terça-feira, 13 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - ORAÇÃO A OXÓSSI, NA UMBANDA



Meu pai Oxóssi! 

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males! 

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária pra suportarmos as dificuldades a serem superadas! 

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé. 

Dai-nos paciências para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados! 

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias! 

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura! 

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes! 

Dai-nos, enfim, a vossa proteção e a certeza de que quando um caboclo, num gesto de humildade, baixar até nós, ali estará a vossa vibração! 

Muito Axé!

COLETÂNEA OXÓSSI: OS MOTIVOS QUE SE FAZ CONHECER


Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento.

O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo.

Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Erukere. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú. 

Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá. É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum. 

Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.

Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência. 

O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.

COLETÂNEA OXÓSSI - A DIFUSÃO DO CULTO NA AMÉRICA


Um dos Orixás muito conhecido na África, mas é bastante difundido no Brasil, em Cuba e em outras partes da América; onde a cultura iorubá prevaleceu. 

Isso deve-se pelo fato da cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII. Os seus habitantes, muitos consagrados a Oxóssi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse fato possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé. 

Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo diz: a origem da dinastia. A ele, são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Onílé. O dono da Terra, pois na África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes. 

Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana. A própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido. 

A coleta e a caça são formas primitivas de busca de alimento. São os domínios de Oxóssi. Orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. 

Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza. 

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história através de um de seus itans: esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. 

Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição. 

Na África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de guardar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião. Oxóssi também foi um Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi. 

Outras histórias relacionadas com Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis. 

Oxóssi mantém estreita ligação com Ossaim (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mesmo tendo que se sujeitar aos seus encantamentos. 

A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká, a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore. 

A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou orixá. Tal como Xangô, Oxóssi é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita nela.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

COLETÂNEA OXÓSSI - SUAS ATUAÇÕES



Oxóssi é o Orixá da caça, do verde, das matas, é o Orixá da fartura, o grande caçador é ele quem traz para o homem as plantas curativas. De natureza telúrica vibra sobre tudo que nasce sobre a terra, exceto as plantas tóxicas e venenosas. 

É um vencedor, traz para o povo a sobrevivência, a fartura, a cura das doenças pela natureza, a saúde plena. 

O povo da Bahia ligou Oxóssi a São Jorge, festejado em 23 de abril. No Rio de Janeiro, em São Paulo e no sul do País ele foi sincretizado com São Sebastião e seu dia é 20 de janeiro. Seu dia é a quinta feira, sua cor é o verde misturado ao branco.

Podemos estabelecer uma associação entre Oxóssi e Mercúrio, o Deus romano do comércio, bem como seu correspondente grego Hermes. Todos eles representam mudanças, o movimento, tudo o que é novo e vibrante. Ligado as alterações mentais e físicas, Oxóssi é o constante movimento da natureza, que está sempre em evolução. 

A liberdade e a independência são importantes para seus filhos que prezam muito sua autonomia e são infelizes quando tolhidos. Um aspecto negativo de sua personalidade é a sua indiscrição em relação as outros e a vida alheia. 

Pela sua conotação mercuriana Oxóssi pode ser associado ao Arcano II do Tarô, os Enamorados. A primeira relação que pode ser estabelecida refere-se a uma prova vencida, àquele que foi testado e conseguiu provar seu valor, encontrando dentro de si a força para enfrentar a dúvida: "sou ou não capaz?"

Inconstante muda muito de interesse e tem tendência a se deixar seduzir pela novidade. O conflito que o Arcano indica acima refere-se muito mais as decisões emocionais do que materiais. Seus filhos envolvem-se com suas emoções e transformam-se através delas. Tem o dom da comunicação, suas mudanças são discutidas, analisadas a nível consciente e realizam a cura de seu ego ambíguo.

COLETÂNEA OXÓSSI - ORIGENS NA MITOLOGIA


Mitologia 

Filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Exu, Oxossi sempre foi muito querido pela família, pelo seu temperamento calmo, compreensivo, amigo e respeitador. Entretanto, era franzino, parado. 

Seu irmão mais velho , Ogun, preocupado com a inércia de Oxossi, resolveu ensinar-lhe a arte da caça e os caminhos e trilhas da floresta. E asssim foi. Ogun ensinou Oxossi o que havia de melhor na arte de uma caçada e os segredos da mata. Levou-o até o alquimista Ossãe, que morava no interior da floresta, para que ele aprendesse a magia e conhecesse os animais de caça e aqueles que não se pode caçar. 

O nome de Oxossi era Ibô, o caçador. 

Um dia, Oxalá precisou de penas de um papagaio da Costa, para realizar o encantamento de Oxum, ms, praticamente, não se achava o animal. Oxalá então designou Ogun para encontrar as penas. Em vão o valoroso guerreiro e também caçador foi incapaz de achar o que Oxalá lhe pedira. Mas sugeriu:  

- Oxalá, estou tão envolvido nas conquistas que já não caço como antes. Porém, sugiro o nome de Ibô, meu irmão, que certamente é o melhor de todos os caçadores, e conseguirá as penas do papagaio da Costa como pretende. 

E Ibô foi chamado. Perante ao deus da brancura, Oxalá, Ibô se prostou e ouviu, atentamente, as ordens: 

-Ibô! Disse-lhe Oxalá, vá e consiga as penas do papagaio da Costa. Você tem exatamente sete dias para voltar... 

E Ibô partiu para a flores, e durante dias procurou por sua caça. Quando lhe restava apenas um dia para esgotar o prazo dado por Oxalá, Ibô avistou os papagaios. 

Com um flecha apenas – mirando com cuidado – atingiu, não apenas um, mas dois papagaios de uma só vez. Orgulhoso e como o sentimento da tarefa cumprida, Ibô partiu para o reino de Oxalá. 

Mas seu retorno não foi tão fácil. No meio do caminho, Ibô deparou-se com um grupo de feras, que o atacou de surpresa, deixando-o muito ferido. Só não morreu porque suas habilidades de grande caçador o salvaram. 

