sábado, 21 de abril de 2012

MEMÓRIAS DA CASA DE OXUMARE


OGUM DEKISI IMPEDE UMA GRANDE INJUNTIÇA 

A fama de Ogum Dekisi, Orixá da saudosa Mãe Simplícia, era conhecida por toda a cidade de Salvador. Pessoas de todos os lugares do mundo vinham até a Casa de Oxumarê para ter a honra de receber um abraço desta divindade de força tão presente. Episódios, como o narrado abaixo, faziam o respeito e admiração pela Yalorixá extrapolar as fronteiras da religiosidade, contribuindo até mesmo para a sua influência política. 

Muito bem conceituado como mestre de obras, Seu Hilário, marido de Mãe Simplícia, era sempre requisitado para fazer serviços na área da Construção Civil em várias partes da cidade, mas isso não agradava à todas as pessoas, gerando desconforto e atritos.

Certo dia, Hilário foi convidado para fazer um trabalho em uma residência na Barra, uma casa de uma família tradicional e rica de Salvador. Ao chegar no local, o mestre de Obras, fez a avaliação do serviço e foi embora, voltaria no outro dia para começar. 

E assim ocorreu, bem cedo depois de seu desjejum, seguiu para o trabalho. Assim que ele saiu, Mãe Simplícia sentiu algo errado, sentiu vontade de ir atrás dele, porem não conhecia o local do novo trabalho do seu marido. Como esposa dedicada, que era, foi até o pegi de Ogum e pediu que o Orixá olhasse por ele. Assim que terminou de acender a vela, falou para suas que tinha sentindo um aperto no peito e não sabia o que era. Passou o dia inteiro preocupada.

Ao final do dia, por volta das 18h, Mãe Simplícia se sentiu ainda mais agoniada, afinal, seu marido ainda não tinha chegado em casa. Ao ir novamente no pegi, Ogum Dekisi tomou o seu corpo e avisou a todos que estavam presentes: 

-Vim aqui apenas para resolver uma pendenga!
Disse Ogum e foi descendo as escadarias da Casa de Oxumarê em direção à Vasco da Gama. As filhas de santo de mãe Simplícia ficaram apreensivas e seguiram o Orixá para onde ele caminhava. De repente estavam em um imenso casarão na Barra. Ao abrirem o portão, encontraram seu Hilário rodeado de Policiais, sendo acusado de um crime que não cometera. Um relógio de ouro tinha desaparecido e Hilário era o principal suspeito e estava sendo encaminhado para a delegacia. Ogum respondeu:

- Foi por isso que vim em terra para dizer que ele é inocente. Desde cedo, eu sabia o que estava sendo armado para culpar este homem e vou mostrar a vocês onde tá o roubo. 

Ogum saiu pela casa e em um canto esquecido apontou para os policiais onde estava o velho relógio escondido. Antes, fez questão de dizer para a filha do casal, patrões de seu Hilário: 

- Sei que foi você fez isso para ele ser preso. Se você não quer ele na sua casa, manda ele sair, mas nunca faça alguém pagar por algo que não cometeu. 

A garota ao ouvir as palavras da divindade caiu em prantos e assumiu ter levantado o falso para o mestre de obras, simplesmente porque não gostava de negros.

Os pais de prontidão pediram desculpas e quiseram presentear o profissional, que recusou. A família ficou tão grata com o ocorrido e depois desse dia passaram a frequentar a Casa de Oxumarê sempre que podiam. Mãe Simplicia passou a ser sacerdotisa da família. Essa história se tornou conhecida em toda a cidade e corria junto a fama de Ogum.

MAE ANA DE OGUM - RECEBE MEDALHA ANCHIETA

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Entre as vastas pesquisas para postarmos sempre novidades para todos que visitam nosso BLOG, ainda mais se tratando da dedicação que estamos tomando quanto ao ORIXÁ OGUM, partilhamos com todos vocês, mais um prêmio conquistado por esta mulher de OGUM  e que tem muito a nos ensinar. Estamos falando de MÃE ANA DE OGUM.

Vejam vocês mesmos como a sociedade a reconhece numa premiação no ano de 2010:


A Câmara Municipal de São Paulo entregou nesta quinta-feira (9/12/), por iniciativa do vereador Claudio Fonseca (PPS), a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo a Ana Maria Araújo Santos, mais conhecida como Mãe Ana D’Ogun. 

Nascida na cidade de Valência, interior da Bahia no ano de 1944, e tendo estabelecido domicílio na cidade de São Paulo no início dos anos 70, Ana D' Ogun construiu uma trajetória de vida que a credencia como uma das principais representantes do candomblé. 

Iniciada para o culto aos Orixás (candomblé) em 24 de maio de 1960, aos 16 anos de idade, aprofundou-se e mantém viva a tradição do candomblé e ainda inicia inúmeras pessoas na religião.


“Eu quero agradecer a esse povo de São Paulo, que me recebeu de braços abertos”, afirmou Mãe Ana. Ela foi saudada por diversos representantes de entidades afro-brasileiras, como Cosme Aparecido Felix, Leandro Rosa, Profª. Terezinha Bernardo (PUC-SP) e Eduardo Joaquim de Oliveira, ex-presidente da entidade negra do Estado de São Paulo.

“Mãe Ana D’Ogum representa o símbolo da resistência da mulher negra brasileira”, salientou a Profª. Terezinha, destacando a luta pela igualdade racial no País.

No ano de 2010, completou 50 anos de iniciação, juntamente com suas irmãs de barco: Elza de Oxóssi, Walquíria de Oxum e Beth de Oxalá. Motivo de festa para os seguidores da instituição.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

LEMBRANCINHA DE LOGUN-EDÉ DO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs). 

