quarta-feira, 25 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - EKEDI SANDRA DE OYA

Como não pode deixar de ser, queremos agradecer imensamente o carinho de todos que demonstram sua amizade através de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG)

E nesta manha de quarta-feira, às 08:51hs, Ekedi Sandra de Oya, nos presenteia com esta linda mensagem tao simples mas que muito nos diz.

Mensagem esta que nos exorta a repensar na construção de nossos alicerces. Vamos então, irmãos, criar coragem sim para edificar nossos alicerces a fim de que nossas casas não sejam construídas na areia para posteriormente serem levadas pelo vento. 

Mas que com grandes alicerces, possam vir as tempestades e maremotos e a casa do nosso coração possa ficar erguida, exuberante e forte, diante das dificuldades. 

Axé.

O PODER DA ESPADA DE OGUM


Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. 

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após ter sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. 

É orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.

A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro. 

Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. 
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. 

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte. 

Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. 

É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação. 

Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. 

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão. 

É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas . 

Dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos (Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção).

Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.
Uma frase muito dita no Candomblé, e que agrada muito Ogum, é a seguinte: “Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum). 

Ogum foi casado com IANSÃ que o abandonou para seguir XANGÔ. Casou-se também com OXUM, mas vive só, batalhando pelas estradas e abrindo caminhos.

Oggun - Ogún - Ogum


Escrito por Okanbi / Omo Aggayú

Este Orixá em torno o qual, se tem elaborado tantas histórias distintas, teve uma missão muito importante na religião Iorubá, porque ele é o Oxogun de todos os Orichas (o encarregado de dar-lhes de comer). Com a sua faca se mata e isso não é outra coisa que não seja a representação de Ogum no Santo. É certo que o sangue que chega as taças dos demais Orixás cruza primeiro com Ogum (antes que o Santo que está comendo). A missão deste santo é guerrear por todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu tempo, que Ogum maldiçoou-se a si mesmo.

A maldição que escolheu foi não dormir de dia e de noite até que o mundo seja mundo. Ele considera que todas as mulheres, incluindo a sua mãe, são iguais. Ogum é bruxo e guerreiro (como Changó) e nas guerras o demonstra. Ogum nasce da entranha da terra, porque ele é o ferro e nasce também daí. 

A palavra Ogum tem muito a ver com os Eggun (espíritos). Ele gosta de coisa de mortos. Sua esposa é Oyá, e por ganhar o amor a essa teve de lutar contra Xangô. Teve amores com Yemanjá, a que ensinou a arte do amor. Na terra vive com Oxossi, por mandato de Obatalá ao lado da porta do Ilé (casa), para nada de mal entre na casa e por tudo isto Maferefun Oggún aguanille aerere. 


Dia da semana………..Quinta-feira (para alguns, terça-feira) 
Cores…………………..Verde e amarelo
Sincretismo……………….São Jorge 
O que faz………………..Dá força para vencer demandas e habilidade para lidar com ferro. 
Saudação…………………Patakori! 
Presentes prediletos………Flores vermelhas, velas, charutos, suas comidas e bebidas. 

Pataki (1) 


Ogum foi o segundo filho de Yemanjá e era muito ligado ao irmão mais velho, Exú. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões, estavam sempre fazendo asneiras juntos. Quando Exú foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhar o irmão. Foi atrás dele e por muito tempo os dois correram mundo juntos. Exú, o mais esperto, resolvia para onde iriam; e Ogum, o mais forte e guerreiro, iam vencendo todas as dificuldades do caminho. É por isso que Oum sempre surge no culto logo depois de Exú, pois honrar seu irmão preferido é a melhor forma de agradá-lo; e enquanto Eshú é o dono das encruzilhadas, Ogun governa a reta dos caminhos. 

Pataki (2) 


Quando Ogum conquistou o reino de Irê, deu o trono para o filho e partiu em busca de novas batalhas. Anos depois, ele voltou; mas chegou no dia de uma festa religiosa em que todos deviam guardar silêncio. Sentindo sede, quis beber, mas o vinho havia sido todo usado no ritual religioso; pediu comida e ninguém lhe respondeu, por causa da proibição religiosa. Pensando que o desprezavam, Ogum puxou a espada e matou todo mundo. Quando terminou a cerimônia religiosa, o filho veio ao encontro de Ogun, prestou-lhe todas as homenagens e ofereceu-lhe um banquete. Quando lhe explicaram o que ocorrera, Ogum ficou horrorizado com seu crime. Cravou a espada no chão e fez com que se abrisse um grande buraco por onde se afundou, tornando-se desde então um Orixá. 

Pataki (3) 


Depois que Exú foi expulso de casa pelos pais, ficou decidido que Ogun, o segundo filho, seria o sucessor do pai no governo. Entretanto, Ogum não gostava desse tipo de atividade. Seu prazer estava nas aventuras. Quando substituiu o pai durante uma viagem deste, Ogum deixou de lado as funções de governante, dedicando-se os passeios e confusões com os amigos. Estava sempre se metendo com as namoradas alheias e arrumando brigas. Para mantê-lo sossegado, então, o pai lhe deu o comando do exército e a missão de responder às agressões ao reino e de conquistar novos territórios. Nessas atividades, ele foi muito bem sucedido. 

