quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

COLETÂNEA CONHECENDO OXUM - NOÇÕES BÁSICAS


Dona das águas. Na áfrica, mora no rio oxum. Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescantes. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente. 

RIO OSUN 

Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Coquete e vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual e exibicionista, consciente de sua rara beleza, e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos. 

Quando Orunmilá estava criando o mundo, escolheu Osun para ser a protetora das crianças. Ela deveria zelar pelos pequeninos desde o momento da concepção, ainda no ventre materno, ate que pudessem usar o raciocínio e se expressar em algum idioma. Por isso, oxum é considerada o orisa da fertilidade e da maternidade. 

Por sua beleza, Osun também é tida como a deusa da vaidade, sendo vista como uma orixá jovem e bonita, mirando-se em seus espelhos e abanando-se com seu leque (abebê ). 

No tempo da criação, quando Osun estava vindo das profundezas do orun, Olodumare confiou-lhe o poder de zelar por cada uma das crianças criadas por Orisa, que nasceriam na terra. Osun seria a provedora de crianças. Ela deveria fazer com que as crianças permanecessem no ventre de suas mães, assegurando-lhes medicamentos e tratamentos apropriados para evitar abortos e contratempos antes do nascimento ... Não deveria encolerizar-se com ninguém a fim de não recusar crianças a inimigos e conceder gravidez a amigos. Foi a primeira Iyami encarregada de ser Olutoju awo omo - aquela que vela por todas as crianças e Alawoye omo - a que cura crianças. 

Em seus oriki assim é evocada: 

Osun, graciosa mãe, plena de sabedoria! 

Que enfeita seus filhos com bronze 

Que fica muito tempo no fundo das águas gerando riquezas 

Que se recolhe ao rio para cuidar das crianças 

Que cava e cava a areia e nela enterra dinheiro 

Mulher poderosa que não pode ser atacada. 

As mulheres louvam a fertilidade trazida por Osun, repetindo: 

Yeye o, yeye o, yeye o. Oh, graciosa mãe, oh, graciosa mãe, oh, graciosa mãe! 

Alguns mitos referem-se a ela como Osun Osogbo - Osun da cidade de Osogbo, outros enfatizam sua proximidade com Logunede, ora apresentado como filho, ora como mensageiro, havendo entre ambos tão estreita relação que chegam a ser considerados complementares. 

Outros mitos, ainda, a apresentam como esposa de Ifá. E aqueles que a apresentam como esposa de Sangô narram que ao tomar conhecimento da morte do marido, ficou desesperada, transformou-se num rio. 

Bastante cultuada em Osogbo, é considerada também, a divindade protetora de Abeokuta. Seus devotos freqüentemente dedicam-lhe um córrego ou rio, chamando-o de odo Osun - rio de Osun, ao lado do qual colocam o santuário. Chamada mãe das crianças, a ela pertence a fertilidade de homens e mulheres. 

Todo ano, por ocasião do festival realizado em sua homenagem, mulheres estéreis tomam água de seu santuário esperando retornar no ano seguinte com os filhos por ela concedidos, para agradecerem a graça alcançada. Não apenas a fertilidade pertence a Osun. A prosperidade também. 

Além disso, confere a seus devotos a desejada proteção contra acontecimentos adversos. Assim sendo, é invocada nas mais distintas circunstâncias, pois não há o que não possa fazer para ajudar seus devotos. 

Os sacerdotes de Osun, normalmente, trançam os cabelos de modo feminino e usam colares feitos de contas transparentes da cor do âmbar, tornozeleiras, braceletes e diversos objetos de bronze e metais amarelos. 

Seu assentamento guarda o ota (pedra); uma espada de metal amarelo ou um leque; uma tornozeleira; alguns búzios; moedas; pente, peregun; tecido branco. Ao lado fica um pote de água com seu axé. Em muitos assentamentos encontramos, também, estatuetas representando uma mulher de cabelos trançados, segurando um bebê ou amamentando. 

É comum encontrarmos o assentamento de Logunedé junto ao de Osun.

PEDRO T' OGUM - BREVE RESUMO SOBRE OXUM

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs). 

Com grande alegria, aqui estou, representando não somente o BLOG OLHOS DE OXALÁ, mas bem como todos que colaboram com o andamento deste que vem a ser um instrumento de comunicação a todos que fazem parte de nossa religiosidade. Seja ela do CANDOMBLÉ ou da UMBANDA SAGRADA.

Estou me referindo a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, como também aos CO-AUTORES que fazem deste instrumento um meio cada vez melhor de aprendizado. E como não poderia deixar de ser aqui estou dando início a toda uma SEQÜÊNCIA de postagens voltadas a MÃE OXUM.


Mas para isto, devemos tomar como ponto de partida, a sua origem. De onde ela vem? Por que esse nome? Enfim, são pequenas perguntas básicas mas que fazem toda a diferença. Sendo assim, devemos saber que Oxum é a divindade do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Era, segundo dizem, a segundo mulher de Xangô, tendo vivido antes com Ogum, Orunmilá e Oxossi. 

Uma das grandes devoções relacionadas a esta ORIXÁ, vem de origem feminina onde acredita-se que as mulheres que desejam ter filhos dirigem-se a Oxum, pois ela controla a fecundidade, graças aos laços mantidos com Ìyámi-Àjé (“Minha Mãe Feiticeira”).

