sábado, 10 de março de 2012

RESPONDENDO UM COMENTÁRIO ANÔNIMO

Motumbá irmãos (ãs).

É engraçado ver como ainda hoje pessoas de nossa religião estarem tão desinformados em tudo que se refere à religiosidade. 

O motivo que me fez postar este tipo de assunto foi justamente um COMENTÁRIO ANÔNIMO, que respeito o fato da pessoa não se identificar. Mas pelo seu teor, fui levado a meditar e ficar ao mesmo tempo preocupado pela falta de preparo, informação e ensinos concretos que evitem este tipo de situação. Segue o seguinte comentário:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ENDEREÇOS NA NET": 
meus parabens em primeiro lugar, esse blog e muito bom para quem quer saber ou se interar sobre a religiao

gostaria de pedir, para postarem sobre ogam, pois eu e meu pai que esta para abrir a nossa casa, temos alguns irmãos ainda nao iniciados, mas burizados, nao sei se é essa a melhor expressao, e se vcs, me passa-sem, um pouco sobre ogam, qual a importancia e respeito e a função que tem na casa de candomble, para que eles, desde ja, saberem como se portar e respeitar e ja terem uma noção, deste assunto...
e tbem como posso saber se vc sabe algum curso bom para eu me aprimorar em lingua e aprender a cantar em yoruba, vlw brigadao, 
mojuba



Pelo que vimos, existem algumas situações a serem analisadas:

1ª - duas pessoas prestes a abrir uma casa de santo:
2ª - pessoas não iniciadas mas burizadas que visam aprender sobre um assunto em questão;
3ª - bons cursos para se aprimorar a línguagem em Yorubá;

Então vamos às devidas respostas:
- Para se abrir uma casa de santo, seja a origem que for a pessoa já deve ter não somente completado no mínimo os seus sete anos de iniciação e de preferencia com a OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS FEITA.

Neste mesmo sentido, a(s) pessoa(s), em questão devem ver sua vocação sacerdotal para se abrir uma casa através do JOGO DE IFÁ ou JOGO DE BÚZIOS. Tendo além disso recebido os seus devidos direitos por seu BABALORIXÁ ou YALORIXÁ. Não se vai abrindo uma casa de santo assim a torto e a direito, como se abre um comercio em qualquer esquina. 

Além da nova casa de santo, que deve ter todos os assentamentos, fundamentos necessários para este tipo de função religiosa. Feitos pelo BABALORIXÁ, pai do responsável da nova casa em questão.

- pessoas não iniciadas mas burizadas que visam aprender sobre um assunto em questão;

O fato de pessoas não iniciadas ou apenas burizadas aprenderem sobre a religiosidade é de grande proveito sim. Mas deve-se ter sempre em mente que qualquer tipo de função dentro de uma casa de santo deverá ser sempre exercido por pessoas iniciadas, indiferente da posição ou cargo a ser exercido.

- bons cursos para se aprimorar a línguagem em Yorubá;

Existem sim vários cursos, muito bons sobre Yorubá. Mas de fato para uma pessoa que faz parte de uma casa de santo. Ainda mais voltada na realidade do CANDOMBLÉ, pela sua participação e assiduidade na mesma, já vai aprendendo a mesma linguagem. A menos que nesta casa não se faça uso do Yorubá, coisa que eu não acredito particularmente.

Como foi solicitado para falar sobre OGANS, neste mesmo comentário em questão. Como já é de conhecimento de todos, já postamos algumas coisas referentes a este assunto em questão.

Mas confesso que antes de resolver postar a resposta deste mesmo comentário que também confesso que foi excluído da referente página em questão por minha pessoa: PEDRO DE OGUM. Preferi antecipadamente tomar algumas atitudes e procedimentos antes de respondê-lo.

Atitudes como colocar esta mesma postagem no meu congá do meu BAIANO ZECA VAQUEJADA DAS SETE CORDAS DA ENCRUZILHADA, durante o prazo de CINCO DIAS, onde a resposta veio com a seguinte palavra: CILADA.