Okanbi Com a bênção de Meu Pai Aggayú e Yemanjá

NOTIFICAÇÃO AOS SEGUIDORES E VISITANTES

Motumbá meus (minhas) amados (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

É engraçado como a vida é cheia de idas e vindas. Altos e baixos. Acertos e erros. Essa é a Lei da Vida. E como tal percebemos que nosso BLOG NÃO FICA ISENTO DISTO

Após ter tido a decisão de incluir nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, no site de relacionamentos ou rede social, como é mais conhecida, FACEBOOK. Pensando que facilitaria a visita em nosso BLOG como um grande meio de apoio às nossas metas. Pude ver que estava literalmente errado. 

Além de ver coisas que me surpreendi em ver. Pois a vida particular de qualquer pessoa se torna pública. As vezes, as surpresas podem se tornar decepções. Como aconteceu. 

Desta forma, venho hoje, aqui deixar claro a todos que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, não se encontra mais no meio desta rede social, denominada FACEBOOK. Se o mesmo estava dando certo sem ele antes de ter sido incluso, agora vai voltar a ser o que era. Isento de qualquer tipo de informação que não seja de necessidade de ninguém de nossa EQUIPE. 

Deixamos claro que todas as postagens, são escolhidas a partir do tema central. Este mês estamos ainda falando sobre o ORIXÁ OGUM. Para tanto tudo que se refere ao mesmo tema é analisado e postado.

Podemos reparar que após os temas da data de anteontem pra hoje, a participação em visualizações caiu muito. Mas deixamos claro que todos os temas são atuais. E que abrangemos assuntos referentes ao tema, mas que atingem todos os tipos envolvidos a nossa religiosidade espiritualista. Seja UMBANDA SAGRADA e as diversas nações do CANDOMBLÉ

Desta forma, agradecemos a todos que participam, visitam e ainda enviam comentários por menores que sejam mas que para mim e nossa Equipe são de grande importância. Pois não visamos quantidade, para dizer que somos os bam-bam-bans, mas queremos sim qualidade. Isso sim é nossa meta. 

Atenciosamente.

terça-feira, 24 de abril de 2012

FAMOSOS REVERENCIAM SÃO JORGE

Zeca Pagodinho, Giovanna Antonelli e outros famosos reverenciam São Jorge


São Jorge é padroeiro da cavalaria, dos escoteiros e do Exército Brasileiro, mas também poderia ser considerado o padroeiro dos famosos, já que um grande número deles é bem devoto deste santo, que comemora seu dia neste 23 de abril. 

Um deles é o ator e diretor Jorge Fernando, que até possui o nome do santo. Sua devoção pode ser demonstrada através do espetáculo Salve Jorge, protagonizado por ele mesmo. Na peça, ele conta diversos fatos sobre sua vida pessoal e profissional e chega até a encarnar o santo.


Outro famoso é Zeca Pagodinho. Devoto fervoroso do santo, Zeca Pagodinho sempre reúne os amigos em sua casa na data comemorativa de São Jorge para festejar. Eri Johnson, devido à amizade com Zeca, também virou admirador do santo e, inclusive, simpatizou ainda mais com São Jorge, após interpretar o personagem Zé da Feira, na novela Duas Caras, da Globo.


Giovanna Antonelli, que chegou a realizar uma festa em comemoração ao dia do santo, também entra no time de famosos, que são devotos de São Jorge. Por ironia do destino, a atriz estará na novela de Glória Perez, Salve Jorge.


Carlinhos de Jesus foi um dos famosos que se tornou seguidor do santo por um acontecimento ruim em sua vida. Após a morte do filho, que foi assassinado com oito tiros nas proximidades de um bar em Realengo, no Rio de Janeiro, o coreógrafo se apegou ao santo, que era o padroeiro do filho.


Reginaldo Faria também tem São Jorge como seu padroeiro, após passar por alguns apuros: Depois de sofrer uma parada cardíaca, após uma cirurgia de desobstrução de uma veia do coração.

Outro que tem o nome do santo e o tem como seu padroeiro é Jorge Ben Jor. Sua devoção é tamanha que ele até fez um oração ao padroeiro se tornar uma canção, Jorge de Capadócia , em um disco de 1975. Além disso, ele sempre carrega uma imagem do santo perto de si.


A apresentadora do Esquenta!, Regina Casé, mostrou sua devoção ao santo na madrugada desta segunda-feira (23), através de seu Twitter. Ela colocou uma foto dela na fila em frente à igreja de São Jorge, no Centro do Rio, e escreveu: "A igreja de São Jorge só abre às 5h e a fila já está grande!l Alegria dos primeiros a chegar!".

QUEM FOI SÃO JORGE? 

São Jorge foi um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. É um dos santos mais venerados no catolicismo, tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana. Também é exaltado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum. 

É o santo padroeiro em diversas partes do mundo como Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou, capital da Rússia, e extraoficialmente da cidade do Rio de Janeiro. Além disso, é padroeiro dos escoteiros, do clube de futebol Sport Club Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro.

