domingo, 15 de abril de 2012

OGUM - O GRANDE FERREIRO



Um dos mais amados na cultura ioruba. Em primeiro lugar porque ele foi o primeiro ferreiro. Como foi ele, também, quem descobriu a fundição e inventou todas as ferramentas que existem. Portanto é o patrono da tecnologia e da própria cultura, pois sem as ferramentas nada mais poderia ser inventado até mesmo plantar em grandes extensões seria extremamente difícil. Tendo inventado as ferramentas, com a foice ele abriu os primeiros caminhos para o resto do mundo, o que dá a ele o poder de abri-los ou fecha-los.

Com a faca ele fez o primeiro sacrifício ritual, por isso sempre se louva Ogum durante estes sacrifícios e sua invenção da faca. Com o ancinho ele arou terras e plantou, com a tesoura cortou peles e inventou os abrigos. Com o machado cortou árvores para construir abrigos, com o martelo pode unir com pregos que inventou, os troncos. Com a cunha pode levantar grandes pesos e assim aconteceu de Ogum, com a espada que forjou, guerrear e conquistar territórios para seu povo. Ele, no entanto, não quis ser rei, pois preferia os desafios ao poder. Continuou lutando e inventando para sempre. Hoje em dia diz-se que os computadores sao de Ogun e de Ogun sao também todos os analistas de sistemas.

Ogun só cometeu um erro nos mitos, quando seu pai mandou que fizesse uma tarefa e ele pelo caminho embebedou-se com vinho de palmeira e acabou não realizando o que devia. A partir daí nunca bebeu, mas diz-se que os filhos de Ogun adoram vinho branco e devem tomar muito cuidado com bebidas. A guerra é de Ogun, cujo nome significa exatamente guerra. Como Ogun nunca se cansa de lutar, costuma-se chamar por sua ajuda em situações em que é extremamente difícil continuar lutando ou quando o inimigo é extremamente forte. Não se deve invocar Ogun a toa, pois seu gênio é extremamente violento e diz um oriki que ele mata o injusto e o justo, o ladrão e o dono da casa roubada (porque permitiu que acontecesse) portanto não se deve brincar com este orixá, que não perdoa.

Ogun vive sozinho; é um solteirão convicto. Teve muitas mulheres mas não vive com nenhuma, e criou um filho adotivo abandonado nas mãos dele por Iansã, a deusa dos ventos e raios que por sua vez o havia adotado de Oxum, a deusa do amor e da riqueza Um dos mitos sobre ele diz que Ogum, é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. 

Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá.

Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, que é seu irmão por parte de mãe, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia.


COMIDA DE OGUM - PARTE VIII - PÃO DE INHÂME

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs).

Muitos de nós sabemos que o Inhâme Assado é de fato a comida preferida de Ogum. Assim como temos nos dedicado com as postagens referentes às COMIDAS DE OGUM. Claro que não poderíamos deixar pra trás a receita de um Pão saborosíssimo para se ofertar aos viventes, durante o XIRÊ DE OGUM em suas festas. 

Estou me referindo claramente ao PÃO DE INHAME DE OGUM.

Desta forma, pegue sua caneta, seu papelzinho de tira colo. Ou então já copie esta postagem e imprima para colar no seu livrinho de receitas. Vamos à receita:



Ingredientes:


2 xícaras de polvilho doce
1/2 xícara de polvilho azedo
400g de inhame cozido e amassado
sal a gosto
3/4 xícara de água filtrada
1/3 de xícara de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó

Coloque a água e o óleo para ferver. Misture os polvilhos, o sal e, quando a água estiver fervente, escalde os polvilhos, misturando rapidamente. 

Junte o inhame e amasse bem até que resulte numa massa lisinha. Adicione o fermento em pó e misture bem, até incorporar na massa.

Unte as mãos com um pouquinho de óleo e faça bolinhas. Asse em forno quente, até que fiquem dourados e crocantes por fora (30 minutos mais ou menos).

CONHECENDO OGUM ONIRÊ


Ogum Oniré 

É o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia., o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. 

Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 

Lenda de Ogum Oniré

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. 

Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".

Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"

Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. 

Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.

Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

VÍDEO DE OGUM ONIRÉ

CONHECENDO OGUM WARI


OGUM WARI
O Senhor dos metais amarelos 

É perigoso e feiticeiro, come com Oxum e Iemanjá. Tem temperamento muito difícil e autoritário. Veste azul-marinho e dourado. É o dono dos metais dourados, ligado a Oxum, isso o faz ser o mais requintado dentre todos os Oguns. 

É uma qualidade de Ogum que precede a idade do ferro. Sendo assim suas ferramentas são feitas em latão (dourado). Tem caminho com Oyá (Vive no Igbalé e é muito ligado a feitiçaria.). Tem forte ligação com os Antepassados (Egungun). Lutou pelo reino de Irê, saindo vitorioso. Sua cor é o verde e em algumas casas o Azul com o Dourado. 

SIMBOLOGIA 

Ogum Wari é representado pela Idá ide (espada de bronze). 

DIA:Terça-feira. 

OFERENDA: Èwà Sun Oyin - feijão fradinho torrado com mel de abelha. 

CORES: Azul-marinho que simboliza lealdade, respeito e atrai vitalidade, e amarelo ouro. 

CARACTERÍSTICAS DE OGUM WARI: É impulsivo e conquistador. Foi às margens de um rio na cidade de Èfòn, na Nigéria, que Ògún Wari presenteou Oxum Òpàrà com a Idá òdòdó (espada amarela). Evocação: "Sijibó mi olú irìn òdòdó!" (Protega-me, Senhor dos metais amarelos!). 

VÍDEO DE OGUM WARI

sábado, 14 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - JOSÉ

Nesta manha, a MENSAGEM DO DIA, nos foi enviada por nosso irmão JOSÉ. Membro do perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) do ORKUT. Espero suas palavras possam ir de encontro às necessidades do seu coração.




ARTES E JÓIAS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).


Mais um companheiro de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) vem divulgar conosco os seus serviços. Estou me referindo a ARTES E JÓIAS. Que com grande amor e dedicação tem se empenhado muito para atender cada vez melhor nossos irmãos na religiosidade. Confiram.



PROJETO OGUM - DEUS E O HOMEM

Muito se fala de nossa religiosidade como coisa demôniaca ou sem fundamentos. Mas muitos de nossos ORIXÁS, que estão presentes em tudo que nos envolve, pela Natureza, nos levam a ver que nossa religiosidade pode sim chegar ao conhecimento de todos. Mostrando sua forma bela e pura de ser. 

O PROJETO OGUM - DEUS E O HOMEM, idealizado por FERNANDA JÚLIA, membra do CANDOMBLÉ DE KETU, levou não somente a nossa religiosidade ao acesso de muitos, mas levou o CANDOMBLÉ ao teatro, mostrando o seu lado cultural muitas vezes esquecido. Afinal, devemos nos recordar que a CULTURA AFRICANA é milenar.

Um projeto que de forma simples, prática e objetiva, retirou jovens da rua, pessoas desanimadas da vida a se encontrarem. Abrindo novos caminhos e patamares nunca alcançados. Afinal OGUM é o SENHOS DOS CAMINHOS E DAS ESTRADAS não é mesmo?

Vamos então conhecer um pouco melhor deste projeto.



Espero que tenham gostado de mais uma colaboração que leva nosso CANDOMBLÉ ao conhecimento  de todos. 

UIDÊ OGUM - FESTA DOS FACÕES DE OGUM EM VÍDEO

Esta celebração não é tão comemorada em todas as casas de CANDOMBLÉ. Trata-se de um ritual onde se reverencia OGUM que forja todas as armas de todos os ORIXÁS. Não esquecendo que ele é o grande ferreiro, Senhor do Ferro. 

Esta celebração é mais praticada ainda pelos irmãos pertencentes à nação JEJE, mas algumas casas KETU também a praticam, ainda na Bahia e Rio de Janeiro. Literalmente fundamentada numa das lendas de Ogum, encontradas na MITOLOGIA DOS ORIXÁS - OGUM DA AOS HOMENS O SEGREDO DO FERRO, vamos relembrar um pouco desta lenda, sendo que a mesma já havia sido postada aqui no BLOG. 

