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domingo, 25 de março de 2012

UM POUCO DE MÃE MENINAZINHA DE OXUM

A MENINA DA FÉ 


Nosso Pai Omolu abençoou, no ventre de uma filha de Nanã, uma criança. Uma menina que viria com uma grande missão, com a responsabilidade de um adulto e a alegria de uma criança. Ainda na barriga de sua mãe, essa menina já estava com o destino traçado: seria ela a Yalorixá Meninazinha D'Oxun, que herdaria o Candomblé de sua avó, Mãe Davina D'Omolu, uma sacerdotisa que foi iniciada pelo saudoso Pai Procópio D’Ogun, em 24 de julho de 1910, em um bairro de Salvador, chamado, na época, de Baixa Laje Ladeira do Ogum. 

Indo para o Rio de Janeiro, mãe Davina com amigos e irmãos-de-santo, enfrentaram diversas dificuldades na épo­ca. Juntamente com a tia pe­quena D'O_alá, tio Bankole, João Alaba e tio Abede, fizeram muitas festas em Mesquita, no Rio. 

No dia 10 do mês de julho de 1960, ocorreu a iniciação de mãe Meninazinha, nesta roça, em Mesquita. 

Com o passar do tempo, tia Pequena faleceu, e mãe Davina, que era mãe pequena do terreiro e já tinha o cargo de Yalorixá, assumiu as funções de mãe-de-santo. 

Com o desaparecimento de sua avó Davina, mãe Meninazinha foi à Bahia e trouxe os assentamentos de Nanã, de sua mãe biológica, e o Omulu de sua avó, começando, aí, a sua trajetória de dificuldades e alegrias, numa roça em Marambaia e Nova-Iguaçu, onde só ficou cinco anos, instalando-se, depois, em São Mateus, também na Baixada Fluminense, onde está até hoje. 

Mãe Meninazinha nos conta sobre os candomblés antigos, onde se fazia tudo à luz de carbureto, no chão de terra batida e conservada com estrume de boi, que tinha um cheiro de mato; uma cultura onde a natureza estava sempre presente. Mas isso não quer dizer que o Candomblé não deva se modernizar, mas tudo dentro do limite da religião. 

Originado de uma grande raiz do culto afro, seu avô Procópio do Ogum Ja, foi iniciado por uma antiga sacerdotisa da cidade de Palha e lavou a cabeça e deu continuidade com a avó de Olga de Alaquetu, Mãe Anizia. Consagrou sua casa ao senhor Omolu, mas adora seu orixá Oxum, na qual foi iniciada com muita fé e emoção, de uma verdadeira filha-de-santo. Ela põe seu grande sentimento de amor transcendental a Omolu ,que nunca lhe negou um pedido 

Com muita alegria e um testemunho de fé, ela fala dos milagres e bênçãos dados pelas divindades de sua casa no Ile Omolu Oxum. 

Dirigente séria e inteligente, ministra eventos em sua roça como: aulas de culinária, capoeira, danças, distribuição de cestas básicas e montou um memorial em homenagem aos orixás de mãe Davina. Gravou um CD com cantigas das divindades de Ketu, sua nação, e pretende se empenhar ainda mais para o crescimento e união do Candomblé. 

Nossa querida mãe, Meninazinha D' Oxum, eleva seu pedidos a Oludamaré, para que cubra todos os leitores o povo brasileiro com bênçãos e Omolu nos dê força, caminho, porque todo o caminho a trilhar tem uma luta e no fim tudo deve valer à pena. 

Exemplo de amor e fé onde, com todos os problemas, nunca abandonou o orixá. 

Olorum Modupé.

Mãe meninazinha de Oxum (021)2756-7635

Site: www.geocites.com/memorialiyadavina


Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – N° 03

Um comentário:

  1. linda sua historia.mae os orixas sabem muito bem quem escolhe .

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