Bastante ferido, Ibô já não andava, arrastava-se. Na boca da floresta, Ibô avistou os portões de Ifé, reino de Oxalá, e via que eles. Lentamente, se fechavam à medida em que o dia acabava e a noite chegava. Num esforço enorme, Ibô reuniu todas as forças e chegou até os portões. Esticou o braço, segurando firmemente as penas de papagaio da Costa e somente estas conseguiram transpassar os limites de Ifê. Os portões se fecharam. Ibô, caído do lado de fora de cidade, continuava segurando as penas de papagaio, presas no portão da grande morada de Oxalá. Ele cumprira o prazo. 

Momentos mais tardes, ajudado pelo irmão Ogun, Ibô foi levado até a presença de Oxalá. Acreditando não ter conseguido, Ibô desculpou-se com o rei: 

- Perdoe-me, Senhor! Não consegui chegar à sua presença com sua encomenda” 

- Ao contrário, jovem caçador! – retrucou Oxalá – Seus esforço e seu coragem são admiráveis. As penas do papagaio da Costa chegaram a Ifé no prazo recomendado, e eu lhe parabenizo por isso. E como é tão bom caçador e de um bravura tão grande, passará a charmar-se Oxossi, o Senhor da Caça. 

Assim sendo, Oxalá ergueu sua mão e dela um facho de luz atingiu Ibô, curando-o de todos os ferimentos e dando a ele trajes azuis turqueza, cor do encantamento do novo Orixá, Oxossi. 

O elemento de Oxossi é a terra, e a liberdade de expressão seu ponto mais marcante. Por isso, nosso sentimento de liberdade e alegria estão profundamente ligados a Ode.... O senhor da arte de viver! 

Dados 

Dia: quinta feira 

Data: Corpus Christi (BA), 23 de abril (SP), 20 de janeiro (RJ) 

Metal: madeira (África) e bronze (Brasil) 

Cor: Azul Celeste claro 

Partes do corpo: antebraço, braço, cabelo do corpo e pulmão. 

Comida: Ewa (feijão fradinho torrado), dentro de um oberó, Axoxó (milho vermelho com fatias de coco) e frutas variadas. 

Arquétipos: altruísta, abnegados, sinceros, simpáticos, tensos, austeros e que possuem sendo de coletividade. 

Símbolos: O ofá (arco e flecha), ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun, cuja tradução é: “Senhor escuta minha voz” e o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta). 

Símbolos: espada, faca e facão.

COLETÂNEA OXÓSSI - CONHECENDO O ORIXÁ


OXÓSSI


Oxossi é o Orixá da caça, chamando muitas de Ode Wawá, ou seja, “caçador dos Céus”. É a divindade da fartura, da abundância, da prosperidade. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da mingua, da falta de provisão. 

Suas principais características são a agilidade, a astúcia, a sabedoria, o jeito ardiloso para faturar sua caça. É um Orixá de contemplação, amante das artes e das coisas belas. 

Como todos os outros Orixás, Oxossi também está no dia a dia dos seres vivos, convivendo intimamente com todos nós. Dentro do culto, ele é o caçador do Axé, aquele que busca as coisas boas para uma Casa de Santo, aquele que caça as boas influências e as energias positivas. 

No dia a dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita. Para todos Oxossi, no Brasil, tem essa regência, no lugar de Orixá Okô. Senhor da agricultura, todavia Orixá Okô não é cultuado em terra brasileiras, pois seu fundamento não atravessou o oceano. 

Oxossi é a semente, é o vegetal em ponto de colheita. É a fartura, a riqueza, é a carne que o homem consome. 

Oxossi também esta ligado às artes. Todo tipo de arte. Ele está presente no ato da pintura de um quarto, na confecção de uma escultura, na composição de uma música, nos passos de uma dança. Seus encantamento está na arte de um modo geral. Se encanta nas misturas de cores, na escrita de um poema, de um romance, de uma crônica. Oxossi está presente desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem. É pura arte! 

Oxossi também rege o revoar dos pássaros e seu encantamento mais bonito está na evoluções das pequenas aves. 

Oxossi é a vontade de cantar, de escrever, de pintar, de esculpir, de dançar, de plantar, de colher, de caçar, de viver com dinamismo e otimismo. 

Curiosamente, Oxossi também é a comodidade, a vontade de vislumbrar, de contemplar. Oxossi é um pouco preguiça, a vontade nada fazer, senão pensa e, quem sabe criar. 

A vida com essa força da Natureza, entretanto, não é só suavidade. Em seu lado negativo, Oxossi pode proporcionar a falta de alimentos; o plantio escasso; o apodrecimento de frutas; legumes e verduras; e até mesmo a arte mal acabada, inacabada ou de mau gosto. 

COLETÂNEA OXÓSSI - INTRODUÇÃO

Motumbá, meus (minhas) irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Agradecemos a todos a paciência que podem estar tendo, me refiro aos nossos amigos (as), seguidores(as) mais antigos de nosso BLOG, por todas as mudanças que estamos fazendo na estrutura das postagens de nossa grade de assuntos.

Aos novos visitantes e futuros seguidores (as) nossas mais profundas boas vindas a todos. 

A partir de hoje estaremos postando de fato a COLETÂNEA completa sobre o ORIXÁ OXÓSSI (ODÉ). O senhor da fartura, da caça. Iremos encontrar aqui assuntos como LENDAS, COMIDAS, QUALIDADES (DESTA VEZ DETALHADAS), SIMBOLOGIAS, A VISÃO DA UMBANDA SOBRE ESTE ORIXÁ, CANTIGAS. Enfim assuntos vários, mas sem nos perder do foco do assunto central.

Da mesma forma, que fizemos com a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ de forma sequêncial, todas as postagens referentes ao ORIXÁ OXÓSSI, serão igualmente da mesma forma. Evitando assim perdas de assuntos e tendo mais facilidade de compreensão dos assuntos em questão. Esperamos que gostem e não deixem de acompanhar e comentar. 



Oxóssi, é filho de Iemanjá com Orunmilá. É divinização da floresta, reinando sobre o verde sobre os animais selvagens, dos quais é considerado o dono e dos quais tem todas as virtudes. Oxossi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como um pássaro, silencioso como um tigre, observador como a coruja, sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como o pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como macaco, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da natureza. 


