quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA JUREMA DA CACHOEIRA


Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.

Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum.

Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas através das ervas e pontos riscados.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA JACEGUAIA


Cabocla da linha de Oxum, que esta coligada à sub-linha de Iemanjá, que representa o povo da água doce, das cachoeiras. 

A sua incorporação, geralmente suave e costumam rodar. A incorporação acontece primeiro ou quase simultâneo no coração (interno). 

Trabalha mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desanimo entre outras. Eficaz em seus passes: tanto de dispersão quanto de energização. Aconselha muito, tende a dar consultas que se faça pensar. 

Seus passes quase sempre são de alívio emocional.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA YMAIA


CABOCLA IMAIÁ

"Essa Cabocla é de origem Tupiniquim, e sua falange pertence à Oxum.

Pouco se sabe sobre ela, mas era uma índia guerreira, que lutou contra as tropas portuguesas. 

É uma Cabocla nova e bonita, pele morena jambo!"

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA YARA


Cabocla Iara


Iara é a deusa encantada das águas doces. Diferente do deus Rudá que é o deus do mar, cultuado pelo povo indigêna. É a deusa mais ligada a Mamãe Oxum. A Cabocla Iara é uma cabocla muito conhecida na Umbanda. 

Alguns afirmam ser irmã da Cabocla Jurema, mas de certo o que se sabe é que esta entidade é uma das falanjeiras da linha de Oxum, bem mesmo como diz o ponto:

Iara, deusa sagrada
dos rios dos manjerais
Iara, deusa sagrada
flecheira de Oxalá
nas matas que ela domina
não deixa filhos tombar
Oh Juremá, lara lara lara
Oh Juremê lere lere lere
Oxum lá nas cachoeiras
nas águas de Oxalá
Cabocla das Cachoeiras
É sereia em alto mar

Oh Juremá, lara lara lara
Oh Juremê lere lere lere

Então é certo que está entidade vibra na corrente de Oxum, abaixo segue o mito e a história desta Deusa tupi-guarani.

Iara ou Uiara (do tupi 'y-îara "senhora das águas") ou Mãe-d'água, segundo o folclore brasileiro, é uma sereia. De pele morena clara e cabelos negros, tem olhos verdes e costuma banhar-se nos rios, cantando uma melodia irresistível. Os homens que a vêem não conseguem resistir a seus desejos e pulam nas águas e ela então os leva para o fundo do rio, de onde nunca mais voltam. Os que retornam ficam loucos e apenas uma benzedeira ou algum ritual realizado por um pajé consegue curá-los. Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer.

A História

Iara antes de ser sereia era uma índia guerreira, a melhor de sua tribo. 

Seus irmãos ficaram com inveja de Iara pois só ela recebia elogios de seu pai que era pajé, e um dia eles resolveram tentar matá-la. 

De noite quando Iara estava dormindo seus irmãos entraram em sua cabana, só que como Iara tinha a audição aguçada os ouviu e teve que matá-los para se defender e, com medo de seu pai, fugiu. Seu pai propôs uma busca implacável por Iara. 

Conseguiram pegá-la; e como punição Iara foi jogada bem no encontro do rio Negro e Solimões. 

Os peixes a trouxeram à superfície e de noite a lua cheia a transformou em uma linda sereia, de longos cabelos negros, brilhantes e sedosos além de olhos azuis da cor do céu, com uma voz muito divina e uma beleza que enfeitiça os homens que a vêem. Iara era, segundo outros a deusa dos peixes e dos pescadores

O Mito

Moça bonita, de cabelos demasiadamente longos, que sempre mora nas águas perto das matas. Pode morar no mar, nos rios, nos lagos, nas cachoeiras e nas lagoas.

Vez por outra, nas horas mortas da noite, especialmente em noite de luar, canta.

Diz que duma voz tão boa, bonita e tocante que o homem que a ouve morre de paixão por ela.

Quando o Homem se apaixona por ela, ele é levado ao fundo das águas (mar,rio,cachoeira,lago ou lagoa)e é devorado pela Iara.

Não se entende nada de suas cantigas porque canta em língua indígena. Se a mãe-d'água por acaso um dia morrer, sua fonte seca.

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - CABOCLA IRACEMA


CABOCLA IRACEMA

Cabocla encantada. Ora pássaro, ora caçadora. Tem como missão ajudar seus filhos a agir com segurança e sempre no momento certo. Ajuda a resolver problemas de ansiedade e dúvidas em geral.

PONTO CANTADO

Cabocla Iracema que vem la do oriente
Baixou nessa seara com a pemba na mão
Cabocla Iracema que vem la do oriente
Baixou nessa seara com a pemba na mão
Ela ensina os seus filhos a girar
Ensina os seus filhos a girar
Ela ensina os seus filhos a girar
Ensina os seus filhos a girar
Ela vem la do oriente com os fluidos de Yemanjá
Saravando a Umbanda, caridade Oxalá

HISTÓRIA DA CABOCLA IRACEMA

O seu nome significa "canta a Jandaia"

A jandaia ainda comum ao longo da costa, é um dos maiores símbolos do seu povo e da cultura do Ceará, que esta situado abaixo da linha do equador , banhada por águas mornas e transparente do atlântico .Um paraíso de encanto e beleza. Lá, viviam homens e mulheres enfeitados de penas coloridas, corpos pintados, armados de arco e flechas.

Conta-se que há muito tempo um dragão saiu dos verdes mares bravios em uma praia hoje conhecida como Iracema, personagem de José Alencar. Como se sabe, dragões são grandes lagartos ou serpentes aladas com hálito de fogo e poderes sobrenaturais, presente na mitologia de diversos povos.

No mito do romancista cearense a Iracema "A virgem dos lábios de mel e cabelos mais negros que a asa da graúna" não foi vítima do dragão e sim do amor pelo guerreiro branco Martim Soares Moreno.

O nome Iracema é um anagrama da palavra América, José de Alencar construiu uma alegoria perfeita do processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos invasores portugueses e europeus em geral. O Ceará foi invadido pela França, Holanda e colonizado por Portugal, três coroas em busca de riquezas. Nesse romance indianista podemos enxergar o malefício da colonização.

A lenda conta a história entre Iracema, a índia Tabajara, primeiro colonizador português do Ceará e os índios de duas nações, os Pitiguaras que habitavam o litoral e eram amigos dos portugueses e os Tabajaras que viviam no interior eram amigos dos franceses.

Seria mesmo uma história de amor. Iracema a mais bela, guardiã do segredo da Jurema e do mistério dos sonhos, responsável por fazer à bebida dos deuses, sempre acompanhada pela jandaia, e sempre comparada a natureza.

Martim poderia ter tido muitas índias, mas desejou Iracema que apaixonada por Martim traiu o seu compromisso de virgem, perdendo sua força perante os deuses e a cultura local é estruida. Ela decidiu fugir ao lado do amado, em meio a perigos naturais.

