sábado, 19 de janeiro de 2013

OLHOS DE OXALÁ - EVENTOS E DIVULGAÇÕES

Amados (as) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Boa tarde.

Muito sabemos que a união de fato faz a força, e nesta realidade, temos de caminhar e participar daquilo que nossa RELIGIOSIDADE tem a nos oferecer.

Eventos, cursos, palestras, seja o evento que for, sempre é bom participar e estar sempre por dentro de tudo que esta sendo feito. Pois no bem da verdade, somente podemos revindicar direitos, se é que esta é a expressão correta, unidos em mente, corpo e coração. Mas válido também lembrar que o exemplo e testemunho pesam e muito para alcançar vitórias.

Então vamos ver o que estamos tendo como programações para estes dias a fim de podermos nos interagir e participar:




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

MENSAGENS DO DIA - PENSAMENTOS E REFLEXÕES

Para todos que participam de alguma forma de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, seja na EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, seja como SEGUIDORES, CO-AUTORES, VISITANTES ou até PARTICIPANTES

Nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, destina todas estas mensagens provenientes de vários amigos que estão de alguma forma ligados a nossa realidade nos ofereceram gentilmente através de nosso perfil do ORKUT e do FACEBOOK







COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - A POSTURA


Para nós do Terreiro de Òsùmàrè é uma grande satisfação poder abordar temas relacionados a uma importante figura dentro do Candomblé que é o Ìyáwó. 

Na primeira postagem dessa série, nós falamos que ainda Ìyáwó, o iniciado na religião dos Òrìsàs terá maior conhecimento da sua religião, entendendo a sua cultura, os dogmas, as danças, cânticos, histórias e, sobretudo, a postura religiosa que será seu alicerce por toda a sua vida. 

É muito triste quando ouvimos uma pessoa antiga referir-se a um iniciado da seguinte forma: “Hoje ela quer que a respeitem, mas quando ela foi Ìyáwó não respeitava ninguém, nem mesmo a sua Ojugbona”; "Ah! Que coisa! Essa Ìyáwó disse que nunca vai pegar uma Adiye para limpar, agora me diga, como ela saberá um dia preparar a comida do santo?" Em suma, esses comentários surgem em razão de uma postura equivocada ou desapropriada da Ìyáwó na Casa de Candomblé. 

Muitas pessoas acham que, por exemplo, limpar uma Adiye é algo de importância menor, que lhes minore. No entanto, conforme mencionado acima, essas atividades escondem grandes ensinamentos. A Ojugbona é, em verdade, os “Olhos que encaminham a Ìyáwó”. 

A Ojugbona transmite o conhecimento de diversas formas, mas quase sempre sem que a Ìyáwó perceba que está aprendendo. No entanto, esse processo só ocorrerá a depender da postura da Ìyáwó. 

Uma Ìyáwó que tem postura religiosa, não sairá conversando à toa sobre aquilo que vê e ouve. Não grita no Terreiro de Candomblé ou responde ao seu Sacerdote e Egbon, respeita as orientações acerca das vestimentas e adereços que deverá usar e, por aí vai. Essa Ìyáwó começa a ser observada pelos antigos com bons olhos que, por sua vez, começam a lhe designar certas funções que muitos acham de menor valia, mas que escondem os ensinamentos do Candomblé. 

Exemplificamos com a limpeza da Adiye: Digamos que uma Ìyáwó que recebeu a confiança dos seus mais velhos em razão da sua postura, ao longo de anos cuidou do trato das Adiye, desde a limpeza até a preparação do Asè. 

Nesse período, nesse processo que muitos acham humilhante, essa Ìyáwó aprendeu que há diferenças significativas nesse preparo a depender do Òrìsà. Ela saberá que um determinado Asè vai Epo Pupá e que em outro não. Saberá que em um vai camarão e em outros não. Que para uma Divindade arruma a Adiye de uma forma e para outra não. 

Muitas vezes esse Ìyáwó só terá compreendido que aprendeu tanto, quando se tornar uma Egbon e um Ìyáwó lhe perguntar: Esse Asè é preparado da mesma forma que aquele que a senhora me ensinou naquele dia? 

No entanto, uma Ìyáwó que, por exemplo, se nega a cuidar de uma Adiye está na verdade, se privando do conhecimento, pois no Candomblé tudo é galgado e as etapas não podem ser negligenciadas. Por isso, infelizmente, observamos alguns sacerdotes que desconhecem as diferenças nas comidas dos Deuses, pelo simples fato de terem “pulado” uma importante fase da iniciação, recusando as atividades que lhe eram dadas. 

Esse foi somente um exemplo, mas todos os ensinamentos ocorrem dessa forma, sem que a pessoa perceba que está aprendendo. Por isso, não tenham dúvidas, para se tornar uma Egbon exemplar é necessário ser uma Ìyáwó exemplar. 

Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos!

Casa de Òsùmàrè

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - AS VESTIMENTAS DO YAWÔ


Em continuidade a série de postagens iniciada ontem, vamos falar hoje sobre as roupas e adereços do Ìyáwò no Terreiro de Candomblé. Novamente, é importante salientar que não há um código de conduta no Candomblé e que em momento algum, o Terreiro de Òsùmàrè tem como objetivo ditar regras ao Povo do Santo. Estamos somente, aproveitando esse espaço de comunicação, para participar à sociedade aquilo que pregamos em nossa rica e linda tradição. 

Como um Ìyáwó deve estar vestido na sua permanência no Terreiro de Candomblé? 

Ìyáwó (Sexo Feminino): 

Saia de Ração (por de baixo da saia de ração, deverá usar a calça de ração) 

Pano de Cabeça (indispensável) 

Pano da Costa (indispensável) 

Mokan (indispensável) 

Ikan (indispensável) 

Dilogun (indispensável) 

Ilekes (indispensável) 

Caso a Ìyáwó seja iniciada para um Òrìsà Oboro (Orixá Masculino), a mesma não deverá usar brincos, pulseiras, etc. 

Observação: Por cima do Pano da Costa, A Ìyáwó deverá usar o “lacinho” ou “gravatinha”, a depender do Òrìsà (masculino ou feminino). 

Ìyáwó (Sexo Masculino): 

Calça de Ração: não é permitido o uso de Jeans, Bermuda, etc. 

Camisa de Ração: não é permitido o uso de camiseta, regata, camisa de crioula (uso exclusivo para mulheres). 

Ekete: não é permitido o uso de pano de cabeça (somente quando está recebendo Asè, em Oro). 

Observação: Até a conclusão da obrigação de um ano de iniciação, a roupa do Sire utilizada pela Ìyáwó deverá ser branca. 

Na próxima postagem, vamos falar um pouco sobre a postura que um Ìyáwó deve ter dentro do Terreiro de Candomblé. 

Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos!

Casa de Òsùmàrè

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - AS VISITAS AO TERREIRO

Muitas vezes aprendemos que possivelmente postamos coisas meramente de nossas cabeças, mas a coisa não funciona bem assim não. Afinal CANDOMBLÉ, ou até a UMBANDA SAGRADA, não se inventa. Mas se vivência o que é certo e o que procede de raíz.