Bem como me aconselhar com uma pessoa já do Santo, com uma vida dentro da religião com 40 anos de Santo a fim de poder responder de forma acertada e coerente. 

Assim espero que este mesmo tipo de dúvida levantada como este tipo de COMENTÁRIO, possa servir não somente a quem o escreveu. Em si tratando de uma pessoa ANÔNIMA. Mas bem como servir de aprendizado a quem como ele tenha a mesma dúvida. 

MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE ESTE TIPO DE ASSUNTO ACONSELHO CLARAMENTE E DIRETAMENTE QUE SE ACONSELHEM COM SEUS DEVIDOS BABALORIXÁS OU YALORIXÁS. 

ATENCIOSAMENTE

PEDRO DE OGUM.

A FUNÇÃO DO OGAN NO CANDOMBLÉ


Ogan (do yorubá -ga: "pessoa superior, chefe", com possível influência do jeje ogã "chefe, dirigente") é o nome genérico para diversas funções masculinas dentro de uma casa de Candomblé.

É o sacerdote escolhido pelo orixá para estar lúcido durante todos os trabalhos. Ele não entra em transe, mas mesmo assim não deixa de ter a intuição espiritual.

Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo Rum (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no Rum que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o Rumpi e o Lê.
Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu, e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.

Candomblé Jeje


Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:

Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. O mais velho de todos os ogans geralmente mais sábio. Tem a função de cuidar do Peji, altar dos santos e zelar pelo assentamentos dos filhos da casa.

O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e são Jeje.

Axogun - É um ogan de suma importância no Candomblé, é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, é um especialista no que faz.

Candomblé Ketu


Alagbê - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão, dominante do atabaque Rum, que através dele o Orixá fará sua dança e com isso comandando os atabaques Rumpi e Lê.

Ogan gibonã - Zelador da casa de exu, outro ogan de suma importância, pois seus conhecimento ajudam na firmeza da casa.

Ogan Apontado - Pessoa apontada como possível candidato a Ogan. Equivalente ao Ogan suspenso.

Ogan Suspenso - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogan, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogans da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas obrigação para ser um Ogan.

Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

Candomblé Bantu


  • Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
  • Kambondos - Ogãs.
  • Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
  • Tata Kivanda ou Tata Pocó - Ogã responsável pelos sacrifícios animais (mesmo que Axogun).
  • Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas sagradas e cabaças.
  • Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exu (de preferência um homem; as mulheres não devem exercer essa função, uma vez que entram no ciclo menstrual, só o podendo fazer após a menopausa).
  • Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.

A HIERARQUIA NO CANDOMBLÉ, NAS SUAS NAÇÕES

Motumbá queridos (as) amigos (as) do nosso BLOG.

É com alegria que vamos dando continuidade ao assunto que estamos abordando: “O CANDOMBLÉ”. E dentro dele não deixaríamos de falar sobre: “Os Cargos dentro da casa de candomblé”.

Lembrando que esta postagem faz parte das inúmeras que foram excluídas da versão antiga do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, por  motivos de inveja de algumas pessoas totalmente desinformadas sobre minha pessoa e minhas atitudes. Bem como todas foram muito bem pesquisadas e confirmadas por pessoas amigas e de grande status dentro de nosso Candomblé, amigas e amigos, muitos queridos meus.

Ainda lembrando que algumas colocações foram retiradas da Wikipédia: WWW.wikipedia.com.br. Bem como da revista “Mundo Místico dos Orixás”. Bem como do Jornal “Umbanda Sagrada”. Desta forma, tudo que está aqui postado, não indica a minha autoria mas sim de pessoas com grande gabarito para falar melhor do assunto.

Já sabemos que o candomblé é uma religião que muito teve que lutar pra chegar até os dias de hoje, um dos fatores que manteve a sua sobrevivência foi a sua hierarquia. Uma realidade até hoje inquestionável.