Povos lutaram entre si para provar valentia, as lutas serviram como pano de fundo para a história de amor antagônica. Ao possuir Iracema, Martim destruiu a virgem como o colonizador destruiu as matas. Ele voltou para sua terra deixando Iracema. Do fruto da colonização nasceu Moacir (filho da dor) e de tristeza morreu Iracema. Ao morrer Iracema também morre a cultura, a jandaia se cala e não canta mais. O filho não pode ouvir o canto da jandaia. Martim retorna e leva o filho com ele, agora o filho fala outra língua, tem seus costumes.

O Moacir, fruto da trágica relação entre sangue indígena e português, tornou-se o primeiro cearense. O sacrifício de uma vida transformou-se em semente de uma raça, a fusão de todas as outras. Eis o nascimento da nação brasileira.

"Branco cearense, índios jangadeiros

Dos verdes mares domadores bravos

Do intrépido caboclo nascimento

No Ceará não se embarcam mais escravos"

Mais dois séculos se passaram desde a chegada dos primeiros colonizadores do Ceará e eis que o mar nos trouxe outro herói mitológico. O jangadeiro Francisco José do Nascimento, conhecido como Chico da Matilde, liderou os jangadeiros que se recusaram a embarcar escravos no navio que iria levá-los para outras províncias. O Ceará foi à primeira província do Brasil a abolir a escravidão, essa exploração foi aos pouco despertando a repulsa entre cearenses e, no dia 25 de março de 1884, a escravidão foi abolida no Ceará, quatro anos antes da assinatura da lei Áurea que abolida escravidão em todo o país.

Abolicionistas do Rio de Janeiro promoveram a sua ida a corte, onde recebeu homenagens amplamente divulgadas. A imprensa passou a se referir ao jangadeiro como Dragão do Mar.

A abolição foi um fato histórico que projetou o Ceará num cenário nacional que fortaleceu o movimento abolicionista. Por esse fato, José do Patrocínio (o tigre da abolição) e um de seus discursos denominam o Ceará "Terra da Luz." Na verdade, os elos das correntes se romperam, mais que um farol para o país foi o começo de uma pátria livre.

Sol e luz são duas palavras que no Ceará carregam significados diferentes, o sol brilha o ano inteiro e a luz é a metáfora da liberdade dos escravos. A jangada ainda é comum ao longo da costa, representa um dos maiores símbolos da cultura cearense.

A cultura do Ceará é de base essencialmente européia e indígena com alguma influencia afro-brasileira, assim como todo o sertão nordestino. A mulher rendeira tece teia de labirinto, "olé mulher rendeira" uma verdadeira renda de palavras, como mar e areia que desdobram siri, sereia, ceará. A rede modela nosso corpo, nosso sono, nosso amor, uma renda iluminada, é renda como rumo, a renda onde se embala a renda de labirinto tecido pela linha do vento, renda do rendado, tecido com a teia a partir dos bilros, tece trança tua teia.

É forte a relação do cearense com a carnaúba, e sua importância comercial, industrial, cultural e social. A árvore da vida ergue casas, constrói cercas, protegem os homens do sol, seus frutos são usados como alimento, suas sementes medicamento. A palha para artesanato, cordas e esteiras.

No artesanato feito de madeira e de barro, se destacam a produção de esculturas humanas, representando tipos da região, quadros e entalhes em madeira, muitos com temas religiosos.

Outro item importante do artesanato cearense são as garrafas de areias coloridas, onde são reproduzidas manualmente paisagens. Ser do Ceará é mais do que nascer no Ceará. É um jeito maroto de encarar a vida, é saber a estação certa de colher um sapoti, conhecer vários tipos de manga, e dar sabor a um baião de dois com queijo coalho, é gostar de cocada, suco de tamarindo e seriguéla vermelha.

Ser do Ceará é ter orgulho de afirmar que pertence a terra de José de Alencar, Patativa do Assaré, Fagner, Raquel de Queiroz. Lá, amam-se as artes, criam-se repentes com facilidade, conversa-se com rima.

Ser do Ceará é rir de tudo, e tudo vira piada. Lá é berço de talentosos humoristas como Chico Anísio, Renato Aragão e Tom Cavalcante. Ser cearense é adora uma sanfona e um triângulo, mas no fundo mesmo, o remelexo da cabocla em seus braços.

O Ceará é conhecido pela sua religiosidade e espiritualidade que vão do Carindé de São Francisco à Juazeiro do Padre Cícero, lá você conhece a magia do sertão e o misticismo e acompanhando em romaria as suas festas religiosas

Fazem parte do seu folclore, danças populares em que o povo cearense expressa tradições e costumes sejam no litoral ou no sertão. Dentre eles, destacam-se o boi Ceará, o Pastoril, o Reisado, Caninha Verde, Dança do coco, Maneiro Pau, Tiração de Reis, Banda Cabaçal, Dança de São Gonçalo e o Maracatu

O cine Ceará é um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil. O Fortal é a maior Micareta do Ceará. O festival de musica pop é o Ceará Music, mas a maior festa do Ceará acontece em junho, são as festas juninas, durante este mês, o forro é ritmo ouvido e tocado em todo o estado, comidas e danças típicas são comuns nas ruas e praças.

Hoje a cultura popular, através do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz, o Rio de Janeiro, abre os braços para homenagear contando um pouco da história desse estado, seus costumes e suas tradições.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM - DENOMINAÇÕES

CABOCLAS DE OXUM 


Geralmente são suaves e costumam rodar, a incorporação acontece principalmente através do chacra cardíaco. Trabalham mais para ajuda de doenças psíquicas, como: depressão, desânimo entre outras. Dão bastante passe tanto de dispersão quanto de energização. Aconselham muito, tendem a dar consultas que façam pensar. Seus passes quase sempre são de alívio emocional. 

Iracema 


Yara 


Ymaiá 


Jaceguaia 


Jurema da Cachoeira


Juruema 


Araguaia 


Estrela da Manhã 


Tenue 


Mirini


COLETÂNEA CABOCLAS DE OXUM


DA FALANGE DOS CABOCLOS 

Os caboclos, são muito conhecidos na umbanda, pelos seus passes aliviadores e relaxantes, pela sua inteligência quanto a doenças, e por muitas outras coisas.

Todo caboclo tem uma vibração originária de orixá masculino e toda cabocla tem uma vibração originária de Orixá feminino, mas como falange, eles(as) podem penetrar em todas as vibrações de Orixás e do Oriente.

Para explicar melhor, citaremos o exemplo da Cabocla Jurema: toda cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum; Jurema da Mata, na vibração de Oxóssi, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás.

Segue-se a relação dos caboclos e caboclas mais conhecidos na Umbanda, com sua respectiva vibração originária.