Como é do saber de todos, ontem eu falei que postaria as fotos das novas lembrancinhas de LOGUN-EDE, de nosso amigo do BLOG OLHOS DE OXALÁ e do BLOG BARA LONAN BORDADOS, ADRIANO, de Mogi das Cruzes.

Confiram as fotos e espero que gostem. Agradeço quem puder ou quiser comentar sobre a sua criação.

ARTE FINAL DE COMO FICARÁ A LEMBRANCINHA DE LOGUN-EDÉ

LINHA DE PRODUÇÃO

APLICAÇÃO DOS BOMBACHOS

PARTE LATERAL DA LEMBRANCINHA

PARTE TRASEIRA DA LEMBRANCINHA

Espero que gostem. E tendo interesse em confeccionar a sua é só ver a lista de preços na PÁGINA LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS

OLHOS DE OXALA EM FESTA


Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Sei que esta postagem deveria fazer parte da grade de postagens do dia de ontem, 19/04/2012, mas para não fugir do tema do mês referente ao ORIXÁ OGUM, venho postar hoje esta grande alegria que  o BLOG esta passando e que pra mim, PEDRO DE OGUM é um verdadeiro presente. 

Acabamos de completar seis meses que o BLOG OLHOS DE OXALÁ esta no ar. 

Seis meses que passamos juntos aqui com temas sempre novos e atualizações praticamente diárias. Seis meses onde o número de acessos tem aumentado grandemente. Seis meses onde o perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG), aumentou o número de inscritos. E que todos os dias se comunicam de alguma forma conosco. 

Sim, digo conosco, pois o que era uma coisa individual minha agora é composto por uma EQUIPE que avalia os temas, partilhamos os temas via msn e que ainda contem a permissão do BLOG O CANDOMBLÉ  diretamente do AXÉ OXUMARÊ.

O número de PAÍSES VISITANTES DUPLICOU. Vindo de lugares onde minha mente jamais sonhou em alcançar um dia. Tanto que pra atendermos melhor estes países de outras nações já estamos estudando formas para melhor atender a todos. Com temas sobre nossa religiosidade fora do Brasil atingindo realidades a nível mundial. 

As estatísticas aqui do BLOG OLHOS DE OXALÁ para meu espanto não somente duplicou como para uma realidade presente em SEIS MESES ela triplicou. Vejam as estatísticas atuais do nosso BLOG:

Brazil - 10.622 

United States - 688 

Germany - 447 

Russia - 428 

Portugal - 149 

Argentina - 42 

Uruguay - 38 

India - 23 

Italy - 23 

Japan - 23 

France - 8 

Fora os outros países com menos de 10% de acessos diários como México, Honduras, Austrália, Dinamarca, Grécia, Korea do Sul, Indonésia e outros. 

Diante de tudo isso o que me deixa também muito feliz é a porcentagem de comentários que nossos irmãos estão postando nas respectivas postagens, que me edifica muito e alegra. Bem como as suas participações na MENSAGEM DO DIA. Mensagens que nos são enviadas pelo perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ) e que na verdade dá vontade de postar todas, mas ai escolhemos minuciosamente a que mais se encaixa com o tema proposto do dia e ai partilhamos aqui no BLOG para que atinga não somente a nós moderadores do BLOG em questão, mas a todos que participam.

Mas no presente momento uma das coisas que não somente me anima aqui, mas na vida prática, real e concreta do dia-a-dia é saber que podemos através da página LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS, poder ajudar nossos irmãos e fazer de um momento basicamente único que é a INICIAÇÃO ou a OBRIGAÇÃO seja ela de UM, TRÊS e SETE ANOS. Mais alegre é saber que os OLHOS DE OXALÁ está lá presente também através de nossos serviços de lembrancinhas. 

Semana passada já entregamos uma encomenda de OGUM ONIRÊ para São Paulo, no Bairro Orion, mas o que mais nos alegrou que ainda vamos postar as fotos foi uma encomenda de 700 lembrancinhas de OXALUFÃ, para a festividade das AGUAS DE OXALÁ. E o melhor foi enviado via correio. Endereçado para a BAHIA. Agora estamos dando andamento em outras encomendas: LOGUN-EDÉ DO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES, um OXÓSSI E UMA OXUM que vão para o RIO DE JANEIRO, o CABOCLO SULTÃO DAS MATAS QUE VAI PARA O LEONARDO DE SÃO PAULO NO JABAQUARA e ainda outra OXUM, que também vai para SÃO PAULO também no Bairro Orion.

De fato minha gente, o que posso falar hoje para vocês, depois de tanta coisa boa? Exatamente só uma coisa: OBRIGADO.

Foram seis meses de luta, passo a passo, onde houveram comentos muito bons. Coisas muito boas. Mas não nego as coisas ruins, como ciumes baratos de pessoas conhecidas, o pior foi isso, que me exigiram que o BLOG OLHOS DE OXALÁ, fosse desativado e saísse do ar, por estar postando coisas que não deveriam ser postados.

Logo de cara enfrentei uma barreira que foi justamente fazer uma reestruturação no BLOG de forma que tais assuntos foram excluídos. Mesmo tendo me aconselhado com algumas pessoas de anos no CANDOMBLÉ e que me aconselharam a deixar do jeito que estava pois o que isso representava nada mais era que pura dor de cotovelo. Mas ai tem um porém... eu sou do OGUM e adoro ser desafiado... isso me anima e de fato UMA MUDANÇA QUE A PRINCIPIO FOI UMA DERROTA, HOJE SE TORNA VITÓRIA. 

Pois recebo diariamente comentários de BABALORIXÁS E YALORIXÁS do BRASIL TODO PARABENIZANDO NOSSO BLOG OLHOS DE OXALÁ e confesso a surpresa maior foi um comentário feito por OGAN LUCAS DE OMULU, um dos maiores e bem conceituados OGÃNS de São Paulo, que deixou claro que ao chegar de seu trabalho em sua casa. A primeira coisa que faz, isso quando lhe sobre um tempinho, ele entra em nosso BLOG para ver as novidades. 

