sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ALGUMAS COMIDAS DE YEMANJÁ - PARTE II

EJÁ

Material Necessário: Peixe de Qualidade Vermelho Azeite Doce Camarão Seco Socado Cebola Ralada.

Maneira de Fazer:
Cozinha-se o peixe em refogado de azeite Doce com camarão seco socado e cebola.



DIBÓ


Material Necessário: Canjica Cozida Azeite Doce Camarão Seco Socado Cebola Ralada.

Maneira de Fazer:
Cozinha-se a canjica, tempera-se com azeite doce, camarão seco socado e cebola ralada.



Ebôya


Material necessário
Canjica Branca
Cebola ralada
Camarão Fresco
Camarão Seco (opcional)
Azeite Doce

Modo de Preparo

Cozinhe a canjica e retire do fogo em ponto de total cozimento, pois para essa receita a canjica deverá estar ao dente, porém inteira, sem se desmanchar. 

Após isso, refogue o azeite doce com a cebola ralada, sem que a cebola não escureça, pois o Ebôya é um prato de  aparência clara, devido a própria canjica. Após a cebola estar semi-dourada, despeje os camarões limpos e deixe-os corar até atingir um tom de cor avermelhado.

Junte a canjica cozida a esse refogado de cebola e camarão; misture bem e o prato estará pronto para servir.Ao invés de utilizar o sal, utilizado somente em casas de keto, adicione camarão-seco em pequena porção.

Para a decoração deste prato, em uma frigideira coloque um pouco de azeite doce e acrescente camarões freco e seco; tire antes que eles fritem. Despeje o Ebôya em uma travessa de louça branca e decore com os camarões banhados no azeite.



Observação: De preferência, lave a canjica e deixe-a de molho na água um dia anterior ao preparo do Ebôya.

Dicas: Para dar mais gosto de camarão a canjica – Ao descascar os camarões frescos, reserve a casca sem a cabeça e passe-as no liquidificador ou na centrífuga com um pouco de água. Peneire a casca triturada, e com esse caldo do camarão deixe a canjica de molho, dentro da geladeira, um dia anterior ao preparo do Ebôya.
O sabor do prato fica outro, pode apostar!!!



Referências
Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas. Página 107.



MOQUECA DE SIRI


1 – INGREDIENTES  
  • 200 g de carne de siri
  • Cebola, tomate, coentro, e sal a gosto
  • Suco de 1 limão
  • Azeite de dendê
  • ½ xícara de leite de coco
  • Farinha de mandioca para o pirão 
2 – MODO DE PREPARO 
  • Refogar os temperos no azeite de dendê;
  • Acrescentar o suco de limão;
  • Juntar o siri e cozinhar;
  • No fim, juntar o leite de coco e apurar o caldo;
Tirar a carne e fazer o pirão com o caldo, usando a farinha de mandioca.



Cuscuz de Yemanjá


1 – INGREDIENTES 
  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes alho amassados
  • 4 tomates picados
  • Azeite de oliva
  • 1 lata de sardinha (limpar a sardinha se preferir)
  • Temperos a gosto (salsinha, cebolinha, pimenta vermelha e o que mais desejar)
  • 1 ovo cozido em rodelas
  • 1 vidro de palmito
  • 1 lata de milho em conserva
  • 1 lata de ervilha em conserva
  • 1½ xícara de farinha de milho em flocos
Para Decorar
  • 1 ovo cozido em rodelas
  • Azeitonas sem caroço
  • E o que mais desejar (pedaços de sardinha, camarão, etc) 
2 – MODO DE PREPARO 
  • Refogar a cebola e o alho no azeite de oliva;
  • Acrescentar o tomate e depois a sardinha, mexer;
  • Acrescentar 3 copos grandes de água e levar a fervura;
  • Acrescentar os temperos a gosto, 1 ovo cozido em rodelas, o palmito, a ervilha e o milho;
  • Misturar bem e acrescentar lentamente 1½ xicara de farinha de milho em flocos;
  • Mexer bem sem parar até soltar da panela;
  • Untar uma forma com azeite de oliva;
  • No fundo e nas laterais da forma espalhar os ingredientes da decoração;
  • Transferir a massa do cuscuz para a forma já untada e decorada, pressionando para compactar a massa;
Deixe esfriar e desenformar.

