terça-feira, 3 de abril de 2012

MAE ANA DE OGUM - UM EXEMPLO DE AMOR


Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana de Ogum, filha-de-santo de Mãe Simplícia de Ogun da Casa de Oxumare, Iyálorixá do Candomblé Ilê Axé Oju Onirê localizado no Parque Jacarandá – Taboão da Serra, São Paulo. 

Iniciada para o culto aos Orixás (Candomblé) em 24 de maio de 1960, aos 16 anos de idade. Se aprofundando e mantendo viva a tradição do candomblé, iniciou e ainda inicia inúmeras pessoas, ostenta em sua trajetória de vida vários prêmios e louvores religiosos, sociais, e preza pela harmonia e boa conduta na religião que se tornou parte integral de sua vida.

No ano de 2010, completou 50 anos de iniciação (Odum Adotá), juntamente com suas irmãs de barco: Elza de Oxóssi, Walquíria de Oxum e Beth de Oxalá. Motivo de muita festa e celebração no Axé Oxumaré. M

Mãe Ana De Ogum Sacerdotiza do Candomble de Ketu, fala em vídeo sobre sua fé, sobre os nossos segredos na simplicidade de quem tem uma sabedoria que espapalhou pelo Brasil. São Mulheres assim que ajudam este mundo a ser um lugar melhor, pois transmitem paz espernaça e fé.




MÃE ANA RECEBE PRÊMIO "MAMMA AFRICA"


O III Prêmio África Brasil, evento internacional criado e realizado pelo Centro Cultural Africano, que homenageia personalidades, empresas e governos que se destacaram com projetos e ações sociais e contribuíram na inclusão sócio-cultural e ambiental sustentável dos afros descendentes.

Em sua terceira edição, entre os laureados que receberam o troféu “Mamma África”, foi homenageada um ícone dentro do candomblé: Mãe Ana de Ogun.

A cerimônia de premiação realizada no dia 24 de maio, data que antecede a comemoração da Independência da África, no Four Plus Hotel, em São Paulo, também foi marcada por ser o dia do Odu da Iyalorixá homenageada. Junto de suas irmãs de Barco (que foram convidadas especiais): Iyá Beth de Oxalá e Iyá Walquiria de Oxum ,dona Ana recebeu o prêmio na categoria Religião.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM


Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, briguentas e impulsivas e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. 

Incapazes de perdoarem as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que nos momentos difíceis triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo dos comportamentos. 

Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhes prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas. Arquétipo:impetuosos, autoritários, cautelosos, trabalhadores, desconfiados e um pouco egoístas. 

São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. 

Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. São conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. 



Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande. 

Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor. 

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas. 

As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos. 

Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs. para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. 



Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor. 

A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. 

Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. 

Adapta-se facilmente em qualquer lugar.Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra. 

Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas. 

É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos. 

Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações fixas, mas sim superficiais e rápidas. 

CONHECENDO MAIS O ORIXÁ OGUM - PARTE III

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs). 

Mais uma vez aqui estamos dando continuidade ao Estudo que nos propomos a fazer sobre este ORIXÁ DO FERRO. O primeiro que entra na ordem do XIRÊ. Aquele que abre os caminhos, que quebra todas as demandas. Aquele que forja o Ferro, criando armas, utensílios para uso individual ou coletivo. O mesmo que criou todas as armas dos outros ORIXÁS. 

Desta forma, desejo que a continuação deste Estudo possa ser um motivo a mais para acrescentar em nossa devoção a este ORIXÁ, bem como uma forma de apoiar nele nossa confiança, nas horas de adversidade e necessidades de batalhas. 

Ogum 


Governa o ferro, a metalurgia, a guerra. È o dono dos caminhos, da tecnologia e das oportunidades de realização pessoal. Foi, num tempo arcaico, o orixá da agricultura, da caça e da pesca, atividades essenciais à vida dos antigos. 

Assim, ele é muito próximo de Oxóssi ou Odé e outros orixás caçadores, como Erinlé ou Ibualama, Logun Edé e Otim, que são os donos da vegetação e da fauna, detendo a chave da sobrevivência do homem através do trabalho. Orixá Oco divide com Ogum o patronato da agricultura, mas foi esquecido no Brasil, provavelmente porque aqui o candomblé se formou como religião urbana.



