quarta-feira, 18 de abril de 2012

PAI PEDRO DE OGUM - A UMBANDA EM PORTUGAL


Pai Pedro de Ogum
Babalorixá

O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos).

Pai Pedro de Ogum, nasceu em Portugal, na cidade da Covilhã, no Centro de Portugal. O caminho espiritual realizado por Pai Pedro de Ogum passou por conhecer vários tipos de cultos e seitas, tais como os Rosa Cruz e com algumas seitas de fundamento indiano, tal como o Ashram de Guru Maharaji e a Religião Hare Khrisna.

Foram tempos de aprendizagem e de perguntas sem resposta, que muitas vezes o faziam questionar sobre algumas questões dentro da temática espiritual.

Em 1983, foi viver para o Rio de Janeiro, com a sua familia, e foi no Rio que teve o seu primeiro contacto com as Tradições Religiosas Afro Brasileira, pois frequentava como assistente alguns terreiros na zona norte do Rio de Janeiro.

Em 1990, voltou para Portugal e frequentou alguns Centros Espiritas, enquanto fazia o Curso de Engenharia de Telecomunicações. A sua curiosidade pela espiritualidade levou-o a tomar conhecimento com algumas pessoas, que nos anos de 1997, se reuniam para falarem sobre Umbanda e Religiões Afro, e foi dessas reuniões em que participava , que começaram a projectar a criação de um templo de umbanda com raiz de tradição de Angola .

Esse projecto, levou esse grupo ao Brasil, para participarem em Camarinhas e algumas obrigações, e o resultado foi a criação de um Templo de Umbanda em Portugal. Pai Pedro de Ogum, nesse tempo participava como Médium Atendente e desenvolveu o seu trabalho nesse Templo durante oito anos (8), em que trabalhou na implantação desse Terreiro em Portugal e no desenvolvimento de vários projectos internos do Templo.

Mas a metodologia e organização desse templo, exercia um determinado questionamento sobre aquilo que ele sentia do que deveria ser realmente a Umbanda e no ano de 2003, abandonou esse Terreiro.

Durante um ano, procurou encontrar respostas para tantas perguntas e como diz a frase “..o Mestre apareçe quando o Discipulo está pronto”, foi quando na sua busca espiritual, encontra uma Mãe de Santo em São Paulo, e conjuntamente com essa Mãe Espiritual, sábia e conhecedora, começou a encontrar as respostas certas para tantas questões que sempre tinha tido durantes tantos anos.

Com essa Mãe de Santo, realizou todos as Obrigações e rituais para que pudesse receber o Deká e a Ordem de Ifá

Com a participação e incentivo desssa Mãe de Santo e de Pai Francelino de Shapanan, Pai Pedro de Ogum, começou a realizar o seu Caminho Espiritual dentro da Umbanda. Tinha começado um novo processo de criação de um Templo de Umbanda em Portugal.

Assim nasceu o Templo Sagrado de Umbanda em Portugal.

Foi o começo da cristalização do projecto iniciado por Pai Pedro de Ogum.

Actualmente, Pai Pedro de Ogum desenvolve um trabalho de organização e Implementação de uma organização europeia que possa integrar todos os templos de umbanda.
O Pai Pedro de Ogum desenvolve além de tudo, o seu trabalho com a finalidade de apoiar e desenvolver ações para defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e dos Templos de Umbanda em Portugal, através das actividades de educação cultural, social, profissional e religiosa, além de desenvolver um trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda.

ERES DE OGUM NO CANDOMBLÉ - PARTE I



Motumbá meus (minhas) amados (as) irmãos (ãs).

Muito se tem falado ou buscado saber sobre o que vem a ser os Erês no Candomblé. Que sinceramente difere em atitudes quanto a Umbanda Sagrada. Mas em olhos humanamente falando leigos são quase a mesma coisa. 

Devemos saber que sua presença principalmente no processo de iniciação é importantíssimo como vamos ver no texto abaixo, mas vamos buscar ler com toda a atenção devida.


No Candomblé, Erê é o intermediário entre a pessoa e o seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exacto entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa a sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos do seu Orixá.

A palavra Erê vem do yorubá, iré, que significa “brincadeira, divertimento”. Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Erê (não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Erê é o intermediário entre o iniciado e o orixá.

Durante o ritual de iniciação no Candomblé, o Erê é de suma importância pois, é o Erê que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Erê às vezes confundido com Ibeji, na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Erê é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Erê conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Erê” é mais influenciado por certos aspectos da sua personalidade, que pelo carácter rígido e convencional atribuído ao seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

A confusão entre Ibeji e Erê é muito frequente, ao ponto que em algumas casas de candomblé e batuque Ibeji é referido como Erê (criança) que se manifesta após a chegada do orixá, em outras são cultuados como Xangô e ou Oxum crianças. Porém na verdade Ibeji é um orixá independente dos Erês. Dado o facto conhecido e recorrente de que muita gente transita entre o Candomblé e a Umbanda, é também natural que esta confusão se acentue, dados os conceitos e entendimentos diferentes que existem nas duas religiões e que muitas vezes as pessoas não conseguem diferenciar.

