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domingo, 9 de dezembro de 2012

COLETÂNEA OXUM E AS IYÁ MI - MINHA MÃE FEITICEIRA

Motumbá, meus (minhas) irmãos (ãs) visitantes, seguidores e participantes de nossa tão amada RELIGIOSIDADE, seja do CANDOMBLÉ como da UMBANDA SAGRADA, presentes em nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Conforme a introdução de nosso COORDENADOR PEDRO MANUEL T'OGUM, percebemos que existe uma ligação muito forte entre OXUM e as IYA MÍ OXORONGÁ. Bem como, com todas as ORIXÁS FEMININAS do panteão africano.

Assim vamos dar início a esta COLETÂNEA OXUM E AS IYÁ MI, justamente para nos adentrarmos neste assunto de forma bem simples e básica. A medida que formos nos aprofundando dentro dos limites deste assunto, respeitando TODA A HIERÁRQUIA E TRADIÇÃO de nossa RELIGIOSIDADE, fazendo de nosso conhecimento uma forma de analisar não somente a belaza mas a misticidade encontrada em nossa fé.

Mas quem vem a ser IYA MÍ OXORONGÁ? Vamos acompanhar esta COLETÂNEA a fim de buscarmos os conhecimentos necessários para responder esta nossa pergunta.

Iyami-Ajé


Iyami-Ajé - (Iyá Mi Ajé = Minha Mãe Feiticeira) também conhecida por Iyami Oxorongá - é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Identificada no jogo do merindilogun pelo odu Ôxê

Tudo que é redondo remete ao ventre e, por consequência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por OXUM, YEMANJÁ E NANÃ BURUKU, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.

Iyami Ajé na forma de pássaro (Coruja Rasga-Mortalha ou coruja rasgadeira) pousa nas árvores favoritas durante a noite principalmente na jaqueira (Artocarpus heterophyllus). Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque vai morrer alguém.

Iyami Agbá


Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe. 

Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Gëlèdé", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. 

O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.

O culto a Naê no Maranhão pode ser comparado ao das Iyamí Oxorongá da Nigéria, Benin e outras regiões da África - mães ancestrais respeitadas e temidas, que não incorporam e que têm o poder de se transformar em pássaro.

É um orixá apenas assentado para ser cultuado pela comunidade, não é um orixá de iniciação, por ser uma energia ancestral aglutinada de forma coletiva. Representando todas as mães mortas e ninguém pode incorporá-las ou manifestá-las.

Um comentário:

  1. Sou de Opará.Aprendi muito com a postagem sobre Iyami. obrigada. Melinda

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