segunda-feira, 2 de abril de 2012

CONHECENDO MAIS O ORIXÁ OGUM - PARTE II


Ogum (do iorubá Ògún) como personagem histórico, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que lutou sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, trouxe sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, (Rei de Irê). 


Entretanto, Ogum nunca chegou a usar a coroa (adé), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de miçangas que dissimulava o rosto e é o emblema de realeza para os iorubás. Usava um simples diadema, chamado àkòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nome de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no Brasil e em Cuba. Ogum teria sido o mais enérgico dos filhos de Odùduà e foi regente do reino de Ifé quando Odùduà ficou temporariamente cego. 

Ogum no Brasil é sobretudo o orixá dos guerreiros e dos ferreiros. Perdeu a posição de protetor dos agricultores, pois os escravos, nos séculos anteriores, não possuíam interesse pessoal na abundância e na qualidade das colheitas e não procuravam sua proteção neste domínio. Isso explica, igualmente, pouco a pouco que os iorubas, escravos no Brasil, deram ao Òrişà Oko, cujo culto continuou popular na África. Como deus dos caçadores, Ogum foi substituído por Oxóssi, trazido à Bahia pólos africanos de Keto, fundadores dos primeiros candomblés desta cidade.


As pessoas consagradas a Ogum usam colares de contas de vidro azul-escuro e, algumas vezes, verde. Terça feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Como na África, ele é representado por sete instrumentos de ferro, pendurados em uma haste do mesmo metal, e por franjas de folhas de dendezeiro desfiadas, chamadas màrìwò que, penduradas acima das portas e janelas de uma casa ou à entrada dos caminhos, representam proteção e barreiras contra as más influências. Seu nome é sempre mencionado por ocasião de sacrifícios dedicados aos diversos orixás no momento em que a cabeça do animal é decepada com uma faca – da qual ele é o senhor. 


É também o primeiro a ser saudado depois que Exú é despachado. Quando Ogum se manifesta no corpo em transe de seus iniciados, dança com ar marcial, agitando sua espada e procurando um adversário para golpear. É, então, saudado com gritos de “Ogum ieee!” (“Olá, Ogum!”). É sempre Ogum quem desfila na frente, “abrindo caminho” para os outros orixás, quando eles entram no barracão nos dias de festa, manifestados e vestidos com suas roupas simbólicas. 


O adarrum é o ritmo característico de Ogum. É um ritmo “quente”, rápido e contínuo e que lembra o galope frenético de um cavalo. É um ritmo executável pelos atabaques apenas, sem canto. 

Ogum dança vestido com suas roupas de azul profundo, de capacete e empunhando um facão, numa dança cheia de movimentos rápidos, “abrindo os caminhos” e “guerreando” com vigor. 

As comidas cerimoniais a ele oferecidas costumam ser simples, preferencialmente secas, sem molhos elaborados, feitas com o mínimo de ingredientes para estar prontas rapidamente, sem necessidade de empregados e panelas – comiida de soldado ou viajante. Seu prato por excelência é o inhame assado, acompanhado de feijão-fradinho rapidamente torrado diretamente no fogo.

Na Bahia, Ogum foi sincretizado com Santo Antônio de Pádua, por uma tradição peculiar à cidade de Salvador. Em 1595 uma imagem sua foi maltratada por protestantes. Estes foram capturados e viram dar à praia a imagem, que tinham jogado ao mar. Pela vitória contra os inimigos luteranos, o santo foi alistado no Forte da Barra, com direito a soldo. Em 1705, foi promovido a capitão e, na II Guerra Mundial, a major. No Rio de Janeiro e demais estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil é sincretizado com São Jorge e, em Cuba, com São João Batista e São Pedro.



domingo, 1 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA

A mensagem do dia de hoje veio do FERNANDO DE OXUM. Um grande amigo que também faz parte do peril do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que suas palavras possam ser de encontro a cada um de vocês no começo deste mês. 



DUAS LENDAS DE OGUM EM VIDEO

Como é de conhecimento de todos OGUM possui uma vasta série de lendas a seu respeito. Mas entre elas achei mais conveniente partilhar duas das mais importantes. Lembrando que muitas vezes uma simples leitura pode tornar-se cansativa e como bom filho de OGUM que sou, prefiro a praticidade. 