Ogum dá aos homens o segredo do ferro




Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.



Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área da lavoura. Ossaim, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem-sucedido. Do mesmo modo que Ossaim, todos os outros orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogum, que conhecia o segredo do ferro, foi até a mata e limpou o terreno.

Os orixás, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão. Ogum respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os orixás invejavam Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só a agricultura, como a caça e até mesmo a guerra.

Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber o segredo do ferro, mas ela mantinha o segredo só para si. Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogum aceitou a proposta. 

Os humanos também vieram a Ogum Pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua lança de ferro.

Mas apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. 

Ogum se decepcionou com os orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora diziam que não era digno de governá-los. Então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da árvore de acocô e lá permaneceu.


Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. 
Todo mês de dezembro, celebram a festa de Iudê-Ogum. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre.             



Obs. Mariô é a folha da palmeira do dendê (usada por Ogum para cobrir seu corpo e defender-se de insetos; foi usada nas casas como um símbolo de proteção. Muito presente em sua festa).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PAI KLEBER DE OGUM FALANDO SOBRE OGUM

Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Com grande alegria, esforço, veneração e adoração, dedicação estamos nos aplicando a postar para todos vocês uma seqüência agradável sobre o ORIXÁ OGUM, o qual dedicamos este mês. Lembrando é claro que como prometemos ainda vamos abordar neste mês também algo sobre o ORIXÁ OXÓSSI. Irmão de Ogum, o qual muitas  vezes e quase sempre caminham juntos. 

Desta forma, iremos apresentar depoimentos de algumas pessoas filhas deste orixá, bem como postar fotos de muitos amigos nossos do PERFIL OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) para não somente homenagear o nosso tão amado ORIXÁ OGUM, bem como homenagear estas pessoas queridas que em tão pouco tem se tornado nossas amigas. 

Um grande abraço a todos e meus sinceros respeitos. 

Desta forma, estamos postando esta explanação feita por PAI KLEBER DE OGUM, que com dedicação e esforço tem sempre procurado levar o nosso amado CANDOMBLÉ a todos aqueles que buscam de fato uma religiosidade pura, limpa e concreta. 

PERFIL DE MÃE SIMPLÍCIA DE OGUM


Esta postagem foi enviada através de meu email particular por meu amigo FERNANDO DE OXAGUIAN. Espero que possam gostar e contribuir ainda mais para o conhecimento de cada um de nós. 

Mãe Simplícia, uma guerreira!!! 


Na época, em que Mãe Simplícia esteva à frente... da Casa de Òsùmàrè, Getúlio Vargas já havia editado o Decreto-Lei 1.202, no qual ficava proibido o embargo sobre o exercício da religião do candomblé no Brasil. A partir da edição deste decreto-lei, cultuar os Òrìsà deixou de ser considerada atividade criminosa. Aos Africanos e afro descendentes ficou assegurado o direito à liberdade de professarem sua fé.


Mas, infelizmente, não foi bem assim. A repressão e intolerância ao candomblé, em verdade havia se organizado. Para realizar as cerimônias religiosas, os terreiros precisavam pedir autorização e requerer um alvará de funcionamento na Delegacia de Jogos e Costumes, pagando taxas impostas para expedição deste documento.

O alvará de nada adiantava, não oferecia nenhum tipo de proteção, os terreiros continuaram a ser invadidos pela polícia que se tornava cada vez mais violenta. Os praticantes do candomblé continuaram a receber ordem de prisão, sofriam as mais diversas formas de intimidação, a citar como exemplo: autuados eram obrigados a carregar os seus atabaques na cabeça e caminhar até a delegacia.

Embora a Casa de Òsùmàrè já não fosse mais vítima dessas tais batidas policiais, Mãe Simplícia continuava indignada com o sofrimento dos povos de religiões de matrizes africanas, e tomou para si esta luta. E assim, começou sua jornada em defesa da liberdade religiosa.