Ogum dá ao homem o segredo do ferro.

Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.

Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossain, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossain, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. 

Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão. Ogun respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os Orixás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogun aceitou a proposta. 

Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua ança de ferro. Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. 

Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogun se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. 

Então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogun. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre. [ Lenda 31 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]

CELEBRAÇÃO DO UIDÊ OGUM


COMIDA DE OGUM - PARTE VII - FEIJÃO DE OGUM

Motumbá meus (minhas) queridos (as) companheiros (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Me dirijo, logo cedo, a todos vocês para agradecer o acompanhamento do tema COMIDA DE OGUM. Tema este, que muitas vezes pensamentos, que OGUM só recebe a famosa Feijoada ou o famoso Inhame Assado. Assim vimos a vasta quantidade de pratos que podemos oferecer a este ORIXÁ tão querido e amado por todos. 

Devido a este ORIXÁ, ser de fato um guerreiro, conforme toda a MITOLOGIA DOS ORIXÁS, percebemos que ele em sua maioria gosta de comidas que sejam práticas, rápidas e sem muito trabalho em sua confecção. Entre as comidas já expostas aqui, que compõem a série COMIDA DE OGUM, temos:

COMIDA DE OGUM - PARTE I - FEIJOADA;
COMIDA DE OGUM - PARTE II - FEIJÃO FRADINHO COM CAMARÃO;
COMIDA DE OGUM - PARTE III - AXOXÔ DE OGUM;
COMIDA DE OGUM - PARTE IV - ERAN PETERÊ;
COMIDA DE OGUM - PARTE V - QUITANDA DE OGUM;
COMIDA DE OGUM - PARTE VI - FAROFA DE FEIJÃO;

Hoje, estamos postando a Sétima Parte desta SÉRIE, falando sobre o FEIJÃO DE OGUM. Vamos lá,

FEIJÃO DE OGUM TORRADO


Ingredientes:

1/2kg de feijão preto
1 coco

Modo de preparo:

Numa panela, frigideira ou tacho, se tiver de ferro melhor ainda. Coloca-se o feijão aos poucos em fogo médio. Com uma colher ou de pau ou de ferro e muita paciência vai se virando o feijão até ele ficar torrado.

Para montar-se o prato, deve-se, enquanto o feijão esfria, ir preparando o coco, cortando-o em fatias finas e sem a casquinha marrom. Ou seja, ele tem de ficar literalmente só a parte branca da fruta.

OBS: Muitas casas, antes de torrar o feijão, colocam o mesmo em molho durante 12 hs antes. Colocando-se diretamente no tacho, já hidratado (inchado). Torrando-se sempre. Mas isso vai de casa pra casa. 

Ao oferecer ao ORIXÁ, espera-se como todas as outras comidas, esfriar. Depositadas num Alguidar onde irá se enfeitar com as fatias de coco.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - SONIA, SÓ HUMILDADE.

A MENSAGEM DO DIA de hoje nos foi enviada por nossa irmã SÔNIA, SÓ HUMILDADE. Ela esta presente sempre em nosso BLOG  e também em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG )

Lembrando que hoje criamos mais uma página em nosso BLOG, relacionada às ERVAS DE OGUM. Espero que estejam gostando do andamento de nosso BLOG, que sem vocês, ele não teria proveito algum. 


VÍDEO AULA - OGUM OPERANDO NA VONTADE DO HOMEM

Esta é mais uma vídeo aula sobre OGUM, com o tema: OGUM OPERANDO SOBRE A VONTADE DO HOMEM

É um tema entre vários da escola de UMBANDA SAGRADA, e que nossa equipe achou conveniente postar aqui no BLOG OLHOS DE OXALÁ, por estar dentro de nossa temática baseada no ORIXÁ OGUM

Ogum Xoroque - na Nação Jeje


Sòhòkwè (lê-se Soroquê) é um vodun filho de Mawu e Lissá, cujo elemento principal é o fogo. Muitas são as dúvidas relacionadas a esse vodun. Devido a mistura de cultos, já explicada em outros tópicos, Sòhòkwè passou a ser aglutinado na cultura yorubá, passando a ser confundido com um dos caminhos de Ògún. 

