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terça-feira, 12 de março de 2013

COLETÂNEA CURIOSIDADES - O HÁBITO DAS CICATRIZES NA FACE


HÁBITO DE ABRIR CICATRIZES NO ROSTO 

Antiga prática muito difundida entre os iorubá, hoje em dia já não é tão comum, pois com o desenvolvimento cultural e tecnológico perdeu a finalidade, e tende a desaparecer por completo.

A origem desse costume foi na Nigéria Ocidental (povo iorubá), devido à grande quantidade de guerras que havia na região. Os fulani estavam sempre em guerra com os iorubá, e as próprias cidades guerreavam entre si. No meio de uma batalha uma pessoa poderia matar alguém do seu próprio grupo. Já com as marcas no rosto a identificação tornou-se bem mais fácil, e só eram mortos ou aprisionados como escravos aqueles com marcas diferentes, ou os que não tinham marca alguma.

Outro motivo para as marcas era que os escravos, quando não tinham marcas, levavam no rosto a marca de seu dono. 

Os grupos familiares também costumavam marcar o rosto para facilitar a identificação de pessoas da mesma família, ao se encontrarem fora da cidade. Finalmente, algumas pessoas se achavam mais bonitas com cicatrizes no rosto, para “estar na moda”.

Atualmente os ijebú e os ijesá não cortam mais marcas no rosto dos recém-nascidos. Em Ondo são feitas marcas somente no rosto do primogênito, enquanto em Oyo existem famílias que fazem as cicatrizes até hoje.
Alguns exemplos das marcas usadas nas diversas cidades do grupo iorubá: 

1. Àbàjà meta - três marcas horizontais grandes de cada lado do rosto, ou seis menores.

2. Àbàjà merin - quatro marcas horizontais grandes de cada lado do rosto, ou oito menores.

3. Àbàjà alagbele - um dos modelos anteriores com mais três marcas verticais em cima.

4. Pélé - este tipo de marca é feito para embelezar. São três marcas verticais de cada lado do rosto. Característica da cidade de Ife.

5. Gombo - são três marcas verticais laterais bem grandes de cada lado, da cabeça até ao queixo. São características da cidade de Oyo. 

6. Marca da cidade de Ondo - Uma cicatriz vertical, comprida, de cada lado, na frente do rosto.

7. Marca de Ijebú - Três marcas verticais curtas de cada lado do rosto.

8. Àbàjà de Egbá - três marcas verticais em cima de três horizontais.

9. Àbàjà de Ijesà - quatro marcas horizontais de cada lado.

10. Pélé de Èkitì - uma marca vertical de cada lado do rosto (encontra-se também três de cada lado).

11. Àbàjà de Èkitì - nove pequenas marcas horizontais (três a três) com três verticais acima.

12. Ture - diversas marcas verticais finas de cada lado.

Ao encontrar uma pessoa com uma destas cicatrizes, você poderá facilmente identificá-la como nigeriana.

Tudo indica que as “curas” feitas nos filhos de santo foram originadas nesse costume, pois servem também como identificação das pessoas de candomblé. 

Pesquisa/texto: Maria Inez de Almeida - Ifatosin 

Fotos: Internet 

Fernando D'Osogiyan | Março 8, 2013 ás 12:38 am | Categorias: Candomblé | URL: http://wp.me/sds6I-4976

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