domingo, 10 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - DIREITO DOS SACERDOTES


Dessa forma, é importante que todas essas notas sejam visualizadas, propagadas e compreendidas pela maioria, sendo que, constituem uma importante ferramenta de defesa e luta à busca liberdade de crença. Todas fazem parte da campanha promovida no passado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade.

É fundamental que, cada dia mais, nós estejamos aptos para nos defender de possíveis ataques. Aproveitem!!!

Os direitos do Ministro Religioso (Sacerdote/Sacerdotisa)

Cada religião tem o direito de preparar e nomear seus sacerdotes e sacerdotisas de acordo com seus padrões de costumes.

A lei não exige nem pode exigir que uma pessoa tenha cursado faculdade para tornar-se um Ministro(a) Religioso(a).

Perante a lei, todos os sacerdotes e sacerdotisas são chamados de Ministro Religioso e todos gozam dos mesmos direitos.

Para que uma pessoa se torne um Ministro Religioso ela precisa ser indicada por uma autoridade religiosa ou ser nomeada ou eleita por uma associação religiosa, legalmente constituída. A nomeação deve constar em ata e ser registrada em cartório.

Os Ministros(as) Religiosos (as) possuem vários direitos, entre eles:
• Ser inscrito como Ministro Religiosos na previdência social (para fins de aposentadorias, benefícios, etc.);
• Celebrar casamento e emitir o certificado de realização da cerimônia;
• Ter livre acesso a hospitais, presídios e quaisquer outros locais de internação coletiva, visando dar assistência religiosa;
• Ser preso em cela especial até o julgamento final do processo;
• Ser sepultado no próprio templo religioso;
• Ao Ministro Religiosos estrangeiro é assegurado o direito de visto temporário.

O templo Religioso

O templo religioso é o espaço físico, a edificação, a casa destinada ao culto religioso, na qual são realizadas as cerimônias, práticas, ritos e deveres religiosos (Constituição Federal, art. 150, inciso VI, alínea “b”).

Para funcionar legalmente o templo religioso necessita de alvará de funcionamento expedido pela Prefeitura do município onde esteja localizado (Lei n. 3.193, de 04 de julho de 1957). Apenas, e tão somente a prefeitura tem poderes para expedir o alvará de funcionamento e nenhum outro documento substituí o alvará.

O imóvel pode ser próprio ou alugado.

De acordo com a Constituição federal, o tempo religioso é isento do pagamento de qualquer imposto, a exemplo do IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano (Lei n. 8.245, de 18 de outubro de 1991, art. 53). No caso de São Paulo, uma lei municipal isenta os templos do pagamento de taxas de conservação e de limpeza pública (Lei do Município de São Paulo, n. 11.335, de 30 de dezembro de 1992).

Lembrem-se, é importante sempre estarmos informados acerca das leis que nos protegem!!!

Amanhã, vamos recordar sobre: O Casamento Religioso e a Escolha do nome de filhos de acordo com a religião dos pais.

Que Òsùmàrè proteja todos de qualquer tipo de preconceito e discriminação.

Casa de Òsùmàrè

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - LIBERDADE DE CULTO


Em continuidade a COLETÂNEA iniciada, vamos publicar importantes excertos da lei brasileira, que salvaguardam os nossos direitos. Dessa forma, é importante que todas essas notas sejam visualizadas, propagadas e compreendidas pela maioria, sendo que, constituem uma importante ferramenta de defesa e luta à busca liberdade de crença. Todas fazem parte da campanha promovida no passado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade.

É fundamental que, cada dia mais, nós estejamos aptos para nos defender de possíveis ataques. Aproveitem!!!

Liberdade de culto e dos locais de culto.

Liberdade de reunião, de culto e de liturgia são direitos previstos na Constituição Federal (Constituição Federal, art. 1º, caput; art.5C, incisos II, IV, XV e XVI; art. 220, § 2º).

Respeitando-se a Lei, todos podem reunir-se pacificamente para manifestar sua crença, sem qualquer tipo de obstáculo do Poder Público ou de particulares (Lei de introdução do Código Civil, art. 2º).

O culto pode ser realizado em locais fechados ou abertos, ruas, praças, parques, praias, bosques, florestas ou qualquer outro local de acesso público.

Segundo a Constituição Federal existem apenas três casos em que o culto pode ser proibido: quando não tiver caráter pacífico; se houver uso de arma de fogo ou se estiver sendo praticado um ato criminoso (Lei n. 1.207, de 25 de outubro de 1950). Fora disso, é permitido tudo aquilo que a Lei não proíbe. Não podemos esquecer, no entanto, que as leis sobre vizinhança, direito ao silêncio, normas ambientais, etc. devem ser sempre respeitadas.

O Código Penal proíbe a perturbação de qualquer culto religioso e a lei de Abuso de Autoridade pune o atentado ao livre exercício do culto (Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, art. 18 – Convenção Americana de Direitos Humanos, art. 12 – Declaração para Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e de Discriminação baseada em Religião ou Crença, art. 6º - Código Penal, art. 208 e seguintes – Lei de Abuso de Autoridade, n. 4.898, de 09 de fevereiro de dezembro de 1965).

A Associação Religiosa 

Para que uma comunidade religiosa tenho existência legal ela precisa estar organizada em uma associação, com ata e estatutos registrados em cartório.

Esta associação e denominada a social religiosa (lei n. 173, de 10 de setembro de 1893).

Registrados os estatutos, a comunidade religiosa passa a ser reconhecida legalmente e pode exerce os direitos a segurados a todas as religiões (Constituição Federal, art. 5º, incisos XVII, XVIII, XIX, XX e XXI; art. 30, inciso I – Código Civil, art. 53 e seguintes).

