quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DICIONÁRIO YORUBÁ - LETRA A


Através de nosso COLABORADOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM. Estamos voltando com a postagem do DICIONÁRIO EM YORUBÁ. Uma proposta que na verdade já era pra ter acontecido, mas que por estudos diversos e andamento dos assunto de cada mês, não tem sido colocado. 

Com a colaboração deste tivemos a oportunidade de postar na data de ontem todo o vocabulário. Mas como percebemos estava fazendo não somente a página em si ficar muito pesada devido a sua extensão de assuntos. Mas para muitos nem chegava a abrir. Desta forma, resolvemos por iniciativa de nosso coordenador PEDRO T'OGUM, revisar a postagem e dividi-la em partes. Assim, facilitando a visualização de todos.

PALAVRAS EM YORÙBÁ COM TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS




A – nós (pronome pessoal)
ÁÀ! – ah! (interjeição)
ÀÀBÒ – meio, metade (Vd. ÀÀRIN)
ÀÀFIN, AFIN – palácio
AAGO ÌPÈNÌYÀN – campainha
AAGÚN – suor (Vd. ÒÓGÙN)
ÀÀJÀ – Sineta de metal composta de uma, duas ou mais campainhas utilizadas por Pais-de-santo para incentivar o transe. Também chamado Adjarin.
AÁKÉ – machado
AARÁ – raio, trovão (Vd. MÀNAMÁNA, EDÚN AARÁ, SAN)
AARÁ ÒRUN – relâmpago
ÀÀRÈ – doença, fadiga, cansaço
ÀÀRIN – médio, entre
ÀÀRIN – meio, entre (Vd. ÀÀBÒ)
ÀÁRÒ – manhã (Vd. AWURÓ, ÓWURÓ, ORO)
ÀÀYÈ - vida
AAYÙ - alho
ABA – escada de mão
ABÁ - pessoa idosa, velha
ABÀ – mercado, tentativa (Vd. DALASÁ, ARÓ, ÓBUN, OJÁ)
ABAA – dar um tapa (Vd. ABARÁ OWÓ)
ABADÁ - blusão usado pelos homens africanos
ABADENÍ – estrada (Vd. ÓNA)
ABADÓ - milho de galinha
ÁBAFU – acaso (Vd. ORIRÈ)
ABAFU – boa sorte, fortuna, riqueza (Vd. OLÁ)
ABA-LAXÉ-DI - cerimônia da feitura do santo
ABAMÍ – estranho, visita (Vd. ÁLEJÒ, ÀJASÉ, PANDAN, OLOJÓ)
ÁBAMÓ – tristeza, dor (Vd. FIFARO, ÌBANÚJÉ)
ABÂN - coco
ABÁNIGBÈRO – conselheiro, sábio mais velho
ABANIJÉ - difamador
ABARÁ - bolo feito com feijão fradinho cozido no vapor envolto em palha de banana
ABARÁ OWÓ – dar um tapa (Vd. ABAA)
ÁBAREBABÓ – êxito
ABATÀ – sapato, calçado (Vd. BÀTÀ, ÌSO BÁTÀ)
ÁBAWON – tinta ABAYA – rainha mãe
ABÉ – parte de baixo (Vd. ÌDÌ)
ABE – navalha (Vd. OBÈ-JERÍ, OBÈ FARIN, AGBE)
ÁBÈBÈ – leque
ABÈBÈ ONINA - ventilador
ÀBÉLÀ – vela (Vd. INÁ)
ABELÉ - fundo
ABEOKUTA – Capital de EGBA, reino nativo de Lagos
ABÉRE – agulha, alfinete
ABÈTÈ – botequim, bar
ABI - nascer
ÀBI – ou
ABIÃ – Posição inferior da escala hierárquica dos candomblés ocupada pelo candidato antes do seu noviciado; em yorùbá significa "aquele que vai nascer".
ABÍKÉHÌN – caçula
ABIKU“aquele que predestinou a morte”
ABILEKÓ – mulher casada 
ÁBINIBI - hereditário
ABÍNIKÚ - calúnia
ABIODUM - um dos Obá da direita de Xangô
ABÍYA – axilas, sovaco
ÀBÒ – volta, retorno, metade (Vd. IDÀJI)
ABÓ - amparo
ABO – bandeja, ganso, fêmea, feminina
ÁBO– prato, louça de barro (Vd. ÀWO)
ABÒ - escudo
ABO AJA - cadela
ABO ESIN - égua
ABOMALÈ – aquele que cultua os ancestrais (egúngún)
ABO MÀLÚÙ – vaca
ABÒRISÀ – aquele que cultua, adora os Orixás
ABORÔ – Denominação genérica dos òrìsà masculinos, por oposição as iabás, que são as divindades femininas.
ÁBOSÍ – decepção
ABOSI – pobre (Vd. AKUSE TÁLÁLÀ
ABÓYA – abertamente
ABOYÁ – talvez (Vd. BÓYÁ. KIOSE, KIORIBE)
ABOYÚN – mulher grávida 
ABUKÉ - corcunda
ABÙKÚ – defeito, deformado (Vd. ÀLEBÚ)
ÁBUKU – amaldiçoado, desgraçado (Vd. TOSI)
ÁBUMÓ - exagero
ABUNI - abusado
ÀBÚRÒ – irmão (ã) mais novo de idade
ÀBÚRÒ OBÌNRIN – irmã mais nova
ÀBÚRÒ OKÙNRIN – irmão mais novo
ABUSÓ – adivinho (Vd. ÁLAMÓ, ALAFOSÉ, AFONILEIYÈ)
ABUSO – idéia
ABUWÉ-KÈ – sabonete
ÀDÁ - facão
ÀDÀBÀ – pomba silvestre 
ÁDAGUN - lago
ADAHUN – Tipo de ritmo acelerado e contínuo executado nos atabaques (vd.) e agogós. É empregado, sobretudo nos ritos de possessão como que para invocar os òrìsà.
ADÀJO – juíza (Vd. ONIDAJÓ, ÌDÁJÓ)
ADAMÓ – herói, heresia
ÁDAMO – natural (Vd. ÀDANIDÁ, EDÁ, ÌWA ÈDÁ)
ÁDAMORAN – teoria
ÀDÁN – morcego (Vd. ÁJAO)
ÀDANIDÁ – natural – natural (Vd. ÁDAMO, EDÁ, ÌWA ÈDÁ)
ADANIRÚ – intruso
ÁDANÚ – perda (Vd. JIJÓ)
ÀDÁ ÒBE, ÀWODI - facão
ÁDAPO – aliança, união
ADE – Termo com que se designam (nos candomblés) em especial os efeminados e, genericamente, os homossexuais masculinos.
ADÉ – coroa
ÁDEBA – desgraça, vergonha (Vd. IPARUN, ÈTÉ)
ADÈBO – pessoa que prepara a comida com os animais oferecidos em sacrifício de acordo com as regras religiosas.
ADEDÓ – pescador (Vd. ADÉJÀ, APEJA, PEJA)
ADÉHUN – acordo
ADENA – vigia
ADE OBA - coroa real
ADETÁ - nome sacerdotal
ADÌE - galinha
ADÌE ODÒ – gaivota
ADÌE SÍSUN – galinha assada
ADIJA, ADJA – sineta
ÀDIMÓ – abraço
ADIMU – comida (Vd. AJEUN)
ADINKARÀ – padeiro (Vd. ILÉ BÙRÉDÌ)
ADIRE – tecido estampado
ADIRE-IRANNA – uma ave “ave que compra a estrada” para que o morto encontre um bom caminho
ADITÍ – surdo, mudo
ADÓ – comida feita com pipocas e epô
ADOGÁN - fogão
ADÓRIN – setenta (numeral)
ADÓRUN – noventa (numeral)
ADÓSÙU – Diz-se daquele que teve o osùu assentado sobre a cabeça. O mesmo que iaô.
ADOTA - cinqüenta
ADUFE – Pequeno tambor. Instrumento de percussão de uso mais freqüente nos xangôs no Nordeste.
ÁDUFÈ – bem amado
ADÚGBÒ – bairro (Vd. AGBÈGBÈ, AMÒ, ÀDÙGBÒ, ALÓ)
ADUN - comida de Osun, milho picado, azeite dendê e mel
ADUN – sabor, doce (Vd. DÙN, LADÙN)
ADÙN – doçura, bolo
ADUNÁ - adversário
ADUN IREKE - açúcar
ADÚPÉ – obrigado (agradecimento)
ADUPÉ-LEWÔ-OLORUM - graças a Deus por ter conservado minha vida e a minha saúde
ADÚRÀ – prece, oração, reza (vd. KIRUN)
AFÁ – ponte (Vd. AFARÁ, GÁDÀ)
AFAIYÁ – feitiço, telepatia
AFAIYÁ-KORIN – encantador (Vd. NIFAIAYA, GBAJÉ)