Além disso devemos lembrar de sua relação com OGUM, de quem Oxum é chamada de Ìyálóòde (Iaodê). Título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. Além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce, sem a qual a vida na terra seria impossível, bem como Senhora das Cachoeiras, algumas áreas de Lagoas, e até uma qualidade, que pega um pouco do encontro das águas salgadas com as águas doces. 

Uma outra realidade voltada à OXUM são de fato os seus axés constituídos por pedras do fundo do rio Oxum, de jóias de cobre e de um pente de tartaruga. O amor de Oxum pelo cobre, o metal mais precioso do país iorubá nos tempos antigos, é mencionado nas saudações que lhe são dirigidas: “Mulher elegante que tem jóias de cobre maciço”. Uma conotação que a lida diretamente com Oyá, em sua qualidade OPARÁ.

É uma cliente dos mercadores de cobre. Onde limpa suas jóias de cobre antes de limpar seus filhos. Lembrando que OXUM também é a senhora do Ouro, mineral em sua maioria encontrado em seus fundamentos também. Sua docilidade e sua realeza. Seu gosto pelas vaidades são divinamente visualizadas, quando OXUM, dança majestosamente no meio de seu povo.

É aquela que se banha divinamente e sedutoramente nas suas águas doces dos rios e cachoeiras e com sua personalidade nos encanta cheia de mistérios.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PEDRO MANUEL T' OGUM - FALANDO SOBRE OXUM

Motumbá para quem é de motumbá. Kolofé, para quem é de Kolofé. Saravá, para quem é de Saravá.


Bom dia a todos. Com grande alegria hoje venho aqui de fato agradecer a todos que caminharam conosco em todo o mês de NOVEMBRO, quando me arrisquei literalmente o fato de fazer uma verdadeira revolução dentro das grades referentes às postagens do BLOG OLHOS DE OXALÁ, desde MAIO em diante.

Foi de fato um risco de correr no molhado, sabendo dos pós e dos contras, onde corria o risco de ser pouco visitado ou pouco visualizado, devido a algumas já terem sido parte das antigas SEQÜÊNCIAS dos assuntos referidos. Mas o que senti no coração de fazer, de fato deu seus resultados positivos.

E como fizemos com OXÓSSI, não poderíamos deixar de fazer a respeito da grande ORIXÁ DAS ÁGUAS DOCES. Estou me referindo a OXUM.


Neste exato momento fico eu pensando, mas o que falar de MAMÃE OXUM. Uma Senhora que muitos já a conhecem e por ela possuem um carinho, amor e grande devoção. Por se tratar da grande progenitora.

Digo progenitora, pois não existe ORIXÁ algum em terra, sem antes ter passado pelos braços de OXUM em sua concepção. Nenhum ORIXÁ nasce sem ter passado pelo grande ÚTERO DE OXUM, dentro de seu RONKÓ

Não existe ORIXÁ, que não tenha passado pelas águas doces de uma cachoeira. Não existe ORIXÁ que não tenha se deslumbrado no seu grande encantamento de sua total e irreverente beleza.

Um amor materno, que gera em seu útero, todos os ORIXÁS e que entrega carinhosamente no ato do nascimento aquele bebê tão indefeso, recém-nascido, aos cuidados de YEMANJÁ que irá zelar pelo seu novo destino.

Não existe sequer um momento nesta nova fase que iremos nos empenhar para MERGULHARMOS NAS ÁGUAS DE OXUM, a fim de entendermos melhor sua ligação com TODOS OS ORIXÁS. Suas características que mesmo sendo maternas em sua totalidade, algumas se mostram mais violentas, demonstrando o seu lado GUERREIRAS. CARACTERÍSTICAS que se enquadram perfeitamente em seus filhos e filhas.

Conheçer sua HISTÓRIA, suas CANTIGAS, suas COMIDAS, seus TRAÇOS, sua MITOLOGIA, são de fato pontos fundamentais que irão compor o corpo desta grade de estudo, referente a esta grande ORIXÁ. Uma senhora astuta que roubou, literalmente este é o termo, os segredos de IFÁ das mãos de EXÚ; e que hoje divide com ele os segredos da leitura e compreensão do JOGO DE BÚZIOS

Uma Senhora doce, maternal, faceita, astuta, geniosa, sedutora e acima de tudo encantadora. A Senhora dos encantamentos. Que OXUM nos cubra com suas ÁGUAS DOCES, nos purificando sob o derramar de suas doces CACHOEIRAS e fazendo em nós verdadeiros TEMPLOS que acolhem nossos ORIXÁS.

Que todo o trabalho feito neste BLOG, voltado à mamãe OXUM, seja para todos nós um grande motivo de louvor e alegria a tão grande MÃE.

COLETÂNEA OXÓSSI - CANTIGAS PARTE II

Aqui colocamos mais algumas cantigas fundamentais, dentro de um XIRÊ. Cantigas estas, mais conhecidas que se fazem presente dentro de todo um ritmo voltado a uma grande FESTA DE OXÓSSI.

Lembrando que muitas CASAS DE AXÉ, comemoram OXÓSSI em comum acordo com OGUM, devido ao fato de serem irmãos. Por sua vez, outras CASAS visam fazer cada ORIXÁ com sua devida festa em particular. Um ato que exige um pouco de trabalho a mais, mas que ao nosso ponto de vista, uma realidade muito louvável. Pois assim, se confere o que por direito compete a cada um em sua particularidade.