LENDAS DE YEMANJÁ

LENDA DA GARRAFA


 Iemanjá era filha de Olokum, deus (em Benim) ou deusa (em Ifé) do mar. Iemanjá foi casada com Orumila, deus da adivinhação mais tarde casou dom Olofin, Rei de Ifé, com que teve dez filhos, que correspondem a Orixás.

Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé. Olokum lhe dera uma garrafa contendo um preparado para usar se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo perigo.

Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o seu exército a procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebrar a garrafa conforme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio levando Iemanjá para Okun, o oceano, lugar onde vive Olokun. 

Yemanjá e Okere


Odo Iyá Yemanjá Ataramagbá, ajajê lodô, ajejê nilê!
Iemanjá era a filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos. Estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos.

Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do entardecer-da-terra, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeokutá, vivia Okere, rei de Xaki.
Iemanjá continuava muito bonita.

Okere desejou-a e propôs-lhe casamento. Ela aceitou mas, impôs uma condição, disse-lhe: Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios.

Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia, nem o que dizia.

Tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável.
Okere, vexado, gritou: Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!

Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Okere, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher. Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada, ainda hoje, Okere, e colocou-se no seu caminho.

Iemanjá quis passar pela direita, Okere deslocou-se para a direita. Quis passar pela esquerda, Okere deslocou-se para a esquerda. Vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos.

Kawo Kabiyesi Sango, Kawo Kabiyesi Obá Kossô!
Saudemos o Rei Xangô, saudemos o Rei de Kossô!

Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder. Pedindo-lhe uma oferenda de um carneiro e quatro galos, um prato de amalá, preparado com farinha de inhame, e um prato de gbeguiri, feito com feijão e cebola. E declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar.

Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva. Começando a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia. Nuvens da direita e da esquerda do dia.

Quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: Kakara rá rá rá. Lançando seu raio sobre a colina Okere, que abriu-se em duas partes e Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum. Aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.

Seus filhos chamam-na e saúdam-na: Odo Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérola.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ

IEMANJÁ (Resumo objetivo)



Deusa da nação de Egbé, nação Yorubá onde existe o rio Yemonjá (Iemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá, muito respeitada e cultuada como mãe de todos os Orixás. Por isso a ela também pertence à fecundidade.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ
 

 As pessoas de Iemanjá são sérias e impetuosas, dominando a todos e fazem-se respeitar. Dificilmente perdoam os erros dos semelhantes. Gostam de testar as pessoas.

Seu temperamento é muito difícil, são bravas, nervosas, mas possuem um coração grandioso. Dedicados aos parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo. Gostam de coisas luxuosas. São honestas, gostam da casa e da família, são ótimas esposas, mães ou pais.

São imponentes, majestosos e belos, calmos, sensuais, fecundos, cheios de dignidade e dotados de irresistível fascínio (o canto da sereia), são voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. 

Têm o sentido de hierarquia, fazem-se respeitar e são justos mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, não perdoam uma ofensa com facilidade e, se a perdoam, jamais a esquecem. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, dos tecidos azuis e vistosos, das jóias caras. Eles têm tendência para uma vida suntuosa, mesmo se as possibilidades do quotidiano não lhes permitem um tal fausto.

As filhas de Iemanjá são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (Omulu). São possessivas e muito ciumentas. São pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, rigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis com certo luxo e requinte. São incapazes de guardar um segredo. Costumam exagerar nas suas verdades (para não dizer que mentem) e fazem uso de chantagens emocionais e afetivas. 

São pessoas que dão grande importância aos seus filhos, mantendo com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claros. Nas grandes famílias, há sempre um filho de Iemanjá, pronto a envolver-se com os problemas de todos, e gosta tanto disso que pode revelar-se um excelente psicólogo. 

Fisicamente, os filhos de Iemanjá tendem à obesidade, ou a uma certa desarmonia no corpo. São extrovertidos e sabem sempre tudo (mesmo que não saibam).

São serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos até demais, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos mais com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. Geralmente as filhas de Iemanjá têm dificuldade em ter filhos, pois já são mães de coração de todos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

YEMANJÁ - PARTE IV E SUAS QUALIDADES.