Vale lembrar que nenhuma lei, estatuto ou autoridade civil pode influenciar no funcionamento interno das confissões religiosas.

Isto que dizer que o estatuto deve ser adaptado aos rituais e preceitos de cada religião; e não ao contrário (Lei de registros Públicos, art. 114 e seguintes – Decreto-Lei n. 1.051, de 21 de outubro de 1969 – Decreto do Município de São Paulo, n. 2.415, de 25 de fevereiro de 1954 – Decreto do Município de São Paulo, n. 3.052, de 29 de dezembro de 1955 – Lei do Município de São Paulo, n. 5.082, de 19 de novembro de 1956 – Decreto do Município de São Paulo, n. 8+979, de 4 de setembro de 1970).

Vejamos alguns dos direitos que as associações religiosas possuem: 
• Preparar, indicar e nomear seus sacerdotes ou sacerdotisas de acordo com os padrões de cada religião ou crença;
• Manter locais destinados aos cultos e criar instituições humanitárias ou de caridade;
• Criar e manter faculdades teológicas e escolas confessionais;
• Ensinar uma religião ou crença em locais apropriados;
• Escrever e divulgar publicações religiosas;
• Solicitar e receber doações voluntárias;
• Criar cemitérios religiosos; construir jazigos (criptas) no próprio templo religioso, para o sepultamento das autoridades religiosas (Código Penal, arts. 209, 210, 211 e 212 – Lei das Contravenções Penais, Art. 67).

Lembrem-se, é importante sempre estarmos informados acerca das leis que nos protegem!!!

Amanhã, vamos recordar sobre: Os Direitos do Ministro Religioso (Sacerdote/Sacerdotisa) e o Templo Religioso

Que Òsùmàrè proteja todos de qualquer tipo de preconceito e discriminação.

Casa de Òsùmàrè

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, UMA TRISTE REALIDADE


Na história dos 512 anos do Brasil, 388 foram construídos com base no sistema escravocrata, que transformava negros em meras mercadorias. A religião foi um dos mecanismos que permitiu que esses homens e mulheres, que foram arrancados das suas terras e coisificados, mantivessem uma ligação com o seu continente de origem, a África. 

E foi justamente nos primeiros anos da colonização do país que começou a busca incessante dos senhores de engenho, os escravocratas em criminalizar e demonizar toda e qualquer manifestação de matriz africana. Foi assim com a capoeira, com o maculelé e não seria diferente com o candomblé. 

Para isso, foram disseminados vários conceitos equivocados a respeito da religiosidade e cultura dos negros. Esses equívocos permanecem até os dias de hoje. 

Quem já leu a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos (católicos e protestantes) sabe muito bem que era natural o sacrifício de animais para saudar o Deus supremo. Desde a Grécia antiga se realizava esses rituais. 

Esta na hora de extinguir definitivamente com a falta de respeito contra as religiões de matriz africana, e principalmente erradicar os conceitos preconceituosos e estereótipos relacionados ao candomblé. Neste sentido segue nosso desabafo: 

No candomblé não sacrificamos seres humanos, pois não nos alimentamos desta carne. 

No candomblé não sacrificamos gato, pois não nos alimentamos desta carne. 

No candomblé não sacrificamos cachorro, pois não nos alimentamos desta carne. 

No candomblé não sacrificamos cavalo, pois não nos alimentamos desta carne. 

Resumindo... No candomblé e em tantas outras religiões espalhadas pelo mundo (sacrifício de animais também faz parte das culturas, como exemplo a judaica e islâmica). No candomblé entendemos que tudo é sagrado, a existência da vida deve ser respeitada desde a de um vegetal quanto a de um animal. O sacrifício é a retomada da ligação o Orixá, como no Judaísmo, o sacrifício é conhecido como Korban, palavra oriunda do hebreu karov, que significa "vir para perto de Deus"

Para as celebrações de nossos Orixás, que são regadas de banquetes compartilhados com a comunidade, somente são aceitas carnes que foram abatidas respeitando a vida e energia existente em cada animal e seu sofrimento sendo obrigatoriamente o mínimo o possível. 

Ofertamos aos nossos Deuses, os alimentos que ele nos proporciona em nosso cotidiano. Pode ser uma galinha, uma cabra, um bode. Animais que fazem parte da nossa ceia. E após ser sacrificado, tudo, exatamente tudo é aproveitado. A carne alimenta a comunidade, o couro fazemos os nossos instrumentos. 

O animal não morre em vão. A energia e essência de vida existente no animal é manipulada para beneficiar os adoradores de Orixá e esses rituais ainda são concluídos com cerimônias que visam justificar a necessidade humana de se alimentar da carne. 

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO - INTOLERÂNCIA, BASTA!


Existem leis que protegem os Povos Tradicionais de Terreiro? 

As leis existem, mas o povo do Axé precisa conhecê-las e ser um ativista da causa do Orixá, Vodum, Nkisi. 