Caboclos De Oxum

A FALANGE DOS CABOCLOS DETALHADA 

Habitat: matas e ambientes da vibração originária

Libação: água de côco, mate, mel com água, caldo de cana, vinho tipo moscatel

Ervas: cipó cabeludo, cipó caboclo, eucalipto, guiné caboclo, guiné pipi, samambaia

Flores: girassol, flor de ipê, palmas de diversas cores, conforme a vibração originária

Essências:

Para os caboclos: eucalipto, girassol.
Para as caboclas: eucalipto, pinho, tintura de tolu

Fitas: verde, vermelha e branca

Pedras: quartzo verde

Metal: da vibração originária

Dia da semana: Quinta-feira ou o dia da vibração originária

Dia da Lua: não tem dia específico

Saúde: não tem área de saúde específica

Ímãs para trabalho: de acordo com a orientação da entidade

Objetivo: vigor, pujança, energia

Cozinha ritualística: milho e amendoim cozidos e passados no mel, servido com folhas pequenas de saião, que servem como "colher" e que também devem ser ingeridas.

COLETÂNEA LENDAS DE OXUM - A PROMESSA DO REI DE OWU



Orê Yeyê ô!

Oxum era muito bonita, dengosa e vaidosa. Como o são, geralmente, as belas mulheres. Ela gostava de panos vistosos, marrafas de tartaruga e tinha, sobretudo, uma grande paixão pelas jóias de cobre. Antigamente, este metal era muito precioso na terra dos iorubas. Só uma mulher elegante possuía jóias de cobre pesadas. Oxum era cliente dos comerciantes de cobre. 

Omiro wanran wanran wanran omi ro! 

A água corre fazendo o ruído dos braceletes de Oxum! 

Oxum lavava suas jóias antes mesmo de lavar suas crianças. Mas tem, entretanto, a reputação de ser uma boa mãe e atende as súplicas das mulheres que desejam ter filhos. 

Oxum foi a segunda mulher de Xangô. A primeira chamava-se Oiá-Iansã e a terceira Obá. 

Oxum tem o humor caprichoso e mutável. Alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, elas deslizam com graça, frescas e límpidas, entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado a outro. Outras vezes, suas águas tumultuadas passam estrondando, cheia de correntezas e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém pode atravessar de uma margem para a outra, pois nenhuma ponte faz a ligação. Oxum não toleraria uma tal ousadia! 

Quando ela está em fúria ela leva para longe e destrói as canoas que tentam atravessar o rio. 

Olowu, o rei de Owu, ia para a guerra seguido de seu exército. Por infelicidade, tinha que atravessar o rio num dia em que este estava enfurecido. Fazendo uma promessa solene, entretanto, mal formulada. Ele declarou: 

"Se você baixar o nível de suas águas, para que eu possa atravessar e seguir para a guerra, e se eu voltar vencedor, prometo a você nkan rere, isto é, boas coisas. Oxum compreendeu que ele falava de sua mulher, Nhan, filha do rei de Ibadan"

Ela baixou o nível das águas e Olowu continuou sua expedição. Quando ele voltou, algum tempo depois, vitorioso e com um espolio considerável, novamente encontrou Oxum com o humor perturbado. 

O rio estava turbulento e com suas águas agitadas. Olowu mandou jogar sobre as vagas toda sorte de boas coisas, as nkan rere prometidas: Tecidos, búzios, bois, galinhas, escravos; Mel de abelhas e pratos de mulukun, iguarua onde misturam-se suavemente cebola, feijão fradinho, sal e camarões. 

Mas Oxum devolveu todas as coisas boas sobre as margens. Era Nkan, a mulher de Olowu, que ela exigia. Olowu foi obrigado a submeter-se e jogar a sua mulher nas águas. Nkan estava grávida e a criança nasceu no fundo do rio. 

Oxum, escrupulosamente, devolveu o recém-nascido dizendo: "É Nkan que me foi solenemente prometida e não a criança. Tome-a!" 

As águas baixaram e Olowu voltou tristemente para sua terra. O rei de Ibadan, sabendo do fim trágico de sua filha, declarou indignado: Não foi para que ela servisse de oferenda a um rio que eu a dei em casamento a Olowu! 
Ele guerreou com o genro e o expulsou do país.

O rio Oxum passa em um lugar onde suas água são sempre abundantes. Por esta razão é que Larô, o primeiro rei deste lugar, ai instalou-se e fez um pacto de aliança com Oxum. 

Na época em que chegou, uma das suas filhas fora banhar-se. O rio a engoliu sob as águas. Ela só saiu no dia seguinte, soberbamente vestida, e declarou que Oxum a havia bem acolhido no fundo do rio. 

Larô, para mostrar sua gratidão, veio trazer-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, os alimentos jogados nas águas.  

Havia ali um grande peixe que chegou nadando nas proximidades do lugar onde estava Larô. O peixe cuspiu água, que Larô recolheu numa cabaça e bebeu, fazendo, assim, um pacto com o rio. Em seguida, ele estendeu suas mãos sobre a água e o grande peixe saltou sobre ela. 

Isto é dito em ioruba: "Atewo gba ejá". O que deu origem a Ataojá, titulo dos reis do lugar. Ataojá declarou, então: "Oxum bgô!" 

Oxum está em estado de maturidade, sua águas são abundantes. Dando origem ao nome da cidade de Oxogbo. Todos os anos faz-se, ai, grandes festas em comemoração a todos estes acontecimentos.

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T' OGUM - OXUM

Motumbá meus (minhas) amados (amadas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ. Boa Tarde!!

Com grande alegria, após fazer alguns afazeres aqui de casa, venho de coração alegre, partilhar minha alegria de ver que a cada dia este meio de comunicação tem sido não somente visitado por muitos aqui do meu Brasil amado, mas por muitos que nunca minha mente chegou a imaginar alcançar.

Tantos povos, culturas, raças, educações, realidades economicas, literalmente diferentes. E para minha maior alegria é não somente ver as visualizações que o BLOG em si tem levado diariamente. Mas ver que muitos já chegam aqui e vão dando seu ponto de vista, comentando. Até copiando algumas de minhas postagens, palavras. Mas o que mais me importa é fazer a beleza de nossa RELIGIOSIDADE, seja ela do CANDOMBLÉ, como da UMBANDA SAGRADA, a toda criatura.

Não é somente fazer chegar às grandes distâncias, mas saber que tentamos ser apenas um GRÃO DE MOSTARDA para apresentar o que é certo e não meramente colocar por colocar, ou ainda ser abusados ao ponto de apresentar os SEGREDOS DE NOSSA FÉ. No dia em que eu permitir isto, podem literalmente me chamar de louco. Pois SEGREDOS, se vivem, se aprendem com a mão na massa. Na convivência e não meramente num simples pedaço de papel que com o tempo amarela.