AFÁRÁ – ponte, viaduto
ÁFARADÀ – paciência, resignação (Vd. SÙRÙ)
AFARÁ-OYIN – favo de mel
AFÉ – abanar, soprar, ventar (Vd. JADE, FÉ)
AFÈ – amante
AFÉFE – vento, ar, mensageiro de Oya
AFEFEJEJE ou EFEFE JEJE – brisa (Vd. ATÉGÙN)
AFEFE ÒJÍJÍ – corrente de ar
AFEMOJUMO - madrugada
AFEYIKA – ventania AFIN – O mesmo que ifin. Designa a noz-de-cola branca, na língua yorùbá; por extensão a cor branca (vd. efun).
ÀFÍN – albino
AFIN – palácio do rei (Vd. ÀÀFIN)
AFINNÀ - forja
AFIRIKA – África
AFISIRÈ - brinquedo
ÀFOGÁN – fogão, forno (Vd. ÀRÌRO)
AFÓJU – cego
ÀFOMÓ – doença infecciosa trazida pelo orixá das doenças
ÀFÒMÓN – parasitas e plantas rasteiras
AFONAHAN – líder (Vd. OLORÍ)
ÁFONIFOJÍ - vale
AFONILEIYÈ – adivinho (Vd. ABUSÓ, ÁLAMÓ, ALAFOSÉ)
AFONJÁ - uma qualidade de Xangô
AFORANMÓNI – falso (Vd. NIBURA, LAILOTÓ)
ÀFORÍJÌ – perdão
AFOSO – lavadeira (Vd. IBI ÌFOSO)
AFUNJA – sobrinho de Arogangan re de Yorubá nomeado Governador de Ilorin
AFUNNÚ – fanfarrão (Vd. ONIHALÉ)
AFURÁ - bolo feito com arroz
ÁGÀ – cadeira
ÁGA – trono
ÁGABÁ – abrigo
AGABDÁ – roupa, pano (Vd. ÉWÚ, ASO)
ÁGADÁ – barracão
AGADA-GÓDO – tranca
ÀGÁDAGOGO – cadeado, tranca
AGA ÌKÒWÉ – carteira
ÁGA-ITISÉ - tamborete
ÀGÀN – mulher estéril
AGANDAN – veloz AGANJU – Orisà filho de Odudua e Obatala, irão de Iyemonja. Significa “área despovoada, selva, planície ou floresta”
AGANNIGÁN – ladrão (Vd. OLÉ)
ÀGA ONI TÌMÙTÌMÙ FÚN ENÌKAN - poltrona
ÁGA-PÓSI - ataúde
AGARÁ - aborrecimento
ÀGBÁ – barril
ÀGBÁ – romã
AGBADÀ – vestimenta sacerdotal 
ÀGBÀDO – milho, canjica (Vd. ÀGBO)
ÁGBAFÚFU – cascavel
ÁGBAGBÁ – lamúria (Vd. IROKA)
AGBAIYÉ - universo
ÁGBÁJÓ – acariciar
ÁGBAKÓ, ÀJÁLÙ – acidente
ÀGBÀLÁGBÀ, ÀGBÀ – adulto
AGBÀ-LOKAN - distrair
AGBÁRA – força, poder (Vd. PAKANLEKE, IPÁ)
ÀGBÁRA DÚDÚ – força negra
AGBÁRA OGBÓN - nervos
AGBÁRÍ – couro cabeludo, crânio
AGBAWO – aeromoça
AGBE – navalha (Vd. OBÈ-JERÍ, OBÈ FARIN, ABE)
ÀGBÈ – fazendeiro, agricultor (Vd. AROKO OGBIN)
ÀGBÉBÒ – galinha que já botou ovo
AGBEBÓN – soldado (Vd. JAGUN-JAGUN)
AGBÈDÙ – estômago
AGBÈGBÈ – bairro (Vd., AMÒ, ÀDÙGBÒ, ALÓ)
AGBÉGI – entalhador
AGBEJORÒ – advogado
AGBELÈ – escavador
ÀGBÉLEBU - cruz
ÀGBERE – excesso, orgulho, arrogância (Vd. LADOFO, ÌGBÉRAGA)
AGBERE, ABO AJA – cadela
AGBESÓ - nascido
AGBESOKÉ, AGBERÚ – levantado (Vd. DÌDE)
AGBIGI – marceneiro
AGBIPÓ, AGBIRA – sucessor
ÀGBÓ - Carneiro
AGBO – bando
ÀGBO – milho, canjica (Vd. ÀGBÀDO)
ÀGBO – Infusão proveniente do macerar das folhas sagradas as quais se vem juntar o sangue dos animais utilizados no sacrifício e substâncias minerais como o sal. Esse Líquido, acondicionado em grandes vasilhames de barro (porrões), é empregado ao longo do processo de iniciação e para fins medicinais sob a forma de banhos e beberagens.
AGBÒ JÒ, AGBÒRÙN – guarda-chuva
ÀGBON – coco
AGBON – abelha, marimbondo
AGBÒN - cesto
ÀGBÒNRIN – veado
AGBOULÁ - nome de um Egun
ÀGÉ – aipim
ÀGE – bule, chaleira
AGÈ – Instrumento musical constituído por uma cabaça envolta numa malha de fios de contas, de sementes ou búzios.
AGEMO – camaleão (Vd. ÒGÁ)
AGERE – Ritmo dedicado a Òsóòsi executado aos atabaques
AGIDI – força de vontade
AGINJÙ – floresta
AGINJÚ ÈRÙN – deserto (Vd. ASAALÈ)
ÀGÒ – licença, dá-me licença por favor (Vd. YAGÒ, DAKUN)
AGO – humanidade (Vd. ÀSEKO, ÀSIKO, ARAIYE)
ÀGÓ – cabana, tenda
AGÒ - mortalha
ÀGO LÓNA – com licença
ÀGO MELO? – que horas?
AGONGO – derivado de gongo – inclinar, extremidade
ÀGÒ OLOPA - delegacia
AGÔGÔ - instrumento musical feito de ferro, composto de uma ou mais campânulas, geralmente de ferro, percutido por uma haste de metal.
AGOGO, AAGO – relógio
AGOGO ÒGIRI – relógio de parede
AGOGO OWÓ – relógio de pulso
AGONJÚ – Um dos doze nomes de Sòngó conhecidos no Brasil.
AGORO - coelho
ÀGÙFON - girafa
AGUNÁ – alfaiate (Vd. ALÁGBÀRÁN)
ÀGÙTÀN - ovelha
AGUXÓ - espécie de legume
AHÁ – cabaça tipo copo
AHEPERE - frágil
AHÓN - língua
AHON-INÁ - labareda
ÀHUSO – fábula, fantasia
A-IAN-MADÊ - como vão os meninos?
ÀIBUWO – desprezo
ÀIDA-ARA – enfermidade
ÀIDABÍ – infelicidade (Vd. ALAILORIRE)
ÀIDALU – conhecido, limpo, puro (Vd. ÒSESE, MIMÓ)
AIDAN - bela, bonita
ÀIDARA – maldade (Vd. AÌSIÀN)
AIDÉ – verde (Vd. ÀWO EWÉ)
ÀIDUN – inferior
AIDUN – quieto (Vd. NIDAKÉ, TÚTÚ)
AIDUPE – ingrato (Vd. LAILANÚ)
AIÊ - o mundo terrestre
AIÊ - terra, festa do ano novo
ÀIFÈ – antipatia
ÀIGBEJE – teimoso (Vd. )
AIGBORAN – desobedecer
ÀIJEBI – inocente (Vd. LAILESÉ, LAINIBAWI)
ÀIJINNA – perto
ÁIKE - machado
ÀILAGBARA – impotência (Vd. ÀILOKUN
AILERA – fraqueza
ÀILETI – teimosia (Vd. ÓDÍ, ÌDÍNÚ, SÓ)
ÀILOKIKÍ – desconhecido, obscuro (Vd. JINLÉ, SUJU)
ÀILOKUN – impotente (Vd. ÀILAGBARA)
ÀILOPIN – eterno
AIMOYE – tanto(a)
AINI GAGBARA – fraco (Vd. LAILAGBARA, SAILERA)
ÀINIGBONÁ - frieza
ÀINIRETÍ – desespero
ÀINKANJU – lentidão (Vd. ILORÁ)
AIPERÍ – convulsão, tétano
ÀIPINNU – indecisão
ÀIPÓ – raridade (Vd. LAIWOPÓ)
ÀIPON – verdura (Vd. ÈFO)
AIRÁ - uma qualidade de Sangô para alguns. Para outros trata-se de outro Orixá da família fun-fun
AÌSAN – doença, estar doente (Vd. ÀRÙN, AÌSAN, ÓKUNRUN)
ÀISANU – impiedoso
ÀISATA - lealdade
ÀISEDEDE – injustiça
ÀISESO – estéril (Vd. WIRIWIRI)
ÀISÍ – ausência, morte (Vd. KÙ, IPÓ-OKÚ)
ÁISIÀN - maldade
AISIMI, AISÙN - insônia
AISIRARÁ – nada, totalmente
AISÙN - insônia
ÀIYA – peito, coração
ÀIYÉ – vida, mundo
AIYÉ – Palavra de origem yorùbá que designa o mundo, a terra, o tempo de vida e, mais amplamente, a dimensão cosmológica da existência individualizada por oposição a òrun), dimensão da existência genérica e mundo habitado pelos òrisà, povoado, ainda, pelos espíritos dos fiéis e seus ancestrais ilustres.