Desta forma, espero que mais estas CANTIGAS, possam contribuir com o crescimento espIritual de cada um, que tem sua particular DEVOÇÃO para com o grande ORIXÁ DA CAÇA E DA PROSPERIDADE.





COLETÂNEAS OXÓSSI - CANTIGAS PARTE I

Motumbá a todos os (as) visitantes de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Com grande alegria, estamos chegando ao final de todas nossas postagens com o tema central ORIXÁ OXÓSSI, de acordo com a nova esquematização de nosso meio de comunicação.

Comparando esta SEQÜÊNCIA de postagens podemos concluir com êxito as postagens anteriormente já compartilhadas no mês de MAIO, mas para nossa surpresa, chegamos a concluir com maior número de postagens que inseriram temas de fato esquecidos na primeira vez que abordamos este assunto.

E aqui nesta postagem iremos concluir de fato, saudando o ORIXÁ OXÓSSI, com suas cantigas mais conhecidas pelo nosso povo do CANDOMBLÉ. Mas já deixamos claro que, estamos já trabalhando para que em 2013,  quando formos adentrar novamente neste assunto, oferecendo um aprofundamento sobre o mesmo, que outras cantigas irão fazer parte de seu corpo na grade de ensinos.

Cantigas que nos levam aos seus momento de caça, no instante de sua prova a acertar o grande pássaro somente com uma flecha, e outros instantes importantíssimos que compõem o seu louvor dentro de todo um XIRÊ.







Que OXÓSSI, o grande caçador, que provem em nossas casas o sustento de todos os habitantes, possa de fato ter sua flecha apontada para todas as situações divergentes de nossa realidade e que por seu intermédio, a fome, a desunião de todo um povo possam cair por terra. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OLHOS DE OXALÁ - PALAVRAS DE PEDRO T' OGUM

Bom dia a todos, e na verdade, um bom início de tarde. Sem esquecer é claro de que todos(as) tenham uma boa semana. 

Estamos em vesperas de fecharmos a conclusão da nova seqüência das postagens referentes ao ORIXÁ OXÓSSI, motivada pela reformulação que achei conveniente para nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Oferecendo a todos vocês melhores condições de acompanhar nossas postagens.

De fato, eu estou sem palavras devido ao acompanhamento que tenho feito diariamente em relação ao número de visualizações de nossas postagens e para minha alegria o número foi de fato muito maior que a primeira vez que este mesmo assunto foi postado lá no mês de MAIO. Mas com muita coisa faltando, o que desta vez, conseguimos solucionar, dentro desta primeira parte referente a este ORIXÁ em questão.

Hoje nos preocupamos em atingir nosso público infantil e infanto-juvenil, com temas referentes a OXÓSSI para uma maior compreensão de todos. Atingindo de fato a todas as idades. Desta forma, só faltando agora para o dia de amanhã, 04/12/2012, as postagens referentes ao XIRÊ DE OXÓSSI.

Com isto encerramos um ciclo e já estamos nos preparando para nos adentrar em outro, que vai nos levar uma maior devoção não desmerecendo OXÓSSI, mas com assuntos muito mais profundos e diversos. Estou me referindo a grande MÃE DAS ÁGUAS DOCES - OXUM.


Da mesma forma, que assim fizemos neste mês que se passou finalizando na data de 04/12/2012, com OXÓSSI, faremos o mesmo com todos os outros que agora virão na seqüência, sendo OXUM agora nosso foco central. 

Espero que como fizeram este mês nos acompanhando possam de fato fazer o mesmo com as seguintes postagens como forma de aprendizado e homenagem a esta MÃE, que é a Senhora de todos os RONKÓS. Sendo o útero de todos os outros ORIXÁS

COLETÂNEA INFANTIL - SESSÃO PIPOCA SOBRE OXÓSSI

Com toda a certeza alguém neste exato momento deve estar se perguntando: Mas por que hoje, plena Segunda-feira, o BLOG OLHOS DE OXALÁ, esta nos enviando VÍDEOS sobre OXÓSSI? Outros podem estar ate´dizendo: Mas que coisa chata! Esse vídeo eu ja assisti! Ou ainda dizer: Eu já tenho esse vídeo em casa! 

Outros por sua vez podem estar falando mas que coisa bizarra, dia de EXÚ, e o BLOG falando ainda sobre OXÓSSI

De fato coisa bizarra! Mas nos esquecemos uma grande questão importante. Exú é o Senhor tanto do movimento. Como o Senhor da COMUNICAÇÃO. Desta forma, nada mais justo que em PLENA Segunda-feira, aqui estamos postando os vídeos referentes ao grande ORIXÁ DA CAÇA E DA FARTURA. Que Oxóssi nos acompanhe nos dando prosperidade e nunca permitindo nos faltar aquilo que é de acordo para nosso alimento.





COLETÂNEA INFANTIL - A HISTORIA DE OXÓSSI

De fato buscar ensinar uma criança é muito mais fácil pelo uso de audio-visuais do que propriamente dito apresentar um mundaral de coisas escritas, tornando o assunto tão belo e cheio de detalhes numa coisa pesada e sem graça. 

Desta forma, em nossa atualização da grade de postagens referentes a OXÓSSI tentamos encontrar algo que atingisse de fato nosso público mirim. E pra quem não desiste sempre encontra. 