Mas minha alegria maior é ver que países estão conhecendo a beleza do que vem a ser nossa RELIGIOSIDADE. Países de tradição, onde tudo se iníciou e claro o povo brasileiro adaptou conforme a sua realidade. E para minha surpresa muitos de origem africana se comunicando via e-mail, partilhando o que de fato acontece dentro da RELIGIOSIDADE lá nas suas origens. Isto não somente é um presente divino, mas uma grande graça alcançada que vale mais que 1000 sorrisos. Mas acima de tudo ver que sem temor, arrisquei em tirar várias postagens antigas. Correndo o risco de muitos aqui deixarem de acompanhar o BLOG  e ver hoje que as visualizações dobraram.

Também é satisfatório ver que a exclusão de determinadas pessoas tidas com bons olhos por minha pessoa da EQUIPE DOS CO-AUTORES, não afetou o andamento do BLOG quanto as visitações. Mas ao contrário, ainda fez crescer mais e mais.

Com isto já estamos nos aproximando do final das postagens referentes à ORIXÁ OXUM, SENHORA DAS ÁGUAS DOCES, bem como, SENHORA DO RONKÓ. Onde por seu útero todos os ORIXÁS se fazem presentes em nosso redor, nos abençoando com seu AXÉ.

Mas ainda muita coisa temos de postar, como: COMIDAS, PONTOS, A VISÃO DA UMBANDA SOBRE OXUM. O próprio desenvolvimento mediúnico dentro da UMBANDA SAGRADA, que também possui um elo muito forte desta ORIXÁ, que é mãe assim como YEMANJÁ, senhora de todas as cabeças.

Assim sendo, vamos nos preparando para os últimos dias em que iremos ver aqui referidas à OXUM, pois logo íremos dar andamento de acordo com as postagens antigas, na seqüência, falando sobre LOGUN-EDÉ. E por ai nosso BLOG vai caminhando. 

Abaixo, aproveito o espaço para postar um breve resumo que fala de OXUM, para podermos todos recapitular de fato quem vem a ser esta grande ORIXÁ das ÁGUAS DOCES - OXUM.

Oxum 


Genitora por excelência, ligada particularmente à procriação. Deusa das águas doces, reina sobre os rios, também divindade do ouro e dos metais amarelos. Coquete e vaidosa, foi segunda esposa de Xangô, tendo vivido anteriormente com Ogun, Orunmilá e Oxóssi. 

Maternal, carinhosa e muito afeita às crianças, amante da beleza e do adorno. Também é chamada de Iyálòóde, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. 

Seus axés são pedras do fundo do rio Oxum, jóias de cobre, no Brasil, pedras de rio e adornos de metal amarelo. Sua cor e contas, é amarelo-ouro, sua saudação: Ore Yèyé o!!!, chamemos a benevolência da mãe!!! 

Dia da Semana: Sábado 

Cores: amarelo ouro 

Comida: feijão fradinho com cebola e camarão (omolocum) 

Saudação: Ieu, Orixá Firemam, Axé! 

Domínio: água doce, rios, cachoeiras Deusa dos rios. 

Oxum carrega consigo predicados de beleza, riquesa e a capacidade de projeção social. É uma ninfa da cultura yorubana, cidade Oshogbo, na Nigéria, está localizada às margens do rio Oxum. Ela é a dona do ovo, a maior célula viva. Na cultura Gêge-Vodú é conhecida como Aziri Tobossi.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS INICIATICOS - A IMPORTÂNCIA DO SACERDÓCIO


Hoje, me encontrava verificando algumas das postagens antigas do FACEBOOK e percebi que parte do meu tempo fixou-se na leitura de um tópico de um amigo virtual chamado DOFFY JAGUM

Um tópico que de fato, em sua simplicidade fala de fato e de forma coerente os absurdos que muitas vezes em nossa RELIGIOSIDADE. E fico me perguntando o que estamos esperando para por ordem na CAUSA? Mas enfim, leiam o texto e vejam comigo até que ponto isso anda. 

Sacerdócio e doação 


Hoje conversando com um amigo ele me disse todo feliz e empolgado: “Fui ao terreiro o Caboclo me disse que eu serei Pai de Santo... Estou tão feliz” 

E eu parei e comecei a refletir.... 

Como é vislumbrante essa ideia de ser Pai de Santo; todos pensam no poder, no Status, na fama, no mandar, no ser “rei” e ter todos a seus pés. Mas esquecem que sacerdócio na execução máxima de seu exercício é doação. 

Doar amor, sabedoria, fé, entendimento, força e tantas outras coisas necessárias a vida de sua Comunidade Terreiro e que isso implica inclusive na abdicação de sua vida pessoal e social. 

Pois ser Sacerdote é disponibilizar a vida em prol ao outro, as dores, sofrimentos, angústias, problemas de todas as formas e variedades , é conviver com seu povo em sua Comunidade orientando, ajudando sendo as vezes e na grande maioria mal interpretado por seus Omo Orisá, tendo de conviver com a ingratidão e a falta de amor, a ausência e o descompromisso pessoal de seu povo com o Asé, com Orisá e sua s funções religiosas; se entregar em serviço a vida e a fé sem ao menos poder esmorecer, saber conduzir e formar pessoas para o Mundo e religião. 

Enfim enquanto muitos se vislumbram e se engrandecem eu hoje assim penso: 

"Sacerdócio e uma missão delegada por Olodumaré a quem se disponibilizou a servir, a ser mais que um chefe mas sim um mensageiro de nossos Orisás e Ancestres pois foram deles que recebemos e temos a missão de continuar a perpetuação de nossa crença e fé"

A todos meus respeitos 

Babalorisá Jagun Tobi "Doffy Jagum''

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS INICIÁTICOS - HIERARQUIA

Hierarquia


As posições principais do Ketu (são chamados de cargo ou posto, em yoruba Olóyès , Ogãns e Àjòiès), em termos de autoridade, são: 

O cargo de autoridade máxima dentro de uma casa de candomblé é o de Iyálorixá (mãe-de-santo) ou Babalorixá (pai-de-santo). São pessoas escolhidas pelos Orixás para ocupar esse posto. São sacerdotes, que após muitos anos de estudo adquiriram o conhecimento para tal função. 

Quando a pessoa escolhida através do jogo de búzios ainda não está preparada para assumir o posto, terá que ser assistida por todos Egbomis (meu irmão mais velho) da casa para obter o conhecimento necessário. Iyalorixá ou Babalorixá. A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai. 

Iyakekerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa. 

Babakekerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote. 

Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos rituais. 

Ojubonã ou Agibonã: mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação. 

Egbomis: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: egbon mi, "meu irmão mais velho"). 

Iyabassê: mulher responsável pela preparação das comidas-de-santo. 

Iaô: filha-de-santo que já entra em transe. 

