sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

OLHOS DE OXALÁ - CO-AUTORES

Amados irmãos (ãs).

Como deve ser do saber de todos que nos visitam diáriamente. Nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ tem um objetivo único, dentro de todas suas REGRAS e METAS. Levar a verdadeira RELIGIOSIDADE, ao conhecimento de todos, de uma forma clara e objetiva. Com uma linguagem simples e sem grandes vocabulários, voltados justamente para o bem entendimento de todos.

Mas para que ele continue dando certo, é válido lembrar que ele não é composto, por uma única pessoa. Ele tem sim, e isto é fato, uma pessoa que esta a frente, nosso COORDENADOR PEDRO MANUEL T'OGUM, que além de ser uma pessoa muito espiritualizada, é formado em PSICOLOGIA, fora sua vasta experiência de vida bem como espiritual, pois além de tudo já foi seminarista da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA e hoje, adepto ao CANDOMBLÉ com muito conhecimento. Fora sua experiência na realidade da UMBANDA SAGRADA também.

Além dele, temos a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, composta por 5 pessoas, onde eu ARTHUR T' OXAGUIAN, também faço parte. Todos nós funcionários da mesma empresa INSTITUTO PETHRU'S DE BELEZA UNISSEX, que nos facilita estudar juntos, nos reunirmos para ver o que podemos melhorar ainda mais nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Mas não podemos de forma alguma, nos esqueçer, que entre nosso COORDENADOR e nossa EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, existem sim nossos grandes COLABORADORES, todos BABALORIXÁS ou YALORIXÁS, OGÃNS, dentro da realidade seja ela, do CANDOMBLÉ ou da UMBANDA SAGRADA. Para que nossos estudos sejam de fato baseados em fundamentos e conhecimentos.

Dentro de todas as reformulações realizadas na grade de postagens, que estamos ao devido tempo refazendo. Esta mesma EQUIPE DE CO-AUTORES, sofreu algumas alterações também. Uns saíram por seus motivos particulares e agradecemos de antemão toda a colaboração. Outros se afastaram temporareamente por dificuldades com suas senhas e e-mails de acesso, mas que logo estarão de volta que é o caso da EGBOMI CONCEIÇÃO DOS REIS T' OGUM (NAÇÃO KETU) e EGBOMI WALLACE T' YEMANJÁ (NAÇÃO DJEJE), que logo estarão conosco novamente.

Mas temos agora a alegria de contar com mais um novo integrante: BABALORIXÁ EMERSON SILVA T'OXAGUIAN, que vem de fato contribuir com suas  postagens. Já sabemos que algumas poderão ser até polêmicas, mas acreditamos e vemos isto com bons olhos, que toda polêmica gera interrogações, dúvidas e claro todos irão ter uma forma a mais de se manifestar. 

Desta forma, agradecemos a todos que ainda estão conosco, como o caso de BABALORIXÁ EDSON DE OXUM (NAÇÃO KETU), que assim que pode nos presenteia com suas colocações e OGÃN FRANKLIN T'OGUN (UMBANDA SAGRADA), que também se manifesta nos enviando DIVULGAÇÕES DE EVENTOS voltados tanto para a UMBANDA SAGRADA como também do CANDOMBLÉ.

Mas se você, BABALORIXÁ/YALORIXÁ, com seus devidos temps cumpridos, obrigações arriadas, e seus direitos tomados, que sentir no coração vontade de fazer parte desta EQUIPE DE COLABORADORES, seja de KETU, DJEJE, EFON ou outras DENOMINAÇÕES DE NAÇÃO, entre em contato e teremos o maior prazer de termos você como nosso COLABORADOR.

Esta nossa preocupação sobre os seus devidos direitos tomados é para justamente não termos em nosso meio, pessoas que usando de má fé, se apresentam como PAIS ou MÃES DE SANTO, não tendo o direito de exercer tal função.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - FATOS HISTÓRICOS


Logunedé ou Logun Ede, do iorubá Lógunède, é um orixá africano que na maioria dos mitos costuma ser apresentado como filho de Oxum Ipondá e Oxóssi Inlè ou Érinle. 

Segundo as lendas, vive seis meses nas matas caçando com Oxóssi e seis meses nos rios pescando com Oxum. É cultuado na nação Ijexá como sua mãe, mas também nas nações Ketu e Efan, sendo o seu culto muito difundido no Rio de Janeiro. 

No entanto, existem outras versões acerca de sua filiação. Se na maioria dos mitos, Logun-edé surge como filho de Oxum e Oxóssi, em outros, um pouco mais raros, aparece como filho de Ogun e Iansã. Há, ainda, histórias que contam a lenda de Logun-edé como filho desses quatro Orixás, apresentando-o como nada mais, nada menos que uma representação dos Orixás Gêmeos, Ibeji. 