São coisas assim que nos animam, pois buscamos postar nada mais, nada menos que a verdade. Não histórias sem fundamento. Ou comentários desnecessários. Mas buscamos postar algo que sempre nos busque fazer CRESÇER. Elevando nosso espírito e nosso entendimento para o bom, para o melhor e sempre vivenciando a HUMILDADE. Isso é fundamento.

Gente o que posso dizer? De fato só uma coisa: MUITO, MAS MUITO OBRIGADO DE CORAÇÃO. E QUE OGUM LHES ABENÇÕE SEMPRE

AXÉ.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

JEFFERSON DE OGUM - MAIS UM AMIGO SATISFEITO

É muito bom e gratificante para o BLOG OLHOS DE OXALÁ ver que mais um amigo nosso viu nossas postagens e entrando em contato conosco para informações sobre as LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS que confeccionamos.

Estou me referindo do Jefferson de Ogum, que mora em São Paulo, na Zona Sul, no Jardim Orion. Nos solicitando para seu recolhimento agora dia 28/04, 100 unidades das lembrancinhas de OGUM ONIRÊ. ACOMPANHE CONOSCO todo o processo da confecção:


Esté é JEFFERSON DE OGUM ao lado da imagem que ele queria como lembrancinha para sua Saída de Santo. Após seu contato e fechamento de seu pedido passamos para a elaboração da sua confecção a fim de que não ficasse fora do seu desejo e que seu coração ficasse feliz em distribuir aos seus amigos um pouco do seu ORIXÁ. E após pensar bastante a lembrancinha ficou assim:


Desta forma, as coisas foram acontecendo: ele optou pela cor do bonequinho em tom café e foi ficando assim:








Desta forma, assim como ele, que entrou em contato conosco e numa semana já estava com seu pedido nas mãos. Faça como ele. É muito fácil olhe nossa página sobre LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS, confira os preços e entre em contato conosco. Temos a certeza que iremos chegar num denominador em comum.

OBS: LOGO MAIS TEREMOS FOTOS DAS LEMBRANCINHAS QUE ESTAMOS CONFECCIONANDO AGORA DE LOGUN-EDÉ, DE NOSSO IRMÃO ADRIANO DE MOGI DAS CRUZES. 

O ORIXÁ OGUM E SUA INFLUÊNCIA SOBRE A PERSONALIDADE HUMANA


Em Yorubá Ogum significa luta, guerra. É a divindade da metalurgia, do aço, dos grandes caminhos. Orixá de grande força e poder; da manutenção da vida. Força dominadora e incontrolável, Ogum é o senhor das batalhas, dono das armas, senhor dos exércitos, da força do sangue que corre nas veias.

Elementos: Terra (o Ar e a Água são também elementos de Ogum)

Psiqué dos filhos de Ogum

Pelas próprias características deste Orixá, vemos que seus filhos são sempre pessoas valentes, destemidas, em busca de novos objetivos, novos caminhos. São pessoas perspicazes, objetivas, corajosas. Entretanto, as qualidades apontam diferenças que veremos adiante.

Ogum Xoroquê ( na Umbanda chamado de Ogum Mejê, Sete Estradas, Sete Espadas)

Meio Ogum, meio Exú, os regidos por este Orixá são de uma bravura sem igual. Dedicados e corajosos, geralmente são pessoas que se empenham para chegar a seus objetivos. Têm muito a ver com Exú e praticamente carrega quase todas as virtudes daquele. Para entender melhor o lado positivo dos filhos de Xoroquê, leia " Exú - lado positivo".

Lado Negativo

Vorazes, gananciosos e abusados, os filhos de Xoroquê não têm pena de cortar o pescoço dos seus inimigos. Não perdoam falhas, nem às suas próprias, chegando ao cúmulo de se autoflagelarem por um engano ou erro cometidos. São sábios para enredar e criar polêmicas; confusos, muitas vezes, mas agem às claras. Atacam sempre pela frente, numa avançada única e de resultado sempre positivo (para eles próprios). Daí o autocastigo quando falham. São rudes e extremamente exigentes e seu ponto preferido para o ataque é o coração. Impiedosos e malvados, não se curvam diante de ninguém. Ostentam um grande valor de poder e grandeza, mesmo que na verdade não os tenha.

Ogum Já ( Ogum com fundamento com Oxalá. Na Umbanda , Ogum matinada)

Lado Positivo

Dóceis, calmos, seguros, confiantes, os regidos por este tipo de Ogum são grandes negociantes. Amantes fiéis e dedicados à família, são também verdadeiros guardiães de seu próprio patrimônio. Geralmente bonitos, talentosos e inteligentes, os de Ogum Já são grandes amigos e possuidores de autocontrole. São pessoas de decisões rápidas e seguras e donas também de exagerado sentimentalismo

Lado Negativo

Os regidos por Ogum Já têm, invariavelmente , um péssimo defeito: usam de falsidade, porém a exercem como tática de guerra. Atacam sempre pela retaguarda do adversário, não dando chances de defesa e tirando todo proveito do elemento surpresa. São rápidos no pensamento e gostam de ver o inimigo morrer lentamente, o que dá um sentimento impiedoso ao seu caráter.

Ogum Oares ( fundamento com Oxum/Logum-Edé/Oxalá) - (na Umbanda, Ogum beira Mar, Sete Ondas e Iará)

Lado Positivo

É m tipo mais calmo. Os regidos por este Ogum são mais dóceis, mais lentos, mais emocionais, pois estão ligados à regência da água, através de Oxum e Logum Edé. Oxalá dá sua contribuição com o elemento Ar. Daí os filhos de Oares serem mais emotivos, carinhosos e atenciosos. São excelentes generais, pois estudam profundamente as estratégias. Amantes singelos, procuram sempre uma forma de agradar.

