domingo, 17 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA CANDOMBLÉ - CANDOMBLÉ PARTE III

Dando continuidade ao estudo APRENDENDO MAIS SOBRE O CANDOMBLÉ, estamos postando hoje a ultima parte desta primeira parte de uma sequência inúmera de assuntos que fazem parte de nosso amado CANDOMBLÉ, mas que aqui apresentamos de forma bem BÁSICA, pois isto compete a cada BABALORIXÁ OU IALORIXÁ fazer em seus ILÊS, junto aos seus filhos de santo.


Urupim ou Oropim 

É um ritual que ocorre logo depois do Apanan, na feitura de santo. 

Tem como objetivo despachar o cabelo dos iniciados e todos seus objetos que serviu na sua iniciação, como adoxu, Ekodidé, Mariô, resto de efun que usou em sua pintura e vários tipos de comida ritual. 

Tudo é devidamente embrulhado em pano branco, posto em um alguidar e colocado na cabeça do iaô, os cânticos são entoados, o noviço dá três voltas no barracão, seguindo para um rio ou mar, para entregar esta importante oferenda, que simboliza a despedida da sua vida de Abian. 

Este rito acontece também, toda vez que um adepto passa por ritual de raspar a cabeça, seja na mudança de nação ou quando for tirar a Mão de Vumbe.

ALGUNS PROCEDIMENTOS A SEREM CUMPRIDOS

Após alguns dias pesquisando sobre o assunto levantado: A INICIAÇÃO, bem como acrescentando alguma coisa do meu conhecimento adquirido sobre esta mesma questão. Sendo assim lhes apresento uma síntese prática sobre isto e espero que possam de alguma forma ajudar nas suas decisões. 

A finalidade deste texto é orientar as pessoas que não conhecem o candomblé. Porque se iniciar ou não no candomblé, bem como outros pontos importantes, dentro da religiosidade. 

A iniciação: Com a globalização que aí está e a Internet, vai ser muito difícil esconder segredos guardados a sete chaves como vinha sendo feito há uma centena de anos pelos antigos do candomblé. 

A finalidade de se guardar esses segredos era justamente para que não caíssem em mãos erradas e fossem usados para fins inescrupulosos, como já está acontecendo. O candomblé é uma religião iniciática mas nem todos nasceram para ser sacerdotes, gostaria de salientar que essa iniciação só deve ser feita em última instância, só em caso de extrema necessidade, quando não tiver outra alternativa. 

A iniciação no candomblé não é uma coisa que se faça levianamente sem observar as conseqüências provenientes de erros, caso o pai ou mãe de santo não estejam preparados devidamente para isto. 

Por que iniciar uma pessoa que não precisa ser iniciada? Só pelo dinheiro? 

Tem muita gente fazendo isso sem nenhum escrúpulo. São os mercenários de nossa religião, que não tem o menor respeito pelo Orixá, que dirá pelas pessoas desavisadas que caem em suas mãos. 

Sempre que for fazer uma consulta em qualquer casa de candomblé, fique atento, não dê dinheiro algum sem antes confirmar em outros lugares se é isso mesmo que estão dizendo. Se disserem que tem que fazer um ebó, borí, ou iniciação, vá jogar em outros lugares para confirmar a resposta do jogo, se for igual em pelo menos três lugares diferentes então faça. Caso contrário não faça nada, não gaste seu dinheiro sem saber se é realmente necessário. Caso for a primeira vez em que você busca a consulta pelo Jogo de Búzios, faça como os antigos, a famosa roda dos sete

Uma roda composta de sete jogos, com sete pais (mães) de santo diferentes. Mas que só você saiba a quem procurar ou a quem vai se dirigir e nunca diga a alguém que esta fazendo a Roda dos Sete. Pois se o jogo é verdadeiro de fato ou todos falarão a mesma coisa, ou como digo pelo menos três devem estar concisos. A partir daí você já saberá o caminho que deverá percorrer. 

Muitas pessoas pensam que é só fazer o santo e já pode ser pai ou mãe de santo, a coisa não é bem assim... Não é porque a pessoa se iniciou, que obrigatoriamente terá que abrir casa ao completar sua iniciação na obrigação de sete anos. Não são todos filhos de santo que tem cargo para ser um sacerdote. O sacerdote já nasce com essa missão e em proporção seria 1 em cada 1000 que deveria se preparar para essa árdua tarefa. 

O que está acontecendo no candomblé é uma distorção grave, quando se pensa que todo iaô tem que abrir casa. Um absurdo. Muitos não tem nem fibra e nem capacidade para ser um líder, abrem suas casas e depois de um tempo despacham tudo no rio e vão para as igrejas de crentes como se isso resolvesse o problema. 

E os culpados disso são os pais e mães de santo que inventaram essa nova modalidade de ganhar dinheiro, pois cada iaô que o incompetente for tirar, terá que chamar o pai ou a mãe para raspar porque ele não sabe. Pois não conviveu o tempo suficiente na roça para aprender o mínimo necessário e já abriu uma casa. 

Mesmo com pais ou mães de santo competentes, é preciso saber que candomblé não se resume às festas de barracão, a festa é só a ponta do iceberg, não é só chegar na hora da festa para dançar, candomblé não é só isso. 

O candomblé propriamente dito começa uma semana antes de cada festa, com muita gente na casa lavando, passando, cozinhando, limpando e enfeitando, quando você entra no barracão e vê as bandeirinhas no teto da cor do Orixá que está sendo homenageado, alguém teve que comprar, cortar e colar as bandeirinhas e colocá-las no lugar para que o barracão fique bonito. 

As anáguas, toalhas brancas, ojás precisam ser engomadas e passadas, (detalhe na maioria das roças é no tanque por não ter máquina de lavar, e se tiver não é usada porque gasta muita luz) isso normalmente é feito pelas Ekedis ou pessoas que moram na casa de candomblé, mas e as suas anáguas quem vai engomar? Quem vai passar? É durante o período de abian que muita gente vai aprender a lavar suas roupas, engomar e passar para poder usar na festa. 

Se você não sabe lavar roupa ou nunca lavou vai ter que aprender ou pagar para que alguém faça por você. Na maioria das vezes é do que vivem as pessoas que moram dentro de uma casa de candomblé, lavam e passam as roupas dos que não sabem ou não tem tempo para fazer. 

Durante a semana diversas obrigações são feitas, de acordo com a determinação do jogo de búzios, Exús, Eguns e os Orixás homenageados. Os bichos tem que ser limpos por alguém e tratados pois será servido uma parte para os Orixás e outra parte para todos os presentes na festa. Você já limpou uma galinha, um pato, um pombo ou um cabrito? 

Ah! tem dó?!!!, Tem nojo? ah bom!!! Então pode ir pensando no assunto, na hora de tirar as penas todo mundo tem que ajudar não importa cargo, é uma das coisas que os abians e iaôs podem fazer. 

Alguém precisa limpar a casa e deixar impecável para que ninguém saia falando. Isso os abians e iaôs também podem fazer sem problemas, se você nunca varreu sua casa, vai aprender a varrer barracão e quintal que normalmente são enormes. 

A comida precisa ser preparada e estar pronta antes de começar a festa para que as pessoas que estavam no fogão possam tomar banho e se arrumar para a dita festa. 

Quando chegar num candomblé e notar algumas pessoas com cara de cansadas e cochilando em alguma cadeira, não repare essa pessoa deve estar com todos os ossos do corpo doendo de uma semana de trabalho duro para que você possa ver uma festa bonita. 