Simultaneamente caçador e pescador, Logun-edé é o herdeiro dos axés de Oxum e Oxóssi que se fundem e se mesclam como mistério da criação, trata-se de um orixá que tem a graça, a meiguice e a faceirice de Oxum à alegria, à expansão de Oxóssi. Se Oxum confere a Logunedé axés sobre a sexualidade, a maternidade, a pesca e a prosperidade, Oxóssi lhe passa os axés da fartura, da caça, da habilidade, do conhecimento. 

Essa característica de unir o feminino de Oxum ao masculino de Oxóssi, muitas vezes o leva a ser representado como uma criança, um menino pequeno ou adolescente, formando mais uma tríade sagrada na História das religiões. Com Logun-edé, completa-se o triângulo iorubá pai, mãe e filho que também se repete nas trilogias católica (Pai, Mãe e Espírito Santo), egípcia (Ísis, Osíris e Hórus), hindu e tantas outras. 

Como símbolo da pureza, muitas vezes Logun-edé também é visto como um ser andrógino. Ao contrário do que muitos pensam, Logun Ede não é de características masculina e feminina, não é bissexual. Na verdade possui uma grande relação com Òsun, sua mãe e com Erinlé, seu pai, trazendo consigo a personalidade desses dois Òrìsà e algumas características marcantes, mas nada que o transforme em um hermafrodita que durante seis meses é Oboró e seis meses Ìyábá como algumas pessoas assim o dizem e usam deste artifício para denotações homossexuais. 

Existem templos para Logun Ede em Ilesa, seu lugar de origem, onde em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, que tamanha coragem é relacionada a de um leopardo. Casado com três esposas. De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Òsun, é um Orisa de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecem junto aos assentos de Osun e sempre quando agradado devemos agradar sua mãe. Tem predileção ao dourado, é um Orisa muito vaidoso, é considerado o mais elegante de todos os Orisas. 

De Òsun, sua mãe, Logun Ede herdou o lado belo e vaidoso. Pois Òsun lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Deusa da fertilidade, na Nigéria é dela o rio que leva o seu nome e no Brasil dela são as águas doces dos lagos, fontes e rios. Água que mata a sede dos humanos e da terra, que assim se torna fecunda e fornece os alimentos essenciais à vida. 

Òsun menina dengosa, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Òsun é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos. 

De Erinlé, seu pai, Herdou o dom da caça pois Erinlé é da família dos Ode e seu símbolo é o ofá, a lança de caça e o ogue. Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça, também símbolo de prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logun-odé tem estas características, é um Òrìsà guerreiro. 

Mas se, em várias tradições, ele é considerado um orixá masculino, em algumas é confundido com a homossexualidade ou a bissexualidade, o que ocorre quando se interpreta ao pé da letra o mito que afirma viver Logunedé seis meses como homem e seis meses como mulher. Na verdade, a interpretação mais aceita seria que essa se trata de uma metáfora para falar dos axés herdados por ele de seus pais, Oxum e Oxóssi. 

Após ser abandonado e viver com Ogum, aprende com ele as artes da guerra e da metalurgia. É coroado por Iansã como o príncipe dos Orixás. É amigo íntimo de Yewá, seriam eles os Orixás que se complementam, considerados o par perfeito. 

Num mito raro, Logunedé se perde no caminho entre as casas de Oxum e Oxóssi, é encontrado pelo velho Omolu que o ampara e protege. Com Omolu, Logunedé aprende a arte da cura e a feitiçaria. O seu primeiro nome, Logun, no Brasil se mesclou ao segundo, Edé, nome da cidade iorubá na qual o seu culto se fortaleceu, formando Logunedé. Logun pode ser uma abreviatura de Ologun que, em iorubá, quer dizer feiticeiro. 

Então, feiticeiro, caçador, pescador, príncipe guerreiro, esses são alguns títulos, alguns epítetos dados à Logunedé. Para Mãe Menininha do Gantois, "Logun é santo menino que velho respeita"

Costuma ser cultuado no candomblé, mas não na umbanda.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - AS ORIGENS


Logun-edé 

É um Òrìsà cultuado na região de Ilesà, na Nigéria. 

Segundo a mitologia, Logunede é filho de outros dois Òrìsàs, que são Osun Yeye Iponda e Odè Inlè. É considerado o príncipe dos Òrìsàs. Possui o conhecimento dos elementos da natureza, onde reinam seus pais, como florestas, matas, rios, cachoeiras, etc. Seu próprio domínio está situado nas margens de rios, córregos e cursos d'água em geral, desde que tenham vegetação, ou seja, o encontro dos dois reinados. 

Orixá teogonicamente andrógino, Logun-edé segundo a lenda, vive 6 meses em terra firme alimentando-se de caça e 6 meses submerso nas águas dos rios, alimentando-se de peixes. 

Logun-ede é um Òrìsà soberano e andrógino. 

Na verdade, esse orixá tem livre acesso aos dois reinados, adquirindo o conhecimento de ambos. Consegue adaptar-se, com facilidade, aos mais diversos ambientes, agindo e comportando-se de diferentes formas, dependendo da situação. Ele herdou, também, muitas das características de seus pais, como a habilidade de caçar e conseguir fortuna, o encanto e a beleza, bem como um grande conhecimento de feitiçaria, como sua mãe. 