Primeiro vamos ver os cargos que também designam uma hierarquia dentro de uma casa de Ketu:

Yalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
Yaegbe/baegbeé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé.
Iyakekere ou Babakekere: Mãe / Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta (o) a ajudar e ensinar a todos iniciados. Ojubonã: É a mãe criadeira.
Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú.
Iyaefun / Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iyawos. Iyadagan: Auxilia a Iyamoro.
Iyabassê: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas”.
Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Kosí Ewé, Kosí Orixá.
Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hierarquia.
Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar.
Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens.
Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
Iyaquequerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa. Babaquequerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote. Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos ritual.
Agibonã: mãe criadeira supervisiona e ajuda na iniciação.
Ebômi ou “Egbomi”: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho). Iyabassê: (mulher): responsável pela preparação das comidas de santo.
Iaô ou Yawô: filho-de-santo (que já incorpora Orixás).
Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais. (não entram em transe).
Alagbê: Responsável pelos atabaques e pelos toques. (não entram em transe).
Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe). Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). 

Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.

Lembro aqui que o primeiro povo a chegar no Brasil, foram os Banto (ou Bantu), o segundo; Os Nagô, trazendo a Nação Ketu e por último os Ewê-Fon que aqui passaram a ser denominados como Djeje, hoje uma grande Nação.
 
A hierarquia do candomblé Jeje:
Doté é o pai-de-santo, cargo ilustre do filho de Sogbô.
Doné é a mãe-de-santo, cargo feminino na casa Jeje, similar à Yalorixá.

Os vodunses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné. No Jeje-Mina Toivoduno Noche No Kwe Ceja Undé Gaiacú, cargo exclusivamente feminino Ekede.

Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:
Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje.

A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor".

O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Rumpi e Lé são Jeje. No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.

A hierarquia do candomblé Bantu: Este povo chegou ao período colonial cuja economia era a cana de açúcar.

Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo:
Tata Nkisi - Zelador.
Mametu Nkisi - Zeladora.
Tata Ndenge - pai pequeno.
Mametu Ndenge - Mãe pequena (há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
Tata Nganga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa. Kambondos - Ogãs.
Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstrua mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de preferência ser uma senhora de idade e que não menstrue mais. Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa (Ndemburo = runko). Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram dos sete anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
Tata Nganga Muzambù – babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
Kutala - Herdeiro da casa.
Mona Nkisi - Filho de santo.
Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo (homem).
Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun (Ojé).  

Sacerdotes na África BANTU (ANGOLA-KONGO):
Kubama..................adivinhador de 1a categoria. Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria. Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
Nganga-a-mukixi.........sacerdote no culto de possessão (Angola). Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo). Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).  

Divisão Sacerdotais no Brasil (ANGOLA-KONGO):
Mametu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
Tateto ria mukixi......sacerdote no Angola.
Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
Nganga-a-nikisi.........sacerdote no Kongo.
Mametu ndenge..........mãe pequena no Angola.
Tateto ndenge..........Pai pequeno no Angola.
Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados. Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
Kisasba.................pai das sagradas folhas.
Tata utala..............pai do altar.
Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
Kuxika ia ngombe........Tocador (congo).
Muxiki.................. tocador( Angola). Njimbidi................ cantador. Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão. Kota....................todas as mulheres confirmadas.
Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
Kota kididii............toma conta de tudo mantém a paz.
Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas. Mosoioio................as (os) mais antigas.
Kota maganza............titulo título alcançado após a obrigação de 21 anos.
Maganza.................título dado aos iniciados. Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória. Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada

quinta-feira, 8 de março de 2012

NOSSO BLOG HOMENAGEIA VOCÊ MULHER

Andei pensando a melhor forma de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, sem ter como sair de seu propósito poder homenageá-las neste dia tão importante. 

Pensei, pesquisei, busquei ver a melhor forma de ir direto a você mulher, para neste dia não somente pra mim (pessoalmente), nem para nosso BLOG, mas para todos, o quanto cada uma de vocês é importante em nossa vida. 

