quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - A ESTRUTURA - PARTE III


Como todas as religiões, se baseiam na crença de divindades subalternas — Òrìsà, e na fé de um Ser Supremo — Olórun —, na existência e sobrevivência da alma Èmí Kéhìn, na reencarnação — Àtunwa, no mérito — Ìwà —, e no demérito — Enikeni — das ações humanas. São verdades encontradas em qualquer religião. 

O exercício dos atos da religião — Èsin — é determinado pelo culto — Ìborìsà. Para expressar suas convicções criam-se os símbolos e insígnias — Àmi (n) — como objeto de crença, aliados a cânticos — Orin — e danças — Ijó — como forma de demonstrar seus sentimentos. Esses símbolos, por analogia, sintetizam histórias das divindades cultuadas e seus atributos, juntamente com outros elementos extraídos da natureza. Relacionamos alguns deles: 

Òkúta Òrìsà — pedras colhidas e devidamente selecionadas para compor os assentamentos das divindades, mediante banhos de ervas, sacrifícios e cânticos que irão produzir a energia necessária. 

Ìko — é a palha-da-costa, um tipo de ráfia extraída de uma palmeira africana — Igi Ògòrò, que, dentre as diversas finalidades, é utilizada na confecção do capuz que cobre o corpo de Omolu para esconder suas doenças da pele e que é denominado de Fìlà. 

Òfà — é a representação do arco e flecha, feito em metal, indicando funções caçadoras das divindades que o têm como símbolo, como Òsóòsì, Lógun e Iyewa. 

Ìrùkéré — literalmente, cauda pequena, feita dos pêlos do rabo do touro ou do boi, utilizado por Yánsàn, que o agita no sentido de afastar os maus espíritos desencarnados. Um outro modelo denominado Ìrùesin, feito do rabo do cavalo, é mais comprido e utilizado por Òsóòsì, para afastar os maus espíritos das florestas. 

Ìdá ou Adá — alfanje feito de metal, usado pelas divindades com características guerreiras, como Ògún e Yánsán. 

Osé — símbolo de Sàngó, representação de um machado com corte duplo, numa indicação das diferentes e imprevisíveis direções que os raios tomam no espaço. 

Bílala — pequeno chicote feito de tiras de couro com que Ibúalámo(n), bate em seu corpo, mostrando as peles de couro que são de animais selvagens, e não de animais domésticos com que está paramentado. 

Iba — miniaturas de pequenos símbolos, como pente, colher, coração, peixe, facão, ave, etc. presos numa corrente dourada ou de ouro, que faz parte do assentamento de Òsun, como forma de ativar suas energias.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - TERMOS TÉCNICOS - PARTE III

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs), bom dia. 

Mais uma vez aqui estamos para nos aprofundar nesta nova COLETÂNEA O CANDOMBLÉ, que de fato como estamos vendo, temos muita coisa a aprender ou até mesmo conhecer. 

Como não poderia deixar de ser, nós do BLOG OLHOS DE OXALÁ, preocupados com os termos técnicos, muitas vezes utilizados e que muitos nem sabem o que significam estamos trazendo até você como grande fonte de estudo.


ÒRÌSÀ — pronúncia correta ÔRIXÁ — deuses Iorubás na África e no Novo Mundo — seriam ancestrais míticos encantados e metamorfoseados nas forças da natureza. 

Os deuses do Candomblé. A palavra Orixá vem do sânscrito e é composta de OR ou ORI que significa “luz” e em Iorubá “cabeça”; XA que significa “senhor, chefe, dono”. São pois, as forças criativas da natureza. No Candomblé significa, dono da cabeça. 

A palavra “Orixá” significa, em iorubá “Ministro de Olorum”. Segundo outros autores, Oxalá é considerado o pai de todos os Orixás; e foi ele que os denominou Orixá. Este título de “pai”, neste caso, sugere a sua relação com as outras divindades no caso de muitas delas terem sido emanadas dele. 

A fragmentação de seu corpo, e posterior recolhimento de todos os seus “pedaços” espalhados pela Terra, fez surgir a palavra Òrìsà, uma contração da expressão “OHUN TI A RI SÀ”, o que foi achado e juntado, fazendo, assim, surgir as demais divindades que foram denominadas Òrìsà. deuses Iorubás na África e no Novo Mundo — seriam ancestrais míticos encantados e metamorfoseados nas forças da natureza. 

ÈMÍ KÉHÌN — pronúncia correta ÉMÍ KÉHIN? — existência e sobrevivência da alma. 

ÀTUNWA — pronúncia correta ÁTÚNUÁ? — reencarnação. 

ÍWÀ — pronúncia correta ÍUÁ? — mérito das ações humanas. 

ENIKENI — pronúncia correta ÉNÍKÉNÍ? — demérito das ações humanas. 

ÈSIN — pronúncia correta ÉSSIN? — é o exercício dos atos da religião. 

ÌBORÌSÀ — pronúncia correta ÌBÓRÍXÁ — culto. 

ÀMI (N) — pronúncia correta ÁMIN — símbolos e insígnias. 

ORIN — pronúncia correta ÔRIN — cânticos. 

IJÓ — pronúncia correta IJÔ? — dança. 

ÒKÚTA ÒRÌSÀ — pronúncia correta ÔKUTÁ ÔRIXÁ — são pedras colhidas e devidamente selecionadas para compor os assentamentos das divindades, mediante banhos de ervas, sacrifícios e cânticos que irão produzir a energia necessária.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA O CANBOMBLÉ - A ESTRUTURA - PARTE II


Quando Olorun começou a respirar, uma parte do ar transformou-se em massa de água, originando Orixalá — o grande Orixá Funfun do branco. O ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles transformou-se em bolha ou montículo uma matéria dotada de forma — um rochedo avermelhado e lamacento. Olorun soprou vida sobre ele e com seu hálito deu a vida a Exu, o primeiro nascido, o procriado, o primogênito do Universo. 

Olorun abrange todo espaço e detém três poderes que regulam e mantém ativos a existência e o Universo: Iwá, que permite o Universo genérico o ar, a respiração; Axé, que permite a existência advir dinâmica; Abá, que outorga propósito e dá direção. Ou como diz o poeta Moraes Moreira em "Pensamento Iorubá”: 

“Para tudo ser tem que ter IWA 
Para vir a ser tem que ter AXÉ 
Para o sempre ser tem que ter ABÁ”. 

Ao combinar esses três poderes de forma específica, Olorun transmite-os aos Irunmalé, entidades divinas que remontamos primórdios de universo, encarregados de mantê-las nas diferentes esferas de seu domínio. Os Irunmalé seriam em número de seiscentos, quatrocentos da direita (os Orixás, detentores dos poderes masculinos) e duzentos da esquerda (os Eboras), detentores dos poderes femininos). Vimos que quando Olorun começou a respirar, gerou Orixalá e Exu, o procriado. Na qualidade de procriado, Exu não pode ser isolado nem classificado em qualquer categoria. Minha homenagem ao meu BARA! Nestes escritos sobre os 

Orixás, Exu com seu perfil psicológico e o tipo determinante dos seus filhos, abrirão os caminhos sendo o primeiro a ser evocado. 

