quinta-feira, 15 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - GONGOBILA



Gongobila - nome que revela a natureza do caçador e a face divina de Deus como provedor. 

Essa Divindade é responsável pela manutenção da tribo e ainda tem a função de manter a vigilância noturna nas aldeias garantindo-lhes a segurança. 

Está ligado a abundância de alimentos na Nzo (casa) de culto, proporcionando a fartura, a alimentação, a bem-aventurança financeira dos filhos de santo e da clientela. 

Seus filhos costumam ser lépidos, faceiros, altivos e possuem habilidades manuais e rapidez de movimentos. São também aventureiros e confiantes. 

É também um exíguo pescador e tem a natureza jovial e bela. 

Saudação: Pembelê Tat’etu Mutalambô, Kiuá! Cabila Duilo!!! 

Seus símbolos são vários e todos ligados à caça ou à defesa, sendo o mais conhecido o arco e fecha, bem como o embornal e a capanga. 

No Brasil se convencionou o dia de quinta-feira em sua homenagem e suas cores várias do azul celeste ou turquesa ao verde. 

A comida ritual mais comum a ele oferecida no Brasil é o milho amarelo cozido e o coco. Também pode lhe oferecer grãos torrados e frutas em abundância. Salve o caçador dos céus!!!!

COLETÂNEA OXÓSSI - MUTALAMBÔ


Mutalambô ou Lambaranguange é um Nkisi caçador, que vive em florestas e montanhas, é o Nkisi da fartura e comida abundante, assim como Kabila. Equivalente ao Orixá Oxossi do Candomblé Ketu. 

Na Mitologia Bantu - Tat'etu Mutakalambô ou Mutakulamburungunzo (o mais velho) - O Caçador divino. Todos os povos antigos tinham o seu caçador e defensor divino que era responsável pela fartura e pela defesa da aldeia. 

O Caçador divino não é ninguém. Cada povo lhe entendeu de um jeito e lhe representou na sua cultura e na sua língua, mas faz parte do inconsciente coletivo de tempos imemoráveis. Também andam neste caminho Nkongobila / Telekompenso. 

Estes caçadores bantu para se identificarem com qualquer outro caçador mitológico não foi difícil. Ai entra o Oxossi: os Odé dos Yorubá e até os caçadores ancestrais brasileiros, como caboclos.

COLETÂNEA OXÓSSI - ODÉ KARÊ


KÀRÉ – é ligado as águas; e a Oxum e Logun Edé. Com eles exerce as mesmas forças e funções. Usa azul e um Banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. 

Bom caçador mora sempre perto das fontes. Protege todos os animais de natureza anfíbia, ou seja, que vivem tanto na água quanto na terra. É um grande caçador porém, um exímio pescador, morando próximo as águas e recebendo suas oferendas na beira dos rios.

Na África é cultuado nas matas do bairro Kare, próximo a Osogbô e aqui no Brasil é considerado filho de Odé com Yemanjá, contudo ao contrário de sua irmã, Oxum Karê que vive entre a água doce que encontra a salgada, ele vive com seu pai.

Porém esse caminho é um aspecto mais jovial da família dos Odés, sendo a grande maioria ligada a caça noturna, só que Odé Karê foge a regra, pois é associado a caça de pequenos animais a pesca em grande escala, por isso podemos usar uma pequena rede em suas roupas.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO OTIN


Otin - Orixá da caça. Filha de Enrilé. Alguns dizem ser esposa de Oxóssi (ou irmã), e que o acompanha pelas matas caçando. Defende tanto o caçador,quanto a caça. Andei pesquisando sobre este Orixá, e descobri que é cultuado no Batuque como Orixá feminino. 

No candomblé (Nação ketu) existem qualidades de Orixás. 

É caçadora, arisca, e que dizem não incorporar (Batuque). Também achei esta informação: Otim foi criada pela imaginação de Odé , pois era muito sozinho. Ele imaginou tanto e com tanta vontade uma companheira, que Otim apareceu para ele, sendo o único Orixá que não esteve viva na Terra. 

A função de Otim é levar água para os Orixás. Aparentemente, Otim (Orixá) é um Orixá feminino, ligada a Oxóssi, Ossaim, Oxum, Yemanjá, Ogum, dentre outros. 

Orixá da caça, das presas, da floresta, aparentemente também tem domínio sobre as águas. É representada carregando uma jarra na cabeça, pois é ligada também a agricultura. 

Odé Otin, qualidade de Oxóssi - Um Oxóssi azul. Usa capanga e lança. Vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça mas gosta muito de búfalo.

Qualidades  

São Poucas as qualidades deste orixá, até mesmo pela cultura deste ter se perdido. São Elas: 


Otin Obá Lè - Caminhos com Orixá Xangô;


Otin Là Mirò - Caminhos Com Orixá Oxum;


Otin Mawá - Caminhos com Orixa Odé Erinlé;

História 

Otin usa capanga e lança e vive no mato a caçar. Come toda espécie de caça assim como Odé: pássaros, coelhos etc. Mas aprecia mesmo é o porco. 

Otim é uma Iyabá que possui quatro seios. Ao se casar com Oxossi pede para que ele não conte esse segredo a ninguém. As esposas de Oxossi enciumadas embriagam-no e ele acaba por contar o segredo de Otim. Apavorada Otim foge e se afoga no rio de seu pai Erinlé.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO DANA DANA


OXÓSSI DANA OU CAÇADOR DE ALMAS 

Tem seu fundamento com Exú, Obaluayê Saponã, Ossain, Oxumarê e Yansã Ygbalé. 