Lado Negativo

Os filhos de Ogum Oares usam táticas interessantes para chegar aos seus objetivos. Choram de forma mentirosa para enganar o inimigo. Usam de falsidade e intrigas e são mestres na arte de ludibriar. Atacam pelos flancos e são do tipo sádicos e temperamentais.

Ogum Aiaká ( ligado a Oxalá e Yemanjá. Na Umbanda, Ogum Naruê, Rompe Mato)

Lado Positivo

Corajoso acima de tudo, honesto, objetivo do tipo monarca, de muita sorte, senso de justiça, nobre, valente. Os filhos deste tipo de Ogum se esforçam para serem perfeitos em tudo o que fazem. São hábeis e inteligentes e normalmente ão de muito fácil compreensão. Capazes de dar tudo de si quando amam, pois são amantes constantes e dedicados.

Lado Negativo

Altamente perigosos, quando estão irados. São extremamente sanguinários e impiedosos. Atacam por todos os lados e exterminam o inimigo. Não são falsos, mas semeiam a discórdia, a intriga; saem de perto e quando voltam, o fazem para exterminar e reinar. São egoístas e nervosos; querem tudo rápido e bem feito. Exigentes, são capazes de destruir algo que lhes incomoda e não têm pena de ninguém. Nem de si proprios. Outras inúmeras qualidades existem, mas no cômputo geral, aqui foi colocado tipos de Oguns que representam os elementos Terra, água e Ar. o que dá um sentido amplo, às características dos filhos deste Orixá.

Biótipo

Homens: Geralmente esguios, atléticos e espadaúdos.

Mulheres: Do tipo forte, de tamanho variável.

Precauções

Os filhos de Ogum devem ficar longe de bebidas, conflitos e intrigas. Tomar cuidado com acidentes que são muito propensos.

Cores: Azul marinho, vermelho, branco e verde

Pedra Preciosa: Opala

Metal: Aço, metal ferroso.

Profissão: Militar, diplomatas, advogados, administradores.

CONHECENDO MAE NORIS DE OGUM - RS.

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs).

Dando continuidade as postagens referentes ao mês de Abril, que carinhosamente dedicamos ao ORIXÁ OGUM. Estou hoje vindo aqui lhes apresentar mais uma membra da nossa religiosidade, voltada a UMBANDA SAGRADA. Uma pessoa ativa e batalhadora em nossa fé no Estado do Rio Grande do Sul.

Estou falando de Mãe Noris de Ogum, conheça-a com suas próprias palavras:



Formei-me no Magistério e no Jornalismo. Convivi no meu dia a dia com pessoa ilustres tais como: Antônio Augusto Fagundes, Leonel de Moura Brizola, entre outros. Colunista Social com as colunas Gente que é Noticia e Gazeta Criança do Jornal Gazeta Regional de Camaquã, correspondente politica do Jornal Correio do Povo. Era realizada profissionalmente, todavia dentro de mim, faltava alguma coisa! Então, profissionalmente fui convocada à me fazer presente em uma festa de religião! AMOR A PRIMEIRA VISTA! Feito, encontrei o que me faltava.

Iniciei minha VIDA RELIGIOSA nas mãos de Mãe Ivani de Iemanjá, na cidade de Camaquã. Com ela, aprendi meus primeiros passos na religião africana: Através do Ifã, conheci meu PAI OGUM e com Pomba gira Rainha iniciei minha incorporação com POMBA GIRA MARIA MOLAMBO.Com sua cabocla Iemanjá conheci minha cabocla IANÇÃ DA BEIRA DA PRAIA.Com o passar dos anos, também vim trabalhar com EXÚ ZÉ PILINTRA e PRETA VELHA MARIA JOAQUINA.

No ano de 1992 fiz meu primeiro Obori para o Pai Ogum e assentei todos os meus Exús e no mesmo ano vim morar na cidade de Capão da Canoa. Abri minha casa de Umbanda e quimbanda no ano de 1994. No ano de 1997 assentei meus Orixás pelas mãos da Ialorixá Evinha de Ogum tendo como Padrinho Pai Valdecir de Oxum. No ano de 2000 assumi o governo de minha casa de Santo, Umbanda e Quimbanda com o axé de Pai Dejair de Ogum.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PAI PEDRO DE OGUM - A UMBANDA EM PORTUGAL


Pai Pedro de Ogum
Babalorixá

O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos).

Pai Pedro de Ogum, nasceu em Portugal, na cidade da Covilhã, no Centro de Portugal. O caminho espiritual realizado por Pai Pedro de Ogum passou por conhecer vários tipos de cultos e seitas, tais como os Rosa Cruz e com algumas seitas de fundamento indiano, tal como o Ashram de Guru Maharaji e a Religião Hare Khrisna.

Foram tempos de aprendizagem e de perguntas sem resposta, que muitas vezes o faziam questionar sobre algumas questões dentro da temática espiritual.

Em 1983, foi viver para o Rio de Janeiro, com a sua familia, e foi no Rio que teve o seu primeiro contacto com as Tradições Religiosas Afro Brasileira, pois frequentava como assistente alguns terreiros na zona norte do Rio de Janeiro.

Em 1990, voltou para Portugal e frequentou alguns Centros Espiritas, enquanto fazia o Curso de Engenharia de Telecomunicações. A sua curiosidade pela espiritualidade levou-o a tomar conhecimento com algumas pessoas, que nos anos de 1997, se reuniam para falarem sobre Umbanda e Religiões Afro, e foi dessas reuniões em que participava , que começaram a projectar a criação de um templo de umbanda com raiz de tradição de Angola .