Somos uma identificação de religião negra que resiste ao tempo e aos odiosos religiosos, portanto iremos nos unir e juntos exterminar o câncer do preconceito 

Por: Oluandeji 

SECRETARIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL 

NOTA DA SECRETARIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL 

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, SEPPIR / PR, ciente do documento intitulado ‘Comunicação Interna da Vigilância Sanitária e Ambiental de Petrolina, No. 003/2012’, que resultou no processo investigatório do Ministério Público de Pernambuco e na admoestação pela ilustre representante do PARQUET estadual à senhora Renilda Bezerra, apresenta o que se segue: 

1. AUSÊNCIA DE ABATE CLANDESTINO E MAUS TRATOS DE ANIMAIS – deve-se considerar que as Casas Tradicionais de Matriz Africana criam pequenos animais, para uso doméstico, na sua relação com o sagrado e também para a alimentação humana, e não para o comércio, não configurando abate clandestino. E, também, que em nenhuma parte do texto do documento constam quaisquer relatos ou identificação que consubstancie tal denúncia; 

2. PROIBIÇÃO DA SACRALIZAÇÃO DE ANIMAIS - é importante frisar que quaisquer impedimentos ao abate de animais nas práticas tradicionais de matriz africana significam um constrangimento de seus adeptos à renúncia de sua crença, o que ensejaria evidente infringência aos preceitos constitucionais, e de outros marcos legais, que garantem os direitos fundamentais. O abate dos animais nas Casas Tradicionais de Matriz Africana é feito com base nos ritos tradicionais pertinentes, portanto estão protegidos: 

. pela Constituição Federal, que no artigo 5º, inciso VI, estabelece a inviolabilidade da liberdade de consciência e crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a sua liturgia. Além disso, cabe destacar o que explicita o artigo 19, inciso I, o qual veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, EMBARAÇAR-LHES o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. 

. pela Convenção 169 da OIT, aprovada em 1989, instrumento internacional vinculante, supralegal, que trata especificamente dos direitos dos povos tradicionais no mundo, do qual o Brasil é signatário; 

. pela Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, de 2005, aprovada pelo Congresso Nacional, por meio do Decreto Legislativo no 485, de 20 de dezembro de 2006; 

. pela lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, SISAN, com vistas a assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências, que protege as práticas alimentares tradicionais; e 

. pelo Decreto 6040, de 2006, que estabelece a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável para Povos e Comunidades Tradicionais, que em seu artigo 3º, inciso I , estabelece como “Povos e Comunidades Tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica,utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”; 

3. SAÚDE E COSTUMES ALIMENTARES TRADICIONAIS - Há que se considerar ainda que a Política Nacional de Saúde e a Política Nacional de Vigilância Sanitária são constituídas a partir de indicadores epidemiológicos concretos. Não existem indicadores que apontam dados sobre a morbidade e a mortalidade resultantes dos costumes alimentares tradicionais de matriz africana nas pesquisas que tratam de saúde e adoecimento. Podemos aferir daí que não é possível criminalizar e proibir uma prática tradicional sem ferir os direitos fundamentais assegurados pelo Estado Democrático de Direito, e sem configurar ato de racismo, em função do histórico de negação e violência contra a ancestralidade africana no país. 

COLETÂNEA LOGUN E O PRECONCEITO RELIGIOSO


A LEI NOS PROTEGE PARTE I: A IGUALDADE DE TODAS AS RELIGIÕES PERANTE A LEI

Atualmente não existe religião oficial no Brasil. Desde a primeira Constituição brasileira, de 1981, a ideia de religião oficial deixou de ter respaldo legal (Decreto n. 119-A, de 07 de janeiro de 1890 – Constituição de 24 de fevereiro de 1981, art.11,§ 2º; art. 73, parágrafos 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 28º e 29o).

O Estado não apoia nem adota nenhuma religião. A lei proíbe de eleger esta ou aquela religião como verdadeira, falsa, superior ou inferior; daí porque se diz que o Estado brasileiro é um Estado laico.

A constituição vigente, de 1988, não deixa dúvidas quanto a isso: todas as crenças e religiões são iguais perante a lei e todas devem se tratadas com igual respeito e consideração.

A própria Constituição não permite nenhum tipo de aliança entre Estado e religião, e, ao mesmo tempo, proíbe a imposição de obstáculo a qualquer culto ou religião.

Além disso, a legislação garante ampla liberdade de crença e de culto, bem como proíbe discriminação baseada em credo religioso.
A associação religiosa, o culto, o templo, os ministros religiosos e os fiéis são protegidos por uma série de leis (Constituição Federal – CF, art. 1º, incisos III e V; art.3º, incisos I e IV; art.4º, inciso II; art.5º, incisos VI e VIII; art. 19, inciso I).

Discriminação religiosa é crime. Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso (CF, art. º, incisos VIII e XLII;).

No acesso ao trabalho, à escola, à moda, à órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião.

O mesmo se aplica ao uso do transporte público, prédios residenciais ou comerciais, bancos, hospitais, presídios, comércio, restaurantes, etc.

A mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, já decidiu que a discriminação religiosa é uma espécie de prática de racismo (Lei 7.71, de 05 de janeiro de 1989).

Isto significa que o crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) é imprescritível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo). A pena para o crime de discriminação religiosa pode chegar a cinco anos de reclusão (Código de Processo Penal, art. 5º, inciso I, § 3º e art. 301). 

No caso de discriminação religiosa, a vítima deve procurar uma delegacia de polícia e registrar a ocorrência. O delegado de polícia tem o dever de instaurar inquérito, colher provas e enviar o relatório para o judiciário, a partir do que terá início o processo penal (Supremo Tribunal Federal – STF, Hábeas Corpus nº 82.424, Relator Ministro Moreira Alves).

Lembrem-se, é importante sempre estarmos informados acerca das leis que nos protegem!!!

Que Òsùmàrè proteja todos de qualquer tipo de preconceito e discriminação.

Casa de Òsùmàrè

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM - BLOG OLHOS DE OXALÁ


Motumbá, meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia, Bom Domingo e Bom Carnaval é claro, com saúde, discernimento e muita proteção!!!

