segunda-feira, 26 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - COMIDAS RITUALÍSTICAS DOS BOIADEIROS

Agora como não podia deixar de ser outro assunto, não visto nem estudado anteriormente. Vamos partilhar com vocês um pouco sobre o que podemos OFERTAR aos nossos irmãos BOIADEIROS, tanto para eles como entidades bem como aos viventes que participam de seus cultos.

Cozinha ritualística 


1- Caldo de mocotó - Cozinhar um mocotó em água, com uma colher de sopa de vinho tinto seco. Depois de cozido, retirar a panela do fogo. Retirar um pouco do caldo, acrescentar cerca de uma colher de sopa de farinha de milho branca e mexer para dissolver bem a farinha. Acrescentar essa mistura ao caldo que ficou na panela e misturar bem. Temperar tudo com sal, alho, cebola e temperos frescos a gosto. Levar de novo ao fogo e deixar aferventar um pouco. Esse caldo é muito nutritivo e também tem um poder de “limpeza” extraordinário em casos de magias negativas e de enfraquecimento do campo mediúnico. 


2- Cebola branca deixada no sereno - Descascar uma ou mais cebolas brancas, cortar em fatias grossas e deixar de molho em água mineral, numa vasilha branca (de louça ou de vidro) coberta com um pano branco e colocada no tempo (em espaço aberto) durante uma noite, para receber sereno. Coar. O sumo que fica (água mineral + o sumo da cebola + a ação do sereno) é muito bom para purificação e equilíbrio. Pode ser usado para banho, desta maneira: ferver um pouco de água, retirar do fogo e esperar amornar. Acrescentar um pouco daquele sumo e fazer o banho. 

As rodelas de cebola também podem ser passadas em azeite de oliva, temperadas com uma pitada de sal e folhas de manjericão ou de hortelã picadinhas e servidas para a Entidade manipular, ou podem ser ingeridas pelas pessoas. Isso tem ação curativa e alto poder de limpeza. 


3- Arroz com lentilhas (ou ervilhas) e carne seca desfiada - Lavar as lentilhas (ou ervilhas) e deixar de molho em água por cerca de uma hora. Escorrer e reservar. Dessalgar a carne seca e cozinhá-la um pouco em água com dentes de alho picadinhos. Juntar as lentilhas (ou ervilhas) e esperar até que tudo esteja cozido. Retirar a carne seca e desfiar. Refogar a carne desfiada com cebola, alho picadinho, pimenta vermelha picadinha e sem as sementes, orégano e/ou cheiro verde a gosto. Reservar. Refogar o arroz e juntar água quente para o cozimento. Quando estiver quase seco, acrescentar a carne seca desfiada e as lentilhas (ou ervilhas). Terminar o cozimento em fogo mínimo. Pode-se também servir este arroz acompanhado de pedaços de abóbora cozida e refogada em azeite, sal e temperos a gosto. 


4- Feijão tropeiro - Dessalgar e cozinhar um pedaço de carne seca cortada em cubinhos. Guardar a água do cozimento. Reservar a carne já cozida. Cozinhar um pouco de feijão naquela água onde a carne seca foi cozida, deixando-o em ponto firme, para que os grãos não desmanchem. Reservar o feijão e um pouquinho da água do seu cozimento (uma concha pequena). Em separado, aferventar duas vezes uma calabresa e um paio, trocando a água da fervura para eliminar excessos de gordura. Retirar a pele e cortar em cubinhos. Dourar em azeite de oliva alguns dentes de alho e uma cebola picadinhos. Colocar sal a gosto e acrescentar a carne seca, as linguiças e por último o feijão com um pouquinho da água do seu cozimento. Mexer com cuidado. Juntar um pouquinho de farinha de mandioca torrada ou de farinha de milho, misturando tudo para dar o ponto de um virado. Acrescentar temperos frescos picadinhos a gosto (cheiro-verde, orégano, pimenta etc.). Regar com um fio de azeite de oliva. 


5- Arroz tropeiro - Meio kg de arroz, 200 g de lombo de porco, 200 g de costelinha defumada,uma linguiça defumada, 200 g de carne de sol, várias cebolas pequenas inteiras. 

Preparo: O lombo é a única carne que precisa ser temperada com alho e sal a gosto. Fritar à parte: a linguiça, a carne de sol e a costelinha; depois, fritar o lombo e, assim que ficar bem dourado, colocar os outros ingredientes já fritos e o arroz. Acrescentar água quente e deixar o arroz cozinhar. Servir com couve refogada. 


6- Frutas variadas: especialmente as de polpa vermelha e as de casca amarela. 


7- Costela de boi - Temperar com sal, alho e cebola, tomate, pimentão amarelo e vermelho e cheiro-verde (todos picadinhos), orégano e um pouco de vinho tinto ou de vinagre. Deixar a costela de molho nessa mistura por cerca de uma hora. Fazer assada com batatas e/ou fatias de batata doce. Também pode ser refogada e dourada na panela. 


