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segunda-feira, 4 de março de 2013

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - A NAÇÃO KETU


*** Nação Ketú *** 

Candomblé Ketu (pronuncia-se queto) é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé, uma das Religiões afro-brasileiras. 

No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs estavam os Yoruba (Iorubá). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes. 

** Casa Branca do Engenho Velho ** 

Casa Branca do Engenho Velho, Sociedade São Jorge do Engenho Velho ou Ilê Axé Iyá Nassô Oká é considerada a primeira casa de candomblé aberta em Salvador, Bahia. Constituído de uma área aproximada de 6.800 m², com as edificações, árvores e principais objetos sagrados. É o primeiro Monumento Negro considerado Patrimônio Histórico do Brasil desde o dia 31 de maio de 1984. 

Segundo os historiadores a princesa fundadora do Ilê Asé Ìyá Nassô Oká foi Ìyá Nassô vinda do reino de Alaketú. Ìyá Nassô foi pega e vendida como escrava pelos seus inimigos de outro reino. Ìyá Nassô foi trazida para Salvador - Bahia - Brasil, onde ela conseguiu se libertar e fundou o Ilê Asé Ìyá Nassô Oká que funcionava em uma roça na Barroquina. 

Ìyá Nassô foi iniciada para o culto, ainda na África por um velha escrava de seu reino (Não se sabe o nome). 

O Terreiro é de Oxóssi e o Templo principal é de Xangô. O Barracão que tem o nome de Casa Branca, é uma edificação alongada com várias divisões internas que encerram residências das principais pessoas do Terreiro, como também espaços reservados aos quartos de Òríxà, quarto de Axé, Salão onde se realizam as festas públicas, bem como a cozinha onde se preparam as comidas sagradas. Uma bandeira branca hasteada no Terreiro indica o carater sagrado deste espaço. No telhado do Barracão, símbolos de Xangô identificam o Patrono do Templo. 

** Terreiro dos Gantois ** 

Essa é outra casa de candomblé Djeje-Nagô, que também nasceu da Casa Branca do Engenho Velho, foi fundado por Maria Júlia da Conceição em 1849. 

O nome Gantois veio de um flamengo, originário de Gand que era o dono do terreno, onde o templo religioso foi consturído. O que diferencia o Gantois de outros terreiros tradicionais da Bahia, como o Ilê Asé Opô Afonjá, Casa Branca do Engenho Velho, Terreiro do Bogum e outros, é que a sucessão se dá pela linhagem e não através de escolha do jogo de búzios. 

O Gantois é um Candomblé familiar de tradição herefitária consanguinea, em que os reagentes são sempre do sexo feminino. 

A Ìyáloríxá mais conhecida dos Gantois foi a Mãe Menininha dos Gantois. Foi a quarta Ìyáloríxá do Terreiro dos Gantois e com certeza a mais famosa de todas as Sacerdotizas do candomblé Brasil. Foi sucessora de sua mãe Maria da Glória Nazarethe e foi sucedida por sua filha Mãe Cleusa Millet. 

** Ilê Asé Opô Afonjá ** 

Ilê Axé Opó Afonjá, (Casa de Força Sustentada por Afonjá), fundada por Eugênia Ana dos Santos. 

A história do Terreiro do Axé Opô Afonjá (outros Nomes: Terreiro de Candomblé do Axé Opô Afonjá; Ilê Axé Opô Afonjá) assim como a do Terreiro do Gantois, está intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. 

Este é o terreiro mais antigo de que se tem notícia e o que, segundo vários autores, serviu de modelo para todos os outros, de todas as nações. Um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Eugênia Anna dos Santos, fundou, em 1910, numa roça adquirida no bairro de São Gonçalo do Retiro, o Terreiro Kêtu do Axé Opô Afonjá. 

A organização espacial do Axé Opô Afonjá mantém as caracteríticas básicas do modelo espacial típico do terreiro jejê-nagô. Esses mesmos elementos, são também encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferença: no Axé Opô Afonjá o barracão é uma construção independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele está incorporado ao templo principal.

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