Além desses atributos, é, também, responsável pela fertilização das terras, através da irrigação, contribuindo, assim, com a agricultura. Esse orixá possui muita riqueza e sabedoria, não admitindo a imperfeição em suas oferendas e rituais. Tem aparência doce e calma, mas, quando contrariado, torna-se muito enfurecido.Suas ferramentas são o abébé e o ofà. Seu símbolo é uma balança, representando o equilíbrio.Sua cor é o azul turquesa com amarelo ouro. 

É o grande príncipe de Ijexá. É o dono da fartura e caçador habilidoso. Logun-edé, chamado geralmente apenas de Logun, é o ponto de encontro entre os rios e florestas, as barrancas, beiras de rios, e também o vapor fino sobre as lagoas, que se espalha nos dias quentes pelas florestas. Logun representa o encontro de naturezas distintas sem que ambas percam suas características. 

Esta divindade rejeita roupas vermelhas e marrons.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - APRESENTAÇÃO


Orixá multifacetado, príncipe da herança, da floresta, da guerra e da vaidade, pois é filho de Oxossê e Oxum, mas com enrredo com Ogum, Iansã, sendo comandando assim junto com todos. 

Logun Edé (do iorubá Logún Edé), pelo seu enredo, nos faz acreditar na força espiritual, sendo ele príncipe das influências positivas entre o espírito e a matéria. Ele foi o último orixá a nascer na Terra, por conseqüência é o mais novo. 

Belo e encantador, senhor da fartura e da fortuna. Cuida para que nenhum de seus filhos passe por necessidades materiais. Ele é orientador dos seres no momento de crise existencial. 

Logun é um orixá soberano e não passa por transformações sexuais. Isso acontece, com freqüência, aqui na Terra, com os seres humanos. Os orixás estão anos-luz adiante dessas questões. 

Na verdade, esse orixá tem livre acesso aos dois reinados, adquirindo o conhecimento de ambos. Consegue adaptar-se, com facilidade, aos mais diversos ambientes, agindo e comportando-se de diferentes formas!

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM - LOGUN-EDÉ

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs). Bom dia!


De fato conseguimos concluir mais uma etapa referente às grades das postagens de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Desde o final do ano passado, a quem tem nos acompanhado, já a algum tempo, retiramos literalmente todas as postagens referentes ao mês de MAIO de 2012 em diante, para reformular toda a grade numa seqüência ordenada.

Foi de fato um risco, pois de um lado estava a necessidade de correção. Do outro lado, o medo de perdermos visualizações e até seguidores, que já estão conosco a muito tempo. Alguns até desde o dia em que este BLOG foi criado. E para nossa surpresa, o que esperávamos acontecera de fato, ao contrário. Tendo como retorno, um número maior de visualizações, um aumento na questão dos seguidores e até os comentários foram de fato mais participativos.

O que falar sobre isto? NADA! Somente agradecimentos e eterna gratidão a todos!

Terminamos na data de ontem, as postagens referentes à OXUM. Mas como deixamos claro ao terminarmos a mesma SEQÜÊNCIA feita com OXÓSSI, deixamos claro que logo em breve retomaremos estes mesmos ORIXÁS mas num seguimento um pouco mais profundo. Pois é como bem sabemos são inumeros os assuntos e no bem da verdade, podemos passar ANOS NA RELIGIOSIDADE, NUNCA IREMOS SABER DE TUDO.


Nesta nova etapa, vamos agora nos adentrar em dois mundos diferentes, presentes num só ORIXÁ. Estou me referindo a LOGUN-EDÉ. Um ORIXÁ encantado, a qual, assim com em sua INICIAÇÃO, não existe LOGUN, sem OXÓSSI e sem OXUM. E para nossa alegria, já falamos tanto de um, como de outro.

Iremos nos mergulhar ainda mais no reino das ÁGUAS DOCES, mas sem esqueçer, um só momento, que vamos adentrar no reino das MATAS. Pois, LOGUN-EDÉ, tem esse acesso, tanto nas águas como nas matas.

CANTIGAS, o ORIXÁ em si, suas COMIDAS, os ARQUÉTIPOS, vários serão os assuntos referentes a este lindo ORIXÁ ENCANTADO, que nos encanta com sua beleza, mas com sua astúcia.  Pois além de tudo é um exímio pescador como também um excelente caçador.

Que LOGUN-EDÉ, nos abençõe nesta nova jornada, mesmo hoje sendo dia de OXALÁ, O SENHOR DO BRANCO. Que tanto um como o outro nos abençõem, a fim de podermos passar a todos que aqui nos visitam a verdade sobre nossa RELIGIOSIDADE; fazendo deste BLOG não somente uma família de fato, bem como uma grande fonte de estudo e aprendizado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

COLETÂNEA OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS - CANTIGAS DE OXUM NO CANDOMBLÉ

Da mesma forma, em que fizemos com alguns pontos cantados, da UMBANDA SAGRADA, voltados à OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS DOCES. Aqui estamos para oferecer a todos vocês algumas das CANTIGAS, que não deixam de ser rezas, pois cada uma é relacionada a um ITAN, desta mesma SENHORA DAS ÁGUAS DOCES.