Neste sentido, seu primeiro passo aconteceu em 1952, no inicio de sua gestão na Casa de Òsùmàrè. O carisma que lhe distinguia proporcionava manter relações influentes. Assim, tomou conhecimento que o presidente Getúlio Vargas, juntamente com o governador Régis Pacheco, o senador Assis Chateubriand, o vice-presidente Café Filho iriam inaugurar o Grande Hotel Caldas do Cipó, no sertão da Bahia. 

Diante desta informação, articulou-se para realizar a recepção para o presidente e sua comitiva, com o intuito de denunciar a releitura da inquisição contra o Candomblé promovido pela polícia baiana da época.

Nesta recepção, realizada aos 24 junho de 1952, Mãe Simplícia conseguiu a esperada conversa com o presidente e denunciou os horrores que os povos de religiões de matrizes africanas ainda sofriam, reivindicando, assim, os direitos de liberação dos cultos, conforme o decreto por ele sancionado.
Uma ação que contribuiu para mudar o cenário vivido na época pelo povo de santo.


De: Casa de Oxumarê 

Mãe Simplícia de Ogum, Simpliciana da Encarnação, Ogum Dekisi, (1922 - 1967), era filha carnal de Maria das Neves da Conceição (Oyá Biyi), foi Ialorixá do Candomblé Ilê Axé Oxumarê no local antigamente chamado de Mata Escura, bairro da Federação, Salvador, Bahia.

Em 1936 aos 14 anos foi iniciada por Mãe Cotinha de Yewá que depois se tornou sua cunhada por seu casamento com Hilário Bispo dos Santos (Vovô Hilário), irmão de Mãe Cotinha.

Em 1954 aos 38 anos com o falecimento de Mãe Francelina de Ogum, tomou posse como Ialorixá da Casa de Oxumarê.

Teve cinco filhos: Jutaí Bispo dos Santos, Tânia Maria Bispo da Encarnação, Nilton Bispo dos Santos, Nilzete Austriquiliano da Encarnação e Erenilton Bispo dos Santos, todos iniciados na Casa de Oxumarê.

Descendentes de Mãe Simplícia
Iniciou quarenta e quatro Yawôs: Filhinha de Ogum (Dofona Deusuíta), Leonor de Oxumarê, Elza de Oxóssi, Ana de Ogum, Walquiria de Oxum, Nilza de Ogum, Dó de Ossayin, Cotinha de Oxalá, Deusuíta de Omulu, Pai Pérsio de Xangô, Ana Laura de Ogum, Duzinha de Nanã, Bentinha de Ogun, Rosinha de Obaluaiyê, Zezé de Obaluaiyê, Doroti de Yansan, Ekeji Angelina de Oxóssi.

CONHECENDO MAIS O ORIXÁ OGUM - PARTE II


Ogum (do iorubá Ògún) como personagem histórico, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que lutou sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, trouxe sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, (Rei de Irê). 


Entretanto, Ogum nunca chegou a usar a coroa (adé), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de miçangas que dissimulava o rosto e é o emblema de realeza para os iorubás. Usava um simples diadema, chamado àkòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nome de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no Brasil e em Cuba. Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà e foi regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego. 

Ogum no Brasil é sobretudo o orixá dos guerreiros e dos ferreiros. Perdeu a posição de protetor dos agricultores, pois os escravos, nos séculos anteriores, não possuíam interesse pessoal na abundância e na qualidade das colheitas e não procuravam sua proteção neste domínio. Isso explica, igualmente, pouco a pouco que os iorubas, escravos no Brasil, deram ao Òrişà Oko, cujo culto continuou popular na África. Como deus dos caçadores, Ogum foi substituído por Oxóssi, trazido à Bahia pólos africanos de Keto, fundadores dos primeiros candomblés desta cidade.


As pessoas consagradas a Ogum usam colares de contas de vidro azul-escuro e, algumas vezes, verde. Terça feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Como na África, ele é representado por sete instrumentos de ferro, pendurados em uma haste do mesmo metal, e por franjas de folhas de dendezeiro desfiadas, chamadas màrìwò que, penduradas acima das portas e janelas de uma casa ou à entrada dos caminhos, representam proteção e barreiras contra as más influências. Seu nome é sempre mencionado por ocasião de sacrifícios dedicados aos diversos orixás no momento em que a cabeça do animal é decepada com uma faca – da qual ele é o senhor. 