8- Arroz carreteiro - ½ kg de arroz, 50 g bacon, ½ kg de carne seca, 1 linguiça calabresa defumada, 1 linguiça mista, 1 cebola picada, 2 dentes de alho picados, 1 colher de óleo. Preparo: Dessalgar a carne seca e cortar em cubos. Fritar o bacon até dourar e reservar. Fritar as linguiças e reservar. Numa panela grande o suficiente, refogar o alho e depois a cebola. Acrescentar a carne seca, a linguiça e o bacon e dar uma boa refogada. Colocar o arroz e refogar. Juntar água quente, o necessário para o cozimento do arroz. 


9- Arroz Tropeiro mineiro - Meio quilo de arroz, 1 colher de óleo, 1 tablete de caldo de galinha, pimenta-do-reino a gosto, 1/2 quilo de carne de sol; três dentes de alho, 1 cebola roxa, 2 tomates e salsinha bem picadinhos. Preparo: Picar a carne em tiras finas e refogar em óleo e alho. Adicionar um pouco de água quente e deixar a carne cozinhar por uns 10 minutos. Em separado, ferver água para o cozimento do arroz; quando ferver, juntar a ela o caldo de galinha e os temperos picados. Colocar o arroz para refogar junto com a carne. Adicionar a água que foi fervida e temperada para o cozimento do arroz. Não deixar secar muito, pois o ponto desse arroz é meio mole. 


10- Carne seca com farofa de farinha de milho amarela e torresmo - acompanhada de mandioca, cará e pedaços de abóbora cozidos. Decorar com pimentas. 


11- Leite de cabra - Oferendar em copos ou em metades de casca de coco, especialmente em trabalhos de limpeza “pesada” e para saúde. Pode-se fazer banho: aquecer água e retirar do fogo. Juntar um pouquinho do leite de cabra e fazer o banho.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - A IMPORTÂNCIA DOS ATABAQUES NOS TOQUES DE BOIADEIROS

Estamos vendo dentro de toda realidade voltada à LINHA DOS BOIADEIROS, na energia de Oxóssi, muita coisa que talvez nem tivéssemos conhecimento ou que jamais iriamos parar para pensar, estudar e aprender.

Uma destas, quando se esta num TOQUE DE BOIADEIROS OU DE CABOCLOS é sem dúvida alguma a energia que amana do som dos ATABAQUES. De fato, ficamos tão empolgados e até envolvidos por seus gestos, brados e modo de atuação espiritual, que não nos voltamos a prestar atenção nesta realidade fundamental de todo culto.

Percebemos então que a função de um "Ogãn" bem instrumentalizado e de fato intimo de seu instrumento, a sua importância quanto a realização de um bom trabalho voltado pela LINHA DOS BOIADEIROS.


Atabaques: Dentro da ritualística de Umbanda existe um elemento de grande importância que é a Curimba formada por médiuns que se dedicam ao estudo dos cânticos ritualísticos.

Há uma grande influência dos boiadeiros no trabalho da curimba, pois eles regem suas forças e fundamentos.

Os atabaques são formados basicamente por três elementos da natureza: Animal (couro), Vegetal (madeira), Mineral (ferragens). Estes elementos por sua vez encontram-se no ambiente (reino) natural destas entidades e a força da curimba no terreiro está justamente em conseguir dissipar as energias negativas, inibir a ação de obsessores e desagregar miasmas e larvas astrais que estejam impregnados no ambiente de trabalho conseguindo com isso um êxito maior.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - APROFUNDANDO CONHECIMENTOS SOBRE OS BOIADEIROS



No decorrer da gira de Caboclo, o chefe do terreiro diz: 

"Jetuá Boiadeiro!"

O Ogã prepara a mão e a solta no couro do atabaque e canta:

Me Chamam Boiadeiro
Boiadeiro eu não sou não
Eu sou laçador de gado
Boiadeiro é meu patrão
Jetuê, Jetuá
Corda de laçar meu boi
Jetuê, Jetuá
Corda de meu boi laçar

Desta forma, se inicia em breve resumidas palavras a alegria que um CULTO DE CABOCLOS E BOIADEIROS DE OXÓSSI pode nos proporcionar.

O corpo começa a estremecer, o coração bate mais forte e a força, coragem, determinação, sabedoria, seriedade e alegria tomam conta do mental e do emocional do médium que rapidamente gira, começando a dançar e a movimentar seu chicote, ao gritar “Ô! Boi”. Demonstrando o vigor e a força do Boiadeiro em terra. 

O plano astral inferior estremece não se tem mais como escapar do laço do Boiadeiro que rapidamente envolve todos os seres negativos que perturba o médium e a Casa Santa. Com amparo de Ogum seu Orixá protetor, o boiadeiro encaminha todos esses malfeitores ao domínio da Lei, onde serão refreados e redirecionados para cumprimento da Lei com a grande oportunidade de Evolução, demonstrando um grande trabalho de caridade e principalmente de amor ao próximo.

Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxóssi, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, "o caboclo sertanejo". São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai, para algumas correntes de pensamento umbandista. Esses espíritos já foram Exús e, numa transição dos seus graus evolutivos, hoje se manifestam como caboclos boiadeiros.

Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião, falam de Jesus e de Nossa Senhora com respeito e carinho (posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.

