quinta-feira, 29 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Mais uma colaboração de outra amiga do perfil OLHOS DE OXALA (O BLOG), no ORKUT. Estou me referindo a RAYSA. Muito obrigado, de coração, pelo carinho e amizade. 


PARTICIPAÇÃO DE XANDI DE OXALÁ: VERDADES OU MENTIRAS


Meus queridos amigos, o assunto desta postagem me foi enviada via email e assim como ela foi analisada, verificada. Aqui se encontra postada. Espero que como XANDI DE OXALÁ, muitos possam fazer o mesmo oferecendo ao nosso BLOG a sua preciosa colaboração. 

VERDADES OU MENTIRAS 


Há muitos anos tenho visto em jornais e televisão, relatos falsos e informações distorcidas a respeito de nossa religião.

Ouço quase sempre dos meios de comunicação, frases como: 
Pai de santo de magia negra é suspeito de matar criança. 
O candomblé é uma religião espírita.
Umbanda e candomblé são a mesma coisa. 
A religião africanista, cultua espíritos e demônios. 
Exús de candomblé são diabos. Etc.

Erros de frases como estas, podem levar qualquer pessoa leiga a mal entender nossa religião e até temer nossos cultos.

Muitas vezes, ouço chamarem astrólogos, espíritas, feiticeiros, esotéricos em geral, seguidores de seitas satânicas, entre outros; de "babalorixá ou yalorixá" (pai e mãe de santo).

Cada qual possui sua identificação específica, independente do mérito ou tipo de seguimento espiritual seguido.

Lembramos a todos que esoterismo, magia, astrologia e feitiçaria não são religiões. Já o espiritismo, a umbanda e a religião africana (afro-brasileira) são religiões que possuem diferentes origens, seguimentos, liturgias, credos e classificações.

A Umbanda, por sua vez, independente das modificações que vem sofrendo, ocorrido em muitas regiões e estados com a introdução de fundamentos e segredos afros, como as do candomblé em sua liturgia, ainda é uma religião espírita, pois é originária do espiritismo kardecista. Portanto a umbanda é uma religião católica/fetichista, trabalha e atua com espíritos de caboclos, índios, escravos, médicos, etc. PORÉM NÃO SÃO ORIXÁS, e sim Entidades de Incorporação.

Orixá não é espírito. Orixá é energia.

As palavras: babalorixá e yalorixá, originaram-se da língua yorubá (linguagem primitiva africana).

Babalorixá: original em yorubá , babaolórisá ( "S" com som de "X");

BABÁ = PAI

ORI = CABEÇA 

XÁ= GUARDIÃO.

Portanto: 

Orixá, significa: "guardião da cabeça” e babá: “pai ou zelador”. Formando: "zelador de orixá".

YALORIXÁ: YÁ= MÃE, SENHORA.

FORMANDO: MÃE OU ZELADORA DE SANTO.

Os títulos de babalorixá e yalorixá, deveriam pertencer somente ao sacerdote consagrado e iniciado na religião africana (candomblé). Obs: na religião africana existem outros títulos de acordo com a função ou tempo de religião como ex: abian, ebomi, ogã, yawo, ekedi, babalaô (título raro e de extrema importância onde poucos são consagrados sacerdote de ifá), etc. 

Não é admissível intitular de babalorixá ou yalorixá os seguidores de religião espírita e seitas esotéricas em geral.

Sendo assim, deveríamos auxiliar a todos os nossos amigos e irmãos leigos, ligados aos meios de comunicação, afim de corrigir estes pequenos equívocos, pois estas pequenas falhas causam enormes distorções e confusões, gerando medo e até certos repúdios da sociedade brasileira desinformada.

Quantas vezes o Sr(a). babalorixá/yalorixá ouviu a seguinte pergunta:

É verdade que vocês sacrificam crianças ? São perguntas difamatórias como estas, que as vezes chegam a irritar-nos. Pois sabemos que, nosso culto não mata e nunca mataria crianças.

Porém, que culpa possuem os leigos, que sempre ouviram, erradamente em meios de comunicação, tais afirmações ?

Muitas vezes os culpados somos nós, em não informarmos que essas pessoas intituladas de pais de santo, que chegam até a matarem crianças, na verdade são cultuadores de seitas demoníacas ou seitas novas inventadas/criadas, na maioria das vezes com base em filmes de terror ou publicações de malucos visionários e drogados, ou induzidos por fanáticos e farsantes que se intitulam babalorixás (pais e mães de santos), sem nunca terem colocado os pés em um barracão ou terreiro de religião afro, seguindo livros que dizem ensinar qualquer um a ser pai de santo, aumentando essa rede de promiscuidade e ignorância.

O candomblé não é uma religião espírita.

Nossos orixás não são espíritos, são deuses. Deuses que representam a natureza de Deus. Cada orixá, como vemos, é representante divino de uma força da natureza.

