no olhar! 


E não importa, É o interior que interessa Porque todos pensamos e sentimos E, em todos nós, O sangue corre depressa! 

As pessoas não querem ver, Não querem ter a noção Que temos de lutar em conjunto Para combater a discriminação. 

Vamos esquecer os preconceitos E parar de apontar, Afinal todos queremos o mesmo: Ser feliz e os sonhos realizar! 

E, de que vale revoltarmo-nos Se isso de nada adianta?
Uma vez que todos gostamos de viver E, a todos, a mesma música encanta! 

De que serve privar o outro De uma existência feliz, Se não é a nós que isso cabe,Toda a gente diz! 

Há que bater o pé, Há que dizer “não”, Há que respeitar o outro Para que prevaleça a união! 

E em vez de olharmos para a pele, Vamos todos olhar para o coração!
E ver o outro como ser igual Não como um ladrão! 

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

Nelson Mandela


PROGRAMAÇÃO DO TOQUE DE CABOCLO EM CARAPICUÍBA

Queridos amigos (as), motumbá!

Com grande alegria venho postar esta PROGRAMAÇÃO DO 1º TOQUE DE CABOCLO NO PARQUE ECOLÓGICO DOS PATURIS EM CARAPICUÍBA. Um assunto bem interessante e maneiro de se participar. Lembrando que esta postagem me foi enviada no perfil ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), pela F.U.C (FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA).

Agradeço imensamente a Oxalá e a Ogum por estar me enviando pessoas a fim de colaborar sempre com nosso BLOG

F.U.C.:

1º Toque de Caboclo realizado no Parque Ecologico dos Paturis em Carapicuíba, a maior concentração de templo de Umbanda e Candomble da Zona Oeste, venha fazer parte deste grandioso evento e garanta seu Certificado de Participação e Valorização à Espiritualidade.

P R O G R A M A Ç Ã O 

10:00 horas Feira Cultural com diversos temas como:
                    Esoterismo
                    Moda Afro
                    Artesanato
                    Culinária e etc...
11:00 horas Ação Social com atendimento ao publíco em geral
                    Odontologia
                    Pediatra
                    Assistencia Juridica
                    Palestra sobre Intolerância Religiosa
13:00 horas Recepção das Comitivas de Terreiros de Umbanda e Candomblé
14:00 horas Recepção das Autoridades Civis, Publíca e Religiosas
14:30 horas Abertura do Festejo
15:00 horas Apresentação de Grupos Indigenas da região
15:30 horas Toque e Incorporação aos Caboclos
17:00 horas Homenagens aos Presentes com entrega de Certificados
18:00 horas Oração da Prosperidade


terça-feira, 20 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Esta mensagem é colaboração da Egbomi Ana de Oxum, uma constante seguidora do nosso Blog e amiga no perfil OLHOS DE OXALÁ (O bLOG) no ORKUT. 

Ilê Axé Oxumarê

Ilê Axé Oxumarê
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumarê, Sociedade Cultural, Religiosa e Beneficente São Salvador, localizada na Avenida Vasco da Gama, 343, bairro da Federação, antiga Mata Escura, Salvador, Bahia. Foi fundada inicialmente no Calundú do Obitedó, Cachoeira, Recôncavo baiano.

Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 15/12/2004.

História

Casa de Oxumarê, Associação Cultural e Religiosa São Salvador - Ilê Oxumarê Araká Axé Ogodô, fundada por Manoel Joaquim Ricardo, Babá Talabi, entre o final do século 18 e inicio do séc.19, tem suas origens ligadas no culto à Ajunsun, praticado no Calundu do Obitedó, em Cachoeira - Ba. É considerada uma das casas mais antigas de candomblé abertas em Salvador. Localizada, atualmente, no bairro da Federação, com acesso também pela Av. Vasco da Gama, a Casa de Oxumarê foi reconhecida como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – IPAC, em 15 de dezembro de 2004.