Ele é o Orixá que entra na Mata da Morte e sai sem temer Egun e Ikú (a própria morte) tem quizila com Oxum e não entra no Xirê de Oxum. 

É feiticeiro, tribal, sendo cultuado como o pajé da tribo, nas suas danças faz um bailado arcando seu corpo apoiando em seu cajado, que tem poderes mágicos, é muito temido e respeitado, traz o iru kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta).

COLETÂNEA OXÓSSI - IBUALAMO E SUAS TRADIÇÕES


Tradição africana 

Há muitas variações no nome pelo qual Erínlè é conhecido. Assim, ele é comumente conhecido comoErínlè dentro de Egbado, Erínlè em Ìlobùú, Enlè em Okuku. 

Nas Américas, Erínlè é às vezes considerado hermafrodita, mas na terra iorubá é adorado principalmente como uma divindade masculina. Ele é pensado por alguns estudiosos como o aspecto masculino de Yemonja Mojelewu. O que parece consenso é que Erínlè mora na floresta com os irmãos Osányìn, Ògún e Òsóòsì, no cultivo com Òrìsà Oko, nas águas com Yemanja, Otin e Òsun. Sua verdadeira residência seria o ponto onde o rio encontra o oceano, onde docemente se misturam as águas doce e salgada. 

Erínlè tem muitas manifestações ou caminhos, conhecidos como ibú: Ojútù, Álamo, Owáálá, Abátàn, Ìyámòkín e Àánú. É o oríkì de cada ibú que distingue entre os caminhos diferentes ou manifestações de Erínlè, como um se apresentando na sua coragem, outro como um caçador, outro ainda no poder presente na profundidade do rio. São cantados oríkì individuais a Erínlè no seu festival anual da mesma forma como também são invocados coletivamente. 

O awo, ota Erínlè ou otun Erínlè, é o nome dos recipientes usados dentro do culto de Erínlè (em Okeho é adicionalmente conhecido como aawe Erínlè, onde tem uma forma totalmente diferente das encontradas em Ìlobùú e na maior parte da terra iorubá). Potes fechados que guardam pedras e água são predominantemente associadas com divindades fluviais femininas, como aqueles encontrados nos cultos de Yemanja e Òsun. O awo - ota - Erínlè é o recipiente tradicional para guardar os ota de Erínlè. 

Sacerdotes de Erínlè dançam em procissão como parte do festival anual de Erínlè em muitas partes de Nigéria. Para o festival, sacerdotes trazem com eles o próprio awo - ota - Erínlè para o festival no rio de Ìlobùú. Quando a possessão acontece, Erínlè dança com o awo - ota - Erínlè colocado no alto da cabeça. 

Tradição Ketu (Brasil)

No Brasil, no Candomblé Ketu, esse orixá é chamado Oxóssi Inlê ou Oxóssi Ibualama e considerado apenas uma "qualidade" de Oxóssi. Considera-se que Erínlè tem dois caminhos ou aspectos. Um aspecto é considerado um velho caçador, Òsóòsì Ibualama. O outro caminho é mais jovem e mais delicado e bonito, normalmente chamado Inlè. 

Sob o nome de Ibualama, é objeto de um culto praticado no Brasil, principalmente na Bahia, onde, durante as danças, traz nas mãos o símbolo de Oxóssi, o arco e a flecha de ferro, assim como o amparo, um açoite formado por três tiras largas de couro, com o qual fustiga a si mesmo. 

Tradição Lukumi (Cuba)

Em Cuba e Trinidad, Erínlè é conhecido como Inlè ou Erínlè “Ajaja”. Ajaja é um título honorífico que significa “Ele que come cachorro”, “o que é feroz”

É acompanhado por Ibojuto e Abátàn. Abátàn (ou Abàtà = pântano) é a divindade da baixada. 

Abátàn normalmente é considerado como a companheira feminina de Erínlè mas alguns reconhecem Abátàn como masculino. Quando Erínlè é assentado dentro da cerimônia de iniciação, Abátàn também é assentada. Ela tem canções e oríkì separados. Abátàn come com Erínlè e participa de todas as suas oferendas e sacrifícios. São duas divindades que se unem como um. 

Embora distintos, funcionam juntos, como uma unidade. Há um equilíbrio, dando uma visão instantânea do caráter de Erínlè, uma mistura perfeita de energias masculina e feminina. 

A família de Erínlè se compõe de: Abátàn - sua esposa, Boyuto ou Ibojuto, guardião de Erínlè e Abátàn,Otin, filha de Erínlè e Abátàn, Jobia, filho de Asipelu, ajudante de Erínlè, Olóògùn Èdè (Lògùn Èdè), o “senhor” (dono) do medicamento (medicina) de Èdè, filho de Erínlè com Osun, e, por último, Asao, duplo de Erínlè.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO IBUALAMO



Erinlé, Inlé (do iorubá Erinlẹ), ou Ibualamo é o orixá da caça de Ijexá, onde passa um rio do mesmo nome. 

Erínlè quer dizer "elefante" (Erin) "na terra" (ilè) ou "terra do elefante"

Seu templo principal é em Ilobu, onde, segundo Ulli Beier, dois cultos teriam se misturado: o culto do rio e o do caçador de elefantes que, em diversas ocasiões, viera ajudar os habitantes de Ilobu a combater seus adversários. 

Seu símbolo, de ferro forjado, é um pássaro fixo sobre uma haste central, cirundada por dezesseis outras hastes sobre as quais se encontra também um pássaro. 