Os Orixás — deuses Iorubás na África e no Novo Mundo — seriam ancestrais míticos encantados e metamorfoseados nas forças da natureza. Cada Indivíduo tem um principal que é o "dono da cabeça", e outros três que exigem cultuação e que também oferecem proteção. A tradição afirma que cada ser humano, no momento em que é criado, escolhe livremente sua cabeça (Ori) e seu destino (Odu). 

Cada pessoa tem uma origem divina, que a liga a uma divindade específica. Esta parte divina à situada dentro da cabeça. A substância de origem divina (Ipori) torna manifesta a filiação a um deus especifico — o Eledá, por isso chamado o dono da cabeça. 

Conhecer seu Eledá possibilita ao homem ser artífice de seu próprio destino, cumprindo as obrigações ou interdições que seu Eledá determina. Saber manipular tais influências eqüivale ao conhecimento do horóscopo natal com as melhoras de vida, que se pode obter sabendo ouvir os astros. 

O "dono da cabeça" (Eledá) determina o tipo psicológico de seu filho e responde, também, por suas características físicas e seu destino. Tradicionalmente, sabe-se qual o da cabeça, pela leitura de búzios Orixá-forma divinatória na qual se lê o Odu. Para isso, usa-se búzio africano (Cauri) previamente preparado para esse fim. Voltaremos, após uma visão geral da estrutura do Candomblé aos Orixás e tipos psicológicos. 

Os praticantes do Candomblé ainda costumam se definir como praticantes de uma seita e não religião. Os integrantes do Candomblé do grupo yorubá, definem a prática religiosa como um conjunto de crenças — Ìgbàgbó —, obrigações — Orò, e práticas — Ìlò, através das quais se reconhece o mundo divino — Òrun — cumprem-se seus preceitos — Rúbo —, e pedem seus favores — Àse.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - TERMOS TÉCNICOS - PARTE II


FUNFUN — branco. 

EXU — do original ÈSÙ — pronúncia correta ÊXÚ — o primeiro Orixá a ser cultuado em qualquer ocasião. 

IWÁ — pronúncia? — um dos poderes usados por Olorun para regular e manter ativo a existência e o Universo. O IWÁ permite o Universo genérico o ar, a respiração. 

ABÁ — um dos poderes usados por Olorun para regular e manter ativo a existência e o Universo. O ABÁ que outorga propósito e dá direção. 

IORUBÁ — ou YORUBÁ — do original YORÙBÁ — etnia predominante na região da Nigéria. 

IRUNMALÉ — do original IRÚNMÀLÈ — entidades divinas que remontamos primórdios do universo, encarregados de mantê-las nas diferentes esferas de seu domínio. 

Os Irunmalé seriam em número de seiscentos, quatrocentos da direita (os Orixás, detentores dos poderes masculinos) e duzentos da esquerda (os Eboras, detentores dos poderes femininos). Segundo outro autor, os Irunmalé seriam os quatrocentos deuses da esquerda (e não da direita, como vimos acima, grifo nosso) que, após a destruição do Igbá Imolé foram conduzidos por Ogum. 

Segundo outros autores, ainda, com suas variantes Imalè e Imolè, a denominação dada às divindades nos textos de Ifá. Sua origem está conectada com as divindades ou espíritos específicos da Terra, uma categoria diferente da de Òrìsà. 

EBORA — do original EBORA — pronúncia correta EBORÁ ? — Os Irunmilá são entidades divinas que remontamos primórdios do universo, encarregados de mantê-las nas diferentes esferas de seu domínio. 

Os Irunmalé seriam em número de seiscentos, quatrocentos da direita (os Orixás, detentores dos poderes masculinos) e duzentos da esquerda (os Eboras, detentores dos poderes femininos). 

Segundo outro autor, os Irunmalé seriam os quatrocentos deuses da esquerda (e não da direita, como vimos acima, grifo nosso) que, após a destruição do Igbá Imolé foram conduzidos por Ogum. 

BARA — do original BÁRA — pronúncia correta BÁRÁ? — significa “no corpo”, ou seja, preso a ele. Refere-se a Exu.

ORI — pronúncia ORI — cabeça, manteiga vegetal. 

IPORI — Cada pessoa tem uma origem divina, que a liga a uma divindade específica. Esta parte divina está situada dentro da cabeça e chama-se IPORI

ELEDÁ — do original ELEDÁ — Orixá dono da cabeça, ou seja, “o dono da cabeça”. Segundo Beniste é um título atribuído a Oxalá e que quer dizer “O criador”

CAURI — búzio africano, com o qual se faz “O Jogo de Búzios”

YORUBÁ — ou IORUBÁ — do original YORÙBÁ — etnia predominante na região da Nigéria. 

ÌGBÀGBÒ — pronúncia correta IBÁBÓ? — conjunto de crenças com a qual os integrantes do Candomblé do grupo Yorubá definen a prática religiosa. 

ORÒ — pronúncia correta ÔRÔ — obrigações. Consagração, sacrifício, ritual. 

ÌLÒ — pronúncia correta ÍLÔ? — práticas através das quais se reconhece o mundo divino: o ORUN

ÒRUN — pronúncia ÔRUN — o outro plano do universo, o mundo dos deuses. Além, habitação dos Orixás, mundo paralelo ao mundo real, que coexiste com todos os conteúdos deste. 

RÚBO — pronúncia correta RUBÓ — preceitos do Candomblé. 

ÀSE — pronúncia correta AXÉ — é a força vital e sagrada que está presente em todas as coisas que a natureza produz; grande frente de poder que é mantida, ampliada e renovada por meio dos ritos que se processam nos Candomblés. 

Axé significa “que assim seja”, ou “que Deus permita que isto aconteça”. É uma palavra sagrada tão importante quanto Amém, Assim Seja, Aleluia e tantas outras.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - A ESTRUTURA - PARTE I



Candomblé é uma estrutura de culto às forças da natureza, à um hino à vida como Eterno Movimento, que se manifesta nas danças, nas cores dos Orixás, nos elementos sacramentais. 

Ritual comunitário de cantos, danças e alimentos sagrados na sua forma pública, o Candomblé é sacramentado pelo Pai ou Mãe de Santo, pelos filhos de Santo, pelos tocadores de atabaque (Ogan), que entoam os cantos sagra dos possibilitando a vinda do , com a participação da comunidade dos mais velhos às criancinhas. 

Todos cantam e saúdam os Orixás, executam a dança sagrada, num hino à Alegria, Amor e Partilha. 

