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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - O USO DA CARIDADE - PARTE II

Muitas vezes amados (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, vemos o CANDOMBLÉ ou até mesmo a UMBANDA SAGRADA, se fechando única e exclusivamente aos ORIXÁS ou das ENTIDADES e a coisa não é bem assim. 

Como vimos na postagem anterior com o mesmo tema "O USO DA CARIDADE NO CANDOMBLÉ", que nada mais é que uma das inúmeras coletâneas que estamos trabalhando em cima, para melhor lhes atender no quisito informação. 

Vimos sim que inúmeras pessoas por si só, ou em forma de ASSOCIAÇÕES (vide documentos de estatutos para associações aqui no BLOG), conseguem não meramente atender de forma grandiosa às pessoas que vivem em seu redor. Como também tem conseguido seus objetivos como: ampliação de seus ILÊS ASÉS; criação de novos projetos como: escolas, creches, asilos ou até mesmo locais próprios para restaurar vidas acometidas por entorpeCentes (vugo - drogas). 

Sempre tendo em uso a CARIDADE, ao irmão mais carente. Vamos ver como a CASA DE OXUMARÊ procede nesta questão, bem como postaremos algumas fotos sobre alguns tipos de ações de caridade de outros irmãos em suas casas de Axé.

Fundado no final do século 18, a entidade é considerada uma das casas mais antigas no culto afro baiano. 

Cerca de 150 famílias e 600 crianças e adolescentes do bairro da Federação, em Salvador, participam de ações sociais promovidas pelo Terreiro Ilê Axé Oxumarê. Os beneficiados recebem cestas básicas, colchões e cobertores. Além disso, a entidade oferece cursos profissionalizantes, como dança afro, bordados, capoeira, informática, corte e costura, penteados afro, confecção de atabaques e percussão. 

De acordo com o líder religioso do Terreiro, Babá Sivanilton , Pai PC, a casa de santo luta pelo reconhecimento do trabalho que realizam. “O nosso compromisso ultrapassa a porteira do candomblé. O foco da instituição é a inclusão social dos nossos vizinhos e, para isso, precisamos superar alguns desafios, dentre eles, a ausência dos poderes públicos na assistência aos moradores da localidade”, pontua Sivanilton. 

Podem participar da ação tanto os filhos de santo da casa, como também a população do bairro. Os interessados devem preencher um cadastro com dados pessoais e de renda, que será submetido à análise. “O projeto já existe há 12 anos e já passaram por aqui aproximadamente três mil pessoas”, conta o babalorixá. 

Participação das crianças – Na religião de matrizes africanas, as crianças recebem um tratamento especial, porque elas são consideradas como a perpetuação do legado de uma tradição religiosa. Isso ocorre também nesse projeto, que prioriza meninos e meninas em situação de risco social. Os coordenadores buscam manter sempre viva a beleza da cultura secular nos ensinamentos para essa nova geração, que contará a história das nações do candomblé, a exemplo do Keto, Angola, Jejê etc. 

Dona Odília, mãe Sidney da Mata, um dos adolescentes beneficiados, não esconde a sua satisfação em ver o filho aprender a tocar um instrumento musical. “Fico muito feliz por saber que meu filho está aprendendo uma profissão, porque não tenho recurso para oferecer um curso de qualidade e saber que ele está no caminho certo livre das drogas e das más companhias. Isso para mim é muito gratificante tendo o apoio do terreiro aqui no bairro”, afirma a moradora da Federação. 

Disciplinado, Sidney conta que graças ao projeto já sabe qual profissão seguir. “Quero ser músico, gosto muito do som do atabaque, não falto uma aula e meu professor é meu mestre”, destaca Mata, aluno do curso de percussão. 

A educadora Thaís Carvalho, que fez parte das ações sociais, reconhece a importância do seu crescimento profissional dentro da instituição. “Fui aluna dos projetos aqui do terreiro e hoje sou educadora. Foi aqui que aprendi a ser gente, conquistei o meu espaço e repasso a minha experiência para os meus alunos dizendo que o amanhã pode ser diferente, só depende da nossa vontade de mudar”, destaca Carvalho. 

Atualmente, muitos jovens que participaram do projeto do Terreiro são bolsistas do curso de percussão realizado pela UFBA (Universidade Federal da Bahia). O que é motivo de orgulho para a comunidade. “O programa mostra que podemos mudar a realidade desses jovens e que os projetos sociais contribuem para cidadania, igualdade e acrescenta valores morais e de respeito ao próximo, promovendo assim futuros profissionais na construção de uma sociedade melhor para todos”, finaliza Babá Sivanilton. 

Se você quer conhecer as obras assistenciais do Terreiro Ilê Axé Oxumarê entre no site: www.casadeoxumare.com.brcasadeoxumare.blogspot.com ou ligue (71) 3237-2859. 

Vimos este grande exemplo do Ilê Asé Casa de Oxumarê, mas muito mais pessoas tem feito isso em prol dos mais necessitados, dando um mar de orgulho aos MEMBROS DO CANDOMBLÉ, devido a tantas criticas que outras religiões têm se preocupado em fazer contra nossa fé.

YÁ LURDES MATTOS CALDEIRA




É exatamente assim, com estes exemplos que temos a seguir que vamos de fato não somente encontrar nosso lugar de reconhecimento diante de todas as outras religiões que nos julgam. Como também podemos fazer a cada dia mais nossos ILÊS ASÉS CRESCEREM MAS EM QUALIDADE E NÃO EM QUANTIDADE.

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