É também o primeiro a ser saudado depois que Exú é despachado. Quando Ogum se manifesta no corpo em transe de seus iniciados, dança com ar marcial, agitando sua espada e procurando um adversário para golpear. É, então, saudado com gritos de “Ogum ieee!” (“Olá, Ogum!”). É sempre Ogum quem desfila na frente, “abrindo caminho” para os outros orixás, quando eles entram no barracão nos dias de festa, manifestados e vestidos com suas roupas simbólicas. 


O adarrum é o ritmo característico de Ogum. É um ritmo “quente”, rápido e contínuo e que lembra o galope frenético de um cavalo. É um ritmo executável pelos atabaques apenas, sem canto. 

Ogum dança vestido com suas roupas de azul profundo, de capacete e empunhando um facão, numa dança cheia de movimentos rápidos, “abrindo os caminhos” e “guerreando” com vigor. 

As comidas cerimoniais a ele oferecidas costumam ser simples, preferencialmente secas, sem molhos elaborados, feitas com o mínimo de ingredientes para estar prontas rapidamente, sem necessidade de empregados e panelas – comiida de soldado ou viajante. Seu prato por excelência é o inhame assado, acompanhado de feijão-fradinho rapidamente torrado diretamente no fogo.

Na Bahia, Ogum foi sincretizado com Santo Antônio de Pádua, por uma tradição peculiar à cidade de Salvador. Em 1595 uma imagem sua foi maltratada por protestantes. Estes foram capturados e viram dar à praia a imagem, que tinham jogado ao mar. Pela vitória contra os inimigos luteranos, o santo foi alistado no Forte da Barra, com direito a soldo. Em 1705, foi promovido a capitão e, na II Guerra Mundial, a major. No Rio de Janeiro e demais estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil é sincretizado com São Jorge e, em Cuba, com São João Batista e São Pedro.



domingo, 1 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA

A mensagem do dia de hoje veio do FERNANDO DE OXUM. Um grande amigo que também faz parte do peril do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que suas palavras possam ser de encontro a cada um de vocês no começo deste mês. 



DUAS LENDAS DE OGUM EM VIDEO

Como é de conhecimento de todos OGUM possui uma vasta série de lendas a seu respeito. Mas entre elas achei mais conveniente partilhar duas das mais importantes. Lembrando que muitas vezes uma simples leitura pode tornar-se cansativa e como bom filho de OGUM que sou, prefiro a praticidade. 

Sendo assim, lembrando que hoje é DOMINGO, nada melhor que assistir dois pequenos vídeos sobre estas lendas. Sabendo que conforme os métodos PEDAGÓGICOS, assistir um bom filme muitas vezes nos faz guardar mais alguns fatos importantes do que meramente uma simples leitura. Espero que gostem. 


CONHECENDO MAIS O ORIXÁ OGUM

OGUM



Ogum é o orixá mais importante da cultura afro-brasileira. Filho de Oduduá e Iemanjá, no Brasil identifica-se como São Jorge (daí a fama de santo guerreiro). Seu ambiente preferido é qualquer lugar ao ar livre. Com muita determinação, vence qualquer combate. Também é o senhor das guerras e protege militares, os combatentes,além de todos os profissionais ligados ao ferro, como serralheiros e metalúrgicos. Os lavradores também recebem a forte proteção de Ogum.

Todos os filhos deste orixá são guerreiros e lutam por liberdade e independência. Gostam de se divertir e rejeitam qualquer atividade que os faça ficar parados por muito tempo. São amantes das viagens e paisagens. Às vezes egoístas e briguentos, amam cegamente quando se entregam de verdade.

É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos.

OGUM É UM ORIXÁ

Para falarmos melhor sobre este Orixá vamos fazer uma explanação quanto a Umbanda e sobre o Candomblé a fim de atingirmos as duas realidades sem ofender a nenhuma ou deixar algo para trás afinal OGUM é um Orixá que vai a frente de tudo e todos em prol de abrir todos os nossos caminhos.