Neste Domingo, as 10:01hs, dia da Abertura dos Desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro. Pois aqui em São Paulo, terminaram nesta manha os desfiles das Escolas de Samba do Bloco Especial. E venho aproveitar exatamente neste dia para novamente dizer tomem cuidado, pois brincar o Carnaval é muito legal e prazeroso sim, mas quando o fazemos cientes de que estamos ali para curtir SADIAMENTE

Hoje, infelizmente o nível de violência, ainda continua grande pelas grandes e pequenas cidades de nosso País. Muitos ainda se esquecem que CERTAS DOENÇAS ainda continuam por ai fazendo suas vítimas, por tanto na hora de curtir um bom SEXO,  vamos sim nos precaver o uso da CAMISINHA ta ai, justamente pra isso.

Acredito que muitos ao lerem estes parágrafos acima vão se perguntar, mas o que tem haver um BLOG destinado a falar da RELIGIOSIDADE, esta abordando estes temas? Bom, minha resposta não podia ser diferente. Podemos sim ser um BLOG, cuja meta seja a RELIGIOSIDADE, tento do CANDOMBLÉ, como da UMBANDA SAGRADA, SIM! Mas em momento algum devemos esquecer que nossa META é levar a verdade e bem sabemos que NOSSOS CORPOS SÃO TEMPLOS DE DEUS. E como tal, temos de cuidá-lo dignamente para a ESPIRITUALIDADE.

E ainda digo mais SE BEBER, NÃO DIRIJA. Isso é fundamental!

Mas não podia deixar de vir aqui hoje para novamente dizer que após alguns dias sem internet, em nosso escritório. Aqui estamos novamente. Bem como acolher a todos os SEGUIDORES, que estão juntamente conosco, e até os novos, com suas adesões, mostrando com  elas que acreditam que nosso BLOG tem de fato levar a frente uma RELIGIOSIDADE PURA, REAL E VERDADEIRA.

Tenho visto também, uma diminuição das visitações a respeito das postagens feitas sobre LOGUN-EDÉ. Até posso supor algumas das respostas sobre esta realidade. Mas como nossa meta é passar o que é correto, não estamos aqui preocupados com as QUANTIDADES E SIM COM AS QUALIDADES. Desta forma, agradeço também a todos que ainda tem acompanhado nossas postagens sem esmorecer.

Aproveitando o tempo que estamos vivendo hoje em dia atualmente, vamos dar um pequeno espaço para alguns temas que abordam em muito uma realidade que ataca de fato surpreendente, dentro de um país livre e laico, nossa religiosidade. Estamos falando de PRECONCEITO

Um assunto que tem em muito com nosso ORIXÁ LOGUN-EDÉ. Já que sobre ele pesam muitas dúvidas, principalmente sobre sua sexualidade. Por ser um ORIXÁ ENCANTADO, também são vastas as discussões quanto a sua personificação na terra. Digo a respeito de feitura, quantidade dentro de um ILÊ ASÉ e qualidades. Ou seja, um ORIXÁ que por si só, já traz consigo uma grande quantidade de preconceitos sobre ele próprio.

Assim daremos, após um período de acontecimentos tristes que estão acontecendo em nosso País, como o que aconteceu com nossos jovens lá em SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL. E agora esses ataques violentos que já aconteceram tanto em SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO e atualmente em SANTA CATARINA. Vamos lá minha gente, lutar pelo nosso PAÍS e principalmente pela nossa , na RELIGIOSIDADE que acreditamos e pertencemos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA COMIDAS DE LOGUN-EDÉ - PEIXE

 
Ejá ti Logun-édé

Material necessário:
 

1 Peixe dourado ou namorado grande,

1 litro de dendê,

4 cebolas grandes raladas ou trituradas e descascadas,

500g de camarão graúdo seco,

sal a gosto.
 
Um peixe Namorado ou dourado grande, escamado e limpo sem ser cortado, sem retirar as barbatanas, retirando alem das escamas a parte interna as víceras.
 
Depois lavar bem lavado. Fazer uma mistura de cebola ralada com camarão seco. Rechear o peixe com esse tempero e passar o resto desse tempero em todo peixe.
 
Coloca-lo em uma assadeira sem dobrado sobre algumas rodelas de cebolas cruas para não agarrar na assadeira. Pegar um copo americano com água e sal para regar o peixe inteiro e depois regar com o azeite de dendê de acordo com o tamanho do peixe. Levar ao forno e deixar assar, depois esfriar é retirado da assadeira e colocado em uma bela travessa. E esta pronto.
 

PEIXE PARA LOGUN
200gr de milho vermelho cozido
200gr de feijão fradinho cozido
azeite-de-dendê
1 bagre
pó de camarão seco
sal a gosto
1 cebola grande ralada
folhas de bananeira.

Tempere o peixe com dendê, cebola e pó de camarão.
 
Enrole em folha de bananeira e asse no forno.
 
Refogue a cebola no azeite e o pó de camarão. Misture o feijão e mexa.
 
Arrume o peixe assado no centro do prato de barro, ao lado coloque o refogado de feijão e do outro lado o milho.


COLETANEA COMIDAS DE LOGUN-EDÉ - OMOLOKUM



Vejamos aqui como se preparar uma comida para o Orixá Logun edé (Cultuado no Candomblé). Qualquer ato que envolve o termo COMIDA é também chamado de Adimu, Ajeun, Oferenda.

O nome da comida de Logun é Omolokum para Logunedé;


Vejamos aqui os Ingredientes para o preparo da comida de Logun:

- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de milho
- 01 cebola
- 4 ovos
- azeite de oliva;

Agora aprendendo como preprar a comida do
Orixá Logun:

Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.
 
Outra receita, também aceita para Logun-Edé
 
Axoxó ti ómólokum

 Material necessário:

 1 kg de feijão fradinho,
400g de camarão seco triturado,
4 cebolas grandes raladas ou trituradas
500ml de azeite de dendê,
sal a gosto
6 ovos cozidos e sem estarem feridos depois de descascados,
1 kl de milho vermelho,
1 coco,
sal a gosto.