O Candomblé expressa-se nos terreiros ou roças, onde se cultuam os Orixás e os ancestrais ilustres. O terreiro contém dois espaços, com características e funções diferentes: um espaço urbano, construído, onde se dá a dança; um espaço virgem (árvores e uma fonte, equivalentes à floresta africana), que é considerado sagrado. O chefe supremo do terreiro é o Babalorixá ou Iyalorixá (pai ou mãe).

Eles são detentores de um poder sobrenatural — o Axé, a força propulsora de todo Universo. 

O Axé impulsiona a prática sagrada que, por sua vez, realimenta o Axé, pondo todo sistema em movimento. O Axé sendo principio e força é neutro. Transmite-se, aplica-se e combina-se aos elementos naturais, que contém e expressam o Axé do terreiro, que pode ser: (a) o Axé de cada, realimentado através das oferendas e do ritual; (b) o Axé de cada membro do terreiro, somado ao do seu , recebido na iniciação, mais o Axé do seu destino individual (Odu) e o herdado dos próprios ancestrais; (c) o Axé dos antepassados ilustres. O Axé como força pode diminuir ou aumentar dependendo da prática litúrgica e rigorosa observância dos deveres e obrigações. 

 A força do Axé é contida e transmitida através de elementos representativos do reino vegetal, animal e mineral (oferendas) e podem ser agrupados em três categorias: (a) sangue vermelho do reino animal (sangue), vegetal (azeite de dendê) e mineral (cobre); (b) sangue branco do reino animal (sêmem, a saliva), vegetal (seiva), mineral (giz); (c) sangue preto do reino animal (cinzas de animais), vegetal (sumo escuro de certos vegetais) e mineral (carvão, ferro). 

Estes três tipos de sangue, por onde veicula o Axé, com sua coloração, vai determinar a fundamental importância da cor no culto. Resumindo: o Axé é, portanto, um poder que se recebe, partilha-se e distribuí-se através da prática ritual, da experiência mística e iniciática, conceitos e elementos simbólicos servindo de veículo. É a força do Axé que permite que o venha e realize-se. 

A existência transcorre em dois planos: o Aiyé (mundo, habitação do homem) e o Orun(além, habitação dos Orixás, mundo paralelo ao mundo real, que coexiste com todos os conteúdos deste). Cada indivíduo, árvore, animal, cidade, etc, possui um duplo espiritual e abstrato no Orun. Os mitos revelam que em épocas remotas, o Aiyé e o Orun estavam ligados, e os homens podiam ir e vir livremente de um local a outro. 

Houve, porém, a violação de uma interdição e a conseqüente separação e o desdobramento da existência. Um mito da criação nos conta que nos primórdios, nada existia além do ar. Quando Olorun começou a respirar, uma parte do ar transformou-se em massa de água, originando Orixalá — o grande Orixá Funfun.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - TERMOS TÉCNICOS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs), Bom dia!!!

Dando continuidade aos nossos estudos sobre a COLETÂNEA O CANDOMBLÉ, em nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, hoje resolvemos passar para vocês alguns dos termos mais utilizados em nossa linguagem para que cada um de nós possa de fato se adentrar neste conhecimento a fim de aprimorar ainda mais nosso aprendizado. 


CANDOMBLÉ — é uma estrutura de culto às forças da natureza, à um hino, à vida como Eterno Movimento, que se manifesta nas danças, nas cores dos ORIXÁS, nos elementos sacramentais. 

Ritual comunitário de cantos, danças e alimentos sagrados na sua forma pública, o Candomblé é sacramentado pelo Pai ou Mãe de Santo, pelos Filhos de Santo, pelos tocadores de atabaque (OGAN), que entoam os cantos sagra dos possibilitando a vinda do, com a participação da comunidade dos mais velhos às criancinhas. 

Todos cantam e saúdam os ORIXÁS, executam a dança sagrada, num hino à Alegria, Amor e Partilha. 

A palavra Candomblé possui dois significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de "Candonbé", um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de "Candonbidé", que quer dizer "ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa".

ORIXÁ — do original ÒRÌSÀ — deuses Iorubás na África e no Novo Mundo — seriam ancestrais míticos encantados e metamorfoseados nas forças da natureza. Os deuses ou divindades do Candomblé. A palavra Orixá vem do sânscrito e é composta de OR ou ORI que significa “luz” e em Iorubá “cabeça”; XA que significa “senhor, chefe, dono”. São pois, as forças criativas da natureza. No Candomblé significa, dono da cabeça. A palavra “Orixá” significa, em iorubá “Ministro de Olorum”

OGAN — do original ÒGÁ — pronúncia correta OGÃ deveria ser OGÁ, grifo nosso) — homem que não entra em transe, iniciado para tocar os atabaques, fazer sacrifícios ou cuidar dos assentamentos rituais dos Orixás; grande autoridade dentro do terreiro. 

O Ogan é uma pessoa escolhida diretamente pelo Òrìsà para exercer a função. Após ser iniciado é denominado Ogan “confirmado”, passando a ter direito à sua cadeira. A palavra vem do yorubá Ògá, significando mestre e senhor. 

BABALORIXÁ — do original BABALORISÁ — sacerdote do Candomblé; pai (no culto de) Orixá; dirigente masculino. Para uns, Babalaô e Babalorixá são diferentes. Para uns, Babalaô é o Senhor predestinado à adivinhação e o Babalorixá é predestinado ao meridilogun, ou seja, Senhor do Segredo dos Orixás; logo, são diferentes (grifo, nosso). 

IYALORIXÁ — ou IALORIXÁ — do original ÌYÁLÓRÌSÀ — sacerdotisa do Candomblé; mãe (no culto de) Orixá. Dirigente Feminina.

AXÉ — do original ÀSE — é a força vital e sagrada que está presente em todas as coisas que a natureza produz; grande frente de poder que é mantida, ampliada e renovada por meio dos ritos que se processam nos Candomblés. Axé significa “que assim seja”, ou “que Deus permita que isto aconteça”. É uma palavra sagrada tão importante quanto Amém, Assim Seja, Aleluia e tantas outras. 

ODU — pronúncia ODÚ — caminho, destino. 

ÀIYÉ — pronúncia correta AIÊ — de acordo com o Candomblé, o universo está dividido em duas dimensões: o aiyé corresponde ao mundo físico, ou seja o mundo dos homens. 

ORUN — do original ÒRUN — pronúncia ÔRUN — o outro plano do universo, o mundo dos deuses. Além, habitação dos Orixás, mundo paralelo ao mundo real, que coexiste com todos os conteúdos deste. 