Os espíritos nós chamamos de egúns, que possuem rituais específicos indicados para tratar e encaminhar almas, como as almas de nossos seguidores e antepassados que precisam de tratamento específico associados ao ritual afro. Porém não cultuados como orixás ou deuses.

Solicitamos a todos os irmãos pertencentes a cultura dos orixás A inserirem-se adequadamente dentro da verdadeira doutrina que o mesmo (axé) representa , adquirindo energia pura, baseada no respeito e contemplação à natureza E aos nossos semelhantes, prática da fraternidade, do amor para com o próximo e a todas as criações de Olorum (Deus supremo; criador do universo e de todas as energias existentes).

XANDI DE OXALÁ

UM BREVE RESUMO DAS POSTAGENS SOBRE O CANDOMBLÉ



Estamos finalizando a primeira parte de postagens sobre o tema CANDOMBLÉ. Lembrando que a partir do dia 01 de Abril, mesmo sendo tido e conhecido como DIA DA MENTIRA para muitos, iremos dar início a uma série de postagens e informações sobre outro ORIXÁ muito importante na vida de todos. Estou me referindo ao ORIXÁ OGUM.

ORIXÁ este patrono do ORI do moderador deste BLOG OLHOS DE OXALÁ, que caminha junto com OXAGUIÃN, dando-lhe a condição de ser ORIMEGE. Assim resolvemos postar este pequeno resumo de tudo que já foi postado para relembrar dos assuntos a este tema referidos.

O Candomblé é uma religião originária da África, trazida ao Brasil pelos africanos escravizados na época da colonização brasileira. É o culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é praticada pelo chamado povo do santo. E já toma espaço em outro países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá e México. Na Europa: Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu de forma considerável desde o fim da escravatura em 1888.

Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Além disso, muitas pessoas (até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras) participam de rituais do candomblé, mas não o tem como sua religião oficial. Como as multidões que lotam as praias na passagem de ano, para homenagear Iemanjá, a orixá (deusa) dos mares e oceanos. Além de religião, podemos considerá-lo como uma grande parte de nossa cultura e folclore.

A Religião

Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, como os Ketu, os Bantu e os Jeje. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" denominadas nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendam a idéia que são cultuados vários deuses. O Deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.

MEDITANDO COM TETE

Motumbá queridos (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

É uma alegria aos meus olhos humanos ver a participação dos seguidores deste BLOG se manifestando. 

As vezes, ainda sou pego tentando descobrir o que falta neste BLOG para que os seguidores ou todos aqueles que venham apenas visitá-lo se manifestem postando algum tipo de comentário em qualquer das postagens aqui colocadas.  

Não vou negar que hoje em dia essa situação tem diminuído muito devido as participações que estão acontecendo pelo perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG), na rede de relacionamentos chamada ORKUT. Pois de alguma forma as pessoas se manifestam. 

Mas não posso negar que postando aqui, fica mais fácil de ser analisado o ponto de vista de cada um sobre uma determinada postagem. Por isso ainda peço que comecem a deixar aqui seus comentários também. Lembrando que abaixo de cada postagem você ainda pode votar se a mensagem é boa, agradável ou interessante. 

Mas hoje partilho com todos vocês mais um texto meditativo muito bacana de nossa amiga TETE. Espero que como eu, gostem também destas pequenas palavras que nos levam a pensar muito nas decisões da vida que muitas vezes somos obrigados a tomar para seguir adiante. 



Um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Até que chegou a uma cabana velha, desmoronando, sem janelas, sem teto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico. Olhando ao redor, viu uma velha bomba d'água, bem enferrujada. Ele se arrastou até a bomba, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu!

Desapontado, caiu prostrado para trás. E notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: "Meu amigo, você precisa primeiro preparar a bomba derramando sobre ela toda água desta garrafa. Depois faça o favor de enchê-la outra vez antes de partir, para o próximo viajante".

O homem arrancou a rolha da garrafa, e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia d'água! De repente, ele se viu num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, e ela não funcionasse morreria de sede.

O que fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou, beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem? Com relutância o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear ... E a bomba pôs a ranger e chiar sem fim. E nada aconteceu!

A bomba foi rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água, depois, um pequeno fluxo, e, finalmente, a água jorrou com abundância! Para alívio do homem a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante. Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota:

"Creia-me, funciona. Você precisa despejar fora a água velha para poder beber da água fresca".

quarta-feira, 28 de março de 2012

A FUNÇÃO DE EKEDI, AS SUAS VESTIMENTAS E ELEGUN


EKEDI


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Ekedi, Ajoiê e Makota nomes dados de acordo com a nação do candomblé, é um cargo feminino de grande valor, escolhida e confirmada pelo Orixá do Terreiro de candomblé (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e nos terreiros de Angola do candomblé Bantu, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.
 