Esperamos que esta postagem seja para todos vocês de forma bem humilde, uma forma de louvar esta grande ORIXÁ, DAS ÁGUAS, a qual temos muito respeito e devoção.








COLETÂNEA OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS - PONTOS CANTADOS NA UMBANDA

Com alegria hoje estamos finalizando nossas postagens referentes ao tema central de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, onde estávamos falando de OXUM

Desta forma, aqui nesta postagem partilhamos alguns dos PONTOS CANTADOS DE OXUM, na realiadade da UMBANDA SAGRADA. Vamos ouvir e louvar um pouco mais nossa GRANDE SENHORA DAS ÁGUAS DOCES.


Oxum deusa das águas doces, do ouro, do amor e da fertilidade, a representação da doçura e da força da mulher negra.


"Aieieu Mamãe Oxum!"
Ponto muito, mas muito lindo da nossa rainha e mãe da Cachoeira!

COLETÂNEA OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS - OXUM, NA VISÃO UMBANDISTA


A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras diferenças de interpretação, que variam de região para região, de terreiro para terreiro, de sacerdote para sacerdote.

A Umbanda não teve, não tem e nunca terá uma codificação ou um codificador. A Umbanda não tem uma bíblia, um livro sagrado, um poder central ou um "Papa" do saber. A Umbanda não tem uma instituição que prevaleça sobre as demais e que estabeleça normas ou formas de culto que engessem a liberdade ritual de cada terreiro e sacerdote. A unanimidade na Umbanda é "não ter unanimidades."

Especificamente a Umbanda que praticamos em nossa Choupana não é melhor do que qualquer outra prática umbandista dos milhares de terreiros deste Brasil.

Os nossos meios de divulgação - blog, lista de mensagens e canal de vídeos -, democratizando o acesso às nossas palestras, que ocorrem antes das giras, ao estudo sistematizado e as demais preleções ao qual emitimos opiniões e conceitos, baseiam-se em pontos de vistas particularizados em nossas raízes, história e práticas rituais e não objetivam impor doutrinas, verdades, dogmas ou tabus. 

Temos por motivação atender às inúmeras solicitações que tivemos para que disponibilizássemos estes conteúdos de forma acessível e democrática a todos que são simpáticos aos nossos trabalhos mediúnicos e rito-litúrgicos. Nossa intenção não é e nunca será estabelecer fundamentos que engessem quem quer que seja tolhendo a sagrada liberdade propiciada pela nossa religião.

Cada centro, cada terreiro, tem sua própria raiz, origem e fundamentação e em todos eles a essência do Sagrado vibra igualmente ligando-os com o Divino em conformidade ao modo de entendimento de cada agrupamento de consciências.

Possivelmente, como a maioria dos seus adeptos, entendemos a Umbanda, enquanto religião estruturada , do ponto de vista de vivências rituais individualizadas, pois acreditamos ser impossível a um ser humano vivencia-lá e percebê-la em sua totalidade e plenitude de interpolações teológicas a ponto de emitir opiniões com sentenças pétreas ou códigos definitivos. A Umbanda, pelo fato dos milhares de terreiros existentes que a compõem, serem independentes entre si, se comportando como unidades religiosas autônomas e livres, não é doutrinariamente padronizada na Terra e cremos que nunca o será por vontade do Pai.

Procuramos somente atender os anseios da comunidade que simpatiza conosco, assim como acontece de uma ou outra maneira com todos os demais terreiros, seus dirigentes e agrupamentos de médiuns.

Não damos cursos pagos, não formamos sacerdotes e os nossos eventos de estudo não emitem quaisquer certificados ou imputa fundamentos à Umbanda.

Respeitamos incondicionalmente a mediunidade e as diferenças de interpretações do Sagrado emitidas por todas as lideranças umbandistas da atualidade.

Preconizamos uma Umbanda com o Cristo-Jesus, ética, que preserva a natureza, incentiva a vida, respeita as diferenças, não objetiva quaisquer ganhos pessoais ou de instituições e fomenta o respeito, a concórdia, o amor e a fraternidade em favor da coletividade.

Choupana do Caboclo Pery
Grupo Umbandista Triângulo da Fraternidade
Fundado em 1992

COLETÂNEA OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS - OXUM, NA VISÃO UMBANDISTA

Motumbá meus irmãos (ãs), muito se tem falado sobre OXUM. Tanto que temos nos preocupado desde DEZEMBRO, falando desta grande ORIXÁ, SENHORA DAS ÁGUAS.