O culto de Erinlé realiza-se às margens de diversos lugares profundos do rio, chamados ibù. Cada um desses lugares recebe um nome, mas é sempre Erinlé que é adorado sob todos esses nomes. Um desses lugares profundos é chamado Ibùalámọ (Ibualama), um dos nomes pelo qual é conhecido no Brasil, embora geralmente considerado uma qualidade de Oxóssi.

Erinlé recebe oferendas de acarajé, inhames, bananas, milho, feijão assado, tudo regado com azeite-de-dendê.

Origem 

O culto de Erínlè está centrado ao redor do rio Erínlè, afluente do rio Òsun, que atravessa a cidade de Ìlobùú (Ilú Òbú ou cidade de Òbú), localizada ao sul da Nigéria Ocidental, na estrada de Ogbomoso para Osogbo (situada aproximadamente 16 km a oeste de Osogbo). Ele é a divindade padroeira de Ìlobùú, um centro de comércio para o inhame, milho, mandioca, óleo de dendê, abóbora, feijão, quiabo que está em uma área de savana habitada principalmente por iorubás. 

Òbú é um tipo de giz nativo (efun) comestível, usado para temperar comida. Era um dos temperos principais antes do sal, da mesma forma que o aró-àbàje (uma tintura azul comestível) é usado para temperar comidas como o ekuru aró. 

Tido por alguns como filho de Ainá, Erínlè é considerado por outros como filho místico de Yemonja e de Olokun. É um orixá caçador, pescador e um médico, por conta do seu grande conhecimento da floresta e da flora. Enquanto médico dominou, antes de Ossãe, o poder da botânica. 

Não é incomum para os sacerdotes de Erínlè carregarem um cajado (òsù) semelhante ao que carregam os sacerdotes de Ossãe e de Ifá devido à sua importância como curandeiros medicinais. Ele conhece o poder curativo do Eja aro. Essa medicina nasce em Òkànràn Òfún. O peixe seco (eja aro) é conhecido na terra dos Nupes e isso é revelado pelo caminho de Òkànrànsodè descrito abaixo e na conexão entre Erínlè e o exilado rei dos Nupes.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - AS QUALIDADES DO ORIXÁ

Nesta nova versão da COLETÂNEA OXÓSSI, vamos nos adentrar neste assunto que INFELIZMENTE não foi abordado na versão antiga sobre os assuntos referentes a este ORIXÁ DA CAÇA

É válido lembrar que conhecer as QUALIDADES é bom. Mas para aqueles que ainda vão se iniciar ou que ainda não chegaram a completar seus sete anos. Não se preocupem muito com esta realidade. Pois devemos nos lembrar que em muitos ILÊS ASÉS, o assunto da qualidade do ORIXÁ só é revelado a partir do momento que se completa os SETE (7) ANOS

Agora conhecê-las e ver como atuam, não existem problema algum. Pois sempre é bom aprender sobre os caminhos que cada QUALIDADE pode oferecer. Deixando claro que nenhuma é melhor que a outra, pois o ORIXÁ em sua essência é o mesmo.

QUALIDADES 


ÍBUÀLÁMÒ – É velho e caçador. Nasce nas águas mais profundas do rio Irinlé. Sua vestimenta é branco com bandas, saiote e capacete de palha da costa. Tem ligação com Omolú e Oxun. Seu assentamento se difere de todos. 


MUTALAMBO – Tem fundamento com Exu. 


GONGOBILA – É um Oxóssi jovem. Tem fundamento com Oxalá e Oxum. 


OSEEWE ou YGBO ou IBO – É o senhor da floresta, ligado as folhas e a Ossain, com quem vive nas matas. Veste azul claro e usa capacete quase tapando o seu rosto. 


ÍNLÈ – É novo e caçador, tem seu culto as margens do rio Irinlé, conhecido com caçador de Elefantes, o marfin é a sua conta, tem ligação com Oxum, Oxaguiã e Yemanjá. 


AROLÉ – Propicia a caça abundante. É invocado no Padé. É um dos mais belos tipos de Oxóssi. Um verdadeiro rei de Ketu. As pessoas dele são muito antipáticas. Jovem e romântico, gosta de namorar, vive mirando-se nas águas, apreciando sua beleza. Come com Ogun e Oxum. Veste azul claro, aprecia a carne de veado e é ágil na arte de caçar. 


WAWA – Vem da origem dos Òrixás caçadores. Veste-se de azul e branco, usa arco e flecha e os chifres do touro selvagem. Come com Oxalá e Xangô, pois, dizem que ele fez sua morada debaixo da gameleira. Está extinto, assenta-se ele e faz-se Airá ou Oxum Karé. 


DANA DANA – Tem fundamento com Exu e Ossain. É ele o Òrixá que entra na mata da morte e sai sem temer Egun e a própria morte. Veste azul claro, muito impetuoso e foge à toa. 


AKUERAN – Tem fundamento com Ogun e Ossain. Muitas de suas comidas são oferecidas cruas. Ele é o dono da fartura. Ele mora nas profundezas das matas. Veste-se de azul claro e tiras vermelhas. Suas contas são verde claro. 


OTIN – Guerreira e muito agressiva, vive intocada na mata, ligada a Ogun. Usa azul claro, leva capangas, roupas de couro de leopardo. 