Desta forma, aqui estamos compartilhando um pouco de mais conhecimento voltado ao nosso público infantil. Permitindo um aprendizado real e verdadeiro sobre nossa realidade espiritual.


Hoje a Educação Religiosa esta dentro da grade de ensino em nossas escolas e cada vez mais estamos percebendo o quanto estamos evoluindo em conquistas como o valor às nossas tradições Africanas, pois de fato fez parte de nossa história. É um verdadeiro resgate e para isso mais uma colaboração nossa nesta questão.


E com isto tudo um jeito novo de aprendermos um pouco mais a realidade deste Orixá em nossa vida.

COLETÂNEA INFANTIL - OXÓSSI PARA COLORIR E BRINCAR

Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Todos nós já tivemos nosso lado infantil um dia. Hoje ainda como crianças, podemos ver nossos filhos, netos; irmãos caçulas ou ainda conhecidos crescendo na realidade de nossa ESPIRITUALIDADE que nos envolve. 

Oxóssi, o Rei de Ketu. O grande caçador de uma flexa só. Quantos de nós um dia, como diz nossa grande conhecida Xuxa numa de suas músicas, já não brincou de Indío?! Creio que todos já nos imaginamos caçando por ai, segurando nossos arcos e nossas  flechas e hoje caçando dia a dia as forças para termos ainda um futuro melhor. 

Hoje aqui estamos voltados a esta realidade: nosso público infantil. Que crescerá um dia e dará seguimento a toda nossa religiosidade. Muitos até ja inseridos, outros ainda esperando a hora certa de se decidirem quanto a seus caminhos na fé. Assim, aqui viemos dar uma pequena contribuição para que este nosso público ainda pequeno não se sinta excluído. Pois de fato o futuro de toda nossa fé, está nas mãos destes nossos pequenos irmãos. 

É muito fácil trabalhar com isto. Basta somente copiar o desenho em si e depois mandar imprimir. Isto será uma grande motivação pedagógica para que seu filho possa colorir o ORIXÁ OXÓSSI, de acordo com o que seu coração mandar. Faça o teste, você irá perceber um novo artista aparecendo.

Que Oxóssi, O grande Rei de Ketu, Senhor da caça e da prosperidade possa iluminar aos seus com toda benção possuível que vem de seu grande coração.



domingo, 2 de dezembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - GOLPES E MOVIMENTOS

Para cada um de nós que agora compomos a EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, um BLOG desenvolvido por nosso amigo e coordenador PEDRO MANUEL, ou para muitos, PEDRO DE OGUM, que nos direciona sobre tópicos, formas de postagens e na escolha de fotos ou vídeos. É de fato uma alegria imensa conseguir chegar ao final de uma coletânea e ver de fatos os frutos. 

O fato desta EQUIPE ter surgido, foi mais uma forma também de nos conscientizar sobre nossa responsabilidade dentro de nossa religiosidade. E que logo estaremos neste MÊS falando um pouco de como surgiu esta EQUIPE e quem faz parte dela. 

Frutos estes que a cada dia avaliamos as visualizações e participações, sejam por emails, comentários de alguma postagem. Para nossa alegria esta COLETÂNEA sobre o tema "OXÓSSI E A CAPOEIRA", foi de fato, muito bem visualizada e até comentada. 

Hoje, estamos finalizando esta primeira etapa deste tema, após a reformulação do BLOG OLHOS DE OXALÁ, ter começado. MAS PARA QUEM CURTIU, fique tranquilo. Já estamos providenciando um APROFUNDAMENTO sobre este tema, onde iremos mostrar os fundamentos espírituais envolvidos nesta prática esportiva; que um dia foi tão perseguida e hoje é uma das novas etapas a ser incluída até mesmo nas OLIMPÍADAS DO BRASIL EM 2016

Não deixe de participar disso. 
ARTHUR DE OXAGUIÃN

GOLPES E MOVIMENTOS


A capoeira usa primariamente os pés como ataque. Golpes podem ser diretos, como no caso do Martelo, ou giratórios, como no caso da Meia-lua de compasso. A rasteira é de suma importância, considerada por muitos como a melhor arma disponível para o capoeirista. Desenvolvida para o combate em desvantagem, o ataque do capoeirista deve ser aplicado no momento oportuno e de forma definitiva. 

A defesa usa o princípio da não-resistência, isto é, evitar um golpe com uma esquiva em vez de apará-lo. Esquivas podem ser executadas tanto em pé quanto com os apoios das mãos no chão. No caso de impossibilidade da esquiva o Capoeirista se defende aparando ou desviando o golpe com as mãos ou as pernas. 

A ginga é importantíssima para a defesa e para o ataque do capoeirista, tornando o capoeirista imprevisível durante o ataque e dificultando um possível contra-ataque, além de evitar que o capoeirista se torne um alvo fixo. 

Completam a técnica as cabeçadas, floreios (acrobacias no solo), tesouras, cotoveladas e outras.


GRADUAÇÃO


Devido à sua vastidão e à sua origem, a capoeira nunca teve unidade ou consenso. O sistema de graduação segue o mesmo caminho, nunca tendo existido um sistema padrão que fosse aceito pela maioria dos grandes mestres. Dessa forma o sistema de graduação varia muito de grupo para grupo. A própria origem do sistema é recente, tendo partido com a Luta Regional Baiana de Mestre Bimba, na década de 1930. Bimba utilizava lenços de seda para diferenciar seus alunos entre aluno formado, aluno especializado e mestre. Alunos novos não possuiam graduação. 