Modo de preparar:
Cosinhar o feijão fradinho em água ate ficar quase seco, depois refogar com azeite de dendê,camarão seco pilado ou triturado, cebola e sal a gosto, depois misturar o refogado no feijão fradinho e ir acrescentando aos poucos o azeite de dendê até que fique cozido e pegue o gosto dotempero.
 
Segunda etapa, cosinhar em água e sal o milho vermelho (mais conhecido como milho degalinha) depois de cozido escorrer e deixar esfriar.Pegar uma vasilha de louça colocar no ladoesquerdo a vasilha o feijão já pronto e frio e na mesma vasilha do lado direito colocar o milho já proto e frio de forma que fique arrumado uniformemente.
 
Depois em cima do feijão colocar os ovoscozidos descascados sem estarem feridos e frios com a ponta mais fina virado para baixo, e colocar o coco cortado em tiras em cima do milho arrumado uniformemente.Depois de frio esta pronta.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL - AVISO IMPORTANTE

Motumbá minha gente, irmãos e irmãs, de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.
 
Estou vindo aqui, pois estamos enfrentando um problema com nossa ascesso a internet. Desta forma, estamos aqui explicando a todos, o motivo de não estarmos postando nada. Mas podem ter certeza qeu de alguma forma nosso BLOG ainda esta chegando até vc, transmitindo o que de melhor podemos passar para todos vocês.
 
Aproveitamos para exclarecer que demos inicio às postagens sobre LOGUN - EDÉ, mas para nossa surpresa não temos visto a mesma quantidade de acesso das pessoas, que são visitantes e seguidores. Mas acreditamos que logo isso vai melhorar.
 
Um grande abraço a todos.
 
Pedro Manuel T'Ogum.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

COLETÂNEA LENDAS DE LOGUN-EDÉ - LOGUN, ROUBA SEGREDOS DE OXALÁ


Logun-ede era um caçador solitário e infeliz, mas orgulhoso. Era um caçador pretensioso e ganancioso, e muitos os bajulavam pela sua formosura. 

Um dia Oxalá conheceu Logun Edè e o levou para viver em sua casa sob sua proteção. 

Deu a ele companhia, sabedoria e compreensão. Mas Logun Edè queria muito mais, queria mais. E roubou alguns segredos de Oxalá. Segredos que Oxalá deixara à mostra, confiando na honestidade de Logun. 

O caçador guardou seu furto num embornal a tiracolo, seu adô. Deu as costas a Oxalá e fugiu. 

Não tardou para Oxalá dar-se conta da traição do caçador que levara seus segredos. Oxalá fez todos os sacrifícios que cabia oferecer e muito calmamente sentenciou que toda a vez que Logun Edè usasse um dos seus segredos todos haveriam de dizer sobre o prodígio: "Que maravilha o milagre de Oxalá!"

Toda a vez que usasse seus segredos alguma arte não roubada ia faltar. Oxalá imaginou o caçador sendo castigado e compreendeu que era pequena a pena imposta. 

O caçador era presumido e ganancioso, acostumado a angariar bajulação. Oxalá determinou que Logun Edè fosse homem num período e no outro depois fosse mulher. 

Nunca haveria assim de ser completo. Parte do tempo habitaria a floresta vivendo de caça, e noutro tempo, no rio, comendo peixe. Nunca haveria de ser completo. Começar sempre de novo era sua sina. 

Mas a sentença era ainda nada para o tamanho do orgulho do Odè. Para que o castigo durasse a eternidade, Oxalá fez de Logun Edè um orixá.

COLETÂNEA LENDAS DE LOGUN-EDÉ - LOGUN, É SALVO DAS ÁGUAS


Logun Edè era filho de Oxóssi com Oxun. Era príncipe do encanto e da magia. 

Oxóssi e Oxum eram dois Orixás muito vaidosos. Orgulhosos, eles viviam às turras. A vida do casal estava insuportável e resolveram que era melhor separar. 

O filho ficaria metade do ano nas matas com Oxóssi e a outra metade com Oxun, no rio. Com isso, Logun se tornou uma criança de personalidade dupla: cresceu metade homem, metade mulher. (Mas, isto não indicava que era homossexual como muitos pregam.)

Oxun proibiu Logun Edè de brincar nas águas fundas, pois os rios eram traiçoeiros para uma criança de sua idade. Mas Logun era curioso e vaidoso como os pais. Logun nào obedecia à mãe. Um dia Logun nadou rio adentro, para bem longe da margem. 

Obá, dona do rio,para vingar-se de Oxum, com quem mantinha antigas querelas, começou a afogar Logun. Oxum ficou desesperada e pediu a Orunmilá que lhe salvasse o filho, que a amparasse no seu desespero de mãe. 

Orunmilá que sempre atendia à filha de Oxalá, retirou o príncipe das águas traiçoeiras e o trouxe de volta à terra. 

Então deu-lhe a missão de proteger os pescadores e a todos que vivessem das águas doces. 

Dizem que Oiá quem retirou Logun-Edè da água e terminou de criá-lo juntamente com Ogun. 

[ Lenda 66, do Livro Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi ]

COLETÂNEA LENDAS DE LOGUN-EDÉ - O NASCIMENTO

Já temos visto que na nova fase da grade de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, buscamos de fato dar uma continuidade de forma sequencial, a fim de não nos desviarmos do assunto central, muito menos, misturando assuntos. 

Para darmos continuidade aos estudos sobre o ORIXÁ LOGUN-EDÉ, vamos nos dedicar a esta nova fase da COLETÂNEA LENDAS DE LOGUN-EDÉTeremos outras fontes para partilhar com todos vocês como: CANTIGAS, a visão da UMBANDA SAGRADA, em relação a este ORIXÁ ENCANTADO e muitas novidades para o maior conhecimento de todos nós.