KÒIFÉ - Não se faz no Brasil e na África, pois, muitos de seus fundamentos estão extintos. Seus eleitos ficam um ano recolhidos, tomando todos os dias o banho das folhas. Veste vermelho, leva na mão uma espada e uma lança. Come com Ossain e vive muito escondido dentro das matas, sozinho. Suas contas são azuis claras, usa capangas e braceletes. Usa um capacete que lhe cobre todo o rosto. Assenta-se Koifé e faz-se Ybo, Ynlé ou Oxum Karé; trinta dias após, faz-se toda a matança. 


KÀRÉ – é ligado as águas e a Oxum e Logun Edé e com eles exercem as mesmas forças e funções.. Usa azul e um Banté dourado. Gosta de pentear-se, de perfume e de acarajé. Bom caçador mora sempre perto das fontes. 


ÍNSÈÈWÉ ou Oni Sèwè – É o senhor da floresta, ligado as folhas e a Ossain, com quem vive nas matas. Veste azul claro, e banda de palha da costa, usa capacete quase tapando o seu rosto. 


ÍNKÚLÈ ou Oni Kulé - Odé das montanhas, de culto no platô das serras, muito ligado a Oxaguiã e Jagun, veste verde claro, turquesa. 


ÌNFAMÍ ou INFAÍN - Odé funfun, ligado a Oxaguiã e Oxalufã, só usa branco e come abadô 


AJÉNÌPAPÒ - Odé ligado as Iyamis Osorongá, aquele que pode se aproximar e também a Oyá, o dono do Irukere. 


ODÉ ORÉLÚÉRÉ - Ligado aos Igbôs, odé de culto antigo. 


WALÈ – É velho e usa contas azuis escuro. É considerado como rei na África, pois, seu culto é ligado, diretamente, a pantera. É muito severo, austero, solteirão e não gosta das mulheres, pois, as acha chatas, falam demais, são vaidosas e fracas. Come com Exu e Ogun. 

Poderemos encontrar ainda: Odé Etetú; Odé Edjá, Odé Isanbò, Odé Ominòn, Odé Oberun’Já

OBSERVAÇÃO:

OTOKÁN SÓSÓ – Embora muitas vezes seja citado como uma qualidade, não é qualidade, é um oríkì que significa o caçador que só tem uma flecha . Ele não precisa de mais nenhuma flecha porque jamais erra o alvo.

Título que Oxóssi recebeu ao matar o pássaro de Ìyámi Eléye. Não fazendo parte do rol dos caçadores que possuíam várias flechas, Oxóssi era aquele que só tinha uma flecha.

Os demais erraram o alvo tantas vezes quantas flechas possuíam, mas, Oxóssi com apenas uma flecha foi o único que acertou o pássaro de Ìyámi, ferindo-o com um tiro certeiro no peito.

Por essa razão é que ele não recebe mel, pois o mel é um dos elementos fabricado pelas abelhas, que são tidas como animais pertencentes a Oxum, mas, também às Ìyámi Eléye.

Então, é èèwò (proibição) para Oxóssi. Por essa razão também, é que se dá para Oxóssi o peito inteiro das aves, como reminiscência desse ìtàn. 

COLETÂNEA OXÓSSI - BREVE RESUMO


Filho de Yemonja e Oxalá é o deus da caça e vive nas florestas, onde moram os espíritos dos antepassados. Tem a virtude de dominar os espíritos da floresta.

Na África era a principal divindade de Ilobu, onde era conhecido pelo nome de Irinlé ou Inlé, um valente caçador de elefantes. Conduziu seu povo de Ilobu a guerra e os ensinou a arte de guerrear, permanecendo até hoje nesta cidade.

Ocupa um lugar de destaque nos Candomblés em Salvador, isto porque é o patrono de todos os terreiros tradicionais.

Oxóssi é o único Òrixá que entra na mata da morte, joga sobre si uns pós-sagrados, avermelhados, chamados Arolé, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torna imune à morte e aos Eguns.

Sendo ele um rei, carrega o iruquere (espanta moscas) que só era usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.

PALAVRAS DE NOSSO COORDENADOR

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ


Meus sinceros respeitos aos meus mais velhos, sua preciosa benção. Meus sinceros respeitos aos meus irmãos mais novos, sua benção. 

Venho hoje, nesta manhã, de fato agradecer a participação de todos. Participação esta que inclui visitas, comentários e até como tenho visto em determinadas situações. Postagens nossas sendo partilhadas. De fato, não tenho palavras para agradecer pelo carinho de todos; demonstrado por inúmeras formas.

É fato, que nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, ainda tem de melhorar muito. Pois uma de nossas metas é que ele seja somente um instrumento de aprendizado e de forma bem básica mesmo. Pois como é de conhecimento de todos, existem fatos, tópicos que o APROFUNDAMENTO necessário seja passado a todos nós, pelos nossos (as) ZELADORES (AS) DE ORIXÁ.

Também é fato que certas postagens são de fato, peneiradas, lidas, relidas, analisadas. Pois a nossa meta central é postar de fato o que vem a ser certo e correto dentro de nossa RELIGIOSIDADE. Assuntos inventados ou que fogem da realidade são de fato descartados de nossa grade curricular dos assuntos a serem estudados e postados aqui em nosso BLOG. 

Mas também visamos evitar que nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, seja tido como PAI DE SANTO VIRTUAL, através do ILÊ ASÉ INTERNET. Pois o verdadeiro conhecimento se adquire na prática do dia-a-dia dentro de sua CASA DE SANTO

Assim, esperamos que a continuidade da COLETÂNEA OXÓSSI, esteja sendo de grande ajuda para todos que visam aprender um pouco mais sobre o GRANDE ORIXÁ DA FARTURA E DA CAÇA. O grande rei de KETU

Temas como QUALIDADES, COMIDAS, CANTIGAS, ESTUDOS DO ORIXÁ NA VISÃO DA UMBANDA SAGRADA E MUITOS OUTROS ASSUNTOS que de fato FALTARAM POSTAR na primeira vez que adentramos neste assunto, vão de fato agora fazer parte completa desta grade curricular. 