Se você é leigo no assunto, procure conhecer um pouco mais antes de fazer qualquer coisa. Não deve se iniciar só porque acha bonito, porque gosta das roupas, porque gosta do ritmo envolvente sem pensar nas responsabilidades e conseqüências da iniciação. Não se inicia para depois de um ano chegar a conclusão que não era bem isso que se queria. 

Quando você se inicia no candomblé você está criando um vínculo com o seu Orixá, com a casa, com o pai ou mãe de santo, você passa a fazer parte de uma comunidade, por isso deve escolher bem a casa. 

Antes de qualquer coisa, acho que a pessoa precisa consultar vários jogos de búzios para saber se todas as respostas de jogo são iguais, não se deve confiar cegamente em ninguém. 

Depois de consultar vários jogos já dá para saber se precisa realmente ser iniciado ou não, aí a pessoa precisa escolher a casa e o pai ou mãe de santo que mais lhe inspire confiança, procurar saber quem são seus ancestrais, em que casa ele foi feito, tudo isso para não ter surpresas e aborrecimentos no futuro. Estou dizendo isto porque existem muitas pessoas com casa aberta e nem são iniciados no candomblé e dizem que são. Estou falando de Candomblé !!! E muitos aqui vão concordar comigo. 

Uma pessoa que não foi iniciada, não pode iniciar outras pessoas, porque não recebeu o Axé de ninguém. E pelo que me consta ninguém pode dar aquilo que não tem. 

Mesmo que lhe digam que precisa ser iniciado (fazer o santo), tenha calma e não vá fazendo no primeiro lugar que lhe disseram, procure outros lugares, se informe, o santo não vai te matar se você não fizer imediatamente, se ele é seu Orixá ele quer o melhor para você. Por isso mesmo existem os abians nas casas de candomblé, são pessoas que participam das festas e algumas obrigações na casa sem a responsabilidade de ser um iniciado. 

Para fazer parte do candomblé não pode ser preguiçoso, se está pensando que vai chegar numa roça de candomblé e ficar encostado olhando os outros trabalharem, esqueça! Todos trabalham por igual em prol da comunidade, se é uma casa para todos os filhos, todos os filhos tem que ajudar. E não é ao pai ou mãe de santo que estão ajudando. Quando limpar a roça pense que alguém está fazendo a comida que você vai comer e o que você está fazendo se reverterá em benefício de todos e para que todos tenham um lugar agradável e limpo para ficar. 

Durante o período de abian é que você aprende a dançar no barracão, aprende as cantigas, convive com todos da roça e tem a possibilidade de conhecer um por um, nesse período é que você vai descobrir se está no lugar certo, caso não seja poderá ir para outra casa pois ainda não tem vínculo nenhum com o pai ou mãe de santo e nem com a casa. 

O Axé é transmitido do pai ou mãe de santo para o iniciado de diversas formas, uma delas é na iniciação através do Adoxu que é colocado na parte superior da cabeça, onde penetrará o Axé ali depositado. O Axé vai sendo transmitido aos poucos, através das rezas, cantigas, banhos, boris, na feitura, na obrigação de 1 ano, 3 anos, (em algumas nações tem a de 5 anos), 7 anos, 14 anos, 21 anos de santo, daí em diante enquanto o pai ou mãe for vivo. 

O certo é permanecer na casa onde se foi iniciado, mas em decorrência de muitos desentendimentos entre pais e filhos de santo, tem havido uma grande e constante mudança de casa. Para os que não sabem... você nunca vai ser tratado em outras casas, como na casa onde você foi iniciado, existe uma diferença, ou seja (você não é do meu Axé), pode ser muito bem camuflado mas que esse sentimento existe, existe... Na primeira discussão você pode ouvir isso, não digo do pai de santo, mas dos outros filhos da casa com certeza. 

Depois da morte: Quando um iniciado morre esse Axé depositado precisa ser retirado antes do enterro, através de uma outra cerimônia e dependendo do tempo de iniciação a cerimônia do Axexê vária de 1 a 7 dias. 

Então quando uma pessoa pretende se iniciar no candomblé, já deve estar ciente que sua família terá que arcar com as despesas da cerimônia do Axexê após sua morte, caso não tenha deixado dinheiro para esse fim. 

São cerimônias caríssimas tanto a iniciação como o Axexê, lógico que as despesas terão que ser custeadas pelo iniciado ou por sua família. Se você não tem o dinheiro o Orixá sabe disso e não vai pedir aquilo que você não pode dar. Normalmente ele espera o tempo que for necessário, desde que ele veja que você está guardando nem que seja um centavo por mês. 

O que acontece com mais freqüência é a pessoa se iniciar (fazer o santo) sem saber desses detalhes e só depois de alguns anos de feito é que vai descobrir que quando morrer estará deixando um compromisso para a família que muitas vezes nem sabe do que se trata. 

Quando o iniciado não fez a obrigação de 7 anos ou seja ainda é um iaô, na maioria das vezes nem é feito o axexê individual, só é feita a 1ª cerimônia, isso se a família permitir que se faça. E muitos, mesmo tendo obrigação de 7 anos a família que não faz parte do candomblé não permite que se faça as cerimônias necessárias. 

Esse é um dos maiores problemas que os pais e mães de santo enfrentam quando morre algum filho de santo, ter que fazer as cerimônias e encontram obstáculos em virtude da família do filho de santo não conhecer a religião e não permitir e nem arcar com as despesas das mesmas. 

A parte que se refere a casa de santo, o pais e mães de santo fazem, jogam os búzios e o que for determinado será feito com relação ao Orixá do filho de santo, será despachado ou ficará na casa. 

Para os filhos de santo nessas situações são feitos axexês coletivos sem a ajuda da família, cumprindo a obrigação da casa reverenciando todos os que já morreram. Quando o falecimento é de um pai ou mãe de santo é muito mais complicado. Todos os filhos da casa se reúnem e chamam um outro pai ou mãe de santo mais velho que saiba fazer a cerimônia do axexê. 

Logicamente esse pai ou mãe de santo cobrará por seus serviços. Normalmente os pais de santo já deixam um dinheiro reservado para essa finalidade. Caso não tenha deixado, as despesas com os materiais, bichos, bem como o serviço do pai ou mãe de santo contratado terão que ser pagos pelos filhos de santo da casa. 

É uma cerimônia trabalhosa e cansativa que dura 7 dias e quem estiver no primeiro dia não poderá sair da roça até que termine tudo. E não termina por aí... tem o axexê de mês, de 3 meses, 6 meses, 1 ano e daí por diante... 

Além disso, todos os filhos da casa terão que tirar a mão do pai(mãe) de santo falecido(a), seja com a pessoa que herdar a casa ou com outro pai ou mãe de santo de sua escolha. Por isso antes de pensar em fazer o santo, pense bem, mas pense mesmo em tudo o que escrevi acima. 

Só se inicie no candomblé em caso de extrema necessidade, deixo bem claro que esta é a minha opinião. Cada um deve saber onde amarrar seu burro, o ditado é velho mas ainda é válido.

COLETÂNEA CANDOMBLÉ - CANDOMBLÉ PARTE II


Motumbá amados (as) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Com grande alegria venho dar continuidade a postagem de ontem: APRENDENDO MAIS SOBRE O CANDOMBLÉ - PARTE I. Uma das postagens, que na versão antiga deste BLOG, havia sido excluída por solicitação de ordens superiores. Mas que nesta nova versão esta retornando, bem como algumas já postadas anteriormente. 

Como: ÁGUAS SAGRADAS, NUNCA DEIXE SUA QUARTINHA SECAR, TENDO UMA ESPÍRITUALIDADE VERDADEIRA E MUITAS OUTRAS. Então dessa forma, espero que esta segunda parte seja também aproveitada dentro de nossa vivência na religiosidade. 