Atualmente o sistema de graduação mais comum é o de cordas (também chamadas cordéis ou cordões) de diferentes colorações amarrados na cintura do jogador. Alguns grupos usam diferentes sistemas, ou até mesmo nenhum sistema. 

Existem várias entidades (Ligas, Federações e Confederações) que tentam organizar e unificar a graduação na capoeira. O sistema mais comum é o da Confederação Brasileira de Capoeira, que adota o sistema de graduação feito por cordas seguindo as cores da bandeira brasileira, de fora para dentro (iniciado na época em que a capoeira oficialmente era considerada parte da Federação Brasileira de Pugilismo). 

Apesar de muito difundido com diversas variações, muitos grupos grandes e influentes utilizam cores diferentes ou mesmo graduações diferentes. A própria Confederação Brasileira de Capoeira não é amplamente aceita como representante principal da capoeira.

Sistema de graduação da Confederação Brasileira de Capoeira

Graduação básica adulta (a partir de 15 anos) 

Iniciante: sem corda ou cordão 

Batizado: verde 

Graduado: amarelo 

Graduado: azul 

Intermediário: verde e amarelo 

Avançado: verde e azul 

Estagiário: amarelo e azul 

Graduação avançada - Docente de capoeira 

Formando: verde, amarelo e azul - 5 anos de capoeira - idade mínima 18 anos 

Monitor: verde e branco - 7 anos de capoeira - idade mínima 20 anos 

Professor: amarelo e branco - 12 anos de capoeira - idade mínima 25 anos 

Contramestre: azul e branco - 17 anos de capoeira - idade mínima 30 anos 

Mestre: branco - 22 anos de capoeira - idade mínima 35 anos 

Graduação infantil (até 14 anos) 

Idêntica à graduação básica, porém com a cor mais clara. Após a sétima graduação, o aluno infantil passa para a segunda graduação adulta, corda verde. Em alguns casos (dependendo de seu desempenho) pode pegar a terceira graduação, corda amarela. 

O tempo de cada graduação varia dependendo da sua importância. As cordas iniciais, como a verde e a amarela, podem ser conquistadas em menos de um ano. Cordas avançadas, notadamente as de contra-mestre e mestre, levam diversos anos e exigem um profundo conhecimento da capoeira para serem conquistadas.

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - CAPOEIRA REGIONAL E CONTEMPORÂNEA

Dando seguimento a coletânea "OXÓSSI E A CAPOEIRA", vamos de fato explanar o que vem a ser CAPOEIRA REGIONAL e CAPOEIRA CONTEMPORÂNEA. Duas realidades distintas, mas que nasceram na tradição Afro-descendente e muitas delas em Casas de Santo de suas épocas tradicionais.

REGIONAL


A capoeira regional começou a nascer na década de 1920, do encontro de mestre Bimba com seu futuro aluno, José Cisnando Lima. Ambos acreditavam que a capoeira estaria perdendo seu valor marcial e chegaram à conclusão de que uma reestruturação era necessária. Bimba criou, então, sequências de ensino e metodizou o ensino de capoeira. Aconselhado por Cisnando, Bimba chamou sua capoeira de Luta Regional Baiana, visto que a capoeira ainda era ilegal na época. 

A base da capoeira regional é a capoeira tradicional mais enxuta, com menos subterfúgios e maior objetividade. O treinamento era mais focado no ataque e no contra-ataque, com muita importância para a precisão e a disciplina. Bimba também incorporou alguns golpes de outras artes marciais, notadamente o batuque, antiga luta de rua praticada por seu pai. O uso de acrobacias e saltos era mínimo: um dos fundamentos era sempre manter ao menos uma base de apoio. Como dizia Mestre Bimba, o chão é amigo do capoeirista. 

A capoeira regional também introduziu na capoeira o conceito de graduações. Na academia de mestre Bimba, existiam três níveis hierárquicos: calouro, formado e formado especializado. As graduações eram determinadas por um lenço amarrado na cintura. 

As tradições da roda e do jogo de capoeira foram mantidas, servindo para a aplicação das técnicas aprendidas em aula. A bateria, contudo, foi modificada, sendo composta por um único berimbau e dois pandeiros. Uma das maiores honras para um discípulo era a permissão para jogar iúna. O jogo de iúna tinha a função simbólica de promover a demarcação do grupo dos formados para o grupo dos calouros. 

A única peculiaridade técnica do jogo de iúna em relação aos jogos realizados em outros momentos da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplicação de um golpe pré-estabelecido no desenrolar do jogo. O jogo também destacava-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. Praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos, o que reforçava seu caráter solene. 

Ao final de cada jogo, todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que saíam da roda. A luta regional baiana tornou-se rapidamente popular, levando a capoeira ao grande público e finalmente mudando a imagem do capoeirista, tido no Brasil até então como um marginal. Das muitas apresentações que mestre Bimba fez com seu grupo, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953 para o então presidente da república Getúlio Vargas, ocasião em que teria ouvido do presidente: A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional.