Sendo assim desejos nossos sinceros anceios que estejam gostando dos assuntos e dos outros que ainda virão. Bem como gostaríamos de ver suas participações através de comentários para que possamos melhorar ainda mais. Obrigado e que OGUM e OXAGUIÃN abençõem a todos.

Pedro Manuel T' Ogum.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - RESUMO DOS PRÓXIMOS TEMAS ABORDADOS


O dia de Oxóssi é a quinta-feira, dia igualmente consagrado a outras divindades da floresta. 

Costuma ser sincretizado com São Jorge na Bahia, e São Sebastião no Rio de Janeiro. 

Os filhos de são extremamente rígidos, exigentes no cumprimento fiel das obrigações do santo e castiga aqueles faltam com a palavra e os devotos que se esquecem das cerimônias. Seu relacionamento com os iniciados, portanto, segue o padrão de austeridade e inflexibilidade que marcam todo seu arquétipo e suas lendas. 

A sua dança numa festa litúrgica repete a gesticulação de uma pessoa na caçada. Pois os filhos do orixá, quando incorporados, parecem, mesmo no terreiro, estar cautelosamente à espreita de um animal, vasculhando o chão em busca de rastros de animais, se movimentam sem fazer barulho, retesam o arco e atiram a flecha. 

Sua única expansão é o grito de alegria quando o alvo é alcançado – o que miticamente sempre acontece, pois a pontaria de Oxóssi é perfeita.

COLETÂNEA OXÓSSI - ORAÇÃO A OXÓSSI, NA UMBANDA



Meu pai Oxóssi! 

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males! 

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária pra suportarmos as dificuldades a serem superadas! 

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé. 

Dai-nos paciências para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados! 

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias! 

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura! 

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes! 

Dai-nos, enfim, a vossa proteção e a certeza de que quando um caboclo, num gesto de humildade, baixar até nós, ali estará a vossa vibração! 

Muito Axé!

COLETÂNEA OXÓSSI: OS MOTIVOS QUE SE FAZ CONHECER


Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.

O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo.

Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Erukere. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú. 

Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá. É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum. 

Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.

Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência. 

O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.

COLETÂNEA OXÓSSI - A DIFUSÃO DO CULTO NA AMÉRICA


Um dos Orixás muito conhecido na África, mas é bastante difundido no Brasil, em Cuba e em outras partes da América; onde a cultura iorubá prevaleceu. 

Isso deve-se pelo fato da cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII. Os seus habitantes, muitos consagrados a Oxóssi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse fato possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé. 

Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo diz: a origem da dinastia. A ele, são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Onílé. O dono da Terra, pois na África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes. 

Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana. A própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido. 

A coleta e a caça são formas primitivas de busca de alimento. São os domínios de Oxóssi. Orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. 

Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza. 

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história através de um de seus itans: esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. 

Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição. 

Na África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de guardar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião. Oxóssi também foi um Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi. 

Outras histórias relacionadas com Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis. 

Oxóssi mantém estreita ligação com Ossaim (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mesmo tendo que se sujeitar aos seus encantamentos. 

A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká, a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore. 

A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou orixá. Tal como Xangô, Oxóssi é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita nela.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - SUAS ATUAÇÕES



Oxóssi é o Orixá da caça, do verde, das matas, é o Orixá da fartura, o grande caçador é ele quem traz para o homem as plantas curativas. De natureza telúrica vibra sobre tudo que nasce sobre a terra, exceto as plantas tóxicas e venenosas. 

É um vencedor, traz para o povo a sobrevivência, a fartura, a cura das doenças pela natureza, a saúde plena. 

O povo da Bahia ligou Oxóssi a São Jorge, festejado em 23 de abril. No Rio de Janeiro, em São Paulo e no sul do País ele foi sincretizado com São Sebastião e seu dia é 20 de janeiro. Seu dia é a quinta feira, sua cor é o verde misturado ao branco.

Podemos estabelecer uma associação entre Oxóssi e Mercúrio, o Deus romano do comércio, bem como seu correspondente grego Hermes. Todos eles representam mudanças, o movimento, tudo o que é novo e vibrante. Ligado as alterações mentais e físicas, Oxóssi é o constante movimento da natureza, que está sempre em evolução. 

A liberdade e a independência são importantes para seus filhos que prezam muito sua autonomia e são infelizes quando tolhidos. Um aspecto negativo de sua personalidade é a sua indiscrição em relação as outros e a vida alheia. 

Pela sua conotação mercuriana Oxóssi pode ser associado ao Arcano II do Tarô, os Enamorados. A primeira relação que pode ser estabelecida refere-se a uma prova vencida, àquele que foi testado e conseguiu provar seu valor, encontrando dentro de si a força para enfrentar a dúvida: "sou ou não capaz?"

Inconstante muda muito de interesse e tem tendência a se deixar seduzir pela novidade. O conflito que o Arcano indica acima refere-se muito mais as decisões emocionais do que materiais. Seus filhos envolvem-se com suas emoções e transformam-se através delas. Tem o dom da comunicação, suas mudanças são discutidas, analisadas a nível consciente e realizam a cura de seu ego ambíguo.