Esse projecto, levou esse grupo ao Brasil, para participarem em Camarinhas e algumas obrigações, e o resultado foi a criação de um Templo de Umbanda em Portugal. Pai Pedro de Ogum, nesse tempo participava como Médium Atendente e desenvolveu o seu trabalho nesse Templo durante oito anos (8), em que trabalhou na implantação desse Terreiro em Portugal e no desenvolvimento de vários projectos internos do Templo.

Mas a metodologia e organização desse templo, exercia um determinado questionamento sobre aquilo que ele sentia do que deveria ser realmente a Umbanda e no ano de 2003, abandonou esse Terreiro.

Durante um ano, procurou encontrar respostas para tantas perguntas e como diz a frase “..o Mestre apareçe quando o Discipulo está pronto”, foi quando na sua busca espiritual, encontra uma Mãe de Santo em São Paulo, e conjuntamente com essa Mãe Espiritual, sábia e conhecedora, começou a encontrar as respostas certas para tantas questões que sempre tinha tido durantes tantos anos.

Com essa Mãe de Santo, realizou todos as Obrigações e rituais para que pudesse receber o Deká e a Ordem de Ifá

Com a participação e incentivo desssa Mãe de Santo e de Pai Francelino de Shapanan, Pai Pedro de Ogum, começou a realizar o seu Caminho Espiritual dentro da Umbanda. Tinha começado um novo processo de criação de um Templo de Umbanda em Portugal.

Assim nasceu o Templo Sagrado de Umbanda em Portugal.

Foi o começo da cristalização do projecto iniciado por Pai Pedro de Ogum.

Actualmente, Pai Pedro de Ogum desenvolve um trabalho de organização e Implementação de uma organização europeia que possa integrar todos os templos de umbanda.
O Pai Pedro de Ogum desenvolve além de tudo, o seu trabalho com a finalidade de apoiar e desenvolver ações para defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e dos Templos de Umbanda em Portugal, através das actividades de educação cultural, social, profissional e religiosa, além de desenvolver um trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda.

ERES DE OGUM NO CANDOMBLÉ - PARTE I



Motumbá meus (minhas) amados (as) irmãos (ãs).

Muito se tem falado ou buscado saber sobre o que vem a ser os Erês no Candomblé. Que sinceramente difere em atitudes quanto a Umbanda Sagrada. Mas em olhos humanamente falando leigos são quase a mesma coisa. 

Devemos saber que sua presença principalmente no processo de iniciação é importantíssimo como vamos ver no texto abaixo, mas vamos buscar ler com toda a atenção devida.


No Candomblé, Erê é o intermediário entre a pessoa e o seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exacto entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa a sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos do seu Orixá.

A palavra Erê vem do yorubá, iré, que significa “brincadeira, divertimento”. Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Erê (não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Erê é o intermediário entre o iniciado e o orixá.

Durante o ritual de iniciação no Candomblé, o Erê é de suma importância pois, é o Erê que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Erê às vezes confundido com Ibeji, na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Erê é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Erê conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Erê” é mais influenciado por certos aspectos da sua personalidade, que pelo carácter rígido e convencional atribuído ao seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

A confusão entre Ibeji e Erê é muito frequente, ao ponto que em algumas casas de candomblé e batuque Ibeji é referido como Erê (criança) que se manifesta após a chegada do orixá, em outras são cultuados como Xangô e ou Oxum crianças. Porém na verdade Ibeji é um orixá independente dos Erês. Dado o facto conhecido e recorrente de que muita gente transita entre o Candomblé e a Umbanda, é também natural que esta confusão se acentue, dados os conceitos e entendimentos diferentes que existem nas duas religiões e que muitas vezes as pessoas não conseguem diferenciar.

Na Umbanda, Erês, Ibejada, Dois-Dois, Crianças, ou Ibejis são entidades de carácter infantil, que simbolizam pureza, inocência e singeleza e se entregam a brincadeiras e divertimentos. Pedem-lhes ajuda para os filhos, para fazer confidências e resolver problemas. 


Geralmente supõe-se que são espíritos que desencarnaram com pouca idade e trazem características da sua última encarnação, como trejeitos e fala de criança e o gosto por brinquedos e doces. Diz-se que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. 

São tidos como mensageiro dos Orixás, respeitados pelos caboclos e pretos-velhos. Geralmente, são agrupados em uma linha própria, chamada de Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de Ibeji. Costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho e Cosminho. Seus líderes de falange incluem Cosme e Damião. Comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas.

Devemos nos lembrar que um Erê dentro do Candomblé, no processo de iniciação, recebe do Babalorixá ou da Yalorixá um nome novo dado-lhe como que num batismo. Ou seja, o que poderia ser um Joãozinho na realidade Umbanda. Após a iniciação no Candomblé o mesmo pode vir a se chamar depois Escudinho. Para demonstrar bem de que Orixá ele pertence.

Vamos aqui algums exemplos:
Flexinha - Odé;
Joaõzinho Maru;wô - Ogum
Pipoca - Omulu;
Rochinha - Xangô;
Pingo Dourado - Oxum;
Fonte Iluminada - Logun-Edé;
Estrelinha - Yemanjá;
Tempestade - Yansã;
Pilãozinho - Oxaguiã;
Pombinha branca - Oxalufã;

Ou seja estes são alguns exemplos básicos da apresentação deles na realidade do Candomblé, demonstrando de cara a quem eles são de fato pertencentes. 

CONHECENDO OGUM MEGÊ

OGUM MEGÊ NA UMBANDA

“O seu cavalo corre, em ninguém ver, ô salve as sete espadas de Ogum Megê”.



Essa qualidade de Ogum de Umbanda é muito invocada para resolver casos de feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.