NA REALIDADE DA UMBANDA


Costumeiramente associação à Guerra e ao fogo. Sendo geralmente representado sob a figura de um guerreiro, Ogum estabelece um arquétipo de luta e conquista aos que se dedicam à sua adoração. Seu grau de importância é tamanho, pois ele é o Orixá que possui maior proximidade com seres humanos depois de Exú. Conhecedor de segredos, ele sabe muito bem como fabricar os instrumentos necessários para a batalha e para o trabalho com a terra. 

Por conta destas habilidades, observamos que as várias representações ou qualidades dessa divindade, costumam colocá-lo empunhando uma espada, uma enxada ou uma pá. De acordo com a mitologia africana, Ogum era filho do Rei Odudua, fundador da cidade de Ifé. Apesar de viver os privilégios de um príncipe, Ogum, era uma figura bastante inquieta e gostava muito de representar o seu Pai nas lutas em conquistas de novos territórios. Logo assim, ele se tornou uma divindade que inspira a constante tomada de atitudes. 

Nas várias descrições que tentam falar sobre OGUM, percebemos que o mesmo aglomera um claro universo de comportamentos impulsivos e, ao mesmo tempo, pragmáticos. Ao mesmo tempo em que luta com bravura e se entrega ao amor intensamente, Ogum é também bastante reconhecido pelo seu gosto, pela presença dos amigos e alegria de viver. 

Apesar de ser tão temperamental como seu irmão, Orixá Exú, este não possui a mesma sagacidade e malícia. 

As oferendas dedicadas ao Orixá Ogum são costumeiramente organizadas durante as Terças-feiras, dia em que é feita a sua consagração. Praticamente todas as danças que envolvem a figura deste Orixá são marcadas por gestos de lutas. Além disso, os alimentos que são elaborados para suas oferendas não possuem uma preparação muito complexa. No ritual Jeje, Ogum, é equivalente ao Vodum Doçu. 

Já entre os praticantes do rito Angola, esse mesmo Orixá é conhecido como Roxo Mukambê ou Incoce. 

Em terras brasileiras, OGUM acabou sendo associado à história dos vários Santos Guerreiros que integram o Cristianismo. Nessa situação sincrética, acabou sendo relacionado à Imagem de São Jorge, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Essa aproximação, pode ser historicamente, reconhecida na Guerra do Paraguai, quando vários negros participantes do conflito professaram que a vitória na batalha de Humaitá teria sido fruto da proteção do Santo que simboliza o Orixá.

NA REALIDADE DO CANDOMBLÉ


Orixá do ferro e da guerra, assim é apontado historicamente OGUM, o filho mais velho de Deus ODUDUWÁ, o criador da existência. Que em sua dança faz passos que lembram lutas durante uma guerra, é seguro, amigo, paternal e um grande companheiro.  

OGUM é líder, centralizador do poder, hábil e estrategista, o que garante aos seus filhos uma existência de muitas conquistas, longe de acomodações. Quase sempre, seus filhos fazem participação ativa em lutas sociais, políticas e estruturais, podendo ser em casa com a família, no bairro, na cidade ou no país. 

Este Orixá é um grande conselheiro nos momentos em que temos de escolher caminhos. Ele também esta ligado ao mistério das árvores e a OXALÁ. O seu assentamento está ao pé de um Igí-uyeuè (cajazeira), no Brasil, onde um Adàn, Akôko ou Àràbá na Nigéria e no Daomé, e rodeado por uma cerca de Peregun. Podendo também, ficar ao pé do Igí-òpé, cujo tronco simbolize a matéria individualizada dos fun-fun (Orixás do Branco particularmente OXALÁ), que as folhas brotadas sobre os ramos ou troncos, simbolizam descendentes e que o Màrìwò é a representação mais simbólica de OGUM

Quando se trata de arquétipo, o Orixá OGUM, tem a sua imagem assimilada a de um soldado. Os filhos de OGUM normalmente se utilizam de instrumentos de ferro e aço, como: ferreiro, cirurgião, mecânico, agricultores, caçadores, açougueiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, escultores e etc, para sobreviver. 