Yemanjá é um dos Orixás mais conhecidos e ao mesmo tempo, o que possui o maior número de informações desencontradas e algumas vezes, até mesmo controversas. Pesquisei em vários sites, li diversos livros, até revistas e impressos, e me impressionei como a cultura africana toma diversos aspectos diante da visão humana, e como perdemos algumas raízes ao adaptar os cultos e rituais. Tentei encontrar algumas informações novas.

O termo sagrado Yemanjá primitivamente era “Yemany Arth”, sendo posteriormente traduzido como Yemanjá. Recentemente, outros povos, inclusive os africanos ocidentais, adotaram este termo sagrado como YEOMOEJÁ, que no Brasil, trouxemos para Yemonja ou Yemanjá. No rito Jeje é Abe, representada pela Estrela Guia; no rito Angola é Dandalunda ou Quissimbe.

Podemos dizer muitas coisas a respeito deste Orixá, mas tudo se resumiria em dizer: Orixá Mãe!. Yemanjá é conhecidíssima, respeitada e amada. É reverenciada por outros nomes tais como: Mãe D´ Água, Janaína, Iara, Sereia, Princesa do Mar, Marbô, Inaê, Mucunã, Rainha do Mar, Rainha das Águas, entre tantos outros.

É uma divindade muito popular no Brasil e em Cuba. Seu AXÉ é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas em alguidar enfeitados com ileke (colares) e lenços de suas cores. Podem ainda ser colocadas numa porcelana azul. Sete são as pedras que servem de base ao assentamento de Yemanjá. Cada pedra é um “fundamento”, a morada de um Orixá, e é acompanhada por outras em número correspondente à marca ou cifra que simboliza a divindade.

Os atributos (“ferramentas”) de Yemanjá são elaborados em prata, aço, latão ou chumbo, e são os seguintes: SOL (oru), LUA CHEIA (ochú), UMA ÂNCORA (dakoduro), UM SALVA-VIDAS (yika), UMA CANOA (okokeré) OU UM BARCO (oko), SETE RAMOS (alami), SETE AROS DE PRATA (bopa), UMA CHAVE (chileku) e UMA ESTRELA (irawo).

São ADORNOS EMBLEMÁTICOS desta Deusa, miniaturas de: Patos, peixes, redes, estrelas, cavalos marinhos, conchas, e tudo quanto as entranhas do mar criam.

Do seu ENXOVAL constam “marugas – acherá ou chaichá (espécie de maracá), sinetas (agogô), lenços, leques (são redondos e bordados com búzios e contas) e iruquerés (tipo espanta-moscas, conhecidos como “rabos”) enfeitados com contas azuis e brancas.

Yemanjá têm seus animais e pratos preferidos, mas todos os seus filhos devem conhecer aqueles de que todos os Orixás mais gostam e constituem seu “cardápio ritual”, pois estão obrigados a fazer oferendas a todos eles. “Um Santo não consente que, quando se dá de comer a ele, os demais não comam e, por cortesia, o Orixá principal da pessoa a quem se oferece uma comida é o último a quem se sacrifica e o último que come”. A Ela fazem-se oferendas de carneiro, pato e pratos preparados à base de milho branco, azeite, sal e cebola.

O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro e branco.

Diz-se na Bahia que há sete Yemanjás, mas em Cuba, Lydia Cabrera, dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos - “não existe mais do que uma única Yemanjá, uma só, com sete caminhos” – avantares.
São 16 as qualidades ou Caminhos do Orixa Yemanjá, Iemanjá,Yiemanjá, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.


Yemanjá Asdgba ou Soba: É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.


Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.


Yemanjá Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.


Yemanjá Ataramogba ou Iyáku: Vive na espuma da ressaca da maré.


Yemanjá Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.


Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.


Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo: É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.


Yemanjá Konla: O seu mito conta que ela afoga os pescadores.


Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo: Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.


Yemanjá Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.


Yemanjá Ogunté: Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.


Yemanjá Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.


Yemanjá Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.


Yemanjá Saba: Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.


Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure: Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.


Yemanjá Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.