Formam uma linha mais recente de espíritos, na primeira década da fundação da Umbanda em 1908, não havia manifestação explícita dessa linha de trabalho. No astral, porém, elas já se preparavam para trazer seus ensinamentos, suas alegrias e suas experiências, chegando em massa após os anos 20. Os boiadeiros já conviveram mais com a modernidade, com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra, e esse ponto nos ajudam muito para diferenciarmos dos caboclos, que foram povos primitivos.

De um modo geral, os Boiadeiros usam chapéu de couro com abas largas (para proteger-lhe do sol forte), calças arregaçadas e movimenta-se muito rápido. O chicote e o laço são suas “armas espirituais”, verdadeiros Mistérios, e com eles vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e os consulentes. A corda é usada com sabedoria para laçar o “boi brabo”, ou para “pegar aquele que se afasta da boiada”, ou ainda usada para “derrubar o boi para abate”. Dentro do campo mediúnico, os boiadeiros fortalecem o médium, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exús.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam à humildade, os Boiadeiros representam à liberdade o vigor e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

Salve os Boiadeiros! Jetuá!

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá a quem é de motumbá. Kolofé, a quem é de Kolofé e, claro, meu Saravá a quem é de Saravá. Aqui estamos iniciando mais uma semana. Uma bela Segunda-feira, que particularmente, resolveu amanhecer um pouco mais fria. Mas para um calor de fato insuportável, esta temperatura em que nos encontramos esta de fato agradabilissima. Não me impedindo de desejar a todos um excelente Bom Dia, a todos.

Como é do saber de todos estamos de fato fazendo uma mega reformulação na questão da SEQÜÊNCIA de nossa GRADE de POSTAGENS. Onde resolvi iniciar esta reformulação justamente com o assunto OXÓSSI, como foco central, pois foi um mês, no caso ABRIL, onde pude perceber uma queda na época consideravelmente visível quanto às visitas, adesões e tudo que envolveu o BLOG OLHOS DE OXALÁ naquela época.

Nesta segunda versão, onde me preocupei e assumi de fato os pós e contras quanto ao risco que seria excluir todas as postagens daquele mês em diante até nosso mês atual de NOVEMBRO, visando de fato uma melhoria nesta mesma SEQÜÊNCIA, pois pude analisar que muita coisa na época estava faltando. Exemplos hoje o que estamos de fato estudando que são os CABOCLOS, os BOIADEIROS e tudo que envolvia a questão mais direcionada aos nossos irmãos (ãs) da UMBANDA SAGRADA.

Um erro que infelizmente foi se perpetuando ocasionando faltas em assuntos voltados aos outros ORIXÁS, posteriormente estudados: OXUM, LOGUN-EDÉ, XANGÔ, IANSÃ (OYÁ), OMULU, também conhecido por OBALUAIÊ e isto de fato me preocupou em muito. E juntamente com a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, que me acompanham tanto na ESPIRITUALIDADE, pois todos ou são membros do CANDOMBLÉ ou membros da UMBANDA SAGRADA, como também todos nós trabalhamos juntos na mesma empresa. Pois quem não sabe trabalhamos na área de BELEZA E ESTÉTICA, numa rede de SALÕES DE BELEZA.

Com tudo isto, reunidos e unidos em pensamento e idéias, pois onde a comunhão de idéias e entendimento, existe uma família e por isso as coisas caminham de acordo com o UNIVERSO. Onde hoje estamos vendo resultados espantosos, tanto na quantidade de visualizações, novas adesões como SEGUIDORES e isso tem nos impulsionado a seguir em frente.

Como já disse em parágrafos anteriores estamos voltados a partilhar assuntos referentes a CABOCLOS, e agora estamos quase finalizando os assuntos sobre os BOIADEIROS. Mas como são assuntos delicados devido a diferença de idéias sobre suas incorporações e cultos entre MEMBROS tanto do CANDOMBLÉ como da UMBANDA SAGRADA. Preferimos respeitar a todos de uma forma que não seja vista como imposições, mas sim como conhecimento de todos, chegando então num DENOMINADOR COMUM. Fato muito mais importante onde então todos se respeitam, quanto às suas denominações religiosas.

Estou ainda pensando se quando terminarmos de explanar os tópicos referentes se abordaremos outros assuntos como OS BAIANOS DE OXÓSSI, OS PRETOS-VELHOS DE OXÓSSI e até os ERÊS DE OXÓSSI. Ou outras linhas de trabalho voltadas ao ORIXÁ OXÓSSI. Mas para decidir isso, sobre esta continuidade ou não EU VOU PRECISAR DE AJUDA. E esta mesma ajuda VEM DE VOCÊ, que esta lendo esta postagem exatamente AGORA.

Mas como poderão me ajudar? MUITO FÁCIL. Vamos começar a comentar as postagens, pois com cada comentário terei a certeza de como esta o nível de nossas postagens, se o assunto foi ou não importante, e o que de fato ainda necessita ser abordado. 

Então querido(a) leitor (a), SEGUIDOR(A), preciso de você através de seus comentários. Para você mesmo ou para outros que lerem isso pode ser desnecessário. Mas pra mim isto é fundamental, para melhorarmos ainda mais o BLOG OLHOS DE OXALÁ

Desta forma, agradeço de coração suas presenças e claro esperando sua COLABORAÇÃO neste sentido. 