Esse Orixá anda geralmente nas encruzilhadas e estradas que dão aceso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande guardião das almas e de sua morada. Grande guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer obrigação neste local, levemos presente para ele.

Ogum Megê, assim como os demais Oguns, é um protetor fiel, e sempre que por ele chamamos, encontramos pronto atendimento às nossas súplicas.

Com seu cavalo, este Ogum ronda os cemitérios sempre e nada podemos fazer sem sua devida autorização. Era comum os umbandistas mais antigos, levarem para ele, cerveja, velas, ou outro tipo de oferenda para que ele autorizasse aos exús daquele lugar, que viessem atender a um chamado sempre que deles precisassem.

Usa as cores vermelha e branca, assim como a grade maioria dos Oguns de Umbanda, fuma cigarro ou charuto e quando incorporado, bebe de forma moderada a cerveja branca.

Ao invocarmos algum exú de cemitério para nos ajudar em alguma situação, o Sr. Ogum Megê, vem imediatamente até as proximidades do portão e pergunta a que lugar vai aquele exú, e se ele não foi devidamente homenageado, pode impedir que aquele exú venha trabalhar, e essa é a causa de alguns trabalhos de cemitério não renderem resultados satisfatórios.

Dentro da quimbanda, assim como os demais Oguns, Megê se encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados e se por ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará às esferas superiores e se dará assim, o início da cobrança daquele ato, primeiramente para o exú e posteriormente para a pessoa que solicitou o trabalho.

Recebe velas brancas, vermelhas e brancas e sempre ao redor dos cemitérios, também costuma receber cerveja branca e algumas pessoas costumam colocar farofa para o mesmo.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

OGUM MEGÊ NO CANDOMBLÉ


Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Nascido na cidade de IFÉ e nela cultuado,pois veio na corte de ÒRÚNMÌLÀ em sua chegada a terra.

É considerado filho de YEMONJA e outras vezes de ODÙDUWÀ e, em ambos, seu pai é ÒRISÀNLÁ.

ÒGÚN caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se êle chegar e não encontra-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Êle teve várias esposas: ÒSUN, OBÁ e OYA, mas a mais importante foi ELESY ÒSUN ORIY, aquela que pintava sua cabeça com pós brancos e vermelhos. Por onde passava conquistava aldeias, cidades, era aclamado e recebia vários nomes: ÒGÚN BENIN, ÒGÚN DAYO, ÒGÚN FENÁN, ÒGÚN KAUANÁ; não são qualidades e sim títulos. Seu principal alimento é o IXÙ ( inhame ) .

ÒGÚN é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como YIOBÉ, peregun, sua árvore de maior fundamento, e YIZIEEOU, pé de jaca. Mulher não deve chegar perto.

Sua saudação: ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌSÀ, quer dizer: Salve OGUN, Oricha importante para a cabeça.

Seria o mais velho, a raiz de todos. É um ÒGÚN completo. Come nos cemitérios. Soleteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.



OBS: OGUM MEGÊ NESTE VÍDEO É DO RAPAZ QUE ESTA COM ROUPA VERDE CLARA PARA NÃO SE CONFUNDIR COM AS OUTRAS QUALIDADES PRESENTES. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA



A nossa mensagem do dia foi encaminhada por nossa irmãzinha EKEDI TY AYRÁ, presente em nosso perfil do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG). Que Xangô possam fazer de suas palavras verdadeiro refrigério para nossa alma. 

HOMENAGEM A RONALDO DE OGUM

Ronaldo de Ogum, filho de Yá Barbara de Oyá, Membro da Família Oxumarê. Um rapaz que este ano estará completando os seus sete anos. Mas que na nossa Espiritualidade tem um futuro muito promissor. 

Membro de nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ) e fíel participante de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. 




Que nosso Pai Ogum possa estar acompanhando-o em todos os seus passos, projetos e que sua dedicação ao Orixá, possa de fato ser um exemplo pra todos os que buscam chegar onde você esta chegando.

CANTIGAS PARA OGUM - YORUBÁ/PORTUGUÊS



CANTIGAS DE OGUM E SUAS TRADUÇÕES


01
Àwa nsiré ògún ó, èrù jojo
Àwa nsiré ògún ó, èrù jojo
Èrù njéjé

Auá xirê ogum ô éru jójó
Auá xirê ogum ô éru jójó
Érum jéjé

Nós estamos brincando para ogun com medo extremo
Segredamos nosso medo, nos comportamos calmamente,
Mas com medo.

02
Ògún nítà ewé rè, ògún nítà ewé rè
Ba òsóòsí l'oko ri náà lóòde
Ògún nítà ewé rè

Ogum nitá euê ré, ogum nitá euê ré
Ba oxossi okô ri naa lôdê, ogum nitá euê ré

Ogun tem que vender as suas ervas,
Ogun tem que vender as suas ervas,
Encontra-se com oxossi nos arredores da fazenda
Ogun tem que vender suas ervas.

03
Alákòró elénun alákòró elénun ó
Ae ae ae alákòró elénun ó

Alácorô élénun alácorô élénun ô
Aê aê aê alácorô élénun ô

O senhor do akorô (capacete) vangloria-se (de suas lutas)
O senhor do akorô é aquele que conta bravatas.

04
A l'ògún méje iré, aláàda méji, méji

A lôgum mejê ire aláda mêji mêji

Nós temos sete ogun em irê
É o senhor das duas espadas.

05
Ijà pè lé ìjà pè lé ìjà
Alákòró oníré

Ijá puê lê ijá puê lê ijá alácôrô onírê

Ele briga e chama mais briga, e chama mais briga
É o proprietário do akorô, o senhor de irê.

