domingo, 13 de janeiro de 2013

COLETÂNEA FILHAS DE OXUM - MÃE MENININHA DE OXUM

Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Salvador, Bahia, 10 de fevereiro de 1894 - 13 de agosto de 1986), conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi uma Iyálorixá (mãe-de-santo) brasileira, filha de Oxum.



Biografia 

Nasceu em 1894, no dia de Santa Escolástica, na Rua da Assembléia, entre a Rua do Tira Chapéu e a Rua da Ajuda, no Centro Histórico de Salvador, tendo como pais Joaquim e Maria da Glória. Descendente de escravos africanos, ainda criança foi escolhida para ser Iyálorixá do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria. 

Foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino. “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”

Foi iniciada no culto dos orixás de Keto aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de batismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kekerê - em referência à sua posição hierárquica, Iyá kekerê (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyalorixá do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois. 

Foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras. Sucessora de sua mãe, Maria da Glória Nazareth, foi sucedida por sua filha, Mãe Cleusa Millet. 

"Minha avó, minha tia e os chefes da casa diziam que eu tinha que servir. Eu não podia dizer que não, mas tinha um medo horroroso da missão (...): passar a vida inteira ouvindo relatos de aflições e ter que ficar calada, guardar tudo para mim, procurar a meditação dos encantados para acabar com o sofrimento". 

O terreiro, que inicialmente funcionava na Barroquinha, na zona central de Salvador, foi posteriormente, transferido para o bairro da Federação onde hoje é o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, na Avenida Vasco da Gama, do qual Maria Júlia da Conceição Nazaré sua avó também fazia parte. 

Com o falecimento da iyalorixá da Casa Branca Iyá Nassô, sucedeu Iyá Marcelina da Silva Oba Tossi. Após a morte desta, Maria Júlia da Conceição e Maria Júlia Figueiredo, disputaram a chefia do candomblé, cabendo à Maria Júlia Figueiredo que era a substituta legal (Iyakekerê) tomar a posse como Mãe do Terreiro. 

Maria Júlia da Conceição afastou-se com as demais discidentes e fundaram outra Ilé Axé, o (Terreiro do Gantois), instalando-se em terreno arrendado aos Gantois - família de traficantes de escravos e proprietários de terras de origem belga - pelo cônjuge de Maria Júlia, o negro alforriado Francisco Nazareth de Eta. Situado num lugar alto e cercado por um bosque, o local de difícil acesso era bem conveniente numa época em que o candomblé era perseguido pelas forças da ordem. Geralmente, os rituais terminavam subitamente com a chegada da polícia. 

Em 1922, através do jogo de búzios, os orixás Oxóssi, Xangô, Oxum e Obaluaiyê confirmaram a escolha de Menininha, então com 28 anos. Em 18 de fevereiro daquele ano, ela assume definitivamente o terreiro. "Quando os orixás me escolheram eu não recusei, mas balancei muito para aceitar", contava. 

A partir da década de 1930, a perseguição ao candomblé vai arrefecendo, mas uma Lei de Jogos e Costumes, condicionava a realização de rituais à autorização policial, além de limitar o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do término das restrições e proibições. "Isso é uma tradição ancestral, doutor", ponderava a iyalorixá diante do chefe da Delegacia de Jogos e Costumes. "Venha dar uma olhadinha o senhor também". 

Mãe Menininha abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento. Mas afinal, a Lei de Jogos e Costumes foi extinta em meados dos anos 1970. "Como um bispo progressista na Igreja Católica, Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas", analisa o professor Cid Teixeira, da Universidade Federal da Bahia. 

Nunca deixou de assistir à missa e até convenceu os bispos da Bahia a permitir a entrada nas igrejas de mulheres, inclusive ela, vestidas com as roupas tradicionais do candomblé. 

Aos 29 anos, Menininha casou-se com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, descendente de escoceses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem. “Meu marido, quando me conheceu, sabia que eu era do candomblé… A gente viveu em paz porque ele passou a gostar de Candomblé. Mas, quando fui feita Iyalorixá, passamos a morar separados. No meu terreiro, eu e minhas filhas. Marido não. Elas nasceram aqui mesmo”.  