CONTEMPORÂNEA


A partir da década de 1970 um estilo misto começou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores que consideravam mais importantes da Regional e da Angola. Notadamente mais acrobático, este estilo misto é visto por alguns como a evolução naturalda capoeira, por outros como descaracterização ou até mesmo mal-interpretação das tradições capoeirísticas. Com o tempo toda capoeira que não seguia as linhas da Regional ou da Angola, mesmo as amalgamadas com outras artes-marciais, passou a se denominar Contemporânea.

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - OS TOQUES DA CAPOEIRA

Toques de capoeira 

O toque de capoeira é o ritmo tocado pelos berimbaus, seguidos pelos demais instrumentos. Podem ser executados desde bem lentamente (como no toque de Angola), induzindo a um jogo mais lento e estratégico, até bastante acelerados (como em São Bento Grande), induzindo a um jogo rápido, ágil e acrobático. Podem também ter outros significados que vão além do jogo ou comandar uma roda restrita, como o toque de Iúna.


Em uma roda de capoeira a forma mais usual é iniciar com o toque de Angola e subir o ritmo gradualmente, encerrando com o toque São Bento Grande em alta velocidade. Contudo não existem regras, uma roda pode manter sempre o mesmo toque ou mesmo inverter, começando de modo acelerado e terminando de modo lento. 

Alguns dos toques mais comumente utilizados: 

* Toque de Angola 

* São Bento Pequeno 

* São Bento Grande de Angola 

* São Bento Grande da Regional 

* Iúna 

* Cavalaria 

* Samango 

* Santa Maria 

* Benguela 

* Amazonas 

* Idalina

A dança e a capoeira 

Devido à sua origem e história, existiu sempre a necessidade de se esconder ou disfarçar o aprendizado e a prática da capoeira. Na época da escravidão era um risco enorme aos senhores de engenho possuir escravos hábeis em uma arte-marcial. Para evitar represálias por parte de seus senhores, os escravos praticavam enquanto seus companheiros cantavam e batiam palmas. Os golpes e esquivas eram praticados durante uma falsa dança que seria o embrião da atual ginga. 

Da falsa dança da época dos engenhos de açúcar até os tempos mais atuais, a ginga evoluiu até se tornar uma estratégia de combate, cujo objetivo principal é não oferecer ao oponente um alvo fixo. Mesmo hoje em dia a maioria dos leigos à primeira vista acredita tratar-se a capoeira de uma coreografia, ou de uma dança acrobática. Outras manifestações culturais como o batuque, o maculelê, a puxada de rede e o samba de roda são danças fortemente ligadas à capoeira, por também terem nascido da mesma cultura.

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - A MUSICALIDADE



Música 

A música é um componente fundamental da capoeira. Introduzida como forma de ludibriar os escravizadores, fazendo-os acreditar que os escravos estavam dançando e cantando, quando na verdade estavam desenvolvendo e treinando uma arte-marcial para se defenderem. Componente fundamental de uma roda de capoeira, ela determina o ritmo e o estilo do jogo que é jogado. 

A música é criada pela bateria e pelo canto (solista ou em coro), geralmente acompanhados de um bater de palmas. A bateria é tradicionalmente composta por três berimbaus, dois pandeiros e um atabaque, mas o formato pode variar excluindo-se ou incluindo-se algum instrumento, como o agogô e o ganzuá. Um dos berimbaus define o ritmo e o jogo de capoeira a ser desenvolvido na roda. Desta maneira, é a música que comanda a roda de capoeira, não só no ritmo mas também no conteúdo. 


Canções 

As canções de capoeira são divididas em partes solistas e respostas do coro, formado por todos os demais capoeiristas presentes na roda. Dependendo do seu conteúdo podem ser classificadas como ladainhas, chulas, corridos ou quadras. 

A ladainha, ou lamento, é utilizada unicamente no início da roda de capoeira. Parte do longo grito iê, seguido de uma narrativa solista cantada em tom solene. Geralmente é cantada pelo capoeirista mais respeitado ou graduado da roda. Neste momento não existe jogo, não se bate palmas e alguns instrumentos não são tocados. 

A narrativa é seguida pelas homenagens tradicionais feitas pelo solista (a Deus, ao seu mestre, a quem o ensinou e mais qualquer personagem importante ou fator relevante à capoeira, como a malandragem), respondidas intercaladamente pela louvação do coro e pelo início das palmas e dos instrumentos complementares. O jogo de capoeira somente pode iniciar após o fim da ladainha. 

A chula é um canto em que a parte solista é muito mais longa do que a a resposta do coro. Enquanto o solista canta dez, doze, ou até mais versos, o coro responde com apenas dois ou quatro versos. A chula pode ser cantada em qualquer momento da roda. 

O corrido, forma musical mais comum da roda de capoeira, é um canto onde a parte solista e a resposta do coro são equivalentes, em alguns casos o número de versos do coro superando os versos solistas. Pode ser cantado em qualquer momento da roda e seus versos podem ser modificados e improvisados durante o jogo para refletir o que está acontecendo durante a roda, ou para passar algum aviso a um dos demais capoeiristas. 

A quadra é composta de um mesmo verso repetido quatro vezes, seja três versos solistas e uma resposta do coro, seja a parte solista e a resposta intercaladas. Pode ser cantada em qualquer momento da roda. 

As canções de capoeira têm assuntos dos mais variados. Algumas canções são sobre histórias de capoeiristas famosos, outras podem falar do cotidiano da comunidade. Algumas canções comentam o que está acontecendo durante a roda de capoeira, outras divagam sobre a vida ou um amor perdido. 