Sendo assim, lembrando que hoje é DOMINGO, nada melhor que assistir dois pequenos vídeos sobre estas lendas. Sabendo que conforme os métodos PEDAGÓGICOS, assistir um bom filme muitas vezes nos faz guardar mais alguns fatos importantes do que meramente uma simples leitura. Espero que gostem. 


CONHECENDO MAIS O ORIXÁ OGUM

OGUM



Ogum é o orixá mais importante da cultura afro-brasileira. Filho de Oduduá e Iemanjá, no Brasil identifica-se como São Jorge (daí a fama de santo guerreiro). Seu ambiente preferido é qualquer lugar ao ar livre. Com muita determinação, vence qualquer combate. Também é o senhor das guerras e protege militares, os combatentes,além de todos os profissionais ligados ao ferro, como serralheiros e metalúrgicos. Os lavradores também recebem a forte proteção de Ogum.

Todos os filhos deste orixá são guerreiros e lutam por liberdade e independência. Gostam de se divertir e rejeitam qualquer atividade que os faça ficar parados por muito tempo. São amantes das viagens e paisagens. Às vezes egoístas e briguentos, amam cegamente quando se entregam de verdade.

É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos.

OGUM É UM ORIXÁ

Para falarmos melhor sobre este Orixá vamos fazer uma explanação quanto a Umbanda e sobre o Candomblé a fim de atingirmos as duas realidades sem ofender a nenhuma ou deixar algo para trás afinal OGUM é um Orixá que vai a frente de tudo e todos em prol de abrir todos os nossos caminhos.

NA REALIDADE DA UMBANDA


Costumeiramente associação à Guerra e ao fogo. Sendo geralmente representado sob a figura de um guerreiro, Ogum estabelece um arquétipo de luta e conquista aos que se dedicam à sua adoração. Seu grau de importância é tamanho, pois ele é o Orixá que possui maior proximidade com seres humanos depois de Exú. Conhecedor de segredos, ele sabe muito bem como fabricar os instrumentos necessários para a batalha e para o trabalho com a terra. 

Por conta destas habilidades, observamos que as várias representações ou qualidades dessa divindade, costumam colocá-lo empunhando uma espada, uma enxada ou uma pá. De acordo com a mitologia africana, Ogum era filho do Rei Odudua, fundador da cidade de Ifé. Apesar de viver os privilégios de um príncipe, Ogum, era uma figura bastante inquieta e gostava muito de representar o seu Pai nas lutas em conquistas de novos territórios. Logo assim, ele se tornou uma divindade que inspira a constante tomada de atitudes. 

Nas várias descrições que tentam falar sobre OGUM, percebemos que o mesmo aglomera um claro universo de comportamentos impulsivos e, ao mesmo tempo, pragmáticos. Ao mesmo tempo em que luta com bravura e se entrega ao amor intensamente, Ogum é também bastante reconhecido pelo seu gosto, pela presença dos amigos e alegria de viver. 

Apesar de ser tão temperamental como seu irmão, Orixá Exú, este não possui a mesma sagacidade e malícia. 

As oferendas dedicadas ao Orixá Ogum são costumeiramente organizadas durante as Terças-feiras, dia em que é feita a sua consagração. Praticamente todas as danças que envolvem a figura deste Orixá são marcadas por gestos de lutas. Além disso, os alimentos que são elaborados para suas oferendas não possuem uma preparação muito complexa. No ritual Jeje, Ogum, é equivalente ao Vodum Doçu. 

Já entre os praticantes do rito Angola, esse mesmo Orixá é conhecido como Roxo Mukambê ou Incoce. 

Em terras brasileiras, OGUM acabou sendo associado à história dos vários Santos Guerreiros que integram o Cristianismo. Nessa situação sincrética, acabou sendo relacionado à Imagem de São Jorge, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Essa aproximação, pode ser historicamente, reconhecida na Guerra do Paraguai, quando vários negros participantes do conflito professaram que a vitória na batalha de Humaitá teria sido fruto da proteção do Santo que simboliza o Orixá.

NA REALIDADE DO CANDOMBLÉ


Orixá do ferro e da guerra, assim é apontado historicamente OGUM, o filho mais velho de Deus ODUDUWÁ, o criador da existência. Que em sua dança faz passos que lembram lutas durante uma guerra, é seguro, amigo, paternal e um grande companheiro.  