Meus respeitos aos meus mais velhos, meus respeitos aos meus mais novos.
Motumbá
Pedro Manuel T'Ogum.

domingo, 25 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - QUEM DE FATO SÃO OS BOIADEIROS

Amados (as) irmãos (ãs). Muitos são os pontos de vista tanto dos membros do CANDOMBLÉ, como da UMBANDA SAGRADA, quanto às incorporações de ENTIDADES ( na visão UMBANDISTA), como para os CATIÇOS (na visão CANDOBLECISTA).



Um BOIADEIRO em terra na UMBANDA SAGRADA é bem diferente até no modo de se trajar como vemos abaixo.


Na visão CANDOBLECISTA, o lidar com CATIÇOS (ENTIDADES) é meio que regenado nas maiorias dos ILÊS ASÉS, principalmente dentro da nação KETU, por serem tidos assim como outras ENTIDADES em questão como EGUNS (ANCESTRAIS FALECIDOS), evitando assim seu culto e incorporação. Dedicando-se única e exclusivamente à incorporação dos ORIXÁS em si, nas suas devidas festividades.

Mesmo assim muitas casas do CANDOMBLÉ, ainda efetuam estes cultos como vemos abaixo.


Mas quem de fato são são os Boiadeiros? 

Antes de mais nada precisamos saber que estamos tratando de espíritos de vaqueiros, posseiros, capatazes, cangaceiros e espíritos afins. Que sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalhando incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. 

Outra realidade é saber que fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formando uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra. 

Estarmos cientes que estes CATIÇOS (BOIADEIROS) conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para os diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. 

Sua maior finalidade não é a consulta como os Preto-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). 

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos alienados que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações, já que a presença desses espíritos muitas vezes interferem nas consultas de médiuns conscientes. 

Esses espíritos atendem como boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos nos passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. 

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele "instrumento"

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, a energia emanada pelo Orixá para quem trabalha é apenas um critério interno e obrigatório dentro do próprio “Ori” – pois na verdade todos são braços de Omulú. 

Exemplificando essa idéia: Um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Oxossi, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. 

Dentro dessa linha a diversidade encontram-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - PONTOS DE BOIADEIROS

Como temos visto anteriormente, nossa preocupação era atingir de fato, tanto o público dos membros do CANDOMBLÉ, como também nossos amados (as) irmãos (ãs) da UMBANDA SAGRADA

Desta forma, falar sobre CABOCLOS e de BOIADEIROS, dentro da realidade do ORIXÁ OXÓSSI, em ambas realidades espirituais com suas devidas diferenças é interessante para melhorar ainda mais o aprendizado de todos. Mesmo sabendo que entre muitos que aqui nos visitam, talvez nem precisem disto por já terem muito tempo de experiência espiritual.

Mas mesmo assim uma de nossas metas é justamente postar aqui assuntos de fato concretos, verídicos e dentro das devidas tradições, doutrinas e tradições. Pois temos visto por ai muita coisa acontecendo que fogem de fato de toda realidade racional. Fazendo de ambas realidades verdadeiros motivos de comentários, criticas negativas. Fazendo de ambas algo proibido até por Deus, coisa que fogem literalmente da realidade. 

Assim, como fizemos com os CABOCLOS com algumas de suas CANTIGAS e PONTOS CANTADOS mais conhecidos. Hoje, estamos fazendo o mesmo com os BOIADEIROS em suas CANTIGAS e PONTOS CANTADOS, mais conhecidos a fim de quem estiver se iniciando a familiarizar-se com estas realidades espirituais possam ir aprendendo as letras e formas de se cantá-las.

Pedro Manuel T' Ogum





OLHOS DE OXALÁ - PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T' OGUM


Bom dia a todos, meu Motumbá a quem é de Motumbá. Meu Kolofé, a quem é de Kolofé. Meu Saravá a quem é de Saravá. Meus respeitos aos meus mais velhos e meus respeitos aos meus mais novos. 

Estamos em mais um Domingo e nesta manhã é uma alegria muito grande vir aqui para agradecer de fato a presença de todos aqui no BLOG OLHOS DE OXALÁ. Seja por meio de visitas constantes ou esporádicas. Seja por meio de nossos SEGUIDORES, nossos amigos tanto do ORKUT e do FACEBOOK.

Agradeço de coração, o fato de todos estarem tendo paciência quanto a toda reformulação que achei conveniente fazer, já que muitos assuntos anteriormente estavam sendo esquecidos de serem postados ocasionando uma perfeita bagunça de assuntos. Assuntos estes importantes para nosso conhecimento. Pois nunca é demais aprender um pouco mais. Mesmo as postagens aqui sendo o mais básico do básico.

Mas nestas mudanças outra coisa iremos ter de novidade. Agora em sua maioria vou postar o meu ponto de vista sobre cada uma fazendo de um determinado assunto se tornar mais pessoal. Evitando assim como em muitos lugares meras postagens de ensino. Mas buscando fazer com que este BLOG OLHOS DE OXALÁ, venha a ser de fato um ponto de debate. Afinal confesso sentir falta de comentários de nossos visitantes, quanto às postagens, aos determinados assuntos em questão ou até mesmo do BLOG em sua totalidade.