A Linha de Yemanjá, também chamada de linha do POVO DO MAR ou POVO D'ÁGUA, se apresentam na Umbanda na forma de caboclas; gostam de trabalhar com água do mar ou água com sal grosso, Perfumes e espelhos (elementos que também servem para uma oferenda para as entidades no nível de protetoras e não no nível de guias e orixás). Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos têm o equilíbrio dentro de si.

O Orixá Ancestral é representado no planeta Terra (no plano físico e astral) pelos 7 “Orixás Menores”. Na Vibração de Yemanjá são: Cabocla YARA; Cabocla ESTRELA DO MAR; Cabocla DO MAR; Cabocla INDAYÁ; Cabocla INHASSÃ; Cabocla NANÃ-BURUCUN; Cabocla OXUM. 


Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Yemanjá: Caboclo DO MAR; Cabocla CINDA; Cabocla 7 LUAS; Cabocla JUÇANÃ; Cabocla JANDIRA e outros. 

Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. Dentre eles citarei: Cabocla LUA NOVA; Cabocla ROSA BRANCA; Cabocla DA PRAIA; Cabocla JACY; Cabocla DA CONCHA DOURADA; Caboclo 7 CONCHAS e outros.

NUNCA DEVEMOS ESQUECER QUE: Yemanjá é sensível às atenções ou bondades que se dispensam espontaneamente a seus filhos, e também aprecia e recompensa aqueles que são respeitosos e lhe demonstram consideração. Em todos os momentos graves, os Orixás pedem conselhos a Yemanjá, a Deusa progenitora, muito sábia e dona do mais precioso dos princípios vitais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

XIRÊS DE YEMANJÁ

Caros amigos, muitas vezes nem sabemos as cantigas de Candomblé. Para facilitar nosso BLOG esta oferecendo a você esta facilidade. 

Venha ouvir conosco os XIRÊS dedicados a nossa querida mãe de todas as cabeças, YEMANJÁ

Espero que gostem desta nova postagem. 



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ALGUMAS COMIDAS DE YEMANJÁ - PARTE I

Essa postagem talvez atice um pouco o paladar de cada um de nós. Mas eu não podia deixar de lado alguns dos quitutes mais apreciados por nossa mãe Yemanjá. E nada melhor que fazer um agradinho a ela quando mais precisamos. Pois como Mãe de todas as cabeças, ela é aquela que provem tudo que os filhos dela necessitam, sem exceções.


MANJAR



1 – INGREDIENTES  
  • 2 colheres sopa de Maizena
  • ½ xícara de leite de coco
  • 1 xícara de leite
  • ¼ de xícara de açúcar
  • Raspa de laranja  
2 – MODO DE PREPARO 
  • Dissolver a Maizena no leite frio;
  • Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
Deixe esfriar e desenforme.



ARROZ DE LEITE


1 – INGREDIENTES  
  • ½ xícara de arroz
  • ½ xícara de leite de coco
  • Sal a gosto 
2 – MODO DE PREPARO 
  • Cozinhar o arroz em água e sal;
  • Juntar o leite de coco;
  • Bater para fazer uma papa e deixar secar bem no fogo;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
  • Deixe esfriar e desenforme;
Pode ser servido como prato salgado ou como doce regado com mel.

YEMANJÁ - PARTE III


Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes). O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó).

A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá. No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar.

A mais antiga é Iyá Sagba , que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.

"YEMOJÁ"

O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó).
A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá.

No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemojà. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar.
A mais antiga é Iyá Sagba, que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.
Suas cores são o azul claro, branco e azul e o cristal, sua saudação, Odoyiá = Mãe do rio.
Sábado é o seu dia consagrado, juntamente com outras divindades femininas.
Seu dia consagrado é 2 de fevereiro.
Segundo algumas fontes; Orixá dos rios e correntes, especialmente do Rio Ogun, na África seria folha de Obatalá e Oduduwá, casada com Oranyian, fundador mítico de Oyó, teria sido esposa de Aganjú, e com ele teve um filho Orùngan, que a violou e dela são descendentes outros quinze orixás: Dadá, Sangó, Ògún, Olokun, Olosá, Oyá, Òsun , Obá, Oko, Oke, Saponan; Òrun (sol) e Osupá (lua); Ososo e Aje Saluga (orixá da riqueza).