Em uma entrevista à revista Isto É, mãe Carmem conta que ela adorava assistir telenovelas, sendo que uma de suas preferidas teria sido Selva de Pedra. Era colecionadora de peças de porcelana, louça e de cristais, que guardava muito zelo. Não bebia Coca-Cola, pois certa vez lhe disseram que a bebida servia para desentupir os ralos de pias, e ela temia que a ingestão da bebida fizesse efeito análogo em si. 

Mãe Menininha do Gantois faleceu em Salvador em 1984 de causas naturais, aos 92 anos de idade.


Homenagens 

O terreiro está localizado na rua Mãe Menininha do Gantois (antiga rua da Boa Vista, renomeada em 1986), no Alto do Gantois, bairro da Federação, em Salvador. Após a sua morte, seus filhos deixaram seu quarto intacto, com seus objetos de uso pessoal e ritualísticos. O aposento foi transformado no Memorial Mãe Menininha e é uma das grandes atrações do Gantois.

COLETÂNEA FILHAS DE OXUM - MÃE NITINHA DE OXUM


Areonithe da Conceição Chagas ou Iyá Nitinha, nasceu na Bahia e é um dos mais tradicionais nomes do Candomblé brasileiro. Filha de Mãe de santo, Mãe Nitinha "fez o santo" aos quatro anos de idade, no tradicional terreiro da Casa Branca, onde nasceu Mãe Nitinha, professora primária e parteira da comunidade, foi Iyakekerê, Iyatebexê, Ojuodé e Iyalorixá em sua casa no Rio de Janeiro, Terreiro de Nossa Senhora das candeias em Miguel Couto na baixada fluminense. 

Em 2005, foi escolhida pelo governo brasileiro como representante do candomblé na comitiva multirreligiosa que participou, em Roma, das cerimônias funerais do Papa João Paulo II. Contudo, não conseguiu embarcar, perdeu o vôo por haver chegado atrasada. 

Mãe Nitinha se casou aos 14 anos, conseguiu que a família composta pelos filhos naturais e de criação, além de 12 netos, aprendesse a compartilhá-la com os fiéis que tanto a respeitavam. 

Em 2000, reconhecida a aposentadoria aos pais e mães de santo, Mãe Nitinha tornou-se a primeira a beneficiar-se com a medida. Morreu em 4 de fevereiro de 2008, quando foi enterrada com as vestes brancas e douradas de Mãe Oxun. 

Quem conheceu Mãe Nitinha diz que ela seguia à risca os passou ditados por Mãe Oxun, seu Orixá, pois cresceu dentro do terreiro, aprendendo orikís e cantigas. Iniciou-se muito cedo, por isso, sabia conduzir um candomblé como ninguém. 

Conheceu o presidente Lula no no Rio de Janeiro e, cerca de dez anos depois, foi escolhida para participar da comitiva ao enterro do Papa João Paulo II. Ao ser perguntada sobre o atraso no vôo, Mãe Nitinha dizia: "O santo mandou ficar"

Em vida, Mãe Nitinha foi mulher ilustre, importante dentro da comunidade e que se relacionava muito bem com outras religiões, sempre lutando pelas "mulheres do santo", tanto que em 2007, recebeu do presidente Lula a "Comenda do Rio Branco"

Mãe Nitinha não era apenas um exemplo de Iyalorixá, tinha poder nas decisões e a magia no olhar, foi incontestavelmente uma das maiores lideranças religiosas no Rio de Janeiro. 

Pesquisa: Revista Cultura Afro-Brasileira " Candomblé"

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.


Bom dia a todos. Com grande alegria, venho hoje, nesta manha de Domingo, partilhar com vocês alguns dos motivos que me fizeram ficar um pouco afastado do andamento de nosso BLOG. Mas que com toda a certeza, acredito que irão compreender.

Em primeiro lugar, como é do saber de muitos aqui. No final deste ano de 2012, fui viajar a trabalho, e cujo retorno eu já estaria me preparando para dar alguns passos importantíssimos em minha vida. Tanto na minha vida particular, bem como na vida do meu companheiro, Fernando T' Oxum.