Dizem os mitos que aprendeu a caçar com seu irmão Ogum, quando este lhe deu as pontas de flechas e, mais tarde, a espingarda. A essência de Oxóssi é "atingir um objetivo". Fixar um alvo e atingi-lo. Alimentar a família. Oxóssi sempre foi o responsável por alimentar a família. É considerado o orixá que dá de comer às pessoas, pois sob seus domínios estão os animais e os vegetais. Assim, invoca-se a energia de Oxóssi quando se quer encontrar algo ou atingir algum objetivo e para prover sustento (moral ou físico) durante as jornadas. 

No limite, é Oxossi o patrono da natureza, enquanto Ogum é a cultura. Como sempre foi muito observador aprendeu também os mistérios e poderes das plantas com Ossain, orixá dono dos poderes de cura das folhas, que certa vez o enfeitiçou, levando-o para o fundo da floresta a fim de ter companhia. 

Iemanjá, sua ciumenta mãe, enfurecendo-se, mandou que Ogum fosse buscar seu irmão na floresta e o arrancasse dos feitiços de Ossain. Invoca-se Oxossi, portanto, quando se quer encontrar remédios para certos males, embora seja necessário pedir a Ossain que o remédio faça efeito. 

Ogum assim o fez, mas como Oxóssi relutasse em voltar ao lar, e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro da casa, deixando-o ao relento. Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum foi viver também do lado de fora de casa. 



Oxóssi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele quem livrou Araketu, sua cidade, de um grande feitiço das perigosíssimas ajés (feiticeiras africanas) Iyami Oshorongá, que se transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doenças e miséria.


Tendo uma destas feiticeiras pousado sobre o palácio do rei de Ketu, e os demais caçadores do reino perdido todas as suas flechas tentando matá-la, Oxóssi, com apenas uma, deu cabo do perigoso pássaro, tendo sido conclamado o rei de Ketu. Pede-se a Oxóssi, portanto, que destrua feitiços ou energias maléficas. 

Um dia, enquanto caçava elefantes para retirar-lhes as presas, Oxóssi encontrou e apaixonou-se por Oxum, a deusa das águas doces e do ouro que repousa em seus leitos e com ela teve um filho, Logun-Edé. Filho da floresta com as águas dos rios, Logun-Edé é considerado o orixá da fartura e da riqueza que ambos os domínios apresentam e dos quais compartilha. Mais adiante eu falo sobre Logun-Edé. 

Dia da Semana: quinta-feira 

Símbolo: ofá (arco e flecha) 

Cor: azul e verde (azul pela relação com o ar - no lançamento das flechas e verde pelas matas) 

Elemento: ar e terra 

Número:

Comida: milho e coco 

Saudação: Okê Arô, Oxossi! 

domingo, 11 de novembro de 2012

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA "X" E LETRA "Y"


Motumbá queridos (as) amigos (as), Bom Domingo. 

Estamos hoje finalizando as postagens sobre a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, uma grande contribuição de nosso amigo BABALORIXÁ EDSON DE OXUM

Lembrando que se tiver algum texto interessante que ache conveniente postar aqui no BLOG OLHOS DE OXALÁ é só nos enviar através de nossos emails que estaõ na PÁGINA FALE CONOSCO


XANGÔ - vd. Sòngó. Òrisà relacionado com o fogo, o raio, o trovão e a justiça. 
XAORÔ - pequenos guizos (ver SAWORO
XAXARÁ - emblema do orixá Obalúwàiyé. 
XEKERÉ - cabaça revestida com contas de Santa Maria ou búzios. 
XERÊ - chocalho especial para saudar Xangô, em cabaça com cabo ou em cobre. 
XIRÊ - festa, brincadeira (ver SIRE


– emprestar, desviar, dobrar, separar, inundar, desenhar (Vd. WÍN
YA – rasgar, cortar (Vd. FÁ YA) 
– estar bem, emprestar, pegar dinheiro emprestado 
YÀFIN, YEBA - dama 
YÀGBÉ – evacuar 
YÁGÒ - por favor, dá-me licença (Vd. ÀGÒ, DAKUN
YÁJU – aborrecido 
YALAYALA – gavião, rápido, veloz 
YAN – miar, escolher 
YÁN - espreguiçar 
YANJÚ – maravilhosa, linda, resolver (Vd. SERANWÓ
YÀNMUYÀNMÙ – mosquito 
YANRAN - bom 
YÁNRIBO – fêmea de tartaruga 
YANRIN – areia, solo 
YAPA - jogar 
YÀRÁ – apressar, quarto 
YARA - quatro 
YARÍ – ultrapassar, pentear o cabelo (Vd. JOJÚ
YARO – aleijado 
YARÓ – vingar (Vd. GBÉSAN, FIDÍ
YAWORÁN - desenhar 
YAYA - plenamente 
YAYÓ – alegrar-se 
YBUALAMO – qualidade de Oxóssi. Velho caçador. Come nas águas profundas. Come com Obaluayê. 
– botar ovos, elogiar, entender 
YE – compreender, entender, viver 
- driblar 
YÉADA – transformar 
YÉÈ! – ui!, ai! (dor) 
YEKAN – amigo 
YÉLEKANA – beliscar 
YEN – aquele(a), aquilo 
YENÁ – limpar com água, limpar a estrada 
YENI – exemplar 
YÉPÀ! – medo ou surpresa 
YÉPADA – transformar (Vd. SODI
YÈPÈ - solo 
YERÉ - brinco 
YESILÉ – levar embora (Vd. MUKURÓ, MÙLO
YESI – quem 
YETÍ - brinco 
YEWÀ – Òrisà feminino do rio e da lagoa Yewè, na Nigèria. Uma das iabás, considerada ora irmã de iyásan, ora esposa de Òsùmáré. Seu nome significa beleza e graça. As cores de seus colares são o vermelho e o amarelo. Usa como insígnias o arpão, a âncora e a espada. Ha um vodun daomeano com o mesmo nome, cultuado em São Luís do Maranhão. Saudação – "Riró!"
YEWERE – sem valor, indigno 
YEWÒ – examinar, revistar 
YÈYÉ– piada, mãezinha, bobagem (Vd. ORO YÀ
YEYEPÀ - simpatia 
– rodar, revolver, rolar, virar (Vd. FIYIKA
YÍ, YÌÍ – este(a), esse(a), isto 
YIÁ - mãe, senhora (Vd. ÌYA AFIN
YIÁ ORI – Mãe da cabeça 
YÍDÉ – retornar, recorrer 
YIBI - grandeza 
YI-KA - cercar 
YÍN – elogiar, admirar, louvar, debulhar o milho (Vd. GÈ, FUNPÉ, IYÍN
YÍN – seus, suas, de vocês 
YÌN – aplaudir, glorificar, saudar 
YÌNBON – atirar com arma 
YÍNJE – comer aos poucos, beliscar 
YÌN-LOGO – adorar 
YIO – partícula usada para formar o futuro, desejo 
YIO NJÉ? – será? (pronome interrogativo) 
YI-PÁDÀ – mudar 
YI-PO – cercar 
YÍRA - transformar 
YÍYEGE – fracasso (Vd. ÌDETÌ
– cheio, aparecer, dissolver, tirar (Vd. KÚN
– ficar satisfeito, escorregar, ficar feliz, contente 
– escorregar 
YOBÁ – falsidade (Vd. IRÓPIPÁ, TEWURE, ÈTÀN, IRÓ) 
YODA – permitir 
YÒFÚN – felicitar 
YO-JÁDE – aparecer, vir para fora, sair 
YOJÚ – aparecer 
YÓ-KÍRÒ – tirar, extrair, subtrair 
YÓ-LENU, YOLÉNU – molestar, atrapalhar, chatear 
YONU – lavar a boca 
YÒ-OYIN-BÒ – açúcar 
YÒPE – ignorante (Vd. SÒPE
YORUBA – reino cuja capital é Oyo e fica ao norte de Ibadan e faz limite ao sul com Abeokuta. 
YORUN – tirar os pêlos 
YÒ-SUBÚ - escorregar 
YÚN – grávida, coçar, cortar, separar, serrar (Vd. LOYÚN)