AIYÉ BAIYÉ– tempo antigo (Vd. ÀTIJÓ, OJOKUTOTO)
AIYEJIJÉ - falcatrua
AIYÉKOTÓ – papagaio
AIYELUJARA – liberdade, invenção, criação (Vd. ÓMNIRA, ÌDÀSÍLÈ)
ÀIYERA - firmeza
AJA “videira selvagem” – é uma divindade da floresta confundido com Aroni
AJÁ - campainha, sino
AJÁ – cachorro, cão (Vd. AKO AJA)
AJAGUN-OBINRIN – amazona
AJAYIPAPO – Qualidade de Oxossi
ÀJAKÁLÈ-ARUN - epidemia
AJAKO – lobo, chacal
ÁJÀLÁ – vd. Òòsàálá
AJALAMO – vd. Òòsàálá
ÁJÁLÙ - acidente (Vd. ÌJÁBÀ)
ÀJANAKÚ – elefante (Vd. ERIN)
ÁJAO – morcego (Vd. ÀDÁN)
AJA-OSU – planeta Vênus
ÁJAPÁ - tartaruga, cágado
ÀJASÉ – vitorioso, estranho, visita (Vd. ABAMI, PANDAN, OLOJÓ, ALEJÓ)
ÀJÉ - feiticeiro, bruxo, bruxa, feiticeira, mulher encantada
ÀJEKÌ - guloso
AJELÉ - governador
AJENIA – canibal
AJENINIYÀ – tirano
AJÉ OWO – dinheiro (Vd. OWÓ)
AJERIKU – mártir AJE SALUGA – Deusa da riqueza; seu nome significa “aquele que ganha periodicamente”.Filha de Iyemonja
ÀJESÉ - ingratidão
AJEUN – comida (vd. ADIMU)
AJIGBÈSÈ - devedor
AJIMUDÁ - título sacerdotal
AJIRE – cerimônia para os iniciados de Songo (implica em carregar na cabeça uma jarra cheia de furos, dentro do qual queima um fogo vivo)
ÀJIRI – aurora
ÀJO - jornada
ÀJOBÍ – afinidade, parentesco
ÀJODUN – aniversário
AJOGÚN – Palavra de origem yorùbá que designa os infortúnios, como a morte, a doença, a dor intolerável e a sujeição.
AJOGUN – herdeiro (Vd. IJOGUN)
ÀJÒJÌ – estrangeiro
AJOPIN - divisão
ÀJÓYÒ – festa, alegria (Vd. ÀRÍYA, OLORÓ)
AJUMOJOGUN - companheiro (Vd. ÒGBÁ)
ÀJUMOSE – parceria (Vd. ALABAPIN)
ÀKÀBÀ – escada (Vd. AKASO, ÀTÈGÙNILÉ)
AKALAMBÍ - sacola
ÀKÀN – caranguejo
AKAN – elegância, elegante (Vd. ALAFÉ)
AKARÀ – pão (Vd. BÙRÉDÌ)
AKARÁ - bolo feito com feijão fradinho, pimenta, camarão seco e frito no epô. 
ÀKÀRÀ JÉ – acarajé, o mesmo que Akará
ÀKARA-OYÌNBO - bolo
ÀKÀSA – Bolinhos de massa fina de milho ou farinha de arroz cozido em ponto de gelatina e envoltos, ainda quentes, em pedacinhos de folha de bananeira.
ÁKASÌ - arpão
ÀKASO - escada (Vd. ÀKÀBÀ, ÀTÈGÙNILÉ)
AKE – cidade principal de EGBA cujo chefe se chama Alake (um que possui ake)
AKÉ - machado
ÀKÉKÉ – escorpião (Vd. ÓJÒGAN)
AKÉKÓ - aluno
ÀKETÈ - chapéu
ÀKÉTE - cama (Vd. ÌBÙSÙN)
AKEWÍ - poeta
AKIDAVIS – Nome dado nos candomblés Kétu e Jeje (vd. Nação) as baquetas feitas de pedaços de galhos de goiabeiras ou araçazeiros, que servem para percutir os atabaques.
AKIKODIE – galo (Vd. AKUKO)
ÀKILÒ – despedida
ÀKIMOLÉ – oprimido
AKIN – valentia
AKINI – visitante, visita (Vd. ÀLEJÒ)
AKIRI – vagabundo
AKIRIJERO - pessoas que vão a todos candomblés
ÀKITI – macaco (Vd. JAKÓ, OBO)
AKITOYE – chefe da cidade de Lagos
ÀKIYÉSI – notícia de jornal
AKO - macho
ÀKÓ – verdade, justiça (Vd. OTITÓ, ODÒDÒ)
AKO AJA – cachorro, cão (Vd. AJÁ)
AKOBERÈ – iniciar (Vd. BÈRÈSI)
AKÓBI - primogênito
ÀKODI – aposento, sala
AKO ELEDE – porco (Vd. ELÉDÉ)
AKOGUN – campeão, herói
AKOJÁ – fim, final, vencimento (Vd. OPIN, ÌPÁRÍ)
AKOKÒ – idade, época, estação, hora (Vd. ÀSÌKÒ)
ÀKÓKÓ – primeiro (numeral cardinal)(Vd. EKINI)
ÀKÓKÒ ÈRÙN – estação das secas
ÀKÓKÒ ÒJÒ – estação das chuvas
ÀKÓKÒ ÒTÚTÙ – estação fria
ÀKÓKÒ ÒWÒRÉ – estação úmida
ÀKÓKÒ OYÉ – estação quente
AKOLOLÓ – gago
AKO MÀLÚÙ – boi (Vd. ERANLÁ)
ÀKORAN - infecção
AKÓRIN – cantor(a) (Vd. OLORIN)
AKÓRÓ - uma das invocações e dos nomes de Ogun
AKORO - capacete
ÀKOSO – governo
À KOTUN – fresco (Vd. OSESE, TITUN)
AKÒWÉ - escritor
AKÒWE-OWO - contador
AKU - obrigação funerária
AKUERAN – Qualidade de Oxossi. Tem fundamento com Oxumarê e Ossanhe 
ÀKÙKO – galo (Vd. AKIKODIE)
AKUFI – linha
ÀKUNBÓ - inundação
AKUNRUN - alcova
AKURETE - idiota
AKUSE TALÁLÀ – pobre (Vd. ABOSI)
AKÚÙSÉ – pobre (Vd. ABOSI, AKUSE TALÁLÀ)
ALA - sonho
ÁLÁ – Pano branco usado ritualmente como pálio para dignificar os òrìsà primordiais, geralmente feito de morim.
ALÁ - espécie de pano branco
ÀLÀÁFÍÀ - paz
ALÀÁFIÁ NI O? – tudo bem com você?
ALÁÁFIN - título dignitário do rei de Oyo
ALÁAGO – relojoaria (Vd., ÌSO AAGO, ALÁGOGO)
ALÁÀÍMÓ – burro
ALÁÀINÍTÌJÚ - pessoa
ALÁÀRE, ALÁÀÍSÈ – pessoas inocentes
ALÁÀRÚN – pessoa doente
ALABÁ - nome de um sacerdote do culto aos ancestrais
ALÁBÀFO – engomadeira
ALABALESE – al-ba-ni-ase “Ele que prediz o futuro”
ALABAPIN – parceiro (Vd. ÀJUMOSE)
ALÁBARÀ – cliente 
ALABASE - colega
ALABAXÉ - o que põe e dispões de tudo.
ALABÊ - tocadores de atabaque. E título que designa o chefe da orquestra dos atabaques encarregados de entoar os cânticos das distintas divindades.  
ALABÓ – guardião
ALÁBOJUTO - supervisor
ALABOYUN – bata
ALADANÚ - vencido
ALADAWOLE – impostor
ALADIRO – peneira (Vd. JÒ, SÉ
ALADUN – adocicado
ALAFE – distinto, elegante (Vd. AKAN)
ALÀFIA - felicidade; tudo de bom (Vd. AYÓ)
ALAFIN ou ALAWAFIN - invocação de Xangô. Nome do rei de Oyó - Nigéria. A palavra significa “um que possui a entrada do palácio”
ALAFOSÉ – adivinho (Vd. ABUSÓ, ÁLAMÓ, AFONILEIYÈ)
ALAGBA – senhor, chefe (Vd. PATAKÍ)
ALÁGNÀFÒ - tintureiro
ALAGBARA - forte, bravo (Vd. LAGBAJÀ, TAGUN)
ALÁGBÀRÁN – alfaiate (Vd. AGUNÁ)
ALAGBATÓ – dama de companhia, enfermeira, mãe de criação
ALAGBÀWÍ - advogado
ALAGBEDE – ferreiro
ALÁGOGO – relojoaria (Vd. ALÁAGO, ÌSO AAGO)
ALAHESO – tagarela (Vd. ONIWIKIWI, OLOFOFO)
ALAIBERU – corajoso, destemido (Vd. LAIYÀ)
ALAIBERU-OLORUN – terrível
ALAIDÁ – doente 
ALAIDUPE – desagradável (Vd. LAIDUN)
ALAIFÓ – virgem
ALÁIGBONRÀN - desobediente
ALAIHAN – invisível (Vd. LAIRI)
ALAIKÚ – imortal (Vd. ENIKOSILÉ)
ALAILABUKUN – maldito
ALAILAJÓ – antipático
ALAILE – exato
ALAILERÉ - imprestável
ALAILEWÀ – feio (Vd. LAIDARA, SAILEWÀ)
ALAILODI - exposto