Na Umbanda, Erês, Ibejada, Dois-Dois, Crianças, ou Ibejis são entidades de carácter infantil, que simbolizam pureza, inocência e singeleza e se entregam a brincadeiras e divertimentos. Pedem-lhes ajuda para os filhos, para fazer confidências e resolver problemas. 


Geralmente supõe-se que são espíritos que desencarnaram com pouca idade e trazem características da sua última encarnação, como trejeitos e fala de criança e o gosto por brinquedos e doces. Diz-se que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. 

São tidos como mensageiro dos Orixás, respeitados pelos caboclos e pretos-velhos. Geralmente, são agrupados em uma linha própria, chamada de Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de Ibeji. Costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho e Cosminho. Seus líderes de falange incluem Cosme e Damião. Comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas.

Devemos nos lembrar que um Erê dentro do Candomblé, no processo de iniciação, recebe do Babalorixá ou da Yalorixá um nome novo dado-lhe como que num batismo. Ou seja, o que poderia ser um Joãozinho na realidade Umbanda. Após a iniciação no Candomblé o mesmo pode vir a se chamar depois Escudinho. Para demonstrar bem de que Orixá ele pertence.

Vamos aqui algums exemplos:
Flexinha - Odé;
Joaõzinho Maru;wô - Ogum
Pipoca - Omulu;
Rochinha - Xangô;
Pingo Dourado - Oxum;
Fonte Iluminada - Logun-Edé;
Estrelinha - Yemanjá;
Tempestade - Yansã;
Pilãozinho - Oxaguiã;
Pombinha branca - Oxalufã;

Ou seja estes são alguns exemplos básicos da apresentação deles na realidade do Candomblé, demonstrando de cara a quem eles são de fato pertencentes. 

CONHECENDO OGUM MEGÊ

OGUM MEGÊ NA UMBANDA

“O seu cavalo corre, em ninguém ver, ô salve as sete espadas de Ogum Megê”.



Essa qualidade de Ogum de Umbanda é muito invocada para resolver casos de feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.

Esse Orixá anda geralmente nas encruzilhadas e estradas que dão aceso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande guardião das almas e de sua morada. Grande guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer obrigação neste local, levemos presente para ele.

Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas súplicas.

Com seu cavalo, este Ogum ronda os cemitérios sempre e nada podemos fazer sem sua devida autorização. Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja, velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles precisassem.

Usa as cores vermelha e branca, assim como a grade maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.

Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do portão e pergunta a que lugar vai aquele exú, e se ele não foi devidamente homenageado, pode impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.

Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, Megê se encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados e se por ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que solicitou o trabalho.

Recebe velas brancas, vermelhas e brancas e sempre ao redor dos cemitérios, também costuma receber cerveja branca e algumas pessoas costumam colocar farofa para o mesmo.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

OGUM MEGÊ NO CANDOMBLÉ


Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Nascido na cidade de IFÉ e nela cultuado,pois veio na corte de ÒRÚNMÌLÀ em sua chegada a terra.

É considerado filho de YEMONJA e outras vezes de ODÙDUWÀ e, em ambos, seu pai é ÒRISÀNLÁ.

ÒGÚN caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se êle chegar e não encontra-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Êle teve várias esposas: ÒSUN, OBÁ e OYA, mas a mais importante foi ELESY ÒSUN ORIY, aquela que pintava sua cabeça com pós brancos e vermelhos. Por onde passava conquistava aldeias, cidades, era aclamado e recebia vários nomes: ÒGÚN BENIN, ÒGÚN DAYO, ÒGÚN FENÁN, ÒGÚN KAUANÁ; não são qualidades e sim títulos. Seu principal alimento é o IXÙ ( inhame ) .

ÒGÚN é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como YIOBÉ, peregun, sua árvore de maior fundamento, e YIZIEEOU, pé de jaca. Mulher não deve chegar perto.

Sua saudação: ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌSÀ, quer dizer: Salve OGUN, Oricha importante para a cabeça.

Seria o mais velho, a raiz de todos. É um ÒGÚN completo. Come nos cemitérios. Soleteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.



OBS: OGUM MEGÊ NESTE VÍDEO É DO RAPAZ QUE ESTA COM ROUPA VERDE CLARA PARA NÃO SE CONFUNDIR COM AS OUTRAS QUALIDADES PRESENTES. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA



A nossa mensagem do dia foi encaminhada por nossa irmãzinha EKEDI TY AYRÁ, presente em nosso perfil do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que Xangô possam fazer de suas palavras verdadeiro refrigério para nossa alma. 