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA W


Estamos continuando nossa COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, vamos nos adentrar, desta forma, às palavras de LETRA "W".

Desta forma, estamos nos preparando para finalizar estas COLETÂNEA, o primeiro passo de nossa reformulação de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. A fim de que o mesmo fique cada vez melhor. 



– vem, rápido, ficar, procurar por vir, dirigir (do verbo ir) (Vd. KIA
WA – nós (pronome), nosso(a) (Vd. ÁWA
– estar, haver, existir, ser 
WÁDI – fazer perguntas 
WÀHÁLÁ – problema 
WÀ-JADE - desenterrar 
WÁ JEUN – vem comer 
WÁJÌ – nome litúrgico do anil 
WAJI – matiz 
WÁ-KÀN – descobrir, localizar 
WÁKÀTI – hora, segundo 
WÀ-KIRI – explorar 
WÀLÁÀ – tábua de escrever dos mulçumanos 
WÀ LAYÈ - viver 
WALÈ - cavar o chão 
WANA – venha cá! (Vd.
WAPÁ, WARAPA - epilepsia 
WÀRÀ – leite, queijo 
WARA OMU - leite materno 
WARI – Ogun cultuado na terra do mesmo nome (vem ver a chuva). É perigoso feiticeiro ligado aos antepassados. Tem temperamento muito difícil e autoritário. Veste verde claro e come com Yemonja e Oxalá. Gosta de comer cabritos pequenos, carne de marreco e não come frango em suas obrigações. Guardião do Palácio da Oxum. (descrição em estudo) 
WÁTO – babar 
WAWA – Oxossi que come com Oxalá e Xangô. Está extinto e no lugar faz-se Airá. 
– tomar banho, banhar, nadar 
WÉ , WENÚ – lavar, lavagem (Vd, FÒ, ÍWE
– enrolar, arregaçar, acariciar, embrulhar (Vd. FIDI, KÁ, LÓ-FO
WE – cobrir a cabeça com turbante 
WÉFUN - dizer 
WEJE WEJE – coisas boas 
WÉJO - reclamar 
WÉKÚ - exatamente, fielmente (Vd. GÉGÉBÍ) 
WÈLEKI - peludo, robusto 
WÉRÉ - de repente 
WÈRE – louco, maluco, jovem 
WERE – anão 
WEREWERE – depressa 
WESE - lavar os pés (Vd. SANSÉ
WEWE – amargo, azedo (Vd. KAN
– dizer, falar, pêlos (VD. SO, NÍ
WÍ FUN - avisar 
WINRIN – juntar (Vd. PAPÓ, DAPAMÓ, KO PO
WÍPÉ – dizer algo 
WIRIWIRI – estéril (Vd. ÀISESO
WIWARA - urgência 
WIWI – fala (Vd. ÌFÓHÚN
WIWO – torto 
WIWÓ - visão 
– olhar, assistir, vestir, curvar-se, calçar, olhe! (Vd. TE, GBUN
WO – cair, desabar, derrubar, entrar, relaxar 
– derrubar árvore ou animal grande 
WÓ ASO – vestir roupa 
WODI – investigar 
WO’GUN MÉRIN – os 4 cantos do mundo, as 4 direções 
WOLÉ – entrar em casa 
WOLÉWÒDÈ – entrar e sair 
WOLOJU – seduzir (Vd. TAN, RÉLO
WOMI – entrar na água 
WÓN – borrifar, desmontar, então 
WON – eles (as), seus, suas, deles(as) 
WO NI – qual? 
WÒNNÌ – aqueles (as) 
WONÚ – entrar 
WÓNWÓN – verruga 
WÒNYEN – aqueles (as) 
WÒNUÍ – estes (as) esses (as) 
WÓPÒ - barato 
WO OKÒ – entrar no ônibus 
WÒRAN - assistir 
WO-SÀN - curar 
WOSO - vestir-se 
– agradar, gostar, desejar 
– desenterrar, inchar 
WÚKÓ– tossir (Vd.
WÚLÒ – ser útil 
WUN – tecer (Vd. RAN, HUN, OWÚN, OFÍ
WÚRÀ – ouro (Vd. IWORÓ, ÀWO WÚRÀ
WURU – cidade situada a 10 milhas de Badagry 
WÚRUWÚRU – pessoa relaxada 
WÚSÌN - serviçal 
WÚWO – ser ou estar pesado 
WYDAH - rei de Yoruba por volta de 1728 

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA "U" E LETRA "V"


Motumbá meus (minhas) amados (as) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Pedimos a todos de fato nossas mais sinceras desculpas e nossos mais sinceros pedidos de perdão por isso. Mas graças a nossos COLABORADORES: BABALORIXÁ EDSON DE OXUM E BABALORIXÁ KLEBER DE OGUM, que nos auxiliam sempre. Não deixamos de dar andamento através de suas postagens muito ricas em conhecimento. Afinal este de fato é o centro de uma família um ajudando o outro. E suas postagens nos ajudam a não deixar você, caro (a) leitor (a) e seguidores nas mãos. 