ALAILOGBON – estúpido, ignorante (Vd. SÒPE, YÒPE)
ALAILORIRE – infeliz (Vd. ÀIDABÍ)
ALAIMÓ– indecisão, imundo (Vd. ÀPINNU, ÓBUN)
ALAIMO - barro (Vd. AMÓ, PETEPETÉ)
ALAIMOWÉ – analfabeto
ALAISAN, ALARUN, ALARÈ - pessoa doente
ALAISÍ – falecido (Vd. OLOGBÉ)
ALAIYAN – úmido (Vd. RÍN, TÚTÚ)
ALAIYÉ – monarca (Vd. OBA
ALÁJEKÌ - comilão
ALÁKE –título do rei de Abeokuta
ALAKETU – chefe de ketu. A palavra significa “um que possui Ketu”
ALÁKORÍ - pessoa inútil ou sem vergonha
ALALUPAYIDÁ - mágico
ÁLAMÓ – adivinho (Vd. ÁBUSÓ, AFONILEIYÈ, ALAFOSÉ)
ALAMOJU - sabedoria (Vd. IMOYE)
ALAMORERE – refere-se à Obatalá que é “O dono do melhor barro” (que fez o homem)
ALAMÚ, ALANGBA – lagarto (Vd. ÓFO)
ALÁNTAKÚN – aranha, tarântula
ALAPA - abóbora
ALAPATÁ – açougueiro
ALAPEJÉ - anfitrião
ALAPINI - nome sacerdotal do culto aos ancestrais.
ALAPON – trabalhador (Vd. LAPÓN)
ALARINA - padrinho de casamento
ALASAKÍ – famoso (Vd. LASAKI, OLOKIKI)
ALASÈ – cozinheira (Vd. KÚKÙ)
ALÁTE – chapeleiro
ALAWÓ – colorido
ALAYA – marido (Vd. OKO, OLÓBIRIN)
ALAYE - vivo (Vd. TIYÉ, ELEMI)
ALÀYÉ - explicação
ALAYÊ - possuidor da vida
AL-BA-NI-ASE - “Ele que prediz o futuro” referindo-se à Obatalá
ALE – lepra
ALÉ – noite, vassoura (Vd. ÌGBÁLÈ)
ÀLE – amante, namorada (Vd. FIFÉ)
ÀLEBÚ – defeito (Vd. ABÙKÚ)
ÀLEFÓ – tumor (vd. MALUKÉ)
ALÉGBÁ, ALEGUGU – jacaré (Vd. ÒNI, ELEGUGU)
ÀLEJÒ – visita, estranho (Vd. ÀJASÉ, PANDAN, OLOJÓ, ABAMI, AKINI).
ALÉKESSI – Planta dedicada a Òsóòsi, também conhecida como São Gonçalinho.
ALIÀSE – vd. Runko
ÀLIKAMÁ – trigo 
ALÓ – mão (Vd. OWÓ)
ALÓ – bairro (Vd. AGBÈGBÈ, AMÒ, ÀDÙGBÒ)
ALODÊ – Vd. IYALÒDÈ
ALONIBANIASE“Ele escolhe a vida que vai passar” – refere-se à reencarnação do ser que escolhe onde e como vai viver.
ALORÉ – vigilante
ALÓVI – dedo (Vd. ÌKÁ)
ÀLUBÓSÁ – cebola
ALÚBÓSÀ ELÉWÉ - cebolinha
ALÙDARÍ - diretor
ALUFÀ – padre
ALÙJONÚ – fada, espírito (Vd. ÀRONI, EGBÉRE, IWIN, KUREKERÈ) ÀLUKEMBÚ - estribo
ÀLUMANI – tesouro
ÁLÙPUPU – motocicleta 
ÀLUSÉ – fechadura (Vd. OJUSIKÁ)
AMACIS (ou AMASSIS) – Abluções rituais ou banhos purificatórios feitos com o líquido resultante da maceração de folhas frescas. Entram geralmente em sua composição as folhas votivas do òrìsà do chefe-de-terreiro do iniciando, e as assim chamadas "folhas de nação”.
AMACY ORI - cerimônia de lavar a cabeça com ervas sagradas.
AMADOSSI D’ORISA - cerimônia do dia do santo dar o nome.
AMALÁ - comida feita para Sangô com quiabo e outros produtos.
AMBROZÓ - feito de farinha de milho
ÀMÌ – acento, sinal, marca
ÀMÌ-ARIN, AMI-FAGUN – til
ÀMÌ-ÌSALE – acento grave
ÀMÌ-ÒKE – acento agudo
AM-NÓ - o misericordioso
ÀMÓ – mas
AMÒ - barro
AMÒFIN – jurista
AMOLE - pedreiro
AMÓ PETEPETÉ– argila (Vd. ALAIMO)
ÀMÒTÉKÚN – leopardo, tigre
ÀMUBÁ – oportunidade 
AMUKOKO - fumante
AMÚGA – garfo
AMURÉ - zona
ÀMUWA – sina
ÀNA – parente por afinidade
ÀNÁ – ontem (Vd. LÁNÁ)
ÀNA’KÙNRIN, ÀNA’BINRIN – cunhado (a)
ANFANI – vantagem (Vd. OJURERE)
ANGELI - anjo
ANGOMBAS – vd. RUN, RUNPI
ANIKANJE - ermitão
ÀNJONÚ – maus espíritos 
ANON - eles
ANTÈTÈ - grilo
ANÚ – caridade
AONTIN – narina (Vd., IHÒ IMÚ, IMÚ)
APÁ – braço, asa (Vd. ÓSI)
APÀ - lado
ÀPÁ - cicatriz
ÀPAARÒ – perdiz
APÀLA - pepino
APÁNIA - assassino
APAOKÁ - uma jaqueira que tem esse nome no Axé Opô Afonjá.
APÁ ÒSÌ – lado esquerdo
APÁ ÒTUN – lado direito
ÀPAPÓ – total
APÁRI - careca
ÀPÁRÒ - codorna
ÀPÁTÀ - rocha
APEJA – pescador (Vd. ADEDÓ, ADÉJÀ)
ÀPEJO – encontro
ÀPEJUWE - padrão
APELE – sobrenome
APÈRÈ – cesto
APERE – exemplo
APERE-AIYÉ – globo
ÀPINNU – indecisão (Vd. ALAIMÓ)
ÀPÒ – bolsa, sacola, saco (Vd. LABÀ)
APODA – um idiota
ÀPOMÓ – guarda
ÀPÓN – solteirão 
ÀPÓTI – caixa, armário, arca
ÀPÓTÍ ASO – guarda-roupa, armário
ÀPÓTI ÌTSE – banquinho para os pés
APOTI LÁ – mesa 
APPA – reino nativo de Lagos
ARA – corpo, membro
ÀRÁ – trovão, trovoada
ARÁ – parente, habitante 
ÀRABA – algodoeiro
ARÁBÌNRIN ÌYÁ – tia
ARA ÈNIA – corpo humano
ARÁILE – família carnal, parentes (Vd. IRAN, EBÍ, ARÁILÉ, ÌDÌLE)
ARÁ ILÚ – conterrâneo
ARÁIYE – humanidade (Vd. ÀSEKO, ÀGO, ÀSIKO)
ARAJÁ – vendedor (Vd. OLUTA)
ARÁKÙNRIN – parente masculino
ARÁKÙNRIN ÌYÁ – tio
ARAMEFÁ - conselho de Oxóssi, composto de seis pessoas (Homens, Ogans).
ARA MI – eu mesmo(meu corpo)
ÀRAN - veludo
ÀRANSE – socorro 
ARARÁ – anão
ARA RE – você mesmo(a)
ARAREKOLÊ - como vai?
ARA WA – nós mesmos
ARÁ WÁJU – ascendentes
ARAWO – ave de rapina
ARA WON – eles (as) mesmo (a)
ARA YIN – vocês mesmos(a)
ARÈ – cansaço, doença
ÀREDE – vadiagem
ARERE - quietude
ARESSÁ - um dos Obá da esquerda de Xangô.
AREWÀ – belo (Vd. DÁRA, AREWÀ, REWÀ)
ARIAXÉ - banho na fonte no início das obrigações.
ÀRIDIJÍ – terror
ARIN – meio, centro
ARINKO – ocasião
ARÌNRINAJO – caminhante, viajante
ÀRÌRO – fogão
ÀRÍWÁ – norte
ARIWO – barulho
ÀRÍYA – festa (Vd. OLORÓ, ÀJÓYÒ)
ARIYA-IJO - baile
ARÓ – mercado (Vd. ABÀ, ÓBUN, OJÁ)
ARÔ - nome que se dá ao par de chifres de boi usado p/ chamar Oxóssi
ARO – fogueira (Vd. OWÓ, INÁ)
ÀRÓ – funil
ARÒ - manhã
ARÒ BÓ BÒ YÍ! – Saudação ao Òrisà Òsunmarè (Neste dia que nasce lhe rendemos graças)
AROGANGAN – um dos reis de Yorubá por volta de 1800.
AROKO - fazendeiro, agricultor (Vd. ÀGBÈ, OGBIN)
AROLÉ – Òsóòsì que propicia a caça abundante. É invocado no Padé. É o verdadeiro Rei de Ketu. Come com Ogun e Oxum.
ARÔLU - nome de um dos Obá da direita de Xangô
ÀRONI – fada, espírito (Vd. ALÙJONNÚ, IWIN, EGBÉRE, KUREKERÈ)
ÀRÒNÌ – Deus da Floresta e a palavra significa “um que tem o membro murcho”. Companheiro de Òsányìn. Misterioso anão perneta que fuma cachimbo. Possui um olho pequeno (pelo qual enxerga) e outro grande. Tem uma orelha pequena (pela qual ouve) e outra grande. Ele é confundido com a própria Ossanhe porque dizem que ele também tem uma perna só. Ossanhe possui uma perna só porque a árvore, base de todas as folhas possui um só tronco. Ele tem a cabeça e o rabo de cachorro.