06
E mònriwò l'aso e mònriwò
E mònriwò l'aso e mònriwò

É manriuô láxó é manriuô
É manriuô láxó é manriuô

O senhor que tem roupas e se veste
Com folhas novas de palmeiras.

07
Àkòró gbà àgádá, àkòró gbà àgádá
Ògún gbà àgádá é ògún gbà àgádá
Ògún gbà àgádá é lákòró gbà àgádá

Acorô ba agadá acorô ba agadá
Ogum ba agadá ê ogum ba agadá
Ogum ba agadá ê lácorô ba agadá

O senhor do akorô protege derrubando o inimigo
Com um golpe, ogum protege abatendo o seu
Adversário com um golpe.

08
Ògún a kò fíríì, ògún a kò fíríì
A pàdé l'ònòn kí a wò, ògún a kò fíríì.

Ogum a cô fíríi ogum a cô fíríi
A padê lonã qui a uô ogum a co fíríi.

Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora,
Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora,
Nós encontramos no caminho e cumprimentamos ao vê-lo,
Nós encontramos ogun, estamos livres e podemos ir embora.

09
Ògún àjò e mònriwò, alákòró àjò e mònriwò
Ògún pa lè pa lóònòn ògún àjò e mònriwò
Elé ki fí èjè wè.

Ogum ajô é manriuô alácôrô ajô é manriuô
Ogun pa lê pa lónã ogun ajô é manriuô
Élé qui fi éjé ué.

Ogun o senhor que viaja coberto de folhas novas de palmeira,
Ogun o senhor que viaja coberto de folhas novas de palmeira,
Ogun mata e pode matar no caminho, ogun viaja coberto por
Folhas novas de palmeira, é o senhor que toma banho de sangue.

10
Oní kòtò, oní kòtò n'ilé ògún
Ó ní àwa ajàjà, oní kòtò ó pa òbe.

Ôni cotô ôni cotô nilê ogum
Ô ní auá apaja ôní cotô ô pa óbé.

Senhor da arena, o chefe que compete (opõe-se)
Na casa é ogun, ele é o nosso sacrificador de
Cachorros, senhor da arena ele mata com golpes de facão.

11
Ògún ní kòtò gbálé mònriwò, àwúre
Ògún ní kòtò gbálé mònriwò, àwúre.

Ogum ni cotô bálê manriuô auurê
Ogum ni cotô bálê manriuô auurê

Ogun é o senhor da arena (briga) que varre a casa
Com folhas novas de palmeira, nos dê boa sorte.

12
Oní kòtò oní kòtò nilé ògún
Àwúre dùró do onìjà, àwúre
Dúró do.

Ôni cotô ôni cotô nilê ogum
Auurê durô dô ônijá, auurê durô dô.

Senhor que faz brigar na arena os animais
Senhor cuja casa é a arena, nos traga boa sorte
E pare, cesse a briga, nos traga boa sorte e pare
Cesse a briga, nos traga boa sorte e pare a briga, ogun.

13
A imòn nilé a imòn e dàgòlóònòn kó yá
A imòn nilé a imòn e dàgòlóònòn kó yá

A imã nilê a imã é dagôlónã cô iá
A imã nilê a imã é dagôlónã cô iá

Nossa palmeira da casa, nossa palmeira,
Que o senhor nos dê licença, senhor dos caminhos,
E que ele (o caminho) nos seja facilitado.

COMIDA DE OGUM - PARTE X - INHAME DE OGUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Me perdoem por somente agora estar vindo aqui postar novas novidades para nosso BLOG, a fim de darmos continuidade de nossas informações. Mas o motivo de meu atraso foi que nossa EQUIPE OLHOS DE OXALÁ está atarefada graças a OGUM E A OXAGUIÃ, na confecção de algumas lembrancinhas de Orixás e alguns Catiços, onde agora tomei um tempinho para vir aqui, pois conciliar este serviço, a Equipe que montei pra este serviço e ainda meu lado profissional não é brinquedo não. Isso sem contar com os problemas do dia-a-dia e ainda a recuperação de uma tia que foi recentemente operada do coração.

Mas nada disso me atrapalha para vir aqui e continuar o seguimento de nossa proposta que é as COMIDAS DE OGUM e hoje vamos partilhar um pouco sobre O INHAME DE OGUM.



Ingredientes

7 - Inhames Cabeça;
Oléo de Dende
Mel de Abelhas

Modo de preparar:

Descasca-se os Inhames, cortando-os pela metade. Estas metades serão fritas no Oléo de Dende. Se você tiver um fogão a Lenha melhor ainda. Mas se não tiver pode colocar a frigideira sobre o carvão em brasa para fritar os Inhames. Caso não tenham nem um e nem o outro, pode-se frita-los tranquilamente no fogão mesmo.

Num Alguidar de Barro, os Inhames devem ser postos após fritos de modo que fiquem bem arrumados. Sobre eles rega-se com o Mel de Abelhas. 

Esta é uma comida rápida para seu preparo e de modo fácil de ser feita. Mas é assim como o FEIJÃO DE OGUM, uma das comidas de mais apreço aos olhos de OGUM.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MENSAGEM DO DIA - ISRAEL ARAUJO

A mensagem do dia de hoje veio de nosso amigo ISRAEL ARAUJO. Membro assíduo do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ e participante em nosso perfil no ORKUT OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ).

Assim como ele e muitos (as) outros (as) irmãos (ãs) faça o mesmo. Como? Se inscrevendo em nosso perfil do ORKUT e aqui no BLOG POSTANDO SEUS COMENTÁRIOS BEM COMO DANDO SUGESTÕES

COMIDAS DE OGUM - PARTE IX - EFUN (FAROFA DE MEL)

Motumbá meus (minhas) irmãos (irmãs).