OGUM é líder, centralizador do poder, hábil e estrategista, o que garante aos seus filhos uma existência de muitas conquistas, longe de acomodações. Quase sempre, seus filhos fazem participação ativa em lutas sociais, políticas e estruturais, podendo ser em casa com a família, no bairro, na cidade ou no país. 

Este Orixá é um grande conselheiro nos momentos em que temos de escolher caminhos. Ele também esta ligado ao mistério das árvores e a OXALÁ. O seu assentamento está ao pé de um Igí-uyeuè (cajazeira), no Brasil, onde um Adàn, Akôko ou Àràbá na Nigéria e no Daomé, e rodeado por uma cerca de Peregun. Podendo também, ficar ao pé do Igí-òpé, cujo tronco simbolize a matéria individualizada dos fun-fun (Orixás do Branco particularmente OXALÁ), que as folhas brotadas sobre os ramos ou troncos, simbolizam descendentes e que o Màrìwò é a representação mais simbólica de OGUM

Quando se trata de arquétipo, o Orixá OGUM, tem a sua imagem assimilada a de um soldado. Os filhos de OGUM normalmente se utilizam de instrumentos de ferro e aço, como: ferreiro, cirurgião, mecânico, agricultores, caçadores, açougueiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros, escultores e etc, para sobreviver. 

OGUM representa a grande conquista da civilização romana, consolidada na Idade do Ferro e até hoje acompanha as nossas vidas por conta dos avanços modernos trazidos pela tecnologia. Ainda quando relacionando aos homens, OGUM é o Orixá regente dos "Caminhos". Ele sempre nos guia também nas questões relacionadas a trabalhos e oportunidades. 

De personalidade violenta, obstinada, constante, viril, disciplinada e rígida, OGUM é irmão do Orixá Exú. Segundo a tradição africana, Ogum usava o título de ONIRÉ (Rei de Irê), por si apossar da cidade de Irê, matando seu rei. Ele também usava um diadema, chamada Àcòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nomes de OGUM ONIRÉ e OGUM ALÁ ÀKÒRÓ, inclusive aqui no Brasil, tradição trazida pelos descendentes dos IORUBÁS

OGUM é único, mas, em Irê, diz-se que Ele é composto de sete partes. OGUM MÈJEJE LÓÒDE IRÊ, frase que faz alusão às sete aldeias, hoje desaparecidas, que existiram envolta de Irê. O número 7 é associado à OGUM e representado nos lugares que lhe são consagrados, por instrumentos de ferro, em número de 7, 14 ou 21, pendurados em uma aste horizontal, também de ferro: Lança, Espada, Enxada, Torquês, Facão, Ponta de Flexa e Enxó, simbolo de suas atividades. 

Sua cor é o azul escuro, é o primeiro Orixá a ser saudado depois de Exú no Xirê. É sempre OGUM que desfila na frente, "ABRINDO CAMINHO" para os outros orixás o que mais uma vez indica sua função de abrir caminhos assim que entra no Ilê. Sua saudação é - "PATAKORI OGUNHÊ!". Seu dia da semana é a Terça-feira e as suas comidas são: Feijão preto (feijoada), Inhame assado.

MÊS DE ABRIL - MÊS DE OGUM

Motumbá meus (minhas) queridos (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

É uma grande alegria pra mim, neste Domingo, mesmo sendo dia 01/04, mais conhecido como Dia da Mentira, para dar início a todo um estudo, na verdade vejo como devoção particular minha, pelo fato de ser filho deste tão belo Orixá. Que vai a frente de todos nós, com sua espada no punho, abrindo todos os caminhos. Estou me referindo a nosso PAI OGUM.



Desta forma dou início a esta postagem convidando a todos vocês a não deixarem de acompanhar a seqüência dos assuntos. Lembrando que pelo motivo de muitas casas estarem dedicando seu tempo litúrgico a este ORIXÁ poderoso, o SENHOR DO FERRO. Vou lembrar que pelo mesmo motivo irei abordar de forma bem interessante outro Orixá que comemora-se na maioria das casas junto com as festividades de OGUM. Estou me referindo a OXÓSSI, o SENHOR DA CAÇA E DA FARTURA



Espero que gostem de todo o andamento das postagens. Lembrando que daremos início em OGUM  e terminaremos estas postagens em OXÓSSI. 

sábado, 31 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Uma mensagem enviada por nossa amiga MAGA, do perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que estas palavras sejam um novo linear para nosso dia. 