Abiã ou abian: novato. 

Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais (não entra em transe). 

Alagbê: responsável pelos atabaques e pelos toques (não entra em transe).  

Ogãs ou Ogans: tocadores de atabaques (não entram em transe). 

Ajoiê ou ekedi: camareira do Orixá (não entra em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo". "Ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. 

Desta forma, amados amigos(as), damos início a futura formação numa página própria que já esta sendo construída sobre a HIERARQUIA dentro do Candomblé. Onde viso explicar de fato cada função (cargo) dentro de uma casa de Candomblé a fim de sabermos valorizar a cada uma e desta forma conheçermos um pouco mais sobre a beleza de nossa religiosidade.

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS INICIÁTICOS - A OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS


Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Muito se tem falado sobre a questão referente à obrigação dos Sete Anos, onde muitos por ai se gabam pelo fato de já terem completado ou não seus Sete Anos de Santo. E que podem assumir seu papel de SACERDOTE dentro da RELIGIOSIDADE. Mas eu mesmo sou o primeiro a perguntar: Serão de fato, todos chamados ao SACERDÓCIO? Como sou possuidor desta dúvida nada melhor que membro da nação ketu, e obediente aos ensinamentos vindo da CASA DE OXUMARÊ, nada melhor que compartilhar o que de fato aprendemos e que muitas vezes não estamos vendo se por em prática. 

Na última década houve um exacerbado aumento de Sacerdotes no Candomblé, sobretudo, aqueles que se tornaram Ìyálòrìsàs/Babalòrìsàs, imediatamente após terem concluído sua obrigação de sete anos. Mas será que somente a obrigação de sete anos outorga a um iniciado o direito ao sacerdócio? A resposta é não, vejamos por que. 

Criou-se nos últimos tempos, o indevido paradigma de que ao completar a obrigação de sete anos, o iniciado poderá instaurar o exercício do sacerdócio. Fato é que o sacerdote não nasce quando do término da sua obrigação de sete anos, mas muito antes, quando do seu nascimento. 

Na rica e bela cultura dos Òrìsàs, acreditamos que trazemos para o Aye (terra), a missão de nossas vidas acordada ainda no Orùn (céu). Em linhas gerais, isso quer dizer que a pessoa traz a missão de se tornar um sacerdote já no seu nascimento, isso está cravado irreversivelmente no seu destino, eles são os Omo Bibi (os bem nascidos)

Dessa forma, as pessoas que são “consagradas sacerdotes”, somente por terem completado o ciclo de sete anos, mas que não traz impresso no seu destino essa missão, poderá causar sério prejuízo a si mesmo e, principalmente aos seus seguidores. 

Um Sacerdote de Òrìsà, além de obviamente zelar pela Divindade, zela pelos filhos dessas Divindades, ou seja, o sacerdote cuida de pessoas. É muito importante destacar esse ponto: “O Sacerdote cuida de Òrìsàs, de Pessoas. Ele cuida de Cabeças”. Nesse sentido, vale salientar que a obrigação de sete anos é um passo muito importante na vida de qualquer Omo Òrìsà e condição sine qua non para um futuro sacerdote, mas não é a obrigação de sete anos que tornará um Omo Òrìsà em sacerdote. Isso deve ser claro a todos. 

Mas se não é a obrigação de sete anos que outorga o sacerdócio a um iniciado o que é então? Como dito acima, isso está impresso na memória ancestral daquele indivíduo, ele traz consigo essa missão do Orùn, que será revelada por meio do oráculo ou por voz pessoal do Òrìsà. Em uma primeira leitura, isso pode parecer utópico, no entanto, vamos lembrar a consagração sacerdotal de alguns dos mais importantes nomes do Candomblé. 

A reverenciada Ìyálòrìsà do Opo Afonjá, Mãe Senhora de Òsun, recebera a navalha que fora de sua avó Ìyá Oba Tosí, ainda na sua iniciação, sendo que sua Ìyálòrìsà Mãe Aninha, anteviu que ela seria uma sacerdotisa. A querida Ìyálòrìsà do Gantois, Mãe Menininha, foi consagrada Ìyálòrìsà pelos Deuses, que a escolheram e a sentaram no trono do Ile Iya Omi Ase Iyamase, sem a interferência humana. Na nossa casa, o Terreiro de Òsùmàrè, nosso amado Pai Pecê, foi indicado como futuro Babalòrìsà logo no seu nascimento, sendo carregado no barracão pelo Òrìsà Ògún de sua Avó, a inesquecível Mãe Simplícia. 

Não queremos em momento algum, dizer que a consagração dos sacerdotes deve ocorrer nos parâmetros mencionados, mas queremos sim dizer que é necessária uma consulta muito acurada ao jogo de búzios, questionando aos Òrìsàs se aquela pessoa realmente deverá ser consagrada sacerdote. É preciso saber se aquela pessoa realmente foi escolhida pelos Òrìsàs para ser um Babalòrìsà ou Ìyalòrìsà, isso é algo muito sério. 

Aqui em Salvador, por exemplo, há muitos Egbon (Omo Òrìsà com suas obrigações de 7 anos completadas, mas não consagrados sacerdotes). 

Esses Egbon, antiguíssimos e de conhecimento requintado da Religião dos Òrìsàs não se tornaram Babalòrìsàs/Ìyálòrìsàs por um único motivo, a saber: Não carregam nos seus destinos essa missão. Esses antigos são felizes por serem Egbon, são felizes por zelar pelos Òrìsàs na casa onde foram iniciados. São felizes por serem consultados pelos mais novos, sobre as histórias do povo antigo. São felizes por dizer: “Eu sou egbon da Casa A ou B”. 

Quando questionados por muitos a razão de não serem Babalòrìsàs/Ìyálòrìsàs, eles imediatamente respondem: “Oh meu filho, eu não nasci com essa missão não, minha missão é ajudar a casa onde eu me iniciei”. Alguns inconformados reiteram: “Mas com tanto saber, você tinha que ser sacerdote”. Esses antigos Egbon, por sua vez, no elevado grau de sabedoria, acumulada ao longo de anos, finalizam a conversa dizendo: “Oh meu filho, saber é o de menos, é preciso nascer para ser”

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!! Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó

COLETÂNEA OXUM, NO CAMINHO INICIÁTICO - OS CAÇADORES DE CABEÇA


Os Caçadores de Cabeças 

Hoje, na incessante busca pelo falso prestígio, muitas pessoas ditas Sacerdotes, não se furtam em “caçar cabeças” para poder ostentar uma grandiosa roda de Iyawos/Egbon/Ògáns, nem que para isso, tenham que ignorar a Ética e Moral que deveriam existir entre casas e, sobretudo, entre Sacerdotes. 

Mas muitos podem dizer: Um Sacerdote “caçar a cabeça” de alguém? Não são os filhos “rebeldes” que buscam outro terreiro? 