Segundo o mito yorubá, Ògún Sòhòkè (lê-se Xoroquê) é o Ògún que desceu as montanhas, sendo o senhor das trilhas e do fogo líquido onde, Xòrò deriva do termo yorubá “Sòròrò” ou “Xòròrò” que significa descer ou escorrer e,” òkè” significa montanha. 

Segundo os mais velhos é um Ògún muito arredio, sendo muito coligado ao seu irmão Èsú e tendo todas oferendas e fundamentações com o mesmo. Dizem ainda que essa “qualidade” de Ògún tem muito fundamento com ègún, sendo ele responsável por todos aqueles que desencarnam em acidentes na estrada ou linha férrea. 

Em outras casas, Sòròkè deixou de ser uma qualidade de Ògún e passou a ser um Èsú , com as mesmas características do Ògún Sòròkè porém, sendo fundamentado como qualidade de Èsú e passando a ser cultuado como o mesmo. 

Mas para nós de jeje, Sòhòkwè não é nem Èsú nem Ògún e, sim um vòdún independente, com culto próprio e de características próprias que acabou por ser fundido a cultura desses dois òrísás por ter coisas em comum. 

Isso ocorreu também com outras divindades como Agbé, Aboto, Azansu, Sogbo, Intoto e outos mais que acabaram aglutinados a cultura de outras deidades africanas, talvez por falta de estudos ou fundamentos. Sòhòkwè é o guardião das casas de jeje, onde Sòhò(lê-se sorrô) significa guardião e kwè(lê-se Qüê) significa casa. 

Seu assentamento é fixado ao chão, cravado na terra, ao lado do assentamento do vodun Légbà, vodun Ayizan e do vodun Gú (Ogun). Sòhòkwè não é iniciado na cabeça de nenhum adepto pois o mesmo não incorpora. 

É iniciado apenas na cabeça de ogãs e ekedis e possui a função de manter a ordem dentro das casas de jeje, punindo e cobrando quem as derespeita. 

Sòhòkwè é o caminho formado pela lava após ser expelida do vulcão, possuindo muito fundamento com Badé, Sògbò e outros voduns que moram nos vulcões e que estão ligados ao fogo e também com Oyá. 

Sua cor é o Azul escuro e o vermelho, seu dia da semana a segunda-feira . Geralmente quando aparece um filho rodante com arquétipo de Sòhòkwè geralmente é iniciado para Ogun.

Postagem retirada da Wikipédia.



ENCOMENDA DE LEMBRANCINHAS - OGUM ONIRE

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs). 

Com grande alegria venho expor nesta madrugada, mais um serviço que estamos confeccionando para um de nossos irmãos Jefferson de Ogum, Interlagos - São Paulo,  que entrou em contato conosco através do BLOG BARA LONAN BORDADOS, de nosso colaborador da Equipe de Trabalhos e Oficinas Manuais, Fernando de Odé. 

Hoje o mesmo também é membro de nossa família BLOG OLHOS DE OXALÁ, bem como do nosso perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ) lá do ORKUT. Nos solicitando para sua iniciação no Candomblé as lembrancinhas de OGUM ONIRÊ.

Desta forma, partilho com todos o modelo da lembrancinha dele e os processos em que se encontraram sua encomenda.







Um serviço que já foi criticado por algumas pessoas bem como dos Panos de Prato e Toalhinhas dos Orixás dizendo que não valeria a pena. Mas eu, Pedro de Ogum digo: VALE A PENA SIM. Pois tudo que é feito com amor, o ORIXÁ enxerga. Só acreditar em você mesmo e colocar seu dom em prática. Não esperando a colaboração ou interesse de quem possa ajudá-lo, se não vê interesse em alguém aprender ou te ajudar: FAÇA VOCÊ MESMO

Nossos serviços correspondem ao grau de Obrigação que o FILHO DE SANTO vai completar na sua jornada de fé. Estes que estamos partilhando com vocês são referentes ao processo de INICIAÇÃO. Os modelos para OBRIGAÇÕES de UM, TRÊS e SETE ANOS sucessivamente ficam mais aprimorados conforme o Orixá.