Desta forma, tentei achar algo ou alguém, que de alguma forma, além de ser um exemplo de mulher, que pudesse falar de mulher para mulher. E olha que não me refiro às lojas MARISA. Mas falo de alguém, que além de ser mulher é verdadeira, lutadora, uma excelente profissional e acima de tudo vencedora. Pois com seu exemplo na luta contra o Câncer, não deve medo de partilhar sua doença ao vivo e a cores, sua doença, com todos e todas que assistem seu programa. 

Desta forma, que estas mensagens proferidas por este exemplo de mulher possam de alguma forma chegar aos seus corações e fazer do seu dia, uma grande oportunidade de alegrias, vitórias e grandes conquistas.




Espero que tenham gostado desta singela homenagem que dedido o dia do BLOG OLHOS DE OXALÁ A TODAS VOCÊS MULHERES. Não somente de nosso BRASIL, mas de nosso continente e do mundo inteiro. 

Muito axé pra todas vocês e que OGUM e OXAGUIÃ, possam estar sempre com todas dando sabedoria necessária, cheia de justiça e destemor. Que seus caminhos se abram para a felicidade seja ela qual for. E que todos os sonhos e objetivos se alcancem na serenidade de ser MULHER

PEDRO DE OGUM.

ALGUNS PENSAMENTOS ÀS MULHERES

De fato, todos nós temos importância. Mas não se pode negar que a mulher tem uma importância muito maior em sua participação na vida da raça humana. 

Desta forma, com esses pensamentos que dedico a todas vocês espero que o seu dia seja cheio de grandes alegrias, valores e acima de tudo que possam dar uma parte do seu dia para avaliar procedimentos, comportamentos e aprendam a se dar o valor básico e necessário para fazer da vida que as rodeiam sempre melhor.





Espero que estas mensagens tenham sido importantes em suas vidas na data de hoje. 

PEDRO DE OGUM
COORDENADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ. 

O PONTO DE VISTA DA MULHER DO CANDOMBLÉ

Muitas vezes se fala que a mulher não tem muito direito a expressão. Coisa que não é bem a verdade. Temos na sociedade, na história, no próprio serviço de cada um grandes exemplos de mulheres que além de alcançar o seu devido espaço, hoje são mais respeitadas e consultadas que muitos homens de grande gabarito por ai.

Com esta pequena introdução, apresento uma palestra muito bacana feita numa faculdade onde uma Yarolixá, da nação Bantu, se demonstra de fato conhecedora de vastos assuntos referentes ao nosso dia-a-dia, nossa religiosidade, bem como quanto a sociedade num geral.

Vale a pena conferir:













Espero que estejam de fato gostando da nova versão do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, onde busco de fato não meramente a mesmice que encontramos na internet. Claro que não desmerecendo ninguém, mas apresentando de forma muito agradável, meios bacanas para alcançarmos mais e mais conhecimentos para nosso crescimento.

Não deixem de continuar dando seu ponto de vista, sobre nosso BLOG, e claro não deixem de acompanhá-lo diariamente. 

Axé. 

A QUESTÃO DAS MULHERES NA SOCIEDADE E NA RELIGIÃO


Motumbá irmãos(ãs), em especial às mulheres que visitam constantemente nosso BLOG.

De fato existem situações ou dias em que estamos mais dispostos a vir aqui em busca de ensinos, de escritos. De infomações sobre os Orixás enfim. Mas hoje eu me preocupei em unir o útil ao agradável, aproveitar o Dia Internacional das Mulheres, para falar deste tema. Quantas coisas passamos no dia a dia e nem percebemos que tudo tem algo relacionado ao lado espiritual de cada um.

Vemos muito de falar de VIOLENCIA FAMILIAR, VIOLENCIA À MULHER e até sobre o BULLING, outro top da sociedade abaixo é claro do famoso STRESS. Tudo hoje é moderno, coisa que nos tempos primordios, antigos não se ouvia falar nisso. Mas o progresso chegou para ficar.

Outro assunto que em vários aspectos é justamente a MULHER. Seja na sociedade como mãe de família, como trabalhadora, como pessoa ativa na religiosidade seja ela qual for. Mas também vemos as mulheres inseridas em outros temas como: PROSTITUIÇÃO, VIOLENCIA À MULHER entre outros.