Pois é muito bom ter uma noção de como o BLOG, esta sendo visto e analisado pelas pessoas que o seguem ou que o visitam.

Desta forma, aproveito para pedir minhas imensas desculpas por dois dias deste mês, dia 21 e 24, não termos postado nada em questão. Mas nestes dias em questão muitas coisas tivemos de fazer em nossos compromissos pessoais. Um erro que iremos repor, ainda esta semana, mais precisamente nos dias atuais. 

De qualquer forma, nosso mais profundo OBRIGADO pela existência de vocês em nossa vida. Pois este meio de comunicação foi idealizado EM VOCÊ, como também ser uma fonte de NOSSO PRÓPRIO APRENDIZADO

Que OGUM E OXAGUIÃN, abençõem a todos. Meus sinceros e respeitosos abraços a todos (as). 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - OS BOIADEIROS DE OXÓSSI - PARTE II



Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. 

Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais. 

Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus. 

Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. 

Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. 

Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática dada magia na terra. Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. 

São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. 

É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos). 

Quando bradam altoe rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina. Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros é no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus. 

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. 

Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas. São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste. “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”. Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa. 

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles. 

Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros. Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo: Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc… Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - OS BOIADEIROS DE OXÓSSI - PARTE I


São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda. 

Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta. Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins. 

O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois. 

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. 

Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha. 

No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração. Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus. 

Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos. Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc. 

Sua saudação: Getruá Boiadeiro, Xetro Marrumbaxêtro! 

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. 

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé. 

Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa. É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. 

À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações. Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas. 

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande. 

O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço laço para laçar um novilho. 

Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens. Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores. 

Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - ALGUNS PONTOS CANTADOS

Com alegria para darmos continuidade aos nossos ESTUDOS SOBRE OXÓSSI representados na COLETÃNEA OXÓSSI NA UMBANDA. Nada melhor que partilharmos com vocês alguns dos PONTOS DE OXÓSSI, mais cantados em forma de LOUVOR ao grande ORIXÁ DA CAÇA E DA FARTURA.

Confiram!





OLHOS DE OXALÁ - NOTA DE NOSSO COORDENADOR

Motumbá meus (minhas) irmãos de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Meus respeitos aos meus mais velhos e meus respeitos aos meus mais novos. Com alegria, nesta Sexta-feira, dia de nosso tão amado PAI OXALÁ, venho até vocês para de fato agradecer a sua paciência quanto a reformulação que temos feito em nossas postagens de MAIO para cá. 

O serviço ainda é grande, mas estamos de fato nos esforçando para dar andamento com as postagens voltadas a grade referente ao ORIXÁ OXÓSSI. O mesmo ORIXÁ que no mês de MAIO foi tido como tema central do mês, mas que por vários motivos ficou pendente em vários assuntos. Assim como aconteceu com os assuntos focados posteriores a este mesmo assunto em questão.

Tenho diáriamente acompanhado o andamento do BLOG, quanto ao número de visitas e de participações em questão de nossos seguidores. E para minha surpresa que me acarretou até hoje uma grande alegria é ver que para meu espanto. O número de visitas em relação ao MÊS DE MAIO, quando este tema foi abordado pela primeira vez, esta de fato atingindo muito mais visualizações do que anteriormente.

Para minha surpresa até o número de novos seguidores aumentou e isso eu só posso dizer OBRIGADO. Pois de fato como já foi colocado foi de fato uma decisão minha, mas que como qualquer outra na vida, poderia ter seus pós e seus contras. Mas eu estava decidido a enfrentar isto, desde que todos os ASSUNTOS referentes à OXÓSSI, fossem devidamente postados. E de fato, ELE tem provado que era isso mesmo que havia de ser realizado. 

Deixo claro, que ainda temos muito mais a postar, aumentando o nosso conhecimento. Mas nunca esquecendo que só postamos o BÁSICO DO BÁSICO. Não procurando fazer do BLOG OLHOS DE OXALÁ, um pai de santo virtual. Mas sim uma fonte de conhecimento MÍNIMO para que nossa ESPIRITUALIDADE quanto a nossa RELIGIOSIDADE, seja de fato demonstrada em sua realiade.

Em relação à ausência de postagens do dia 21/11, pedimos de fato desculpas, mas tivemos um problema técnico de rede aqui em nosso escritório. O que nos impossibilitou temporareamente o acesso à Internet. Mas isto já esta sendo resolvido a fim de não fugirmos do foco de postarmos tudo que se refere à OXÓSSI.

Mas uma coisa eu ressalvo. Tudo que foi até agora postado, quanto aos ORIXÁS OXALÁ (OXALUFÃ E OXAGUIÃN), YEMANJÁ e OGUM. Tendo agora OXÓSSI na sequência, teremos futuramente em tempo ainda não determinado uma continuidade destes mesmos assuntos. Pois nunca é dimais aprender sobre cada ORIXÁ em questão. 

Espero que estejam gostando de nossas atualizações e nossos novos assuntos a fim de fazermos deste meio de comunicação, de fato um instrumento verídico tanto nas realidades da UMBANDA SAGRADA bem como com o CANDOMBLÉ.

E para agradecer a todos vocês que participam de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, dedico com todo respeito a você querido(a) irmão(ã) de fé, este vídeo que tem uma grande mensagem a nos transmitir.