HOMENAGEM A RONALDO DE OGUM

Ronaldo de Ogum, filho de Yá Barbara de Oyá, Membro da Família Oxumarê. Um rapaz que este ano estará completando os seus sete anos. Mas que na nossa Espiritualidade tem um futuro muito promissor. 

Membro de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ) e fíel participante de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. 




Que nosso Pai Ogum possa estar acompanhando-o em todos os seus passos, projetos e que sua dedicação ao Orixá, possa de fato ser um exemplo pra todos os que buscam chegar onde você esta chegando.

CANTIGAS PARA OGUM - YORUBÁ/PORTUGUÊS



CANTIGAS DE OGUM E SUAS TRADUÇÕES


01
Àwa nsiré ògún ó, èrù jojo
Àwa nsiré ògún ó, èrù jojo
Èrù njéjé

Auá xirê ogum ô éru jójó
Auá xirê ogum ô éru jójó
Érum jéjé

Nós estamos brincando para ogun com medo extremo
Segredamos nosso medo, nos comportamos calmamente,
Mas com medo.

02
Ògún nítà ewé rè, ògún nítà ewé rè
Ba òsóòsí l'oko ri náà lóòde
Ògún nítà ewé rè

Ogum nitá euê ré, ogum nitá euê ré
Ba oxossi okô ri naa lôdê, ogum nitá euê ré

Ogun tem que vender as suas ervas,
Ogun tem que vender as suas ervas,
Encontra-se com oxossi nos arredores da fazenda
Ogun tem que vender suas ervas.

03
Alákòró elénun alákòró elénun ó
Ae ae ae alákòró elénun ó

Alácorô élénun alácorô élénun ô
Aê aê aê alácorô élénun ô

O senhor do akorô (capacete) vangloria-se (de suas lutas)
O senhor do akorô é aquele que conta bravatas.

04
A l'ògún méje iré, aláàda méji, méji

A lôgum mejê ire aláda mêji mêji

Nós temos sete ogun em irê
É o senhor das duas espadas.

05
Ijà pè lé ìjà pè lé ìjà
Alákòró oníré

Ijá puê lê ijá puê lê ijá alácôrô onírê

Ele briga e chama mais briga, e chama mais briga
É o proprietário do akorô, o senhor de irê.

06
E mònriwò l'aso e mònriwò
E mònriwò l'aso e mònriwò

É manriuô láxó é manriuô
É manriuô láxó é manriuô

O senhor que tem roupas e se veste
Com folhas novas de palmeiras.

07
Àkòró gbà àgádá, àkòró gbà àgádá
Ògún gbà àgádá é ògún gbà àgádá
Ògún gbà àgádá é lákòró gbà àgádá

Acorô ba agadá acorô ba agadá
Ogum ba agadá ê ogum ba agadá
Ogum ba agadá ê lácorô ba agadá

O senhor do akorô protege derrubando o inimigo
Com um golpe, ogum protege abatendo o seu
Adversário com um golpe.

08
Ògún a kò fíríì, ògún a kò fíríì
A pàdé l'ònòn kí a wò, ògún a kò fíríì.

Ogum a cô fíríi ogum a cô fíríi
A padê lonã qui a uô ogum a co fíríi.

Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora,
Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora,
Nós encontramos no caminho e cumprimentamos ao vê-lo,
Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora.

09
Ògún àjò e mònriwò, alákòró àjò e mònriwò
Ògún pa lè pa lóònòn ògún àjò e mònriwò
Elé ki fí èjè wè.

Ogum ajô é manriuô alácôrô ajô é manriuô
Ogun pa lê pa lónã ogun ajô é manriuô
Élé qui fi éjé ué.

Ogun o senhor que viaja coberto de folhas novas de palmeira,
Ogun o senhor que viaja coberto de folhas novas de palmeira,
Ogun mata e pode matar no caminho, ogun viaja coberto por
Folhas novas de palmeira, é o senhor que toma banho de sangue.

10
Oní kòtò, oní kòtò n'ilé ògún
Ó ní àwa ajàjà, oní kòtò ó pa òbe.

Ôni cotô ôni cotô nilê ogum
Ô ní auá apaja ôní cotô ô pa óbé.

Senhor da arena, o chefe que compete (opõe-se)
Na casa é ogun, ele é o nosso sacrificador de
Cachorros, senhor da arena ele mata com golpes de facão.

11
Ògún ní kòtò gbálé mònriwò, àwúre
Ògún ní kòtò gbálé mònriwò, àwúre.