Seus diversos nomes são relativos aos diferentes lugares profundos (ibù) do rio.

Dicionário Yorubá

Queridos amigos(as), sinceramente não tenho palavras para lhes agradecer por sua presença constante. Uns visitando, outros postando comentários e outros ainda se adicionando como seguidores. Agradeço de fato o carinho e a consideração por cada um sem exceções.

Desta forma, venha retomar justamente no meio das postagens sobre nossa tão amada Mãe Yemanjá, Mãe de todas as cabeças, a postar o nosso Vocabulário em Yorubá. Mas agora ele vai sofrer algumas modifações. E quais serão elas?

Bom ainda para dar início a retomada a este assunto, já que era fato presente na apresentação do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, antes da reformulação e mudança em sua estrutura. Esta postagem vai continuar assim como era no começo de forma resumida; mas a partir da Segunda-feira que vem já teremos aqui todas as palavras iniciadas pela letra "A". Até completar de fato o vocabulário completo existente.

Então espero de fato que todos acompanhem conosco todas as Segundas-feiras, a continuação de nosso VOCABULÁRIO EM YORUBÁ. E não deixem de fazer seus comentários. 


Apresentamos assim, uma síntese bem resumida das palavras iniciadas pela letra “A”, mais utilizadas dentro do Vocabulário em Yorubá. Uma linguagem africanista e bem difundida dentro da realidade do Candomblé. Esperamos que com este pequeno instrumento cada um de vocês possa ser beneficiado sabendo lidar com cada termo aqui apresentado.