ÀROYÉ - debate
ARREBATE – Abertura rítmica das cerimônias públicas dos candomblés. O modo vibrante de tocar os atabaques; equivale a uma convocação.
ARÚGBO – pessoa velha
ÀRUKUN - perfeito
ÀRÚN – cinco
ÀRUN – febre, doença (Vd. ÓKUNRUN)
ARUNDINLADOTA – 45 (algarismo)
ARUNDINLOGOJI – 35 (algarismo)
ÀSÀ – costume
ASAALÈ – deserto (Vd. AGINJÚ ÈRÙN)
ASÁLÉ – anoitecer
ASAN - vaidade
ÀSARO - ensopado
ÀSE – Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: designa principalmente o poder e a força vital. Além disso, refere-se ao local sagrado da fundação do terreiro, tanto quanto a determinadas porções dos animais sacrificiais, bem como ao lugar de recolhimento dos neófitos (vd. Runko). É usado ainda para designar na sua totalidade a casa-de-santo e a sua linhagem.
ÀSE – poder, lei, ordem, força, maior, assim seja
ASEFE – engraçado (Vd. PANILERIN)
ASEGUN – vencedor
ÀSEJE – remédio (Vd. ÓGUN)
ÀSEKO – humanidade, hora (Vd. ÀGO, ÀSIKO, ARÁIYE)
ASÉ-NLA - banquete
ASEWÉ – autor
ÁSIA - bandeja
ÀSIKA – andarilho
ÀSÌKÒ – idade, época, estação, hora, prazo (Vd. AKOKÒ)
ÀSIKO – humanidade (Vd. ÀSEKO, ARÁIYE, ÀGO)
ASILE - transplante
ASINWIN - tarado
ASIPA – primeiro chefe de Lagos e pertence à família de Alafin
ASIRARÁ – nada, totalmente
ÀSISE – erro
ASIWERE – louco (Vd. OKOLORÍ, ÌSÍNWIN)
ASO – roupa, pano (Vd. AGABDÁ, ÉWÚ)
ASO ÀRÍYÁ – traje a rigor
ASO FÈRESÉ – cortina
ASO GÍGÙN – vestido longo
ASO ÌBORA, ASO ÌBÚSÙN – colcha, lençol, cobertor
ASO ÌLÉKÈ – paletó (Vd. KOTU)
ASO ÌNU AWO – pano de copa
ASO ÌNUJÚ – toalha de rosto
ASO ÌNURA – toalha de banho 
ASO ÌRÒRÌ – fronha
ASO IWÉ LOKUN - maiô
ASO ÌWÒSÙN - pijama
ASÓJÚ – representante
ASOJÚ ÌLÚ NIBOMIRAN – embaixada
ASO-KÍKO – ato de bordar a roupa
ÀSOLÚ, ASOMÓ – unir (Vd. DÀ-PÒ)
ASO ÒFO – túnica 
ASO-ÒJO – capa de chuva
ASO ÒKÈ – pano da costa
A SÒRÒ MÀGBÈSÌ - rádio
ASO TÁBÌLÌ – toalha de mesa
ASÓTÉLÈ – profecia, dica, aviso
ASO TITÉ SÍLÈ – tapete (Vd. KUBUSÚ)
ASOWO - comerciante (Vd. OLOJÀ, ONISOWO)
ASSOBÁ - sumo sacerdote do culto de Obaluaiyê.
ATA – pimenta
ÀTÀ – cumeeira
ATAFO - unheiro
ATAFO-OJÚ - catarata
ÀTAKÓ – oposição 
ATALÈ – gengibre
ÀTAN - varal
ATA NLÁ - pimentão
ÀTANPA, ÀTUPÁ – lâmpada (Vd. FÌTÍLÀ)
ÀTÀNPÀKÒ – dedão do pé (Vd. ÍPONRÍ)
ATARÉ - pimenta da costa
ATÉ - nome do primeiro Obá de Xangô.
ATÉ – brincadeira (Vd. IRE, IDARAYÀ)
ATÉGÙN– vento, brisa (Vd. AFÉFÉ, AFEFEJEJE)
ATÉGUN – escada interna
ATEGUN – viagem (Vd. ÌRINAJO)
ÀTÈGÙNILÉ – escada (Vd. ÀKASO, ÀKÀBÀ)
ATÉGUN KÉKERÉ - degraus
ÀTELÉSÈ – sola do pé
ÀTÉLEWÓ, ÀTÉWÓ – palma da mão (Vd. ÀTÉWÓ)
ÀTI - e (conjunção)
ATI – e (preposição)
ÀTIJÓ – tempo antigo (Vd. AIYÉ BAIYÉ)
ÀTILENDE – nascimento (Vd. AGBESÓ)
ATISUN – sono (Vd. SISUN)
ÀTO – esperma, sêmen
ATOHUNRÌNWA – imigrante, estranho
ATORI - vara pequena usada no culto de Oxalá
ÀTORIN – vara de egun
ATORUNWA – celestial
ATOTÓ - calma
ATOTÓ A JÚ GBÉ RÒ! – saudação ao Orixá Omolu e Obaluaiê (Calma que o médico que vem nos acudir)
ATUKÓ – marinheiro 
ATULÉ - lavrador
ÀTÙPÀ – lanterna, lampião
AUÁ - nós.
ÀWA – nós, nosso, nossa
ÁWA – nós (pronome) (Vd. WA)
ÀWA-NÓS ÁWAKÓ – motorista, piloto
ÀWAWI - desculpa
AWAKÒ-OFURUFÚ – aviador
AWÌN - crédito
AWÓ – galinha, couro, pele, rede de pescar
ÀWÒ – cor
ÀWO – prato, louça de barro, travessa de colocar comida (Vd. FIFÈ NLÁ, ÁBO
AWÒ – brigar
ÁWO – culto, fundamento
AWO – mistério, segredo (Vd. OROIJINLÉ, PAJUBÀ, AWÓ)
ÀWÒ ARA – cor da pele
ÀWÒ ARO, ÀWO BÚLÚÙ – azul (Vd. ÀWO ÒRUN)
ÀWO BÚRÁWÙN - castanho
ÀWODI – gavião, facão (Vd. ÀDÁ ÒBE)
ÀWO DÚDÚ – preto
ÀWO ELÉERÚ – cinzento
ÀWO ELÉSÈ ÀLÙKÒ - roxo
ÀWO ERÚ - cinzeiro
ÀWO EWÉ – verde (Vd. AIDÉ)
ÀWO FÀDÁKÀ – prata (Vd. IDE)
ÀWO FUNFUN – branco
ÀWOGBÉ, AWOJÍJI – espelho
ÀWO FIFÈ NLÁ – travessa (de colocar comida)
ÀWO ÌFOWÓ – pia 
ÀWOJÍJI – espelho (Vd. DÍÍ)
ÀWOJO – reunião, encontro (Vd. ÌPADÉ)
ÀWO KÉKERÉ – pires
ÀWOKI - velório
AWO KOTO – bacia
ÀWON – os, as, eles, elas
AWÒ OJÚ – óculos (Vd. IWOLULÉ)
ÀWOKÓTO - bacia
AWÓN – elas (pronome)
ÀWON NKAN – alguma coisa
ÀWON NKAN TÍTÀ – artigos (do comércio)
ÀWO ÒDODO - amarelo
ÀWO OJÚ ÒRUN – azul celeste
ÀWO ORÍSIRÍSI – cores variadas
ÀWO PAKO – marrom
ÀWO PUPA – vermelho (Vd. PUPA, BI ÈJÈ)
ÀWORAN – estátua, quadro, mapa
ÀWÒRAN EYA ARA - anatomia
AWORI – reino de menor importânncia ao sul de Egba
AWOSANMÁ – nuvens, nevoeiro, cerração (Vd. IKUKU)
ÀWOTELÉ – roupa de baixo
ÀWO WÚRÀ - ouro– Ouro (Vd. IWORÓ, WÚRÀ)
ÀWO YÉLÒ, ÀWO ÒDODO, ÀWO PUPA RÚSÚRÚSÚ – amarelo
AWUJALE – nome dado ao chefe de Jebu
AWUJE – feijão (Vd. ÈWÀ, OTILI)
AWUN ÒRUN – tartaruga, cágado
AWUNSO – tear (Vd. OWÚN, OFÍ)
AWURÓ – manhã (Vd. ÀÁRÒ, ÓWURÓ, RAN, ORO)
AXÉ – Assim Seja, Amém, e/ou força espiritual
AXEDÁ - oriki, nome sacerdotal
AXEXÊ - cerimônia fúnebre.
AXO - roupa.
AXOGUN – Ogã encarregado de sacrificar, segundo regras precisas, animais destinados ao Orisá.
AYÀ - Peito
AYABÁ - orixá feminino, senhora idosa
AYABA – rainha, divindade feminina
AYAN – árvore de tronco muito duro que não é derrubada com machado. É consagrada à Xangô
ÀYÁN - fedor
AYÁN - barata
ÀYÀNMO – destino (Vd. ODÚ, KADARA)
AYÊ – céu
AYEDÉRU – travesti
AYIELÈ - pombo (Vd. EIYELÉ, ERUKUKÚ)
ÀYEMO - exame
ÀYIKÁ – círculo, período (Vd. OBIRIKITI)
AYINRARÉ - vaidoso
AYÓ – felicidade, exaltação, alegria, jogo (Vd. ALÀFIA)
AYÓ - abundância
AYÒJU – alegria excessiva
ÀYPADÁ – troca (Vd. PADA)
AYUN-ABO – ida e volta (Vd. LÍLÒ)