Por: O Fuxico | Foto: Fotomontagem | 23/04/2012 | 12:37

AS VÁRIAS COMEMORAÇÕES INCLUSAS NO DIA DE SÃO JORGE

É muito interessante ver que no mesmo dia da comemoração a SÃO JORGE, outras datas muito importantes são comemoradas como que havendo uma coligação para seus adeptos. Vamos ver algumas:


WILLIAN (SÃO JORGE) 

Nascimento: Capadócia, sudeste da Anatólia (atual Turquia)
Filiação: Família abastada; o pai morre em combate e mãe de Lida (Palestina)
Falecimento: 23/04/303, Nicomédia, Ásia Menor
Causa: Degolado (depois de ser supliciado), por ordem do Imperador romano Diocleciano

Soldado, entra para o exército romano, chegando a Tribuno; converte-se ao Cristianismo, pelo que é perseguido e torturado; patrono da Cavalaria, da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, Moscou, etc; no Brasil, sincretizado com o orixá OGUM, é padroeiro do Escotismo e do CORINTHIANS/SP; homenageado com um feriado no Rio de Janeiro (23/04); também é comemorado em 03/11 (data da reconstrução de sua igreja em Israel).


Dia de Sigurd - Na mitologia germânica, Sigurd era o caçador de dragões. É representado pela tradição cristã por São Jorge. Acenda uma vela branca e peça a Sigurd que a ajude a vencer o dragão que a impede de realizar seus desejos. Sigurd (ou São Jorge) lutará ao seu lado.
(texto extraído da revista wicca nº2.)


Em São Paulo é DIA DO TORCEDOR CORINTIANO, em homenagem ao Santo Guerreiro SÃO JORGE DA CAPODÓCIA, padroeiro do Corinthians.


Dia da Festa de OGUM – Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução. Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente. Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca. (fonte:http://nucleotendadeoxossi.blogspot.com)


Dia Mundial do ESCOTEIRO- Em todo o mundo comemora-se no dia 23 de abril o "Dia Mundial do Escoteiro". Esta data foi escolhida em homenagem a SÃO JORGE, padroeiro dos Escoteiros

"Baden-Powell apresenta o padroeiro como um modelo a ser seguido pelos escoteiros, ponderando que não se deve desistir diante de um obstáculo, pois São Jorge "fez o melhor que pode e, finalmente, conseguiu superar uma dificuldade que ninguém ousara enfrentar"

A Promessa Escoteira, prestada por Escoteiros, Escoteiras, Seniores, Guias, Pioneiros e Pioneiras na cerimônia correspondente e renovada quando da passagem de um Ramo para outro, é a seguinte:" Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: "Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria; Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; Obedecer à Lei Escoteira."


Dia Nacional do Serralheiro - comemoração criada pelo marketing da Gerdau em 1999, para incentivar o "Programa Profissional do Aço" pelo Brasil, aproveitando como gancho o"Dia de São Jorge" que, segundo a lenda, sempre tinha consigo armas e espadas de metal, produtos feitos pelos antigos ferreiros/serralheiros.

SÃO JORGE E O DRAGÃO


No dia 23 de abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

São Jorge, a Lua e os Orixás

A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana. Tal associação se dá porque na Bahia o santo é associado a Oxossi, orixá associado à lua. No Rio de Janeiro, rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e em Recife, no candomblé e na umbanda, o santo é associado aOgum. 

A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada prontos para defender aqueles que buscam sua ajuda.

São Jorge na cultura popular

Dia 23 de abril, para algumas das religiões afro-brasileiras, é o dia em que se fazem homenagens ao santo. 


As tatuagens com o santo estão entre as que fazem mais sucesso no Brasil. Atualmente existe uma grande variedade de produtos de moda que possuem a estampa de São Jorge, desde simples camisas a até mesmo bolsas de marcas famosas.


São Jorge é tido como o padroeiro do Corinthians. Acredita-se que sua história de devoção e fidelidade à Verdade cristã até o fim de seu martírio seja a origem do termo "Fiel", popular entre os torcedores e presente em várias agremiações corintianas. 

Jorge de Capadócia é uma música de Jorge Ben, A banda inglesa Iron Maiden fala de São Jorge na música "Flash of the blade", no álbum Powerslave.

A banda brasileira Angra utilizou a imagem do santo na capa do álbum Temple of Shadows. 

Zeca Pagodinho gravou recentemente em seu álbum "Uma Prova de Amor" a música "Ogum" com uma letra com um forte apelo ao sincretismo, a oração de São Jorge é feita no trecho final da música pelo cantor e compositor Jorge Ben. Moacyr Luz e Aldir Blanc fizeram a música "Medalha de São Jorge" em homenagem ao santo. (fonte: wikipedia)

RELIGIOSOS COMEMORAM DIA DE SÃO JORGE

Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Percebemos que no dia de ontem, 23/04/2012, pelo Brasil inteiro e até em alguns países do mundo, as festividades em honras e homenagens a São Jorge, tanto na IGREJA CATÓLICA, bem como para a UMBANDA SAGRADA e o CANDOMBLÉ foram e ainda continuam sendo muitas.