Vendo não somente a visão dentro do CANDOMBLÉ, nossa maior realidade. Mas em hipótese alguma, temos nos esquecido da visão dentro da UMBANDA SAGRADA, sobre esta mesma ORIXÁ, tão doce e ao mesmo tempo, guerreira; como já vimos. 

Assim, nada melhor que partilhar com todos um pouco do conhecimento da própria UMBANDA SAGRADA, sobre esta mesma ORIXÁ DAS ÁGUAS DOCES. Neste caminho, vamos ver o que Mãe Mônica Berezutchi, tem a nos falar desta grande SENHORA.


COLETÂNEA OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS - CONSTRUA VOCÊ MESMO O SEU LAGO

Muitas vezes chegamos em determinados lugares, parques, jardins e até mesmo ILÊS ASÉS, com aqueles lagos cheios de peixes e de fato muito bonitos. 

Muitas casas de santo hoje, os próprios zeladores buscam oferecer aos nossos ORIXÁS das águas: OXUM, YEMANJÁ E LOGUN-EDÉ, entre outros, fontes e lagos onde estes respectivos ascentamentos se encontram muito bem guardados. 

Numa postagem a muito tempo postada aqui abordamos o tema APRENDA A MONTAR UMA FONTE. Hoje seguindo a mesma linha de raciocínio, vamos aproveitar para lhes partilhar o APRENDA VOCÊ MESMO A FAZER O SEU LAGO

Vejam só estas matérias muito interessantes e de fato muito práticas.



Esperamos que esta sugestão possa de fato ter contribuído na imaginação de todos vocês.

MENSAGEM DO DIA - PENSAMENTOS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje, dia dedicado a OXÓSSI, o Senhor da Fartura, da caça. Mas acima de tudo é aquele que de fato cuida dos seus. Desta maneira, achamos conveniente, começar nosso dia com todos vocês com estas mensagens que de fato nos fazem pensar um pouco mais em nós mesmos, pessoas individuais que somos, colocando exatamente características, modos, gênios e até temperamentos, muitas vezes esquecidos no bolso, em prática.

Desejamos neste dia, muita prosperidade, fartura, conquistas, a todos vocês.





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COLETÂNEA COMIDAS DE OXUM - IPETE

Outra grande comida ofertada, que apresentamos a todos vocês, é o IPETE DE OXUM. Desta forma, vamos de fato, abrindo nosso conhecimento. 

Muitos, tem nos perguntado sobre o fato de poder ou não fazer esta comida, assim como qualquer outra comida para ofertar aos ORIXÁS

Nós temos duas realidades que são fatos consumados. 

O primeiro - A OBEDIÊNCIA

Ou seja, tudo que quiser fazer para seu SANTO, ou até para suas próprias devoções. Questione o/a seu (sua) zelador/a. Pois assim, eles podem lhe direcionar como fazer as comidas de acordo com seus caminhos. 

Pois tomemos por exemplo: uma pessoa de OXALÁ, de forma alguma, pode lidar com DENDÊ. Mas existem os caminhos, então procure a quem for de direito. Pois da forma, correta uma pessoa de OXALÁ, tida no exemplo, poderá então ofertar uma comida à qualquer ORIXÁ, sem se KIZILAR.

O segundo - tudo que fizer faça por AMOR e não em busca de uma troca.

IPETE DE OXUM


INGREDIENTES

Inhames;
camarões secos;
cebolas;
Azeite de dendê.

MODO DE PREPERAR:

Descascar e cozinhar os inhames. Ralar as cebolas, socar os camarões secos. Depois de cozido, o inhame deve ser pilado e misturado aos temperos (cebola ralada, camarões secos socados, azeite de dendê), cozinhar mais um pouco até dar o ponto (semelhante ao da massa do acaçá, quando fica soltando da panela).

COLETÂNEA COMIDAS DE OXUM - OMOLOKUM

Dando seguimento aos estudos sobre a ORIXÁ OXUM, e baseados nas palavras de nosso COORDENADOR PEDRO MANUEL T'OGUM, vamos partilhar com todos vocês duas receitas maravilhosas dedicadas à GRANDE SENHORA DAS ÁGUAS DOCES.

OMOLOKUM


Ingredientes 

1 kg de feijão fradinho inteiro 

300 g de camarão seco moído 

300 g de camarão inteiro 

Azeite de dendê 

8 ovos cozidos 

2 cebolas grandes raladas 

Modo de preparo: 

Cozinhe o feijão fradinho sem deixar desmanchá-lo. Depois de cozido, pegue uma panela de barro, coloque azeite de dendê, refogue as cebolas, camarão seco moído. Coloca-se em uma tigela de louça e enfeita-se com os ovos cozidos e descascados.

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM - A COZINHA DO ORIXÁ

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Como temos visto, estamos de fato nos preocupando em levar até você de fato conhecimentos e estudos mais detalhados quanto à todas as realidades que são direta e indiretamente ligados à ORIXÁ OXUM.