Bom, tem horas que passamos por situações, as quais nos deixam tão chateados e nervosos que parece que hoje em dia ninguém se importa de fato com o ser humano. E sim, somente com uma questão: dinheiro.

Pois é 2012, pra mim, de fato foi um ano que posso dizer com todas as letras de muitas lutas, verdadeiras batalhas e que me trouxeram em algumas delas muitas lágrimas e uma tristeza fora do normal. Principalmente no lado espiritual. 

Neste ano, por resolução própria de Fernando, ele resolveu se iniciar ao Orixá. Quanto a isto fiquei imensamente feliz por este passo na vida dele. Mas por caminhos do destino, o mesmo entreguou sua cabeça a uma pessoa que mal conheçia, acarretando um problema enorme em nossas vidas. Pois de Oxum, ele passou a ser de Oxaguiãn. 

Não estou reclamando do Orixá plantado na cabeça dele, mas sim do modo que tudo foi feito e do que aconteceu com ele e com nossa vida a partir daí. Pois para uma pessoa que tinha todo o enxoval e tudo que era necessário para o Orixá dele. Tudo foi perdido, pois tiveram de assentar Oxaguiãn, como eu mesmo digo nas COCHAS, somente com uma sopeira, uma lasca de cristal, alguns idés e alguns búzios. Tudo tirado de outros Assentamentos de Orixás, que haviam sido desmontados neste dito Ilê Asé.

A partir daí, começou minha corrida contra o tempo para encontrar alguém que de fato pudesse cuidar dele de forma digna. Pois inclusive os atos, foram feitos todos de forma errada e de má fé. Onde a partir daí, Fernando começou a se tratar com uma pessoa que para mim era de suma credibilidade. Onde neste ano de 2013 o mesmo seria recolhido novamente para se concertar o que fora errado e assentar Oxum, a fim de ainda dar caminhos para a vida dele. Pois tudo a partir deste ocorrido ficou fechado.

Para minha surpresa, esta mesma pessoa que eu acreditava piamente, mudou literalmente seu modo de ser ao ponto de excluí-lo sem motivos aparentes do Ilê Asé. Desta forma, mais uma vez, a corrida contra o tempo aconteceu. E com isso, neste final de semana, após tantas lágrimas, batalhas, corridas contra o tempo. Fernando tem novamente seu ORIXÁ ascentado, comendo dignamente, através das Águas de Oxalá, pelas mãos de Mãe Ana de Ogum. Tornando-se de fato FERNANDO T' OXAGUIÃN.


Por estes motivos, é que venho aqui não somente partilhar estas situações. Mas aproveitar para pedir minhas mais sinceras desculpas por ter permitido o atraso das postagens do mesmo BLOG, em questão. Mas hoje, posso levantar minhas mãos aos Céus e agradecer do coração a Deus primeiramente, à Baba My Ogum e Baba My Oxaguiãn, que nunca me desampararam, mesmo quando o céu parece escurecer e não achar, digamos assim, uma luz no final do túnel.

Tenho ciência, que isto foi somente o primeiro passo de uma nova jornada. Afinal como ele bem já sabe, muitas outras coisas serão necessárias para corrigir o que fora feito de errado. Mas pelo menos, já é meio caminho andado.

Posso dizer que o problema pode ser grande sim, mas perder a esperança da vitória, nunca! E se você ao ler este depoimento, perceber que sua vida não está lá aquelas maravilhas. Eu posso dizer com todas as letras: NÃO DESISTA NUNCA! Pois a resposta, mais hora menos hora, ela chega.

Desta forma, meus irmãos. Aqui estamos novamente de fato, para dar andamento ao BLOG OLHOS DE OXALÁ, e que neste ano de 2013. Muitas vitórias, ainda possam vir e serem conquistadas.

Pedro T' Ogum.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

COLETÂNEA LENDAS DE OXUM - OXUM YPONDÁ E OPARÁ


Outra lenda conta: 

“Ypondá e Opará disputavam o mesmo amor. Em um determinado dia, Ypondá deu-se conta de que os olhos de Opará brilhavam muito quando avistava Erinlé, o Odé preferido de Ypondá. 