A

Ààbò: metade;
Ààfin: palácio, residência de um rei (Oba);
Ààjá: sineta de metal composta de uma, duas ou mais campainhas utilizadas por pais de santo para insentivar o transe. Também chamado Adjarin;
Ààké: machado;
Aará: raio;
Aará Orum: relâmpago;
Ààrè: doença, fadiga, cansaço;
Ààyé: vida;
Aba: escada de mão;
Abaça: roça ou casa;
Abada: blusão usado pelos homens africanos;
Abadó: milho torrado;
Aban: prato;
Aban-malu: vaca;
Abamigbèro: conselheiro; aquele que aconselha um sábio mais velho;
Abanigé: difamador;
Abari: bolo feito de milho;
Abassa: salão onde se realiza cerimônias públicas do Candomblé; barracão. Terreiro de Angola.
Abatá: chinelo, sapato;
Abaya: rainha mãe;
Abebé: ferramenta de Oxum e Yemanjá; leque das Yabás;
Abebe: Leques ou espelhos das yabás;
Abílá: vela;
Aberê: curas;
Abi: nascer;
Abian ou Abiã: quem não é iniciado; posição inferior da escala hierárquica dos Candomblés, ocupada pelo candidato antes de seu noviciado. Em yorubá, significa: "aquele que vai nascer". Pessoa iniciante do Candomblé.
Abicun: pessoa que já nasce feita.
Abiyá: sovaco;
Abo: banho feito de ervas masseradas - amaci com ejé.
Abó: nádegas;
Abo Adié: galinha;
Abo Agutan: ovelha sem chifre;
Abo Ajá: cadela;
Abo Malú: vaca;
Abobalu: boi;
Abomalé: aquele que cultua os ancestrais ( Egúngún );
Aborisá: adorador de Orixá, aquele que cultua (adora) os Orixás;
Aborô: denominação genérica dos Orixás masculinos por oposição às Yabás, que são as divindades femininas;
Aboyúm: mulher grávida;
Abukó: cabrito ou cabra;
Abuku: desgraça;
Abúkú: defeito;
Abureda: guarda-chuva;
Acaça ou Acassa: comida do Orixá Oxalá, feito de milho de canjica, amassado no pilão e envolvido com folhas de bananeira em forma de bolinhos;
Acará: Comida do Orixá Oxalá, feito de Inhame cozido e pilado. Enrrolado em bolinhos e colocados em pratos brancos.
Acarajé: Comida da Orixá Iansã, feito de feijão fradinho, cebola e camarão seco. Pilados e fritos no óleo de Dendê.
Aché: principio divinizado da relação da benção.
Aché Olorum Adjá: sino com uma, duas ou tres bocas para uso nas cerimônias de Candomblé.
Acoci ou Acossi: dinheiro.
Acofari: Ato de raspar o yaô (filho de santo).
Adaga: Espada dos Aborôs (Orixás masculinos).
Adagún: lago, charco.
Adahun: tipo de ritmo acelerado e contínuo executado nos atabaques e agogôs. É empregado sobretudo, nos ritmos de possessão como que para invocar os Orixás.
Adan: rato;
Adanidá: natural.
Adarubow: velho ou velha;
Ade ou Adé: termo com que se designam (no Candomblé) em especial os efeminados e genéricamente os homossexuais masculinos.
Adê: coroa.
Adê Oba: coroa real.
Adêbo: pessoa que prepara a comida com os animais oferecidos em sacrifício de acordo com as regras religiosas.
Adiê ou Adié: galinha
Adimo: abraço
Adirá: oração.
Adité: surdo
Adjuntó: segundo santo de cabeça.
Adjóry: ajuntó.
Adósúu: diz-se daquele que teve o osúu ascentado sobre a cabeça. O mesmo que yaô.
Adorubô: velho ranzinza.
Adoxú: fundamento de yaô.
Adufé: pequeno tambor. Instrumento de percurssão de uso mais frequente nos Xangôs do Nordeste.
Adupé (Dupé): obrigado.
Afaberú: aquele que faz medo
Afará-oyin: favo de mel.
Aféfé: vento ou ventania.
Afemojumo: madrugada.
Afexo: mesmo que Itá (ato de fazer o carrego do Yaô)
Àfin: palácio.
Afin: o mesmo que Ifin. Designa a noz-de-cola branca na língua yorubá; por extensão à cor branca (efun).
Afofy: mal cheiro.
Afóju: cego.
Afomo: parasita. Doença infecciosa, trazida pelo Orixá das doenças infecciosas, Babaluaiye ou Obaluaê Xapanã.
Afomo: trepadeira.
Afonjá: qualidade do Orixá Xangô.
Aforiji: perdão.
Afoxi: cerimônia folclórica africana. 
Afufua: vento.
Àga: cadeira ou escada.
Agambe: pobreza ou sem dinheiro.
Àgàm: mulher estéril.
Agará: toque da Orixá Iansã.
Agasse: comida de Egun.
Agbá: velho ou velha.
Agbá Ye: todo mundo. 