Em verdade, as duas situações ocorrem, cremos que a primeira com maior incidência. Na primeira postagem da série, falamos da ética e solidariedade que deve existir quando um confrade religioso falece, no entanto, é nesse momento que muitos falsos sacerdotes se aproveitam para “caçar a cabeça” de um Omo Òrìsà. Infelizmente, há “sacerdotes” que mesmo no velório, iniciam as investidas com os filhos de santo do falecido. Por vezes, com uma conversa aparentemente confortadora, mas que deixa aquela pessoa em dúvidas. Vejamos: 

“olha, a sua Ìyálòrìsà faleceu, mas pode contar comigo, afinal será que a pessoa que assumir tem o conhecimento necessário?”

“meu filho, eu sei da sua dor, mas você precisa logo lavar a sua cabeça, esse é o meu cartão, não evite em me procurar”

“eu lamento a sua perda, fico mais triste ainda porque acho que sua casa não terá continuidade, mas a minha casa está de portas abertas para recebê-lo”

Talvez para muitos, isso pode parecer surreal, no entanto, ocorre com freqüência, mostrando que muitos deixam a ética de lado, para angariar novos rebentos. 

Algo que também fere de forma contundente as convenções éticas do Candomblé está relacionado ao oráculo tendencioso e desrespeitoso. Os falsos sacerdotes, para conseguir uma nova cabeça, geralmente proferem em seu jogo: 

“Olha, você não é do Òrìsà que você foi iniciado, mas não se preocupe porque eu vou colocar o santo correto na sua cabeça e você, a partir de agora, será desse santo. A pessoa que te iniciou não sabe nada de Candomblé, ele é maluco, ainda bem que você me encontrou”

Nesses casos, nobres leitores, onde está a Ética Moral e Religiosa desse dito “Sacerdote/Sacerdotisa”

Não podemos tapar o sol com a peneira e dar costas às feituras erradas e mesmo indevidas que existem. Incorretas quando de fato uma pessoa é iniciada para uma Divindade que não seja a sua e, indevida, quando simplesmente uma pessoa foi iniciada sem ser esse o seu Destino, sendo que há pessoas que não devem ser iniciadas. 

Aqui em Salvador, há um respeito muito grande entre os Terreiros. Muitos filhos de santo de uma casa nem tentam buscar o jogo de outro terreiro, pois sabem que, na maioria das vezes terão como resposta: 

“Você não é da casa de fulano? Olha, ele é meu amigo, gosto muito do seu Pai, vá procurar ele, que certamente ele vai te ajudar”. Isso se chama Ética. 

Mas há situações que o Sacerdote sabe que aquela pessoa, verdadeiramente “caiu em mãos erradas” e abre o jogo. Nesses casos, o jogo de búzios revelando que aquela pessoa já iniciada é regida por outra Divindade, o Sacerdote deve sim ser verdadeiro com a pessoa. Deve explicar que a Divindade para qual ele fora iniciado, não é em verdade o regente do seu Orì. No entanto, deve elucidar que, santo feito não se muda. Deve esclarecer que há obrigações que podem ser realizadas, de modo que o verdadeiro regente do Orì da pessoa seja cultuado, mas que o Òrìsà para o qual ele foi iniciado não pode ser esquecido e, principalmente, deve ter a convicção plena de suas afirmações. 

Entretanto, o que mais vemos é o oposto. É justamente um Sacerdote ignorar tudo o que foi feito em uma pessoa para fazer valer a sua verdade/vontade, mostrando que tudo pode e que está acima de tudo e de todos, mesmo dos nossos Deuses, os Òrìsàs. 

Mas aqui, cabe uma reflexão especial: Onde vai parar a Divindade que ao longo de anos foi cultuada na cabeça daquela pessoa? A pessoa sempre foi incorporada por uma Divindade e, de uma hora para outra, é incorporada por outra Divindade e a Divindade do passado é nada mais que passado? 

Na terceira postagem da série, vamos falar sobre isso e sobre os Òrìsàs da Moda! Pessoas que esquecem a Divindade que cultuaram ao longo da Vida, para ser do “Òrìsà da moda”

Que nosso Pai Òsùmàrè Àráká cubra de bênçãos cada pessoa que, verdadeiramente, está voltada para a religião dos Òrìsàs. 

Ilé Òsùmàrè Arákà Asè Ògòdó

COLETÂNEA OXUM, NOS CAMINHOS INICIÁTICOS - OS ABIASÉS


"Os Àbiasé's e Seus Mistérios!" 

Olá, Bom dia! Eu sou Kiil ty òsún, e sou uns dos administradores da página Candomblé Brasil. 

Hoje venho lhes dizer um pouco mais sobre os àbiasé's, e eu sou àbiasé de acordo com os meus conhecimentos: Àbiasé é um termo usado pelos Yorubás para designar seres que já nascem com axé: Àbi= Nascer; Àsé= Energia mágica dos orixás (axé), ou seja são nada mais, nada menos que seres que já nascem com o Asé do Orisá plantado em seus Òrís (cabeças). 

*Mas como eles nascem com o axé dos orixás plantados neles, sem iniciar o orixá? 

Simples! Suponhamos que uma mãe recolha para dar obrigação (iniciar-se), e sem ela saber esteja grávida, de um dia , dois meses tanto faz, e ela se inicia no Orixá, e depois de sua iniciação ou até mesmo durante ela, descubra que esta gravida de um feto, seja ele masculino, ou feminino, este será àbiasé de acordo com as leis do orixá! 

Só que só serão Àbiasé aquelas, que a mãe não sabia estar grávida, por tanto não se existe Àbiasé de propósito, ou "combinado"

* Eles terão uma vida de "Orixá" normal? 

Sim, eles serão Ìyáwós, Egbomes, Lessíorisás, Bábá/Ìyálorisás. Terão sim que dar obrigação de 1 ano, 3 anos, 5 anos, 7 anos, 14 anos e 21 anos!. Só mudando que nunca, em nenhuma hipótese se poderá raspar o àbisé. 

* O àbisé terá vida longa, ou morrerá cedo? 

Os àbiasé's são muito confundidos com os àbikús, que são outra qualidade de seres que nascem dentro do culto. Sim o àbiasé terá vida normalmente! 

Bábá Ègbé Kiil ty Òsún

COLETÂNEA OXUM, NOS PROCESSOS INICIÁTICOS - ABIKU, POR PIERRE VERGER

Pierre Verger, através da sua pesquisa e coragem, cujo legado será eterno.


Se uma mulher, em país yorubá dá à luz uma série de crianças natimortas ou mortas em baixa idade, a tradição reza que não se trata da vinda ao mundo de várias crianças diferentes, mas de diversas aparições do mesmo ser (para eles, maléfico) chamado àbíkú (nascer-morrer) que se julga vir ao mundo por um breve momento, para voltar ao país dos mortos, órun (o céu), várias vezes. 