Hoje estamos aqui dando continuidade ao DICIONÁRIO YORUBÁ, de nosso COLABORADOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM. Através das LETRAS "U" E LETRA "V", a fim de aprimorarmos ainda mais nosso dialeto dentro de nossas casas de axé. 



U – ele (Vd. O
– vir 
UM - beber 
UMBÓ - está vindo, está chegando 
UM DANI - segurar 
UM-HÚN – assim 
UM LÓ - levar 
UNJÉ – comida 
- olhar, reparar 


VODUN –divindade do panteão Foon (Djedje) vd. Òrìsà. 
VODUNCI – Iniciado à um Vodun vd. Yao 

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA T

Estamos finalizando a re-postagem sobre a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ. De fato temos somente a agradecer por nosso COLABORADOR E CO-AUTOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM, ter colaborado com tão grande dedicação em nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, nesta questão.

Desta forma, que a continuidade das postagens até sua finalização desta correção que estamos fazendo possa de fato contribuir a todos que buscam de fato crescer em todos os sentidos dentro da nossa RELIGIOSIDADE.




– negociar, vender, jogar na loteria 
- jogar 
TA – acender, chutar 
TÁBÀ - tabaco (ou charuto) 
TÀBÍ – ou 
TÀBÍLÍ – mesa 
TAFÀ - flechar 
TAFÀTAFÀ – arqueiro 
TÁGE – namorar,, paquerar 
TAGUN – forte (Vd. ALAGBARA, LAGBAJÀ
TAHÍN - palitar os dentes 
TA INÁ – acender o fogo 
TÁIWO – o primeiro gêmeo a nascer 
TAJÀ NI DÀÁLÈ – venda à vista 
TÀKA - estalar o dedo 
TAKANKAN – inteligente (Vd. OMÚ, LÓYÉ, FÁFÁ
TAKOTABO – macho e fêmea 
TÁLÁKÁ – pessoa pobre 
TAN – seduzir (Vd. WOLOJU, RÉLO
TÀN – acender, brilhar, iludir, enganar, espalhar 
TANA - vela, lâmpada, fifo 
TANGANRAN – zinco 
TANISÁNKO - centopéia 
TANI, TALI – quem? 
TANI IWO – quem é você? 
TANI OUN – quem é ele? 
TANITANI – inseto que pica 
TÀN-JE – enganar, iludir 
TÀNMAN - idéia 
TANNÁ – acender a luz 
TAPA - arrancar à força 
TARA – pequena pedra 
TASÁ – panela (Vd. PARU) 
TASE – rogar praga, xingar (Vd. FISÉPÈ
TATA-DE-INKICE – vd. Babalorixá 
TÁYÒ - jogar 
TE – curvar-se (Vd. WÓ, GBUN
– extender, estabelecer, espalhar 
TEBOMI – imergir (Vd. JALUMI
TÉFÁ – iniciação Ifá 
TELÉ – antes 
TÈLÉ – seguir 
TELIFISANNU – televisão 
TELIFONU – telefone 
TE-LÓRÙN – agradar 
TÈMI – meu, minha 
TEMO – barato 
TEMPO –Currupitéla do nome de um Inkice chamado Kitembo , divindade de origem Bantu que corresponde ao Orixá Ìrokò para a nação Ketu e ao Vodun Loko da nação Djedje. Muitas vezes seus assentamentos encontra-se ao ar livre, isto é, "no tempo". Dele se diz que é o dono da bandeira branca que distingue as casas-de-santo. Seu símbolo é uma grelha de ferro com três pontas-de-lança. É sincretizado com São Lourenço, Santo católico que sofreu o martírio sobre uma grelha. 
TENI - nome sacerdotal 
TENIA - humano 
TENÚ – calmo, de boa paz, gentil 
TENÚMO – manter, afirmar 
TEPÁ – tirar a pele 
TERÉ – magro (Vd. NIGUN, BELÉ
TÈ-RÉ – esmagar, pisar 
TETE – aplicado 
TÈTÈ - cedo 
TETÉ – rapidamente (Vd. FEFE, KANKAN, KÍAKÍA
TÉTÉ – loteria 
TETÉ KÍ – abordar 
TETEREGUN – Planta da família das zingiberaceae (Costus spicatus, SW.). É conhecida, ainda, como sangolovô , cana-de-macaco e cana do brejo. Na classificação das folhas litúrgicas é considerada de agitação. 
TETU“o executor” 
TEWURE – facilmente, falsidade (Vd. YOBÁ, IRÓPIPÁ, ÈTÀN, IRÓ
– já, que, qual, cujo, o qual, ainda 
– não (advérbio de negação) (Vd. KÒ, KI, BÉÈKO
TI – de, pelo, partícula para formar frase no passado, ter (verbo auxiliar) 
– empurrar, fechar 
TIBO – enfiar (Vd. FIBAKÓ, KIBO
TIFE-TIFE – amizade 
TÌJÓLÒ - tijolo 
TIJÚ – envergonhado 
TÌKÁLÁRA MI – eu mesmo 
TÌKÁLÁRA WA – nós mesmo 
TÌKÁLÁRA WON – eles(as), mesmo(a) 
TÌKÁLÁRA YIN – vocês mesmo 
TIKURÓ – afastar 
TILÈ – de fato, até 
TÌ-LÉHÌN - defender 
TILÚ – nação, povo 
TIMÓTIMÓ - pequeno 
TIMTIM – travesseiro (Vd. ÌRÒRI
TÌMUTÌMUM - almofada 
TINABÓ, TINARAN – acender 
TÍNÚTINÚ – sinceramente 
TI OBINRIN - feminino 
TIPATIPÁ – quebrar (Vd.
TÌRÈ – seu, sua, dele(a), de você 
TISORA – tesoura 
TITA – queimado 
TITANI – de quem? 
TITANJE – fraude (Vd. ITANJE
TITANSAN – brilho, raios (Vd. IKOSAN
TITÉ – sagrado (Vd. MIMO
TÍTÌ – rua 
TÍTÍ – até 
TÍTÍ DI (ATÉ em caso de tempo) 
TÍTÍ DÉ (ATÉ em caso de local) 
TÍTI-AIYE – Eternamente (Vd. LAÌ, LAILAI
TITOBÍ - grandeza 
TÌTUN – de novo 
TITUN – fresco, jovem, nova (Vd. À KOTUN, OSESE, OGBOBÓ
TIWA – nosso(a) 
TIWON – seus, suas, deles(as) 
TIYÉ – mental, vivo (Vd. ELEMI, ALAYE
TIYÍN – seus, suas, de vocês 
– urinar (Vd. ÌTÒ
– agredir, ser suficiente, basta 
TO – ficar na fila 
TÓBI – grande 
TÓBI ODE – caçar TOGEGÉ – vacilar 
TÓJU – cuidar, guardar, tomar conta 
TOKANTOKAN – de coração 
TOKE – alto 
TOKUERÁN – atuação do caçador (o caçador é quem mata a caça) 
TOLÈ – tocar o chão 
TOLOTOLÓ – peru (ave) 
TÒMÁTÌ LÍLO – molho de tomate 
TOMODE – infantil (Vd. OMÓDÉ
TORI – por isso (Vd. NÍTORÍNA
TORO - pedir 
TORUN – celeste 
TOSI – desgraçado (Vd. ÀBUKU
TÓTÓ – atenção 
TOUN - aquele 
TEWOGBÁ - aceitar, admitir, conceder, receber 
TU – tirar as penas 
- desenterrar, arrancar com raiz 
TUBÁ - desculpar 
TUBOMU – bigode (Vd. IRUN IMU
TUJOLU – amansar 
TUJU – brando (Vd. JÈJÈ, OGERÒ
TÚ-KÁ - desfazer 
TULARA – refrescar (Vd. MUFERI
TÙMÁATÌ – tomate 
TÚMÒ – traduzir TÚN - retorno (Vd. ÍPEHINDA
TUNDE – aquele que retornou, renascer 
TUNPÉ – reviver 
TUN SE – arrumar a casa, emendar, consertar, endireitar, mudar, refazer 
TUNTUN – novo(a) 
TUNÙ – enxaqueca, manso 
TÙRARÌ – incenso 
TÚ-SÍLÈ - desfazer 
TÚTÙ – sorvete (gelado), frio, molhado, úmido (Vd. OGENETÉ, RIN, FÍBO, ALAIYAN, RÍN
TUTU – alegremente, jovem (Vd. OGBOBÓ, TITUN, SOMODÉ
TÚTÚ – quieto (Vd. AIDUN, NIDAKÉ
TUWA - nosso 
TÚWOKA – franco 