O que vem a ser o Ritual do Panan?

Apanan ou panã é um ritual da iniciação ketu que ocorre logo depois do Orunkó, Urupim na feitura de santo. Tem como objetivo principal fazer com que o noviço reaprenda as atividades do mundo profano e cotidiano, para que nada lhe seja prejudicial no futuro. 

É um ritual complexo onde todos da comunidade participam: o Yawô ainda desorientado devido ao longo período de transe e clausura, com os movimentos ainda trôpegos, recebe orientação do seu Babalorixá ou Yalorixa para executar as tarefas do dia a dia, tais como varrer, costurar, lavar, passar, sentar-se à mesa, cozinhar, etc. Tem a finalidade de fazer com que o noviço entenda que já é hora de voltar à sua vida normal, apesar de aproveitar mais um pequeno período do seu mundo sobrenatural.

Orunkó


Hora do nome do Yao no candomblé, (literalmente "eco do céu"), é o nome que todos os orixás obrigatoriamente tem que ecoar no dia especial, chamado nome do santo (Feitura de santo) em público, na presença de todos os irmãos, filhos e adeptos. Momento mais esperado da iniciação ketu, ritual de tensão muito grande e a expectativa dos sacerdotes que contribuíram nesta sagrada iniciação, podendo ser afirmada ou negada pelo noviço de que tudo foi bem feito ou não, em caso positivo, ouve-se um grito triunfal do seu Orunkó, todos os iaôs "eleguns" que não tem obrigação de sete anos odu ejé entram em transe. 

Também é o nome que todos os iniciados recebem depois da sua iniciação e chamado por todos da comunidade. Na nação Angola Dijína tem o mesmo sentido que a palavra Orunkó.

COLETÂNEA O CANDOMBLÉ - INTRODUÇÃO

Queridos (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, aqui estamos dando início a mais um passo primordial de nosso meio de comunicação: transmitir alguns dos ensinos BÁSICOS sobre não somente nosso amado CANDOMBLÉ, mas também de nossa amiga e amada UMBANDA SAGRADA

Desta forma, com assuntos atuais e bem interessantes para nosso crescimento espiritual, bem como um maior entendimento do que vem a ser esta lado de fato espiritual de nossa RELIGIOSIDADE, tanto ameríndia (UMBANDA SAGRADA), como africana (CANDOMBLÉ).

E para darmos início tomamos por ponto de partida um assunto bem legal para de fato nos prender no que esta por vir nesta nova COLETÂNEA CANDOMBLÉ

CANDOMBLÉ PARTE I

Muitas vezes nosso BLOG na versão antiga, trouxe para cada um de nós, informações muito bacanas, fundamentais e de supra importância àqueles que buscam de fato conhecer melhor o CANDOMBLÉ bem como aprender o que vem a ser de fato esta religião tão cheia de atos e liturgias as quais muitas vezes não conhecidas, que a tornam linda. 

Chegando ao ponto de ter sido criticado e solicitado por algumas pessoas que na época, pra mim seriam de grande importância na minha vida, que o mesmo fosse tirado do ar. Os motivos quem sabe não seriam ou despeito, ou talvez inveja, por estar tendo talvez mais visualizações que alguns BLOGS por ai. 

Hoje, o BLOG OLHOS DE OXALÁ, volta a postar em sua nova estrutura algumas dessas postagens antigas. Por dois simples motivos: deixar de ser escravo dos outros e segundo: deixar bem claro que aqueles que se acham os tais, têm muito a aprender. Afinal não é a toa que a dita casa tem perdido constantemente filhos por descobrirem o que estaria por debaixo dos panos muito bem tapados e além de tudo fui autorizado a isso, pela nova casa que vou frequentar. Desta forma, amigos (as) amados (as) vamos participar esta nova postagem que foi muito bem comentada na época.

BARCO DE YAWÔ


A iniciação pode ser de apenas um Iaô ou pode ser de muitos. Nesse caso recebe o nome de "Barco de Iaô". Quando entra para fazer o santo sozinho será chamado de Dofono (homem) ou Dofona (mulher), por ser o primeiro e único. 

No caso do barco, o primeiro será chamado de Dofono, o segundo dofonitinho, o terceiro será chamado de Fomo, o quarto de Fomutinho, o quinto de Gamo, o sexto de Gamutinho, o sétimo de Vimo, o oitavo de Vimutinho, o nono de Gremo, o décimo de Gremutinho, o décimo primeiro de Caçula e daí por diante. Essa seqüência de nomes é usada na maioria das casas de candomblé de cultura Jeje-nagô. 

Já houve barcos com quinze Iaôs, muito raro, pois implica muito trabalho e dedicação de muitas pessoas para cuidar dos Iaôs. A maioria das casas recolhe no máximo três ou quatro. Existem Orixás que não podem ser iniciados junto com outros; nesse caso será recolhido sozinho.

INICIAÇÃO


Nos 3 primeiros dias a pessoa ficará descansando e fazendo os ebós de limpeza, que serão apurados no jogo de búzios e tomando banhos com folhas sagradas e abô. 

Ficando recolhida no Roncó (quarto específico de recolhimento) próximo ao peji e será feita a primeira obrigação, que é o Bori. Que será suspenso no final dos três dias, passando para as fases seguintes. 

Em seguida começa a contar o período de 16 dias. Aí tem início o longo aprendizado das rezas, costumes, práticas, lendas, histórias e a iniciação propriamente dita, que consiste em raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes), assentamento do orixá, serão oferecidos animais, comida ritual, flores e frutas.


Na primeira saída pública o Iaô sai do Roncó (nome dado ao quarto onde ficam recolhidos) para o barracão todo vestido de branco, essa saída é em homenagem a Oxalá, trás na testa uma pena vermelha chamada Ekodidé e na parte superior da cabeça o adoxu e pintado com efun, ele vem acompanhado de sua mãe pequena, da Iyalorixá e todos que ajudaram na feitura. 

Nessa saída o Iaô deverá saudar a porta, os atabaques o Axé do centro do barracão onde estar o fundamento da casa e a Iyalorixá. Em seguida é recolhido para mudar de roupa.


A segunda saída pública do Iaô no barracão as roupas são coloridas em homenagem à todos os orixás e a pintura é feita com o pó azul wáji, branco efun, e vermelho osùn. 

O Iaô sendo de oxalá ou determinados orixás funfuns a roupa não pode ser colorida, predominando o branco, todavia a pintura colorida seja relevante em quantidade discreta. 

Orunkó: hora do nome do Iaô no Candomblé.


A terceira saída do Iaô é a mais esperada por todos da comunidade, nota-se um momento de tensão muito grande e a expectativa dos sacerdotes que contribuíram nesta sagrada iniciação, que pode ser afirmada ou negada pelo noviço de que tudo foi bem feito ou não, com o grito triunfal do seu nome. 

Novamente o Iaô é trazido ao Illê axé, desta vez sem a pintura geral, só com uma pintura de wáji no centro da cabeça (cuia de wáji) ou borilé (ritual feito com ejé do pombo branco) e ornado com penas do mesmo. 

O Orixá dirá seu Orunkó para todos ouvirem, nesse caso é escolhida uma pessoa (normalmente um Babalorixá ou Iyalorixá de outra casa) presente para tomar o nome do Orixá, são feitas algumas cerimônias onde a pessoa pergunta por três vezes o nome do Orixá e na terceira ele grita em voz alta seu Orunkó para todos ouvirem. Depois do nome dado o Iaô é recolhido novamente para trocar a roupa.