Ypondá muito faceira e perigosa, andava sempre armada com seu par de fisgas (espécie de arpão), chamou Opará até próximo a ela e pediu que se ajoelhasse Opará sem entender cumpriu o que a Osun mais velha solicitou, nesta fase Opará era uma espécie de dama de companhia de Ypondá. 

Opará muito jovem e bela sempre afoita e guerreira ficava sempre sentada aos pés de Ypondá ao abaixar-se Ypondá fisgou-lhe as duas vistas e arrancou fora tornando-se então Opará a Osun cega por isso dentro de seu Igbá põe-se um par de olhos. 

Onira revoltada com tal situação tenta comprar a briga de Opará, lançando raios contra Ypondá, e queimando os pés de minha senhora, Ypondá por sua vez muitíssimo inteligente mira o abebé dela contra os raios de Oyá e a cega também desde então Opará e Oyá guiam-se uma a outra, fazem companhia, sao inseparáveis. 

A esta Oya damos o nome de Onira que é uma Oya Olodo (ou seja das águas) mas veja bem existem dois caminhos de Opará: 

Opará Hubjebé a que vem com Oyá Opará Akurálonà, a que vem com Ogun.

COLETÂNEA LENDAS DE OXUM - OXUM ROUBA O SEGREDO DE EXÚ SOBRE IFÁ


Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá: 

- Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios! 

E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha: 

- Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar! 

Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse. 

- Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino. 

Ao que Exu respondeu: 

Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino! 

Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia. 

Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum: 

- O que você quer aqui mocinha? 

- Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado. 

- E por que quer aprender a magia? 

- Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios! 

As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu. 

Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu: 

- Ensina-me a ver os búzios, Exu? 

- Não e não! Foi sua resposta. 

Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego. 

- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu. 

Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu: 

- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo? 

- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os! 

- Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16? 

- Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256. 

- Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande! 

- É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada! 

- Olha, achei outro, é menorzinho. 

- É Eji-okô, me dê, me dê! 

- Ih! Exu,. Achei um compridinho! 

- E Etá-Ogundá, passa para cá.... 

E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado. 

- Hum! Acho que essa garota me passou para trás! 

No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu. 

Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai: 

- Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor! 

“Ora Yê Yê, amor.... Ora Yê Yê, Oxum..."

COLETÂNEA LENDAS DE OXUM - A DESAVENÇA DE OXUM COM OBÁ


Oxum, Iansã e Obá eram esposas de Xangô. 

Muitos dizem que Oxum enganou Obá e a induziu a cortar a orelha e colocá-la no amalá de Xangô, criando, com isso, uma grande desavença entre ambas. Mas, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Muitos difundiram este mito porque Oxum é a orixá da beleza e da juventude, ao passo que Obá tem mais idade e protege as mulheres dignas, idosas e necessitadas, além de trabalhar com Nanã. 

Quem afirmar que há uma desavença entre Oxum e Obá e que esta é a menos amada por Xangô está totalmente enganado, porque Obá é aquela mulher que fica ao lado do marido e que mais recebe o amor dele. 

Quanto ao fato de algumas qualidades lutarem entre si, não é por causa da "desavença", que nem é verdadeira, e sim porque as qualidades fazem uma representação de conflitos e guerras do tempo em que tais qualidades estavam na Terra. 

Do mesmo jeito que, se houver uma qualidade de Iansã que, quando viveu na Terra, teve uma guerra com Ogum, quando ambos incorporarem, representarão uma luta entre si, para mostrar que possuíam certa desavença, e um pouco da história do mundo. Vale lembrar que estamos falando dos ORIXÁS OBÁ E OXUM, e não de suas qualidades (caminhos)

Os orixás tiveram uma história aqui na Terra, e as qualidades, outra. Então, se Iansã tiver um conflito com Ogum, não podemos dizer que a Iansã (ORIXÁ) tem conflito com o Ogum (ORIXÁ), porque quem tem a desavença são suas qualidades, e não os orixás entre si.