COLETÂNEA OXÓSSI - ORIGENS NA MITOLOGIA


Mitologia 

Filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Exu, Oxossi sempre foi muito querido pela família, pelo seu temperamento calmo, compreensivo, amigo e respeitador. Entretanto, era franzino, parado. 

Seu irmão mais velho , Ogun, preocupado com a inércia de Oxossi, resolveu ensinar-lhe a arte da caça e os caminhos e trilhas da floresta. E asssim foi. Ogun ensinou Oxossi o que havia de melhor na arte de uma caçada e os segredos da mata. Levou-o até o alquimista Ossãe, que morava no interior da floresta, para que ele aprendesse a magia e conhecesse os animais de caça e aqueles que não se pode caçar. 

O nome de Oxossi era Ibô, o caçador. 

Um dia, Oxalá precisou de penas de um papagaio da Costa, para realizar o encantamento de Oxum, ms, praticamente, não se achava o animal. Oxalá então designou Ogun para encontrar as penas. Em vão o valoroso guerreiro e também caçador foi incapaz de achar o que Oxalá lhe pedira. Mas sugeriu:  

- Oxalá, estou tão envolvido nas conquistas que já não caço como antes. Porém, sugiro o nome de Ibô, meu irmão, que certamente é o melhor de todos os caçadores, e conseguirá as penas do papagaio da Costa como pretende. 

E Ibô foi chamado. Perante ao deus da brancura, Oxalá, Ibô se prostou e ouviu, atentamente, as ordens: 

-Ibô! Disse-lhe Oxalá, vá e consiga as penas do papagaio da Costa. Você tem exatamente sete dias para voltar... 

E Ibô partiu para a flores, e durante dias procurou por sua caça. Quando lhe restava apenas um dia para esgotar o prazo dado por Oxalá, Ibô avistou os papagaios. 

Com um flecha apenas – mirando com cuidado – atingiu, não apenas um, mas dois papagaios de uma só vez. Orgulhoso e como o sentimento da tarefa cumprida, Ibô partiu para o reino de Oxalá. 

Mas seu retorno não foi tão fácil. No meio do caminho, Ibô deparou-se com um grupo de feras, que o atacou de surpresa, deixando-o muito ferido. Só não morreu porque suas habilidades de grande caçador o salvaram. 

Bastante ferido, Ibô já não andava, arrastava-se. Na boca da floresta, Ibô avistou os portões de Ifé, reino de Oxalá, e via que eles. Lentamente, se fechavam à medida em que o dia acabava e a noite chegava. Num esforço enorme, Ibô reuniu todas as forças e chegou até os portões. Esticou o braço, segurando firmemente as penas de papagaio da Costa e somente estas conseguiram transpassar os limites de Ifê. Os portões se fecharam. Ibô, caído do lado de fora de cidade, continuava segurando as penas de papagaio, presas no portão da grande morada de Oxalá. Ele cumprira o prazo. 

Momentos mais tardes, ajudado pelo irmão Ogun, Ibô foi levado até a presença de Oxalá. Acreditando não ter conseguido, Ibô desculpou-se com o rei: 

- Perdoe-me, Senhor! Não consegui chegar à sua presença com sua encomenda” 

- Ao contrário, jovem caçador! – retrucou Oxalá – Seus esforço e seu coragem são admiráveis. As penas do papagaio da Costa chegaram a Ifé no prazo recomendado, e eu lhe parabenizo por isso. E como é tão bom caçador e de um bravura tão grande, passará a charmar-se Oxossi, o Senhor da Caça. 

Assim sendo, Oxalá ergueu sua mão e dela um facho de luz atingiu Ibô, curando-o de todos os ferimentos e dando a ele trajes azuis turqueza, cor do encantamento do novo Orixá, Oxossi. 

O elemento de Oxossi é a terra, e a liberdade de expressão seu ponto mais marcante. Por isso, nosso sentimento de liberdade e alegria estão profundamente ligados a Ode.... O senhor da arte de viver! 

Dados 

Dia: quinta feira 

Data: Corpus Christi (BA), 23 de abril (SP), 20 de janeiro (RJ) 

Metal: madeira (África) e bronze (Brasil) 

Cor: Azul Celeste claro 

Partes do corpo: antebraço, braço, cabelo do corpo e pulmão. 

Comida: Ewa (feijão fradinho torrado), dentro de um oberó, Axoxó (milho vermelho com fatias de coco) e frutas variadas. 

Arquétipos: altruísta, abnegados, sinceros, simpáticos, tensos, austeros e que possuem sendo de coletividade. 

Símbolos: O ofá (arco e flecha), ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun, cuja tradução é: “Senhor escuta minha voz” e o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta). 

Símbolos: espada, faca e facão.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO O ORIXÁ


OXÓSSI


Oxossi é o Orixá da caça, chamando muitas de Ode Wawá, ou seja, “caçador dos Céus”. É a divindade da fartura, da abundância, da prosperidade. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da mingua, da falta de provisão. 

Suas principais características são a agilidade, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para faturar sua caça. É um Orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. 

Como todos os outros Orixás, Oxossi também está no dia a dia dos seres vivos, convivendo intimamente com todos nós. Dentro do culto, ele é o caçador do Axé, aquele que busca as coisas boas para uma Casa de Santo, aquele que caça as boas influências e as energias positivas. 

No dia a dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita. Para todos Oxossi, no Brasil, tem essa regência, no lugar de Orixá Okô. Senhor da agricultura, todavia Orixá Okô não é cultuado em terra brasileiras, pois seu fundamento não atravessou o oceano. 