Dentre os cargos femininos na hierarquia do candomblé no Brasil, o mais conhecido é da Ekedi, como os ogans, elas não são possuídas por seu orixá de cabeça, ou seja não entram em transe, pois necessitam estar acordadas para atender as necessidades dos Orixás, Voduns ou Inkices para os quais foram devidamente preparadas para servir. 

A ekedi na maioria das casas também é chamada de mãe, exerce a função de dama de honra do Orixá regente da casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da casa, além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. 

É uma espécie de “camareira” que actua sempre ao lado do Orixá e que também cuida dos objectos pessoais do babalorixá ou iyalorixá. O cargo de ekedi é muito importante, pois será ela a condutora dos Orixás incorporados no Egbê (barracão ou sala de festividades) e dela é a responsabilidade de recolhê-los e “desvirá-los”, observando as condições físicas daqueles que “desviraram”

Para se tornar uma ekedi, ela primeiramente é apresentada e não suspensa como o Ogan, e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó.


Vestuário

Existe muita diferença de uma casa para outra e mesmo de uma nação para outra, na forma de se vestir. Na Casa Branca do Engenho Velho a ajoiê não usa roupa de baiana e nem dança na roda do xirê, o traje tradicional da ajoiê é um vestido discreto, um fio-de-contas e um pano da costa dobrado sobre um ombro ou na cintura. Sempre tem uma toalha ou tecido à mão para secar o rosto do filho-de-santo que está em transe, no dia a dia usa uma roupa de ração como todas as participantes do candomblé. 

Já em outras casas, vai depender do babalorixá ou iyalorixá deliberar o uso da roupa de baiana pelas ekedis. Em muitos candomblés de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo é muito comum encontrar ekedis vestidas de baiana e dançando na roda do xirê. 

Elegun

(em Yorubá Elégùn) é a palavra que exprime o conceito dos "iniciados" nas religiões tradicionais africanas e de matriz africana ou de afro-descendentes, inerente ao culto do Orixá. No Brasil é chamado de Candomblé. É aquele que passou pela iniciação, Feitura de santo ou iniciação ketu, sujeita ao transe de possessão. Os chamados não rodantes não são considerados Elegun. 

Todo elegun é um olóòrìsà (aquele que possui um orixá), que habita no seu interior e pode ser expressado em qualquer hora e lugar. No Brasil a palavra que define um iniciado é adósùu (aquele que levou o osù "oxu"), comumente chamado de iaô, todavia é muito claro e notório no terreiro de candomblé que todo iaô é um adósùu, mas nem todo adósùu é um iaô.

PAULA DE YANSÃ E VALTEMAR DE OXÓSSI CONVIDAM

De fato a participação de nossos amigos do perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), lá no ORKUT esta sendo pra mim uma alegria e na verdade uma eterna surpresa que se faz todos os dias.




Desta vez, PAULA DE YANSÃ E VALTEMAR DE OXÓSSI têm seu recadinho:

SEGUE ANEXO AS GÍRIAS DO MÊS DE ABRIL 2012.

DIA 06/04/2012 ARRIADA DE EXÚ E POMBAGIRAS ÁS 19:00 HRS

DIA 07/04/2012 MARINHEIROS E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS

DIA 14/04/2012 PAIS E MÃES DE CABEÇAS E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS

DIA 21/04/2012 BOIADEIROS E CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS

DIA 27/04/2012 CANGACEIROS ÁS 18:00 HRS

DIA 29/04/2012 FESTA AO SR OGUM ÁS 14:00 HRS

ENDEREÇO: RUA MANOEL ALVES CHAVES 48/52 VL.PORTUGUESA.

ALTURA DO N 9500 DA AV.SAPOPEMBA.

GRUPO ADE OBA PARAMENTOS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá queridos (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Mais uma vez nossos amigos GRUPO ADE OBA PARAMENTOS vem divulgar através de nosso BLOG seus novos serviços para nossa religiosidade: Roupas e Paramentações. Mas desta vez, eles trazem também uma novidade.

Esta novidade trata-se da divulgação de seu novo BLOG GRUPO ADE OBA, cujo endereço esta aqui:

Conheça nosso blog....  http://grupoadeoba.blogspot.com.br/

Acompanhem conosco este novo serviço:


Com seus novos trabalhos muito bem feitos





CONVITE DE FRANKLIN DE OGUM


Franklin de Ogum, presidente da F.U.C (FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA) é um dos nossos mais fiéis colaboradores de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, bem como participante do perfil no ORKUT do mesmo BLOG.

Hoje vem aqui para nos convidar para mais um grande evento sobre nossa religiosidade. 


F.U.C. CONVIDA PARA PALESTRA EM CARAPICUÍBA HOJE





Palestra  Quarta-feira - DIA 28/03/2012.