COLETÂNEA LENDAS DE OXUM - OXUM E O CONSELHO DOS ORIXÁS


A lenda conta que: “Quando todos os orixás chegaram a terra, organizaram reuniões onde as mulheres não eram admitidas. Oxum ficou aborrecida por ser posta de lado e não poder participar de todas as deliberações. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis. 

Desesperados, os orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembléias. 

Olodumaré perguntou se Oxum participava das reuniões e os orixás responderam que não. Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo. 

De volta a terra, os orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos, o que ela acabou por aceitar depois de muito lhe rogarem. Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados”.

sábado, 5 de janeiro de 2013

CURSO DE DANÇAS AFRICANAS


POSTAGEM FEITA POR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM 

Curso direcionado as pessoas do Axé interessadas em aprender ou se aprimorar nos toques de louvação e invocação do Candomblé: Oguêra - Agueré – Oguelê – Alujá – Igexá e vários outros que compõem o vasto repertório da musicalidade ritualista de Matriz Africana. 

As inscrições estão abertas e o início das aulas esta previsto para janeiro 2013 conforme a formação dos grupos (Terça - Sábado). As vaga são limitadas e para efetivar sua participação o interessado deverá efetuar o pagamento da taxa de inscrição de R$ 100,00. 

O curso completo tem duração de aproximadamente 10 meses - conforme a dedicação e desempenho do próprio aluno. (mensalidade R$ 80,00 incluso material, apostila e uso do atabaque). 

Na conclusão do curso os aprovados serão diplomados e receberão certificado de participação emitido pela ABRATU-Associação Brasileira dos Templos de Umbanda e Candomblé. 

Ministrante do Curso: Ogan Cris D´Omulu - Iniciado em 1998 no Ilê Axé Oxum Opara, ramificação do Ilê Alaketu Axé Ayrá (Axé Batistini). 

Supervisão: Babalorixá Edson D´Oxum - iniciado em 1986 do Axé Alaketu Ilê Owo Ponda filho do Ilê Alaketu Axé Ayrá (Axé Batistini). 

CONTATO: (11) 3453-6175 / 3895-1948 / 3895-1778 / abratu@abratu.com.br 

LOCAL DO CRUSO: RUA DOS SOROCABANOS 407 - IPIRANGA PROXIMO AO MUSEU 

DATA LIMITE PARA INSCRIÇÃO ATÉ DIA 15 DE DEZEMBRO OU CONFORME LIMITE DAS VAGAS. 

Liderenças Religiosas Guerreirasdoaxe 

RUA DOS SOROCABANOS 407 IPIRANGA-SP, São Paulo 

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.


Com grande alegria estou de volta a São Paulo, depois de ter passado as festividades de final de ano, em São Lourenço, Minas Gerais. Mesmo que trabalhando pude ter oportunidade de passear um pouco, espairecer um pouco e me desligar das loucuras de um ano intenso trabalhando, mesmo que indo para esta cidade ainda a trabalho.

Como já havia comunicado a todos, ainda em viajem, pedi perdão pela demora e atraso de postar algo a respeito da continuidade das COLETÂNEAS, principalmente das QUALIDADES DE OXUM. Mas com alegria, pude fazer isto hoje.

Em relação à postagem sobre a DIVULGAÇÃO DO CURSO DE DANÇAS AFRO, por BABALORIXÁ EDSON DE OXUM. A mesma foI excluída, até este momento em que estou me direcionando a vocês, posicionando-os a respeito dos motivos da ausência de novas postagens. Mas assim que esta postagem chegar até você tenham certeza, de que, as mesmas voltarão ao ar. Bem como o vídeo de BABALORIXÁ KLEBER DE OGUM, com o mesmo tema, sobre as previsões para 2013.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM IPETU


YEYE PETU (IPETU) é uma Oxum de culto muito antigo, no interior da floresta, na nascente dos rios, ligada a Ossaiyn e principalmente a Oyá dada a sua ligação com Egun.