SÉRIE POVO DE SANTO

Motumbá meus queridos (as) amigos (as)

Com grande alegria hoje estamos encerrando a primeira parte de uma longa jornada, chamada CANDOMBLÉ. A quem acompanhou eu só posso dizer de fato, OBRIGADO!

Mas assim como nossa vida é cheia de Ciclos que se abrem e que terminam hoje estamos fechando este mesmo ciclo buscando fechá-lo com chave de ouro. E para isso estou postando com alegria esta série que pra muitos conhecidíssima e para outros nem ainda a viram.

Estou me referindo a SÉRIE POVO DE SANTO, que vem a ser uma série de depoimentos de muitos Babalorixás e Yalorixás. Alguns até nem conhecidos por muitos iniciantes desta nova geração, mas que estas pessoas são de fato verdadeiros exemplos entre os mais antigos de nossa religiosidade. Espero que curtam.







OS ORIXÁS, O CANDOMBLÉ E O CRISTIANISMO E OS TEMPLOS


Os Orixás

Na Mitologia Yorubá, Olorum é o Deus supremo do povo Yorubá, que criou as divindades chamadas Orixá para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses.

Os Orixás/Inkices/Voduns são arquétipos de uma atividade ou função e representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, tais como as águas, o vento, as florestas, os raios, etc.

Cada Orixá tem um dia da semana a ele consagrado, por isso a grande quantidade de baianos vestidos de branco nas sextas feiras, pois sexta-feira é dia de Oxalá, a divindade da Criação e o branco é a sua cor. Oxalá é sincretizado com Nosso Senhor do Bonfim, padroeiro da cidade de Salvador.

Eles recebem homenagens regulares, com oferendas de comidas, ervas, minerais, cânticos, danças e roupas especiais.

Candomblé e Cristianismo

No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usavam como camuflagem, um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos.

Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagãs como os Orixás.

Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.

Templos

Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista.

Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo Babalorixá (Babalorixá, ou Baba, é um sacerdote e chefe de um Terreiro de Candomblé) ou Iyalorixá (Yalorixá ou Iyá ou ainda Yalaorixá é uma sacerdotisa e chefe de um terreiro de Candomblé Ketu) dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente.

Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consangüíneos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.

Casas grandes, que são organizadas tendo uma hierarquia rígida, não são de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.

Existem também as Casas de linhagem matriarcal (só mulheres), que assumem a liderança da casa como Iyalorixá.

A progressão na hierarquia é voltada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma Iyalorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas no Brasil que completaram 100 anos.

Também é denominado candomblé o templo em que são realizados os ritos e cerimônias.

A visita ao candomblé, como a qualquer outro templo religioso deve ser feita com seriedade e respeito, seguindo-se algumas regras básicas: não trajar bermuda ou roupa de banho; não tirar fotos, gravar ou filmar os cultos.



O QUE É ORIXÁ?


Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza.

Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável.

Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande pai. Pai esse conhecido por nós como "Ólorum" ou Olodumaré (Deus supremo).

No Brasil, erroneamente,  diz-se que Oxalá é o pai maior. Na verdade, Oxalá é um dos mais velhos, Orixá Fun-Fun*. Orixalá por ser sincretizado no Brasil com Jesus Cristo, é cultuado como  "Orixá maior",  no Brasil o mais respeitado e o mais velho entre os Orixás.

A grande maioria das nações africanas, anterior a era cristã, conheciam a existência de Ólorun como grande criador, ser fundamental. Acreditamos que nosso Deus "é o todo". E o todo é a natureza e seus integrantes, (animais, vegetais, homens, planetas, etc.)



Nota: Olorum está acima da vaidade pessoal e de religiões que buscam sempre monopolizar o seu poder.

Nosso Deus jamais pune seus filhos tão pouco condena-os a fogueira eterna, também nunca os entregou ao seu maior inimigo (Satanás) após cometer erros divinos chamado de pecados eternos, nosso Deus não destrói países e não aniquila civilizações de filhos amados por ciúmes quando não adorado, amado ou seguido. 
Como Pai, jamais deixaria de perdoar meus filhos, tão pouco condená-los-ia ao extermínio por erros que cometem ou possam cometer. O verdadeiro pai perdoa, ensina, ama e protege seus filhos. Portanto nosso Deus é um pai mais perfeito que qualquer outro pai.