A quarta e última saída: o Orixá vem todo paramentado com roupas e ferramentas características de cada Orixá para dançar e ser homenageado por todos os presentes. No final canta-se para Oxalá e a festa é encerrada.

COLETÂNEA XIRE DE LOGUN-EDÉ - ALGUMAS CANTIGAS MAIS USADAS

Motumbá meus irmãos, para fecharmos dignamente nossos estudos sobre LOGUN-EDÉ, nada mais justo de postarmos aqui algumas das cantigas mais cantadas de forma louvável, dignificando este ORIXÁ ENCANTADO.


CANDOMBLÉ ANGOLA



RODA DE LOGUN-EDÉ (DOTÉ LUIZ DE IANSÃ - HOMENAGEM)


PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T' OGUM

Motumbá meus (minhas) amados (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia e na verdade também, bom Domingo!


Estamos hoje fechando os assuntos voltados a LOGUN-EDÉ, e como vimos de fato, assim como na primeira vez que tentamos postar algo sobre este mesmo ORIXÁ ENCANTADO, vimos não somente uma dificuldade grande nos assuntos, mas como desta segunda vez, uma dificuldade tremenda de partilharmos o que deveríamos partilhar. 

Mas nossas tentativas deram de fato certo, o que nos agradou o coração. Mesmo com a quantidade de visitas de nosso BLOG ter diminuído um pouco. Mas isto, não nos afetou, pois nossa META é QUALIDADE e NÃO QUANTIDADE. Então por menor que tenham sido as visualizações, sabemos a fundo que nossa meta estamos cumprindo buscando levar até você o que de fato é importante dentro de nossa RELIGIOSIDADE.

Desta forma, vamos nos adentrar agora no assunto do CANDOMBLÉ digamos no geral para dar uma explanada melhor na busca do conhecimento desta linda religião, que chegou até nós através de nossos ancestrais africanos. Mas não vamos deixar de explanar também assuntos de nossa tão amada UMBANDA SAGRADA, a fim de motivados por vários amigos que não são de nossa RELIGIOSIDADE, possam tirar de fato de suas vistas, pontos de entendimentos equivocados e para que nossos irmãos interessados em conhecer melhor nossa RELIGIOSIDADE, possam ver com bons olhos, um pouco mais de nossa fé.

Passando este período vamos então nos adentrar nos mistérios de XANGÔ, para ai sim entrarmos e darmos continuidade em YANSÃ, como muitos a conhecem também por OYÁ.

Desta maneira, iremos fazer de tudo para que você VISITANTE, SEGUIDOR, AMIGOS E IRMÃOS DE FÉ, não deixem de nos acompanhar nesta nova jornada no BLOG OLHOS DE OXALÁ.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

OLHOS DE OXALÁ - A QUARESMA E O CANDOMBLÉ

*A semana santa e a Quaresma no Candomblé*


A Quaresma é oriunda da religião Católica, que estendeu-se pelas demais religiões com exceção das Igrejas evangélicas. Sendo que para o Igreja Católica a Quaresma representa o renascimento e a volta de Jesus, já para o Candomblé a Quaresma tem um significado completamente diferente, onde o povo Iyorubá criou Oròs para respeitar a quaresma, já que a religião foi cultuada principalmente por negros escravos que eram obrigados a serem Católicos. 

Nos tempos primórdios quando chegava a Quaresma, o povo Iyorubá paravam suas funções e faziam a festa chamada Olorogún, pois para o Candomblé o período da Quaresma é o período que em que os Òrísàs entram em guerra contra o mal para trazer o pão de cada dia para seus filhos. 

No dia da festividade chamada Olorogún, eram vestidos todos os Òrísàs do Asé e cada um dos Òrísàs vinham com um pequena trouxa, contendo a comida preferida de cada um deles. Todos dançavam os seus toques prediletos e no final saiam todos em fila dançando o Adarrun. Depois dessa festa os Òrísàs só voltavam no sábado de Aleluia. 

Depois do Olorogún os atabaques da casas eram recolhidos, onde tomavam ebós, eram lavados com ervas, e tomavam Obori. Essa foi uma forma encontrado para fortalecer os Atabaques que são utilizados em todas as funções liturgicas. 

No sábado de Aleluia, era feita uma grande festa em louvor aos Òrísàs, onde Ògún por ser o pai das guerras, traziam em suas mãos um grande cesto de pão para distribuir no salão. Representando o vencimento da guerra pela paz. 

A semana santa representa para o Candomblé a criação do mundo. Por este motivo os candomblecistas devem vestir o branco nessa semana, e principalmente na sexta-feira santa, já que representa o dia que os Òrísàs desceram do Òrún para conhecerem a grande criação de Olorun, executada por Òdúdùwà. 

Peço aos Candomblecistas que respeitem a semana santa, não pelo que ela representa para a Igreja Católica, mas sim pelo ela representa para nós do Candomblé. Usem branco, se não podem usar a semana toda coloque na sexta-feira, ofereçam canjicas, pão, acaçás á Òsalá pedindo paz para o nosso Brasil. Protejam-se, usem o Contra-Egún, pois essa semana os Egúns ficam soltos, pois Yansá está em guerra e não pode prendê-los. 

Òsóòsí Mojubá 

Iyànsàn Ìyá Nlá 

Bessen aho bo boy 

Olorun Modupé 

Atenciosamente, Huntó Douglas D' Odé

COLETÂNEA LOGUM E O PRECONCEITO - PRECONCEITO CONTRA EXÚ

Muitos ditos membros do CANDOMBLÉ, não sei motivos, nem razões, quanto menos explicações, são literalmente PRECONCEITUOSOS, quanto a realidade dos CATIÇOS, no mover de nossa RELIGIOSIDADE.

Outros ainda provém de RELIGIÕES, que nem a conhecem de fundo para falar que somos cultuadores do diabo ou coisas parecidas. 

Mas principalmente a respeito do assunto em questão EXÚ, não podemos nunca nos esquecer que ele  é caminho. E que sem EXÚ, nada caminha. Isto é fato.

Desta forma, vamos ver o que esta reportagem nos diz sobre este mesmo assunto:


COLETÂNEA LOGUM E O PRECONCEITO - VÍDEOS DEMONSTRATIVOS

Estamos motivados por nosso amigo PAI GUIMARÃES DE OGUM, a participarmos da MARCHA DO ASÉ, na AVENIDA PAULISTA. Mas muitos ainda se questionam com fatos indivíduais as vezes até sem resposta.

Esta Caminhada ou MARCHA, a quem quizer assim denominá-la, não é meramente mostrar a uma nação quem faz parte ou deixa de fazer. Mas de fato uma luta de direitos RELIGIOSOS, que também visa lutar contra um dito PRECONCEITO estigmatizado e sem fundamentos de existência. 

Desta forma, de uma forma bem atual e sem muitas palavras, aqui vai nosso apoio a toda LUTA CONTRA O PRECONCEITO INTER-RELIGIOSO, bem como todas as formas de PRECONCEITO


Ainda vamos nos livrar desse mal que a meus olhos sempre foi a doença do mundo, em que área for.


Outro exemplo acontecido em SERGIPE, vejam ao ponto que a coisa as vezes chega:


Uma pequena síntese do que vem a ser o CANDOMBLÉ:


Pai Toninho de Xangô fala sobre o dito preconceito religioso:



Esperamos que com estas imagens, você também entre em nossa luta contra esta doença chamada PRECONCEITO RELIGIOSO.

COLETÂNEA LOGUM E O PRECONCEITO - PRECONCEITO INTER-RELIGIOSO

Motumbá, amigos(as) irmãos(ãs), boa tarde!!! 