Respeitando esta realidade, nós do BLOG OLHOS DE OXALÁ, somos provenientes da NAÇÃO KETU, e todos respeitando a casa mãe, o AXÉ OXUMARÊ, razão esta que nos faz não somente concordar com  o que de nossos mais velhos nos é passado. Bem como postar o que de fato é certo, real e verdadeiro. 

Claro que entre nossos colaboradores, temos pessoas de outras nações, afinal o BLOG OLHOS DE OXALÁ, preocupa-se em atingir a todos, mesmo que estes venham de outras nações, como o DJEJE, EFON  e por ai vai. Razão e motivos estes, que temos o EGBOMI WALLACE DE YEMANJÁ, que é da nação DJEJE, como nosso CO-AUTOR.

Na realidade da UMBANDA SAGRADA, existem de fato sábios tutores que abraçam a causa de passar a todos as diretrizes deste ramo de nossa RELIGIOSIDADE. Entre os vários exemplos de personalidades neste realidade, temos MESTRE RUBÉNS SARACENI, bem como PAI GUIMARÃES DE OGUM, como grandes representantes da UMBANDA SAGRADA, aos quais saudamos como nosso eterno SARAVÁ e nossos respeitos.

Entre estes voltados ao público da UMBANDA SAGRADA, temos como CO-AUTOR, nosso amigo OGÃN FRANKLIN DE OGUM.

Então, seguindo esta linha de pensamento acima explicada, vamos ver o que o ASÉ OXUMARÊ, tem a nos passar quanto a realidade dos YAWÔS.


O Terreiro de Òsùmàrè acredita que os Ìyáwòs são de importância fundamental dentro da Casa de Candomblé. 

Um grande Sacerdote ou uma grande Egbon, certamente foi um Ìyáwò exemplar. Por isso, nessa semana, vamos abordar algumas práticas que todos os Ìyáwòs devem seguir, para que cumpram esse processo iniciatório como modelo, de modo que no futuro, sirvam de exemplo para àqueles que adentrarem a magnífica Religião dos Òrìsàs. É importante salientar que não há um código de conduta no Candomblé e que em momento algum, o Terreiro de Òsùmàrè tem como objetivo ditar regras ao Povo do Santo. Estamos somente, aproveitando esse espaço de comunicação, para participar à sociedade aquilo que pregamos em nossa rica e linda tradição. 

Antes de tudo e de forma muito resumida podemos dizer que Ìyáwò é uma pessoa iniciada na Religião dos Òrìsàs e que ainda não completou a obrigação de sete anos. Nesse período, o Ìyáwò começa a ter maior conhecimento da sua religião, entendendo a sua cultura, os dogmas, as danças, cânticos, histórias e, sobretudo, a postura religiosa que será seu alicerce por toda a sua vida. 

Assim, nessa primeira postagem da série, vamos listar algumas “dicas” relacionadas às “visitas” do Ìyáwò ao Terreiro. São elas: 

· Leve sempre a sua roupa de ração; 

· Leve sempre seu prato e caneca de ágata; 

· Ao chegar ao terreiro, despache a porta com água; 

· Cumprimente Èsù, tirando a terra que trouxe da rua; 

· Purifique-se por meio do banho de Agbo ou Omi Ero; 

· Salve as casas dos Òrìsàs; 

· Busque pelo seu Sacerdote para que ele lhe abençoe, faça o mesmo com os seus Egbon; 

Na segunda postagem da série, vamos falar sobre as roupas e adereços do Ìyáwò no Terreiro de Candomblé. 

Que Òsùmàrè Aràká continue olhando e abençoando todos! 

Casa de Òsùmàrè

OLHOS DE OXALÁ - EVENTOS E DIVULGAÇÃO

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs), bom dia a todos. 

Aqui estamos novamente retornando a nossa missão de divulgar, não somente alguns tipos de trabalho de nossos irmãos de RELIGIOSIDADE, bem como a todos os eventos que nestas datas estiverem sendo programados. 

Sendo uma família, os OLHOS DE OXALÁ, se dispõem a ser de fato não meramente um grupo, um blog ou sabe-se lá o que mais, mas nada mais nada menos um meio de interligação entre todos que sejam adeptos à uma religiosidade pura, real e verdadeira. 

Desta forma, para dar abertura, novamente deste nosso propósito que já ajudou a muitos aqui vão nossas mais novas divulgações:

EVENTOS

PAI GUIMARÃES DE OGUM

LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS E ENTIDADES








quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MENSAGENS DO DIA - PENSAMENTOS

Com grande alegria voltamos a postar aqui, algumas das inúmeras postagens (mensagens) que nossos amigos virtuais, sejam do FACEBOOK, ORKUT, ou até mesmo, por este MEIO DE COMUNICAÇÃO, nos enviam para podermos compartilhar com todos vocês. Esperamos que assim, como antigamente, elas voltem a servir de ponto de refúgio para muitos que nos visitam diáriamente.




COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - COMPORTAMENTO


Ìyàwó, Iyawô, yawô, Yao ou Iaô palavra de origem yoruba, é a denominação dos filhos-de-santo já iniciados na Feitura de santo, que ainda não completaram o período de 7 anos da iniciação. Só após a obrigação de 7 anos ele se tornará um Egbomi (irmão mais velho). Antes da iniciação são chamados de abíyàn ou abian

A pessoa passa a ser um Iaô após um período de vinte e um dias, recolhida no roncó (clausura), quarto específico e apropriado para se fazer iniciações e obrigações, e passar por todos os preceitos necessários para ser um iniciado. 

É durante os sete anos, que a pessoa vai aprender as rezas, as cantigas, os preceitos, os segredos só confiados aos iniciados do Candomblé. 

COMPORTAMENTO DO BOM YAWÔ 

1- Não retrucar a mãe de santo. Você por acaso retruca seus avós? 

2- Caso tenha algo para falar que não esteja concordando, discretamente peça um minuto da atenção da mãe de santo e exponha a situação civilizadamente, sem precisar que a torcida do Flamengo esteja assistindo. Dar um escândalo no meio do barracão não é postura de um filho de santo, e você ainda corre o risco de tomar um fora na frente de todo mundo. 

3- Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é de bom-tom que os filhos se abaixem para dirigir a palavra à mãe de santo. Detalhe: Só atrapalhar a conversa caso seja EXTREMAMENTE necessário. Deve-se chegar junto à ela, mas não muito, e ficar abaixado esperando que ele pergunte o que deseja. Quando ele perguntar, comece sempre sua frase com “AGÔ”. “Agô, mais blá blá blá…”

4- Nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que sua mãe de santo. Ela já passou por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali. Você ainda está no meio do caminho. Portanto, pra que querer sentar aonde você não alcança? 

5- Yawo e abian não bebe nenhum líquido em copo de vidro dentro de seu barracão ou no barracão do alheio. Deve-se esperar o bom e velho copinho de plástico ou então a conhecida DILONGA, BAN ou CANEQUINHA DE ÁGHATA, como você preferir chamar. Copo de vidro só quem tem direito é egbomi, ekedi, ogan e zelador. 