Como já havíamos comentado, nosso panteão nada mais é que a junção das energias de todo os elementos da natureza, cada elemento e força da natureza é por nós, representada por um Orixá. 


Aprendemos a sentir e manipular essas energias individualmente através de cada Orixá, os seguidores iniciados (Iyawôs) sobre a influência de um Orixá, específico,detém mais energia do seu influente que os filhos de outros Orixás.

Exemplo: Os filhos de Ossain possuem mais energia voltada para as curas e plantas, do que os filhos de Ogun, que possuem por sua vez, mais energia voltada às armas, metais, ferramentas, etc.


Em resumo, quase todos os Orixás tiveram uma curta passagem pelo nosso mundo, sendo muitos ancestrais divinizados que após fatos heróicos ou divinos, e por possuírem energia extrema, maior que a capacidade humana poderia suportar, encantaram-se e/ou retornaram ao Orun (céu), deixando para nós, segredos e ensinamentos, encurtando a ligação do material ao espiritual. 
Ligação essa, que nós preservamos e usamos não só para nós, mas também para as pessoas que nos procuram, mesmo sem ter ligações diretas com a religião. Essas ligações são em sua grande maioria revelados por IFÁ, cujo veremos na parte relacionado aos  odus.

Em nossa religião, é fundamental a integração com a natureza, pois quanto maior o contato com a natureza, maior será seu desenvolvimento, sua energia, seu Asé e portanto, maior será o cordão (elo) de ligação com seu Orixá aproximando mais de Olorum (Deus criador/construtor de todo o universo).

Orixá significa também o caminho que nos guia em determinados pontos de nossas vidas, caminhos revelados por Ifá onde se faz necessário o devido culto para que os que dele pertencem seguir e equilibrar sua energia durante o tempo que permanecerá no Aiye (terra).

Entre todos os Orixás, salientamos o de maior e incontestável importância que é ORI, seu Deus pessoal, sua identidade, sua consciência viva e presente, que antes de tudo deve ser muito bem cuidada, alimentada  e equilibrada para que se possa ter a consciência e o equilíbrio mental para possuir ou ser conduzido na Energia pura de Orixá.

(Nota: quando nos referirmos a Ifá/Iyami, a fim de não criar confusões, pedimos que visitem o nosso portal Matriz Afro para ter esclarecimentos mais abrangentes e técnicos sobre a senioridade e Cronologia)

sexta-feira, 30 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

A MENSAGEM DO DIA de hoje, nos foi enviada pelo nosso amigo PÁSSARO DE FOGO. No perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) no ORKUT. Muito obrigado pela participação de todos neste sentido. Pelas palavras que me enviam falando sobre como o nosso tão simples BLOG tem colaborado em muito nas suas vidas e por ver todos os dias mais pessoas se adicionando neste PERFIL DO ORKUT a fim de manter contato conosco, criando laços de amizade, carinho e respeito.  

FILHOS DO AXÉ

Muitas vezes, não sabemos como entender o que acontece conosco para adentrarmos no mundo do CANDOMBLÉ ou até mesmo da UMBANDA SAGRADA

Muitos dentre nós, já foram Católicos Apostólicos Romanos, como muitos exemplos que já mencionamos aqui. Tomo como maior exemplo desta realidade: MAKOTA VALDINA. Que além de ter sido descendente de uma família literalmente cristã, era praticante assídua das missas, de novenas, foi catequista e hoje é uma das personalidades do CANDOMBLÉ, com seu posto de MAKOTA ( Ekedi).

Outros entre nós foram até PROTESTANTES, BUDISTAS, provenientes das mais vastas realidades, até mesmo ATEUS. E hoje pela força dos ORIXÁS, são de fato pessoas de supra importância no CANDOMBLÉ

Outros ainda possuíram uma grande realidade de vida comum em várias pessoas. Quantos entre nós antes de entrar para a RELIGIOSIDADE não tinham graves problemas de saúde? Quantos até viam e ouviam coisas, muitas vezes até tidos como loucos? Pois é cada um de nós tem de fato uma história sobre nosso chamado à religiosidade seja do CANDOMBLÉ, bem como à UMBANDA SAGRADA

Já que estou abordando esta realidade, inserida neste tema, partilho com todos vocês um vídeo que mesmo dividido em três partes, fala muito para todos nós. Mesmo o exemplo dado neste vídeo não ser de fato ligado a cada um de nós. Ele nos faz diretamente relembrar o dia em que nos inserimos nesta realidade religiosa e que nos faz FELIZ E COMPLETOS por ser do Axé. 