Temos percebido em nossas estatísticas a grande visualização das COMIDAS DE OGUM, por esta razão estamos hoje postando a nona parte referente aos pratos mais oferecidos a este ORIXÁ das guerras, do ferro e das demandas.

Hoje vamos falar do EFUN - FAROFA DE MEL. Esperamos que gostem.


Ingredientes:

250 grms de farinha de mandioca ou inhamê assado e ralado.
Mel de Abelhas

Modo de fazer:

Num alguidar coloque a Farinha de Mandioca ou a Farofa de Inhame previamente assado no forno ou na brasa. Este deverá ser ralado em fatias não muito grandes. Acrescenta-se o Mel de Abelhas. 

Com as mãos vai se misturando os dois ingredientes chegando no ponto de uma farofa seca e bem soltinha (esfarelada). 

Este prato, ofertado na beira das estradas, serve para pedir a OGUM a docilidade nos caminhos a seguir. 

CONHECENDO OGUM OGUNJÁ



Ogunjá


Nesta fase Ogun veste branco ou verde. Sua ferramenta pode ser na forma de um chapéu, um guarda chuva contendo nas pontas como pingentes ferramentas da pesca, caça e da agricultura. Ou ainda de acordo como o jogo de Ifá indicar com os devidos materiais a serem incorporados.

Tem uma grande relação com OXAGUIÃ e YEMANJÁ. Antes de falar mais sobre esse caminho de ogum preferi primeiro falar de Ogum de uma forma geral: Ogum é o filho mais velho de Odudua e de Yemanjá, irmão de Odé e de Exu. Ele foi o filho que reinou no lugar de seu pai quando este, temporariamante, ficou impedido.

Ele é o orixá dos ferreiros, também da tecnologia. Foi ele quem abriu caminho para que os orixás chegassem ao Aiye ( Planeta Terra ) por isso ganhou o título Osi Imole. 

Segundo o pesquisador Fantumbi Verger a palavra deriva da seguinte frase Ogun Jé Aja. O escritor Reginaldo Prandi publicou a seguinte itan:

Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian

Oxaguian, rei de Ejigbô, o Elejigbô, chamado "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado", inventou o pilão para saborear mais facilmente seus prediletos inhames. Todo o povo do seu reino adotou a sua preferência. Todo o povo de Ejigbô comia inhame pilado. E tanto seu comia inhame em Ejigbô que já não se dava conta de plantá-lo. E assim, grande fome se abateu sobre o, povo de Oxalá.

Oxaguian foi consultar Exu, que o mandou fazer sacrifícios e procurar o ferreiro Ogum, que naquele tempo viva nas terras de Ijexá. O que podia fazer Ogum para que o povo de Ejigbô tivesse mais inhame? Consultou Oxaguian. Ogum pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro.

Fez a enxada e o enxadão, a foice e a pá, fez o ancinho, o rastelo, o arado. "Leve isso para o seu povo, Elejigbô, e o trabalho na plantação vai ser mais fácil. Vão colher muitos inhames, mais do que agora quando plantam com as mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame e nunca se colheu tanto inhame. E a fome acabou.

O povo de Ejigbô, agradecido cultuou Ogum e ofereceu a ele banquetes de inhames e cachorros, caracóis, feijão-preto regado com azeite-de-dendê e cebolas. Ogum disse a Oxaguian: "Na casa de seu Pai todos se vestem de branco, por isso também assim me visto para receber as oferendas". E o povo o louvava e Ogum ficou feliz. E o povo cantava: "A kaja lónì fun Ògúnja mojuba" - "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá, Ogum que come cachorro, nós te saudamos"

Oxaguian disse a Ogum: "Meu povo nunca há de se esquecer de sua dádiva. Dê-me um laço de seu abadá azul, Ogum, para eu usar com meu axó funfun, minha roupa branca. Vamos sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram.

Referência Bibliográfica: VERGER, Pierre; Orixás, Deuses Iorubás na Africa e no Novo Mundo; 5.ª ed; Currupio, Salvador, 1997. VERGER, Pierre; Notas sobre o culto aos orixás e voduns; Edusp, São Paulo, 1999. PRANDI, Reginaldo; Mitologia dos Orixás; Companhia das Letras, São Paulo, 2001.

Quando o culto chega ao Brasil sua predileção continua sendo o aja ( cachorro) tanto que não se muda o nome, porém aqui seu culto recebe adaptações, pois esse cachorro, ao qual se refere a iton, é um animal selvagem muito perigoso tanto que ao cruzar com um sêr humano o seu ataque provoca muitoas mortes, então se olharmos por este aspécto veriámos que ao se oferecer tal animal em sacrifício para um guerreiro seria um ato muito glorioso e honroso.

As adaptações

Aqui, em solo brasileiro, assim como houve com outros elementos que, não puderam ser importados como o feijão fradinho, farinha de akaçá, farinha de mandioca etc, o cachorro vai ser substituido pelo animal doméstico e também vai mudar o rito: quando o yawo recolhe ele o faz junto com um filhote de cão e na hora do sacrifício o cachorro é trocado por um bode e este yawo vai cuidar deste animal até que ele venha a falecer.

Por ser um caminho de Ogun muito quente, é comum quando um yawo deste santo/orixá está recolhido, acontecer grandes brigas entre as pessoas daquela casa, o que os mais velhos chama de ¨casa quente¨, sendo assim o baba ou a iya antes de recolher este yawo deve preparar a casa, colocando na cumieira inhame cará, muito ebô, canjica e água tudo coberto com muito mariwo. Na hora do Lagbe deste Ogun o yawo também deverá estar coberto com muito mariwo.

Por estar numa fase muito quente este ogun deve ser cuidado somente com água de côco, azeite doce e muito ebô. É comum se ver, em casas tradicionais, o ato de confirmar a aláfia com o inhame cará que, substitui os búzios ou o obi.