Ele passa assim seu tempo a ir e voltar do céu para o mundo sem jamais permanecer aqui por muito tempo, para grande desespero de seus pais, desejos de ter os filhos vivos. Essa crença se encontra entre os Akan, onde a mãe é chamada awomawu (ela bota os filhos no mundo para a morte). Os ibo chamam os abikú de ogbanje, os hauças de danwabi e os fanti, kossamah. 

Encontramos informações a respeito dos abikú em oito itans (histórias) de ifá, sistema de adivinhação dos yorubá, classificados nos 256 odu (sinais de ifá). Essas histórias mostram que os abikú formam sociedades no egbá órun (céu), presididas por iyàjansà (a mãe-se-bate-e-corre) para os meninos é olókó (chefe da reunião) para as meninas, mas é Aláwaiyé (Rei de Awaiyé) que as levou ao mundo pela 1ª vez na sua cidade de Awayié. Lá se encontra a floresta sagrada dos abikú, aonde os pais de abikú vão fazer oferendas para que eles fiquem no mundo. 

Quando eles vem do céu para a terra, os abikú passam os limites do céu diante do guardião da porta, oníbodé órun , seus companheiros vão com ele até o local onde eles se dizem até logo. Os que partem declaram o tempo que vão ficar no mundo e o que farão. Se prometem a seus companheiros que não ficarão ausentes, essas, crianças apesar de todo os esforços de seus pais, retornarão, para encontrar seus amigos no céu. 

Os abikú podem ficar no mundo por períodos mais ou menos longos. Um abikú menina chamada "A-morte-os-puniu" declara diante de oníbodé órun que nada do que os seus pais façam será capaz de retê-la no mundo, nem presentes nem dinheiro, nem roupas que lhes ofereçam, nem todas as cosias que eles gostariam de fazer por ela atrairiam os seus olhares nem lhe agradariam. 

Um abikú menino, chamado ilere, diz que recusará todo alimento e todas as coisas que lhe queiram dar no mundo. Ele aceitará tudo isto no céu. 

Quando Aláwaiyé levou duzentos e oitenta abikú ao mundo pela primeira vez, cada um deles tinha declarado, ao passar a barreira do céu, o tempo que iria ficar no mundo. Um deles se propunha a voltar ao céu assim que tivesse visto sua mãe; um outro, iria esperar até o dia em que seus pais decidissem que ele casasse; um outro, que retornaria ao céu, quando seus pais concebessem um novo filho, um ainda não esperaria mais do que o dia em que começasse a andar. 

Outros prometem à iyàjanjasà, que está chefiando a sua sociedade no céu, respectivamente, ficar no mundo sete dias, ou até o momento em que começasse a andar ou quando ele começasse a se arrastar pelo chão, ou quando começasse a ter dentes ou ficar em pé. 

Nossas histórias de ifá nos dizem que oferendas feitas com conhecimento de causa são capazes de reter no mundo esses abikú e de lhes fazer esquecer suas promessas de volta, rompendo assim o ciclo de suas idas e vindas constantes entre o céu e a terra, porque, uma vez que o tempo marcado para a volta já tenha passado, seus companheiros se arriscam a perder o poder sobre eles. 

É assim que nessas quatro histórias encontramos oferendas que comportam um tronco de bananeira acompanhado de diversas outras coisas. Um só dos casos narrados, o terceiro, explica a razão dessas oferendas: 

"Um caçador que estava à espreita, no cruzamento dos caminhos dos abikú, escutou quais eram as promessas feitas por três abikú quanto à época do seu retorno ao céu." 

"Um deles promete que deixará o mundo assim, que o fogo utilizado por sua mãe, para preparar sua papa de legumes, se apague por falta de combustível. O segundo esperará que o pano que sua mãe utilizar, para carregá-lo nas costas se rasgue. A terceira esperará, para morrer, o dia em que seus pais lhe digam que é tempo de ele se casar e ir morar com seu esposo." 

"O caçador vai visitar as três mães no momento em que elas estão dando à luz a seus filhos abikú e aconselha à primeira que não deixe se queimar inteiramente a lenha sob o pote que cozinha os legumes que ela prepara para seu filho; à segunda que não deixe se rasgar o pano que ela usar para carregar seu filho nas costas, que utilize um pano de qualidade diferente; ele recomenda, enfim à terceira, de não especificar, quando chegar a hora, qual será o dia em que sua filha deverá ir para a casa do seu marido." 

As três mães vão, então consultar a sorte, ifá, que lhes recomenda que façam respectivamente as oferendas de um tronco de bananeira, de uma cabra e de um galo, impedindo, por meio deste subterfúgio, que os três abikú possam manter seu compromisso. Porque, se a primeira instala um tronco de bananeira no fogo, destinado a cozinhar a papa do seu filho, antes que ele se apague, o tronco de bananeira, cheio de seiva e esponjoso, não pode queimar, e o abikú, vendo uma acha de lenha não consumido pelo fogo, diz que o momento da sua partida ainda não é chegado. 

A pele de cabra oferecida pela Segunda mãe serve para reforçar o pano que ela usa para levar seu filho nas costas; a criança abikú não vai achar nunca que esse pano se rasgou e não vai poder manter sua promessa. Não se sabe bem o porque do oferecimento de um galo, mas a história conta que quando chegou a hora de dizer à filha já uma moça, que ela deveria ir para casa do seu marido, os pais não lhe disseram nada e a enviaram bruscamente para a casa dele. 

Nossos três abikú não podem mais manter a promessa que fizeram, porque as circunstâncias que devem anunciar sua partida não se realizaram tais como eles tinham previsto na sua declaração diante de oníbodé órun. Estes três abikú não vão mais morrer. Eles seguiram um outro caminho. 

A história ilustra bem o mecanismo das oferendas e de sua função. Não é o seu lado anedolíco (de lenda) que nos interessa aqui, mas a tentativa de demonstração de que em país yorubá, a sorte (destino) pode ser modificada, numa certa medida, quando certos segredos são conhecidos. Entre as oferendas que os retêm aqui, na terra, figuram, em primeiro plano, as plantas litúrgicas. Cinco delas são citadas nestas histórias: 

- Abíríkolo (crotalaria lachnophera, papilolionacaae) 

- Agídímagbayin (não identificada) 

- Ídí (terminalia ivorensis, combretacae) 

- Ijá àgborin (não identificada) 

- Lara pupa (ricinus communis - mamona vermelha) 

Ainda mais duas plantas são frequentemente utilizadas para reter os abikú e que não figuram nessas histórias: 

- Olobutoje ( jatropha curcas, euphorbiaceae) 

- Òpá eméré ( waltheria americana, sterculiaceae). 

A oferta dessas folhas constitui uma espécie de mensagem e é acompanhada por ofó (encantamentos). 