Oxossi é a semente, é o vegetal em ponto de colheita. É a fartura, a riqueza, é a carne que o homem consome. 

Oxossi também esta ligado às artes. Todo tipo de arte. Ele está presente no ato da pintura de um quarto, na confecção de uma escultura, na composição de uma música, nos passos de uma dança. Seus encantamento está na arte de um modo geral. Se encanta nas misturas de cores, na escrita de um poema, de um romance, de uma crônica. Oxossi está presente desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem. É pura arte! 

Oxossi também rege o revoar dos pássaros e seu encantamento mais bonito está na evoluções das pequenas aves. 

Oxossi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. 

Curiosamente, Oxossi também é a comodidade, a vontade de vislumbrar, de contemplar. Oxossi é um pouco preguiça, a vontade nada fazer, senão pensa e, quem sabe criar. 

A vida com essa força da Natureza, entretanto, não é só suavidade. Em seu lado negativo, Oxossi pode proporcionar a falta de alimentos; o plantio escasso; o apodrecimento de frutas; legumes e verduras; e até mesmo a arte mal acabada, inacabada ou de mau gosto. 

COLETÂNEA OXÓSSI - INTRODUÇÃO

Motumbá, meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Agradecemos a todos a paciência que podem estar tendo, me refiro aos nossos amigos (as), seguidores(as) mais antigos de nosso BLOG, por todas as mudanças que estamos fazendo na estrutura das postagens de nossa grade de assuntos.

Aos novos visitantes e futuros seguidores (as) nossas mais profundas boas vindas a todos. 

A partir de hoje estaremos postando de fato a COLETÂNEA completa sobre o ORIXÁ OXÓSSI (ODÉ). O senhor da fartura, da caça. Iremos encontrar aqui assuntos como LENDAS, COMIDAS, QUALIDADES (DESTA VEZ DETALHADAS), SIMBOLOGIAS, A VISÃO DA UMBANDA SOBRE ESTE ORIXÁ, CANTIGAS. Enfim assuntos vários, mas sem nos perder do foco do assunto central.

Da mesma forma, que fizemos com a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ de forma sequêncial, todas as postagens referentes ao ORIXÁ OXÓSSI, serão igualmente da mesma forma. Evitando assim perdas de assuntos e tendo mais facilidade de compreensão dos assuntos em questão. Esperamos que gostem e não deixem de acompanhar e comentar. 



Oxóssi, é filho de Iemanjá com Orunmilá. É divinização da floresta, reinando sobre o verde sobre os animais selvagens, dos quais é considerado o dono e dos quais tem todas as virtudes. Oxossi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como um pássaro, silencioso como um tigre, observador como a coruja, sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como o pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como macaco, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da natureza. 


Dizem os mitos que aprendeu a caçar com seu irmão Ogum, quando este lhe deu as pontas de flechas e, mais tarde, a espingarda. A essência de Oxóssi é "atingir um objetivo". Fixar um alvo e atingi-lo. Alimentar a família. Oxóssi sempre foi o responsável por alimentar a família. É considerado o orixá que dá de comer às pessoas, pois sob seus domínios estão os animais e os vegetais. Assim, invoca-se a energia de Oxóssi quando se quer encontrar algo ou atingir algum objetivo e para prover sustento (moral ou físico) durante as jornadas. 

No limite, é Oxossi o patrono da natureza, enquanto Ogum é a cultura. Como sempre foi muito observador aprendeu também os mistérios e poderes das plantas com Ossain, orixá dono dos poderes de cura das folhas, que certa vez o enfeitiçou, levando-o para o fundo da floresta a fim de ter companhia. 

Iemanjá, sua ciumenta mãe, enfurecendo-se, mandou que Ogum fosse buscar seu irmão na floresta e o arrancasse dos feitiços de Ossain. Invoca-se Oxossi, portanto, quando se quer encontrar remédios para certos males, embora seja necessário pedir a Ossain que o remédio faça efeito. 

Ogum assim o fez, mas como Oxóssi relutasse em voltar ao lar, e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro da casa, deixando-o ao relento. Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum foi viver também do lado de fora de casa. 



Oxóssi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele quem livrou Araketu, sua cidade, de um grande feitiço das perigosíssimas ajés (feiticeiras africanas) Iyami Oshorongá, que se transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doenças e miséria.


Tendo uma destas feiticeiras pousado sobre o palácio do rei de Ketu, e os demais caçadores do reino perdido todas as suas flechas tentando matá-la, Oxóssi, com apenas uma, deu cabo do perigoso pássaro, tendo sido conclamado o rei de Ketu. Pede-se a Oxóssi, portanto, que destrua feitiços ou energias maléficas. 

Um dia, enquanto caçava elefantes para retirar-lhes as presas, Oxóssi encontrou e apaixonou-se por Oxum, a deusa das águas doces e do ouro que repousa em seus leitos e com ela teve um filho, Logun-Edé. Filho da floresta com as águas dos rios, Logun-Edé é considerado o orixá da fartura e da riqueza que ambos os domínios apresentam e dos quais compartilha. Mais adiante eu falo sobre Logun-Edé. 

Dia da Semana: quinta-feira 

Símbolo: ofá (arco e flecha) 

Cor: azul e verde (azul pela relação com o ar - no lançamento das flechas e verde pelas matas) 

Elemento: ar e terra 

Número:

Comida: milho e coco 

Saudação: Okê Arô, Oxossi! 

domingo, 11 de novembro de 2012

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA "X" E LETRA "Y"


Motumbá queridos (as) amigos (as), Bom Domingo. 