Localização

A Casa de Oxumarê já teve o seu axé fincando em diversos locais. Inicialmente, entre os séculos XVIII e XIX, Manoel José Ricardo, Babá Talabi realiza o culto a Ajunsun, no Calundu do Obitedó, na cidade de Cachoeira, Bahia. Este é o marco de fundação da Casa de Oxumarê. Em 1830, registros documentais comprovam que a Casa de Oxumarê já realizava as suas atividades religiosas no bairro da Cruz do Cosme (atual bairro do Pau Miúdo), em Salvador. Para fugir das constantes perseguições, Antônio de Oxumarê transfere o Axé da Casa para o, então distante, bairro da Mata Escura, atual bairro da Federação.

As mudanças de locais de funcionamento da Casa de Oxumarê são fruto da sua resistência e a busca de assegurar a integridade dos seus filhos e filhas de santo. Contabilizando o seu nascimento no Calundu do Obitedó, a passagem pela Cruz do Cosme, e sua permanência na Mata Escura, atual bairro da Federação, a Casa de Oxumarê tem mais de 200 anos de existência.


Babalorixás e Iyalorixás

§ 1 - Manoel Joaquim Ricardo - Babá Talábi de Ajunsun - Africano da Costa, funda o Ilê Oxumarê ainda em Cachoeira, no final do século XVIII. Morre em 20 de junho de 1865;

§ 2 - Antônio Maria Belchior - Babá Salakó de Sangò - Conhecido como Antônio das Cobras - Nasce em 1839, é iniciado aos 6 anos, em 1845. Em 1863 assume a casa de Oxumarê, aos 24 anos. Falece, aos 65 anos, em 14 de janeiro de 1904, depois de administrar a Casa por 41 anos;

§ 3 - Antônio Manuel Bonfim - Babá Antônio de Oxumarê - Conhecido como Cobra Encantada, em alguns momentos também denominado de Antônio das Cobras - Nasce em 1879, aos 7 anos, em 1886 é iniciado por Babá Talabi. Em 1904, aos 25 anos, assume a casa. Aos 45 anos, em 16 de junho de 1926, falece. Administra a casa por 22 anos;

§ 4 - Maria das Merces dos Santos - Yá cotinha de Yewá - Nasce em 1886, aos 19 anos, em 1905 é iniciada. Aos 41 anos, em 1927 assume a casa e administra por 21 anos. Falece em 22 de junho de 1948, aos 68 anos;

§ Mãe Francelina de Ogun

§ 5 - Simplícia Brasiliana da Encarnação - Yá Simplicia de Ogum - Nasce em 2 de março de 1916, é iniciada aos 21 anos, em março de 1937. EM 1953, aos 37 anos, assume a Casa. Falece ao 51 anos, em 18 de outubro 1967. Dirigiu a Casa por 14 Anos;

§ No período de 1967-1974 a casa ficou sem atividades.

§ 6 - Nilzete Austricliano da Encarnação - Yá Nilzete de Yemanjá - Nasce em 28 de fevereiro de 1937. Aos 28 anos, em 14 de dezembro de 1965 é iniciada. Aos 37 anos, em 1974, assume a liderança da Casa. Falece aos 53 anos, em 30 de março 1990, após 16 anos de gestão;

§ 7 - Sivanilton Encarnação da Mata - Babá Pecê de Oxumarê - Nasce, em 30 de agosto de 1964 e é iniciado com menos de 2 anos, em 14 de dezembro de 1965. Em 1991, assume a casa com 27 anos. Mais de 20 depois, ainda é a maior liderança da Casa.