Qualidade de Oxum que divide o mesmo Ori com Yansã. Gosta do cobre. Encaminha a Olorum os eguns dos afogados usando a coluna de água formada pelos ventos de sua porção Yansã.

Senhora do ibossé. Tem o domínio sobre o odor físico e material. Tem como símbolo o cheiro de abô e odores em geral.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM KARÊ


Oxum nesta fase está ligada na interação de Ode Ibualamo, seu pai, o grande caçador, e sempre o acompanha nas caças pelas selvas. Karê é uma Oxum jovem, também ligada a Logunede, seu meio irmão.

Ela usa dois keles, um dourado e outro azul claro de Oxóssi e como detalhe um ofá pequeno, junto com braceletes, idés, búzios ...

Sua origem:

Kare é filha de Yemanjá com Odé Ibualamo, porém antes de se casar com Yemanjá, Ybualamo viveu com Oxum Yponda e deste casamento nasceu Logum Ede, porém existem também outras iton que contam que tanto Oxum Karê como Odé Karê seriam filhos somente de Yemanjá, nascidos de uma jogada errada de um obi.

Vamos ao iton:

Iyemanjá passeava pelas matas quando avistou de longe o pequeno Logun Edé. Ela ficou por horas admirando a beleza do pequenino. 

Foi até Orumilá, dizendo que queria ter um filho que fosse tão belo quanto ele. O sábio lhe disse que a criança era mágica e encantada, pois era fruto da união e do amor de seus pais. 

Da mesma forma Iyemonjá estava enlouquecida querendo ter um filho com tal encanto. Orumilá lhe disse que ela deveria pegar um obi, passá-lo no ventre e logo após jogar nas águas. E assim a rainha do mar foi até as águas mais belas e límpidas, passou o obi em seu ventre, mais na hora de jogar na cachoeira, ela atirou errado e o obi caiu em cima de uma pedra, que o dividiu ao meio, metade aindo nas águas e a outra metade no mato. 

E passando – se 9 meses, Iyemanjá deu a luz a um casal de gêmeos, e deu- lhes o nome de Oxum Karê e Odé Karê, e ambos eram tão belos e encantados como Logun Edé. 

As crianças cresceram travessas, Oxum se vestia como Odé, e Odé como Oxum, e por isso ninguém nunca sabia quem era quem. Aprenderam a arte da caça, por isso ambos levam o ofá ( arco e flecha ). 

Em sua aldeia, quando estava na temporada de caça, Oxum Karê ao invés de ficar lá com as mulheres preparando a colheita e a lenha, ela ia para as longas caçadas com seu irmão e com os demais caçadores de sua aldeia. 

Odé ao invés de caçar apenas nas matas com os outros, passou a se embrenhar pelos rios e cachoeiras se tornando junto dela um ótimo pescador... 

Assim o desejo de yemonjá se realizou, pois Orumilá lhe deu dois encantos caçadores das águas! Até hoje muitos acreditam que certa vez houve uma grande seca, acabando com os rios e animais, e por tamanha tristeza os Karê’s tornaram-se um só, juntando assim o obi novamente... Por isso os filhos de Karê são doces como Oxum e destemidos como Oxossi, por que são orixás individuais, mais quando necessário tornam – se uma só força, uma só magia, um só encanto!

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM ODO


Este tipo de OXUM, reina nas nascentes dos rios. A yawô dessa qualificação deve ser coberto com Alá e dentro do seu ibá cinco ovas de peixe. No fim do Orô, lava-se imediatamente o yawô ainda virado. Essa demarcação tem kizilas de ejé. 

É a Mãe das Ancestres; sendo muito parecida com Yemanjá. Veste branco e azul. Come com Oxalá e Yemanjá. Senhora dos perdões. Nas nascentes dos rios reside Yèyé Odó.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - YPONDÁ (PONDÁ)



Yeye Yponda 
(esposa de Oxóssi Ibualama, guerreira e porta um leque) 

Rainha na cidade de Pondá, dona do rio Pondá, Yeye Ipondá rivaliza com yeye Opará quando seus rios se encontram. 