Espero que tenham gostado e que este possa ter ajudado a muitos a entender melhor o seu chamado. Bem como aos mais antigos e já pertencentes à religiosidade possam ter se relembrado do seu início de caminhada. Pois afinal: Recordar é viver. 

CANDOMBLÉ DE BATUQUE

Batuque



Batuque é uma Religião Afro-brasileira de culto aos Orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina.

Batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.

A estruturação do Batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859. Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio de Pelotas). Já em Porto Alegre, as noticias relativas ao Batuque, são da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para a Capital.


O batuque é uma religião onde se cultuam vários Orixás, vindos de várias partes da África, e suas forças estão em parte dentro dos terreiros, onde permanecem seus assentamentos e a maior parte na natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc., onde também invocamos as vibrações de nossos Orixás.


Entre toda a literatura Rio-grandense sobre o BATUQUE, se encontra o livro O BATUQUE DO RIO GRANDE DO SUL, de Norton F. Correa. Cuja imagem esta postada logo abaixo e que fala claramente o que vem a ser esta ramificação de nosso tão amado CANDOMBLÉ.



Para darmos um gostinho de quero mais aqui vai um vídeo que nada mais é que uma HOMENAGEM AO ORIXÁ OGUM, firmada na praça principal da cidade de CAXIAS DO SUL e que é reverenciada todos os anos pelos nossos irmãos do BATUQUE

FALANDO SOBRE A PROGRAMAÇÃO DO BLOG NO MÊS DE ABRIL.

Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Nesta Sexta-feira, estamos de fato com nossa programação prontinha para você visitante assíduo, para você que passa por nossos artigos pela primeira vez e para você que já se tornou um de nossos seguidores. Que acima de ser seguidor, se tornou nosso amigo de fato.

Dentro da programação de hoje aqui no BLOG, dando continuidade a cronologia dos assuntos que estamos abordando, em nosso caso atual, o CANDOMBLÉ. Estou postando um pouquinho, na verdade uma leve introdução do CANDOMBLÉ DE BATUQUE, que é mais praticado pelas regiões do Rio Grande do Sul. 

Estas postagens do dia 30 e 31 de Março, são as últimas da PRIMEIRA PARTE DO TEMA CANDOMBLÉ. Não se preocupem ainda vem muito mais por ai. 

Lembrando que no mês de ABRIL, estaremos dando uma grande importância ao ORIXÁ OGUM. Mas não podemos esquecer que muitas casas além de comemorarem este grande orixá, que é pai de meu Ori. Também comemoram com ele outro grande orixá. Estou me referindo a OXÓSSI. Então teremos o seguinte procedimento:

No mês de Abril, o BLOG OLHOS DE OXALÁ estará de fato abordando tudo que se refere ao ORIXÁ OGUM. Esta abordagem inclui: FOLHAS DE OGUM, COMIDAS, AS LENDAS, PESSOAS DE OGUM (PERSONALIDADES), AS QUALIDADES, AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DESTE GRANDE ORIXÁ. AS CANTIGAS. Entre vastos assuntos já selecionados, preparados, analisados e estudados.

No BLOG BARA LONAN BORDADOS, do meu companheiro FERNANDO DE OXUM irá ser abordado sobre o ORIXÁ OXÓSSI, numa total revisão, mudanças e de uma forma bem prática, simples e real.

Visto que tudo que é postado neste BLOG tem de passar pela regra das "TRES PENEIRAS" a fim de evitar-se colocar o que não é realidade, muito menos o que seja fictício. 

Espero contar com a presença de todos no mês de Abril como tem sido neste mês, que de fato eu só tenho a agradecer pela participação de todos. 

Pedro de Ogum 

quinta-feira, 29 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Mais uma colaboração de outra amiga do perfil OLHOS DE OXALA (O BLOG), no ORKUT. Estou me referindo a RAYSA. Muito obrigado, de coração, pelo carinho e amizade. 