OLORUN — pronúncia ÓLÓRUN — o Deus Supremo. O mesmo que Olódùmarè. — segundo dizem é um título conferido a Olodumaré e que quer dizer “O Rei do Céu — Sua habitação é o Céu, como majestade única e incomparável”

ORIXALÁ — do original ÒRÌSÀLÁ — o grande Orixá Funfun, Orixá do branco. O mesmo que Oxalá. Segundo dizem é uma qualidade de Oxalá do meio-dia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - O BOM CARÁTER - PARTE II



Ifá é uma disciplina espiritual enraizada na idéia de que o desenvolvimento de Iwá Pèlé ou Bom Caráter é a chave para entender o destino. 


Há um provérbio iorubá que diz: Ayanmó ni Iwá Pèlé, Iwá Pèlé ni ayanmó. Este provérbio traduzido aproximadamente significa: Destino é bom caráter, bom caráter é destino. 

É a partir da referência mítica que se diz: "... quando o destino é incerto, é o bom caráter que eu escolherei." 

A ingerência metafísica aqui é clara, se você está incerto sobre o seu destino simplesmente faça a coisa certa naquele momento. Nascemos ómó rere, que significa: boas pessoas e bem-aventuradas. O que sugere que fazendo a coisa certa no momento certo não poderemos estar em oposição ao nosso destino. 

A língua litúrgica Iorubá é freqüentemente criada através do uso de elisões. Uma elisão é uma sentença encurtada em língua iorubá para formar uma palavra. 

Por exemplo, a palavra Ifáyabale é uma referência em Ifá ao ritual de resolução de disputas. A palavra é Ifáyabale, elisão Ìyá bàbá ilé. Significando: A sabedoria das mães e pais da terra. 

Isto é tanto uma referência ao processo ritual como uma indicação clara da metodologia da resolução dos problemas. 

É com a orientação dos mais velhos que nós resolvemos nossos conflitos. Vamos usar a metodologia de análise da linguagem para termos outro olhar para a frase: Ayanmó ni Iwá Pèlé, Iwá Pèlé ni ayanmó. Da elisão: Ayanmó ni Iwá ope ile Iwá ope ni ayanmó. 

Temos a tradução do destino inicial sugerindo que o bom caráter é o nosso destino e nós temos uma camada mais profunda que significa olharmos para as palavras originais que formam as elisões da sentença. 

A tradução torna-se então a árvore ancestral. É o caminho para saudar a terra, saudamos a terra através da árvore ancestral. 

Quando olhamos para a fonte das elisões começamos a entender o contexto desta cultura que leva à criação de palavras e frases usadas para expressar idéias espirituais. 

A árvore Ayan é usada na cultura iorubá tradicional como um altar ancestral. A idéia de uma árvore sendo usada como um altar ancestral é baseado no símbolo da árvore da vida, o que significa que vem das raízes, nos torna o motor que da a luz e as mudas. 

Uma árvore é uma manifestação viva dos ciclos de: vida (Ogbè méjì), morte (Òyèkú méjì), transformação (Ìwòrì méjì) e renascimento (Òdí méjì). 

Ayan está servindo como um lar para centenas de grandes e antigas espécies de animais que vivem em harmonia em um espaço muito pequeno. 

Esta harmonia cria o ventre do igbodu (cabaça da existência) que é o significado da floresta. Um igbodu é um portal inter-dimensional que liga o Òrum ao Ayè ou o Céu a Terra. Esses portais criam flashes de luz ao redor da árvore que se parece com lâmpadas se acendendo. Estes flashes de luz são chamados de Espírito do Pássaro Éyèle, significado que o pássaro Éyèle é usado pelas mães mais velhas para se comunicar diretamente com os Imortais no Òrun. A árvore Ayan também é usada para fazer tambores bata que são usados ​​para se comunicar com Egun e alguns Ebora. 

Egun é o espírito coletivo da linhagem ancestral de uma pessoa. Eborá são ancestrais divinizados que funcionam como avatares das Forças da Natureza chamado geralmente de òrìsá. A árvore Ayan é o lugar onde o iorubá tradicional se comunica com seus ancestrais e da árvore Ayan é feito o tambor que é usado para invocar os estados alterados de consciência que melhoraram esta comunicação. 

Então, o que o provérbio, Ayanmó ni Iwá Pèlé, Iwá Pèlé ni ayanmó, está nos dizendo? 

Ele está dizendo que devemos usar a sabedoria dos antepassados ​​para saudar a Terra. Aos nossos olhos pode nos parecer uma expressão estranha, especialmente no que se refere à idéia de Bom Caráter (Iwá Pèlé). 

Na cultura iorubá tradicional você deve cumprimentar uma pessoa idosa. É o trabalho dos mais velhos que nos guiará no caminho do desenvolvimento espiritual. Dizemos que os anciãos guiam-nos para saudar a Terra e chamar a Terra de ancião e dar a entender que devemos viver em harmonia com a Terra, pois esta é a chave para o crescimento espiritual. Ifá está enraizado na idéia de atunwá (reencarnação). 

A crença da cultura iorubá tradicional é a de que estamos renascendo dentro de nossa linhagem biológica e que o nosso nascimento traz consigo a responsabilidade moral de corrigir o que está quebrado na história de nossa família. Para que essa evolução espiritual ocorra os seres humanos precisam de um lugar para viver a experiência com atunwá e o lugar que escolhemos é chamado Onilé ou Terra. 

Se Onilé morre a experiência com atunwá morre com ele. Isso significa que nossa primeira obrigação espiritual e disciplinar é desenvolver o Bom Caráter e cuidar da Terra. Em termos simples, nós temos a obrigação moral de deixar a Terra como um lugar melhor de se viver. A Terra é a plataforma através da qual nós escolhemos para abraçar o processo de crescimento espiritual. Na minha humilde opinião os humanos não estão fazendo um trabalho tão bom em deixar a Terra em melhor forma do que a encontramos. 

Ifá pode consertar um mundo quebrado. Esta frase faz parte das escrituras sagradas. Eu acredito que seja verdade. 

Oração coletiva é entendida na cultura iorubá tradicional como a capacidade de abrir portais na Terra. Esses portais são chamados ventre do igbodu, que significa ‘a floresta’. Para uma cultura que define o Bom Caráter por meio da elisão Iwá Pèlé, a idéia de portais abertos por meio do uso da oração não é difícil de entender. 

Recentemente eu terminei uma questão sobre a visão de uma cidade americana. Esta área foi utilizada por antigas culturas indígenas nos Estados Unidos como um centro de ritual e centro de treinamento para o sacerdócio. O canyon contém kivas numerosas. 

A kiva é um círculo de pedras enterradas no solo e utilizadas para realizar o ritual. Os kivas em Chaco Canyon são o seu igbodu. Eles são portais para os reinos invisíveis da Criação que Ifá chama de Òrum. Fui abençoado em Chaco Canyon ao receber instruções sobre a Terra. No mesmo momento em que eu recebi uma mensagem no Canyon uma tempestade de vento soprou e se abriram as portas da minha casa que ficava a 600 milhas de distância. Cada vez que eu piso em uma kiva sou imediatamente saudado com uma visão nova e diferente. 