6- Yawo e abian não come em prato de vidro ou louça. Apenas em pratinho de plástico ou ághata. Aliás, devemos lembrar que é de boa educação cada filho trazer seu devido pratinho de ághata e sua devida canequinha para seu uso pessoal no barracão. 

7- Terminou seu ajeum? Pegue seu pratinho e sua canequinha, vá para cozinha e lave. Não cai a mão e nem coça, sabia? Infelizmente ainda não possuímos uma empregada que possa cuidar da limpeza geral enquanto nós descansamos. 

8- Como dissemos no item anterior, não temos uma empregada para limpar tudo. Portanto, cada um deve se conscientizar e fazer a sua parte. Ficar protelando, esperando que algum irmão de santo se encha da bagunça e vá arrumar por você não tem cabimento. Cada um fazendo um pouco fica mais fácil e rápido. 

9- Resolveu visitar a mãe de santo? Que maravilha! Ela adorará sua visita, ainda mais se você vier com uma modesta colaboração para o ajeum, pois como é do conhecimento de todos, a mãe de santo não é rica e nem tem obrigação de alimentar todo mundo. Madre Teresa de Calcutá já morreu, e definitivamente, ela não vira na cabeça da mãe de santo. 

10- Ao chegar ao barracão, o procedimento correto é: a) Tomar seu banho e ir trocar de roupa; b) Bater cabeça no axé, na porta do quarto de santo e pro pai de santo; c) Tomar a benção à TODOS os seus irmãos. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), você pode ir colocar seu tricô em dia 

11- Você trabalhou feito a escrava Isaura e se cansou? Acabou de fazer todo o serviço? Bem, agora você pode pegar o seu maravilhoso APOTÍ e confortavelmente sentar-se nele. Como dissemos no item 5, cadeiras, sendo com ou sem braço, só ebomis, ekedes, ogãs ou zeladores que podem sentar. Existe uma variável do APOTI, que é a famosa ESTEIRA. Nela você pode se sentar, se espichar e até relaxar seus ossos. Ela é sua! Aproveite! 

12- Em sua casa, quando você faz uma comemoração qualquer e é servida uma refeição, você sai atacando o ajeum na frente de seus convidados? Acreditamos que não, né? Portanto, na casa de santo é igual. Antes os mais velhos devem se servir, pra só depois os abians e yawos se servirem. Isso é mais que uma regra, é etiqueta. E você não vai querer ser um deselegante, não é? Lembre-se: Estão sempre observando você. 

13- Você gosta que fiquem pegando suas roupas emprestadas? Pois é, a mãe de santo também não gosta. Portanto, que tal ir comprar um belíssimo tecido de lençol e fazer uma baiana de ração básica pro dia-a-dia? Não sai caro e fica uma gracinha. E você finalmente pára de pegar a roupa do alheio emprestada. Não é maravilhoso? Todos na casa contentes e felizes com suas devidas roupas. 

14- Quem traz dinheiro para o sustento da casa? Você é que não é. Portanto, trate muitos bem os clientes que vão para jogar ou se consultar, pois é deles que vem boa parte do dinheiro dali. Sorrir sempre e servir um copinho de café ou de água gelada não matam ninguém. Que tal tentar? 

15- E vai rolar a festa! O povo do keto, do jeje, da angola e até da umbanda já mandou convidar. Mas, e o dinheiro para comprar o ajeum e o otí do povo? Com certeza o Carrefour não irá mandar as coisas de graça para o barracão, nem o homem dos frangos tão pouco irá dar os bichos e todo o material restante. Portanto, que tal se todos coçassem o bolso um pouco e ajudassem? 

16- Você acha que só por este local ser uma casa de santo, a COPEL, LIGHT, SANEPAR,CEDAE, CEG, TELEGAS, entre outras, irão fornecer água, luz e gás de graça? É claro que não. Portanto, contribua sempre com a sua módica mensalidade. Economizar um pouco na Skol e no cigarro no final de semana já irá ajudar muito no barracão. 

17- O mundo está em guerra, existe muita gente por aí passando fome. Portanto, por que desperdiçar comida? Fazer a quantidade exata só para quem trabalhou dignamente e contribuiu com este maravilhoso ajeum é o coerente, pois você não está no programa da Ana Maria Braga para comer de graça. Se você tem alguma sugestão, leve-a antes ao pai de santo. Espalhar a corrupção sobre a Terra era coisa da novela passada. 

18- Ficou cansado depois da festa? Nada de ir pegando sua bolsa e ir saindo de fininho. Lembre-se da limpeza do barracão. 

19- Roda de candomblé, seja em sua casa ou na casa do alheio, não é lugar de ficar de cochicho e risinhos irônicos. Se você quer fuxicar, vá para um botequim. 

20- Anágua encardida, só se for depois da festa do candomblé. Antes, NUNCA, JAMAIS, NEM PENSAR! Devem ser brancas como a neve, salve anágua de ráfia ou entretela. 

21- Você, irmãozinho, que vê o mundo cor de rosa-choque com bolinhas amarelas, deve deixar esta sua visão progressiva e moderna do lado de fora do barracão. Ali dentro você tem que ver tudo branco. O mesmo vale para as coleguinhas que vêem tudo azulzinho. Casa de orixá é para louvar e cuidar do Orixá, e não para arrumar casório. 

22- Vai rolar um churrasquinho de gato na casa do seu coleguinha no meio da semana, no mesmo dia de função do barracão? Então, peça para ele guardar uma marmita de carne para você e venha cumprir suas obrigações junto a seus irmãos. 

23- Se sua irmã de santo tem uma baiana mais humilde do que a sua nada de ficar xoxando. Lembre-se, o mundo dá voltas e o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Amanhã pode ser você com uma baiana de chita e ela com uma belíssima saia de rechilieu. 

24- Caso assista fora do seu barracão a algo diferente do que ocorre em sua casa, nada de ficar xoxando e chamando de marmoteiro. Você não é o dono da verdade e nem ninguém o é. O que pode parecer maluquice pra você, pode não ser pro próximo. Além do mais, comentários sempre são feitos depois. Vai que tem alguém conhecido escutando? 

25- Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso é regra. Sempre. 

26- Respeito é bom e conserva os dentes. Portanto, deve-se pensar duas vezes antes de envolver a mãe de santo e irmãos mais velhos em determinadas brincadeiras de mau-gosto. Apelidos e avacalhações são da porta do barracão pra fora. Além do mais, a próxima vítima pode ser você. 

27- Roupa de barracão é saia comprida, camisú e pano da costa. Shortinhos e top’s devem ser usados somente pra ir ao baile funk. Roupa preta jamais nem na sua casa e nem na casa dos outros. 

28- Sempre que for servir algum mais velho de santo, deve-se levar o pedido numa bandeja ou prato e abaixar-se para servir. Nunca olhar no rosto da pessoa. Responder somente “sim” ou “não". 

29- Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade pedindo a bênção ao Orixá da pessoa, e não à ela própria. Portanto, todos devem trocar a benção, mais velhos com mais novos e vice-versa. 