Bem sabemos que na UMBANDA SAGRADA, a pessoa de SÃO JORGE, através do SINCRETISMO RELIGIOSO, é venerada como o grande ORIXÁ OGUM. Data esta que para nós do CANDOMBLÉ também não ficou para trás. Sendo que ainda em muitas casas, até o mesmo de Junho as festividades, rodas e xirês serão dedicadas a este ORIXÁ, bem como em algumas casas comemora-se junto com o ORIXÁ OXÓSSI.

Hoje, eu me preocupei em partilhar com todos vocês algumas das festividades e acontecimentos do dia de ontem, pois bem sabemos que nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, visa estar sempre atualizado mas além disso com temas atuais, buscando assim evitar-se cair na mesmiçe. Assim sendo resolvi postar alguns artigos encontrados em nossas pesquisas a fim de que nosso amado OGUM, possa ser mostrado de uma forma clara, limpa e bonita, através da pessoa de SÃO JORGE

SALVE JORGE!!!

Jorge, um dos maiores mártires do cristianismo, nasceu na Capadócia região que atualmente pertence à Turquia e depois da morte de seu pai, resolveu seguir a carreira militar, a qual lhe levou, anos mais tarde, ao posto de capitão do exército romano.

Adepto ao culto de deuses pagãos, o Imperador Diocleciano tinha plano de matar todos os Cristãos. Às vésperas de por em prática, em reunião para promulgar o decreto, Jorge, que nesta época já era Conde da Capadócia se levantou e declarou sua devoção a Jesus Cristo e a um único Deus.

A partir disto, Jorge passou a ser torturado de vários modos, como uma maneira de fazê-lo renunciar à própria fé, mas ao contrário, seu sofrimento serviu de testemunho capaz de converter a muitos e para que o Cristianismo não se propagasse ainda mais, Jorge foi condenado a morte e degolado no dia de 23 de abril de 303 d.C.

SÃO SEBASTIÃO É DO RIO DE JANEIRO, MAS O RIO É DE SÃO JORGE.


Após sofrer tamanho mal, simbolizado na figura do dragão, com plenitude, fé e grandeza, representada na figura do cavalo branco, a devoção ao mártir tornou-se popular e ganhou o mundo. Hoje o santo guerreiro é padroeiro da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou, dos escoteiros, do Sport Club Corinthians, da Cavalaria do Exército Brasileiro e até a cidade do Rio de Janeiro que tem em São Sebastião seu padroeiro, celebra ao santo, grandiosa homenagem.

No Rio de Janeiro, São Jorge é patrono da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e teve feriado decretado no estado inteiro em 05 de março de 2008. Na justificativa do projeto de lei o autor diz que “no período imperial, foi ordenado por D. João I que sua imagem (de São Jorge) saísse na procissão de Corpus Christi, montado em um cavalo; o que ocorreu em 1387 pela primeira vez no Brasil. São Jorge é invocado como defensor das almas contra os demônios, tentações e atos de feitiçaria. É popularmente reconhecido como o grande guerreiro que está sempre disponível para atender aquele que deposita sua fé”.

FIÉIS DO PARQUE SÃO JORGE


Foi pela devoção a São Jorge que há cinco anos, um grupo de fiéis da Paróquia de Santo Antônio, dividida na sub paróquia de São Vicente de Paula, se uniram para erguerem a Capela de São Jorge.

Depois de comprado o terreno, há três anos, é com quermesses e festivais de prêmios que tijolo a tijolo o sonho vai, aos poucos se concretizando.


Em 2012 os fiéis organizaram um trido, três dias de orações ao Santo, com culminância nesta segunda-feira (23/04), com a saída de uma procissão às 19h, percorrendo em algumas ruas do bairro e finalizando na capela que fica à Rua Professor Bernardino Rocha, 120, onde será celebrada uma missa, onde o Padre Geovane, apresentará a planta da futura igreja, feita também por um fiel voluntário.


Membro da comissão da Capela de São Jorge, Ângela Maria de Souza e seu marido Manoel Rangel da Silva, mais conhecido como Maneco, sabem bem que só com trabalho a obra do Senhor poderá ser erguida. Todos os domingos o casal acorda bem cedo para arrumar a capela, que ainda faz lembrar um galpão, mas que pela fé se eleva a Catedral, pela fé das orações dos fieis.

“Todo o tipo de ajuda será bem vinda. É pela fé que estamos construindo tudo isso. Ganhamos os tijolos e sabemos que não existe vitória sem luta”. Diz a fiel.

SINCRETISMO RELIGIOSO


No sincretismo religioso, nas celebrações da Umbanda no Rio, Recife e em Porto Alegre, São Jorge é representado por Ogum. Já na Bahia, o Santo é associado a Oxossi e Ode e de acordo com estudos do professor de Teologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica), João Décio Passos, atualmente o culto a São Jorge é mais presente nas religiões afro-brasileiras do que no catolicismo.