Meu muito obrigado a todos.

Pedro Manuel T'Ogum. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLOS DE COURO E CABOCLOS DE PENA


Os Caboclos de couro – Boiadeiros – são alegres e festeiros, são bem mais descontraídos e extrovertidos que os Caboclos de penas. Gostam de música, alguns gostam de samba, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como "Encantados". Eles não teriam morrido para se espiritualizarem, teriam sido encantados e se transformados em entidades especiais. 

Os Caboclos de Pena são exímios na arte de curar e na limpeza espiritual, são profundos conhecedores das ervas medicinais e de suas propriedades espirituais, assim como suas propriedades terapêuticas para o tratamento de muitos males. São grandes passistas e os resultados de seus trabalhos aparecem muito rapidamente. Gostam muito de crianças e se entristecem muito com o mal tratamento dispensado a elas por maus pais. 

Gostam muito de frutas, plantas e flores e suas festas devem ser bem ornamentadas pelos Zeladores de santo, que tem neles uma barreira muito grande contra os males de natureza material e espiritual. A ornamentação não precisa ser suntuosa, pois são entidades bastante simples, mas flores e folhas compõem arranjos que os deixam muito satisfeitos. 

Nas matas, cachoeiras, praias, rios, montanhas, sempre haverá a presença de um Caboclo, assim como entre as plantas e animais: Mata Virgem, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Caboclo Arruda, Caboclo Guiné, Cobra Coral, Sucuri, Jibóia. 

Os ligados diretamente aos Orixás: Caboclo Rompe Mato ( Ogum/Oxosse), Caboclo da Pedra (Xangô). 

Os ligados às forças da natureza: Caboclo Ventania, Sete Cachoeiras. 

Os ligados às atividades nas florestas: Caboclo Caçador, Flecheiro; 

Os ligados ao desmanche de feitiços: Serra Negra; 

Os ligados às cores: Caboclo Roxo; 

Às tribos, Caboclo Tupi, etc… 

Em suma, sempre haverá um Caboclo ligado a qualquer área da natureza para nos proteger e auxiliar. Saravá Caboclo, Saravá toda a Macaia. Saravá Jurema, Jupira, Jandira, Iara, e tantas outras Caboclas maravilhosas que enfeitam os rios, as serras com sua beleza e força e nas festas bradam e dançam, mostrando a feminilidade indígena, inocente, feliz, mas forte. Grandes trabalhadoras da seara de Oxalá. Okê Caboclo, Okê! 

Esses são os Caboclos de pena! 

As características dos de couro são bastante diferentes, mas que não modificam suas intenções na prática do bem e da caridade. 

Os Boiadeiros também apresentam diversidades de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre, Boiadeiro do Sertão e muitos outros tipos. 

São cantigas muito alegres, tocadas num ritmo vibrante, enquanto os Boiadeiros se esbaldam nas festas a eles consagradas. São porém grandes trabalhadores e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. 

Boiadeiros gostam de cerveja, vinho, fumam charutos, cigarros de palha, ou mesmo cigarros comuns, alguns tomam cachaça com mel, vinho puro ou com mel, usam chapéus de couro, rebenques ou laços, alguns tocam berrante. É tal e qual se poderia presenciar no homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando o gado, tratando, marcando. A noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas um arroubo de alegria. 

Assim se manifestam os Caboclos, onde quer que sejam chamados. Algumas casas adotam determinadas doutrinas que lhes tolhem um pouco as características. Não lhes permitem fumar ou beber e se mesmo assim, humildemente, aceitam as condições da casa é por que é maior o desejo da caridade, do que mostrarem-se como realmente são. Isso não diminui nem seus trabalhos nem a capacidade da casa, muito menos deprecia tal doutrina. No entanto é muito importante que os respeitemos da maneira que se apresentem, sem que queiramos por nossas variações sociais, determinar suas procedências ou negar suas qualidades.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - A DISTINÇÃO DOS CABOCLOS


Falar de Caboclos é uma tarefa bastante agradável, ainda que extensa e difícil, pois existem tantos que seria uma grande leviandade, declararmos conhecer a todos. Inicialmente é importante conhecermos uma diferenciação que se faz entre eles. Os Caboclos de Couro e os de Pena. Caboclos de Couro, são os Boiadeiros, e os de Pena são os Índios. Ainda tem os Caboclinhos, que são índios meninos, muito comuns no Nordeste do Brasil. 

Distribuição das tribos indígenas no Brasil em 1500. Muito se fala a respeito de que tipo de espíritos poderiam ser os Caboclos, Pretos-Velhos, etc… Seriam mesmo índios? Ou em relação aos Pretos-Velhos, seriam somente negros ou escravos? 

O trabalho da caridade espiritual é muito grande e não caberia somente a esta ou aquela qualidade de espíritos praticá-la. Se nas falanges de Caboclos ou em outra qualquer, não se manifestarem somente espíritos daquela classe, isso não muda em nada sua força. E qualquer espírito que se aproxime ou que lhe seja determinado trabalhar naquela determinada linha vibracional, às características da falange deverá ser amoldar. 