LIBERDADE RELIGIOSA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

Expositora

DRA. CARMEN DORA DE FREITAS FERREIRA

Advogada militante na área de Direito do Trabalho; Graduada em Direito e Serviço Social pela UniFMU;

Ex-Membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa e da Comissão de Igualdade Racial da OAB SP; Colaboradora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo COM A PRESENÇA DO CORAL DA CAASP/OAB

Data / Horário:
28 de março (quarta-feira) – 19 horas


Local:
Casa do Advogado II de Carapicuíba
Av. Fernanda, 75/85 - Centro
Inscrições / Informações

Mediante a doação de um pacote de bolacha de água e sal ou maisena, no ato da inscrição.

Fones: (11) 4164-3396 / 4164-4029

Presidente: Dr. Carlos Alberto Cardoso de Camargo
Promoção

181ª Subseção - Carapicuíba

Presidente: Dr. Armando Filho Berchol Reis
Comissão do Negro e Assuntos Discriminatórios da OAB – Carapicuíba

Coordenadora: Dra. Cleusa Lincol Martins

Apoio

Comissão de Cultura e Eventos da OAB – Carapicuíba

Coordenadora: Dra. Patricia Mafalda Zanella de Andrade Alves

Departamento de Cultura e Eventos da OAB SP

Diretor: Dr. Umberto Luiz Borges D’Urso

Federação Umbandista Carapicuibana

***Serão conferidos certificados de participação — retirar em até 90 dias***

*** Vagas limitadas***

Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso

Presidente da OAB SP

Ordem dos Advogados do Brasil - Seção de São Paulo

segunda-feira, 26 de março de 2012

MENSAGEM DE UMA AMIGA DO ORKUT

Motumbá amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Assim como tenho vindo aqui agradecer por todas as mensagens que me são enviadas via PERFIL OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), lá no ORKUT. Hoje eu venho agradecer da mesma maneira por uma inovação: um texto meditativo, bem interessante enviado por minha amiga TETE, que além de ser amiga fíel de anos na minha vida. É uma mulher que além de morar num estado maravilhoso onde eu mesmo já morei por oito anos lindos da minha vida. Estou falando do RIO DE JANEIRO. É uma CATÓLICA fervorosíssima, praticante e assídua.

Uma pessoa que em momento algum me criticou pela minha escolha religiosa e que mesmo assim esta comigo em todas as horas, mesmo com nossa separação digamos geográfica. Então partilho com vocês este mesmo texto que ela me enviou tão carinhosamente e que de fato nos fala muitas coisas. 

TETE 

Dona Cacilda é uma senhora de 92 nos, miúda, e tão elegante, que todo o dia, às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.


Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, eu dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas de tecido florido que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma a garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.

"Ah, eu adoro essas cortinas."

"Dona Cacilda, a senhora ainda não viu seu quarto, espera mais um pouco."

"Isso não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo a minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. 

Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem."

"Simples assim?"
"Nem tanto; isso é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos."

Calmamente ela continuou:

"Cada dia é um presente; e, enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua 'Conta de Lembranças'. E aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica."

Depois me pediu para anotar:

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe seu médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

2. Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os "baixo-astrais" puxam você para baixo.

3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.

4. Curta coisa simples.

5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego; ria para você mesma no espelho, ao acordar e que o sorriso seja sua última 'atitude' antes de dormir.

6. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo. Esteja vivo enquanto você viver e seja uma boa companhia para si mesmo.

7. Esteja sempre rodeado daquilo de que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio, sua mente seu paraíso.

8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a da maneira mais simples: caminhe, sorria, beba água, ore, veja comédias, leia piadas ou histórias de aventuras, romances e comédias.

9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, pega carona numa cauda de cometa, imagine os mais diversos objetos formados pelas nuvens no céu, mas evite as viagens ao passado, pois você pode ficar retido na estação errada. Escolha as lembranças que quer ter; não se deixe dominar por elas ou perderá o direito à escolha.

10. Diga a quem você ama que você realmente o ama, e diga isso em todas as oportunidades, através do olhar, do toque, das palavras, das ações diárias e do carinho. Seja feliz com seu próprio sentimento e não exija retribuição; você terá, de graça, o que o outro sentir; nada mais, nada menos.

Livro: Códigos da Vida
Autor: Legrand

AS DEVOÇÕES PARTICULARES SÃO CORRETAS?

Hoje, estou aqui levado por uma forte intuição de meditar sobre as diversas formas de devoções voltadas aos nossos Orixás, formas de dar o nosso melhor. Onde através deles podemos louvar e exaltar essas energias provenientes da natureza. 