Outras ainda são alegres e falam de coisas tolas, cantadas apenas por diversão. Basicamente não existem regras e alunos são encorajados a criar suas próprias canções. Os capoeiristas mudam as canções frequentemente de acordo com o que ocorre na roda ou fora dela. 

Um bom exemplo é quando um capoeirista novato demonstra notável habilidade durante o jogo e o solista canta o verso "e o menino é bom", seguido pelo coro com o verso "bate palma pra ele". A letra da música é constantemente usada para passar mensagens para um dos capoeiristas, na maioria das vezes de maneira velada e sutil.

sábado, 1 de dezembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - A RODA DE CAPOEIRA

Dando continuidade ao conteúdo da nossa coleção OXÓSSI E A CAPOEIRA, aqui postamos mais um pouco desta complexa realidade esportiva, que para muitos se trata de um esporte meramente, mas com grandes fundamentos e preceitos de nosso CANDOMBLÉ. Vejamos: 

Roda de capoeira


A roda de capoeira é um círculo de capoeiristas com uma bateria musical em que a capoeira é jogada, tocada e cantada. A roda serve tanto para o jogo, divertimento e espetáculo, quanto para que capoeiristas possam aplicar o que aprenderam durante o treinamento. 

Os capoeiristas se perfilam na roda de capoeira cantando e batendo palmas no ritmo do berimbau enquanto dois capoeiristas jogam capoeira. O jogo entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do tocador de berimbau ou quando algum outro capoeirista da roda compra o jogo, ou seja, entra entre os dois e inicia um novo jogo com um deles. 

Em geral, o objetivo do jogo da capoeira não é o nocaute ou destruir o oponente. O maior objetivo do capoeirista ao entrar em uma roda é a queda, ou seja, derrubar o oponente sem ser golpeado, preferencialmente com uma rasteira. 

Na maioria das vezes, entre o jogo de um capoeirista mais experiente e um novato, o capoeirista experiente prefere mostrar sua superioridade marcando o golpe no oponente, ou seja, freando o golpe um instante antes de completá-lo. Entre dois capoeiristas experientes o jogo poderá ser muito mais agressivo e as consequências mais graves. 

A ginga é o movimento básico da capoeira, mas além da ginga são muito comuns os chutes em rotação, rasteiras, floreios (como o aú ou a bananeira), golpes com as mãos, cabeçadas, esquivas, acrobacias (como o salto mortal), giros apoiados nas mãos ou na cabeça e movimentos de grande elasticidade.

O batizado 


O batizado é uma roda de capoeira solene e festiva, onde alunos novos recebem sua primeira corda e demais alunos podem passar para graduações superiores. 

Em algumas ocasiões pode-se ver formados e professores recebendo graduações avançadas, momento considerado honroso para o capoeirista. O batizado parte ao comando do capoeirista mais graduado do grupo, seja ele mestre, contramestre ou professor. Os alunos jogam com um capoeirista formado e devem tentar se defender. 

Normalmente o jogo termina com a queda do aluno, momento em que é considerado batizado, mas o capoeirista formado pode julgar a queda desnecessária. No caso de alunos mais avançados, o jogo poderá ser com mais de um formado, ou até mesmo com todos os formados presentes, para as graduações avançadas. 

O apelido 

Tradicionalmente o batizado seria o momento em que o capoeirista recebe ou oficializa seu apelido, ou nome de capoeira. A maioria dos capoeiristas passa a ser conhecida na comunidade mais pelos seus respectivos apelidos do que por seus próprios nomes. Apelidos podem surgir de inúmeros motivos, como uma característica física, uma particular habilidade ou dificuldade, uma ironia, a cidade de origem, etc. 

O costume do apelido surgiu na época em que a capoeira era ilegal. Capoeiristas evitavam dizer seus nomes para evitar problemas com a polícia e se apresentavam a outros capoeiristas ou nas rodas pelos seus apelidos. Dessa forma um capoeirista não poderia revelar os nomes dos seus companheiros à polícia, mesmo que fosse preso e torturado. Hoje em dia o apelido continua uma forte tradição na capoeira, apesar de não ser mais necessário.

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - OS MESTRES DA ATUALIDADE

Vamos nos adentrar um pouco mais quanto aos grandes mestres desta prática, que vem desde os tempos primórdios dos escravos negros, como nosso tão amado CANDOMBLÉ veio, superando séculos e lutas sem fim.

Capoeira de Angola


Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha), fundou a primeira escola de capoeira Angola legalizada pelo governo baiano.


Mestre João Pequeno, aluno de Pastinha, é o mais velho e reconhecido mestre da capoeira Angola de Pastinha em atividade.


Mestre João Grande, aluno de mestre Pastinha, um dos mais reconhecidos mestres de capoeira Angola em atividade, comanda ainda hoje seu grupo na cidade de Nova Iorque.


Mestre Nô, (Norival Moreira de Oliveira), fundador dos grupos Retintos, Orixás da Bahia, Capoeira Angola Palmares e da associação Brasileira Cultural de Capoeira Palmares (ABCCP).


Camafeu de Oxóssi, foi um mestre de capoeira e figura de destaque no candomblé baiano. Vide postagem: PERSONALIDADES DE OXÓSSI.