O IDIOMA YORUBÁ


O idioma Yorubá pertence à família de línguas do Sudão, tendo sido escrito pela primeira vez no século 19, por missionários cristãos e falado nas diferentes regiões da taual Nigéria. 

Era um idioma estritamente oral, tendo sido utilizado os fonemas latinos para dar uma forma escrita aos sons das palavras ouvidas. Chegou até nós no periodo da escravatura, tendo se tornado a língua geral falada nas comunidades negras. Seu ultimo refúgio foi nas comunidades de candomblé., nas modalidades Kétu, Èfòn, Ìjèsà e demais que se utilizam de elementos culturais Nagôs. tem sido mantida através de cântigos, rezas e expressões diversas, estando aí um dos fortes motivos para a manutenção de tradições seculares. 

O seu conhecimento deveria estar no mesmo nível de interesse do conhecimento de atos religiosos, o que não vem ocorrendo. Por esse motivo é utilizado mais pelo hábito de ouvir e repetir palavras, sem o conhecimento necessário de sua articulação e aprendizado de suas regras básicas de conservação. 

Como os demias idiomas, é um instrumento para a comunicação entre as pessoas numa sociedade em que, tudo o que se faz têm o apoio de rezas, cântigos, e declamações neste idioma. Dependendo do grau de instrução que se tenha ou do cuidado com que se fale, pode-se usar a língua correta ou incorretamente. 

Quando usado corretamente, consagram as normas do culto. Mas se usada incorretamente, dá origem aos "vícios de linguagem" que, em longo prazo, desfiguram o idioma e, sem que se dêem conta, acabam contribuindo para difundir os erros e até mesmo incorporá-los ao idioma. Para confirmar, basta verificar como são diferentes a forma de expressar as palavras de muitos cântigos, rezas e conversações simples, de terreiro para terreiro. Esta é uma das razões da dificuldade encontarada na tradução para se saber o que se canta e o que se reza. 

A perda do som original de muitas palavras, e os vícios já creditados como corretos, impedem a interpretação de certas palavras que ao serem traduzidas, não conferem com o desejo do momento. Esta situação vem dando margem a que pessoas, no afã de traduzir, substituam essas palavras por outras que mais lhe convém, provocando mudança total no sentido daquilo que se deseja naquele momento. 

Em outros casos, a tradução fica destituída de significados, passando a não ter nenhuma relação com o ato que está sendo feito naquele momento. São pessoas predispostas a exibir conhecimentos para os quais não foram qualificadas por falta de seriedade científica, pelo fato do que for apresentado poder vir a ser aceito como autêntico, criando novos vícios para uma religião plena de problemas a serem solucionados. 

A linguagem é a chave cultural de um povo. Sem rever seus aspectos, origem e formas, não podemos nos construir na religião, pois na maioria das vezes não se sabe o que se canta e o que se reza. 

O seu aprendizado será a resposta para muitas dúvidas que existem na religião. Mas não somente em saber interpretar os cântigos e rezas como forma de curiosidade, mas sim pelo fato de poder sentir mais intimamente, através do seu conhecimento, o alto grau de religiosidade que existe nas mensagens. E a sua utilização terá uma extensão maior ao ser empregado também na literatura humana e de uso corrente. 

O alfabeto Yorubá é muito similar ao português, exceto para algumas letras que são pronunciadas de forma diferente. Compôe-se de 18 consoantes e 7 vogais: 

A B D E E F G GB H I J K L M N O O P R S S T W . . . 

Letras repetidas acima que se utilizam de um ponto em baixo: O, E, S

Vogais Orais: A E E I O O U . .

Vogais Nasais: AN, EN, IN, ON, UN 

O Yorubá como língua Tonal, utiliza-se de três sons: alto, médio e baixo ou grave, representados por acentos superiores nas vogais: acento agudo, som alto, acento grave, som baixo e sem acento, indicando o som médio ou a voz normal. Isto quer dizer que eles não devem ser confundidos com nossos acentos. Um ponto colocado embaixo das vogais E e O, lhes dá o som aberto, caso não o tenham terão o om fechado. As vogais quando seguidas da letra N, terão um som nasal. A letra S com um ponto embaixo tem som de X ou CH, caso não tenha, terá o som natural da letra S. 

Pronúcia de algumas letras: 

G: tem um som gutural ou seja, deve ser lido como em Gostare unca como em Gentil.

H: tem som expirado aproximado de rr.

J: tem som de dj, como em adjetivo, adjacente, adjunto.

R: leia como em arisco, nunca tem o som de rr.

W: tem o som de u.

Y: tem o som de i.

S: tem o som normal, sendo que, caso tenha um ponto ou tracinho embaixo, terá o som da letra x.

P: tem o som de kp, que devem ser lidos juntos.

GB: deve ser pronunciada com as duas letras juntas. 