Isso se aplica a qualquer qualidade de espírito. Até mesmo aqueles que em suas vidas pretéritas tenham convivido em camadas sociais diversas, podem depois de desencarnados trabalharem em qualquer falange, mas para isso moldam-se a ela utilizando-se da roupagem característica dela. 

Já imaginaram um Caboclo manifestado de paletó e gravata, dando consultas com um lap top? 

O que quero dizer é que as falanges de Caboclos, são mesmo índios, ou no caso dos Caboclos de Couro, são boiadeiros, vaqueiros, trabalhadores do campo. Entretanto, não é impossível a outros espíritos que viveram em outras classes sociais, aproximarem-se, por gosto ou determinação superior, às características da falange em questão e passarem a praticar a caridade, assim como, a perseguir a elevação espiritual, dentro daquelas características. A evolução de cada entidade se dá mais pelo trabalho que pratica, pelo bem que alcança e dirige a quem necessita, do que pela maneira como se manifesta, fala ou se veste. 

Assim sendo é muito mais importante nos aproximarmos da figura que a entidade nos proporciona, do que ficarmos procurando uma maneira de investigar e determinar o que não nos é devido. 

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns tem uma dificuldade muito grande de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos, que são filhos da casa, normalmente iniciando seus desenvolvimentos ou alguém que não tenha a mediunidade de incorporação. São sérios, mas gostam de festas e fartura. 

Dançam muito e gostam de cantar também. Bebem vinho, cerveja, ou a macaia que é uma mistura de ervas. Fumam normalmente charutos, mas alguns Boiadeiros fumam o palheiro, que é um cigarro feito de palha de milho com fumo de corda ou rolo ou até mesmo cigarros normais. 

Os Caboclos, embora comandados por Oxóssi, Orixá da caça, que na Umbanda é louvado como rei das Matas, estão sempre ligados a um determinado Orixá e mantém suas características, de alguma forma ligada a esse Orixá. As Caboclas normalmente estão ligadas a Orixás femininos.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - QUEM SÃO OS CABOCLOS?


São geralmente espíritos de civilizações primitivas, tais como índios: Íncas, Maias, Astecas e afins. Foram espíritos de terras recém formadas e descobertas, eles formaram sociedades (tribos e aldeias), com perfeita organização estrutural, tudo era fabricados por eles, desde o cultivo de alimentos até a moradia. 

Como foram primitivos conhecem bem tudo que vem da terra, assim caboclos são os melhores guias para ensinar a importância das ervas e dos alimentos vindos da terra, além de sua utilização. 

Assim como os Preto-velhos, possuem grande elevação espiritual, e trabalham “incorporados” a seus médiuns na Umbanda, dando passes e consultas, em busca de sua elevação espiritual. 

São subordinados aos Orixás, o que lhes concede uma força mestra na sua personalidade e forma de trabalho, igual aos Preto-velhos. 

Quando falamos na personalidade de um caboclo ou de qualquer outro guia, estamos nos referindo a sua forma de trabalho. 

Costumam usar durante as giras, penachos e fumam charutos. Falam de forma rústica lembrando sua forma primitiva de ser, dessa forma mostram através de suas danças muita beleza, própria dessa linha. 

Seus “brados”, que fazem parte de uma linguagem comum entre eles, representam quase uma “senha” entre eles. Cumprimentos e despedidas são feitas usando esses sons. 

Costumamos dizer que as diferenças entre eles estão nos lugares que eles dizem pertencer. Dando como origem ou habitat natural, assim podemos ter: 


Caboclos da mata – Esses viveram mais próximos da civilização ou tiveram contato com elas. 

Caboclos da mata virgem – Esses viveram mais interiorizado nas matas, sem nenhum contato com outros povos. 

Torna-se de grande importância conhecermos esses detalhes para compreendermos porque alguns falam mais explicados que outros. Mais ainda existe as particularidades de cada um, que permitem diferenciarmos um dos outros. 

A primeira é a “especialidade” de cada um, são elas: curandeiros, rezadeiros, guerreiros, os que cultivavam a terra (agricultores), parteiras, entre outros. 

A segunda é diferença criada pela “força da natureza” que os rege. É o Orixá para quem eles trabalham. 

Para nós da Umbanda, é importantíssimo saber que a “personalidade” de um caboclo se dá pela junção de sua “origem”, “especialidade” e “força da natureza” que o rege. 

E é nessa “personalidade” que centramos nossos estudos. Assim como os Preto-velhos, eles podem dar passe, consulta e correntes de energização ou participarem de descarrego, contudo sua prática da caridade se dá principalmente com a manipulação. 

Quando falamos em manipulação, estamos nos referindo desde preparo de remédios feitos com ervas, emplastos, compressas e banhos em geral até manipulação física, como por rezar “espinhela caída”. 

Esses guias por conhecerem bem a terra, acreditam muito no valor terapêutico das ervas e de tudo que vem da terra, por isso as usam mais que qualquer outro guia. Desenvolveram com isso um conhecimento químico muito grande para fazer remédios naturais. 

Como são espíritos da mata propriamente dita, todos recebem forte influência de Oxossi, no sentido apenas do conhecimento químico das ervas, independente do Orixá que trabalhe. 

São espíritos que também trabalham muito com passe. Acreditamos ser pela facilidade de locomoção, já que normalmente trabalham em pé. 