Era uma espécie de mudar os canais na TV. Consciência? Talvez. Eu prefiro acreditar que quando chegamos para saudar a Terra, a Terra irá responder, dando-nos orientação. 

Isso é o que fazem os anciãos, pois a Terra é a Mãe de todos. Vivemos em um universo holográfico. Isso significa que sempre haverá manifestação da Criação, isto está contido dentro de cada átomo da Criação. As informações que precisamos para corrigir o que está quebrado estão ao nosso redor e em toda parte. A pergunta é: 

Como podemos acessar essa informação? Temos acesso à informação para a saudação da Terra, significando, sabermos humildemente usar a sabedoria dos antepassados ​​para nos ensinar como nos comunicar com Ayan, a árvore da sabedoria ancestral. 

Esta idéia foi muito bem expressa no filme Avatar quando a árvore, no centro da comunidade indígena, reunia os recursos do planeta para defender-se contra uma invasão militar. Sim, eu sei que era um filme, porém está enraizado na verdade. 

Ire o. 

Por: Áwo Fatunmbi 

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - O BOM CARÁTER - PARTE I



Ègbé, 

Costumo sempre que possível perguntar aos abians e os mais novos o que eles sabem a respeito de nossa religião. O que realmente vieram colher, o que realmente irão cultuar e o que eles objetivam. 

Para minha surpresa, ninguém conhece o cerne da questão. 

Por que cultuamos òrìsá? 

Qual a finalidade de tudo isto? 

Onde fica o fim da estrada? 

Pecado, absolvição, punição, Èsú, o que será que tudo isto quer dizer? 

O que devemos fazer dentro de um Ilè àse? 

Lavar, passar, cozinhar, arrumar, guardar, olhar, falar, fofocar, concertar, desentupir, capinar, varrer, ajudar, comer, aprender, osé, acender vela, rezar, òfò e etc... 

Quem poderia levantar o braço e dizer que a canção mais importante, é a que você está compondo? 

Sua canção tem que ser linda e ela não pode ser dividida e nem ter parceria, letra e musica devem ter inspiração própria, você tem compromissos seríssimos com sua evolução 

O sentido de caridade e ajuda ao semelhante é magnífico, porém, devemos olhar nossa estrada, devemos objetivar evoluir, devemos ascender, devemos buscar a superação. 

Dentro deste conceito, se analisarmos friamente, o grupo será beneficiado, se há evolução pessoal dentro do grupo, então existe um objetivo a ser alcançado pelos demais. Devemos servir de inspiração e não ajudantes de entrega ou meros ajudantes de estiva, ajudar o outro a carregar um peso que ele se desobriga a carregar, visto que chegou um auxilio luxuoso. Neste caso, você. 

O conceito de evolução espiritual está na base de nosso culto, é a atividade fim de nosso sacrificio, o objetivo maior do ser humano. E esta base chama-se caráter. Caráter é muito importante dentro desta cadeia espiritual, uma pessoa desprovida de caráter sempre terá obstáculos a ser ultrapassados, sua vida sempre terá um plus nos problemas, sempre ouviremos aquelas famosas frases: 

Mas como? 

Eu dei comida, dei até bicho de quatro pés calçado e nada aconteceu. E começa a transferência de responsabilidades, a mão do Ogan é ruim, o sacerdote não tem àse, me disseram que não foi feito direito, pelo que eu sei ficou faltando algo, enfim... 

Uma gama de subterfúgios para poder mascarar o erro individual, o desvio de caráter. Não podemos em hipótese alguma fugir de nossas responsabilidades, não estamos aqui para simplesmente vestir, bailar e ralar dentro de uma casa de àse. 

Nossas atitudes dentro e fora contaram muito, não se embriagar, a não promiscuidade, os maus costumes, os desvios de conduta, a falta de cuidado com o que não lhe pertence e muito mais exemplos que não são necessários exemplificar aqui, pois o conceito de certo e errado nasce com você, ele nós é ofertado na hora do sopro divino de Òlódúmarè (Emi), sabemos muito bem onde está o fiel da balança e para que lado ela pende conforme nossas atitudes no dia-a-dia. 

Dito isto, espero que fique menos confuso a forma de se relacionar com os objetivos de nossa religião. Orí é o ponto a ser alcançado e o caráter é a base para se conseguir atingir a meta. 

Lembrem: Se o ebo não fez efeito é por que faltou “folha” e esta folha muitas vezes pode ser o nosso caráter. 

Ire gbogbo. 

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - COBRANÇA DE VALORES


Motumbá, meus (minhas) irmãos(ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom Dia!!! 

Como é de costume, aqui estamos nós para adentrarmos um pouco mais em nossa fé, seja por conceitos, por interpretações, seja como for. E uma das coisas que sempre nos afrontam dentro de nossa religiosidade é a questão famosa de VALORES (financeiros). 

Para explanar melhor este assunto, achamos conveniente este texto enviado por um de nossos colaboradores do BLOG O CANDOMBLÉ. Um texto muito bom que através de uma Mitologia pode se falar muito para nossa melhor compreensão. 

Ogbe Meji / Eji Ogbe / Eji Onilé. 


A questão da cobrança de valores sempre foi um caso sério. Onde vemos tudo de ruim em torno disso. Existe também uma pressão devido à prática de outras religiões que abominam a cobrança, assim não cobrarem é ético e cobrar não é ético. 

São religiões diferentes e o que não é ético é se comportar apenas motivado por dinheiro, lembrando que um Babalawo nunca será rico, é assim que os encontramos nas histórias, é assim que o babalawo diz. Não que eu esteja dizendo que Òlodumare recrimina os que assim não se comportam ou que nosso òrìsá nos virará as costas, não, estou dizendo isso apenas pelo aspecto ético. Mas o pior de tudo é ouvir que a pessoa só cobra porque “o anjo da guarda dela exige”

No odù Ofun’ogbe Òrunmila usa seus próprios materiais e dinheiro para fazer o sacrifício para Òrìsán’la (Osalá) e depois é compensado em 200x vezes o que gastou. Mas no odu Ogbe meji existe uma história muito direta sobre o assunto que é usado como explicação porque um babalawo cobra por seus serviços. 

Ogbe meji veio para a terra para trazer o bem e fazer o bem a todo mundo. Ele incansavelmente dia e noite ajudava a todas as pessoas que encontrava e que o procurava e nada exigia delas para isso. A benevolência do jovem Eji Ogbe o fez muito popular e sua casa tinha um fluxo imenso de pessoas que o procuravam pedindo sua ajuda, dia e noite. 

Ele curou os doentes, fez sacrifícios para os pobres, ajudou mulheres estéreis a terem filhos e garantiu o nascimento seguro de crianças de todas as mulheres grávidas que o procuravam. 