As Roupas no Candomblé - Casa de Òsùmàrè

As Roupas no Candomblé
Preocupados com a perpetuação sobre o vestuário dos praticantes do Candomblé, bem como dos nossos Òrìsàs, o Terreiro Ilé Òsùmàrè Asè Ogodo, vem por meio deste veículo, esclarecer alguns pontos, tendo como princípio a cultura que nos foi passada, ao longo de mais de um século de tradição. Percebemos que o complexo código de ética relacionado às vestes dos praticantes do Candomblé, está sendo diariamente infringido, expondo a nossa religiosidade de forma profana em meio à sociedade. Dessa forma, esse artigo tem por objetivo, dirimir dúvidas de pessoas que não tiveram o acesso à informação e, também expor a opinião do Asè Òsùmàrè sobre esse importante aspecto da nossa religiosidade.
Desatentos às hierarquias das indumentárias e vestimentas do Candomblé, muitos participantes (talvez pela falta de conhecimento) estão desrespeitando, não somente os seus mais velhos, mas também as nossas Divindades. Isso ocorre, principalmente, com a chamada "carnavalização" dos tradicionais paramentos dos Òrìsàs. A situação vem se agravando, ao ponto de recriarem os trajes, implantando assim, uma nova maneira de vestir os Òrìsàs e seus filhos, ignorando a tradições centenárias, originarias de uma Religião milenar e, desrespeitando, de forma muito preocupante, a essência de cada Òrìsà.
Com o cuidado de não ditar ou impor um código vestuário, apontaremos abaixo, apenas algumas violações (as mais recorrentes) que comprometem as tradições do Candomblé, descaracterizando de forma muito triste a nossa religião, bem como, algumas recomendações da nossa Casa.
ÌYÁWÓ
MOKAN: Uso indispensável
IKAN: Uso Indispensável
DILOGUN: Uso Indispensável:
“LAÇINHO” e “GRAVATINHA” ACIMA DO PANO DE COSTAS: Uso Indispensável
ROUPA DE SIRE: Até completar um ano de iniciada, deve-se dançar Sire de branco;
ÌYÁWÓ DO SEXO MASCULINO
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, Também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ: – NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
OGÁ (OGAN):
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ, CHAPÉU OU BOINA (NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
EKEJI (EKEDE):
SAIA: Ekeji não usa saia com anáguas de baiana;
TOALHINHA: A cada dia é mais raro vermos uma Ekeji com uma toalhinha para “enxugar” o Òrìsà.
ADES, COROAS E PARAMENTAS DE ÒRÌSÀS:
DISCERNIMENTO E COERÊNCIA: Deve-se ter coerência ao vestir os Òrìsàs (Nossos deuses são elementos da natureza, que utilizam representações da natureza, POR ISSO NÃO DEVEM SER CARNAVALIZADOS);
MÁSCARAS: É inadmissível a utilização de máscaras na confecção da Roupa dos Òrìsàs;
ALTURA DOS ADES: Deve se ter discernimento, coroas são coroas e não paramentos carnavalescos gigantescos;
ÒSÀLÁ: ÒSÀLÁ SÓ USA BRANCO. Esse é um Òrìsà Fúnfún, não admite prata ou “azul clarinho”
PENAS: Nossa religião é tribal, mas não indígena, a utilização de penas na confecção das roupas dos Òrìsàs deve ser ponderada e não excessiva;
SÀNGÓ: Não tolera roupas roxa ou preta;
ÀSÈSÈ:
HOMENS: Calça, Camisa de Ração (brancos) e Ékété;
MULHERES: Saia de ração e camisa de crioula (brancas);
PROÍBIDO: Brilho, Bordados, Vazados e Roupas Coloridas;
BATA:
QUEM PODE USAR: A utilização da bata é restrita as autoridades femininas da Casa (autoridade máxima, Ìyálásè, Ìyákekère, Ìyámaye, etc. - Se todas as Ègbón usarem batas, será impossível distinguir as autoridades);
CUMPRIMENTO: Bata é Bata e não vestido! Um ditado tradicional nos Candomblés da Bahia diz: Quanto Maior a Bata, Maior a Ignorância da Ègbón;
PANO DE CABEÇAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Cabeça é restrita às mulheres (o Babalòrìsà “em sua casa” tem a autonomia de optar ou não pelo uso. O pano de cabeça, poderá ainda ser utilizado por homens, em obrigações internas em que o mesmo está “recebendo asè, como por exemplo Bori”);
ABAS: As abas do Pano de Cabeça, estão relacionadas ao Òrìsà da filha de Santo e a sua idade de santo (se seu Òrìsà for Oboro – masculino, você não poderá usar duas abas, sendo que essa ficou para as filhas de santo, que possuem Òrìsàs Ayabas – femininos);