Nesta manhã, nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, se preocupou em levar até você um pouco mais sobre algumas das CABOCLAS DE OXUM. Uma COLETÂNEA que demos início ontem e que hoje nos propomos a levar de forma mais individualizada sobre as principais e mais cultuadas, em nosso território nacional.

Mas também não posso deixar de vir aqui, de fato, partilhar outras situações voltadas à nossa RELIGIOSIDADE. Entre elas, uma que parece tão simples e banal, mas de suma importância. Que diretamente percebemos não somente a importância da mulher, mas principalmente a presença de OXUM, que transmite esta mesma realidade que muitas vezes, muitos nem se preocuparam em tentar perceber ou discernir.

Lá trás vimos que OXUM é de fato a "SENHORA DO RONKÓ", pois ali se trata de todo o útero de todo e qualquer ORIXÁ. E isto é fato. Mas em que outro lugar, OXUM e outras ORIXÁS FEMININAS se fazem presentes, dentro de uma casa de Asé? Ou para ser mais especifico, onde se da o inicio de todo o CANDOMBLÉ?


Exatamente, todo e qualquer CANDOMBLÉ e até mesmo, qualquer toque de UMBANDA SAGRADA. Tem seu inicio na COZINHA DE SANTO.

Um lugar sagrado, onde o silêncio deve prevalecer. Não é um lugar para conversinhas, ou até, a presença de muitas pessoas. Homens? Bom... muitas casas permitem sim a presença de homens neste recinto sagrado. Mas o certo mesmo é que este recinto seja dignamente direcionado por mulheres capacitadas para confeccionar as mais diversas COMIDAS VOTIVAS de cada ORIXÁ.

Não é a toa que os cargos YA BASSÉ e YÁ SIGÉ são dados e conferidos às mulheres. YÁ BASSÉ para aquela que é responsável única e exclusivamente a preparar o Axé do Orixá. E Yá SIGÉ, designada a preparar a comida ofertada aos viventes.

Detalhe, em sua maioria, pessoas tanto de OXUM, bem como YEMANJÁ. Claro que podem perfeitamente, filhas de outros ORIXÁS estarem neste serviço tão necessário, digno e direcionado. Mas em sua maioria vemos filhas destas duas ORIXÁS presentes sempre em específicos cargos.

Desta forma, eu levanto um questionamento: dentro de toda a tradição de matriz africana, o que melhor convém para uma COZINHA DE SANTO: FOGÃO INDUSTRIAL ou FOGÃO À LENHA?

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA JUREMA DA CACHOEIRA


Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.

Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum.

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas através das ervas e pontos riscados.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA JACEGUAIA


Cabocla da linha de Oxum, que esta coligada à sub-linha de Iemanjá, que representa o povo da água doce, das cachoeiras. 

A sua incorporação, geralmente suave e costumam rodar. A incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). 

Trabalha mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Eficaz em seus passes: tanto de dispersão quanto de energização. Aconselha muito, tende a dar consultas que se faça pensar. 

Seus passes quase sempre são de alívio emocional.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA YMAIA


CABOCLA IMAIÁ

"Essa Cabocla é de origem Tupiniquim, e sua falange pertence à Oxum.

Pouco se sabe sobre ela, mas era uma índia guerreira, que lutou contra as tropas portuguesas. 

É uma Cabocla nova e bonita, pele morena jambo!"

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA YARA


Cabocla Iara


Iara é a deusa encantada das águas doces. Diferente do deus Rudá que é o deus do mar, cultuado pelo povo indigêna. É a deusa mais ligada a Mamãe Oxum. A Cabocla Iara é uma cabocla muito conhecida na Umbanda. 

Alguns afirmam ser irmã da Cabocla Jurema, mas de certo o que se sabe é que esta entidade é uma das falanjeiras da linha de Oxum, bem mesmo como diz o ponto:

Iara, deusa sagrada
dos rios dos manjerais
Iara, deusa sagrada
flecheira de Oxalá
nas matas que ela domina
não deixa filhos tombar
Oh Juremá, lara lara lara
Oh Juremê lere lere lere
Oxum lá nas cachoeiras
nas águas de Oxalá
Cabocla das Cachoeiras
É sereia em alto mar

Oh Juremá, lara lara lara
Oh Juremê lere lere lere

Então é certo que está entidade vibra na corrente de Oxum, abaixo segue o mito e a história desta Deusa tupi-guarani.

Iara ou Uiara (do tupi 'y-îara "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma sereia. De pele morena clara e cabelos negros, tem olhos verdes e costuma banhar-se nos rios, cantando uma melodia irresistível. Os homens que a vêem não conseguem resistir a seus desejos e pulam nas águas e ela então os leva para o fundo do rio, de onde nunca mais voltam. Os que retornam ficam loucos e apenas uma benzedeira ou algum ritual realizado por um pajé consegue curá-los. Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer.

A História

Iara antes de ser sereia era uma índia guerreira, a melhor de sua tribo. 

Seus irmãos ficaram com inveja de Iara pois só ela recebia elogios de seu pai que era pajé, e um dia eles resolveram tentar matá-la. 