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA S


Motumbá meus irmãos, estamos aqui novamente dando continuidade a sequencia do DICIONÁRIO YORUBÁ. Uma contribuição de nosso amigo COLABORADOR CO-AUTOR DE NOSSO BLOG OLHOS DE OXALÁ, BABALORIXÁ EDSON DE OXUM

Hoje vamos estudar um pouco mais das palavras usadas em nosso dialeto dentro das Casas de Axé (ILÊ ASÉS) para aumentarmos e aprimorarmos ainda mais nosso VOCABULÁRIO


– convite, ferir, cortar, ano, tempo (Vd. ODÚN, KASÍ, PIPE
SA – fugir 
– arejar, catar, escolher, colher 
SÁÀ – estação, determinado espaço de tempo 
SAALARE - Título conferido ao Orisá Nanã 
SÁBE – debaixo 
SADE – aquela que gera o reino/coroa 
SÁ ERÉ - correr 
SÁFUN – evitar 
SÀGÁLAMÀSÀ – falsificar 
SÁGO - garrafão 
SAIFÈ – odiar, aborrecer, detestar (Vd. KERÍ, KÓRÍRA, ÌRÍRA
SAÌGBÀGBÓ – duvidar, desacreditar 
SAIJANÁ – absurdo 
SAÌKAKUN – ignorar, fazer pouco caso 
SAILERA – fraco (Vd. LAILAGBARA
SAILEWÀ – feio (Vd. ALAILEWÀ, LAIDARA
SAISAN - adoecer 
SÀJÉ - praticar bruxaria 
SAJU - antes 
SAKANI-ILU – estado 
SÀKI – tripa 
SÀKOSO - dirigir 
SALAÌSÍ - falecer 
SÁLO – fugir (Vd. LÁ, FOLO
SALU – ocorrer periodicamente 
SÁLUBÀTA – chinelo 
SAN – pagar, trovejar (Vd. GIDEBÍ
SÀN – fluir, estar bem, beneficiar 
SÁNÁ – acender fósforo 
SAN DÍÈ DÍÈ – prestação 
SÀNJU – melhorar de saúde 
SÁNKU – morte prematura 
SÁNLÈ – cortar a grama 
SÁNMÀ – céu, espaço 
SÁNMÒ - céu 
SANRA – ser gordo, engordar 
SANSÉ – lavar os pés (Vd. WESE
SANWÓ – pagar com dinheiro 
SAPAMÓ – escravo, esconder (Vd. PAMÓ
SAKPANAN,SAKPATÁ ou SÒNPÒNNÓN - deus da varíola, filho de Nanã criado por Yemojá. 
SARAPEBÉ - mensageiro. 
SÁRÉ – correr 
SARE – túmulo 
SÀRÍYÁ – festejar, fazer festa 
SÀRÒYÉ – discutir 
SÀRÚÙTÙ – charuto 
SÀTUNSE - emendar 
SAWO O! – veja! 
SAWORO – Artefato de palha trançada e que tem como fecho um guizo. O noviço deve tê-lo atado ao tornozelo, e portá-lo durante um largo período após a sua reclusão. Um dos símbolos cerimoniais da sujeição do iaô numa casa-de-santo. 
SE – fazer, criar, executar, produzir, ensaiar, formar, parar, quebrar 
– cozinhar, ofender, pecar 
– peneira (Vd. JÒ, ALADIRO, BÈ)
– filtrar, peneirar, fechar com força, trocar moedas 
SE ÀJÓPÍN – repartir, dividir 
SE ALAFIA NI – como vai? (Vd. BAWO NI?
SEBÈ – fazer uma sopa 
SE BÍ- fingir, achar que, pensar erradamente 
SÉBÚ – tropeçar 
SEDEEDE – ser correto com a outra pessoa 
SE EBO = fazer oferenda 
SÉÉRÉ – chocalho sagrado de Xangô 
SÈGBÉRAGA – estar orgulhoso 
SÈGBÓRAN – ser obediente 
SÉGÈGÉ – tirar a sorte. União de certas formas de adivinhação 
SÉGUN – ganhar uma guerra 
SEHIN – para trás, passar, passado (Vd. KOJÁ, IGBANÍ
SE ÌLÀJÀ – harmonizar 
SE ÌPADÉ – reunir 
SE IRANSE – servir 
SE ITÓJU – manter, tomar conta de 
SÈKÉ – mentira, falsidade (Vd. IRÓ NI, EKE, ÓKOBÓ, ELÉKÉ
SELÈ – acontecer 
SE-LÉSE – ferir 
SE-LÉSÓ - enfeitar 
SELEYÁ – zombar 
SE OORE – fazer o bem 
SE ÒRISÁ - fazer o Orixá 
SE OSU – ficar menstruada 
SÈPADE – fazer reunião 
SERANTI - comemorar 
SERANWÓ – maravilhoso 
SERE – brincar, bailar 
SÉRÉ - relaxar 
SE RERE – fazer o bem 
SÈRI - cair orvalho 
SERÚ - falsificar 
SE TÁN – acabar, estar pronto(a), terminar 
SÈTÓJÚ – conservar, cuidar de 
SÉWÓ - trocar dinheiro 
SI – abrir, furtar 
– para (preposição), e, haver 
SI – ter (verbo possuir), falar, obter (Vd. SO, NÍ WÍ, JÉRE, RIGBÁ, DÉ, FÍ