ALTURA DO PANO: Deve-se ter discernimento ao usar o Pano de Cabeças. O pano de Cabeças não é turbante com diversas voltas e de altura desmedida; Seu pano de cabeça também não pode ser maior do que o da sua Ìyálòrìsà;
PANO DE COSTAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Costas é restrito às mulheres.
UTILIZAÇÃO: O pano da costa deve ser colocado na altura dos seios (somente as autoridades quando estão trajadas de Bata, podem usar o pano na cintura);
USO TRASVERSAL DO PANO POR HOMENS: Indevido, à exceção das festividades do Pilão e durante o Pilão de Òsògíyàn;
FIOS DE CONTA:
AFRICANOS/CORAIS/PEDRAS: de uso exclusivo para autoridades do Candomblé e as pessoas com obrigação de sete anos (obrigações arriadas);
BOLAS DE PLÁSTICO: Não pertencem ao Candomblé;
SAIAS:
QUEM USA: Uso restrito à mulheres (homem não usa saias, mesmo se seu Òrìsà seja ayaba);
CUMPRIMENTO: A saia deve ser longa, cobrindo o calçolão (o uso de saieta é cabível somente para Òrìsàs masculinos – em mulheres);
ROUPAS BRILHOSAS E BORDADOS:
ROUPAS BRILHOSAS: A utilização de roupas com muito brilho está condicionada ao Òrìsà e à determinados Òrìsàs (existem roupas para dançar o Sìré e roupas para vestir os Òrìsàs, sendo que alguns também não toleram o brilho);
BORDADOS: As roupas bordadas como Rechilieu, Asa de Mosca, Roda de Quiabo e panos mais elaborados, são de uso exclusivo para autoridades e pessoas com obrigação de sete anos arriada;
BRINCOS E PULSERIAS:
Ìyáwò de Òrìsà Oboro (Santo Masculino), não deve usar brincos e/ou pulseiras.
A Casa de Òsùmàrè, pede que as pessoas reflitam sobre a essência de nossa ancestralidade, os Òrìsàs. Uma Ìyáwò aguardar a conclusão de suas obrigações, para a utilização de determinadas vestes, não a coloca inferior à ninguém, muito pelo contrário, mostra somente sua resignação por um determinado período, em obediência às regras do Candomblé pelo seu Òrìsà. 
O cumprimento desses interditos, confere ainda mais valor à obrigação de sete anos, em que a então ìyáwò, poderá utilizar-se de outras indumentárias, estando desta forma, em outra fase de sua missão religiosa (torando-se uma ègbón). 
No Candomblé, todos os passos são galgados, assim como na vida, afinal, a criança não nasce andando, existe um processo de aprendizagem. Uma mãe preservadora resguarda sua filha das maquiagens até a idade certa, etc. Assim é o Candomblé.
Um Ogá não pode se sentir desprezado por não vestir-se como um Babalòrìsà, ele sim, deve se sentir orgulhoso em pode estar preservando a cultura dos antigos Ogá. Um Oga vestido com Ogá, é facilmente identificado em meio a multidão. 
O mesmo se aplica aos Babalòrìsàs, que não podem almejar as vestes femininas, pois nesse caso, ao invés de mostrar poder e distinção, evidência sua falta de conhecimento sobre a liturgia de cada elemento utilizado. 
A Casa de Òsùmàrè, não tem a intenção de ditar regras, mas sim, expor seus costumes, aprendidos ao longo de gerações, divulgado e esclarecendo muitas pessoas que jamais foram orientadas sobre como se vestir no Candomblé e por isso, cometem tantos erros.
Atenciosamente,
Casa de Òsùmàrè
José Pedro, Mutunbaxé, mutunbá! Sigo as diretrizes do Axé Oxumare por conta de nossa enesquecivel matriarca, aqui no Rio de Jnaiero, Mãe Teodora de Yemanjá, filha dileta de Mãe Cotinha de Ewá, a primeira Iyalorixá da Casa D'Oxumare. Este artigo é oriundo da própria Matriz: Ilê Axé Oxumare-BA. Essa matéria presta um enorme serviço de esclarecimento e comportamento liturgico. A forma de se vestirem de alguns zeladores homens no candomblé do Rio de Janeiro e São Paulo, quanto a vestimenta que se apresentam nos Xires de festas públicas é decepcionante e até constrangedor. Passaram a usar pano da costa sobre os ombros ou cobrindo o peito, turbantes enormes sobre a cabeça, jóias espalhadas pelo corpo, fios de contas que não traduzem o Orixá que representam, etc. Isso não é candomblé, isso é esquecer do Orixá que é o grande protagonista, é a vaidade acima do exagero, é a deformação da figura legítima da humildade de um zelador. Fique a vontade meu caro e dê o crédito a "Casa de Oxumare-BA". Axé.
Fernando D'Osogiyan | Março 16, 2012 at 12:10 am | Categorias: Candomblé | URL:http://wp.me/pds6I-15X