OGUM representa a grande conquista da civilização romana, consolidada na Idade do Ferro e até hoje acompanha as nossas vidas por conta dos avanços modernos trazidos pela tecnologia. Ainda quando relacionando aos homens, OGUM é o Orixá regente dos "Caminhos". Ele sempre nos guia também nas questões relacionadas a trabalhos e oportunidades. 

De personalidade violenta, obstinada, constante, viril, disciplinada e rígida, OGUM é irmão do Orixá Exú. Segundo a tradição africana, Ogum usava o título de ONIRÉ (Rei de Irê), por si apossar da cidade de Irê, matando seu rei. Ele também usava um diadema, chamada Àcòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de OGUM ONIRÉ e OGUM ALÁ ÀKÒRÓ, inclusive aqui no Brasil, tradição trazida pelos descendentes dos IORUBÁS

OGUM é único, mas, em Irê, diz-se que Ele é composto de sete partes. OGUM MÈJEJE LÓÒDE IRÊ, frase que faz alusão às sete aldeias, hoje desaparecidas, que existiram envolta de Irê. O número 7 é associado à OGUM e representado nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de 7, 14 ou 21, pendurados em uma aste horizontal, também de ferro: Lança, Espada, Enxada, Torquês, Facão, Ponta de Flexa e Enxó, simbolo de suas atividades. 

Sua cor é o azul escuro, é o primeiro Orixá a ser saudado depois de Exú no Xirê. É sempre OGUM que desfila na frente, "ABRINDO CAMINHO" para os outros orixás o que mais uma vez indica sua função de abrir caminhos assim que entra no Ilê. Sua saudação é - "PATAKORI OGUNHÊ!". Seu dia da semana é a Terça-feira e as suas comidas são: Feijão preto (feijoada), Inhame assado.

MÊS DE ABRIL - MÊS DE OGUM

Motumbá meus (minhas) queridos (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

É uma grande alegria pra mim, neste Domingo, mesmo sendo dia 01/04, mais conhecido como Dia da Mentira, para dar início a todo um estudo, na verdade vejo como devoção particular minha, pelo fato de ser filho deste tão belo Orixá. Que vai a frente de todos nós, com sua espada no punho, abrindo todos os caminhos. Estou me referindo a nosso PAI OGUM.



Desta forma dou início a esta postagem convidando a todos vocês a não deixarem de acompanhar a seqüência dos assuntos. Lembrando que pelo motivo de muitas casas estarem dedicando seu tempo litúrgico a este ORIXÁ poderoso, o SENHOR DO FERRO. Vou lembrar que pelo mesmo motivo irei abordar de forma bem interessante outro Orixá que comemora-se na maioria das casas junto com as festividades de OGUM. Estou me referindo a OXÓSSI, o SENHOR DA CAÇA E DA FARTURA



Espero que gostem de todo o andamento das postagens. Lembrando que daremos início em OGUM  e terminaremos estas postagens em OXÓSSI. 

sábado, 31 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Uma mensagem enviada por nossa amiga MAGA, do perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que estas palavras sejam um novo linear para nosso dia. 

SÉRIE POVO DE SANTO

Motumbá meus queridos (as) amigos (as)

Com grande alegria hoje estamos encerrando a primeira parte de uma longa jornada, chamada CANDOMBLÉ. A quem acompanhou eu só posso dizer de fato, OBRIGADO!

Mas assim como nossa vida é cheia de Ciclos que se abrem e que terminam hoje estamos fechando este mesmo ciclo buscando fechá-lo com chave de ouro. E para isso estou postando com alegria esta série que pra muitos conhecidíssima e para outros nem ainda a viram.

Estou me referindo a SÉRIE POVO DE SANTO, que vem a ser uma série de depoimentos de muitos Babalorixás e Yalorixás. Alguns até nem conhecidos por muitos iniciantes desta nova geração, mas que estas pessoas são de fato verdadeiros exemplos entre os mais antigos de nossa religiosidade. Espero que curtam.