Muitas vezes ficamos pensando se o fato de fazer uma comida bem feita a um determinado Orixá em oferenda pode nos ajudar em algo. Bom, vou ser sincero, a partir do momento em que surge em nossos corações a vontade própria de fazer uma comida destinada a um Santo (orixá) ou uma entidade. Já é um contato do seu lado espiritual com o grande cosmos que nos envolve.

Sentir a vontade de fazer, sem pensar muito em motivos ou pedidos a serem feitos. A compra dos ingredientes e materiais, a própria confecção em si já é um grande louvor. Pois estamos desprendendo parte de nós mesmos, parte de nosso tempo, tirando até uma parte financeira para confeccionar um bom prato já é um agrado. 

Aprendi que tudo tem de ser feito com amor e isso os ORIXÁS vêem muito, pois conhecem nossas intenções. Podemos nem saber direito os ritos para se fazer algo que agrade um Orixá em questão ou até uma entidade. Mas se sabemos que vamos fazer de coração é a porta aberta para eles verem isso com o coração. Desde uma vela acesa, o colocar uma roupa branca para fazer um agradinho. Elaborar a idéia. Podem ter certeza que isso, será muito levado em conta. 

Vejam através destas pequenas fotos alguns exemplos de entrega, de vontade, de devoção para os Orixás: 


Uma quitanda pra Ogum

Um bolo para Oxum

Um Balaio para Oxóssi ou para Caboclos
 

Uma feijoada beneficente para Ogum

São exatamente coisas assim que nos animam, que nos fazem tornar mais humanos e mais próximos das emanações boas de nossos amigos Orixás. As vezes, o simples gesto de caridade com um irmão necessitado é muito mais visto por seus olhos espirituais, que muitas vezes perder horas e dinheiro firmando velas desnecessariamente com o coração cheio de mágoas e ressentimentos. 

Não digo que ascender velas, seja errado, eu mesmo todo os dias acendo uma velinha pra meu Ogum, outra para Oxaguian, sem esquecer nunca das minhas devoções para Oxum, Yemanjá e Iansã. Mas saber perdoar tem um peso muito grande nessa hora. 

Vamos pensar nisso com carinho, assim como fui levado a pensar hoje pela manhã. Vamos deixar que o coração fale mais alto e que lá no fundo possamos ter a ousadia de fazer um agrado sem nos preocupar com os ditos daqueles que nos rodeiam. Mas que façamos tudo voltado aos Orixás de bom coração.

A FUNÇÃO DA YABASSÊ NO CANDOMBLÉ

Iyabassê

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

No candomblé, a Iyabassê ou Iyabassé é responsável pelo preparo dos alimentos sagrados. Todos iniciados podem auxiliá-la, sendo ela a responsável por qualquer falha eventual.


Muitos se perguntam: YALASÉ, para que serve dentro de um terreiro de candomblé??? 

O que faz?? 

Qual a sua importancia?? 

Para que serve? 

Esse posto existe em todos os asés?? 

É a mesma coisa de yabassé??? 

Bem, ja se começa que esse posto é muito usado no Gantois e é totoalmente diferenciado do posto de yabassé.


A YABASSÉ cuida dos asés do sacrificios e dos segredos da cozinha do orisá, e as vezes até da cozinha de brancos[comida do dia a dia das pessoas do terreiro]. 

È muito comum ter yalasé em asés no qual a liderança é masculina, alguns citam como a yalorisá do asé após o babalorisá ,ou mesmo a yalorisá junto com o babalorisá, ou posto para assumir pos-mortem do babalorisá,, mas porque uma yalorisá em casa de babalorisá? 

Tentarei dar uma explicação na qual me ensinaram: Em uma casa de candomblé a partir que todos são participantes de uma mesma família espiritual, se estabelecem como uma familia biológica, quase sanguínea, e sempre há a proibição de casamentos ou relacionamentos entre os irmãos, pais, e filhos de santo. 

Explicarei o DNA espiritual de uma casa de candomblé: Eles poderão ser: IRMÃOS DE SANTO. São todos aqueles que forem iniciados ou tomarem obrigações com o mesmo babalorisá. 

IRMÃO DE ESTEIRA: são irmãos que foram iniciados ou tomaram obrigação juntos na mesma casa de candomblé,fazendo parte do mesmo grupo de iniciados , conhecidos também como irmãos de barco. 

IRMÃO DE AXÉ: são todos que foram iniciados ou tomarem obrigações na mesma casa de candomblé, mas por pessoas diferentes,podendo ser até do mesmo barco ou de esteira.Esta questão de legitimidade de axé de poder ou não poder fazer, determina normas até para o babalorisá, yalorisá e yalasé, eles não podem iniciar seus irmãos carnais, seus pais e filhos carnais. 

Eles poderão ser iniciados na mesma casa do candomblé , mas pelas mãos de outra pessoa. 

Qual enfim a utilidade da yalasé no terreiro de candomblé? 