Agbádá: é igual a abada (veste africana dos Egbomis) e Kaftá (veste africana). Veste sacerdotal.
Agbádo: Milho sagrado para o Orixá Exú (Bara)
Agbáiyé: O mundo inteiro.
Agbámoda: folha da fortuna.
Agbara: poder.
Agbèdu: estomago.
Agbo: infusão proveniente do masseramento das folhas sagradas as quais se vem juntar o Sangue de animais utilizados nos sacrifícios e substâncias mineirais como o sal. Esse líquido acondicionado em grandes vasilhames de barro (Porrões), é empregado ao longo do processo de iniciação e para fins medicinais sob a forma de banho e beberagens.
Agbo: carneiro
Agbon: coco.
Agê: instrumento musical constituído por uma cabaça envolta numa malha de fios de contas, de sementes ou búzios.
Agemo: camaleão.
Agerê: ritmo dedicado ao Orixá Oxóssi executado nos atabaques.
Ago: licença ou perdão; resposta de Abiãn: Alogonan; resposta de Yaô: Ago de benan.
Ago Ya: licença concedida.
Ago, Yago: por favor, da-me licença.
Ago Lonan: com licença.
Agogo: relógio.
Agogô: instrumento musical composto de uma ou mais campainhas, geralmente de ferro percurtido por uma haste de metal.
Agogomirô: relógio.
Agonjú: um dos doze nomes do Orixá Xangô, conheçidos no Brasil.
Àgòtàn: ovelha
Agedé: banana.
Agerê: toque do Orixá Oxóssi.
Agidavi: varinha de tocar no atabaque.
Agirê: nariz.
Agunje: garfo.
Agunjó: céu.
Aguntá ou Aguntã: carneiro ou carneiro sem chifre.
Agutam: ovelha.
Ahon: língua.
Aidãn: bela, bonita.
Aie: mundo físico ou terreno.
AiKê: machado.
Ailera: fraqueza.
Aini: pobreza.
Aini Gagbara: fraco.
Ainiye: muito.
Àìsian: doença.
Aisedede: mal ou mistério.
Aisian: maldade.
Aisun: não dormir.
Àiya: peito.
Aiye: terra.
Àiye: mundo, palavra de origem yorubá que designa o mundo, a terra, o tempo de vida e, mais amplamente, a dimensão cosmológica da existência individualizada por oposição à Òlorum (Sol ou Céu), dimensão da existência genérica e mundo habitado pelos Orixás; povoado, ainda, pelos espíritos dos fiéis e seus ancestrais ilustres.
Aiyekotó: papagaio.
Aja: cão ou cachorro.
Ajalá: denominação de nação ao Orixá Oxalá.
Ajalamo: denominação de nação ao Orixá Oxalá.
Ajalú: acidente.
Ajánaku: elefante.
Ajão: morcego.
Àjapa: tartaruga ou cágado.
Àjapá Oni: tartaruga.
Ajáse: vitorioso ou estranho.
Ajaú: cachorro.
Aje: pessoa esperta ou falso.
Ajé: feiticeiro, bruxo, bruxa, feiticeira, mulher encantada.
Ajé Owo: dinheiro.
Ajeunman: agradecimento.
Ajeun: oferecendo comida.
Ajerin: comida.
Ajo: guerra.
Ajoco: abaixar.
Ajodun: aniversário.
Ajogún: palavra de origem yorubá, que designa, os infortúnios como: a morte, a doença, a dor intolerável e a sujeição.
Àkáràjé: comida da Orixá Iansã: acarajé.
Acara Oman: pão.
Àkará: bolinho de massa fina de milho ou farinha de arroz cozidos em ponto de gelatina e envoltos, ainda quentes, em pedaçinhos de folhas de bananeira; acaçá.
Akasi: arpão.
Akaso: escada.
Akete: cama.
Akikó: galo.
Akidavis: nome dado nos Candomblés Ketu e Jeje (Nação), às baquetas feitas de pedaços de galhos d de goiabeira ou Aracazeiros, que servem para percurtir os atabaques.
Akin: corajoso.
Akikanju: bravo ou valente.
Akiko: galo ou frango.
Akirijeiro: pessoas que vão a todos os Candomblés.
Ako: macho.
Ako Ajá: cão.
Ako Elede: porco.
Àkùko ou Akikadu: galo.
Akuse Tálálá: pobre.
Alá: pano, cobertura, sonho, lençol ou Ojá.
Aláàfin: título tradicional para o Rei de Oyó.
Alaba: título do sacerdote supremo no Culto dos Eguns.
Alabê: ogã.
Alaboyun: bata.
Alafia: felicidade.
Alagbá: Senhor ou chefe.
Alagbede: ferreiro.
Alagibe: barracão ou terreiro.
Alaimo: barro.
Alaisan: pessoa doente.
Alakoró: tipo de uma coroa. Qualidade do Orixá Ogum.
Alamoju: sabedoria.
Alamorere: se refere ao Orixá Oxalá.
Alantake: aranha.
Alantakun: aranha ou tarantula.
Alapá: abóbora.
Alapatá: carneiro.
Alarina: padrinho de casamento.
Alaru: mensageiro.