Ogum ni cotô bálê manriuô auurê
Ogum ni cotô bálê manriuô auurê

Ogun é o senhor da arena (briga) que varre a casa
Com folhas novas de palmeira, nos dê boa sorte.

12
Oní kòtò oní kòtò nilé ògún
Àwúre dùró do onìjà, àwúre
Dúró do.

Ôni cotô ôni cotô nilê ogum
Auurê durô dô ônijá, auurê durô dô.

Senhor que faz brigar na arena os animais
Senhor cuja casa é a arena, nos traga boa sorte
E pare, cesse a briga, nos traga boa sorte e pare
Cesse a briga, nos traga boa sorte e pare a briga, ogun.

13
A imòn nilé a imòn e dàgòlóònòn kó yá
A imòn nilé a imòn e dàgòlóònòn kó yá

A imã nilê a imã é dagôlónã cô iá
A imã nilê a imã é dagôlónã cô iá

Nossa palmeira da casa, nossa palmeira,
Que o senhor nos dê licença, senhor dos caminhos,
E que ele (o caminho) nos seja facilitado.

COMIDA DE OGUM - PARTE X - INHAME DE OGUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Me perdoem por somente agora estar vindo aqui postar novas novidades para nosso BLOG, a fim de darmos continuidade de nossas informações. Mas o motivo de meu atraso foi que nossa EQUIPE OLHOS DE OXALÁ está atarefada graças a OGUM E A OXAGUIÃ, na confecção de algumas lembrancinhas de Orixás e alguns Catiços, onde agora tomei um tempinho para vir aqui, pois conciliar este serviço, a Equipe que montei pra este serviço e ainda meu lado profissional não é brinquedo não. Isso sem contar com os problemas do dia-a-dia e ainda a recuperação de uma tia que foi recentemente operada do coração.

Mas nada disso me atrapalha para vir aqui e continuar o seguimento de nossa proposta que é as COMIDAS DE OGUM e hoje vamos partilhar um pouco sobre O INHAME DE OGUM.



Ingredientes

7 - Inhames Cabeça;
Oléo de Dende
Mel de Abelhas

Modo de preparar:

Descasca-se os Inhames, cortando-os pela metade. Estas metades serão fritas no Oléo de Dende. Se você tiver um fogão a Lenha melhor ainda. Mas se não tiver pode colocar a frigideira sobre o carvão em brasa para fritar os Inhames. Caso não tenham nem um e nem o outro, pode-se frita-los tranquilamente no fogão mesmo.

Num Alguidar de Barro, os Inhames devem ser postos após fritos de modo que fiquem bem arrumados. Sobre eles rega-se com o Mel de Abelhas. 

Esta é uma comida rápida para seu preparo e de modo fácil de ser feita. Mas é assim como o FEIJÃO DE OGUM, uma das comidas de mais apreço aos olhos de OGUM.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - ISRAEL ARAUJO

A mensagem do dia de hoje veio de nosso amigo ISRAEL ARAUJO. Membro assíduo do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ e participante em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ).

Assim como ele e muitos (as) outros (as) irmãos (ãs) faça o mesmo. Como? Se inscrevendo em nosso perfil do ORKUT e aqui no BLOG POSTANDO SEUS COMENTÁRIOS BEM COMO DANDO SUGESTÕES

COMIDAS DE OGUM - PARTE IX - EFUN (FAROFA DE MEL)

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs).

Temos percebido em nossas estatísticas a grande visualização das COMIDAS DE OGUM, por esta razão estamos hoje postando a nona parte referente aos pratos mais oferecidos a este ORIXÁ das guerras, do ferro e das demandas.

Hoje vamos falar do EFUN - FAROFA DE MEL. Esperamos que gostem.


Ingredientes:

250 grms de farinha de mandioca ou inhamê assado e ralado.
Mel de Abelhas

Modo de fazer:

Num alguidar coloque a Farinha de Mandioca ou a Farofa de Inhame previamente assado no forno ou na brasa. Este deverá ser ralado em fatias não muito grandes. Acrescenta-se o Mel de Abelhas. 

Com as mãos vai se misturando os dois ingredientes chegando no ponto de uma farofa seca e bem soltinha (esfarelada). 

Este prato, ofertado na beira das estradas, serve para pedir a OGUM a docilidade nos caminhos a seguir. 

CONHECENDO OGUM OGUNJÁ



Ogunjá


Nesta fase Ogun veste branco ou verde. Sua ferramenta pode ser na forma de um chapéu, um guarda chuva contendo nas pontas como pingentes ferramentas da pesca, caça e da agricultura. Ou ainda de acordo como o jogo de Ifá indicar com os devidos materiais a serem incorporados.