A Estrutura Silábica da língua Yorubá consiste de qualquer vogal ou de uma consoante seguida de uma vogal. Como consequência do Yorubá ser uma lingua tonal, a mesma consoante combinada com uma vogal poderá formar diferentes palavras com tons, acentuações diferentes, comom por exemplo: 

Ra: no tom médio significa raspar

Rá: no tom agudo ou alto significa rastejar

Rà: no tom grave significa comprar, amarrar.

Wá: no tom agudo significa procurar, vir, dirigir, dividir.

Wà: no tom grave significa ser, existir, haver. 

Os pronomes pessoais antecedem todos os verbos Yorubá. isto quer dizer que devemos especificar o sujeito de todo verbo Yorubá para que se saiba quem fala, com quem se fala e de quem se fala.

Os verbos não se alteram na conjugação, eles são distinguídos pelos pronomes, e os tempos são conhecidos por marcas indicativas de tempo. vejamos alguns: 

Ti: faz o tempo passado; também significa a palavra já, para enfatizar uma ação feita.

Kò máa dáwò lóní: Ele não costuma jogar hoje 

O vocabulário Yorubá tem sido ampliado por meio de disversos procedimentos. Dentre as palavras criadas, muitas foram resultantes da utilização das partes do corpo humano, é utilizado para definir as coisas altas e destacadas; as mãos, as coisas que dão segurança, os pés, para uma firmeza, os olhos como a parte principal de alguma coisa, as nádegas, como a base do corpo. Deste modo, podemos relacionar algumas palavras: 

Orí: cabeça 

Òkè: montanha 

Orí òkè: topo da montanha 

Orí igi: topo da árvore 

Ojú: olhos 

Orùn: sol 

Ojúorùn: disco solar 

Bajé: estragado 

Inú: estômago 

Inúbàjé: aborrecido 

A linguagem se utiliza bastante da técnica de figura da fala na construção de seu vocabulário.A extensão figurativa do uso da palavra para abranger outros significados é mais usada entre os Yorubás do que em muitos outros idiomas. Algumas frases, se não forem bem compreendidas, poderão sugerir outras interpretações, como vem ocorrendo na interpretação muitos cantigas na roda de candomblé.

O Yorubá raramente inventa uma palavra novamente. Procura combinar a semelhança do novo objeto já familiar. A composição é então formada para designar o novo objeto. O trem, o avião, o navio foram introduzidos na cultura na mesma classe dos meios de transporte. A palavra chave é Okò (colocar um ponto embaixo das letras O) Como foram designados: 

Okò okun(mar)= navio

Okò irin(ferro)= trem

Okò òfurufú(ar)= avião

Aprender um idioma é o mesmo que aprender qualquer outra habilidade: exige prática. Há uma diferença entre compreender o significado de uma palavra e falar um idioma. É isso que vem acontecendo nos candomblés. 

Não é de hoje que se canta o que se ouve sem a menor preocupação de se entender o que canta, as variações dessas mesmas cantigas de uma casa para outra e muitas vezes sendo da mesma nação. 

A facilidade de como as pessoas criam e inventam palavras, aglutinando-as, colocando acentos e aportuguesando o Yorubá, como que quisessem reinventar o idioma, que já sofreu com seus dialetos e luta para manter o idioma Yorubá. 

Pesquisa: ICAPRA-Instituto Cultural de apoio a Pesquisa às Tradições Afro.
Professor: José Beniste responsável pelo curso de Yorubá

COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ - O NOVO PASSO DO BLOG.

Motumbá a todos vocês, meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Como temos visto estes dias, nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, esta de fato passando por uma nova estrutura na questão de suas postagens. Assuntos misturados, foco perdido, foram de fato motivos fundamentais para esta mudança tão brusca. Mas que no fundo da verdade para um bom filho de OGUM que sou nada melhor que uma radicalidade as vezes para se alcançar bons frutos posteriores. 

É como se fala para ter uma boa caça, digamos assim, é necessário os meios fundamentais para conquistá-la. Para uma boa vitória, nada melhor que uma boa luta. E lutar por nosso BLOG e pelo crescimento espiritual de cada um seja visitante, seguidor ou um mero (a) curioso (a), no bom sentido, pra mim é fundamental.

Com as postagens de ontem já terminamos a primeira parte que se refere ao ORIXÁ OGUM. Deixo claro que poderão ter mais postagens referentes a este grande ORIXÁ, SENHOR DOS CAMINHOS, mas as mesmas serão postadas de forma coerente,  sequencial e em forma de uma SEGUNDA COLETÂNEA para não fugir do seu tema central, quando chegar a hora.

Estamos partindo para os caminhos de OXÓSSI (ODÉ), mas antes disso vou partilhar com todos vocês a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, pois se trata de uma realidade constante dentro de muitas CASAS DE ASÉ, e é sempre bom conhecer ainda mais nosso tão vasto DIALETO YORUBÁ e seus significados.

Espero que gostem e compartilhem conosco o que estão de fato achando destas mudanças em questão.

Pedro Manuel T' Ogum.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

MÃE ANA DE OGUM CONVIDA A TODOS

Com grande alegria MÃE ANA DE OGUM, representante direta do ASÉ OXUMARÊ, aqui em São Paulo. Convida a todos para a grande festividade anual de seu ORIXÁ OGUM, em seu ILÊ ASÉ, aqui em São Paulo.


Nós do BLOG OLHOS DE OXALÁ, estaremos presentes nesta festividade, ao nosso grande PAI OGUM.

ORIKÍ DE OGUM


Ògún ng bátákun rí àwon mbe jì (Ògún eu inteiramente, em qualquer tempo me entrego a você.)
Ké bòro Ògún jò (Corta facilmente Ògún queima como luz do fogo) 

Ògún Ilé (Ògún da casa)

Şó şògo-lo nã (Teimoso glorioso em primeiro lugar)

Ògún Ilé (Ògún da casa)

Ké bòro Ògún jò (Corta facilmente Ògún queima como luz do fogo)

Ké bòro Ògún jò (Corta facilmente Ògún queima como luz do fogo)

Ògún Ilé (Ògún da casa)
Àgó-lo nã Ògún o òní ké (Tenda ou acampamento mais avançado de Ògún hoje chora)

Àgó itęramóşe òní ké (Acampamento perseverante hoje chora)

Ké Ògún ìtoríwa (Chora Ògún chora por nossa conta)

Ké ké boró şó ìtoríwa (Chora corta facilmente teimoso por nossa conta)

Ké ké boró şó ìtoríwa (Chora corta facilmente teimoso por nossa conta)

ORÍKÌ DO ORÍŞA 
Òsí mọ lé (Esquerdo constrói o prosseguir em frente)

Olo mi ní ilé fi ẹjẹ wẹ (Senhor de meu respirar, possui morada em meu sangue) 

Õlà sọ ní ilé (Conserta brigas do lar)

Fi ìmọ bọ rá (Para saber nutrir e guarnecer)

Là ká aye (Nascer do sol colhe os frutos da vida)

Mọju ré (Olha de sosleio e vai embora) 

Ma jẹ ki irin (É feito de denso aço)

Ìjà rẹ ìBa Ògún (Sua luta tem Ògún)

Ìbárẹ olo mi ní ilé (Dedica-se senhor de minha casa)

Fi ẹjẹ wẹ (E do meu sangue)

Fẹ jẹ wẹ ẹjẹ (Amplo feito de sangue bom)

Ta si ilé (Derrama luz na casa)

Ki le rọ (Com suas qualidades, apto faz uso dos metais)

Àşẹ (Força imaterial)

ORIXÁ ÒGÚN - IGBÓ - IGBÒ


Uma interessante cerimônia acontece todas as semanas, na África, para o Orixá Ògún-Igbó-Igbó, na pequena aldeia de Ishede, em Holi, região de floresta úmida situada exatamente na fronteira da república Popular do Benin (antigo Daomé) com a Nigéria. 

Trata-se de uma típica semana Yorubá, cujos dias são dedicados sucessivamente a Exú, Ogun, Xangô e Oxalá. 

Ishede permaneceu muito tempo isolado do mundo exterior, em função da natureza pantanosa do seu terreno, o que dificulta a construção de rodovias de acesso. Desta forma, esta aldeia tinha conservado até 40 anos atrás (quando foi realizado este ensaio fotográfico), os hábitos e os costumes religiosos dos antepassados, totalmente preservados das influências estrangeiras. Ishede era um excelente exemplo do que foram as cidades nagôs-yorubás antes da chegada dos missionários cristãos e mulçumanos e dos representantes do poder civilizatório. 