De noite quando Iara estava dormindo seus irmãos entraram em sua cabana, só que como Iara tinha a audição aguçada os ouviu e teve que matá-los para se defender e, com medo de seu pai, fugiu. Seu pai propôs uma busca implacável por Iara. 

Conseguiram pegá-la; e como punição Iara foi jogada bem no encontro do rio Negro e Solimões. 

Os peixes a trouxeram à superfície e de noite a lua cheia a transformou em uma linda sereia, de longos cabelos negros, brilhantes e sedosos além de olhos azuis da cor do céu, com uma voz muito divina e uma beleza que enfeitiça os homens que a vêem. Iara era, segundo outros a deusa dos peixes e dos pescadores

O Mito

Moça bonita, de cabelos demasiadamente longos, que sempre mora nas águas perto das matas. Pode morar no mar, nos rios, nos lagos, nas cachoeiras e nas lagoas.

Vez por outra, nas horas mortas da noite, especialmente em noite de luar, canta.

Diz que duma voz tão boa, bonita e tocante que o homem que a ouve morre de paixão por ela.

Quando o Homem se apaixona por ela, ele é levado ao fundo das águas (mar,rio,cachoeira,lago ou lagoa)e é devorado pela Iara.

Não se entende nada de suas cantigas porque canta em língua indígena. Se a mãe-d'água por acaso um dia morrer, sua fonte seca.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA IRACEMA


CABOCLA IRACEMA

Cabocla encantada. Ora pássaro, ora caçadora. Tem como missão ajudar seus filhos a agir com segurança e sempre no momento certo. Ajuda a resolver problemas de ansiedade e dúvidas em geral.

PONTO CANTADO

Cabocla Iracema que vem la do oriente
Baixou nessa seara com a pemba na mão
Cabocla Iracema que vem la do oriente
Baixou nessa seara com a pemba na mão
Ela ensina os seus filhos a girar
Ensina os seus filhos a girar
Ela ensina os seus filhos a girar
Ensina os seus filhos a girar
Ela vem la do oriente com os fluidos de Yemanjá
Saravando a Umbanda, caridade Oxalá

HISTÓRIA DA CABOCLA IRACEMA

O seu nome significa "canta a Jandaia"

A jandaia ainda comum ao longo da costa, é um dos maiores símbolos do seu povo e da cultura do Ceará, que esta situado abaixo da linha do equador , banhada por águas mornas e transparente do atlântico .Um paraíso de encanto e beleza. Lá, viviam homens e mulheres enfeitados de penas coloridas, corpos pintados, armados de arco e flechas.

Conta-se que há muito tempo um dragão saiu dos verdes mares bravios em uma praia hoje conhecida como Iracema, personagem de José Alencar. Como se sabe, dragões são grandes lagartos ou serpentes aladas com hálito de fogo e poderes sobrenaturais, presente na mitologia de diversos povos.

No mito do romancista cearense a Iracema "A virgem dos lábios de mel e cabelos mais negros que a asa da graúna" não foi vítima do dragão e sim do amor pelo guerreiro branco Martim Soares Moreno.

O nome Iracema é um anagrama da palavra América, José de Alencar construiu uma alegoria perfeita do processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos invasores portugueses e europeus em geral. O Ceará foi invadido pela França, Holanda e colonizado por Portugal, três coroas em busca de riquezas. Nesse romance indianista podemos enxergar o malefício da colonização.

A lenda conta a história entre Iracema, a índia Tabajara, primeiro colonizador português do Ceará e os índios de duas nações, os Pitiguaras que habitavam o litoral e eram amigos dos portugueses e os Tabajaras que viviam no interior eram amigos dos franceses.

Seria mesmo uma história de amor. Iracema a mais bela, guardiã do segredo da Jurema e do mistério dos sonhos, responsável por fazer à bebida dos deuses, sempre acompanhada pela jandaia, e sempre comparada a natureza.

Martim poderia ter tido muitas índias, mas desejou Iracema que apaixonada por Martim traiu o seu compromisso de virgem, perdendo sua força perante os deuses e a cultura local é estruida. Ela decidiu fugir ao lado do amado, em meio a perigos naturais.

Povos lutaram entre si para provar valentia, as lutas serviram como pano de fundo para a história de amor antagônica. Ao possuir Iracema, Martim destruiu a virgem como o colonizador destruiu as matas. Ele voltou para sua terra deixando Iracema. Do fruto da colonização nasceu Moacir (filho da dor) e de tristeza morreu Iracema. Ao morrer Iracema também morre a cultura, a jandaia se cala e não canta mais. O filho não pode ouvir o canto da jandaia. Martim retorna e leva o filho com ele, agora o filho fala outra língua, tem seus costumes.

O Moacir, fruto da trágica relação entre sangue indígena e português, tornou-se o primeiro cearense. O sacrifício de uma vida transformou-se em semente de uma raça, a fusão de todas as outras. Eis o nascimento da nação brasileira.