Tem uma grande relação com OXAGUIÃ e YEMANJÁ. Antes de falar mais sobre esse caminho de ogum preferi primeiro falar de Ogum de uma forma geral: Ogum é o filho mais velho de Odudua e de Yemanjá, irmão de Odé e de Exu. Ele foi o filho que reinou no lugar de seu pai quando este, temporariamante, ficou impedido.

Ele é o orixá dos ferreiros, também da tecnologia. Foi ele quem abriu caminho para que os orixás chegassem ao Aiye ( Planeta Terra ) por isso ganhou o título Osi Imole. 

Segundo o pesquisador Fantumbi Verger a palavra deriva da seguinte frase Ogun Jé Aja. O escritor Reginaldo Prandi publicou a seguinte itan:

Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian

Oxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado", inventou o pilão para saborear mais facilmente seus prediletos inhames. Todo o povo do seu reino adotou a sua preferência. Todo o povo de Ejigbô comia inhame pilado. E tanto seu comia inhame em Ejigbô que já não se dava conta de plantá-lo. E assim, grande fome se abateu sobre o, povo de Oxalá.

Oxaguian foi consultar Exu, que o mandou fazer sacrifícios e procurar o ferreiro Ogum, que naquele tempo viva nas terras de Ijexá. O que podia fazer Ogum para que o povo de Ejigbô tivesse mais inhame? Consultou Oxaguian. Ogum pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro.

Fez a enxada e o enxadão, a foice e a pá, fez o ancinho, o rastelo, o arado. "Leve isso para o seu povo, Elejigbô, e o trabalho na plantação vai ser mais fácil. Vão colher muitos inhames, mais do que agora quando plantam com as mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame e nunca se colheu tanto inhame. E a fome acabou.

O povo de Ejigbô, agradecido cultuou Ogum e ofereceu a ele banquetes de inhames e cachorros, caracóis, feijão-preto regado com azeite-de-dendê e cebolas. Ogum disse a Oxaguian: "Na casa de seu Pai todos se vestem de branco, por isso também assim me visto para receber as oferendas". E o povo o louvava e Ogum ficou feliz. E o povo cantava: "A kaja lónì fun Ògúnja mojuba" - "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá, Ogum que come cachorro, nós te saudamos"

Oxaguian disse a Ogum: "Meu povo nunca há de se esquecer de sua dádiva. Dê-me um laço de seu abadá azul, Ogum, para eu usar com meu axó funfun, minha roupa branca. Vamos sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram.

Referência Bibliográfica: VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997. VERGER, Pierre; Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999. PRANDI, Reginaldo; Mitologia dos Orixás; Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

Quando o culto chega ao Brasil sua predileção continua sendo o aja ( cachorro) tanto que não se muda o nome, porém aqui seu culto recebe adaptações, pois esse cachorro, ao qual se refere a iton, é um animal selvagem muito perigoso tanto que ao cruzar com um sêr humano o seu ataque provoca muitoas mortes, então se olharmos por este aspécto veriámos que ao se oferecer tal animal em sacrifício para um guerreiro seria um ato muito glorioso e honroso.

As adaptações

Aqui, em solo brasileiro, assim como houve com outros elementos que, não puderam ser importados como o feijão fradinho, farinha de akaçá, farinha de mandioca etc, o cachorro vai ser substituido pelo animal doméstico e também vai mudar o rito: quando o yawo recolhe ele o faz junto com um filhote de cão e na hora do sacrifício o cachorro é trocado por um bode e este yawo vai cuidar deste animal até que ele venha a falecer.

Por ser um caminho de Ogun muito quente, é comum quando um yawo deste santo/orixá está recolhido, acontecer grandes brigas entre as pessoas daquela casa, o que os mais velhos chama de ¨casa quente¨, sendo assim o baba ou a iya antes de recolher este yawo deve preparar a casa, colocando na cumieira inhame cará, muito ebô, canjica e água tudo coberto com muito mariwo. Na hora do Lagbe deste Ogun o yawo também deverá estar coberto com muito mariwo.

Por estar numa fase muito quente este ogun deve ser cuidado somente com água de côco, azeite doce e muito ebô. É comum se ver, em casas tradicionais, o ato de confirmar a aláfia com o inhame cará que, substitui os búzios ou o obi.


domingo, 15 de abril de 2012

OGUM - O GRANDE FERREIRO



Um dos mais amados na cultura ioruba. Em primeiro lugar porque ele foi o primeiro ferreiro. Como foi ele, também, quem descobriu a fundição e inventou todas as ferramentas que existem. Portanto é o patrono da tecnologia e da própria cultura, pois sem as ferramentas nada mais poderia ser inventado até mesmo plantar em grandes extensões seria extremamente difícil. Tendo inventado as ferramentas, com a foice ele abriu os primeiros caminhos para o resto do mundo, o que dá a ele o poder de abri-los ou fecha-los.