Em país yorubá, os pais, para proteger seus filhos abikú e tentar retê-los no mundo, podem se dedicar a certas práticas, tais como fazer pequenas incisões nas juntas da criança e aí esfregar atin (um pó preto feito com ossum, favas e folhas litúrgicas para esse fim) ou ainda ligar à cintura da criança um ondè, talismã feito desse mesmo pó negro, contido num saquinho de couro. 

A ação protetora buscada nas folhas, expressa nas fórmulas de encantamento, é introduzida no corpo da criança por pequenas incisões e fricções, e a parte do pó preto, contida no saquinho do ondé, representa uma mensagem não verbal, uma espécie de apoio material e permanente da mensagem dirigida pelos elementos protetores contra os elementos hostis, sendo essa forma de expressão menos efêmera do que a palavra. 

Em uma outra história, são feitas alusões aos xaorôs, anéis providos de guizos, usados nos tornozelos pelas crianças abikú , para afastar os companheiros que tentam vir buscá-los no mundo e lembrar-lhes suas promessas. De fato seus companheiros não aceitam assim tão facilmente a falta de palavra dos abikú, retidos no mundo pelas oferendas, encantamentos e talismãs preparados pelos pais, de acordo com o conselho dos babalaôs. Nem sempre essas precauções e oferendas são suficientes para reter as crianças abikú sobre a terra. Iyájanjàsa é muitas vezes mais forte. Ela não deixa agir o que as pessoas fazem para os reter e porá tudo a perder o que as pessoas tiverem preparado. Contra os abikú não há remédios. 

Yiájanjàsá os atrairá à força para o céu. Os corpos dos abikú que morrem assim, são frequentemente mutilados. A fim de que, dizem, eles percam seus atrativos e seus companheiros no céu não queiram brincar com eles sobretudo para que o espírito do abikú, maltratado deste modo, não deseje mais vir ao mundo. 

Essas criança abikú recebem no seu nascimento, nomes particulares. Alguns desses nomes são acompanhados de saudações tradicionais. Eles podem ser classificados: quer nomes que estabeleçam sua condição de abikú; quer nomes que lhes aconselham ou lhe suplicam que permaneçam no mundo; quer em indicações de que as condições para que o abikú volte não são favoráveis; quer em promessas de bom tratamento, caso eles fiquem no mundo. A frequência com que se encontra, em país yorubá, esses nomes em adultos ou velhinhos que gozam de boa saúde, mostra que muitos abikú ficam no mundo graças, pensam as almas piedosas, a todas essas precauções, à ação de Òrúnmìlà, e à intervenção dos babalaôs. 

ALGUNS NOMES DADOS AOS ABIKÚ 

Aiyédùn - a vida é doce 

Aiyélagbe - Nós ficamos no mundo 

Akúji - O que está morto, desperta 

Bánjókó - Senta-se comigo 

Dúrójaiyé - Fica para gozar a vida 

Dúróoríìke - Fica, tu serás mimada 

Èbèlokú - Suplica para que fique 

Ilètán - A terra acabou (não há mais terra para enterra-lo) 

Kòjékú - Não consinta em morrer 

Kòkúmó - não morra mais 

Kúmápáyìí - A morte não leva este daqui 

Omotúndé - A criança voltou 

Tìjúikú - Envergonhado da morte (não deixa a morte te matar)

PALAVRAS DE PEDRO MANUEL T'OGUM

Motumbá meus (minhas) amados (as) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia!


Motivado pelas postagens deste final de semana, onde busquei oferecer a todos juntamente com nossa EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, fatos e aprendizados sobre a caminhada de OXUM, em todo o processo de evolução iniciática na realidade do CANDOMBLÉ. Mas deixo claro que vamos sim ainda abordar sobre esta mesma realidade também atingindo a todos que praticam de forma real, concreta e verdadeira a nossa querida UMBANDA SAGRADA.

Mas tudo ao seu devido tempo e espaço. 

Quando a elaboração de um texto esta em sintonia entre os irmãos, não se precisa muito para que tudo e todos conspire numa mesma direção. Já que estamos falando de toda a caminhada digamos assim do processo de ABIÃN, passando a ser YAWÔ. Atingindo, após os anos corretos, o estágio de EBOMI (EGBOMI), em toda a caminhada espíritual do CANDOMBLÉ.

E são realidades que mesmo sendo de ORIXÁS diferentes, OXUM, se faz presente na vida de todos que passam por estes passos. Pois todos passam pelo RONKÓ (QUARTO DE SANTO) em sua iniciação. Como todos passam novamente por ele, também em suas OBRIGAÇÕES. E bem sabemos que a "Senhora do Ronkó" é sem dúvida alguma, OXUM, pois ali é representado o seu útero.

Mas tudo que se faz deve ser levado em conta a caminhada. Pois a linha de pensamento e´de fato a mesma e como vimos pelas palavras de BABA EDSON DE OXUM, que nos presenteou com sua postagem que aborda os temas da diferença entre ABIKÚ E ABIASÉS, duas realidades que hoje em dia. Me desculpe de fato a todos virou moda entre os membros da nossa RELIGIOSIDADE.

Desta forma, como este BLOG foi criado para levar até você, o que for de fato real e concreto sobre nossa fé. Cada postagem serve justamente para ficarmos de olhos bem abertos, e ficarmos atentos para não sermos enganados com certas colocações que nos apresentam e que por inocência ou falta de conhecimento venham a ser tidas como profundas conhecedoras de fundamentos e que no bem da verdade. Só para nos enganar.

Afinal, bem temos de saber, como diz o velho ditado: "Nem tudo que brilha é ouro". E isto, é de fato verdade. Mas nunca deixamos de dizer, conscientizar e alertar. Que tudo que postamos aqui, é de forma básica da básica. Pois bem sabemos que os melhores e únicos ensinos e aprofundamentos sobre a RELIGIOSIDADE, deve vir de nossos BABALORIXÁS E YALORIXÁS.

Agradeço de coração a todos que tem acompanhado nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, como pedi a postagem de nossas mais novas LEMBRANCINHAS DE ORIXÁS, pois muitos podem estar se preparando para se INICIAR outros ainda para dar suas OBRIGAÇÕES. E sempre temos ainda as devidas FESTAS DOS ORIXÁS no percorrer de todo o ano.

Então não deixe de participar, visitar, acompanhar pelo nosso BLOG, pois ainda temos muito a lhes oferecer. Hoje estaremos abordando como disse acima, a continuidade sobre ABIASÉS E ABIKÚS, mas logo adentraremos na questão EGBOMIS. Partindo então para as CABOCLAS DE OXUM. Um assunto muito interessante de se saber também.

Um grande abraço a todos. Que Ogum e Oxaguiãn, abençõem a todos nesta nova semana que se inicia.