Os valores para quem tiver interesse de fazer sua encomenda se encontram na PÁGINA NOSSOS PRODUTOS. E lá você terá todas as informações necessárias sobre o mesmo. 

Axé.  

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - EKEDI SANDRA DE OYA

Mais uma vez só tenho palavras para agradecer, pela participação de cada um de vocês.

A MENSAGEM DO DIA, nos foi oferecida por nossa irmã EKEDI SANDRA DE OYA, por nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG). Que suas palavras sejam de fato um alento para nosso novo dia. O qual desejamos a vocês, sem excessões, grandes vitórias e realizações grandiosas. 

CONHEÇENDO PROCÓPIO DE OGUM

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Procópio Xavier de Souza (1868-1958) foi alufá e sacerdote de candomblé iniciado por Marcolina da Cidade da Palha, de quem recebeu o nome religioso Ògúnjobí (Aquele que Ògún ajudou a gerar).






Vida Religiosa 

O número de pessoas iniciadas, além da famosa feijoada anual oferecida a Ogum (patrono do terreiro), que mais tarde ficou conhecida como "Feijão do Procópio", bastante contribuíram para o reconhecimento do terreiro. Donald Pierson, cita mesmo uma festa com 208 espectadores no interior da casa, e aproximadamente outros duzentos "que movimentavam-se do lado de fora do barracão"

Outro fator fundamental para o seu reconhecimento foi o fato de ter participado da legitimação da religião dos orixás (do candomblé), durante a perseguição às religiões afro-brasileiras promovida pelas autoridades do Estado Novo. 

No filme Tenda dos Milagres, de Nelson Pereira dos Santos, onde mostra um trecho de sua história, o personagem Procópio d'Ogum é interpretado pelo babalorixá Luís Alves de Assis mais conhecido como "Luís da Muriçoca". 

Nesse período, o Ilê Ogunjá (situado no Baixão, antigo Matatu Grande, em Salvador) foi invadido pela polícia baiana, sob a supervisão do famoso delegado Pedrito Gordo. Procópio foi preso e espancado. O jornalista Antônio Monteiro foi uma das pessoas que ajudou na libertação de Procópio. Tal acontecimento - Caso Pedrito - registrou o nome de Procópio na história popular baiana, chegando mesmo a fazer parte de uma letra de samba de roda: 

“Não gosto de candomblé que é festa de feiticeiro quando a cabeça me doe serei um dos primeiros a sair. Procópio estava na sala esperando o santo chegar quando chegou seu Pedrito dizendo: Procópio passa pra cá uma Galinha que tenha força n’asa e o galo no esporão. Procópio no candomblé Pedrito é no facão.” Como resposta Procópio disse: “Acabe com este santo Pedrito vem aí lá vem cantando ca ô cabieci” — (Alvarenga, 1946, p. 200). 

Esse caso conferiu-lhe notórias citações em obras de ficção. "Tenda dos Milagres", de Jorge Amado, é um bom exemplo. Jorge Amado foi nomeado ogan (protetor) na casa de Procópio, foi o primeiro de seus muitos títulos no candomblé. 

Sobre a feijoada, conta-se: "Um dia Procópio estava comendo em sua casa. Chegou um filho de santo, com quem ele tinha brigado. Então, Procópio manda ele embora com outra briga. Com isso, comete um grande erro para o candomblé: negar comida a um filho de santo. O santo pegou Procópio e falou que ele estava multado. Na semana seguinte, ele deveria fazer uma feijoada no terreiro convidando todo o mundo" (Entrevista realizada com Mãezinha - afilhada de Procópio, por Ricardo Oliveira de Freitas). Colocava-se uma esteira no chão, na ponta da esteira a panela de barro com a feijoada. Todos deveriam, ali, comê-la. Ao tocarem na comida, todas as filhas de santo "caíam no santo". Não era uma feijoada como costumeira, mas uma feijoada com preparos, temperos e carnes especiais. 