Vou dar um exemplo prático para o entendimento desse posto: 

Um casal que ou o marido ou a mulher já seja iniciados na casa do candomblé, e o outro precisa se iniciar ou tomar obrigação e alimenta o forte desejo de ser da mesma casa, ou se for suspenso ogan ou ekedy (yorubá, no Gantóis), o babalorisá ficará sempre a frente de tudo, dando toda a orientação da iniciação ou obrigação, mas quem irá iniciar será a yalasé, isso fará que os dois não se tornem irmãos de santo. 

Este processo, é utilizado para manter todos numa mesma casa de candomblé, participando todos do mesmo asé. 

Serão filhos de direito do babalorisá, mas não de fato. 

Serão irmãos de asé e não de santo. 

Este processo também é para que não se perca o critério de respeito e seriedade da religião, servindo também para os homossexuais de relacionamentos fixos. A yalasé também inicia certos orisá na qual o babalorisá, por ser homem, não pode colocar as mãos, não pode inicar, exemplo: NANÃ, EWÁ e YOBA


E qual a função da YAKEKERÊ

A YAKEKERÊ é a mãe pequena do terreiro, ela auxilia nas iniciações dos yawos, YAKEKERÊ não pode fazer as funções da YALASÉ, pois se a ela fosse dada a função de iniciar as pessoas as quais o babalorisá não pudessem, ou os orisá a qual a homem não se é permitido por as mãos, ela seria da mesma forma irmãs deles e o problema de consangüinidade espiritual permaneceria por ter sido ela iniciada ou adoxada pelo mesmo osú que todos os irmãos usam. 

Qual a função e utilidade dela em um terreiro que tenha YALASÉ

Na verdade, o que uma JIBONÃN (mãe criadeira) faz com os seus filhos que ela esta criando, a YAKEKERÊ deve fazer com todos do egbé (terreiro). A YAKEKERÊ reúne os atributos de mestra e fiscalizadora dos ensinamentos ancestrais e a determinação da YALASÉ, pois a YAKEKERÊ divide com a YALASÉ, ombro a ombro, as responsabilidades civis e religiosas do terreiro. 

A YALASÉ é o cartão de visita do terreiro, e no impedimento ou sua ausência a YAKEKERÊ responde pela parte da YALASÉ

Assim como o BABALORISÁ é o porta voz do orisá patrono, e a YALASÉ a porta voz do BABALORISÁ, a YAKEKERÊ é porta voz da YALASÉ perante a comunidade, pois o terreiro de candomblé é um modo de viver com hierarquia, como em um quartel. 

No interior de um barracão sentam-se em suas cadeiras com suas posições de postos como em uma reunião hierárquica de quartel: ao lado direito da cadeira do BABALORISÁ senta-se a YALASÉ, ao lado esquerdo do BABALORISÁ, as cadeiras da YAKEKERÊ, YÁ EFUN, JIBONÃN DO ASÉ, YÁ EGBÉ, e outros postos e cargos do asé. 

Os convidados de outros terreiros como babalorisá, yalorisás, ogans, ekedys, sentam-se em cadeiras ao lado da yalasé. 

BABALORISÁ: pai do orisá, sacerdote iniciado e com obrigações cumpridas, preparado para o exercícios de sacerdote ao culto aos orisás. 

YALASÉ: (para alguns o mesmo de YALORISÁ) palavra reduzida do termo que significa e fala sobre um dos princípios mais antigos da criação: iyagbalabá, agbalabá e yaagbá!


Postado por Egbomi Odé Mirò  

Iyakekerê
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Iyakekerê é o mesmo que Mãe Pequena, é a segunda pessoa na casa, na ausência da Iyalorixá ou Babalorixá é ela que assume o comando. Está sempre presente e faz parte de todos os preceitos e obrigações.

A FUNÇÃO DO BABALORIXÁ

Babalorixá


O babalorixá, ou baba (pai), é um sacerdote e líder de um centro de culto de uma das religiões afro-brasileiras. O termo é especialmente, mas não sempre, utilizado pelos líderes de terreiro de candomblé.

Na sua função sacerdotal, o babalorixá faz consultas aos orixás através do jogo de búzios, uma vez que, no Brasil, não há o hábito de se consultar o babalawo, chefe supremo do jogo de Ifá. Isso se deve à ausência da figura do mesmo na tradição afro-brasileira, desde a morte de Martiniano do Bonfim, segundo os mais antigos ocorrida por volta de 1943.

Desde então, o professor Agenor Miranda era convocado para escolher a mãe-de-santo nos grandes terreiros baianos, mas agora, com os avanços tecnológicos e com a imigração voluntária de africanos para o Brasil, ouve-se falar de novos Babalawos na tradição brasileira, donde a necessidade de diferenciar ifá de merindelogun e jogo de búzios.


