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domingo, 25 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - QUEM DE FATO SÃO OS BOIADEIROS

Amados (as) irmãos (ãs). Muitos são os pontos de vista tanto dos membros do CANDOMBLÉ, como da UMBANDA SAGRADA, quanto às incorporações de ENTIDADES ( na visão UMBANDISTA), como para os CATIÇOS (na visão CANDOBLECISTA).



Um BOIADEIRO em terra na UMBANDA SAGRADA é bem diferente até no modo de se trajar como vemos abaixo.


Na visão CANDOBLECISTA, o lidar com CATIÇOS (ENTIDADES) é meio que regenado nas maiorias dos ILÊS ASÉS, principalmente dentro da nação KETU, por serem tidos assim como outras ENTIDADES em questão como EGUNS (ANCESTRAIS FALECIDOS), evitando assim seu culto e incorporação. Dedicando-se única e exclusivamente à incorporação dos ORIXÁS em si, nas suas devidas festividades.

Mesmo assim muitas casas do CANDOMBLÉ, ainda efetuam estes cultos como vemos abaixo.


Mas quem de fato são são os Boiadeiros? 

Antes de mais nada precisamos saber que estamos tratando de espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Que sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalhando incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. 

Outra realidade é saber que fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formando uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. 

Estarmos cientes que estes CATIÇOS (BOIADEIROS) conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para os diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. 

Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). 

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos alienados que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. 

Esses espíritos atendem como boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos nos passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. 

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "instrumento"

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. 

Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. 

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

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