OS ORIXÁS, O CANDOMBLÉ E O CRISTIANISMO E OS TEMPLOS


Os Orixás

Na Mitologia Yorubá, Olorum é o Deus supremo do povo Yorubá, que criou as divindades chamadas Orixá para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses.

Os Orixás/Inkices/Voduns são arquétipos de uma atividade ou função e representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, tais como as águas, o vento, as florestas, os raios, etc.

Cada Orixá tem um dia da semana a ele consagrado, por isso a grande quantidade de baianos vestidos de branco nas sextas feiras, pois sexta-feira é dia de Oxalá, a divindade da Criação e o branco é a sua cor. Oxalá é sincretizado com Nosso Senhor do Bonfim, padroeiro da cidade de Salvador.

Eles recebem homenagens regulares, com oferendas de comidas, ervas, minerais, cânticos, danças e roupas especiais.

Candomblé e Cristianismo

No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usavam como camuflagem, um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos.

Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagãs como os Orixás.

Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.

Templos

Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista.

Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo Babalorixá (Babalorixá, ou Baba, é um sacerdote e chefe de um Terreiro de Candomblé) ou Iyalorixá (Yalorixá ou Iyá ou ainda Yalaorixá é uma sacerdotisa e chefe de um terreiro de Candomblé Ketu) dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente.

Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consangüíneos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.

Casas grandes, que são organizadas tendo uma hierarquia rígida, não são de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.

Existem também as Casas de linhagem matriarcal (só mulheres), que assumem a liderança da casa como Iyalorixá.

A progressão na hierarquia é voltada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma Iyalorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas no Brasil que completaram 100 anos.

Também é denominado candomblé o templo em que são realizados os ritos e cerimônias.

A visita ao candomblé, como a qualquer outro templo religioso deve ser feita com seriedade e respeito, seguindo-se algumas regras básicas: não trajar bermuda ou roupa de banho; não tirar fotos, gravar ou filmar os cultos.



O QUE É ORIXÁ?


Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza.

Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.

Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande pai. Pai esse conhecido por nós como "Ólorum" ou Olodumaré (Deus supremo).

No Brasil, erroneamente,  diz-se que Oxalá é o pai maior. Na verdade, Oxalá é um dos mais velhos, Orixá Fun-Fun*. Orixalá por ser sincretizado no Brasil com Jesus Cristo, é cultuado como  "Orixá maior",  no Brasil o mais respeitado e o mais velho entre os Orixás.

A grande maioria das nações africanas, anterior a era cristã, conheciam a existência de Ólorun como grande criador, ser fundamental. Acreditamos que nosso Deus "é o todo". E o todo é a natureza e seus integrantes, (animais, vegetais, homens, planetas, etc.)



Nota: Olorum está acima da vaidade pessoal e de religiões que buscam sempre monopolizar o seu poder.

Nosso Deus jamais pune seus filhos tão pouco condena-os a fogueira eterna, também nunca os entregou ao seu maior inimigo (Satanás) após cometer erros divinos chamado de pecados eternos, nosso Deus não destrói países e não aniquila civilizações de filhos amados por ciúmes quando não adorado, amado ou seguido. 
Como Pai, jamais deixaria de perdoar meus filhos, tão pouco condená-los-ia ao extermínio por erros que cometem ou possam cometer. O verdadeiro pai perdoa, ensina, ama e protege seus filhos. Portanto nosso Deus é um pai mais perfeito que qualquer outro pai.

Como já havíamos comentado, nosso panteão nada mais é que a junção das energias de todo os elementos da natureza, cada elemento e força da natureza é por nós, representada por um Orixá. 


Aprendemos a sentir e manipular essas energias individualmente através de cada Orixá, os seguidores iniciados (Iyawôs) sobre a influência de um Orixá, específico,detém mais energia do seu influente que os filhos de outros Orixás.

Exemplo: Os filhos de Ossain possuem mais energia voltada para as curas e plantas, do que os filhos de Ogun, que possuem por sua vez, mais energia voltada às armas, metais, ferramentas, etc.