Profundo conhecedor das ervas, possuía uma quitanda (herbário) no Gravatá, perto de sua residência. Possuía profunda relação com o terreiro do Alaketu, tendo auxiliado Dona Dionísia (mãe de santo àquela época) na feitura de dezenas de barcos, entre estes o barco da Ialorixá do terreiro, Olga Francisca Régis (Olga de Alaketu) e Tia Delinha d'Ogum (com casa no bairro de Miguel Couto, em Nova Iguaçu), de quem foi Pai Pequeno. 

Eram terreiros irmãos e por isso possuíam casas especiais para abrigar os irmãos da comunidade visitante. Essa parceria entre os dois terreiros fez com que objetos rituais do Terreiro do Alaketu, que estavam em temporada no Ilê Ogunjá, fossem apreendidos pela polícia de Pedrito como peças do terreiro de Procópio, o que comprova a imensa familiaridade entre Procópio e Dionísia Francisca Régis. 

Além da polícia, Procópio d'Ogum também não era aceito por alguns templos religiosos (axés), na Bahia. Era odiado e pejorativamente considerado homossexual, simplesmente porque, segundo esses axés hegemônicos, homem somente poderia ser ogan, e não iniciado para elegun (rodante). No entanto, por ser bastante brigão, impunha respeito à força (Procópio: notório homossexual, segundo o Grupo Atobá.). 

O alufá Procópio faleceu em 1958, com idade ignorada por conta do ano de nascimento ser incerto. O sr. Vicente de Matatu foi quem realizou o cerimonial de Axexê de Procópio. Seu filho adotivo Hélio morreu aos 33 anos de idade, por morte estranha, após abrir as portas do Ilê Ogunjá e mostrar ao público tudo o que lá havia. Todo o enorme espaço sagrado do templo foi invadido e tomado. 

Procópio. Tal acontecimento - caso Pedrito - registrou o nome de Procópio na história popular baiana, chegando mesmo a fazer parte de uma letra de samba-de-roda:

Faleceu em 1958, com idade ignorada (aproximadamente 70 e poucos anos). Entrevista realizada com Mãezinha - afilhada de Procópio

Maria do Nascimento, Mãe Meninazinha d'Oxum, foi iniciada em 1960, na Casa-Grande de Mesquita, por sua avó biológica, Iyá Davina. Sua mãe biológica, Mariazinha de Nanã, teve quinze filhos - todos iniciados na mesma Casa-Grande. Quando engravidou de Meninazinha, o Omolu de Iyá Davina disse que naquela barriga havia uma menina, filha de Oxum, e que seria a herdeira do Axé. Em 18 de agosto de 1937, nascia, assim, Maria do Nascimento - Meninazinha d'Oxum.

A primeira, Waldemira do Nascimento, Mãe Dininha d'Oxossi, fora confirmada ekédi em 1950, na mesma Casa-Grande de Mesquita. Era ekédi do Omolu de Iyá Davina. Mãe Dininha teve duas filhas, que hoje têm papéis importantes no egbé: Mãe Nilce d'Iyansã e Mãe Neide d'Oxaguian (ekédi). A segunda, Djanira do Nasimento, Mãe Dêja, que foi, até o seu falecimento em 1988, a Iyá Kekerê do Ilê Omolu Oxum. Djanira fora inciada por Tia Pequena para Iyansã, em 1951, na Casa-Grande de Mesquita. 


Mãe Dêja teve cinco filhos, que hoje, também ocupam papéis importantes no terreiro: Mãe Lucia d'Omolu, Mãe Hilda (ekédi), Ekedi Zeneide, Ekedi Solange e Ogan Carlinhos. Ekédi Solange casou-se com Ogan Jorge, filho de Mãe Noélia d'Iyansã (iniciada no mesmo barco de Mãe Lúcia d'Omolu), por sua vez, filha de Mãe Angelina d'Ogun, iniciada por Bandanguame, no Terreiro do Bate-Folha, em Salvador - o que, mais uma vez, comprova os vínculos criados entre o povo-do-santo no Brasil.