PARTICIPAÇÃO DE XANDI DE OXALÁ: VERDADES OU MENTIRAS


Meus queridos amigos, o assunto desta postagem me foi enviada via email e assim como ela foi analisada, verificada. Aqui se encontra postada. Espero que como XANDI DE OXALÁ, muitos possam fazer o mesmo oferecendo ao nosso BLOG a sua preciosa colaboração. 

VERDADES OU MENTIRAS 


Há muitos anos tenho visto em jornais e televisão, relatos falsos e informações distorcidas a respeito de nossa religião.

Ouço quase sempre dos meios de comunicação, frases como: 
Pai de santo de magia negra é suspeito de matar criança. 
O candomblé é uma religião espírita.
Umbanda e candomblé são a mesma coisa. 
A religião africanista, cultua espíritos e demônios. 
Exús de candomblé são diabos. Etc.

Erros de frases como estas, podem levar qualquer pessoa leiga a mal entender nossa religião e até temer nossos cultos.

Muitas vezes, ouço chamarem astrólogos, espíritas, feiticeiros, esotéricos em geral, seguidores de seitas satânicas, entre outros; de "babalorixá ou yalorixá" (pai e mãe de santo).

Cada qual possui sua identificação específica, independente do mérito ou tipo de seguimento espiritual seguido.

Lembramos a todos que esoterismo, magia, astrologia e feitiçaria não são religiões. Já o espiritismo, a umbanda e a religião africana (afro-brasileira) são religiões que possuem diferentes origens, seguimentos, liturgias, credos e classificações.

A Umbanda, por sua vez, independente das modificações que vem sofrendo, ocorrido em muitas regiões e estados com a introdução de fundamentos e segredos afros, como as do candomblé em sua liturgia, ainda é uma religião espírita, pois é originária do espiritismo kardecista. Portanto a umbanda é uma religião católica/fetichista, trabalha e atua com espíritos de caboclos, índios, escravos, médicos, etc. PORÉM NÃO SÃO ORIXÁS, e sim Entidades de Incorporação.

Orixá não é espírito. Orixá é energia.

As palavras: babalorixá e yalorixá, originaram-se da língua yorubá (linguagem primitiva africana).

Babalorixá: original em yorubá , babaolórisá ( "S" com som de "X");

BABÁ = PAI

ORI = CABEÇA 

XÁ= GUARDIÃO.

Portanto: 

Orixá, significa: "guardião da cabeça” e babá: “pai ou zelador”. Formando: "zelador de orixá".

YALORIXÁ: YÁ= MÃE, SENHORA.

FORMANDO: MÃE OU ZELADORA DE SANTO.

Os títulos de babalorixá e yalorixá, deveriam pertencer somente ao sacerdote consagrado e iniciado na religião africana (candomblé). Obs: na religião africana existem outros títulos de acordo com a função ou tempo de religião como ex: abian, ebomi, ogã, yawo, ekedi, babalaô (título raro e de extrema importância onde poucos são consagrados sacerdote de ifá), etc. 

Não é admissível intitular de babalorixá ou yalorixá os seguidores de religião espírita e seitas esotéricas em geral.

Sendo assim, deveríamos auxiliar a todos os nossos amigos e irmãos leigos, ligados aos meios de comunicação, afim de corrigir estes pequenos equívocos, pois estas pequenas falhas causam enormes distorções e confusões, gerando medo e até certos repúdios da sociedade brasileira desinformada.

Quantas vezes o Sr(a). babalorixá/yalorixá ouviu a seguinte pergunta:

É verdade que vocês sacrificam crianças ? São perguntas difamatórias como estas, que as vezes chegam a irritar-nos. Pois sabemos que, nosso culto não mata e nunca mataria crianças.

Porém, que culpa possuem os leigos, que sempre ouviram, erradamente em meios de comunicação, tais afirmações ?

Muitas vezes os culpados somos nós, em não informarmos que essas pessoas intituladas de pais de santo, que chegam até a matarem crianças, na verdade são cultuadores de seitas demoníacas ou seitas novas inventadas/criadas, na maioria das vezes com base em filmes de terror ou publicações de malucos visionários e drogados, ou induzidos por fanáticos e farsantes que se intitulam babalorixás (pais e mães de santos), sem nunca terem colocado os pés em um barracão ou terreiro de religião afro, seguindo livros que dizem ensinar qualquer um a ser pai de santo, aumentando essa rede de promiscuidade e ignorância.