– errar 
SÌBÁTA – destruir 
SÍBÈ – para lá 
SÍBÈSÍBÈ SÙGBÓN – muito embora 
SÍBÍ - para cá, aqui 
SIBI – colher 
SÍBÍ GÍGÙN – concha 
SÍBÍ IGI – colher de pau 
SIBIKAN – junto 
SÍBO NI – para onde? 
SÍGÀ – cigarro 
SÍGBONLÈ - alto e forte 
SÌGÌDÌ – imagem de barro, mensageiro, personificação do pesadelo (está classificado hoje em dia como Exu) 
SIJU – abrir os olhos 
SIKÉ – acalentar 
SILÈ - desviar 
SILEKUN – abrir a porta 
SIMI! – silêncio! 
SIMI, SINMI – descansar, parar, ficar (Vd. KASÉ, DA-DUKO, DÁ-DÚRO, DÚRO
SÌN – adorar, cultuar, servir 
SIN – enterrar 
SÍN – espirrar 
SINIMA - cinema 
SINKÁFA – arroz 
SÌNKÚ - enterrar 
SINRÚ – trabalhar 
SINSIN - descansar 
SÍÒ! – ora essa! 
SÍRÁ – partir, levantar, mover 
SIRÉ – brincar, festa 
SIRE – Conjunto de danças cerimoniais onde ocorrem distintos ritmos, cânticos e estilos coreográficos característicos do desempenho de cada Òrìsà. 
SISARAN – velhice 
SISE - funcionar 
SISÉ – trabalhar na cozinha, mudar (Vd. ILÉ ÌDÁNÁ
SISILÉ – aberto 
SISIN – adoração, renascimento 
SÍSIN - enterro 
SISÚ – aborrecimento 
SISUN – sono (Vd. ATISUN
SÍWÁJÚ – para frente de 
SIWÓ – retirar, parar, terminar 
SIYÈMÉJÌ – duvidar, desconfiar 
– empurrar,estender, esticar, puxar, arrastar, tirar, adornar, enfeitar (Vd.
– tomar conta, teimoso, soltar gases (Vd. AIGBEJE, ÓDÍ
SO – amarrar, atirar, falar, dizer, contar, esperar, golpear (Vd. WÍ, NÍ
– descarregar 
SÓDA – atravessar 
SODE - caçar 
SÓDÉ - fora 
SODI – transformar (Vd. YÉPADA
SO DI OMNIRA – libertar 
SÓDÒ – parar, perto de 
SODÚN – festejar, fazer festa 
SÓFO – vazio (Vd. IMOFO
SOFOFO – trair (Vd. DÁ, PA
SÓ FUN - avisar 
SOGE - ser vaidoso 
SO-JI - animar 
SOJÓRÓ - tapear 
SÒKALÈ – descer, descarregar 
SOKÉ – nas, para cima 
SOKESOKÉ – muito alto 
SÒKÒTÒ – calça 
SÒKÒTÒ OBÌNRÌN – calça comprida feminina 
ÒKÒTÒ-PENPE - bermuda 
SOKÚN – chorar 
SÓKÙNKUN - escuro 
SOLOJOJO – amamentar 
SOMODÉ – jovem (Vd. OGBOBÓ, TITUN, TUTU
SÒNGÓ – Divindade iorubana do raio e do trovão. Descendente do fundador mítico da cidade de Òyò e seu 4º. rei. Seu símbolo é o machado duplo, notabilizando-se ainda como o dono da pedra-do-raio, indispensável aos seus assentamentos. É viril, como atestam suas várias esposas (Òsun, Oba, Oya), violento e guerreiro, distinguindo-se, sobretudo, pelo seu senso de justiça, aspecto mais desenvolvido da sua representação no Brasil, e que o liga a São Jerônimo, com quem é sincretizado. Suas cores são o vermelho e o branco. Seu dia é quarta-feira. Saudação – "Ká wòóo, ká biyè sí!". Um dos filhos de Iyemonja 
SONÙ – perder, perdido 
SÓ-NÙ – jogar fora 
SÒPE – ignorante (Vd. YÒPE, ALAILOGBON
SÓPE – agradecer 
SÓRÍ - sobre 
SORIKODÓ – desanimado 
SORÍKUNKUN - exigir 
SÒRÒ – falar, conversar, fofoca, feroz 
SORO – falhar, violento (Vd. BÓTI
SÓRÒ – fazer o culto (o fundamento, o ritual) 
SÒRO-LE – endurecer 
SO-SINNIKINNI – explicar 
SOSO – só 
SÒTITO – ter fé 
SU – defecar, evacuar 
– estar escuro 
– transformar em bolas 
SUBÚ – cair (pessoa) 
SÚFE – assobiar, mover 
SÚGÀ – açúcar 
SÙGBÓN – mas (preposição) 
SUJU – obscuro (Vd. JINLÉ, ÀILOKIKÍ
SÙN – dormir 
SUN – assar 
SUN EKUN – chorar 
SÚNKÌ – encolher 
SUNKUN – chorar 
SÙNLO – deitar para dormir 
SUNMO – perto 
SURÁ – espécie, tipo (Vd. IRÚ
SURÉ, SURÉFUN – abençoar, bendizer 
SÙRÙ - paciência 
SÙÚRÚ – paciência 