30- Nunca deve fumar na frente da sua mãe de Santo… Principalmente no barracão. 

APOTÍ: A casa constantemente precisa de apotís. Nos grandes supermercados vendem higiênicos banquinhos de plástico. Coopere com a casa e leve o seu. 

31- No barracão o yao não deve dormir em cama. 

32- Se esta frio não deixe de levar seu cobertor, em qualquer situação leve sua toalha de banho ou deixe uma no barracão, depois de usá-la estenda. Ninguém tem obrigação de ficar recolhendo roupa de filho de santo que fica jogada pelos cantos (pior que ficam mofando).  

33- Se você levou, uma roupa emprestada, que usou para lavar. Não esqueça de devolver. 

34- Não deixem roupas que emprestaram do barracão jogadas pelo chão, é muito feio. Veja de onde foi tirada e recoloque no lugar assim que se trocar. 

35- Vai ter festa que bom… 15 dias antes, separe sua roupa, engome o que for preciso…Deixe tudo ajeitado. No barracão pode não dar tempo de arrumar, nem de engomar então mãos a obra. 

36- Se você esta no barracão, dormiu lá. Antes de dar bom dia para alguém, vai direto ao banheiro lavar sua boca, para só então dar bom dia para as pessoas.

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - GUERRA DE SANTO

ESTOU COM GUERRA DE SANTO, TEM DOIS ORISÁS, DISPUTANDO MINHA CABEÇA”.


Muito se tem falado, sobre a questão antes de se iniciar, da dita: "briga de santo por um determinado ori". É bem válido lembrar que para muitos (ou para todos), devemos prestar atenção no que diz o jogo de ifá nesse sentido. 

Mas ouvindo nossos mais velhos vamos prestar atenção: Orisá tem mais o que fazer do que ficar brigando por nossa cabeça, mesmo porque isso já vem determinado do Orun, antes mesmo de nós nascermos. 

Por mais estranho que possa parecer isso tem se tornado muito corriqueiro.  A dúvida que tenho é: essa situação é gerada por ignorância ou maldade? 


Sabemos que, quando OLODUMARE, determina o nascimento de uma pessoa, automáticamente, já determinou sua origem. 

Cada corpo possui um espírito ou força, que nada mais é do que uma pequena massa de energia despreendida de um ORIXÁ. Sendo assim, não é possível uma guerra de ORIXÁ, ou ainda, descendência dupla, cabeça de dois ORIXÁS ao mesmo tempo, os famosos "ORI MEJI", ou ainda, dois ORIXÁS machos ou duas ORIXÁS fêmeas. 

Válido lembrar, que este caso é de fato uma raridade, mas pode acontecer entre 1 em 1.000 devido à ancestralidade que a pessoa possa carregar também. Podendo sim ter um ORIXÁ DE ORI e um ORIXÁ PARA DAR CAMINHOS. Transmitindo assim um conjunto duplo.

Também existem casos de ORIXÁ FÊMEA em cabeça de homem, ou vice versa. Todos têm tanto um como o outro em nossa existência, e na maioria, das vezes, até mais um de ORIXÁ tutor, de acordo com o nosso ODU de nascimento. 

E se pode ser iniciado para todos, mas dentro de seus cultos específicos, e isso, a meu ver, somente na África.

Existem ainda, alguns casos particulares, que por uma questão de travessia do Atlântico (NA ÉPOCA DA ESCRAVIDÃO), forma agrupados em uma mesma categoria, por afinidade ou semelhança, e são denominados ORIXÁ DE FUNDAMENTO. Como é o caso de AIRÁ, que não é um XANGÔ, mas é chamado como tal, OPARA, que não é OXUM, OGUNTÉ, que não é YEMANJÁ, AGANJU, que não é XANGÔ, XOROKE que não é OGUM, é EXÚ ao mesmo tempo, e por ai vai. 

Como disse, quando os negros vieram na humilhante condição de escravos, não podiam cultuar suas Divindades, por isso, precisaram esconder seu culto no sincretismo, e com o passar do tempo, foram feitas algumas adaptações, isto é, AGRUPARAM ALGUMAS DIVINDADES DE CULTO SEMELHANTES

Considero importante que algumas pessoas que se intitulam Babalorisa ou Iyalorisa, antes de saírem por aí confundindo a cabeça de pessoas ingênuas e cheias de fé, procurem conhecimento, para não denegrir ainda mais a imagem do culto. 

O sacerdote que recebeu em sua iniciação, o conhecimento da interpretação do oráculo de Ifá, saberá como identificar a origem espiritual de cada pessoa. 

DESCARTANDO AS INTUIÇÕES OU VIDÊNCIA

KOLOFE.

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - A LISTA DE COMPRAS

É engraçado que hoje fomos solicitados a meditar sobre a real atualidade de uma iniciação, obrigação de um filho de santo, quanto ao seu valor financeiro. 


Temos visto que além de pagar um preço digamos que exorbitante em muitas casas por um simples jogo de búzios, vem o preço absurdicamente caro de uma iniciação. Ou para quem já é do santo, o valor de uma Obrigação de um, de três, de sete e por ai vai a quantidade de anos. 

Muitas vezes, vemos pessoas tirando de onde não se tem, para poder então se iniciar ou dar seguimento às suas respectivas Obrigações. O mais engraçado. O preço não para ai não. Tem a mão do Baba/Ialorixá, tem as comidas secas, tem os boris, tem os bichos, tem ainda até o preço do chão onde se vai ficar como em algumas casas que se cobram valores de um hotel de luxo de cinco estrelas. 

Eu me perguntava, se tudo isso seria necessário em tempos antigos, no tempo de Mãe Menininha, no tempo de Procópio de Ogum? Por que talvez o uso da caridade hoje não se usa tanto assim nas Casas de Candomblé? Fico me perguntando como se faz na questão de uma pessoa pobre, que não teria nem para dar comida aos filhos e precisaria de fato iniciar-se no Orixá? Ou ainda se a pessoa fosse doente, ela morreria por tirar o valor de seus remédios para dar seguimento a sua iniciação? 

Onde será que ficou o tempo onde o ORIXÁ ao vir em terra punha seus pés no chão e no barro? Onde estão de fato às casas simples que existiam para serem trocadas pelos grandes palácios reais que se vêem hoje em dia? Será que o Candomblé resolveu adotar o método de um certo bispo "Mais Cedo" que em lugar de Igrejas resolveu criar Palácios Reais? Ai eu pergunto, mas Jesus, não teria nascido num Estábulo com bois e cavalos e ter sido colocado numa manjedoura cheia de feno? 

Por achar que estaria eu errado em meu modo de pensar, fui levado a pesquisar e engraçado achei vários sites, com pontos de vistas de pessoas da RELIGIÃO que pensam como eu. Por que será que hoje MÃE MENININHA É DE FATO LEMBRADA ATÉ OS DIAS DE HOJE, APÓS ANOS DE SEU FALECIMENTO, COMO GRANDE EXEMPLO DO CANDOMBLÉ? Por uma simples razão, seu amor ao Orixá, e não por fazer uso da fé das pessoas para lucros próprios. 

