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domingo, 17 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA CANDOMBLÉ - CANDOMBLÉ PARTE II


Motumbá amados (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Com grande alegria venho dar continuidade a postagem de ontem: APRENDENDO MAIS SOBRE O CANDOMBLÉ - PARTE I. Uma das postagens, que na versão antiga deste BLOG, havia sido excluída por solicitação de ordens superiores. Mas que nesta nova versão esta retornando, bem como algumas já postadas anteriormente. 

Como: ÁGUAS SAGRADAS, NUNCA DEIXE SUA QUARTINHA SECAR, TENDO UMA ESPÍRITUALIDADE VERDADEIRA E MUITAS OUTRAS. Então dessa forma, espero que esta segunda parte seja também aproveitada dentro de nossa vivência na religiosidade. 

O que vem a ser o Ritual do Panan?

Apanan ou panã é um ritual da iniciação ketu que ocorre logo depois do Orunkó, Urupim na feitura de santo. Tem como objetivo principal fazer com que o noviço reaprenda as atividades do mundo profano e cotidiano, para que nada lhe seja prejudicial no futuro. 

É um ritual complexo onde todos da comunidade participam: o Yawô ainda desorientado devido ao longo período de transe e clausura, com os movimentos ainda trôpegos, recebe orientação do seu Babalorixá ou Yalorixa para executar as tarefas do dia a dia, tais como varrer, costurar, lavar, passar, sentar-se à mesa, cozinhar, etc. Tem a finalidade de fazer com que o noviço entenda que já é hora de voltar à sua vida normal, apesar de aproveitar mais um pequeno período do seu mundo sobrenatural.

Orunkó


Hora do nome do Yao no candomblé, (literalmente "eco do céu"), é o nome que todos os orixás obrigatoriamente tem que ecoar no dia especial, chamado nome do santo (Feitura de santo) em público, na presença de todos os irmãos, filhos e adeptos. Momento mais esperado da iniciação ketu, ritual de tensão muito grande e a expectativa dos sacerdotes que contribuíram nesta sagrada iniciação, podendo ser afirmada ou negada pelo noviço de que tudo foi bem feito ou não, em caso positivo, ouve-se um grito triunfal do seu Orunkó, todos os iaôs "eleguns" que não tem obrigação de sete anos odu ejé entram em transe. 

Também é o nome que todos os iniciados recebem depois da sua iniciação e chamado por todos da comunidade. Na nação Angola Dijína tem o mesmo sentido que a palavra Orunkó.

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