Yeye Ipondá é guerreira, vaidosa ao excesso, aponta sua espada para qualquer um e desafia o intruso. Muito ligada a Owárìs e Igbòálàmà, adora roupas douradas c/ branco e não responde no jogo mais de uma vez, ou seja, se ela responder entenda rápido pois ela não repetirá o que já respondeu. Se irrita ao ser puxada numa roda de candomblé, gosta de ser a primeira se tiver outra Oxum na sala e conte com ela sempre quando se tratar de uma criança. Não perdoa um filho que não respeita ou quebra os seus preceitos e sua liturgia. 

Ponda ou Ypondá ou Pandá: Esposa de Oxossi Ibualama. Porta um leque. É Mãe de Logun-Edé e com sua espada guerreia bravamente. Vive no mato com seu marido. Veste amarelo-ouro e azul-claro na barra da saia. Relacionada ao fogo e aos cemitérios, tem ligação com Egun. A pata é a sua maior quizila, seu bicho de fundamento é a tartaruga. É uma jovem da cidade de Iponda. Tem ligação com Ogum, Oyá, Oxossi e Oxaguiã. Come com Iyemonjá e Oxalá. Alguns dizem ser companheira de Omulu, muito feiticeira tendo ligação com o fogo.


sábado, 29 de dezembro de 2012

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá meus irmãos e irmãs. Bom dia.

Sei que para muitos é estranho estes dias todos sem uma postagem nova dando sequencia aos nossos estudos sobre MAMÃE OXUM. Mas aqui estou hoje, aqui, num leve espaço de tempo para lhes dar uma satisfação.

Estou atualmente em Minas Gerais, na linda cidade de São Lourenço, numa viajem de serviço. Como o tempo aqui é corrido entre treinamentos, férias de funcionários, workshops, ficou de fato difícil de entrar aqui para realizar qualquer tipo de postagem referente a sequencia de nosso tema central - OXUM.

Mas logo tudo voltará ao normal e espero piamente que vocês compreendam esta minha atual realidade. Tão logo eu retorne para meus afazeres normais garanto que tudo voltará ao normal. Mas assim que for tendo um tempinho mais livre eu venho aqui e posto alguma coisa sem fugir de nossos temas fundamentados na pessoa mágica de nossa tão amada Yabá Oxum.

Espero claro que todos tenham tido um Santo e abençoado Natal, mas espero também que o Ano de 2013 que se aproxima rapidamente, seja de fato uma nova chance de mil vitórias na vida de cada um.

É o que desejo carinhosa e respeitosamente a todos os amigos, EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, CO- AUTORES, visitantes, seguidores de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PREVISÕES DE BABÁ EDSON D'OXUM PARA 2013



Em primeiro lugar gostaria de deixar muito claro!!!!! Todas as informações contidas neste texto inclusive as regências do próximo ano , foram apuradas por um conglomerado de sacerdotes e sacerdotisas de alto gabarito e confirmado por suas respectivas raízes que por suas histórias, tornam com certeza absoluta as informações fidedignas e incontestáveis!!!!!! 

Neste ano de 2013 teremos a regência de Oxaguian no primeiro semestre isso trará equilíbrio e a falta dele para muitas pessoas! O odu Ejionile (8) é um destino perigoso mas também trará muitas revelações de feitiçarias, mentiras, traições, mas ao contrário do que se imagina e mesmo esta revelações trazendo certa dor e sofrimento , será uma na verdade um ano de libertações. 

Todos os libertos se deram conta disso com a resolução dos problemas. Pra o segundo semestre estaremos sobre a forte influência de Nanã e Omulu (Obaluaiê), que nos trará resgates e esclarecimento familiares, prenúncios de problemas de saúde e também de curas milagrosas e espetaculares! Oportunidades incríveis de reconciliação para a evolução espiritual. 

Ano de uma espiritualidade latente 2013 promete evolução em todos os sentidos para os bem esiritualizados! Maiores informações (11) 95883-7742.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

OLHOS DE OXALÁ - LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje, viemos até você, para divulgar nossas LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS. Assista o vídeo e tendo vontade de ter consigo nossos serviços em suas obrigações, sejam elas: INICIAÇÃO, OBRIGAÇÃO DE 1, 3 OU 7 ANOS. Teremos o maior prazer em participarmos de sua alegria através deste serviço feito com muito amor. 