E entre minhas pesquisas este artigo que vou postar foi o melhor que exprime toda uma realidade que existe hoje em dia. Seria um ponto para se meditar. 

LISTAS, COMPRAS, INGREDIENTES NO CANDOMBLÉ SÃO TODOS NECESSÁRIOS? 


Tenho sempre orientado os amigos que praticam o candomblé que tenham em mente de que precisamos apenas o NECESSÁRIO para o culto, ou melhor dizendo o ESSENCIAL

Mas o que de fato é essencial na nossa religião? 

Sabemos que a crescente "comercialização" da Fé, faz com que zeladores criem LISTAS sem fim de ingredientes para uma feitura. Muito acima da realidade financeira de clientes e futuros filhos. 

É verdade, somos uma religião onde o culto é baseado na culinária sagrada, onde existem animais para sacrifício, onde costumamos assentar nossos Orixás e divindades em panelas, potes, sopeiras, mas quem disse que um determinado ELEMENTO é fundametal? Não pode ser adaptado? Substituido e mesmo deixado de lado? 

Sem entrar no mérito, nos segredos, nos orôs, propriamente ditos, sabemos que o fundamental é o Otá, onde vive, fixa-se o Orixá, o resto, como dizia meu amigo "é perfumaria", quer dizer, é OPCIONAL, dentro das posses (ou desvarios) de cada um. 

Coisas como búzios banhados a ouro, Igbás folheados a ouro, pedras preciosas, jóias, ou mais simples como chaves, nota de Euro, Dólar, miniaturas de peixinhos dourados, espadas, adagas, abanos, chapeuzinhos, etc, são coisas absolutamente desnecessárias, pois não fazem qualquer diferença "nos fundamentos"

Do mesmo modo, indumentárias e paramentos carnavalescos, não fazem daquele Orixá melhor que o outro, que vem enrrolado em panos, em folhagens, em palhas da costa ou folhas de mariô (coqueiros). 

Quem convive no candomblé sabe o que estou dizendo. Eu sempre discordei disso! Desde "pequenininho" na religião. Lembro-me de que na minha feitura tinha um rabo de cascavel. Na época era muito caro! 

Não me lembro o preço, mas imaginei que para chegar na loja (Mercadão de Madureira) Rio de Janeiro, aquele rabo de cascavel "viajou" muito, e que aquela soma exorbitante que eu pagava, jamais chegaria a quem retirou o chocalho da cobra e ficaria na mão dos "atravessadores". Isso sem falar da pobre cobra que perdeu seu rabo! 

Aí vem as penas de pavão (caríssimasssssssssssssssss) e o faisão para Oxum (mais caro ainda) e um monte de "coisas" que no final das contas não fariam a mínima diferença no AXÉ mas só fariam diferença na minha fatura do cartão de crédito. 

Isso sem falar em Ogum usando capacete de soldado romano, Xangô com corôas de três andares cravejadas, as Yabás com paramentos que mais pareciam um bolo de festa de casamento - daqueles de 3 andares - e se bobear, pisca-pisca de árvore de Natal em cima. 

Um Oxósse ou Logun que vinha numa carroagem de verdade, puxado, ao invés de cavalos, por dezenas de Yabás (viraram éguas?) e centenas de periquitos presos à roupa, etc. etc. etc. 

Parecia mais uma fantasia de CLÓVIS BORNAY NOS BAILES DO MUNICIPAL

Sempre me revoltei com isso tudo! 

Fora aquelas besteiras de colocar chaves dentro do assento de meu Pai Airá, como se ele tivesse algum "enredo" com São Pedro e suas chaves do céu! Enfim... digo isso tudo apenas para exemplificar. 

Os "Mais Velhos" sabem muito bem, gente séria no santo, o que PODE TER NUM ASSENTO E O QUE NÃO É ESSENCIAL

Quem sabe, sabe, e para não ferir preceitos, não vou dizer aqui. Mas, também sabemos as listas milionárias que saem dos Ilês Axés para as lojas de santo, com o aval do zelador, ou conluio dele com o comerciante. Para "meter a faca" no filho ou no cliente. 

Isso quando o zelador não diz: "Vou te mandar aí a Dona Fulana, dondoca, mete a faca nela que ela é desentendida do culto"

Já passei por "causos" de atender pessoas que eu, ao pedir um frango, me perguntou a marca! Juro por Deus! (Sadia, Perdigão, Rica, etc). O nível de desentendimento dos clientes as vezes assusta, mas nem por isso podemos abusar deles e tê-los como tolos! 

Este tópico é para propor uma reflexão geral. 

Para propor que voltemos ao tempo de que "com uma vela e um copo dágua se levantava uma vida" ou comparativamente, com um galo, um frango, uma comida seca, um padê pra Exú, um pombo, se abria caminhos de muita gente! Quem tem santo de verdade e já viu MILAGRES sabe do que estou falando. Não somente na Nação, mas também na Umbanda. 

Não estou desqualificando nem generalizando as Casas sérias. As listas justas. Os ingredientes realmente necessários, como uma d`Angola, um pombo, um Igbi. (Quem sabe sabe!) Nem um Obi ou Orobô! (Quanto poder tem!!!!), mas apenas refletindo sobre esta comercialização absurda, conta o "gasta-gasta" do candomblé, e repensando que para Deus, "copo dágua é remédio"

Repito. Não sou contra as casas e seus métodos, mas a favor de uma reflexão e tomada de consciência para que o CANDOMBLÉ SEJA ALGO VIÁVEL E POSSÍVEL

Eis a pergunta: EM SUA CASA DE SANTO, COMO ISSO ACONTECE, COMO SE DÃO AS LISTAS DE COMPRAS PARA CLIENTES E FUTUROS YAÔS POR EXEMPLO? 

Meus respeitos. 

Pai Obàtundè. 

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T' OGUM

Motumbá para quem é de motumbá; Saravá para quem é de Saravá; Kolofé para quem é de Kolofé. Boa Tarde.

De fato lidar com a questão de ABIÃNS, YAWÔS e EGBÔMIS é de fato complexo. Não se trata de assuntos digamos difíceis, mas que requerem um certo cuidado e uma grande atenção. Pois tratam-se de etapas na vida de qualquer pessoa que venha a se iniciar na realidade do CANDOMBLÉ

É bem válido lembrar que na realidade da UMBANDA SAGRADA, estes processos não acontecem. O que existe sim é determinados atos em que o FILHO DE SANTO se recolhe, digamos assim, para dar seus prosseguimentos dos passos até atingir a sua coroação.

Mas hoje em dia, infelizmente, estamos vivenciando duas realidades em que de fato podem, para os olhos de muitos, ser entristecedora. Para outros, ser até perigosa, e para outros ainda, ser sem fundamentos.

Estamos num tempo como se estivéssemos numa cozinha fazendo um refogado. E para tanto, precisamos ir misturando os ingredientes. Ou até mesmo posso comparar perfeitamente o que vou abordar, nesta minha colocação, como uma imensa vitamina de frutas, até que tudo se torne uniforme e homogêneo.