Hoje vimos necessário vir aqui explanar um pouco mais a respeito de uma realidade que temos acompanhado em todos os meios de comunicação, redes sociais e diversos sites; até mesmo dentro da própria política. Estamos nos referindo ao dito e conhecido "PRECONCEITO INTER RELIGIOSO"

Onde muitas pessoas hoje em dia, se esquecem que nosso País é de fato LAICO. Ou seja, ele tem liberdade de escolha, onde as pessoas podem livremente optar pela melhor religião a seguir e a acreditar. 

Na religião Católica, baseada na Palavra de Deus, conhecida como a BÍBLIA SAGRADA, são inúmeros os textos, capítulos e versículos que falam sobre o LIVRE ARBÍTRIO. Onde cada pessoa é livre de suas escolhas, atitudes, decisões e crenças. Não sendo permitido exigido ou impor-se uma REGRA para se seguir determinada determinação religiosa. 

Até já se foram decretadas LEIS GOVERNAMENTAIS com esta finalidade. Devido às quantidades absurdas de atitudes preconceituosas nesta realidade inter religiosa.


Mas hoje em dia o que vemos infelizmente é ver inúmeras pessoas agindo como se religião hoje em dia fosse um mercado. Pois a quantidade de coisas que se vê e se ouvê, as vezes se tornam até surreais.

Pessoas agredindo verbal e fisicamente outras. Templos sendo invadidos e não meramente isso: depredados. É triste ver isso, como se as pessoas tivessem de abandonar suas crenças, passar obrigatoriamente para outra como se aquela determinada crença, seita ou religião fosse a única a trazer a dita SALVAÇÃO

Não basta somente fazer uma linda pregação e andar por ai em praças públicas com as Bíblias por debaixo de seus braços, pregando o Evangelho e não vivendo o que se prega. Afinal o centro da pregação seja ela CATÓLICA OU PROTESTANTE é o AMOR, A CARIDADE, O PERDÃO E A UNIÃO

Não basta passar por todo um processo iniciatico como no CANDOMBLÉ, saber fazer bons Acaças, saber todas as cantigas e rezas. Se não houver no coração: CARIDADE, AMOR, PERDÃO E UNIÃO. E isto atinge também a realidade da UMBANDA SAGRADA.

Não basta meramente fazer suas meditações, energizações, contemplações nos templos do BUDISMO. Se no dia a dia, o que é aprendido nestes mesmos templos, não é colocado em prática. E claro sem AMOR, CARIDADE, PERDÃO E UNIÃO

O ESPIRITISMO segue a mesma situação. Não basta meramente ir ao centro mediúnico. Ser um servo de luz na vida das pessoas que ali vão buscar socorro espiritual e no dia a dia O AMOR, A CARIDADE, O PERDÃO E A UNIÃO, forem esquecidos. 

Ninguém de fato é dono da VERDADE ABSOLUTA. E o que as pessoas buscam ao sair de suas casas para ir aos seus templos, indiferente de suas crenças é de fato o encontro PESSOAL COM DEUS, CONSIGO MESMO E COM OS IRMÃOS. Mas sair para uma determinada fé e voltar com o coração amargurado por ver irmãos da mesma fé competindo STATUS ou POSIÇÕES como se isso fosse lhe guardar o melhor lugar no céu, melhor seria não sair de casa. 

O preconceito religioso, não meramente acontece entre RELIGIÕES para RELIGIÕES. Mas infelizmente, dentro de cada uma também existe o mesmo PRECONCEITO seja de cor, raça, modo de se vestir, modo de proceder uns para com os outros. Situações adversas que a cada dia mais e mais o coração do ser humano se entristece e se coroe. 

Nos nossos dias, vemos uma verdadeira GUERRA entre protestantes e pessoas de MATRIZES AFRICANAS, adeptos tanto da UMBANDA SAGRADA (que tem suas raízes amerindias) e do CANDOMBLÉ (literalmente Afro). Uns denegrindo os espaços e opções religiosas dos outros. Agora perguntamos pra que isso? Disputa de lugar no céu? Acho eu que Deus na sua infinita misericórdia tem espaço pra todos os quais ELE ESCOLHER, que por direito, forem para esta realidade. Afinal, como diz a BÍBLIA, nem todos que dizem: SENHOR, SENHOR, SERÃO SALVOS. 

Os ataques chegam hoje em dia até pelos meios de comunicação. Mas a culpa também pode ser dos que se dizem fazer parte de uma fé, uma religião, uma crença e não fazem nada do que se aprende nos seus templos.


Esperamos que esta nossa colocação possa de fato chegar a todos vocês que estão nos acompanhando agora. Sejam do CANDOMBLÉ, UMBANDA SAGRADA, CATÓLICOS, PROTESTANTES (pois temos seguidores destas realidades religiosas nos acompanhando e damos nossos mais sinceros respeitos), e ver se as atitudes seja de quem for estão de fato corretas. 

Nossos mais sinceros respeitos.

OLHOS DE OXALÁ - EVENTOS

Motumbá, para quem é de motumbá. Saravá, para quem é de saravá. Boa noite, aos meus amigos e amigas do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Aqui estamos para compartilhar com todos vocês alguns eventos atuais, de supra importância, que além de dar portas de crescimento. São de fato verdadeiros portais, para novos conhecimentos, fazer novas amizades e de fato buscar aquilo que é certo.

São eles:



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - PRECONCEITO CONTRA A MINISSÉRIE SEREIA

Religiosos extremistas pegam no pé da sereia


Depois de implicarem com “Salve Jorge”, chegou a vez dos extremistas religiosos apontarem suas críticas à minissérie “O Canto da Sereia”.

Assim como na novela de Gloria Perez, o alvo é a crença de outras religiões. No caso de “Salve Jorge”, acusavam a Globo de fazer uma novela com um santo pagão, e em “O Canto da Sereia” o que é usado como justificativa aos ataques é o candomblé e o bissexualismo da protagonista Sereia (Ísis Valverde).

Em imagens divulgadas no Facebook, fotos dos personagens da trama aparecem ao lado de um texto escrito em WordArt dizendo “Depois de Salve Jorge agora é Oxum ‘O Canto da Sereia’ Isis Valverde será Bissexual”.

Protesto de pastor contra minissérie “O canto da Sereia” é tema de reportagem da Record

No programa Domingo Espetacular 13/01/13 trouxe uma reportagem abordando o protesto do pastor Divino Aleixo Marinho da Igreja Betel Palavra de Fogo, contra a minissérie “O canto da Sereia” que segundo ele foi uma forma de instruir os fieis do que é contra a Palavra de Deus.


O programa da TV Record entrevistou o pastor da Igreja Betel Palavra de Fogo, que criticou a abordagem feita pela Globo em relação às religiões. Para ele, o tratamento é desigual.

“A distribuição em relação à religião que a emissora em si propõe não é muito justa. Quando aborda um assunto religioso, sempre aborda de uma maneira crítica, ou diminuindo a capacidade que os evangélicos têm. Eles consideram a gente como um povo pequeno, um povo sem cultura”, afirma o pastor.

A reportagem repercutiu ainda as manifestações dos autores Glória Perez e Walcyr Carrasco, que através do Twitter, reclamaram dos protestos contra as produções Salve Jorge e O Canto da Sereia, e ressaltou a declaração da criadora da atual novela das nove, que afirmou ter medo do “modo talibã de ser” dos evangélicos que acompanharam os protestos do pastor Marinho.

Em resposta de Marinho às críticas feitas à sua iniciativa, foi baseada nos princípios que o levaram a pedir que os fiéis não acompanhassem a microssérie: “A minha opinião é que, infelizmente, se era intenção dos criadores ou não, eles passam uma mensagem contrária ao que a Bíblia diz”, pontua.