Através de estudos o pesquisador revelou que a devoção ao santo foi difundida pelo catolicismo, através dos portugueses, que tem São Jorge como padroeiro, mas foi através dos cultos religiosos nas senzalas, onde os negros substituíam o nome de suas divindades por nomes de santos do catolicismo, que as homenagens de propagaram.

ORAÇÃO DE SÃO JORGE


Chagas abertas, sagrado coração todo amor e bondade, o sangue do meu senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame, hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, e nem em pensamento eles possam ter para me fazerem o mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças quebrarão sem meu corpo chegar. Cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.

Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder da sua santa e divina graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com seu sagrado e divino manto, me protegendo em todas as minhas dores e aflições e Deus com a sua divina misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré , em nome da Falange do Divino Espírito Santo estenda-me o seu escudo e as suas armas poderosas defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais , e de todas as suas más influencias, e que debaixo das patas de seu fiel Ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa a prejudicar.

Assim seja com o poder de Deus de Jesus Cristo e da Falange do Divino Espírito Santo, Amém.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - LUZIA RODRIGUES

A mensagem do dia de hoje é bem diferente. Além da mensagem em si, propriamente dita, dedico dois vídeos a cada um de vocês, não somente por virtude de ser dia de Ogum. Mas por toda a amizade, companheirismo, visitas de todos vocês a este BLOG OLHOS DE OXALÁ.

A MENSAGEM DO DIA de hoje foi enviada por nossa amiga LUZIA RODRIGUES, no perfil do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Uma amiga nova, mas que em tão pouco, já esta mostrando seu carinho e dedicação a todos nós.


E com esta mensagem simples, mas que por si só, já nos diz muito. Dedico também estes dois vídeos que eu espero que gostem:

TRIBUTO A OGUM


CLARA NUNES - IANSÃ CADE OGUM

ORIXÁ DO MÊS: OGUM

Eu andarei vestido e armado, com as armas de Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.



SALVE O FIEL SANTO CAVALEIRO DE DEUS E GUARDIÃO DA FÉ !! SALVE JORGE.. SALVE OGUM !!!

No dia 23 de abril a umbanda celebra o Orixá Ogum, sincretizado na figura de São Jorge, aqui no Rio de Janeiro. Todos os umbandistas se voltam para essa vibração sagrada, buscando nela a vivência da religião sob o puro ar da fé e da alegria. 

Em muitas casas a festa não poderia ser diferente, penso na importância desse dia para todos nós, dia em que a vibração máxima da ação, da força, da coragem, da verdade suprema que fica ativamente em ronda. Dia em que os nossos sentidos afloram, afinal é “DIA DE OGUM” !!! 

É dia de vermos OGUM, de sentirmos OGUM, de nos dedicarmos a OGUM!! Como pensar em pouco quando falamos de OGUM? É dia de falar com OGUM. É dia de verdadeiramente nos posicionarmos diante dele como soldados: agindo em sentido de alerta, praticando a religião em sua essência, em posição, estufando o peito, olhando reto e confirmando nossa verdadeira fé. OGUM não é falar, É SENTIR E AGIR .. não é querer, É TRABALHAR PARA CONQUISTAR .. não é tristeza, É CERTEZA VERDADEIRA .. não é pensar, É SER, ESTAR, AGIR PLENO EM TUDO E POR TODOS .. não é silêncio, não é passivo, É ATIVO COM CONSCIÊNCIA .. É PROVOCATIVO .. É PENSAR NA FRENTE, É SER A CAUSA, E, É ESTAR NA FRENTE!!

SUGESTÃO DE LEITURA


Sinopse: Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? Ogum, o rei de muitas faces traz histórias de orixás e descreve as suas principais características, mostrando esse lado especial da nossa cultura que é a herança dos povos africanos. 

Além de contar histórias, o livro fala das origens do candomblé e discute aspectos da sua história social. Ao nos aproximar desse universo, Ogum mostra que os deuses podem ser como nós: espertos e preguiçosos, sábios e engraçados, irrequietos e misteriosos. 

Título: O rei de muitas faces e outras histórias dos orixás

Autoras: Lidia Chaib & Elizabeth Rodrigues 

Editora: Companhia das Letras 

APRENDENDO MAIS SOBRE OGUM



Orixá Ogun é um dos mais amados na cultura ioruba. Em primeiro lugar porque ele foi o primeiro ferreiro. Como foi ele, também, quem descobriu a fundição e inventou todas as ferramentas que existem. Portanto é o patrono da tecnologia e da própria cultura, pois sem as ferramentas nada mais poderia ser inventado até mesmo plantar em grandes extensões seria extremamente difícil. Tendo inventado as ferramentas, com a foice ele abriu os primeiros caminhos para o resto do mundo, o que dá a ele o poder de abri-los ou fecha-los.

Com a faca ele fez o primeiro sacrifício ritual, por isso sempre se louva Ogum durante estes sacrifícios e sua invenção da faca. Com o ancinho ele arou terras e plantou, com a tesoura cortou peles e inventou os abrigos. Com o machado cortou árvores para construir abrigos, com o martelo pode unir com pregos que inventou, os troncos. Com a cunha pode levantar grandes pesos e assim aconteceu de Ogum, com a espada que forjou, guerrear e conquistar territórios para seu povo. Ele, no entanto, não quis ser rei, pois preferia os desafios ao poder. Continuou lutando e inventando para sempre. Hoje em dia diz-se que os computadores sao de Ogun e de Ogun sao também todos os analistas de sistemas.