O candomblé não é uma religião espírita.

Nossos orixás não são espíritos, são deuses. Deuses que representam a natureza de Deus. Cada orixá, como vemos, é representante divino de uma força da natureza.

Os espíritos nós chamamos de egúns, que possuem rituais específicos indicados para tratar e encaminhar almas, como as almas de nossos seguidores e antepassados que precisam de tratamento específico associados ao ritual afro. Porém não cultuados como orixás ou deuses.

Solicitamos a todos os irmãos pertencentes a cultura dos orixás A inserirem-se adequadamente dentro da verdadeira doutrina que o mesmo (axé) representa , adquirindo energia pura, baseada no respeito e contemplação à natureza E aos nossos semelhantes, prática da fraternidade, do amor para com o próximo e a todas as criações de Olorum (Deus supremo; criador do universo e de todas as energias existentes).

XANDI DE OXALÁ

UM BREVE RESUMO DAS POSTAGENS SOBRE O CANDOMBLÉ



Estamos finalizando a primeira parte de postagens sobre o tema CANDOMBLÉ. Lembrando que a partir do dia 01 de Abril, mesmo sendo tido e conhecido como DIA DA MENTIRA para muitos, iremos dar início a uma série de postagens e informações sobre outro ORIXÁ muito importante na vida de todos. Estou me referindo ao ORIXÁ OGUM.

ORIXÁ este patrono do ORI do moderador deste BLOG OLHOS DE OXALÁ, que caminha junto com OXAGUIÃN, dando-lhe a condição de ser ORIMEGE. Assim resolvemos postar este pequeno resumo de tudo que já foi postado para relembrar dos assuntos a este tema referidos.

O Candomblé é uma religião originária da África, trazida ao Brasil pelos africanos escravizados na época da colonização brasileira. É o culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é praticada pelo chamado povo do santo. E já toma espaço em outro países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá e México. Na Europa: Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu de forma considerável desde o fim da escravatura em 1888.

Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Além disso, muitas pessoas (até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras) participam de rituais do candomblé, mas não o tem como sua religião oficial. Como as multidões que lotam as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos. Além de religião, podemos considerá-lo como uma grande parte de nossa cultura e folclore.

A Religião

Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, como os Ketu, os Bantu e os Jeje. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" denominadas nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendam a idéia que são cultuados vários deuses. O Deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.

MEDITANDO COM TETE

Motumbá queridos (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

É uma alegria aos meus olhos humanos ver a participação dos seguidores deste BLOG se manifestando. 

As vezes, ainda sou pego tentando descobrir o que falta neste BLOG para que os seguidores ou todos aqueles que venham apenas visitá-lo se manifestem postando algum tipo de comentário em qualquer das postagens aqui colocadas.  

Não vou negar que hoje em dia essa situação tem diminuído muito devido as participações que estão acontecendo pelo perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG), na rede de relacionamentos chamada ORKUT. Pois de alguma forma as pessoas se manifestam. 

Mas não posso negar que postando aqui, fica mais fácil de ser analisado o ponto de vista de cada um sobre uma determinada postagem. Por isso ainda peço que comecem a deixar aqui seus comentários também. Lembrando que abaixo de cada postagem você ainda pode votar se a mensagem é boa, agradável ou interessante. 

Mas hoje partilho com todos vocês mais um texto meditativo muito bacana de nossa amiga TETE. Espero que como eu, gostem também destas pequenas palavras que nos levam a pensar muito nas decisões da vida que muitas vezes somos obrigados a tomar para seguir adiante. 



Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Até que chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico. Olhando ao redor, viu uma velha bomba d'água, bem enferrujada. Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu!

Desapontado, caiu prostrado para trás. E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: "Meu amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa. Depois faça o favor de enchê-la outra vez antes de partir, para o próximo viajante".

O homem arrancou a rolha da garrafa, e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia d'água! De repente, ele se viu num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.

O que fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou, beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem? Com relutância o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear ... E a bomba pôs a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu!

A bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo, e, finalmente, a água jorrou com abundância! Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante. Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:

"Creia-me, funciona. Você precisa despejar fora a água velha para poder beber da água fresca".