Procurada pela reportagem da Record, a assessoria da TV Globo pronunciou-se dizendo que a emissora é “laica e assim é vista pela maior parte do público brasileiro”, e se negou a comentar a possibilidade de que exista uma personagem evangélica com status de protagonista na próxima novela que for produzida.

A reportagem do programa Domingo Espetacular ouviu ainda os pastores Diógenes Monteiro e Agenor Duque, que criticaram a iniciativa da Globo em tentar se aproximar do público evangélico.

Para Duque, o Festival Promessas, é uma “jogada de marketing”, que não enfatizou a “pregação do Evangelho”. Já Monteiro ressaltou que ao seu ver, a aproximação é uma tentativa de “maquiar uma série de abusos que têm sido cometidos contra a comunidade evangélica”.

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - NOVELA LADO A LADO

João Ximenes Braga defende a tolerância religiosa em Lado a Lado



Autor da novela das seis usa personagem de Jurema para apelar pela liberdade às crenças no país

João Ximenes Braga, autor de Lado a Lado em parceria com Claudia Lage, está fazendo muita gente refletir com a trama de Jurema, personagem de Zezeh Barbosa. Ao assumir sua religião no início do século XX, ela vem enfrentando dificuldades que ainda podem ser vistas nos dias atuais.


A constituição da época já previa liberdade religiosa. Mas havia uma lei que proibia jogos de adivinhação e uso de ervas para ludibriar pessoas. Era uma forma de reprimir credos de origem africana. João explica: "A diferença da época de Lado a Lado para agora é que não há qualquer lei contra, pelo contrário. Mas o preconceito ainda é muito forte. Em novembro, a PUC-Rio divulgou uma pesquisa sobre os templos de religiões afro-brasileiras no estado do Rio. Eles mapearam 847 templos e, segundo a pesquisa, mais da metade já foi vítima de 'algum tipo de ação' que pode ser classificada como intolerância em razão da crença ou culto", diz o escritor.


João Ximenes Braga vê com otimismo a discussão de temáticas religiosas em folhetins, e diz que tem recebido muitas mensagens agradecendo a iniciativa.

Conselho de Promoção de Liberdade Religiosa e Direitos Humanos. O projeto, pioneiro no país, trabalha diretamente no enfrentamento dessas ocorrências e na proteção às vítimas de preconceito de ordem religiosa. Reveja a cena da prisão de Jurema.

Braço da Secretaria de Estado da Assistência Social e Direitos Humanos, o órgão vem promovendo em conjunto com outras secretarias do Estado ações para preparar os funcionários que recebem esse tipo de demanda. Inclusive, há um programa de treinamento especial para o contingente das Polícias Civil e Militar no sentido de prepará-los para proteger as vítimas de agressão.

Claudio Nascimento, Superintendente do Programa de Combate à Intolerância Religiosa, ressalta que todas as crenças merecem respeito e cuidado. “Não são só as religiões de matriz africana que passam por isso. Credos islâmicos, judaicos, kardecistas, entre outros, também são alvos de preconceito. Nossa ideia é mostrar que todas as religiões precisam ser respeitadas. Inclusive, aqueles que não possuem crença alguma” ressalta. Reveja a cena em que Jurema é solta e aclamada pelo povo.


Claudio vê com bons olhos iniciativas como a de Lado a Lado em abordar um tema tão atual e de profunda importância para o crescimento da sociedade. “Acompanho capítulos de Lado a Lado e acho fundamental essa abordagem em folhetins, principalmente das 18h. Esse geralmente é um momento em que as pessoas chegam em casa do trabalho, as crianças voltando das escolas, enfim, é muito importante que eles tenham acesso a esse tipo de discussão. A televisão tem papel transformador na cultura de uma sociedade, e pode traduzir para uma linguagem mais clara temas importantes como a intolerância religiosa.”

João enxerga na televisão um poder de alcance muito grande e espera que quem assistiu à cena da prisão de Jurema pela prática do Candomblé possa, no mínimo, discutir a questão em casa com a família e os amigos, ou até mesmo refletir profundamente sobre o assunto. "Mas não acredito que a novela acabe com o preconceito de uma hora para outra", ressalva.

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - PRECONCEITO AOS ÍNDIOS



É uma pena ainda hoje ver esse tipo de atrocidade preconceituosa de pessoas que nem capacitadas direito para dirigir a Palavra de Deus tem para tentar aniquilar uma crença indígena que esta viva entre gerações mais antigas. Mas que por força das leis dos homens parece que agora todo mundo deve ser evangélico. Fico a me perguntar onde esta ou onde fica o livre arbítrio das pessoas, dos povos e das raças? Fala sério. 

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - A BELEZA DAS DIVERSAS RAÇAS


Muito se tem falado da beleza num geral. Mas não se tem verificado a verdadeira noção de que cada pessoa tem sua beleza própria, seja oriental, seja europeia, seja ameríndia, seja negra. A beleza é de fato UNIVERSAL


Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pode ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê» Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. 

Sensibiliza-nos o fato de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. 

Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. 

Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tínhamos motivos para esperar. 

Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos. 

— com Rusalia Giorgia.

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - PRECONCEITO RELIGIOSO NAS NOVELAS


Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Uma das coisas que atualmente tem virado ponto de discussão entre os internautas, membros do FACEBOOK é de fato a questão da NOVELA SALVE JORGE. 

Durante a criação e gravações da mesma, o foco central, como outras quaisquer apresentadas pela REDE GLOBO DE TELEVISÃO é de fato divulgar, apresentar culturas diferentes. E como já conhecemos o trabalho excelente da autora GLÓRIA PERES, que entre seus vários trabalhos destacamos com maior enfoque a novela O CLONE, que na sua época foi um foco central de criticas devido ao tema central abordado. 

Hoje se vive novamente uma questão parecida, pois o intuito da novela, é de fato apresentar a origem da história arqueológica de SÃO JORGE. Um guerreiro muito fervoroso e que lutava para conquistar seus objetivos de acordo com a monarquia de sua época e claro respeitando a sua religião. 

Mas isto hoje em dia não tem sido lembrado para muitos membros das religiões protestantes, devido a SÃO JORGE ser um santo cultuado e votivo dentro da IGREJA CATÓLICA. Bem como ser um Santo muito reverenciado dentro da UMBANDA SAGRADA, tendo seu sincretismo com o ORIXÁ OGUM, de forte atuação também no CANDOMBLÉ

Motivado por este tipo de situação resolvi postar esta colocação de meu amigo DOFONO WALLACE DE YEMONJÁ, que sabiamente foi muito feliz nas suas palavras e na sua pesquisa. 

Divertido é que, se a questão com o S. Jorge é de "evidência arqueológica", então a maioria dos personagens da Bíblia tá lascado... afinal, nunca ouvi dizer de alguém que foi a Jerusalém e tenha visto algum dos restos mortais de Davi, Moisés, Isaías..... 

O blog do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (controladora da Record) chegou a publicar um texto assinado por Vanessa Lampert, que alega que São Jorge sequer teria existido: seria uma lenda de origem babilônica encampada pela Igreja Católica. 

Ela se esquece de que não há provas arqueológicas nem documentais da existência física do Rei Davi: ele só é mencionado no Antigo Testamento. Mas o que importa é inflamar o autodenominado "povo de Deus". 