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRAS "Q" E "R"


Amados irmãos (ãs) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Aqui estamos em mais um Domingo, e para agradecer pois estamos finalizando a primeira etapa, após a reformulação na estrutura de nossa grade de postagens aqui do BLOG.

Com certeza, muitos devem ter se surpreendido por estas mudanças tão bruscas e vejo isso pela quantidade de visualizações que caíram e muito. Mas é compreensível. 

Mas como toda a batalha tem suas perdas e suas conquistas. Esta é só mais uma fase que estamos passando para ficar ainda melhor. Pois como se diz: "nada acontece por acaso". Desta forma, que a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, desta nova maneira que foi apresentada possa vir a auxiliar a todos que a procurarem para seu devido crescimento.

Nesta primeira etapa de nossa COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, não identificamos nenhuma palavra que se inicie com esta letra. Mas já estamos a todo vapor montando a segunda parte da COLETÂNEA que logo irá ser postada futuramente para melhor compreensão de todos. 


RA – raspar, barbear-se (Vd. BÓ, FÁ
– apodrecer, comprar, engatinhar 
RAN – tecer (Vd. WUN, HUN, OWÚN, OFÍ
RÀN LEWO – assistir 
RÁN LÓ – enviar, mandar ir 
RÀNLÓWÓ – ajudar, mandar ajuda 
RÁNTÍ – lembrar (Vd. RIRANTI
RÁN WAYÀ – mandar telegrama 
RARA – libertar (Vd. ÓMNIRA
RÁRÁ– não (Vd. BÉÈKÓ
RARI – raspar (a cabeça) (Vd. FÁRI, ÍRARI
– cansar, estar cansado, seu, sua, dele(a), de você 
– morder, cortar, ir embora para (Vd. BÙ-SAN, GE-JE, JAJE, BUNIJE
RÉIN – rir (Vd. RÍN
RÉLO - seduzir (Vd. TAN, WOLOJU
REPETE – muito, bastante 
RÈPETÈ - muito gordo 
REPÓ, REPOMÓ – redonda (Vd. RIBITI, KIBITI, BIRIKITI
RERE – bem, bom (Vd. DÁADÁA
RÉRÌN – rir 
RÉSÈSÉLÈ – humilhação 
RE SÍLÈ – humilhar, abaixar 
RETÍ – ficar na expectativa 
REWÀ – belo (Vd. DÁRA, AREWÀ, LEWÀ
– afundar 
– ver, encontrar , ver a chuva 
RIBITI – redonda (Vd. REPÓ, REPOMÓ, KIBITI, BIRIKITI
RÍ FIRÍ - avistar 
RIGBÁ - ter (verbo possuir), falar, obter (Vd. SO, NÍ WÍ, JÉRE
RÍ HÉ - achar 
RIJE – rico (Vd. DOSO, ILORÓ, LETÚ, OLOWO
RÍ LÓKÈRÈ - avistar 
RIN – molhado, úmido (Vd. TÚTÚ, ALAIYAN, TÚTÚ
RÌN – caminhar, andar 
RÍN – rir 
RÌN ÌRÌNAJO, RÌNRÌNAJO - viajar 
RÌNKÁKIRI SÁRELO – passear 
RÍRÀ - compra 
RIRANTI – lembrança, memória (Vd. RANTI, IYENÚ
RIRÍ – valor (Vd. LARÍ
RIRI – tremer de medo 
RIRUN – quebrado (Vd. JIJÁ
RISILÉ - decair 
RO – doer, tenro, enrolar no corpo (Vd. JOLÒ
– jorrar, mentir, produzir sons 
– pensar, acalmar, consultar o médico, quebrar a cabeça (pensando) (Vd. RÓNÚ
ROBÍ – sentir as dores do parto 
RÒJO - chover 
ROJÚ – barato 
ROLOYÉ – tirar do cargo 
RONÚ – bom 
RÓNÚ – pensar 
ROPÁ – acabar 
RORA – cuidado (ter) 
RORÓ – austero 
RÒ WÌPE – pensar que, achar que 
– carregar, carregar na cabeça 
- florir 
RÚBO – sacrifício, fazer oferenda 
RÚ EWE - florir 
RUM, RUMPI, RUNLÉ – tambores usados em casa-de-santo , denominações de origem Foon (Djedje) os tambores nagôs se chamam Ylús. 
RUN – consumir, gastar, mastigar, sucumbir 
RÙN – mal cheiroso 
RÚN – desabafar, destruir, esmagar 
RUNKO – Termo pelo qual se designa o aposento destinado à reclusão dos neófitos(os rescém iniciados) durante o processo de iniciação. É conhecido também como alíase, camarinha ou ainda àse. 
RÚSÚRÚSÚ – amarelo (Vd. PÚPÀ
RÚWE - florescer