segunda-feira, 19 de março de 2012

MARCHA DO AXÉ - 28 DE ABRIL NO IBIRAPUERA


OLHOS DE OXALA EM FESTA


Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje de fato estamos em festa, pois mesmo sendo hoje uma data para os católicos destinada, dedicada e venerada a SÃO JOSÉ, pai do MENINO JESUS. O patrono de todos os trabalhadores. É uma data especial pra o BLOG OLHOS DE OXALÁ também.

Dia 19/03/2012, exatamente se comemora os cinco meses que este BLOG que ainda precisa melhorar muito já esta no ar. Um tempo de fato pequeno na vida deste meio de comunicação, mas que já possui um currículo de fatos que podem ser enumerados.

Os acessos diários acima de 50 por dia. Os Continentes e países que diariamente acompanham o nosso BLOG. E claro que sem contar as inúmeras histórias, fatos e partilhas que percebi no andamento deste meio de comunicação que ultrapassou o limite dos oceanos.

Pessoas que direta e indiretamente passaram por aqui, entraram em contato comigo, com diversos tipos de problemas e hoje, graças a OXAGUIÃ E OGUM, encontraram casas de Axé. Umas cumprindo obrigação de 7 anos outras dando seus primeiros passos nas suas iniciações. 

Um BLOG que em tão pouco tempo já enfrentou criticas, sugestões e até uma exigência material para que fosse tirado do ar. E mesmo nas adversidades aqui estamos cada dia nos aprimorando mais e colocando de fato assuntos atuais e visando sempre uma atualização onde o participante, o membro, o seguidor, ou até os curiosos, sempre vejam seu diferencial - o algo novo. Evitando assim cair na mesmiçe.

Já passamos até por mudanças na estrutura do corpo de nosso BLOG. Uma mudança que trouxe pós e contras. Mas como superar as adversidades e alcançar nossos objetivos, sem termos a coragem de arriscar?

Com assuntos voltados a nossa religiosidade, seja voltada para a realidade do CANDOMBLÉ OU DA UMBANDA SAGRADA. Sempre teremos outros tipos de assunto para que possamos sempre nos atualizar e de fato ver que não caímos num erro danado chamado ROTINA

Um serviço visitado em sua maioria sim por inúmeros brasileiros. Mas não vou negar que em tão pouco tempo os limites dos Oceanos foram de fato ultrapassados chegando as duas grandes pontas do Planeta terra: Alaska (EUA) e o Japão. 

Um período de tempo em que 20 seguidores pra mim, são verdadeiras vitórias conquistadas. Não deixando de lembrar que não viso quantidades mas sim qualidades.

Um espaço de tempo pequeno mas que já estamos quase alcançando nossos 5.000 acessos brasileiros, neste prazo de cinco (5) meses de existência. Vejam os dados abaixo:

Brazil
4.916
United States
458
Russia
342
Germany
303
Portugal
37
Uruguay
36
Argentina
25
India
15
Ukraine
12
Spain
10


Sem contar os acessos com menos de 5% de assiduidade, que são:
Irlanda
Japão
Reino Unido
Holanda
Arábia Saudita


Desta forma, meus queridos eu só posso de fato dizer OBRIGADO. Obrigado por participarem, por nos visitarem e estarem conosco sempre. 

Que Ogum e Oxaguiãn, possam a cada dia mais lhes abençoar. 

PEDRO DE OGUM
CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ.

P.S.: Estamos finalizando a primeira parte em que estamos nos dedicando ao tema CANDOMBLÉ. Em Abril começaremos nosso futuro tema, onde dedicaremos nosso tempo e coração para falar sobre nosso AMADO E QUERIDO ORIXÁ DAS GUERRAS, DO FERRO E DA TECNOLOGIA. Estou me referindo ao ORIXA OGUM.  E agora no final deste mês nos dedicaremos aos Ilês Axés mais conhecidos de nosso Brasil: Casa Branca, Gantois e outros. NÃO DEIXE DE ACOMPANHAR.