"Branco cearense, índios jangadeiros

Dos verdes mares domadores bravos

Do intrépido caboclo nascimento

No Ceará não se embarcam mais escravos"

Mais dois séculos se passaram desde a chegada dos primeiros colonizadores do Ceará e eis que o mar nos trouxe outro herói mitológico. O jangadeiro Francisco José do Nascimento, conhecido como Chico da Matilde, liderou os jangadeiros que se recusaram a embarcar escravos no navio que iria levá-los para outras províncias. O Ceará foi à primeira província do Brasil a abolir a escravidão, essa exploração foi aos pouco despertando a repulsa entre cearenses e, no dia 25 de março de 1884, a escravidão foi abolida no Ceará, quatro anos antes da assinatura da lei Áurea que abolida escravidão em todo o país.

Abolicionistas do Rio de Janeiro promoveram a sua ida a corte, onde recebeu homenagens amplamente divulgadas. A imprensa passou a se referir ao jangadeiro como Dragão do Mar.

A abolição foi um fato histórico que projetou o Ceará num cenário nacional que fortaleceu o movimento abolicionista. Por esse fato, José do Patrocínio (o tigre da abolição) e um de seus discursos denominam o Ceará "Terra da Luz." Na verdade, os elos das correntes se romperam, mais que um farol para o país foi o começo de uma pátria livre.

Sol e luz são duas palavras que no Ceará carregam significados diferentes, o sol brilha o ano inteiro e a luz é a metáfora da liberdade dos escravos. A jangada ainda é comum ao longo da costa, representa um dos maiores símbolos da cultura cearense.

A cultura do Ceará é de base essencialmente européia e indígena com alguma influencia afro-brasileira, assim como todo o sertão nordestino. A mulher rendeira tece teia de labirinto, "olé mulher rendeira" uma verdadeira renda de palavras, como mar e areia que desdobram siri, sereia, ceará. A rede modela nosso corpo, nosso sono, nosso amor, uma renda iluminada, é renda como rumo, a renda onde se embala a renda de labirinto tecido pela linha do vento, renda do rendado, tecido com a teia a partir dos bilros, tece trança tua teia.

É forte a relação do cearense com a carnaúba, e sua importância comercial, industrial, cultural e social. A árvore da vida ergue casas, constrói cercas, protegem os homens do sol, seus frutos são usados como alimento, suas sementes medicamento. A palha para artesanato, cordas e esteiras.

No artesanato feito de madeira e de barro, se destacam a produção de esculturas humanas, representando tipos da região, quadros e entalhes em madeira, muitos com temas religiosos.

Outro item importante do artesanato cearense são as garrafas de areias coloridas, onde são reproduzidas manualmente paisagens. Ser do Ceará é mais do que nascer no Ceará. É um jeito maroto de encarar a vida, é saber a estação certa de colher um sapoti, conhecer vários tipos de manga, e dar sabor a um baião de dois com queijo coalho, é gostar de cocada, suco de tamarindo e seriguéla vermelha.

Ser do Ceará é ter orgulho de afirmar que pertence a terra de José de Alencar, Patativa do Assaré, Fagner, Raquel de Queiroz. Lá, amam-se as artes, criam-se repentes com facilidade, conversa-se com rima.

Ser do Ceará é rir de tudo, e tudo vira piada. Lá é berço de talentosos humoristas como Chico Anísio, Renato Aragão e Tom Cavalcante. Ser cearense é adora uma sanfona e um triângulo, mas no fundo mesmo, o remelexo da cabocla em seus braços.

O Ceará é conhecido pela sua religiosidade e espiritualidade que vão do Carindé de São Francisco à Juazeiro do Padre Cícero, lá você conhece a magia do sertão e o misticismo e acompanhando em romaria as suas festas religiosas

Fazem parte do seu folclore, danças populares em que o povo cearense expressa tradições e costumes sejam no litoral ou no sertão. Dentre eles, destacam-se o boi Ceará, o Pastoril, o Reisado, Caninha Verde, Dança do coco, Maneiro Pau, Tiração de Reis, Banda Cabaçal, Dança de São Gonçalo e o Maracatu

O cine Ceará é um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil. O Fortal é a maior Micareta do Ceará. O festival de musica pop é o Ceará Music, mas a maior festa do Ceará acontece em junho, são as festas juninas, durante este mês, o forro é ritmo ouvido e tocado em todo o estado, comidas e danças típicas são comuns nas ruas e praças.

Hoje a cultura popular, através do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, o Rio de Janeiro, abre os braços para homenagear contando um pouco da história desse estado, seus costumes e suas tradições.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - DENOMINAÇÕES

CABOCLAS DE OXUM 


Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar. Seus passes quase sempre são de alívio emocional. 

Iracema 


Yara 


Ymaiá 


Jaceguaia 


Jurema da Cachoeira


Juruema 


Araguaia 


Estrela da Manhã 


Tenue 


Mirini