São também bastante necessários na hora de um descarrego, pois conseguem acoplar no médium em qualquer posição. 

Os chefes dos povos se denominam “chefes dos Orixás”, sendo que são chamados “chefes de falange” ou “falangeiros”. Os chefes e todos os integrantes de cada linha vem em representação do Orixá que os manda, atuando como este e trabalhando do mesmo modo, apesar de terem diferenças entre si, dependendo do tipo de “falange” a que pertencem.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CONHECENDO CABOCLO PENA VERDE


É de uma Tribo Asteca, oriunda dos Estados Unidos que veio migrando até chegar na Amazônia, onde se instalou.

Sua aparência: usava calça de couro, tinha cabelos longos e grisalhos e seu penacho, longo, tinha as cores (verde, vermelha e branca) cada cor representada um irmão.

Relatou que para um índio se tornar pagé, tinha que participar de um ritual: caçar e trazer um javali para a tribo. Quando Pena Verde foi participar deste ritual, tinha mais um adversário, o vencedor seria quem trouxesse a presa primeiro. 

Os dois saíram para a missão no mesmo dia. O seu adversário voltou no dia seguinte com um javali abatido.

Pena Verde só retornou após 30 dias, o impressionante é que ele não precisou abater o javali, durante este período ficou observando o comportamento e foi se aproximando até domá-lo. Só então retornou para a tribo. Entrou triunfante, montado no animal!

Tinha dois guerreiros que considerava seus braços, o filho e o sobrinho.

Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha, antes de morrer, pediu a Tupã para ver quem era o autor de tamanha atrocidade. Poucos minutos se passaram e ele pode ver seus guerreiros sendo massacrados, mulheres e crianças sofrendo as maiores barbaridades, então virou-se para trás e pode ver que o seu querido sobrinho a quem tinha tanta estima e confiança era o mentor do ataque.

Para que morresse em paz, Pena Verde perdoou seu sobrinho, tirou a flecha das costas e partiu!

Caboclo Pena Verde:
Ele Veio Da Sua Mata!
Veio De Saravá O Gongá!
Sua Suna É Pena Verde
Aqui E Em Qualquer Lugar!

Eu Vi Meu Pai Assobiar!
Eu Já Mandei Chamar!
É Na Aruanda Ê! É Na Aruanda Á!
Seu Pena Verde De Umbanda
Aqui Vai Chegar!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLO PENA BRANCA

Estamos voltados agora a uma das mais importantes forças da UMBANDA, na linhagem de CABOCLOS, pois mesmo vindo trabalhar na linhagem correspondente a OXÓSSI, sua origem vem na força do ORIXÁ OXALÁ. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele.


Pena Branca nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência. 


Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas tribos faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia e Nuaruaque ou Caríba. 

Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia Tupinambá que viria a ser a sua mulher, chamava-se “Flor da Manhã” a qual foi sempre o seu apoio. 

Como Cacique Tupinambá, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e principalmente a maior rival, os Caramurús, que após a chegada dos portugueses se uniram aos Tupinambás, nascendo então outra nação indígena, a nação Caramurú-Tupinambá, na qual Pena Branca passou a ser o Cacique Geral, apesar disso, continuou seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena. 

Certo dia Pena Branca estava em cima do Monte Pascoal no sul da Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. 

Esteve presente na primeira missa realizada no Brasil pelos Jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra. 

Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los. 

Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas. 

Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o conhecimento dos portugueses) na costa brasileira – muito antes das grandes invasões de 1555 – aprendeu também a falar o francês. 

Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.

COLETÂNEA OXÓSSI NA UMBANDA - CABOCLA JUREMA


Hoje também vamos falar um pouco da Cabocla Jurema, tão conhecida e tão sagrada que existe um culto com seu nome, acredita-se até que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado "Daime".

Esta Cabocla é a Rainha das Matas, filha mais velha do  Caboclo Tupinambá. Ela teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira. Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas através das ervas.

Normalmente a entidade Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todas as caboclas Jurema ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas, etc,. Pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza. ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc.

Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.

Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você.

Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

Existem várias dissidências desta entidade. Sabendo que a maioria dos aparelhos de ação da Cabocla Jurema serem filhos e filhas ligados a Iansã, pois é sua vibração Original.

Existem ainda:

Cabocla Jurema da Praia - ligada com Iemanjá - Caboclo Sete-Pedreiras*
Cabocla Jurema da Cachoeira - ligada com Xangô - Caboclo Lírio
Cabocla Jurema da Mata - ligada com Ogum - Caboclo Rompe-Mato
Cabocla Jurema Flecheira - ligada com Oxossí - Caboclo Sete-Flechas
Cabocla Jurema do Oriente - ligada com Ibeji - Caboclo Cobra Coral*
Cabocla Jurema Rainha - ligada com Oxalá - Caboclo Girassol
Cabocla Jurema Preta - ligada com Omulu/Obaluaye - Caboclo Arranca-Toco
Cabocla Jurema da Lua - ligada a Oxum - Caboclo Sete-Montanhas
Cabocla Jurema Mestra - ligada a Nanã - Caboclo Araúna

*Apesar de serem outra linha, assumem como companheiros destas entidades.