De seus doze irmãos, apenas, Waldemar do Nascimento, Pai Mado, é vivo. É um dos ogans mais antigos da casa, junto com Pai Wilton (marido de Mãe Nilce d'Iyansã) e Pai Carlinhos (filho biológico de Mãe Dêja). 

Postado por AXE OPO AJAGUNNA.

JUNIOR DE OXALUFÃ, CONVIDA A TODOS PARA INAUGURAÇÃO

Com grande alegria, venho partilhar com todos um convite feito por nosso amigo e particularmente meu grande irmão JUNIOR DE OXALUFÃ. Que com todos os sacrifícios do dia a dia, conquistou mais uma grande vitória na sua vida e também na religiosidade.

A construção do seu Ilê Axé, lá no RIO DE JANEIRO. Esta inauguração não será de abertura e inauguração de mais uma CASA DE CANDOMBLÉ, mas sim uma casa de AXÉ, pelas bençãos de nosso amado PAI OXALÁ.

JUNIOR DE OXALUFÃ é filho de santo de nosso amado e conhecido DOTÉ LUIZ DE IANSÃ, cuja presença no evento esta confirmadíssima.




Venham prestigiar este grande evento a ser mais uma alegria para nosso CANDOMBLÉ. 

BABALORIXÁ ERASMO DE OYA CONVIDA

Com muita alegria e muito respeito, venho partilhar com todos o convite de nosso amado BABALORIXÁ ERASMO DE OYA. Que possui a anos sua casa em CARAPICUÍBA.

Desta forma, não deixe de prestigiar não somente esta casa, mas também o BABALORIXÁ em questão, bem como lembrando que teremos representantes do BLOG OLHOS DE OXALÁ no evento.

AXÉ BORDADOS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá meus (minhas) queridos (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Com grande alegria vejo, a cada dia, mais pessoas não somente visualizando nosso BLOG. Mas também participando. 

Essas participações estão de fato sendo como um orvalho que cai sobre minha fronte a fim de me refrescar de dias de grande calor na alma. Sejam em comentários através deste BLOG. Sejam nas mensagens e sugestões enviadas pelo perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Como também em ligações para minha residência ou no celular, nos parabenizando pelo mesmo. 

Mais uma prova concreta disto é o interesse cada vez maior em divulgar seus serviços voltados ao CANDOMBLÉ, seja ele através de uma loja, ou a confecção de uma roupa ou adês. Enfim o importante é estarem colaborando conosco. E o melhor de tudo sem fins lucrativos.

Desta forma, venho partilhar com todos vocês mais uma divulgação dos serviços prestados por mais alguns irmãos nossos de religiosidade. Estou falando do AXÉ BORDADOS. Vejam pelas fotos abaixo e por seus contatos como é a melhor forma de entrar em contato com eles.








quarta-feira, 11 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA

A mensagem do dia de hoje, nos foi enviada através do perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), no ORKUT, por nossa irmã e visitante assídua do nosso BLOG, SARA DE OXAGUIÃ

Que suas palavras e as bençãos de OXAGUIÃ, possam nos atingir a todos, nos dando força nas adversidades e sabedoria ao lidar com os obstáculos da vida. Axé.

BABALORIXÁ AILTON D' OGUM - BAIXADA SANTISTA


Filho de ogum, foi iniciado em Salvador no Ilê Axé Omide. Tomei seus 7 anos com Pai Milton de Oxosse. 

Neto de Pai Paulo da Pavuna, mas não deu certo, tomando outro caminho, onde respeita-o muito. Com um Axé forte de pessoas sérias. Tomou seus 14 anos com uma grande pessoa Pai Pérsio de Xango onde quiz ficar na mesma raiz, o Axé Oxumarê que acresentou Axé Muritiba de Pai Nézinho, e onde o meu pai tomou suas obrigações no Gantois. 
 
Portanto é fruto de três casas, mas de verdade queria muito conhecer seu avô Paulo da Pavuna onde peço a sua benção. Sua irmã é Iya lasé e o seu irmão Axogum de Ogum.