Mestre Burguês, fundador da federação Paranaense de capoeira em 1985. Teve dezenove CDs de capoeira produzidos.


Mestre Camisa Roxa (Edvaldo Carneiro e Silva), aluno de Bimba, grão-mestre do grupo Abadá, divulgador da capoeira no exterior.


Mestre Celso Carvalho Nascimento, mestre carioca, sendo-lhe atribuído um estilo único, um dos mais antigos capoeiristas do Rio de Janeiro em atividade.


Mestre Mão Branca (William Douglas Guimarães), mestre mineiro fundador do grupo Capoeira Gerais, que propaga a capoeira para mais de 22 países.


Mestre Peixinho (Marcelo Azevedo Guimarães), mestre do Rio de Janeiro, fundador do centro Cultural Senzala de capoeira.

COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA - CAPOEIRISTAS HISTÓRICOS

CAPOEIRISTAS HISTÓRICOS


Besouro Mangangá, ou Besouro Preto, capoeirista baiano do século XIX, reconhecido como exímio lutador, imortalizado nas músicas da capoeira e recentemente retratado em um longa-metragem com seu nome.


Manduca da Praia, temido capoeirista no Rio de Janeiro do século XIX.


Madame Satã, polêmico capoeirista do Rio de Janeiro da primeira metade do século XX, sua vida foi retratada em filme.


Mestre Waldemar, representante da capoeira da periferia de Salvador, foi alvo de vários estudos acadêmicos durante os anos 1950, inventor das ladainhas.


Mestre Adenina, lutou pela libertação dos escravos. Rosa Palmeirão, primeira mulher a adentrar no mundo da Capoeira, conhecida e respeitada capoeirista de Salvador, reconhecidamente hábil e bela. Dela se dizia que numa briga teria derrotado seis homens ao mesmo tempo, que teria escapado doze vezes da prisão e que navegava como um homem.

CAPOEIRA REGIONAL


Mestre Bimba (Manoel dos Reis Machado), criador da capoeira regional.


Mestre Ezequiel, para muitos Mestre Sombra, aluno de Bimba, divulgou a capoeira pelo mundo e foi um de seus maiores cantadores e compositores.


Dr. José Cisnando Lima, vereador e aluno de Bimba, auxiliou o mestre no estabelecimento das bases da luta regional baiana.


Mestre Capixaba, fundador da A.C.A.P.O.E.I.R.A., difundiu e difunde a capoeira nos cinco continentes.


Mestre Suassuna, fundador do Grupo Cordão de Ouro, pioneiro da capoeira Regional em São Paulo. Gravou um dos primeiros discos de capoeira.


Mestre Acordeon, aluno de Bimba, pioneiro da capoeira nos EUA, gravou varios discos de capoeira.


Mestre Camisa, Fundador do grupo A.B.A.D.A Capoeira, um dos maiores divulgadores da capoeira contemporânea.

PEDRO T'OGUM FALANDO SOBRE A COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA


Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom dia!!!

Novamente venho até você para agradecer sua presença, através de sua visita ao nosso BLOG. E como   não pude deixar de reparar, ontem ao checar as estatísticas das visualizações pude reparar em plena Quinta-feira, uma pequena queda nas devidas quantidades.

Sei que estamos no meio de uma COLETÂNEA que para muitos, podem claramente estar falando: Mas o que tem haver RELIGIÃO com CAPOEIRA. Válido lembrar que estou me referindo à COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA

Em primeiro lugar é interessante saber que ao estarmos lidando com este tipo de assunto, estamos voltando ao tempo em que nossos irmãos negros, que trouxeram nossa RELIGIOSIDADE e com ELA, nossos ORIXÁS. Trouxeram também suas tradições, costumes. Afinal pode-se mudar de país, e que como no caso destes forçadamente, devido ao tempo da escravidão no BRASIL, mas jamais deixar de lado suas reais ORIGENS.

A CAPOEIRA era parte integrante destas RAÍZES AFRICANAS. Acima de tudo é bom lembrar que naquela época tradicionalmente falando, tanto na ÁFRICA como aqui no BRASIL. Os primeiros membros que CRIARAM, digamos assim, a CAPOEIRA em nossa terra brasileira, eram filhos de OXÓSSI. O mesmo orixá caçador é também aquele que zela por toda a parte de esportes, sejam eles quais forem.

A própria luta dos negros daquela época em busca de sua liberdade, propriamente dita. Até os dias em que a CAPOEIRA, deixou de ser vista como uma afronta a Sociedade da época, tanto que era tida como crime. E hoje ser reconhecida pelo mundo todo inclusive será inserida nos JOGOS OLÍMPICOS DE 2016, aqui no BRASIL, seu país digamos de ORIGEM. E isto para todos que lutam pelas conquistas das RAÍZES DO POVO NEGRO é e será uma grande vitória também. Ter um esporte que em épocas atras tida como CRIME e hoje ser um orgulho OLÍMPICO para o mundo todo.

Desta forma, a COLETÂNEA OXÓSSI E A CAPOEIRA, visa descrever este processo que para a história de nosso BRASIL, bem como a todo POVO NEGRO é de supra importância. Pois esta diretamente ligado a toda RAÍZ AFRICANA de onde nossa RELIGIOSIDADE também surgiu, cresceu e se espalhou de forma bem distribuída pelo mundo todo.