Em resumo, quase todos os Orixás tiveram uma curta passagem pelo nosso mundo, sendo muitos ancestrais divinizados que após fatos heróicos ou divinos, e por possuírem energia extrema, maior que a capacidade humana poderia suportar, encantaram-se e/ou retornaram ao Orun (céu), deixando para nós, segredos e ensinamentos, encurtando a ligação do material ao espiritual. 
Ligação essa, que nós preservamos e usamos não só para nós, mas também para as pessoas que nos procuram, mesmo sem ter ligações diretas com a religião. Essas ligações são em sua grande maioria revelados por IFÁ, cujo veremos na parte relacionado aos  odus.

Em nossa religião, é fundamental a integração com a natureza, pois quanto maior o contato com a natureza, maior será seu desenvolvimento, sua energia, seu Asé e portanto, maior será o cordão (elo) de ligação com seu Orixá aproximando mais de Olorum (Deus criador/construtor de todo o universo).

Orixá significa também o caminho que nos guia em determinados pontos de nossas vidas, caminhos revelados por Ifá onde se faz necessário o devido culto para que os que dele pertencem seguir e equilibrar sua energia durante o tempo que permanecerá no Aiye (terra).

Entre todos os Orixás, salientamos o de maior e incontestável importância que é ORI, seu Deus pessoal, sua identidade, sua consciência viva e presente, que antes de tudo deve ser muito bem cuidada, alimentada  e equilibrada para que se possa ter a consciência e o equilíbrio mental para possuir ou ser conduzido na Energia pura de Orixá.

(Nota: quando nos referirmos a Ifá/Iyami, a fim de não criar confusões, pedimos que visitem o nosso portal Matriz Afro para ter esclarecimentos mais abrangentes e técnicos sobre a senioridade e Cronologia)

sexta-feira, 30 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

A MENSAGEM DO DIA de hoje, nos foi enviada pelo nosso amigo PÁSSARO DE FOGO. No perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) no ORKUT. Muito obrigado pela participação de todos neste sentido. Pelas palavras que me enviam falando sobre como o nosso tão simples BLOG tem colaborado em muito nas suas vidas e por ver todos os dias mais pessoas se adicionando neste PERFIL DO ORKUT a fim de manter contato conosco, criando laços de amizade, carinho e respeito.  

FILHOS DO AXÉ

Muitas vezes, não sabemos como entender o que acontece conosco para adentrarmos no mundo do CANDOMBLÉ ou até mesmo da UMBANDA SAGRADA

Muitos dentre nós, já foram Católicos Apostólicos Romanos, como muitos exemplos que já mencionamos aqui. Tomo como maior exemplo desta realidade: MAKOTA VALDINA. Que além de ter sido descendente de uma família literalmente cristã, era praticante assídua das missas, de novenas, foi catequista e hoje é uma das personalidades do CANDOMBLÉ, com seu posto de MAKOTA ( Ekedi).

Outros entre nós foram até PROTESTANTES, BUDISTAS, provenientes das mais vastas realidades, até mesmo ATEUS. E hoje pela força dos ORIXÁS, são de fato pessoas de supra importância no CANDOMBLÉ

Outros ainda possuíram uma grande realidade de vida comum em várias pessoas. Quantos entre nós antes de entrar para a RELIGIOSIDADE não tinham graves problemas de saúde? Quantos até viam e ouviam coisas, muitas vezes até tidos como loucos? Pois é cada um de nós tem de fato uma história sobre nosso chamado à religiosidade seja do CANDOMBLÉ, bem como à UMBANDA SAGRADA

Já que estou abordando esta realidade, inserida neste tema, partilho com todos vocês um vídeo que mesmo dividido em três partes, fala muito para todos nós. Mesmo o exemplo dado neste vídeo não ser de fato ligado a cada um de nós. Ele nos faz diretamente relembrar o dia em que nos inserimos nesta realidade religiosa e que nos faz FELIZ E COMPLETOS por ser do Axé. 




Espero que tenham gostado e que este possa ter ajudado a muitos a entender melhor o seu chamado. Bem como aos mais antigos e já pertencentes à religiosidade possam ter se relembrado do seu início de caminhada. Pois afinal: Recordar é viver.