Ogun só cometeu um erro nos mitos, quando seu pai mandou que fizesse uma tarefa e ele pelo caminho embebedou-se com vinho de palmeira e acabou não realizando o que devia. A partir daí nunca bebeu, mas diz-se que os filhos de Ogun adoram vinho branco e devem tomar muito cuidado com bebidas. A guerra é de Ogun, cujo nome significa exatamente guerra. Como Ogun nunca se cansa de lutar, costuma-se chamar por sua ajuda em situações em que é extremamente difícil continuar lutando ou quando o inimigo é extremamente forte. Não se deve invocar Ogun a toa, pois seu gênio é extremamente violento e diz um oriki que ele mata o injusto e o justo, o ladrão e o dono da casa roubada (porque permitiu que acontecesse) portanto não se deve brincar com este orixá, que não perdoa. 

Ogun vive sozinho; é um solteirão convicto. Teve muitas mulheres mas não vive com nenhuma, e criou um filho adotivo abandonado nas mãos dele por Iansã, a deusa dos ventos e raios que por sua vez o havia adotado de Oxum, a deusa do amor e da riqueza Um dos mitos sobre ele diz que Ogum, é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. 

Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá.


Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, que é seu irmão por parte de mãe, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia.

domingo, 22 de abril de 2012

O ORIXÁ OGUM – O ORIXÁ QUE VENCE DEMANDAS


Nos ritos do candomblé, Ogum é, depois de Exu, o 1º Orixá a ser homenageado. Isso porque ele é o desbravador de todos os caminhos, o pioneiro que criou o ferro e a metalurgia, abrindo uma nova trilha para o desenvolvimento da civilização e da guerra. 

Desse modo, Ogum se associa ao progresso técnico e protege os agricultores, os soldados, os artesãos e todas as pessoas que trabalham com instrumentos de ferro ou de aço. Valente e impetuoso, ele está sempre ao lado dos seus filhos em todas as suas lutas, na justiça ou por melhores condições de vida. Nunca deixa um filho seu sem resposta.

Ogum tem uma ligação muito grande com Exú, sendo, às vezes, confundido com ele. A confusão existe porque os dois orixás dominam todos os caminhos e estão sempre na dianteira. É Exú quem consegue aplacar a ira de Ogum.

* Características:
. Nome: Ogum
. Origem: Nigéria
. Data: 23 de Abril
. Filiação: Oxalá e Yemanjá
. Raio: Primeiro
. Elemento: Terra
. Suporte: Ferro
. Domínio: Caminhos, progresso técnico, conflitos, enfrentamentos e questões judiciais.
. Cores: Azul escuro ou vermelho
. Colares (guias): Contas azul escuras (no candomblé), vermelhas, verdes e brancas ou feitas de aço (na umbanda).
. Saudação: Ogunhê! (Olá, Ogum!). Pata Kori Ogum
. Oferendas Rituais: Inhame assado e feijão fradinho cozido na água, misturado com dendê.
. Bebidas: Cerveja clara
. Flor: Cravo Branco
. Frutas: Goiaba, manga-espada.
. Minério: Ferro e bronze
. Cristais: Água Marinha, Topázio Azul, Lápis-Lazulli
. Signo: Áries
. Dia da Semana: 3ª Feira
. Vela: Azul Claro ou Vermelha
. Local para acender: Linha do trem
. Vibrações: Para resolver problemas, alcançar um desejo e tirar obstáculos do caminho.
. Amuleto: São uma pequena espada de prata ou uma adaga (que traz força e coragem), o rubi, a rubilita ou outra pedra vermelha banhada nas águas de uma cachoeira.
. Instrumento: Espada de Ferro e Coroa
. Sincretismo: São Jorge
. Perfume: Violeta.
. Carta do Tarô: O Carro
. Carta do Baralho Cigano: Os Caminhos

CONHECENDO PAI AGNALDO DE OGUM - BAHIA


Pai Agnaldo nascido e criado em Ponta de Areia na ilha de Itaparica. Filho e neto de sacerdotes da seita de LESEN EGUM tendo como seu mestre na seita de EGUM, Domingos dos Santos e Laelso Vitoriano dos Santos. Pai Agnaldo passou por vários problemas de saúde e espirituais, teve que ser iniciado na seita LESEN ORIXÁ KETU no terreiro ILÊ AXÊ OPÔ AGANJÚ, tendo como sua IALORIXÁ Rosalina Daniel de Paula, e seu avô o BABALORIXÁ Balbino Daniel de Paula. Ao longo desses anos Pai Agnaldo vem fazendo uma trajetória com responsabilidade, amor e carinho para com os orixás, seus filhos de santos e clientes.