Bem sabemos que tanto o CANDOMBLÉ em si, de raíz, possuí seus fundamentos, bem como a UMBANDA SAGRADA, possui os seus processos de evolução mediúnica. Mas hoje em dia tenho visto por vários lugares; seja na vida real, seja pela internet, determinadas casas misturando situações e atos sem o devido procedimento adequado, ou com o devido conhecimento.

Bem sabemos que no CANDOMBLÉ, todo e qualquer FILHO DE SANTO, que se entende desde o processo de ABIÃN para atingir o grau de YAWÔ, deve passar pela INICIAÇÃO. Um processo onde rezas, cantigas, atos e fundamentos são exercidos para que a vida deste novo ser espiritual flua de acordo com sua determinada religiosidade. Mas para mim, é uma verdadeira surpresa ver em muitas casas ditas UMBANDA SAGRADA, estarem buscando fazer o mesmo. Atos que seriam unicamente do CANDOMBLÉ, sendo aplicados ou simulados de forma errônea, a fim de consagrar um dito FILHO DE SANTO

Casos como: pessoas raspadas para Caboclos, pessoas sendo raspadas para Pretos-velhos e até pessoas sendo iniciadas para Exú Catiço. Atos literalmente sem procedência e sem fundamentos algum  que os legalize como procedimentos de uma RELIGIOSIDADE CONCRETA E VERDADEIRA.

De fato devemos tomar muito cuidado com isso, afinal meu ponto de vista é sempre dizer: "Cada um no seu devido quadrado". Mas não posso negar outra realidade triste que tem acontecido por ai, hoje em dia, e numa situação digamos sem controle.

Os famosos PAIS E MÃES DE SANTO, sem os seus devidos anos completos, arriados e concluídos, principalmente dentro do CANDOMBLÉ. Hoje a ganância pelo poder e a busca desenfreada pelo saber do oculto faz com que as devidas etapas que devem ser muito bem concluídas, sejam puladas em favor do dito: "quem paga mais, leva"

Motivo este, que me levou a aproveitar a realidade de que OXUM é a SENHORA DO RONKÓ (QUARTO DE SANTO), pois em seu útero todo e qualquer YAWÔ é gerado. E assim compartilhar com vocês os temas que desde anteontem estamos abordando finalizando na data de hoje, e justamente, hoje também, darmos início aos tópicos referentes aos YAWÔS.

Espero que não deixem de acompanhar esta COLETÂNEA OXUM, SENHORA DOS YAWÔS, que estamos dando início hoje.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO ABIÃN - ABIÃNS E INICIADOS


Creio que este assunto não se esgota facilmente. As relações impetuosas entre filhos e sacerdotes dentro dos Ilè Àse precisam ser cada vez mais lapidadas. Os tabus referentes a maus tratos (físico, oral e gesticular) contra sacerdote, ancião, pai e mãe desagradam os olhos de Òlódúmarè. 

O assunto abordado abaixo pede uma reflexão, vivemos pedindo respeito pelo nosso culto/religião, será que estamos respeitando-os com devido peso, com a mesma reciprocidade? 

Òrúnmìlá no Odù Òsá'Ìwòrì nos diz: 

"Se eu lhe der tudo que você me pede, será que você irá se esforçar por si mesmo?" 

Boa leitura. 

1. Cuide do seu santuário (se tiver algum) com sinceridade, humildade e limpeza. Não se aproxime de seus santuários se você foi beber, fumar ou ter relações sexuais. E nunca venha de forma "impura"

2. Não faz sentido para mim se você usa ilekè e se veste como uma "stripper" ou "bandido". Então, por favor, vista-se adequadamente se você estiver usando ilekè. 

3. Nunca finja ser algo que você não é. Se você recebeu um igbá e não passou por Igbodu (processo de iniciação), então você só tem um igbá de òrìsá. Você não é um sacerdote ou a sacerdotisa da divindade assentada. 

4. Se o seu pai diz que você precisa ter relações sexuais com ele para remover qualquer tabu ou para subir na vida, fuja dele. Ele é charlatão, uma fraude e etc. 

5. Se estiver participando de um sire òrìsá, por favor, se vista adequadamente. Minissaias, tops, shorts, não podem, usar calças compridas também não, ficar na frente dos atabaques é desrespeito ao Ilè e ao òrìsá. 

6. Ao cumprimentar um sacerdote ou sacerdotisa em público, é apropriado Kunle (reverência leve, dobrar joelhos) ou mesmo Dobale (ir ao chão) para eles. Eu sei que isto vai levantar as sobrancelhas, mas para fazer Foribale para alguém em público em um ambiente não espiritual é um sinal de arrogância. 

7. Como cumprimentar um santuário ou sacerdote depende do seu sacerdote. Eu já vi isso ser feito de forma diferente por pessoas daqui dos estados e do exterior (Nigéria e Daomé). Quando em dúvida, mostre o seu respeito. 

8. Nunca se deve fumar beber, usar drogas, ter relações sexuais, usar de palavrões enquanto se usa seu ileke (fio de contas). Estas são ferramentas sagradas que foram dadas a você e você deve tratá-las como tesouro. 

9. Se você não estiver satisfeito ou deseja sair da casa espiritual do seu sacerdote e o seu desejo é seguir em frente, de a devida notificação. Solicitamos que se possível, ofertar Adimu de partida (oferta) e seguir seu caminho em paz. 

10. Nunca use o que foi ensinado pelo seu sacerdote para fazer mal aos outros. Lembre-se a energia que você colocar para fora vai voltar para você. Se você enviar a negatividade, a negatividade vai voltar para você. Se você enviar amor e paz, o amor e a paz vão voltar para você. 

11. Nunca, jamais, doe seus igbás. (ouça seu sacerdote!). Um Igbá òrìsá deve nascer dentro do santuário, Igbá não nasce por osmose! Isto é um tabu, mas infelizmente e vergonhosamente muitos estão fazendo isso. 

12. "Compra de Igbá", tem gente tentando acumular o maior número possível e isto não é bom, se você não tiver autorização através da adivinhação adequada de montar seus Igbás não o faça. Ter um Igbá Òrìsá é um trabalho árduo. Estes são representações do òrìsá e requer muito cuidado. 

Lembre-se, não é sobre você (humano), nem sobre mim, mas sobre Egúngún, irunmolè, òrìsá e Òlódúmarè! 

Texto enviado para nosso email: manufeshowboy@yahoo.com.br pelo BLOG O CANDOMBLÉ. 

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO ABIÃN - DEVERES E OBRIGAÇÕES

Dando continuidade às nossas meditações de hoje vamos logo de encontro aos SIMPATIZANTES, diga-se de passagem, aqueles que tem interesse em ingressar seja na realidade da UMBANDA SAGRADA ou bem como no CANDOMBLÉ

Esta postagem, a principio seria diretamente voltada ao público do CANDOMBLÉ, pois o termo: ABIÃN se direciona a todos aqueles que ainda não passaram pelos atos chamados INICIÁTICOS ou INICIAÇÃO propriamente dita. 