1-Nascimento de Logun-ede


No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém, o invadisse. Guardavam sua sabedoria como a um tesouro. 

É nesse contexto que vivia a mãe das água doces, Oxun, e o grande caçador Odé. Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos. 

Odé ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentavam e transbordavam de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta. Oxun argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorun. Odé não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação. 

Olorun resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los. A floresta de Odé logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras. 

Odé não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar. Oxun, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la. Odé andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum. 

Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada.Desesperado, foi até Olorun pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta dágua estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. A única salvação era a reconciliação. 

Odé, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxun, propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa. Oxun queria que Odé se desculpasse, reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorun. Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logun-Edé, que iria consolidar esse "casamento", bem como abrandar os ímpetos de seus pais. 

Logun sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas, onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias, bem como a estiagem prolongada. Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade. 

Conta uma outra lenda que as terras e as águas estavam no mesmo nível, não havendo limites definidos. Logun, que transitava livremente por esses dois domínios, sempre tropeçava quando passava de um reinado para o outro. Esses acidentes deixavam Logun muito irritado. 

Um dia, após ter ficado seis meses vivendo na água, tentou fazer a transição para o reinado de seu pai, mas não conseguiu, pois a terra estava muito escorregadia. Voltou, então, para o fundo do rio, onde começou a cavar freneticamente, com a intenção de suavizar a passagem da água para a terra. 

Com essa escavação, machucou suas mãos, pés e cabeça, mas conseguiu fazer uma passagem, que tornou mais fácil sua transição. Logun criou, assim, as margens dos rios e córregos, onde passou a dominar. Por esse motivo, suas oferendas são bem aceitas nesse local.

LEMBRANCINHAS DE NANÃ E TOALHA DE TAROT

De fato, temos muito a agradecer, por nosso BLOG, estar sendo constantemente acessado em suas PÁGINAS: NOSSOS PRODUTOS E LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS.

Vemos, a quantidade de visualizações, e graças a Deus, a Baba My Ogum e Baba My Oxaguiãn, comentários sobre os mesmos. Onde delas muitas pessoas já foram atendidas.

Nosso objetivo, não é comercializar, como fonte de renda, estes produtos. O primeiro intuito é fazer com que elas possam ser nosso meio de divulgar nossa RELIGIOSIDADE. Não é meramente ganhar dinheiro, mas compartilhar com você, ao fazer uma solicitação, um pedido seja de LEMBRANCINHA OU DE ALGUM TRABALHO BORDADO, seja ENXOVAL, seja uma simples TOALHA, mas estar junto em algum momento importante da sua vida.

Se fosse de fato para comercializar, já teríamos uma loja estabelecida, para melhor atendê-los. E nossa realidade é bem diferente. Tudo é feito numa pequena sala de nossa Casa, só isso. De forma, bem simples. Sem muita sofisticação. Pois não queremos ostentação, nem luxo, queremos somente através deles levar de fato a verdadeira RELIGIOSIDADE, através de coisas concretas.

Assim, como ORIXÁ, nunca foi e nunca será LUXO. Tanto nossas lembrancinhas como nossos bordados são simples. A única diferença é que são feitas com amor, dedicação e acima de tudo com muita gratidão a cada orixá que nos é solicitado.

Já tivemos perguntas do tipo: o que vocês fazem com o valor adquirido das lembrancinhas? Bom eu posso dizer antes de mais nada. Tenho meu trabalho, pois além de tudo que eu faço e das minhas responsabilidades pessoais eu sou CABELEIREIRO. Ou seja, é da minha profissão que tiro o meu sustento. Pois isto é além de tudo Bíblico. Todo o ser humano deve ser sustentado pelo seu trabalho.

Mas tudo que é voltado ao valor das LEMBRANCINHAS DOS ORIXÁS ou de qualquer tipo de TRABALHO EM BORDADOS, que fazemos é voltado a nossa realidade espiritual. Seja para nossas OBRIGAÇÕES, como também se algum irmão precisa de um remédio, um alimento é deste valor que tiramos para ajudar ao próximo, pela CARIDADE.

Então, meus (minhas) irmãos (ãs), quando alguém nos faz um pedido, não somente buscamos lhe atender de uma forma prazeirosa, pois é o meio que temos de divulgar uma RELIGIOSIDADE BONITA, como também você estará ajudando alguém a ter um pouco mais de dignidade na vida.

LEMBRANCINHA DE NANÃ - PEDIDO FEITO POR OGÃN SÉRGIO RICARDO T'OXAGUIAN - PROTÓTICO

Compartilhamos com vocês ainda o protótico de nossa mais nova criação, pois a mesma ainda esta sendo melhor elaborada.





TOALHA PARA JOGO DE TARÔT DO CIGANO JUAN CALIXTO


Agradecemos a todos que tem nos solicitado e divulgado nosso trabalho.

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM - SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL

Motumbá, meus (minhas) amados (as) amigos(as), irmãos(ãs), seguidores(as) e visitantes de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia!!!


Terminamos nosso mês de Janeiro, com a triste convivência do desastre que aconteceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Onde jovens de diferentes idades, saem de suas casas. Muitos deles ainda estudantes, saindo de seus alojamentos internos de suas faculdades, outros que saem de cidades vizinhas. Mas, todos com a intenção única de se divertir.

Mas que por infelicidade do destino, ousadia de uns e pouco caso de outros, acabaram não voltando para casa. Traídos pela própria sorte, de um local com ausências de saídas de emergência.

Hoje a cidade vive a saudade de suas perdas, uns se foram, vitimas de queimaduras e outros intoxicados pela profundidade da fumaça tóxica do incêndio que naquele local ocorreu.