Alaruê: briga.
Alayê: vivo.
Ale: noite.
Aledá: porco.
Alegbá: jacaré.
Alekéssi: planta dedicada ao Orixá Oxóssi, também conheçida como São Gonçalinho.
Alfange: espada das Yabás.
Aliáse: Runkó.
Aliban: policia, soldado.
Alua: cerveja. Ou ainda a bebida oferecida aos Orixás, feita de ervas próprias.
Alubaça: cebola.
Alubosa: cebola.
Alujá: toque para o Orixá Xangô.
Amaci ou Amacis: ervas masseradas na água. Infusão de ervas para o fortalecimento do Orú. Ablusões rituais ou banhos purificatórios feitos com o líquido resultante da masseração de folhas frescas. Entram geralmente em sua composição as folhas votivas do Orixá do Babalorixá, do iniciado e assim chamadas Folhas de Nação.
Amadê: grávida ou filho (criança).
Amalá: Comida do Orixá Xangô.
Amapoa ou Amapó: vagina.
Amazé: Água.
Amo: mão.
Amo Birin: menina.
Amuga: garfo.
Andero: espingarda.
Angeli: anjo.
Angola: Nação de Origem.
Angombás: Atabaques.
Anil: VIDE Wáji. Nome litúrgico do anil ou indico, a cor azul escura.
Antiti: grilo.
Apá: lado ou braço.
Apata: rocha.
Aparacá: Egun sem força definitiva.
Apejá: pescador.
Apelibi: filha da Orixá Oxum, que joga Búzios.
Apire: exemplo.
Apirê: caixa onde se guardam os Odús de Ifá.
Apó: plano de existência, vida consagrada à Olorun.
Apolo: sapo.
Apoti: banco ou banquinho.
Aquenam: arco-íris.
Aquiviu: ouvido.
Ara: corpo.
Àrá: trovão ou trovoada.
Ara birin: Senhora.
Ara kunim: Senhor.
Ara Lile: Saúde.
Arailé: parentes.
Araio: nós, habitantes da Terra.
Arêrê: briga ou discussão.
Arioko: pessoa irracional.
Ariwá: Norte.
Àró: doença.
Arugbo: velho.
Arún: doença.
Arrebate: abertura rítmica das cerimônis públicas dos Candomblés. O modo vibrante de tocar nos Atabaques - equivale a uma convocação.
Arrubiua: cobra do Orixá Ogum.
Ase: força. Termo de múltiplas ascepções no Universo dos Cultos: designa principalmente o poder e a força vital. Além disso, refere-se ao local sagrado da fundação do terreiro, tanto quanto a determinadas porções dos animais sacrificados, bem como ao lugar de recolhimento dos neófitos (VIDE Runkó). É usado ainda para designar na sua totalidade a Casa de Santo e a sua linhagem.
Asese: Ato funebre (VIDE Axexe).
Asó: roupa.
Asó dundun: roupa suja.
Asogun: ogã encarregado dos sacrifícios.
Assentamento: Objetos ou elementos da natureza (pedra, árvore, etc.), cuja substância e configuração abrigam a força dinâmica de uma divindade. Consagrados, são depositados em recintos apropriados de uma Casa de Santo. Ancestralidade do conjunto é dada por um Otá, pedra fetiche do Orixá.
Ata: pimenta.
Ataaré: pimenta da costa.
Atabaques: trio de instrumentos de percurssão, semelhantes a tambores que orquestram os ritos de Candomblé. Apresentam-se em registro grave, médio e agudo, sendo chamados respectivamente: Rum, Rumpe, Lê (Runlé). Nos Candomblés Angola, são chamados de Angombás. Sua utilização no âmbito das cerimônias, cabe a especialistas rituais (VIDE Alabe e Ogã).
Atacan: Ojás trançados.
Atarê: pimenta da costa.
Atégùn: vento ou brisa.
Àtégún: escada.
Atim: pemba preparada.
Atori: vara.
Aueto: fique quieto! Cala-se!
Aure: cabra ou cabrita.
Ayá: esposa.
Ayà: peito.
Aya nini: coragem.
Ayacô: noite.
Ayan: esposa, mulher, fedor.
Ayanno: destino.
Àwa: nós.
Àwô: cor.
Awo: galinha.
Awo Ewê: verde.
Awo Ojú Orun: azul.
Awo Pako: Marrom.
Àwode: falcão ou gavião.
Awojíji: espelho.
Awokato: bacia.
Awon: ele (as).
Axé: assim seja!
Axexê: toque de culto aos mortos.
Axó: roupa ou saia.
Axogun: auxiliar do terreiro, geralmente na importante na hirárquia da casa, encarregado de sacrificar os animais que fazem parte das oferendas aos Orixás. Importante especialista no ritual, encarregado de Sacrificar, segundo regras precisas animais destinados ao consumo votivo.
Arula: chuva.
Azê: veste de palha de Obaluaê ou Omulu.
Azuelar: cantar para o Santo