Esperamos que gostem. 

Pedro T' Ogum



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM OKÊ OU LOKÊ


Oxum Oke ( Loke) - Tipo muito guerreiro. 

Semelhante a Oxum Karê que para muitos faz com que elas sejam uma só. Apresenta-se como caçadora, mais também é muito guerreira. 

Vive no interior das matas ou florestas e é associada as Iyami. 

Veste amarelo-ouro e usa ofá, traz ainda uma espada e o abebê. Come com Oxossi e Ewá somente a caça. 

Foi esposa do mais velho Oxossi que existe e criou os filhos que lansã teve com seu marido, aliás, só permitia que Oyá tratasse de seus filhos quando eles adoeciam.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM AJAGURÁ


Oxum Ajagurá - Outra Oxum guerreira que leva espada ou abebé, jovem, casada com Xango Aganju, rival de Yansã. Representa um tipo muito semelhante a Apara; Apara parece, porém mais agressiva, e Ajagurá mais orgulhosa.

Senhora de todas as aves de penas coloridas e aves aquáticos e terrestres. 

Responsável pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô a sociedade. Tem um enredo com Aganju, uma qualidade de Xangô mais carregado e ligado ao fogo. Jovem e guerreira. Pertence à nação nagô.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM ABOTO


Aboto ou Oxogbo - feminina e de coquete. Aquela a quem ajuda as mulheres a terem filhos. É uma Oxum muito jovem e vaidosa, que usa colares de contas de louça amarelo claro.


Ligada as Iyamís, feiticeira. Carrega abebé e alfange. Possui ligação com:  Nanã e Oyá, de culto Igbalé.

Aspecto feminina e de coquete. Muito bonita e vaidosa. 

Relacionada ao parto e ao nascimento, ajuda as mulheres a terem filhos. É a origem de Oxum. 

Seu culto é realizado nas nascentes dos rios. É a Oxum das nascentes e dos encontros das águas doces e salgadas. 

Ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo. 

Tem fundamentos com Yemanjá e Oxalá. Geralmente seus filhos são Àbìkús. É a ela que devem se dirigir todas as mulheres que queiram dar à luz ou que procuram saúde para toda a gestação. É a Oxum que ajuda as mulheres durante o parto a terem os seus filhos. 

Veste-se predominantemente com o branco e alguns detalhes amarelos ou amarelo ouro. Oxun Oxogbô assiste a mulher na hora do parto, desempenhando aí, a função de parteira.

COLETÂNEA QUALIDADES DE OXUM - OXUM OPARÁ OU APARÁ



Oxum Opará - Seria a mais jovem das Oxum, tipo guerreiro que acompanha ou Ogum ou Xangô, vivendo com ele pelas estradas e rochas; dança com eles quando se manifestam, juntos numa festa; leva uma espada na mão e pode vestir-se de cor de rosa.

Este é um orixá com muitas similaridades entre OXUM e OYÁ, pois podemos falar que ela e meta-meta, em uma parte do ano ela é OXUM e na outra ela passa a ser OYÁ, guerreira e destemida, dona da fortuna. Este orixá também tem seus rompantes, uma hora é doce como um rio calmo e derepente torna-se uma tempestade.

Seus filhos normalmente tem as mesmas características, sendo pessoas de boa índole, porem não aceitam serem mandadas por ninguém, normalmente eles sempre são os donos das situações, tomando sempre a frente, para que nada de errado.

O mesmo que acontece com OXUM APARÁ, guerreira, dócil e sempre vencendo em suas batalhas, não se importando quem será o oponente, ela que é guerrear, parceira de lutas com OGUM, grande afinidades com EXÚ, pois dizem que ela conseguiu ludibria-lo, tomando os segredos dos BÚZIOS (ifá) para ela, sendo a única a ter os segredos.

Um orixá que tem ligações de feitiços com IYAMI OSHORONGÁ, sendo a única a saber como fazer os feitiços e desmancha-los.