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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS DO YAWÔ - GUERRA DE SANTO

ESTOU COM GUERRA DE SANTO, TEM DOIS ORISÁS, DISPUTANDO MINHA CABEÇA”.


Muito se tem falado, sobre a questão antes de se iniciar, da dita: "briga de santo por um determinado ori". É bem válido lembrar que para muitos (ou para todos), devemos prestar atenção no que diz o jogo de ifá nesse sentido. 

Mas ouvindo nossos mais velhos vamos prestar atenção: Orisá tem mais o que fazer do que ficar brigando por nossa cabeça, mesmo porque isso já vem determinado do Orun, antes mesmo de nós nascermos. 

Por mais estranho que possa parecer isso tem se tornado muito corriqueiro.  A dúvida que tenho é: essa situação é gerada por ignorância ou maldade? 


Sabemos que, quando OLODUMARE, determina o nascimento de uma pessoa, automáticamente, já determinou sua origem. 

Cada corpo possui um espírito ou força, que nada mais é do que uma pequena massa de energia despreendida de um ORIXÁ. Sendo assim, não é possível uma guerra de ORIXÁ, ou ainda, descendência dupla, cabeça de dois ORIXÁS ao mesmo tempo, os famosos "ORI MEJI", ou ainda, dois ORIXÁS machos ou duas ORIXÁS fêmeas. 

Válido lembrar, que este caso é de fato uma raridade, mas pode acontecer entre 1 em 1.000 devido à ancestralidade que a pessoa possa carregar também. Podendo sim ter um ORIXÁ DE ORI e um ORIXÁ PARA DAR CAMINHOS. Transmitindo assim um conjunto duplo.

Também existem casos de ORIXÁ FÊMEA em cabeça de homem, ou vice versa. Todos têm tanto um como o outro em nossa existência, e na maioria, das vezes, até mais um de ORIXÁ tutor, de acordo com o nosso ODU de nascimento. 

E se pode ser iniciado para todos, mas dentro de seus cultos específicos, e isso, a meu ver, somente na África.

Existem ainda, alguns casos particulares, que por uma questão de travessia do Atlântico (NA ÉPOCA DA ESCRAVIDÃO), forma agrupados em uma mesma categoria, por afinidade ou semelhança, e são denominados ORIXÁ DE FUNDAMENTO. Como é o caso de AIRÁ, que não é um XANGÔ, mas é chamado como tal, OPARA, que não é OXUM, OGUNTÉ, que não é YEMANJÁ, AGANJU, que não é XANGÔ, XOROKE que não é OGUM, é EXÚ ao mesmo tempo, e por ai vai. 

Como disse, quando os negros vieram na humilhante condição de escravos, não podiam cultuar suas Divindades, por isso, precisaram esconder seu culto no sincretismo, e com o passar do tempo, foram feitas algumas adaptações, isto é, AGRUPARAM ALGUMAS DIVINDADES DE CULTO SEMELHANTES

Considero importante que algumas pessoas que se intitulam Babalorisa ou Iyalorisa, antes de saírem por aí confundindo a cabeça de pessoas ingênuas e cheias de fé, procurem conhecimento, para não denegrir ainda mais a imagem do culto. 

O sacerdote que recebeu em sua iniciação, o conhecimento da interpretação do oráculo de Ifá, saberá como identificar a origem espiritual de cada pessoa. 

DESCARTANDO AS INTUIÇÕES OU VIDÊNCIA

KOLOFE.

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