Com essas atividades ele ganhou muita admiração dos beneficiados, mas também ganhou inimizades dos sacerdotes mais antigos que ele que não se uniam a ele em seu altruísmo e benevolência. 

Um dia cansado ele dormiu e seu Ori veio em seu sono o advertindo que esses sacerdotes estavam conspirando contra ele. Ele acordou de manhã e logo foi para o oráculo. Ele procurou os sacerdotes Osigi sigi le epo, Usee mi ookagba igba e abu kele kon lo obe ide que juntos consultarem Ifá para ele, então eles o aconselharam a outros sacerdotes que se sentiram atingidos e prejudicados em seu modo de vida porque Ogbe meji fazia milagres sem cobrar nada foram para o Òrun um depois do outro para relatar a Ólodumarè acusando Eji Ogbe de prejudicá-los ao introduzir um novo código de comportamento o qual era totalmente estranho à ética no ayè. 

Ogbe meji por sua parte não tinha vida própria porque gastava todo o seu tempo a serviço de outros. Quando as crianças tinham convulsão ele era chamado, quando grávidas precisavam de ajuda ele era chamado, etc.. 

Òlodumare ouvindo esses relatos enviou Esù a terra para trazer Eji Ogbe de volta. Esù usou de discrição como uma estratégia para trazer Eji Ogbe de volta ao Òrun. Ele se transformou em uma pessoa sem emprego, procurando por um trabalho e foi bem cedo à casa de Eji Ogbe. Chegando lá ele implorou a ele para lhe dar um trabalho que o permitisse a viver. Eji Ogbe disse que não tinha como dar um trabalho a ele porque ele trabalhava de graça para as pessoas do mundo. 

Como ele ia comer o seu desjejum ele chamou o visitante para comer com ele, mas esse disse que não se qualificava para comer no mesmo prato de Ogbe meji assim iria comer após Ogbe meji ter comido. Contudo enquanto essa discussão se dava uma nova pessoa aparecia pedindo ajuda, ela disse que o seu único filho estava em convulsão e ela queria que Eji Ogbe viesse reviver o garoto. 

E assim se foi o dia todo resolvendo duvidas, brigas e disputas. O sol já se punha quando ele se sentou para comer seu desjejum matinal. Ele insistiu para o visitante comer com ele, mas esse disse que somente depois iria comer. Quando ele começou a comer Esù se transformou em Esù e Eji Ogbe viu que o seu visitante era um enviado de Òlodumare. 

Ele parou de comer e perguntou que mensagem teria para ele, e Esù disse que Òlodumare queria vê-lo no Òrun. Esù o abraçou e eles foram transportados para o Òrun. Tão logo chegando lá ele ouviu a voz de Òlodumare perguntado a ele, Eji Ogbe, por que estava criando tanta confusão no mundo! 

Eji Ogbe se pôs de joelhos para dar a sua explicação, mas, Esù, se pôs a frente e se ofereceu para explicar. Esù explicou que Òlodumare em pessoa não poderia estar fazendo tanto quanto Eji Ogbe no ayè. Ele disse que desde cedo e sem tempo até para comer, Eji Ogbe estava a serviço da humanidade sem receber nenhuma recompensa por isso. 

Esù disse que Eji Ogbe fazia no ayè a mesma coisa que fazia no Òrun e que por isso ela estava apenas aborrecendo os sacerdotes que eram amantes de dinheiro. 

Òlodumare disse que Eji Ogbe se levantasse dos seus joelhos e que voltasse para o ayè e continuasse o seu bom trabalho, mas, que cobrasse um valor razoável por seus serviços, mas continuasse a ajudar a quem necessita e que receberia por isso as bençãos dele Òlodumare. 

A interpretação de uma história depende sempre do interlocutor, não existe uma interpretação única ou mesmo sentido literal. Essa história justifica o fato de os babalawo cobrarem por seus serviços. Também mostra que fazer o bem é o que se espera de uma boa pessoa e não trocar benfeitorias por dinheiro é o que de melhor se poder esperar de uma pessoa; mostra também que as pessoas se incomodam com o bem que você faz e não com o mal as traz. 

Enfim, muitas interpretações podem ser feitas por cada pessoa. 

Texto compilado da Net sem autoria e sem fonte.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - FÉ, DINHEIRO E AMBIÇÃO


Estão vendo a religião, não apenas como alimento para a sua fé, mas com um caminho para seus ganhos materiais. Um assentamento de orisá, virou um investimento.

Os menos avisados rezam hoje pensando em acordar ricos amanhã; dentro de pouco tempo provavelmente será criado um contrato, aonde devera constar o valor aplicado e a pretensão de retorno, juros e lucros de forma bem clara, com possíveis clausulas que gerem uma provável indenização; só nos resta saber quem vai assinar em nome do orisa esse contrato maluco, é verdade que as promessas em nome dos orisas todos já sabemos quem faz,a desinformação e a ignorância. 

Precisamos parar, e analisar melhor a definição do que é ter fé, e como se coloca essa fé dentro de uma religião. 

Vejo tantas pessoas diante de um orisá, reivindicar as suas necessidades financeiras, e me pergunto por que isso acontece dentro de nossa religião? 

Alguém já viu isso acontecendo em outras religiões? 

É raro alguém pedir ao orisá que lhe dê um caminho, que lhe de compreensão e paciência diante dos obstáculos. 

Em um momento de dificuldade as pessoas que não forem orientados corretamente podem encontrar na sua caminhada religiosa obstáculos e em muitas situações podem terminar fazendo uma interpretação de maneira errada, outrora crédulo, agora culpa a religião, por acreditar que os orisás não lhe deram o bem material necessário. 

Não é errado pedir ajuda ao orisa, mas a grande maioria das pessoas também deveriam trabalhar bastante e se capacitar para enfrentar as dificuldades da vida moderna, nos dias de hoje mais do que nunca rezar, faz bem, mas trabalhar é fundamental. 

Fico me perguntando, até quando poderemos manter essa religião tão linda, com tanta falta de cultura, será que em um futuro, ainda veremos uma mulher em sua gravidez rezando a Osun por um bom parto, um enfermo clamando a Obaluaiyê por sua saúde? 

Enfim esta sendo difícil, para mim, um praticante da religião, entender o que está acontecendo, me pergunto se as pessoas não deveriam assumir uma postura diferente diante dos orisa. 

Algumas pessoas estão se sentindo verdadeiros proprietários dos orisás, chegamos ao ponto de achar que o orisá tem o dever de nos deixar ricos, ou dar caminho para isso, caso contrario, ele não esta mais servindo. Nós precisamos da força dos orisas, para prosseguir diante as dificuldades, mas tornar isso um negocio é inconcebível. 