Na sua função administrativa, é o responsável maior por tudo o que acontece na casa - a quantidade de filhos-de-santo, a de pessoas para serem atendidas - problemas a serem resolvidos - e nela ninguém faz nada sem a sua prévia autorização. Conta com a ajuda de muitas pessoas para a administração da mesma, cada uma com uma função específica na hierarquia, embora todos os auxiliares conheçam de tudo para atender a qualquer eventualidade.

Nas casas menores de candomblé, o Babalorixá, além da função sacerdotal acumula diversas outras funções, devendo ser conhecedor das folhas sagradas, seus segredos e aplicações litúrgicas; em caso de rituais ligados aos eguns, ou se especializa, ou consulta um ojé quando necessário.

Quando a casa ainda não tem um axogun confirmado, ele mesmo faz os sacrifícios; quando a casa ainda não tem alagbê, normalmente o Babalorixá convida alagbês das casas co-irmãs para tocar o candomblé; na ausência da iyabassê ou ekedi, ele mesmo faz as comidas dos orixás, costura as roupas das iaô, faz as compras e outras tarefas do dia-a-dia.

O candomblé pode ser considerado uma religião brasileira com origem em diversos sistemas místico-religiosos de origem africana. Nessa perspectiva corresponde simultâneamente a um sistema etnomédico ou medicina tradicional de matriz africana que vem sendo mantido (e recentemente reconstruído a partir das demandas pelo revival das medicinas tradicionais) a partir da sua origem nas diferentes culturas yorubá, bantu entre outras. 

A função do babalorixá do nesse caso ganha destaque especial por sua relação com Obaluaiyê ou com a referida prática de colher as folhas sagradas atribuídas, segundo Bastide, ao Babalosaim dedicado ao culto de Osanyin.

domingo, 25 de março de 2012

FILME: " O BESOURO" - SESSÃO PIPOCA EM NOSSO BLOG

Amados (as) irmãos (ãs).

Estamos num domingo maravilhoso, dia 25/03/2012. E sendo um Domingo nada melhor que pegar um filminho, comer uma pipoca, tomando um refrigerante geladinho e estar perto de seus amigos ou familiares. 

Muito se tem visto por ai e muitos ainda dizem que não se tem nada para fazer em casa num dia de DOMINGO. Desta forma, nosso BLOG hoje veio presentear você a assistir conosco este filme que fala muito de nossa religião, bem como para os adeptos de nossa amada CAPOEIRA. Um verdadeiro convite a sentar no seu sofá com seu notboock na mão ou no seu PC com uma TV coligada nele para de fato fazer de simples momentos uma distração, um laser sem esquecer estamos aqui em busca de crescimento espiritual. 

Desejo a todos um bom filme e que comecem bem esta nova semana cheia de vitórias que estão por vir. Que a cada provação, pela fé, tenham coragem pois de tudo e em tudo se tira uma grande lição na vida, seja ela qual for.


SINCRETISMO RELIGIOSO - Vídeo Explicativo

Muito se tem falado sobre o tão conhecido SINCRETISMO RELIGIOSO, assuntos são diversos. Ainda mais quando se trata de internet, encontramos várias postagens de inúmeros sites que falam sobre este tipo de assunto que até já virou tese de muitos ARQUEÓLOGOS, TEÓLOGOS e outras facções diversas. 

Mas para abordar esse tema aqui no BLOG OLHOS DE OXALÁ, achei mais conveniente não me prender em palavras minhas ou postagens que possam ter vindo de outros SITES ou BLOGERS. Desta forma, achei mais conveniente sim colocar a informação de forma mais ativa e pessoal. 

Não deixando de ser uma informação, um crescimento a mais, mas lembrando que o visual as vezes fala mais que várias palavras digitadas que acabam muitas vezes cansando os olhos pelo peso da leitura. Assim neste pequeno DOCUMENTÁRIO, feito pela PUC, UNIVERSIDADE PONTIFÍCIA CATÓLICA, transmito de fato o que vem a ser o dito SINCRETISMO RELIGIOSO, de uma forma clara, prática e que visualmente nos prende para nos enriquecer cada vez mais em nosso saber. 


Assim, com estes vídeos evita-se de ficar horas e horas procurando na internet coisas que falem sobre o assunto de nossa religiosidade. E que acabamos vendo ou lendo coisas sem fundamento. Desta forma, existe alguém que procura essas informações por você para que a cada dia o BLOG OLHOS DE OXALÁ fique cada vez melhor. 

Para melhorar o que precisamos? De sua participação. E como se faz isso? Exponha seu modo de ver, de pensar, seja por um comentário, seja pelo PERFIL OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), lá no ORKUT. Entre em contato conosco pelos nossos emails, a fim de podermos analisar suas necessidades quanto mais informações seriam interessantes serem postadas neste BLOG. Lembrando o BLOG OLHOS DE OXALÁ não é meu e sim nosso e´do CANDOMBLÉ, é da UMBANDA SAGRADA, é de todo povo que busca uma religiosidade.