Estamos hoje finalizando as postagens sobre a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, uma grande contribuição de nosso amigo BABALORIXÁ EDSON DE OXUM

Lembrando que se tiver algum texto interessante que ache conveniente postar aqui no BLOG OLHOS DE OXALÁ é só nos enviar através de nossos emails que estaõ na PÁGINA FALE CONOSCO


XANGÔ - vd. Sòngó. Òrisà relacionado com o fogo, o raio, o trovão e a justiça. 
XAORÔ - pequenos guizos (ver SAWORO
XAXARÁ - emblema do orixá Obalúwàiyé. 
XEKERÉ - cabaça revestida com contas de Santa Maria ou búzios. 
XERÊ - chocalho especial para saudar Xangô, em cabaça com cabo ou em cobre. 
XIRÊ - festa, brincadeira (ver SIRE


– emprestar, desviar, dobrar, separar, inundar, desenhar (Vd. WÍN
YA – rasgar, cortar (Vd. FÁ YA) 
– estar bem, emprestar, pegar dinheiro emprestado 
YÀFIN, YEBA - dama 
YÀGBÉ – evacuar 
YÁGÒ - por favor, dá-me licença (Vd. ÀGÒ, DAKUN
YÁJU – aborrecido 
YALAYALA – gavião, rápido, veloz 
YAN – miar, escolher 
YÁN - espreguiçar 
YANJÚ – maravilhosa, linda, resolver (Vd. SERANWÓ
YÀNMUYÀNMÙ – mosquito 
YANRAN - bom 
YÁNRIBO – fêmea de tartaruga 
YANRIN – areia, solo 
YAPA - jogar 
YÀRÁ – apressar, quarto 
YARA - quatro 
YARÍ – ultrapassar, pentear o cabelo (Vd. JOJÚ
YARO – aleijado 
YARÓ – vingar (Vd. GBÉSAN, FIDÍ
YAWORÁN - desenhar 
YAYA - plenamente 
YAYÓ – alegrar-se 
YBUALAMO – qualidade de Oxóssi. Velho caçador. Come nas águas profundas. Come com Obaluayê. 
– botar ovos, elogiar, entender 
YE – compreender, entender, viver 
- driblar 
YÉADA – transformar 
YÉÈ! – ui!, ai! (dor) 
YEKAN – amigo 
YÉLEKANA – beliscar 
YEN – aquele(a), aquilo 
YENÁ – limpar com água, limpar a estrada 
YENI – exemplar 
YÉPÀ! – medo ou surpresa 
YÉPADA – transformar (Vd. SODI
YÈPÈ - solo 
YERÉ - brinco 
YESILÉ – levar embora (Vd. MUKURÓ, MÙLO
YESI – quem 
YETÍ - brinco 
YEWÀ – Òrisà feminino do rio e da lagoa Yewè, na Nigèria. Uma das iabás, considerada ora irmã de iyásan, ora esposa de Òsùmáré. Seu nome significa beleza e graça. As cores de seus colares são o vermelho e o amarelo. Usa como insígnias o arpão, a âncora e a espada. Ha um vodun daomeano com o mesmo nome, cultuado em São Luís do Maranhão. Saudação – "Riró!"
YEWERE – sem valor, indigno 
YEWÒ – examinar, revistar 
YÈYÉ– piada, mãezinha, bobagem (Vd. ORO YÀ
YEYEPÀ - simpatia 
– rodar, revolver, rolar, virar (Vd. FIYIKA
YÍ, YÌÍ – este(a), esse(a), isto 
YIÁ - mãe, senhora (Vd. ÌYA AFIN
YIÁ ORI – Mãe da cabeça 
YÍDÉ – retornar, recorrer 
YIBI - grandeza 
YI-KA - cercar 
YÍN – elogiar, admirar, louvar, debulhar o milho (Vd. GÈ, FUNPÉ, IYÍN
YÍN – seus, suas, de vocês 
YÌN – aplaudir, glorificar, saudar 
YÌNBON – atirar com arma 
YÍNJE – comer aos poucos, beliscar 
YÌN-LOGO – adorar 
YIO – partícula usada para formar o futuro, desejo 
YIO NJÉ? – será? (pronome interrogativo) 
YI-PÁDÀ – mudar 
YI-PO – cercar 
YÍRA - transformar 
YÍYEGE – fracasso (Vd. ÌDETÌ
– cheio, aparecer, dissolver, tirar (Vd. KÚN
– ficar satisfeito, escorregar, ficar feliz, contente 
– escorregar 
YOBÁ – falsidade (Vd. IRÓPIPÁ, TEWURE, ÈTÀN, IRÓ) 
YODA – permitir 
YÒFÚN – felicitar 
YO-JÁDE – aparecer, vir para fora, sair 
YOJÚ – aparecer 
YÓ-KÍRÒ – tirar, extrair, subtrair 
YÓ-LENU, YOLÉNU – molestar, atrapalhar, chatear 
YONU – lavar a boca 
YÒ-OYIN-BÒ – açúcar 
YÒPE – ignorante (Vd. SÒPE
YORUBA – reino cuja capital é Oyo e fica ao norte de Ibadan e faz limite ao sul com Abeokuta. 
YORUN – tirar os pêlos 
YÒ-SUBÚ - escorregar 
YÚN – grávida, coçar, cortar, separar, serrar (Vd. LOYÚN)