Com a faca ele fez o primeiro sacrifício ritual, por isso sempre se louva Ogum durante estes sacrifícios e sua invenção da faca. Com o ancinho ele arou terras e plantou, com a tesoura cortou peles e inventou os abrigos. Com o machado cortou árvores para construir abrigos, com o martelo pode unir com pregos que inventou, os troncos. Com a cunha pode levantar grandes pesos e assim aconteceu de Ogum, com a espada que forjou, guerrear e conquistar territórios para seu povo. Ele, no entanto, não quis ser rei, pois preferia os desafios ao poder. Continuou lutando e inventando para sempre. Hoje em dia diz-se que os computadores sao de Ogun e de Ogun sao também todos os analistas de sistemas.

Ogun só cometeu um erro nos mitos, quando seu pai mandou que fizesse uma tarefa e ele pelo caminho embebedou-se com vinho de palmeira e acabou não realizando o que devia. A partir daí nunca bebeu, mas diz-se que os filhos de Ogun adoram vinho branco e devem tomar muito cuidado com bebidas. A guerra é de Ogun, cujo nome significa exatamente guerra. Como Ogun nunca se cansa de lutar, costuma-se chamar por sua ajuda em situações em que é extremamente difícil continuar lutando ou quando o inimigo é extremamente forte. Não se deve invocar Ogun a toa, pois seu gênio é extremamente violento e diz um oriki que ele mata o injusto e o justo, o ladrão e o dono da casa roubada (porque permitiu que acontecesse) portanto não se deve brincar com este orixá, que não perdoa.

Ogun vive sozinho; é um solteirão convicto. Teve muitas mulheres mas não vive com nenhuma, e criou um filho adotivo abandonado nas mãos dele por Iansã, a deusa dos ventos e raios que por sua vez o havia adotado de Oxum, a deusa do amor e da riqueza Um dos mitos sobre ele diz que Ogum, é filho de Iemanjá com Odudua. Desde criança já era destemido, impetuoso, arrojado e viril, tendo se tornado sempre mais e mais um brilhante guerreiro e conquistado, para seu pai, muitos reinos, não havendo, por esta razão, um só caminho que Ogum não tenha percorrido. 

Nos intervalos entre as guerras e as conquistas, Ogum criou os metais, a forja e as ferramentas que facilitaram a vida dos homens no mundo. Ele forjou a primeira faca, a primeira ponta de lança, a primeira espada, a primeira tesoura. Um irmão dedicado, diz o mito que Ogum tinha por Oxóssi uma afeição muito especial, defendendo-o várias vezes de seus inimigos e passando mesmo a morar fora de casa com Oxóssi, quando este foi expulso de casa por Iemanjá.

Diz ainda o mito que foi Ogum quem ensinou Oxóssi a defender-se, a caçar e a abrir seus próprios caminhos nas matas onde reina. Ogum teve muitas mulheres, a principal delas Iansã, guerreira como ele. Tendo sido roubada por Xangô, que é seu irmão por parte de mãe, Ogum passou a viver sozinho, para a guerra e a metalurgia.


COMIDA DE OGUM - PARTE VIII - PÃO DE INHÂME

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs).

Muitos de nós sabemos que o Inhâme Assado é de fato a comida preferida de Ogum. Assim como temos nos dedicado com as postagens referentes às COMIDAS DE OGUM. Claro que não poderíamos deixar pra trás a receita de um Pão saborosíssimo para se ofertar aos viventes, durante o XIRÊ DE OGUM em suas festas. 

Estou me referindo claramente ao PÃO DE INHAME DE OGUM.

Desta forma, pegue sua caneta, seu papelzinho de tira colo. Ou então já copie esta postagem e imprima para colar no seu livrinho de receitas. Vamos à receita:



Ingredientes:


2 xícaras de polvilho doce
1/2 xícara de polvilho azedo
400g de inhame cozido e amassado
sal a gosto
3/4 xícara de água filtrada
1/3 de xícara de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó

Coloque a água e o óleo para ferver. Misture os polvilhos, o sal e, quando a água estiver fervente, escalde os polvilhos, misturando rapidamente. 

Junte o inhame e amasse bem até que resulte numa massa lisinha. Adicione o fermento em pó e misture bem, até incorporar na massa.

Unte as mãos com um pouquinho de óleo e faça bolinhas. Asse em forno quente, até que fiquem dourados e crocantes por fora (30 minutos mais ou menos).

CONHECENDO OGUM ONIRÊ


Ogum Oniré 

É o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia., o dono de Iré, primeiro filho de Odúduwà. Oniré é um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. 

Guerreiro impulsivo é o cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 

Lenda de Ogum Oniré

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. 

Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".

Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"

Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".

Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. 

Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.

Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

VÍDEO DE OGUM ONIRÉ

CONHECENDO OGUM WARI


OGUM WARI
O Senhor dos metais amarelos 

É perigoso e feiticeiro, come com Oxum e Iemanjá. Tem temperamento muito difícil e autoritário. Veste azul-marinho e dourado. É o dono dos metais dourados, ligado a Oxum, isso o faz ser o mais requintado dentre todos os Oguns. 

É uma qualidade de Ogum que precede a idade do ferro. Sendo assim suas ferramentas são feitas em latão (dourado). Tem caminho com Oyá (Vive no Igbalé e é muito ligado a feitiçaria.). Tem forte ligação com os Antepassados (Egungun). Lutou pelo reino de Irê, saindo vitorioso. Sua cor é o verde e em algumas casas o Azul com o Dourado. 

SIMBOLOGIA 

Ogum Wari é representado pela Idá ide (espada de bronze). 

DIA:Terça-feira. 

OFERENDA: Èwà Sun Oyin - feijão fradinho torrado com mel de abelha. 

CORES: Azul-marinho que simboliza lealdade, respeito e atrai vitalidade, e amarelo ouro. 

CARACTERÍSTICAS DE OGUM WARI: É impulsivo e conquistador. Foi às margens de um rio na cidade de Èfòn, na Nigéria, que Ògún Wari presenteou Oxum Òpàrà com a Idá òdòdó (espada amarela). Evocação: "Sijibó mi olú irìn òdòdó!" (Protega-me, Senhor dos metais amarelos!). 

VÍDEO DE OGUM WARI

sábado, 14 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - JOSÉ

Nesta manha, a MENSAGEM DO DIA, nos foi enviada por nosso irmão JOSÉ. Membro do perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) do ORKUT. Espero suas palavras possam ir de encontro às necessidades do seu coração.




ARTES E JÓIAS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).


Mais um companheiro de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) vem divulgar conosco os seus serviços. Estou me referindo a ARTES E JÓIAS. Que com grande amor e dedicação tem se empenhado muito para atender cada vez melhor nossos irmãos na religiosidade. Confiram.



PROJETO OGUM - DEUS E O HOMEM

Muito se fala de nossa religiosidade como coisa demôniaca ou sem fundamentos. Mas muitos de nossos ORIXÁS, que estão presentes em tudo que nos envolve, pela Natureza, nos levam a ver que nossa religiosidade pode sim chegar ao conhecimento de todos. Mostrando sua forma bela e pura de ser. 

O PROJETO OGUM - DEUS E O HOMEM, idealizado por FERNANDA JÚLIA, membra do CANDOMBLÉ DE KETU, levou não somente a nossa religiosidade ao acesso de muitos, mas levou o CANDOMBLÉ ao teatro, mostrando o seu lado cultural muitas vezes esquecido. Afinal, devemos nos recordar que a CULTURA AFRICANA é milenar.

Um projeto que de forma simples, prática e objetiva, retirou jovens da rua, pessoas desanimadas da vida a se encontrarem. Abrindo novos caminhos e patamares nunca alcançados. Afinal OGUM é o SENHOS DOS CAMINHOS E DAS ESTRADAS não é mesmo?

Vamos então conhecer um pouco melhor deste projeto.



Espero que tenham gostado de mais uma colaboração que leva nosso CANDOMBLÉ ao conhecimento  de todos. 

UIDÊ OGUM - FESTA DOS FACÕES DE OGUM EM VÍDEO

Esta celebração não é tão comemorada em todas as casas de CANDOMBLÉ. Trata-se de um ritual onde se reverencia OGUM que forja todas as armas de todos os ORIXÁS. Não esquecendo que ele é o grande ferreiro, Senhor do Ferro. 

Esta celebração é mais praticada ainda pelos irmãos pertencentes à nação JEJE, mas algumas casas KETU também a praticam, ainda na Bahia e Rio de Janeiro. Literalmente fundamentada numa das lendas de Ogum, encontradas na MITOLOGIA DOS ORIXÁS - OGUM DA AOS HOMENS O SEGREDO DO FERRO, vamos relembrar um pouco desta lenda, sendo que a mesma já havia sido postada aqui no BLOG. 

Ogum dá ao homem o segredo do ferro.

Na Terra criada por Obatalá, em Ifé, os orixás e os seres humanos trabalhavam e viviam em igualdade. Todos caçavam e plantavam usando frágeis instrumentos feitos de madeira, pedra ou metal mole. Por isso o trabalho exigia grande esforço. Com o aumento da população de Ifé, a comida andava escassa. Era necessário plantar uma área maior.

Os orixás então se reuniram para decidir como fariam para remover as árvores do terreno e aumentar a área de lavoura. Ossain, o orixá da medicina, dispôs-se a ir primeiro e limpar o terreno. Mas seu facão era de metal mole e ele não foi bem sucedido. Do mesmo modo que Ossain, todos os outros Orixás tentaram, um por um, e fracassaram na tarefa de limpar o terreno para o plantio. Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. 