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - O OBI



Obi é um elemento muito importante no culto de Orisa. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu. É um alimento básico, e toda vez que é oferecido seu consumo é sempre precedido por preces. 

Foi Orunmilá quem revelou como a noz de cola foi criada. 

Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Exú era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente ), para entrarem em acordo sobre a situação. 

Eles deliberaram longamente sobre o motivo dos mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo. Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodumare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar. Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar. 

Pós isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão. Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar. Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos. Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo. 

Aiye pegou-as e as levou para Olodumare, e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse. Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim. No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas. 

Foram então até Olodumare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível. Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas. Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela. 

Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias. Depois, ela começou a comer as nozes cruas. Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas. Após isso, ela levou as frutas para Olodumare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo. 

Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu decodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces. 

Olodumare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos. 

Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodumare e tinha duas peças. Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente. 

A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola. 

A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimônia. 

A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla. 

A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas. 

A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho. 

Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada. 

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - CONSULTA AO OBI


A consulta ao Obi tem mais de cinco caídas? A resposta é sim, estamos diante de um momento histórico.

Podemos mudar o rumo,de tudo que está acontecendo,é chegada a hora da recuperação do que foi perdido, mas para isso temos que estar dispostos. Exemplos como esse do jogo de obi (fruto, que também serve como Oráculo) podem sim ser usados no nosso país, que ensina que o jogo de obi tem cinco caídas, poucos sabem que no obi existe partes masculinas e partes femininas. 

O número de estórias inventadas em nossa religião é tão grande, que ainda existe quem acredita que embaixo da roupa de Baba egungun, não tem nada.

As nove caídas do jogo de Obi.

1. Ilera - 1 masculino: boa saúde, poder masculino, também trás o insucesso.

2. AJE -1 Feminino: o poder das mulheres traz prosperidade, mas uma manifestação negativa feminina tem o poder de bloquear a prosperidade .

3. Ejire - 1 masculino e 1 feminino: harmonia entre o sexo masculino e feminino , sucesso em qualquer negócio.

4. Akoran -2 masculinos: determinação, manifestação negativa de disputas, conflitos.

5. Ero -2 femininos: paz, tranqüilidade e relaxamento, preguiça leva ao fracasso.

6. Akita - 2 masculinos 1 feminino: sucesso após dificuldades mas a falta de entendimento pode levar ao fracasso. 

7. Obita - 2 femininos e 1 masculino: vitória e sucesso podem desaparecer..

8. Alaafia - Todos os quatro abertos: harmonia em todos os aspectos, uma vitória completa, as medidas devem ser tomadas para atingir o sucesso.

9. Oyeku - Todas as quatro partes estão fechadas manifestação obstáculos e doença, até a morte.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - BOAS MANEIRAS NO SANTO


BOAS MANEIRAS NO SANTO 

I. Quando saímos de nossa casa material e vamos para o terreiro ou barracão de santo, preciamos compreender que apesar de ser nosso lar espiritual onde nosso Orixá e nossas entidades se representam, não é lugar de se achar a vontade usando conversas e tendo atitudes desrespeitosas. Mantenha sempre a concentração com assuntos pertinentes ao culto, evite conversas que dispersam o foco, e mulheres! tenham bom senso evitem roupas ousadas, você não está em uma balada e sim em um templo religioso. Evite ser vulgar. 

II. Lembre-se sempre, mantenha o celular no vibra ou de preferência desligado. Se é proibído você atender dirigindo por exemplo, imagine que abuso você atender diante de quem dirige você?. Tenha noção! 

III. Procure manter todos os ambientes do seu templo limpo e conservado. O Zelador apesar do nome, é Zelador de Santo e não como Zelador de prédio, não tem obrigação nenhuma de trabalhar para você, a obrigação dele é com os Orixás. Nunca se esqueça que a organização e limpeza é também uma forma de evoluir. 

IV. As divergências sempre irão existir, porque são pessoas de educação e culturas diferentes tentando interagir. Respeite o seu irmão e ao invés de apontar ou criticar ressalte os pontos positivos, evite fofocas, bate boca. Todos estão alí, buscando solução para seus problemas pessoais e espirituais e não para somar mais problemas. 

V. Contribua financeiramente para a sua casa de santo. Não pense que o Pai ou Mãe de santo tem sociedade com a companhia de Luz e Água, porque não tem!. E ele já faz o bastante cedendo o seu espaço e sua privacidade, para que todos possam cultuar suas entidades e Orixás. É um absurdo ele ainda ter que pagar por isso! Tenha bom senso, existem coisas que não se precisa pedir e aliás, o Zelador nem deve! Isso deve partir de cada um. Seja pro-ativo colabore inclusive para que você possa ter mais conforto, afinal alí também é sua casa e como toda casa, tem suas despesas e seus gastos. Se dividir entre todos não pesa pra nínguem e o seu Pai ou Mãe de santo, poderá investir em melhorias para todos. 

VI. Amar o orisá é passar por cima do orgulho, da vaidade, do ego. 

VII. Quando estiver em sua casa de santo, esqueça o mundo exterior. Vá sem pressa para sair ou então não vá. Além de você quebrar a corrente daqueles que estão voltados e entregues totalmente ao culto, você está perdendo seu tempo, pois o Orixá e as entidades dependem de você por inteiro, se sua outra metade ficou lá fora de nada adiantou você ir. Festas, passeios, e outros compromissos temos outros dias para fazer, mas o culto não é todo dia. Dedique-se inteiramente. 

VIII. Ao levantar e ao deitar agradeça a Deus e seu Orixá. Não vá apenas para pedir, vá principalmente quando não tiver nada para pedir. Esse é o verdadeiro gesto de amor ao santo. 

IX. Irmão de santo nem sempre é agradável, alguns fazem questão da fofoca, outros são puxa saco, outros folgados. No entanto saiba aprender observando e valorize o que cada um tem de bom. Isso mostra o seu amadurecimento dentro do culto. 

X. Nunca minta para o seu Orixá. Estará apenas se engando. 

XI. Diferente de outras religiões nós não temos uma bíblia ou um livro universal. Por isso, é muito mais difícil de compreender. Estude, pesquise, procure aprender e conhecer sobre sua religião. Tenha assim como os evangélicos e os demais, conhecimento do que fala. Um filho de santo mal informado acaba ajudando a espalhar a ignorância daqueles que nada sabem. Não fique dizendo apenas porque ouviu, Estude! pesquise! Aprenda!. Apesar da nossa cultura se passar de forma oral, hoje em dia temos bons escritores e bons conhecedores do culto onde podemos nos basear. Seja humilde, não sabe ? pergunte ! mesmo que ainda não seja a hora de você saber, mas pelo menos tenha interesse. Tudo no culto de Orixás tem resposta e cada uma no seu tempo. 