Mas não uma religiosidade de boca, mas de coração. Que OGUM E OXAGUIÃ, abençõem a cada um de vocês sempre. 

PALAVRAS DE MÃE MENINAZINHA DE OXUM

Motumbá meus (minhas) queridos (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Dando continuidade aos grandes exemplos do CANDOMBLÉ, como vimos na postagem anterior UM POUCO DE MÃE MENINAZINHA DE OXUM, percebemos que numa mulher de olhar doce, mas ao mesmo tempo firme existe de fato uma força interior proveniente desta Orixá tão amorosa e materna que é OXUM.

Nestes dois vídeos pequenos espero que suas palavras que nascem numa voz doce, possam de fato trazer a cada um de nós um pouco mais de conhecimento, fé, amor e dedicação aos ORIXÁS. Acompanhem conosco.


Que estas colocações neste Domingo que começou ensolarado possam servir de inspiração a prosseguir na nossa fé com muito amor. 

Axé. 

UM POUCO DE MÃE MENINAZINHA DE OXUM

A MENINA DA FÉ 


Nosso Pai Omolu abençoou, no ventre de uma filha de Nanã, uma criança. Uma menina que viria com uma grande missão, com a responsabilidade de um adulto e a alegria de uma criança. Ainda na barriga de sua mãe, essa menina já estava com o destino traçado: seria ela a Yalorixá Meninazinha D'Oxun, que herdaria o Candomblé de sua avó, Mãe Davina D'Omolu, uma sacerdotisa que foi iniciada pelo saudoso Pai Procópio D’Ogun, em 24 de julho de 1910, em um bairro de Salvador, chamado, na época, de Baixa Laje Ladeira do Ogum. 

Indo para o Rio de Janeiro, mãe Davina com amigos e irmãos-de-santo, enfrentaram diversas dificuldades na épo­ca. Juntamente com a tia pe­quena D'O_alá, tio Bankole, João Alaba e tio Abede, fizeram muitas festas em Mesquita, no Rio. 

No dia 10 do mês de julho de 1960, ocorreu a iniciação de mãe Meninazinha, nesta roça, em Mesquita. 

Com o passar do tempo, tia Pequena faleceu, e mãe Davina, que era mãe pequena do terreiro e já tinha o cargo de Yalorixá, assumiu as funções de mãe-de-santo. 

Com o desaparecimento de sua avó Davina, mãe Meninazinha foi à Bahia e trouxe os assentamentos de Nanã, de sua mãe biológica, e o Omulu de sua avó, começando, aí, a sua trajetória de dificuldades e alegrias, numa roça em Marambaia e Nova-Iguaçu, onde só ficou cinco anos, instalando-se, depois, em São Mateus, também na Baixada Fluminense, onde está até hoje. 

Mãe Meninazinha nos conta sobre os candomblés antigos, onde se fazia tudo à luz de carbureto, no chão de terra batida e conservada com estrume de boi, que tinha um cheiro de mato; uma cultura onde a natureza estava sempre presente. Mas isso não quer dizer que o Candomblé não deva se modernizar, mas tudo dentro do limite da religião. 

Originado de uma grande raiz do culto afro, seu avô Procópio do Ogum Ja, foi iniciado por uma antiga sacerdotisa da cidade de Palha e lavou a cabeça e deu continuidade com a avó de Olga de Alaquetu, Mãe Anizia. Consagrou sua casa ao senhor Omolu, mas adora seu orixá Oxum, na qual foi iniciada com muita fé e emoção, de uma verdadeira filha-de-santo. Ela põe seu grande sentimento de amor transcendental a Omolu ,que nunca lhe negou um pedido 

Com muita alegria e um testemunho de fé, ela fala dos milagres e bênçãos dados pelas divindades de sua casa no Ile Omolu Oxum. 

Dirigente séria e inteligente, ministra eventos em sua roça como: aulas de culinária, capoeira, danças, distribuição de cestas básicas e montou um memorial em homenagem aos orixás de mãe Davina. Gravou um CD com cantigas das divindades de Ketu, sua nação, e pretende se empenhar ainda mais para o crescimento e união do Candomblé. 

Nossa querida mãe, Meninazinha D' Oxum, eleva seu pedidos a Oludamaré, para que cubra todos os leitores o povo brasileiro com bênçãos e Omolu nos dê força, caminho, porque todo o caminho a trilhar tem uma luta e no fim tudo deve valer à pena. 

Exemplo de amor e fé onde, com todos os problemas, nunca abandonou o orixá. 

Olorum Modupé.

Mãe meninazinha de Oxum (021)2756-7635

Site: www.geocites.com/memorialiyadavina


Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – N° 03