Quem quiser conferir o Blog do Bispo: http://www.bispomacedo.com.br/

COLETÂNEA LOGUM E O PRECONCEITO - A CULPA SEMPRE CAI SOBRE NÓS


Dia de desordem e destruição em Brejo da Madre de Deus 

BREJO DA MADRE E DEUS – O dia foi de caos ontem no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. Revoltados com a morte de Flanio da Silva Macedo, 9 anos, assassinado em ritual macabro, moradores da comunidade botaram fogo em pelo menos seis casas de pessoas acusadas de atuar como pai-de-santo. O tumulto tomou conta do distrito e a polícia não conseguiu conter os atos de vandalismo, que atingiu também pessoas que nada tinham a ver com o a morte da criança. A situação só começou a se normalizar no começo da tarde, com a chegada de reforço policial, inclusive o Batalhão de Choque e dois helicópteros. 

Os atos de vandalismo começaram logo cedo, por volta das 7h. Os incêndios aconteceram em sequência e foram causados por centenas de pessoas de todas as idades. Alegando que queriam matar todos os “macumbeiros”, a turba descontrolada tomou as ruas da cidade e incendiou casas em vários bairros. 

Uma das primeiras fica localizada na Travessa São João, no centro do distrito de São Domingos. A pequena residência, de um homem identificado apenas como Vavá, teve os móveis retirados e queimados na frente. O fogo também atingiu o imóvel, que ficou parcialmente destruída. “Muita gente invadiu a tocou fogo. Ele usava coisa de catimbó. O pessoal está tocando fogo em todas as casas dos catimbozeiros”, disse o autônomo Jânio Arruda. Segundo populares, o morador já tinha fugido e a casa estava aberta. Um homem foi detido durante o ato de vandalismo. 

Enquanto a polícia tentava controlar a situação na Travessa São João, recebeu a informação de que a multidão já estava atacando outra residência, desta vez na Rua Francisco Borba Xavier, conhecida como Rua da Lama. Segundo vizinhos, a dona da casa, identificada apenas como Dona Carminha, de 78 anos, morava no local com o marido. A população não colocou fogo na residência, mas quebrou móveis e objetos, entre eles algumas imagens de santos de candomblé. 

Fonte: Jornal do Comercio 

Por desinformação, ignorância e distorção da mídia, religiosos de segmentos espiritualistas e de matriz africana vêm sendo perseguidos e tendo seus centros e terreiros invadidos - e em alguns casos destruídos - em Brejo da Madre de Deus, Pernambuco. 

Um homem apontado como “pai de santo” é o principal suspeito de ter planejado e participado do crime juntamente com outras quatro pessoas. Diante da atrocidade do ato, a população enfurecida vem cometendo atos durante esta semana contra centros e terreiros. 

O caso, devido à dimensão, tem ganhado bastante espaço na mídia pernambucana e frequentemente cenas típicas de inquisição e intolerância passam nos canais de comunicação e me deixam perplexa diante de tal atitude, de tamanha agressão começando pelo crime e chegando aos atos de destruição e perseguição religiosa na cidade e em localidades vizinhas. 

A falta de informação ainda é a principal causa desse tipo de ato relacionado a nós, praticantes de religiões de matriz africana. Uma mídia que distorce fatos, uma população ignorante e somos lançados a fogueira para sermos dizimados. 

Especialmente hoje, por perceber que todos esses atos assustadores têm causas maiores, fixas, e não pontuais, questiono até quando as nossas federações continuarão tão desarticuladas nacionalmente, ainda com pouco grito, ainda com pouca vontade de gritar e se manifestar imediatamente diante desses atos, até quando o povo de terreiro irá se calar e quando a Lei 10.639 será praticada com eficácia nas escolas para construirmos cidadãos menos intolerantes, menos manipuláveis e um pouco mais sensatos. 

Como religiosa me pus no lugar de cada um que teve a sua casa de culto destruída, de cada um que foi agredido e imagino o sentimento de impotência e de falta de proteção que nos cerca. Já está passando da hora de unirmos, meus irmãos. Já está passando da hora da nossa religião se transformar na instituição que naturalmente ela deve ser.


MATERIA ENCAMINHADA AO MEU EMAIL PESSOAL MANUFESHOWBOY@YAHOO.COM.BR PELO SITE: O CANDOMBLÉ.  

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - HOMOFOBIA NA POLÍTICA



Um deputado federal e pastor evangélico fez um chamado no mês de julho de 2012 a todas as denominações evangélicas do Brasil para que se unam contra a criminalização da homofobia e criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal “de esquerda” a favor de “tudo que não presta”, incluída aí a “união estável homo-afetiva”

O pastor é longe de ser o único a fazer manifestações públicas desta natureza: basta fazer uma busca em alguns sites fundamentalistas na internet, assistir a determinados programas de televisão e ouvir discursos proferidos por certos parlamentares evangélicos fundamentalistas.

A decisão do STF de reconhecer a união homoafetiva foi uma afirmação da soberania da Constituição no País

Fico me perguntando por que tanto desprezo, tanto ódio, tanta agressão, tanto amedrontamento infundado dos fiéis, tanto anúncio da “catástrofe” por vir que representaria a proteção jurídica dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), e tanta perseguição até contra pessoas que não são LGBT mas que têm manifestado seu apoio à causa da diversidade, vide alguns ataques que já se iniciaram nessas eleições. Nestas posturas, onde está o espírito do cristianismo exemplificado e pregado pelo próprio Cristo? O que aconteceu com o mandamento pregado por ele: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”

A homofobia é pecado, assim como o racismo. Vejam por analogia, quando Tiago relata “Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores;” e também em Atos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas.” Mesmos fossemos utilizar argumentos de livros sagrados, o que não é o caso, está havendo – sim – acepção da comunidade LGBT.

Querer marginalizar segmentos da sociedade em nome de uma suposta verdade é uma prática perigosa, e também um erro no sentido original da palavra pecar (errar o alvo). A este respeito é impossível não fazer um paralelo com o extermínio nazista de todas as pessoas que – segundo o dogma deles – também “não prestavam”. O resultado disso foi o holocausto. O paralelo também se espelha no seguimento incondicional, cegamente e sem senso crítico, das pregações dos líderes fundamentalistas, até se chegar ao caos irreversível, o verdadeiro inferno na terra: o holocausto no caso do regime nazista; a intolerância e barbárie no caso do islã fundamentalista, por exemplo. Seria imperdoável a religião, no caso o fundamentalismo evangélico no Brasil, errar mais uma vez. 

Os protestantes / evangélicos já sofreram muito no Brasil e em outros países católicos, chegando a ser uma minoria perseguida. Por que então perseguir outra minoria por causa de sua condição sexual? Não se aprendeu nada da triste lição de ser objeto de preconceito, discriminação e até de morte por serem “hereges”, ou terem uma religião diferente da predominante, assim como as pessoas LGBT sofrem hoje por terem uma sexualidade diferente da convencionalmente aceita. Apenas como exemplo, na semana passada publicaram-se os resultados de mais uma pesquisa que apontou que 70% dos gays de São Paulo já sofreram agressão, entre agressão verbal, física e sexual.

Temos plena consciência de que é um erro generalizar e sabemos – de primeira mão – que há muitas pessoas evangélicas que não seguem essas posturas fundamentalistas homofóbicas e, sim, procuram respeitar a todos na profissão e no exercício de sua fé.

Um exemplo é o bispo negro sul africano, Desmond Tutu, da igreja Anglicana, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que tem se posicionado inúmeras vezes contra a prática de fazer acepção às pessoas LGBT: “Discriminar nossas irmãs e nossos irmãos que são lésbicas ou gays por motivo de sua orientação sexual é para mim tão totalmente inaceitável e injusto quanto o apartheid… Opor-se ao apartheid foi uma questão de justiça. Opor-se à discriminação contra as mulheres é uma questão de justiça. Opor-se à discriminação por orientação sexual é uma questão de justiça. É improvável que o Jesus a quem louvo colabore com aqueles que vilipendiam e perseguem uma minoria que já é oprimida” (tradução minha, fonte). 