XII. Respeite os outros credos. Quando temos postura, mesmo o mais rebelde se cala. Uma postura de respeito à si e com o outro faz com que ele baixe as armas do ataque.Lembre-se: Fé é toda certeza que dispensa provas, você não precisa provar nada a ninguém apenas exerça o livre arbítrio. Não precisa sair por ai cheio de fios de contas ou ostentando qualquer coisa desnecessária, mas tenha orgulho da sua religião. Não discuta com os ignorantes, não devemos perder tempo com o que não evolui. Toda vez que cair ou se levantar diga ao mundo, agradeço ao meu Orixá. Aprenda com os crentes, divulgue as vitórias que obteve com o seu santo e jamais meta o malho nele, ou você já viu algum crente mesmo quando sai da Igreja metendo o malho em Jesus? Ganhar e perder faz parte da vida, mas cada um escolhe o que quer contar. 

XIII. A alegria faz parte do culto, nossos antepassados cantavam o tempo todo. Esta na roça? Cante, seja alegre, participe. Se seu humor não esta legal, fique em casa, não desconte nos irmãos e na casa sua falta de atitude na vida e seus problemas. 

XIV. Orixá da caminhos, não é uma maquina de resolução de problemas e de formar ricos e famosos, se fosse o primeiro seria o Pai e Mãe de Santo. Quando alguém vai a Igreja e faz um pedido e não é atendido, nem assim deixa de ir a Igreja ou sai falando mal, no máximo diz: ah não deve ser do meu merecimento. Sendo assim, o que te faz pensar que o Orixá tem que realizar tudo que você deseja, se nem mesmo Jesus realiza? 

Cada um tem aquilo que merece. Pedir é livre mas receber é por mérito. Não procure na nossa religião realizar milagres! Milagres só quem faz é Deus, aqui realizamos a evolução e o Orixá lhe mostra o melhor caminho, no mais, é com você. Seja consciente. 

XV. Seja senhor das suas palavras para não ser escravo delas. Lembre-se do poder da palavra. Ouvir é Ouro e falar é prata! ATENÇÃO

A LEI DO RETORNO EXISTE! CUIDADO COM O QUE PEDE E COM O QUE DESEJA AO PRÓXIMO. 

Gabriel D'Xangô - Zelador de Santo ( retirado da página Muito Axé ) 

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - AMOR AOS MAIS VELHOS


Motumbá meus irmãos, mais uma semana juntos, através do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Muitas vezes pensamos que vamos encontrar aqui, somente o que nos agrada ou que de fato nos interessa. Devemos sempre nos lembrar que o BLOG OLHOS DE OXALÁ é de fato voltado ao público CANDOMBLECISTA, bem como do público UMBANDISTA, ou ainda de qualquer outra facção ESPIRITUALISTA

Mas dentro destas realidades também devemos nos posicionar quanto a fatos da vida que nos fazem pensar o nosso proceder e modo de agir como pessoas que buscam viver uma ESPIRITUALIDADE REAL E VERDADEIRA, não somente dentro de seus barracões, ou Ilês Asés, mas esta realidade deve sim ver vivida dia-a-dia, sem esmorecer. 

Com esta postagem compartilhada por nossos amigos da CASA DE OXUMARÊ, é interessante tomar este texto como exemplo e ver de fato o que podemos melhorar em nossa existência.


OLHOS DE OXALÁ E FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA CONVIDAM

Amados (as) irmãos (ãs) outro evento esta por vir nestes novos tempos que se aproximam. 

Todos nós de alguma forma, temos uma certa devoção, carinho e respeito pelos mestres CABOCLOS,  seja na realidade da UMBANDA SAGRADA como também na realidade do CANDOMBLÉ

Desta forma, nós do BLOG OLHOS DE OXALÁ E A FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA, representada por seu diretor OGÃN FRANKLIN DE OGUM, um de nossos COLABORADORES como CO-AUTOR, de nosso BLOG, que se mostra presente com estes eventos voltados à RELIGIOSIDADE, estamos juntos CONVIDANDO VOCÊ a participar: 


Acompanhem conosco alguns dos melhores momentos da 1ª HOMENAGEM AOS CABOCLOS DE 2012, no mesmo local.







OLHOS DE OXALÁ - LEMBRANÇAS DE NANÃ

Motumbá nossos (as) amados (as) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia!!

Chegamos em mais um Domingo, e muitos se devem estar perguntando o motivo de termos ficado um pouco distantes de vocês durante estes dias. Mas graças a Deus, tivemos mais uma vitória. Desta vez, vinda pelos braços de Mamãe Nanã.

A pedido de um amigo de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, o querido e novo amigo, OGÃN SÉRGIO RICARDO T'OXAGUIAN, da região da grande São Paulo, na cidade de PIRACICABA, nos solicitou nossos serviços; onde desde o dia 05/02, buscamos integralmente nos centrar na confecção de suas LEMBRANCINHAS DE ORIXÁS - NANÃ, para presentear a sua YALORIXÁ que estaria dando obrigação.

Foram exatamente 200 unidades, todas feitas com muito carinho, amor e dedicação. Ainda mais sendo uma OBRIGAÇÃO, o que requer um requinte a mais. Neste caso, sabiamente escolhido com sua apresentação do KIT LUXO, que além das bonequinhas devidamente vestidas em NANÃ, conforme sugestões do mesmo, para estar de proximidade com a roupa que a ORIXÁ estaria vestida em seu RUM. Tivemos a bela escolha de confeccionar as cestas de Nanã. Cujas fotos estamos compartilhando agora.

Nosso muito obrigado por ter confiado em nosso trabalho e que NANÃ ABENÇÕE A TODOS

Aqui começa nosso trabalho, a elaboração da roupinha, fazemos várias tentativas para combinar cores, adereços a fim de não deixar luxuoso dimais para não perder a essencia, buscando respeitar a QUALIDADE DO ORIXÁ em questão, até chegar na arte final.




Deste processo em diante começa a confecção em larga escala. Todas tem de ficar iguais, para que o conjunto todo fique harmonioso.




Quando se trata de um KIT LUXO, onde as CESTAS DO ORIXÁ, também são solicitadas, buscamos fazer de acordo com os tons que utilizamos nas LEMBRANCINHAS. Trata-se de um carinho votivo dedicado à ORIXÁ em questão, que vai ser homenageada.



Não podemos negar que durante a sua confecção houveram de fato alguns contratempos com correios e outras coisinhas, mas tudo deu certo. E graças a Deus foi mais uma conquista e uma honra pra nós fazermos tais lembrancinhas.

Querendo maiores informações meus (minhas) amados (as), podem entrar em contato conosco por aqui mesmo em nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, ou pelo FACEBOOK, só procurar PEDRO MANUEL T'OGUM, ou ainda visitando nosso perfil ainda no velho ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) ou nossa página também no FACEBOOK BLOG OLHOS DE OXALÁ