Ficamos de fato, sensibilizados, motivo este que nos fez parar, temporareamente, com nossas postagens . Nos consolidando com a dor das famílias, que agora sentem a ausência dos seus, e que de fato nesta hora, somente a força de Deus para fazer que o dia a dia se torne menos sofrido. Pois aqui é aberto a todas as realidades religiosas. 

Minha total indignação é que foi necessário uma coisa desta gravidade, um verdadeiro desastre, acontecer. Para que as devidas providências fossem tomadas a nível NACIONAL. Governadores, Prefeitos, Secretárias de Segurança, todos agora se unem para VISTORIAR as casas noturnas do nosso território nacional inteiro.

Que triste realidade! Por que não fizeram isto antes? Talvez, tivessem evitado esta catástrofe, que nem deveria ter existido.

Bom, não estamos aqui para politizar nada, mas claro que não podemos deixar aqui nossa total INDIGNAÇÃO.

Mas mesmo nesta triste realidade. Eu, Pedro Manuel T'Ogum, deixo o BLOG OLHOS DE OXALÁ, em aberto, para que outras pessoas como os CO-AUTORES, ou até, quem sabe algum amigo, parente que desejar colocar aqui uma homenagem, um desabafo. Meus amigos e amigas, fiquem de fato a vontade. 

Pois como disse, o OLHOS DE OXALÁ é aberto a todos, e se alguém deixar de se manifestar, por menor que sejam as palavras, é sinal que este BLOG esta fugindo e não sabe como acertar uma de suas finalidades. SER UMA FAMÍLIA

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - A PERSONALIDADE


Personalidade 

São pessoas de extremo charme e carisma, possuindo muitos amigos e admiradores. Sentem imensa compaixão pelas pessoas que sofrem, sempre tentando ajudá-las. 

No entanto, basta ser contrariado e sua fúria aparece, muitas vezes perdendo o controle de suas ações, custando muito a acalmar-se. São perfeccionistas, querendo tudo ao seu modo. Não admitem erros por parte de outras pessoas. 

Agem por impulso, aproveitando ao máximo tudo o que a vida lhe oferece. São muito curiosos e espertos. Geralmente, quando crianças, adoram desmontar seus brinquedos para ver como são feitos. Na fase adulta, têm o dom de captar o íntimo das pessoas e, às vezes, sentem prazer em manipulá-las.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - OUTRAS CARACTERÍSTICAS


Logun-Edé é o Orixá originado do encanto, ou encantamento de Osossi e Osun. Divindade dos rios, senhor da pesca. Logun-Edé vive seis meses com o pai, Osossi, na caça e seis meses com a mãe, Osun, na água doce. Ambos ensinariam a Logun-Edé a natureza dos seus domínios. 

Logun-Edé não é um Orixá “metá-metá”, ou seja, um Orixá de dois sexos, embora divida o tempo com os pais, Logun-Edé é um Orixá masculino. Ele é a beleza em pessoa, o encanto dos jovens, o namoro, o flerte. Rege a ingenuidade do jovem, a adolescência, a beleza adolescente. 

O seu encanto está no primeiro beijo, no primeiro abraço, no primeiro carinho. Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores e numa paisagem singela. É também o deus da arte, o príncipe do que é belo, das águas doces, da caça, da alegria. 

Logun-Edé está encantado nos pequenos animais, como o coelho, o porquinho-da-índia e os pequenos pássaros, no mato baixo, nas matas pouco densas e principalmente nos rios, sua morada predileta. 

Está ligado às artes de pintar, esculpir, escrever, dançar, cantar; como o seu pai Oxóssi e ligado ao banho, pois também é filho de Oxum, deusas das águas doces. 

Bibliografia 
LOPES, Nei. Logunedé, santo menino que velho respeita. São Paulo: Pallas.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - AS MULHERES DE LOGUN


A MULHER DE LOGUN-EDE 

É a mulher que sustenta qualquer "parada" de um homem. Ela nasceu macho dentro do corpo de uma linda mulher-menina, aparentemente auto-suficiente. Mas, na realidade ela e de disputar qualquer situação e entregar-se totalmente quando ama, demonstrando uma surpreendente possessividade e o maior ciúme que já existiu no Mundo.

Ela tem que ser bem manuseada por gostar de se sentir nas mãos de um "forte". Ela é a mulher que sempre irá dormir agarradinha ao seu homem de tal forma que, mesmo dormindo, ainda dará beijinhos em quem ama. 

Geralmente tem o corpo farto, com seios, pernas, coxas e quadris de chamar a atenção. Seus pontos fracos são a inteligência do homem, um sexo super-ativo, um beijo meloso, as festas e muita fartura. 

AFINIDADES: Com homens de Yemanjá, Oxaguian, Oxumaré, Oxalá, Oxóssi, Exu e Ogum.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - OS HOMENS DE LOGUN


O HOMEM DE LOGUN-EDE 

É um homem com detalhes especiais no campo amoroso. Aparentemente tímido, na realidade, da mesma forma que seu orixá, espreita seu alvo (pessoa) até ter certeza que sua flecha não o errará. Não gosta de ser rejeitado e por esta razão joga de forma tática e matreira na conquista. Ele é aquele homem que entra por último num "papo", depois de certificar que pode dominar o assunto. 

Por ser um caçador nato, este homem não solta sua presa e consequentemente é super-ciumento... seu amor é seu amor e pronto! 

Seus pontos fracos são a vaidade, o "estômago", o verde e um sexo "agitadinho"

Sexualmente é passivo (não gosta de dominar a situação) e gosta de ser trabalhado. Sendo que gosta de ser agarrado, apertado, beijado e mordido. Mas depois de tudo, gosta mesmo é de um carinho.
 