Vamos explanar um pouco mais estes temas? Vejam a seguir que a violência não vem somente acompanhada ou direcianada a crença em que participamos ou deixamos de participar. Mas num todo vai sempre de encontro aos mais fracos entre eles a figura da mulher sempre se destaca. Acompanhe!

Até vemos situações onde desde a infância somos perseguidos ou marginalizados, mas não venho me referir à religiosidade. Claro que tem uma certa parcela sim. Mas vamos utilizar temas como PRECONCEITO, COR, RAÇA, CREDO temas muitas vezes que nem imaginamos que são pontos chaves de situações desagradáveis. Um exemplo: quantos já deixaram de conquistar um emprego por que não aceitaram sua ficha pelo simples fato de ser CANDOMBLECISTA? Posso dizer, VÁRIOS!


Percebam que até a
LEI MARIA DA PENHA É UMA COISA QUE DEVER SER POSTA A FUNCIONAR. Não foi criada a toa mas nasceu através de uma violência o qual sem ela esta lei não teria sido implantada em nosso País. Mas não para um enfeite, mas para ser verdadeira e praticada.


Devemos ter noção de nossas tradições. Da nossa realidade religiosa. Uma religiosidade com batizados, casamentos, iniciação, o culto do axexe. Enfim uma dimensão enorme de atos, gestos, realidades que não devem ser vistas com nariz de palhaço. Mas buscar lá no fundo do baú a originalidade de cada ato em si. 

Muitas vezes nos esqueçemos que para conheçer a Religião, buscamos fontes muitas vezes erradas, mas na correria de querer aprender nem nos damos conta de algo que pode ter a falta de um fundamento. Não quero dizer que ler um livro é errado, que procurar na internet seja errado. Mas temos que ter olho clinico em tudo. Muito mais vale ir aos pés dos idosos por sua vasta experiencia de vida, mas hoje nos esqueçemos disto, onde caimos também errando como muitos favorecendo o tal do preconceito aos idosos. 

Percebemos que muitas vezes agimos como quem nos persegue. Não adianta publicar uma propaganda: FAÇO AMARRAÇÃO OU RESOLVO SUA SITUAÇÃO FAMILIAR OU AINDA TRAGO A PESSOA AMADA EM TRES DIAS. Vejam que os Orixás em si tem muito mais a fazer do que se preocupar com coisas egoistas. Afinal não dá pra pegar um cidadão, amarrar uma corda no pescoço dele e dizer: "Agora fique aqui e junto! Fica! Sentado!" Como um cachorrinho.

Desta forma, que mais esta postagem seja uma forma de analisarmos nossa posição e como andam os nossos passos dentro da nossa religiosidade. busquemos fazer o nosso melhor. 


 Axé.

quarta-feira, 7 de março de 2012

AS FESTAS DE OBRIGAÇÃO DENTRO DO CANDOMBLÉ

Obrigações 


Iyawo São os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7 anos. 

Ser Iyawo, além de outros preceitos, é permanecer recolhido por um período de 21 dias, passando por doutrinas e fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma do iniciado. 

OBRIGAÇÃO DE UM ANO 


(Oduetá) ou (odú Kíní) São obrigações muito importantes é considerada como fim do resguardo do Iyawo após sua iniciação. Somente esta obrigação dará ao iniciado à liberdade de viver materialmente sem restrições na sociedade e no seu convívio familiar e pessoal. 

Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (ewo temporário. como cortar cabelo, tomar banho de mar e outros). Será feita na obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidas: comida ritual, frutas e flores. 

OBRIGAÇÃO DE TRÊS ANOS 


(Oduetá) Esta obrigação é considerada a confirmação da continuidade do iniciado no Axé, e já está autorizado a conceber o seu ajuntó, e a começar ser liberado e graduado pelo seu Babalorixá, a usar fios com Seguis e Bràjà dependendo do Orixá, e poderá deixar de usar Mòócan e Delègún, (conforme orientação do Babalorixá)

Outra obrigação é feita aos três anos de feitura (odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no candomblé Ketu considera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé)

OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS
 

(Oduijé) ou Odu ejé (a pronúncia do acento é fechada) É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé, que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto, cargo, titulo e direitos de independência do seu Babalorixá. 