MENSAGEM DO DIA

Bom dia meus amados amigos, motumbá.

Com alegria venho postar esta mensagem enviada carinhosamente ao perfil no orkut dos OLHOS DE OXALA (O BLOG)

Esta mensagem foi enviada por uma grande pessoa, amiga e conselheira que esta sendo uma verdadeira inspiração de sabedoria na minha vida ROSANA DE OYÁ

Desta forma, todos os dias virei aqui postar uma mensagem dos nossos amigos frequentadores de nosso BLOG, a fim de que o vínculo de amizade entre nós, possa de fato ser mais concreto




sexta-feira, 16 de março de 2012

CONHEÇENDO AINDA MAIS O SIGNIFICADO E USO DOS FIOS DE CONTAS


Fios de Contas 

Conhecidas também como "Cordão de Santo", "Colar de Santo" ou "Guias", são ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam. 


São compostas de certo número de elementos (contas de cristal ou louça, búzios, Lágrimas de Nossa Senhora, dentes, palha da costa, etc.), distribuídos em um fio (Cordonê ou fibra vegetal), obedecendo a uma numerologia e uma cronologia adequada; ou ainda, de acordo com as determinações de uma entidade em particular. 

As contas de louça lembram, por sua composição, a mistura de água e barro, material usado para criar o mundo e os homens, por isso são as mais usadas.


Para que servem 

Têm poder de elevação mental. Se utilizadas durante um trabalho espiritual, tem função de servir como ponto de atração e identificação da vibração principal e/ou falange em particular, atuante naquele trabalho, servindo assim como elemento facilitador da sintonia para o médium incorporado. Elas nos auxiliam em nossas incorporações, pois estas atraem a "energia" particular de cada entidade, captando e emitindo bons fluidos, formando assim, um círculo de vibrações benéficas ao redor do médium que as usa. 

Servem como pára-raios. Se há uma carga grande, ao invés desta carga chegar diretamente no médium, ela é descarregada nas guias, e se estas não agüentarem, rebentam. 


Podem ser utilizadas pelo médium, para "puxar" uma determinada vibração, de forma a lhe proporcionar alivio em seus momentos de aflição.

Que Fios de Conta Utilizar: 


Ao ser batizado na Umbanda, o filho de santo recebe a guia de Oxalá e a de Iansã (Orixá que rege nossa casa). Ao fazer as demais iniciações, vai recebendo as guias correspondentes. 

O que já acontece diferente no Candomblé, ao ser ainda um Abiã, este recebe do responsável da casa um cordão simples com a cor do Orixá do Ori daquela pessoa. Ao ser iniciada dentro do Ronkó (Peji) esta já recebe uma sequencia de fios confeccionados naquele período em questão, referentes ao Orixá da pessoa, do Pai ou Mãe de Santo, do Axé em questão e da mãe criadeira. 

A seguir, conforme o desenvolvimento do médium, as entidades do médium poderão pedir que se confeccionem suas guias de trabalho. 

Existem também as guias "especiais", como por exemplo, a "guia de sete linhas", a “guia de aço”, etc., cuja necessidade e cores, serão determinadas pelo guia chefe da casa. 

Devemos entender que a proteção maior, encontra-se na guia de Oxalá; guia esta, normalmente a primeira a ser consagrada ao médium, feita basicamente p/ nossa proteção.

As guias devem ser tratadas pelos médiuns com todo carinho e o máximo de respeito, pois elas representam o Orixá e a segurança do médium.

Confecção

Dependendo o ritual de cada terreiro deve ser feita uma firmeza (acendendo uma vela, por exemplo) antes de montar a guia. 

Para montar uma guia, deve-se estar em silêncio, com respeito. As contas, miçangas, etc. são enfiadas uma a uma no fio. 

Toda guia deve ser fechada e cruzada pelo chefe de terreiro, seja pela Mãe/Pai de Santo ou pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro. As guias podem ser cruzadas com pemba, ou com um amaci com as ervas do Orixá, ficando de molho por 3 dias e depois estão prontas. 

Ter uma guia no pescoço, sem esta estar consagrada e imantada não representa nada, energeticamente falando, seria apenas mais um colar.