Apesar que temos visto hoje em dia, muitos exemplos de pessoas não iniciadas, apenas verdadeiros ABIÃNS, mas com um profundo conhecimento espiritual. Conhecimento este que pode vir por "hereditariedade" ou "n" outros fatores que através de atos verdadeiramente "mediúnicos" lhe permitem tal sabedoria. 

Muitos tem se questionado sobre quais seriam as atitudes mais corretas para um noviço no CANDOMBLÉ a serem tomadas e como de fato seriam reconhecidas como ABIÃNS. Desta forma, através de uma postagem de nosso amigo FERNANDO DE OXAGUIÃN apresentamos alguns tópicos que deveriam ser seguidos e ensinados tanto pelos mais velhos como por muitos (as) BABALORIXÁS/IALORIXÁS na realidade do CANDOMBLÉ.




O Abiyan é toda pessoa que depois de fazer uma consulta através dos búzios com o Babalorixá ou Iyalorixá, tenha tomado no mínimo um Obí e tenha um fio de contas lavado de Oxalá. 

O procedimento e comportamento básico do Abiyan: 

. Estar vestido de branco principalmente se a casa for de Oxalá; ressaltando que: 

- Para os homens – calça comprida e camisa branca; 

- Mulheres – Vestido ou saia/camisa branca; 

. Ao chegar ir direto beber um copo d'água para esfriar o corpo da rua, sem fazer paradas e evitar qualquer conversa. 

. Tomar seu banho de ervas e colocar sua roupa de morin; 

. Bater a cabeça no Axé, na porta dos quartos de Santo; para o Babá/Iyá, “trocar” à benção com TODOS os seus irmãos, sendo por ordem hierárquica (dos mais velhos aos mais novos), de acordo com a ordem iniciada. Obs: Se tiver acesso a essa informação.

. Perguntar ao Babá/Iyá, sobre a função que deverá fazer na Casa; muitas vezes por ordem do Babá/Iyá, as funções podem ser determinadas pelas Ajoiês (Ekédi) da Casa. 

. O Abiyan deverá fazer suas refeições sentados na ení (esteira), e assim que terminarem, deverão levantar as mesmas e guardá-las; não devem colocar os pés calçados nas enís; 

. O Abiyan somente poderá dormir em ení, caso se faça necessário terá a autorização do Babá/Iyá, para dormir nos quartos dos Orisás

. O Abiyan ao levantar não deve falar com ninguém, deve antes beber um pouco de água; isso é para apagar os vestígios ou traços negativos provocados pelo mau hálito

. O Abiyan não deve ocultar do Babá/Iyá qualquer tipo de dúvida, problema e mal entendido. 

. O Abiyan não deve fumar na frente de seu Babá/Iyá. 

. O Abiyan nunca fica de pé em frente ao Babá/Iyá e sim agachado, com a cabeça baixa. 

. O Abiyan nunca interrompe o Babá/Iyá quando estiver conversando com alguém. Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogans, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é correto que os filhos se abaixem próximo a ele para dirigir a palavra. Diz então: AGÔ (Licença) e esperar ele dizer AGÔ YA, e de cabeça baixa, falar com ele em tom de voz baixa. 

. O Abiyan não deve passar pelo o Babá/Iyá com a cabeça erguida, e sim um pouco curvado para frente. 

. O Abiyan sempre que for servir o Babá/Iyá, deve-se levar o pedido numa bandeja ou prato e abaixar-se para servir. 

. O Abiyan só deverá entrar nas rodas de Xirê se forem chamados pelo Baba/Iyalorixá. 

. O Abiyan tem suas funções na casa relacionadas à limpeza e manutenção, salvo se for um Abiyan antigo e de confiança poderá exercer outras funções. 

. O Abiyan não tem Orixá definido ainda, por isso é denominado um Abiyan (aquele que está começando em um novo caminho) mesmo que venha de outra casa. 

. O Abiyan deverá sempre pedir Agô para entrar e sair de cada ambiente do terreiro e esperar a resposta, Agô ya de um mais velho. 

. O Abiyan só poderá ir embora com autorização do Baba/Iyalorixá. 

. O Abiyan não questiona rituais litúrgicos de sua casa, respeita a hierarquia e se coloca sempre no seu lugar. 

. O Abiyan deve aproveitar o máximo esse período de aprendizado, humildade e retidão, pois é nesse momento que irão refletir quanto a futura iniciação, as responsabilidades do que é ser um Adôxu, um Iyawó. 

. A Vivência no axé, a disciplina, observar o comportamento dos mais velhos, ser verdadeiro com seus sentimentos para com o Orixá, estar despojado de vaidades, e entender que o mais importante não é "fazer o santo e sim saber o porque de se iniciar para o santo". Não há pressa para iniciação, Orixá entende e nos concede essa oportunidade de aperfeiçoamento e adaptação, salvo as raras excessões. 

Ser um bom Abiyan é estar se preparando para no futuro ser um bom Iyawó e assim como ser for um bom Iyawó é estar se preparando para ser um bom Ègbón. 

De: Mônica D'Òsóòsì-Iyá Kèkèré do Ilé Àse Òsòlùfón-Íwín

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO ABIÃN - TESTEMUNHO DE VIDA

Quarta-feira, 09:55hs da manhã, e aqui estamos nós vindo até você para um novo dia de atualidades em nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Temos visto algumas realidades dentro do FACEBOOK, que nos motivaram mais uma vez tocar neste assunto. A presença dos Abiãns, numa casa de santo. Pois é engraçado que para muitos o CANDOMBLÉ se inicia após o noviço ter passado pelo processo de iniciação (feitura), mas a realidade não é bem assim. 

Concordamos em gênero, número e grau que para alguém chegar a ser um EGBOMI, este chegar ao cargo de BABALORIXÁ, ou no caso feminino IALORIXÁ, se isto lhe for permitido por seu ORIXÁ em chegar a esta função dentro da RELIGIÃO. Ninguém chega a nada se não passar pela realidade de Yawô. Mas nenhum Yawô nasce ou acontece, se na sua casa não houver os ABIÃNS.


Ou seja, sempre teremos esta realidade de ABIÃN, que passará pra YAWÔ, e de YAWÔ passa-se a EGBOMI e de EGBOMI, aos altos cargos da RELIGIOSIDADE. Mas... sem Abiãn, não tem Yawô, não tem Egbomi e corre o risco de se chegar ao dia de não ter mais ninguém para dar seguimento a um ILÊ ASÉ

Para se entender melhor vamos ver que: 

Abiã ou Abian - É toda pessoa que entra para a religião do Candomblé, também chamado de filho de santo, após ter passado pelo ritual de lavagem de Fio de contas e o Ebori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação. Só deixará de ser abian quando for iniciada, sendo então um yawô. 

O abian não participa dos preceitos internos, só participa das festas públicas, ainda não tem um compromisso com o Ilê (casa), nesse período terá a oportunidade de conhecer as pessoas e o funcionamento da casa, se tiver alguma coisa que não goste, poderá sair e procurar outra casa que seja do seu agrado ou de sua confiança. 