OGUM - A FESTA DO BOI NA BAHIA


No Terreiro do Pai-de-Santo Zé de Ogum, 46 anos, situado no município de Lauro de Freitas, arredores de Salvador (Bahia), a festa de seu santo é um acontecimento. O ritual prevê três dias inteiros de comemorações e sacrifícios preparatórios que exigem, entre outras coisas, a imolação de sete galos caboclos (vermelhos) em homenagem a Exu. Todas as carnes e miúdos dessas aves serão aproveitados nos banquetes sagrados. E o culto culmina sempre com o sacrifício de um boi inteiro, cujo sangue é levado num vaso especial para o Ibá – espécie de santuário onde fica o chamado carrego do santo, com potes, bacias e louças próprias. Um ritual que MANCHETE documentou com exclusividade. 

O terreiro que sacrifica um boi a Ogum recebe 14 anos de paz garantida A Preparação para o dia do culto de Oxum exige daqueles que nele participam ativamente uma série de obrigações e penitências. Em certos casos, se requer até mesmo abstinência total – com recolhimento absoluto durante os 14 dias que procedem a cerimônia. Na simbologia dos fiéis de Ogum, o boi significa força, poder e decisão. Seu sacrifício tem assim, como efeito imediato, produzir a paz no terreiro e uma profunda concórdia entre seus frequentadores. Os iniciados explicam que basta um sacrifício para garantir esta paz por um período de 14 anos. Mas, no terreiro de Zé de Ogum, celebra-se a festa todos os anos. Porque os fiéis do Candomblé de Lauro de Freitas gostam da cerimônia.

Apesar das danças de guerra e dos cantos de combate, a festa de Ogum tem sempre por resultado essencial um só: paz.

Os fiéis chegam cedo para a cerimônia principal. Os primeiros convidados e alguns curiosos esperam a chegada do Alabê, espécie de chefe de orquestra, acompanhando de dois ajudantes que conduzem os atabaques. Enquanto os pontos vão crescendo, aproxima-se o momento da apresentação do grande sacerdote, Zé de Ogum, que descobriu sua vocação aos 18 anos, e teve a cabeça feita pela mãe-de-santo Paulina, num velho e tradicional terreiro da cidade de Cachoeira, situada no Recôncavo Baiano.

Recebeu então a incumbência de zelar, durante toda a vida, pelo culto de Ogum. Nessas ocasiões mais solenes, Zé de Ogum ostenta uma bonita batina amarela e tem no pescoço dezenas de colares de contas e miçangas de todos os tipos. Quando os pontos chegam ao auge, há sempre muitos manifestantes que recebem santos no terreiro e são levados a pessoas especialmente encarregadas de acalmá-las. O sacerdote sangra o boi com um golpe certeiro e o animal cai, enquanto as auxiliares correm para aparar o sangue numa grande tigela de barro. Este sangue, chamado de menga, vai depois para o santuário do terreiro – o Ibá –, onde é colocado sobre as otás, ou pedras sagradas.

Cantos, danças e banquetes fazem parte essencial do culto de Ogum. No calendário do candomblé, terça-feira é normalmente o dia da semana especialmente dedicado a este orixá. Sua cor preferida é o azul-escuro, sua comida é, normalmente, feijoada com inhame assado. Sua saudação é ogunhê e na indumentária entram sempre elementos de couraças e capangas. Porque se trata de um santo guerreiro. 

Outro elemento essencial do culto de Ogum é Exu, que muitos leigos confundem erroneamente com o diabo. Os iniciados dos terreiros insistem sobre a necessidade de cair neste erro. Nos candomblés de Ogum existem quase sempre dois exus – o Xoroquê e o Tiriri. Este último é, na realidade, um orixá, e não um escravo, como querem alguns. 

Durante a festa, a cozinha do terreiro está sempre cheia de filhas-de-santo sorridentes, que passam três dias e três noites servindo refeições aos convidados: os pratos são em geral feijão, farinha, carne assada ou ensopado. Os miúdos dos sete galos caboclos sacrificados antes do boi são cozidos no azeite-de-dendê e em seguida colocados em alguidares aos pés de Exu. O que resta destes galos é aproveitado para o xinxim, que pede ainda camarão e mais azeite. Este prato é o famoso Ixó de Exu, distribuído a todos os presentes durante o primeiro e o segundo dias da festa. 

Exu fica assim inteiramente manso, assentado, e Ogum pode então dominar tudo. Começa aí o momento da grande feijoada a Ogum. Quatorze homens, especialmente escolhidos pelo pai-de-santo, e ajudados por alguns filhos-de-santo, preparam o barracão principal. Ao centro do barracão são colocadas três esteiras e três alás (lençóis) brancos, em volta dos quais se dispõem castiçais com velas acesas e jarros com flores. Chegam então os ogãs, alabês, ekedes, kotas, a Mãe-Pequena e outros grandes do candomblé. Há mulheres que trazem tabuleiros com pipocas: são flores para o velho orixá Omulu, amigos de Ogum. 

As manifestações de Ogum são as mais variadas: pode parecer muito velho (daí sua amizade com Omulu). Mas pode ser também Ogum-Wari, que aparece empunhando uma espada e dançando como um guerreiro indomável. O essencial no entanto é que, qualquer que seja a manifestação predominante, o resultado final do culto será sempre a paz.