Quando todos os outros Orixás tinham fracassado, Ogun pegou seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno. Os Orixás, admirados, perguntaram a Ogun de que material era feito tão resistente facão. Ogun respondeu que era o ferro, um segredo recebido de Orunmilá. Os Orixás invejaram Ogun pelos benefícios que o ferro trazia, não só à agricultura, como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os Orixás importunaram Ogun para saber do segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si. Os Orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca do que ele lhes ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogun aceitou a proposta. 

Os humanos também vieram a Ogun pedir-lhe o conhecimento do ferro. E Ogun lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram sua ança de ferro. Mas, apesar de Ogun ter aceitado o comendo dos Orixás, antes de mais nada ele era um caçador. Certa ocasião, saiu para caçar e passou muitos dias fora numa difícil temporada. 

Quando voltou da mata, estava sujo e maltrapilho. Os Orixás não gostaram de ver seu líder naquele estado. Eles o desprezaram e decidiram destituí-lo do reinado. Ogun se decepcionou com os Orixás, pois, quando precisaram dele para o segredo da forja, eles o fizeram rei e agora dizem que não era digno de governá-los. 

Então Ogum banhou-se, vestiu-se com folhas de palmeira desfiadas, pegou suas armas e partiu. Num lugar distante chamado Irê, construiu uma casa embaixo da arvore de Acoco e lá permaneceu. Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebravam a festa de Uidê Ogun. Caçadores, guerreiros, ferreiros e muitos outros fazem sacrifícios em memória de Ogum. Ogum é o senhor do ferro para sempre. [ Lenda 31 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]

CELEBRAÇÃO DO UIDÊ OGUM


COMIDA DE OGUM - PARTE VII - FEIJÃO DE OGUM

Motumbá meus (minhas) queridos (as) companheiros (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Me dirijo, logo cedo, a todos vocês para agradecer o acompanhamento do tema COMIDA DE OGUM. Tema este, que muitas vezes pensamentos, que OGUM só recebe a famosa Feijoada ou o famoso Inhame Assado. Assim vimos a vasta quantidade de pratos que podemos oferecer a este ORIXÁ tão querido e amado por todos. 

Devido a este ORIXÁ, ser de fato um guerreiro, conforme toda a MITOLOGIA DOS ORIXÁS, percebemos que ele em sua maioria gosta de comidas que sejam práticas, rápidas e sem muito trabalho em sua confecção. Entre as comidas já expostas aqui, que compõem a série COMIDA DE OGUM, temos:

COMIDA DE OGUM - PARTE I - FEIJOADA;
COMIDA DE OGUM - PARTE II - FEIJÃO FRADINHO COM CAMARÃO;
COMIDA DE OGUM - PARTE III - AXOXÔ DE OGUM;
COMIDA DE OGUM - PARTE IV - ERAN PETERÊ;
COMIDA DE OGUM - PARTE V - QUITANDA DE OGUM;
COMIDA DE OGUM - PARTE VI - FAROFA DE FEIJÃO;

Hoje, estamos postando a Sétima Parte desta SÉRIE, falando sobre o FEIJÃO DE OGUM. Vamos lá,

FEIJÃO DE OGUM TORRADO


Ingredientes:

1/2kg de feijão preto
1 coco

Modo de preparo:

Numa panela, frigideira ou tacho, se tiver de ferro melhor ainda. Coloca-se o feijão aos poucos em fogo médio. Com uma colher ou de pau ou de ferro e muita paciência vai se virando o feijão até ele ficar torrado.

Para montar-se o prato, deve-se, enquanto o feijão esfria, ir preparando o coco, cortando-o em fatias finas e sem a casquinha marrom. Ou seja, ele tem de ficar literalmente só a parte branca da fruta.

OBS: Muitas casas, antes de torrar o feijão, colocam o mesmo em molho durante 12 hs antes. Colocando-se diretamente no tacho, já hidratado (inchado). Torrando-se sempre. Mas isso vai de casa pra casa. 

Ao oferecer ao ORIXÁ, espera-se como todas as outras comidas, esfriar. Depositadas num Alguidar onde irá se enfeitar com as fatias de coco.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - SONIA, SÓ HUMILDADE.

A MENSAGEM DO DIA de hoje nos foi enviada por nossa irmã SÔNIA, SÓ HUMILDADE. Ela esta presente sempre em nosso BLOG  e também em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG )

Lembrando que hoje criamos mais uma página em nosso BLOG, relacionada às ERVAS DE OGUM. Espero que estejam gostando do andamento de nosso BLOG, que sem vocês, ele não teria proveito algum.