Não queremos uma guerra santa ou uma guerra arco-íris, muito menos criar e impor uma “Ditadura Gay” ou um “Império Gay”. Não! Absolutamente! Não queremos ser excluídos das famílias e nem destruí-las, como se alega. Queremos ter a nossa vivência e construir a nossa família da nossa forma, em coexistência pacífica e harmoniosa com as já estabelecidas. A diversidade existe e isso há de ser reconhecido e respeitado. Uma sociedade se faz com toda a diversidade: “Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor” (Martin Luther King). Não se deve discriminar ninguém, sejam 0,25%, 25% ou 90% da população. Respeitar as minorias é dever de todos, como já diz o grande pacifista Gandhi: “Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”.

Também há muitas pessoas LGBT que são cristãs e para as quais é dolorido serem taxadas de pecadores e desviantes dentro do seio das igrejas, ao ponto de se sentirem excluídas e desistirem de frequentá-las. Neste sentido, gostaria de citar o primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron (partido conservador) em pronunciamento recente: “Eu sei que isso é muito complicado e difícil para todas as igrejas, mas acredito fortemente que as instituições devem redescobrir a questão da igualdade e as igrejas não devem ser oposição a pessoas que são gays, bissexuais ou transgêneros, que também podem ser membros plenos das igrejas, assim como muitas pessoas com visões cristãs profundamente enraizadas são homossexuais”

A igualdade é uma das questões no cerne deste debate. O Brasil é um Estado laico – não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais – e o País é regido por uma Lei Magna, a nossa Constituição Federal. E a Constituição garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que não haverá discriminação. Por isso as proposições legislativas que visem a restringir nossos os direitos se veem derrotadas uma a uma.

No caso da população LGBT no Brasil, ainda não temos igualdade de direitos em todos os quesitos, e ainda sofremos muita discriminação. Os dados oficiais do governo federal para o ano 2011, obtidos através do módulo LGBT do serviço telefônico Disque-denúncia, revelam que houve 6.809 denúncias de violações de direitos humanos de pessoas LGBT, representando 18.6 violações por dia. As violências mais denunciadas são as de ordem psicológica (42.5%), por discriminação (22.3%) e a violência física (15.9%).

Este quadro, e incluindo também o elevado nível de assassinatos, se repete todos os anos no Brasil. Apesar disso, o Congresso Nacional tem sido omisso e em 11 anos não aprovou nenhuma proposição em resposta a esta situação. Esta omissão é mais um sinal de desrespeito aos preceitos constitucionais da igualdade, da não discriminação, da dignidade humana, entre outros e, acima de tudo, um sinal claro do desrespeito e da indiferença quanto à situação vivida pela população LGBT. Diante disso, não podemos mais ficar de braços cruzados e aceitar o descaso. Buscamos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade do reconhecimento de nosso direito à proteção jurídica contra a violência e a discriminação homofóbica, como já existe em 58 países. 

Isso não é uma ameaça à liberdade de expressão, e nem à liberdade de crença. A nossa iniciativa não é um ataque frontal voltado para as igrejas. Defendemos intransigentemente essas liberdades, contanto que não sejam utilizadas como salvo-conduto para ataques à nossa cidadania, e nos defenderemos com todas as armas políticas e jurídicas disponíveis – incluídos aí o Ministério Público e o Judiciário, sempre.

O mandado de injunção apresentado ao STF é uma tentativa de reverter o comprovado quadro de violência e discriminação que nós, cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, vivenciamos nos mais diversos campos, mas que – ao contrário do racismo, por exemplo – não é punido por legislação específica, de modo a incentivar e perpetuar a impunidade de quem pratica esses crimes.

A decisão de 5 de maio de 2011 do STF em reconhecer a união estável homoafetiva foi uma afirmação da soberania da Constituição em nosso País e da indivisibilidade da igualdade dos direitos. Isto quer dizer que não há mais direitos para alguns setores da sociedade, e menos para outros, mas que os direitos são iguais, ou pelo menos deveriam ser, no dia-a-dia da sociedade brasileira. Enquanto o Legislativo Federal persiste em não reconhecer isso, a mais alta instância do Judiciário foi firme e unânime em fazer valer os preceitos constitucionais indiscriminadamente. Que o mesmo exemplo seja dado em relação à criminalização da homofobia.

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM - COLETÂNEA PRECONCEITO

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.


Mais uma nova semana se inicia, e com ela novas lutas, histórias, fatos, conquistas, talvez algumas derrotas, mas nada que não se encaixe perfeitamente na grande escola que se chama vida. 

Dentro desta escola, nada se nasce sabendo ou conquistando. A cada dia, uma nova batalha se inicia e com ela temos erros e acertos. Verdadeiras situações que nos fazem de fato amadurecer como pessoas, indivíduos e até seres melhores sociáveis.

Estamos num tempo em que vivenciamos a alegria do Carnaval, onde por breves períodos de tempo,  esquecemos problemas, situações desagradáveis da vida. Até vários problemas são postos de lado e vivemos uma alegria que explode de fato com o som dos tambores. E claro, nesse interim,  outras coisas vão acontecendo.

Dentro de nossa realidade BLOG OLHOS DE OXALÁ, não poderia deixar de ser igual. Situações que envolvem família, amigos, e até o próprio dia a dia. E como temos visto estamos dentro da seqüência central abordada, ser referente a LOGUN-EDÉ, temos visto outras coisas que podem ser abordadas perfeitamente; mesmo não fazendo coligação direta ao mesmo. Como estamos fazendo agora abordando o tema PRECONCEITO RELIGIOSO.

E falar de PRECONCEITO RELIGIOSO é de fato complicado devido a sua vastidão de assuntos e fatores. Afinal de contas, ao analisarmos as questões que envolvem LOGUN-EDÉ, é de fato um ORIXÁ, que traz consigo muitas contradições, entre elas muitos tabus e até preconceitos também.

É preconceitos na própria questão da opção religiosa que cada um escolhe. É preconceitos de Nação para Nação. Preconceitos ligados entre como uma falsa disputa entre membros do CANDOMBLÉ e da UMBANDA SAGRADA

São fatos de preconceitos ligados à credos, raças, sexualidades, enfim vastos assuntos que estão de fato inseridos nestas realidades. E isto acontece conosco também, como um fato que aconteceu atualmente referente a minha pessoa JOSÉ PEDRO MANUEL T'OGUM, com uma pessoa que até alguns dias atrás era tida como AMIGA mas com os fatos, pude ver que de amiga, esta mesma pessoa não sabe em hipótese alguma o real significado da mesma palavra. Mas enfim.

Com a busca de cada vez fazer este meio de comunicação ficar melhor, além dos assuntos que vamos hoje abordar aqui, vou por conta e risco abordar um tema que foi uma verdadeira bomba atômica em nossa realidade social e religiosa. E que logo cedo a própria televisão já tem relatado, chegado aos meios de comunicação mundiais, espalhados pela INTERNET. Estou me referindo à RENUNCIA DO PAPADO DO PAPA BENTO XVI, líder religioso da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

Mas mediante todas estas realidades, reforço meu convite e todos (as) vocês: SEGUIDORES,  VISITANTES, AMIGOS, que continuem acompanhando nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, que trata-se de um serviço de informação a todos que fazem parte de nossa RELIGIOSIDADE, seja ela da UMBANDA SAGRADA, bem como do CANDOMBLÉ.