Só quando fizer a obrigação de sete anos Odu ejé é que será considerado um Egbomi. 

A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc. 

Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá. 

Quando o Orixá aceita, a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá; se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ilê axé. 

OIYE - quer dizer titulo de independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO dado pelo seu Babalorixá, para ser independente e Zelador(a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um cargo na casa do Babalorixá onde fez a obrigação. 

DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e consulentes, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, etc.. Na nação Jeje receberá um Húnjèbé é o Titulo de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbomi, é o diploma dado pelo Babalorixá para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Orixás.

As Diferenças entre algumas nações no Candomblé - parte II



Como se sabe, muitas são as formas existentes de culto no Brasil que se utilizam da denominação Candomblé. Isto se dá pela grande variedade de etnias de negros, que reduzidos a condição de escravos, chegaram ao nosso país. Cada grupo/etnia que aqui aportou pertencia a locais distintos na África, tendo assim, costumes e culturas diferenciadas. 

Assim, portanto, chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e inúmeros outros grupos, que em terras brasileiras procuraram manter seus hábitos, sua cultura e também seus ritos religiosos. 

Daí surgiram as nações de candomblé, ou seja, a prática do candomblé conforme ritos específicos da origem do povo praticante, como a nação de Ketu, a nação Jêje, a nação Efon, Angola e Kongo ( atualmente, estas duas últimas, consideram-se fundidas dada a grande semelhança das prá ticas religiosas e a proximidade das línguas utilizadas, que são respectivamente, o Kimbundo e o Kikongo). 

Portanto, cada nação de candomblé possui características próprias, que a diferencia das demais. Estas diferenças se encontram na língua utilizada, nas divindades cultuadas, em determinadas práticas de caráter sigiloso (fundamento), no modo de se enxergar determinadas questões, enfim, numa série de fatores distintivos.


Faço abaixo algumas distinções entre a Nação Angola e outras denominações de candomblé, como a Nação Jêje e Ketu ( no meu ponto de vista, as mais conhecidas/difundidas ), para um maior esclarecimento:

A primeira (e primordial) diferença entre as citadas nações de candomblé se encontra com relação as divindades, objeto do culto. Assim:

Mukixes para os Angolanos;
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás ( Nação Ketu );
Voduns para os Daometanos ( Nação Jêje ).

Outra diferença encontrada, dentre muitas, é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente, assim:

Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás, e;
Ewe-fon para os Daometanos.


Distinguem-se ainda pelo próprio ritmo dos atabaques, pelas denominações que cada nação dá a estes, ou mesmo pela maneira de tocá-los, assim teremos:

Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu ( Angola e Kongo ), ritmos estes, obtidos através do toque com as mãos. Sendo denominados, os atabaques, simplesmente de engomas ou "ngomas".

Ijexá, Igbin, Aguere, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas. As denominações dos atabaques para os últimos (Jêjes) são: rum, rumpi e lé (os atabaques nesta cultura diferem-se das demais até mesmo no formato, pois são acomodados em suportes na posição horizontal, diferentemente das demais tradições); Para os primeiros ( Yorubás ), os atabaques são chamados genericamente de ilus, sendo tocados com a ajuda de varetas e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos).

Como todos podem ter observado, as diferenças aqui elencadas são superficiais devido ao breve espaço que disponho, mas creio, já servem de alguma forma de ajuda aos mais leigos. Então, gostaria que ficasse registrado que as diferenças não se esgotam apenas nesses poucos quesitos, pois existem inúmeras outras, talvez possa-se até arriscar dizer que existem em maior quantidade que as semelhanças.

Texto encontrado no seguinte site: http://alamindelocy.vilabol.uol.com.br/diferencas.htm