AFINIDADES: Com mulheres de Oxum, Ewá, Oyá, Nanã, Oxalá, Yemanjá e Oxumaré.

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - CARACTERÍSTICAS DOS SEUS FILHOS


Logum-Edé é o orixá filho de Oxóssi e Oxum, essa filiação faz com que os nascidos com essa regência tenham características bem próximas a esses dois orixás, porém, num grau menor do que naqueles cujos pais são os mesmos.

Nas características de Oxum, ou seja, narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância. Tem também características em comum com Oxóssi, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objetividade e segurança. 

No entanto, há características de Logun Edé que não pertencem nem a Oxum nem a Oxóssi. Na verdade, ele reúne o arquétipo de ambos, mas de forma superficial. Cauteloso, objetivo e sincero (marcas de Oxóssi), está sempre procurando ajudar alguém, seja com atos ou palavras, é sempre um ombro amigo.

A superficialidade é a marca dos filhos de Logun Edé, porque eles, ao contrário dos filhos de Oxóssi e de Oxum não têm certeza do que são nem do que querem, tornando-os superficiais e nunca tem absoluta certeza do que deseja mudando suas opiniões a cada estação. As qualidades de Oxum e de Oxóssi amenizam-se em Logun Edé, mas, em compensação, os defeitos são exacerbados. Dessa forma, os filhos de Logun Edé são extremamente soberbos arrogantes e prepotentes. 

É belo, e tem consciência disso. Vaidoso, sensual, charmoso e elegante (marcas de Oxum), transita com a mesma naturalidade nos mais diversos ambientes, vai da favela à alta sociedade, fazendo amizades com uma facilidade incrível, pois sua alegria e eterno bom astral cativam a todos.

Tem imenso interesse em aprender e viver novas experiências, no entanto está sempre agindo por impulso o que o leva a embarcar em muitas “canoas furadas”. Eterno curioso não descansa enquanto não solucionar um problema ou descobrir um segredo, nisso pode se tornar um perigo já que capta com facilidade o intimo das pessoas.

Mas algo não se pode negar: os filhos de Logun Edé são bonitos e possuem olho-de-gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São mandões, os donos da verdade, os mais belos, cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença, a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrindo-se em leque. Quando têm consciência de que conseguem controlar os seus defeitos, os filhos de Logun Edé tornam-se pessoas muito agradáveis. 

Os filhos de Logun Odé não andam! Pairam sobre o ar!

COLETÂNEA LOGUN-EDÉ - AS QUALIDADES OU CAMINHOS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje, estamos aqui, para dar andamento a toda a SEQÜÊNCIA, voltada a COLETÂNEA LOGUN-EDÉ. E como não poderia deixar de ser, este mesmo ORIXÁ ENCANTADO, tem si próprio algumas CONTRADIÇÕES, onde uma das questões é de fato a existência ou não de QUALIDADES DO ORIXÁ LOGUN-EDÉ. Lembrando que muito pouco se ensina ou se discute sobre este ORIXÁ cheio de mistérios. 


Conforme um SITE muito conhecido no mundo CANDOMBLECISTA: O CANDOMBLÉ, O MUNDO DOS ORIXÁS, o qual muito utilizado para meu próprio aprendizado e via de grandes pesquisas para meu crescimento espíritual. LOGUN-EDÉ NÃO POSSUI VARIEDADES DE QUALIDADES como os outros orixás em si. Para outros já se aprende ou se ensina que existem. Então vamos tentar fazer uma síntese sobre esta questão a fim de vermos de fato o que pode ser ou o que não pode. 

Para algumas casas o certo seria somente a existência de um filho de santo iniciado para este ORIXÁ em questão. Já para outros se ensina que podem sim existir outros desde que a diferença de iniciações seja de sete anos para cada um. 

Mas vamos ver o que nos ensina o CANDOMBLÉ, lembrando que a cada dia se aprende algo novo.



Logun Edé é único, ele é um Orixá metá, ou seja, congrega três energias: de Oxun, de Oxóssi e dele mesmo, domina o poder de mutação e transforma-se no que ele quiser, e um dos seus Orikís nos diz: 


“Ológun fihòn awo funfun lóni ni òlá Ó yióò fihón dúdú…” 

(O feiticeiro mostra a pele que desejar; se mostrar a pele clara hoje, amanhã mostrará a pele escura) 

Podemos sintetizar Logun-Edé nessas cantigas de sua roda, mostra-nos que ele não tem qualidade, ele é tão somente o rei Logun-Edé, o único soberano na cidade de Ilexá e, todos os anos, gente de toda parte da África vem para os festejos de OLògún-Edé que duram a semana inteira. 

1- Solo - Olowò! A kofá rè a kofá ré wo (rico senhor, pegaremos seu arco e flexa) 

Coro: E a kofá ijó ijó Logun o, e a kofá (vamos pegar o arco e flex e dançar para Logun) 

Solo: Ofá Lògún (arco e flexa de Logun) 

Coro: Rere a kó ofá (Bom caçador carrega o arco e flexa) 

Solo: Odé Lonan (caçador dos caminhos) 

Solo: Olorigun (chefe que sabe flexar) 

Coro: E má a kó ofá ( não nos reecuse o arco e flexa) 

2 - Coro: Ae ae odé Loko (Ae ae caçador vai para o mato) 

Solo: Odé Loko nibaiin (caçador no mato, reverenciamos) 

Coro: Odé logun labamã (caçador no mato tem sofrimento) 

3 - Coro: E, e, e, e, e, é! Logun de le kokè (Logun chegou a casa e gritou alto) 

Solo: E logun a rô a rô ( Logun faz barulho) 

Coro: Pa Logun pá Logun (mata Logun mata Logun)