OGUM, O ORIXÁ DA LEI E DA ORDEM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).

Nesta manhã foi levado a meditar sobre a posição de Ogum na questão da Ordem e da Lei. Duas realidades presentes na realidade deste Orixá que vai a frente abrindo os caminhos. Assim como esta colocação dentro da realidade Umbandista. Vejamos o que temos a aprender.


Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos.

O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã.

Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc.

Portanto, na linha pura do "ar elemental" só temos Ogum e Iansã como regentes. Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda.

Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei. saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos. E o mesmo acontece com Obaluayê e Yemanjá.

Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério "Guardião" e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores! Formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de "estilo" , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

sábado, 21 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - BELLA

Mais uma vez chegamos até você partilhando uma mensagem encaminhada aos nossos cuidados pelo perfil BARA LONAN BORDADOS do ORKUT de nosso irmão FERNANDO

Esta mensagem é de uma de nossas visitantes, dos dois BLOGS em questão: OLHOS DE OXALÁ e BARA LONAN BORDADOS. Esperamos que gostem.

ILE AGANÂ ASÉ LABURÊ - CONVIDA

Através de nosso irmãozinho MARCOS DE ODÉ, presente em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). O ILÊ AGANÂ ASÉ LABURÊ, convida a todos a prestigiar a FESTIVIDADE DAS QUARTINHAS DE OXÓSSI

AGRADECEMOS a todos que de alguma forma, entram em contato conosco para nos atualizar de novos eventos a serem realizados em suas casas. Participe você também nos encaminhando sua programação.

ITAPECERICA DA SERRA REALIZA MISSA AFRO

Muito temos falado dos grandes feitos de OGUM. O ORIXÁ que vai a frente abrindo os caminhos, bem como temos vivenciado situações sobre o preconceito inter-religioso, ou mais conhecido como INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.

De fato, OGUM, tem feito suas andanças e com elas suas obras e manifestações. E desta vez chegamos em ITAPECERICA DA SERRA, no SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DOS PRAZERES E DA DIVINA MISERICÓRDIA, presidida pelo seu PÁROCO PE. ALBERTO GAMBARINI, responsável pela RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, da DIOCESE DE CAMPO LIMPO, como Diretor Espiritual.

Bem sabemos que este movimento RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA, R.C.C., foi e é um reavivamento para a IGREJA CATÓLICA, mas também é um dos fortes pregadores contra as religiões afrodescendentes. E claro, OGUM não poderia deixar por menos. Justamente nesta Paróquia foi realizada um evento que em muito colabora com nossa religiosidade.

DEIXAMOS CLARO QUE ESTA REPORTAGEM FOI EXTRAÍDA DA REVISTA MANCHETE, NO ANO DE 2010, MÊS DE NOVEMBRO.

Itapecerica da Serra realiza missa afro na Igreja Matriz 

Em comemoração ao Mês da Consciência Negra, o Conselho Municipal do Negro, em parceria com a Prefeitura de Itapecerica da Serra, da Pastoral Afro e do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres, realizou no dia 28 de novembro de 2010 a II Missa Inculturada em Estilo Afro Brasileiro de Itapecerica da Serra. Presidida por Padre Alexandre e pelo Frei Leandro, a celebração contou com a presença de diversas personalidades negras do município.

Entre as autoridades presentes estavam o Deputado Federal Vicentinho, Márcia Farro - assessora do Deputado José Cândido, Sr. Paulo Roberto Esteves Guedes - secretário de Cultura, Frei Leandro da Educafro, Sr. Guilherme Botelho-Doutor em Eucaristia, Sr. Edson Robson – Coordenador de Igualdade Racial de Carapicuíba, Kaká Werá (representante dos povos indígenas), Camila Haruna (representante do povo cigano), os sacerdotes e sacerdotisas Mãe Alessandra de Ogum, Mãe Luciana de Ewá, Mãe Kika de Bessem e Pai Tenório, acompanhados de seus filhos e filhas de Santo.


Celebração contou com personalidades e autoridades

A organização agradece aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para a realização da cerimônia: Mestre Canibal e grupo Tupinambá, Mestre Orikerê e os Tropeiros da Serra, Carla Magalhães, Lucimeire Monteiro, Augusto, Chica, Josy, Lacilete, Kátia Cilene, Daniel, PC, Marinalva, Nice e a todas as secretarias envolvidas.

Segundo a ativista e presidente do Conegro, Kátia Trindade, “a missa afro é uma manifestação inculturada que serve de instrumento para combater o preconceito e promover um diálogo inter religioso, a fim de trabalharmos a tolerância, a paz e o respeito pelo diferente, sem segregação e com quebra de paradigmas”

Assim, desejamos que não somente este exemplo possa servir aos nossos irmãos CATÓLICOS, que hoje estão aprendendo a ver a nossa religiosidade com outros olhos. Mas que PROTESTANTES, EVANGÉLICOS EM GERAL, que em qualquer esquina vão abrindo suas IGREJAS sem a menor preparação TEOLÓGICA BÁSICA POSSÍVEL, possam também aprender a olhar nossa religiosidade com outros olhos.