Ao abian é permitido ajudar em quase todos serviços da casa, sempre orientado por um mais velho que diga o que pode ou não fazer. Essa fase é muito importante para se aprender vendo e ouvindo, as perguntas não são muito bem vindas, observar e saber ouvir é a melhor maneira de aprender, quando um mais velho se dispôr a falar e contar, abaixe-se e preste atenção, não interrompa, escute e grave. 

Os mais velhos já estão cansados e não têm muita paciência para ficar respondendo as milhões de perguntas que o abian gostaria de fazer, portanto seja paciente, não seja muito apressado, tem a vida inteira para aprender, essa é uma das normas do candomblé. 

Dando continuidade e jus à categoria criada, nós temos o imenso orgulho de publicar no espaço dos leitores as palavras de puro coração de uma abian que, se seguir por estes caminhos que ela vem seguindo, será uma yawô exemplar e uma religiosa bem necessária para o futuro da nossa religião.


"Eu sou uma abian e sou uma abian feliz. 

Estou começando a frequentar a casa de santo onde irei me inciar de uns meses pra cá e devo entrar pra fazer santo entre janeiro e fevereiro (aliás, Fernando e Nelson já sabem que foram “intimados”, assim como o resto do povo do RJ, para a saída de Logun-ede). 

Mas ó, eu me sinto tão feliz, tão contente por ser abian… Pelo menos na casa que frequento, uma casa de Ketu, eu sou quase paparicada (risos): tem sempre alguém ao meu lado me ajudando, me ensinando a fazer alguma coisa, me perguntando se está tudo bem comigo, se estou precisando de alguma coisa… Se assisto a um ebori, ou algo sem tanto fundamento, sempre um egbomi fica ao meu lado para me explicar o que está acontecendo, me dizendo o porquê, o motivo… 

Em alguns momentos, sinto medo de fazer santo: ficar careca, ficar 3 meses de kele, não abraçar meu marido, sentar no baixo, dormir na esteira, não me depilar, usar leite de rosas no lugar do desodorante, ficar sem os meus creminhos anti-idade diversos (povo de Logun-ede tem um medo tão grande de envelhecer… ), andar na rua com o kele escondidinho, enroladinho num pano branco, ou com uma echarpe branquinha o cobrindo… Nossa, chega a me dar PAVOR! Além disso, sou casada e o pior de tudo: meu marido não gosta de Candomblé, não entende nada, mas respeita profundamente a minha decisão. 

Mas são nessas horas que eu penso em Logun-ede. Penso no amor por Ele, penso na relação maravilhosa que estou construindo com o meu Orixá e coloco algumas coisas na balança. Sabe, Orixá nenhum vai me matar, me aleijar ou me “cobrar” de forma alguma se eu não fizer santo. 

Mas eu sei que, em algum momento antes de nascer, lá no Órun (céu), eu firmei um pacto: eu disse a Logun-ede que eu queria atravessar as dificuldades da minha vida de mãos dadas com Ele, para que Ele me carregasse no colo quando eu não tivesse forças para andar com as minhas pernas. E nesse momento, minhas próprias idéias se clareiam, a mente “desanuvia” e eu vejo que não há sacrifício nenhum em ser uma yawo, em ter minha cabeça raspada e cumprir 3 meses de kele e 1 ano de resguardo para alguns preceitos. 

Nesse momento eu lembro que as coisas das quais eu me resguardo durante o tempo de preceito, são energias que eu deixo de absorver. Sabe, tudo no mundo é troca de energias, e, quando eu me preservo de algumas coisas, quando eu me resguardo de algumas coisas, eu evito absorver uma energia menos positiva que a do meu Orixá, ou até mesmo uma energia realmente negativa, e acumulo dentro de mim, apenas a energia linda, positiva e fantástica que o meu Pai compartilhará comigo a partir do momento da iniciação. 

Também conversei de forma muito longa e profunda com o meu marido, e disse para ele que a iniciação e o resguardo que são pedidos são apenas para trazer coisas boas para a minha vida e, consequentemente, se eu estiver melhor, se a minha energia estiver melhor, a nossa vida em família, como um todo, também estará melhor. 

E Logun-ede, em Sua sabedoria, também arrumou diversas maneiras de mostrar ao meu marido que Ele só quer o melhor para mim e, consequentemente, o melhor para mim acaba sendo o melhor para nós dois.  

Ser abian é fantástico para mim: estou aprendendo, estou fazendo um curso de Religiosidade Africana, que é pra me iniciar numa religião tendo total e completa certeza do que é Candomblé e do que eu quero. 

Estou curtindo a fase de “namoro” com o meu Orixá: não me interessa a qualidade dele, apenas que Ele é uma energia única, fantástica, soberana na minha vida. Estou O conhecendo. E estou sofrendo uma ansiedade gostosa, louca para me iniciar, tendo certeza que, não importa o caminho: o que importa é que a colheita dos frutos junto ao meu Pai será linda, será farta, será de enorme retorno para mim. 

Acredito que ser abian é o momento de perguntar TUDO, de falar, de me informar, de ouvir até mesmo do Nelson um “nem sob tortura”, quanto às minhas perguntas que serão respondidas após a iniciação. 

Ser abian, pelo menos na casa que eu frequento, é ser um feto, se preparando para nascer, se preparando para BI (verbo nascer em Ioruba), e para nascer, se precisa aprender a viver depois disso. 

Se você não está à vontade, converse com o seu Babalorixá: ele é seu zelador, zelador do seu Orixá. Diga a ele que se sente de lado, que isso a magoa: se ele não puder resolver, você terá feito a sua parte. Não importam cargos nesse momento: o que importa é uma conversa franca e honesta sobre os seus sentimentos. 

A ausência dela pode causar um arrependimento depois da iniciação, por não ser tratada da maneira que se esperava e isso pode gerar uma frustração até mesmo com o próprio Orixá / Vodum / Nkise, mesmo quando sabemos que o nosso ancestral não tem nada a ver com os erros dos que nos cercam.  

Ser abian para mim é o tempo de conhecer a religião e me apaixonar pelo meu Orixá. 

Eu amo esse espaço enormemente e sei que vocês sabem disso. Obrigada por manterem o blog funcionando!! Vocês são incríveis!! 

Que Logun-ede abençõe a todos nós! 

Beijos no coração!! Aline Leonardo." 

Desta, forma percebemos então que sem os Abiãns, as casas de Santo na verdade, não são nada. Indiferente da quantidade de tempo em que uma pessoa esteja neste estado. Deve-se fazer somente o que o ORIXÁ pede e na hora que ele quer. 

Já esta na hora de repensar-se alguns procedimentos de iniciar-se pessoas em quantidade, como que baciada, para se ostentar CASAS CHEIAS, como se fossem as melhores do mundo ou até as mais perfeitas. 

Deve-se pensar e verificar que antes a QUALIDADE do Yawô, que vai se iniciar, isto se de fato ele precisar. Do que muita QUANTIDADE, para somente mostrar volume.