O Alase (guardião do poder) de Ògún Igbó-Igbó detém, na ladeia, a posição de chefe tradicional. \estando sua autoridade fundamentada na força deste Orixá, o poder que ele possui é de características teocráticas, O Alase assiste e preside as cerimônias realizadas a cada semana Yorubá para homenagem a Ògún Igbó-Igbó. 

O templo de Ògun Igbó-Igbó está localizado numa grande clareira da floresta, vizinha à aldeia. O santuário onde são venerados os ferros de Ògún, símbolos de seu poder, consiste em uma choupana redonda, de teto em forma cônica, precedida de um galpão cujo o telhado de palha é sustentado por pilastras de madeira esculpida. Ao lado do templo tem um pequeno cercado chamado Idomosun, onde são feitas as oferendas aos ancestrais dos participantes da cerimônia. Em outro cercado, em frente ao templo, guarda-se sob os cuidados de Yafero, o odundun, planta que acalma, conhecida no Brasil como Folha da Costa. 

Dois outros Orixás também são abrigados em choupanas ou cabanas, sendo uma de forma cônica, que é o templo de Exú, a outra guarda os objetos sagrados de Oxóssi, o caçador. Existe ainda um abrigo que serve de "caserna" aos Egbenlas, os soldados de Ògún. Os tocadores de atabaques são instalados ao ar livre, ao lado do templo de Ògún. 

Há ainda outros assentos em diversos lugares para os demais dignatários da cerimônia e, finalmente, para as mulheres que cantam para saudar, mas, que não entram em transe durante os rituais. O Alase também não entra em transe, este é um privilégio do sacerdote portador do título de Soba. 

A manifestação da presença de Ògún é acompanhada pelas presenças de Odé e Exú, que incorporam respectivamente em Onisegun e Oluponan. 

Uma mulher, Yafero, é encarregada de acalmar Ògún se ele se tornar muito violento. Ela participa de todas as danças do ritual. 

No dia consagrado a Ògún, o chão da clareira é cuidadosamente varrido, os sacerdotes dos Orixás e os dignatórios chegam uns após os outros tomam assento nos lugares determinados pela tradição. 

Depois de algum tempo de pausa, a orquestra composta de três atabaques entram em ação com seus cânticos e ritmos e os sacerdotes de Saba, Oxogun, Oluponan e Yafero, entram em transe e dançam em harmonia perfeita, uma espécie de quadrilha. Eles vão e vêm , saúdam os notáveis e pessoas presentes, Os egbenlas, soldados de Ògún, acompanham suas evoluções armados de facão. 

Ao fim de um certo tempo, cada um dos participantes retorna a seu assento no lugar que lhes foi reservado, os atabaques param de tocar, os Orixás retornam aos seus templos e os sacerdotes depois voltam para confraternizar com todos. 

Texto de Pierre Verger 
*Publicado originalmente na revista Bric à Brac, IV, Brasília, 1990 
Fotos sobre o texto podem ser vista no livro:Verger|Batiste - Dimensões de uma amizade.

BOM DIA, VAMOS DE OGUM PARA OXÓSSI

Bom dia a todos! Meu sincero Motumbá a quem é de Motumbá. Meu sincero Kolofé, a quem é de Kolofé. Mojubá a todos! E meus sinceros Saravá, a quem é de Saravá.


Em nome de toda EQUIPE OLHOS DE OXALÁ, em nome de toda EQUIPE DE CO-AUTORES, eu Pedro Manuel, COORDENADOR GERAL do BLOG OLHOS DE OXALÁ. Tenho a alegria de partilhar com vocês que daremos início hoje a toda reportagem das postagens de acordo com a REGRA DAS TRÊS PENEIRAS, onde iremos respeitar toda a seqüência correspondente a um tema em questão.


Neste inicio de retorno ao andamento de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, vamos reposicionar alguns tópicos pendentes de BABA MY OGUM, que ficaram ausentes na sequencia. Claro que OGUM possui vários assuntos ainda a serem abordados. Mas quando isso ocorrer vamos postar novamente em sequencial descrito com o tema COLETÂNEA OGUM - PARTE II. No presente momento ainda só daremos andamento do mesmo.

Outro tópico foi o fato de percebermos, pelo levantamento que fizemos para esta modificação, que a partir do MÊS DE MAIO DESTE ANO, tivemos uma queda de visitas e participações com respeito às postagens referentes ao ORIXÁ OXÓSSI. Mas verificando todas as postagens sobre este mesmo assunto pude ver que mesmo assim ainda faltou muita coisa.


Desta forma iremos reformular tudo a partir de hoje onde o que faltou será postado em sua totalidade. Teremos maiores explicações e lendas das QUALIDADES MAIS IMPORTANTES de OXÓSSI, como também outras realidades do tipo XIRÊS, CANTIGAS, CABOCLOS E CATIÇOS DE OXÓSSI, COMIDAS DE OXÓSSI, e muito mais informações.

O QUE ESPERO DE VOCÊS? Que participem mais, com seus comentários, criticas e sugestões. Pois isto nos será imprescindível para o bom andamento e excito do mesmo.

Que BABA MY OGUM e BABA MY OXAGUIAN, possam lhes dar caminhos e lhes abençoar em todos os instantes de suas vidas. 

Pedro Manuel T' Ogum

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OLHOS DE OXALÁ DE CARA NOVA

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Sei que para muitos que entraram em nosso BLOG durantes estes dias, devem ter tido de fato uma grande surpresa, ocasionando surpresas e até espanto.

Algumas delas por exemplo com a ausência de postagens, referentes o MÊS DE MAIO ate os presentes dias.

Mas por que estas mudanças tão bruscas assim? A resposta não poderia ser diferente: PARA FICAR MELHOR AINDA MAIS. Pois como constatamos e mencionamos na postagem anterior. Devido a uma série de acontecimentos, em nosso dia a dia, o BLOG OLHOS DE OXALÁ, saiu literalmente de sua sequência exigida por uma das seus regras de ESTATUTO: A REGRA DAS TRÊS PENEIRAS. 

Regra esta que de fato nos faz analisar cada postagem, ver o que convém ou não e seguir a sequência exigida.

Temas como: XANGÔ, OYÁ, OXUM, LOGUN-EDÉ, OMULU, NANA, EWÁ, IROKO, OSSAIN,  CANDOMBLÉ, além de incompletos estavam de fato faltando muitas coisas: COMIDAS, XIRÊS, CANTIGAS, CATIÇOS CORRESPONDENTES. Enfim muita coisa para ser postada e acoplada nos temas correspondentes. 

Desta forma, todas as postagens irão reaparecendo de acordo com sua SEQUENCIA. Claro que temos noção que muitos vão falar: - Ah, mas esta postagem eu já tinha lido! Sim estamos cientes que isto vai ocorrer é fato!

Mas ocorrendo isso já temos um bom indicio que de fato, você caro leitor (a), nosso seguidor (a), vai nos demonstrar que por mais imperfeito que o BLOG tenha ficado. Ele de alguma forma, serviu para algo ou para alguém.

Postagens como AS MENSAGENS DO DIA ou PENSAMENTOS irão retornar e isso vamos dar andamento sim devido ao grande número de pessoas que acompanharam tais postagens demonstrando de fato sua importancia. 

Desta forma, desejamos que a nossa nova atuação possa de fato atinguir suas necessidades fazendo ainda mais de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, um verdadeiro instrumento de crescimento em nossa fé quanto a nossa RELIGIOSIDADE seja ela da UMBANDA SAGRADA bem como do CANDOMBLÉ indiferente de sua NAÇÃO.

Agradecemos a compreensão de todos mas não podíamos deixar de ser transparentes para com todos devido às exigências de nossos: PAI OGUM E DE NOSSO PAI OXAGUIÃN.

sábado, 3 de novembro de 2012

NOTIFICAÇÃO A TODOS

Motumbá meus (minhas) irmãos (ãs) do BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Logo de manhã, estava reparando na estrutura das postagens de nossa grade em nosso meio de comunicação. E pude reparar que a sequência exigida numa das regras propostas dentro de nosso BLOG não esta sendo cumprida.

Ou seja, para que nosso BLOG FIQUE CADA VEZ MELHOR e de fácil ascesso a todos, vamos tomar uma atitude que pra muitos pode ser exagerada, mas para nós da EQUIPE BLOG OLHOS DE OXALÁ, vai ser benéfica a todos.

Vamos retirar algumas das postagens de MAIO para cá e vamos postar novamente mas de fato seguindo a sequência que nos propomos a todos a partilhar. Desta forma, vamos solucionando problemas como falta de informações de alguns ORIXÁS.

Sabemos que vai ser de fato um transtorno, mas tudo na vida para que fique melhor deve ser passado por uma reformulação, uma verdadeira análise de nós mesmos. E com o BLOG OLHOS DE OXALÁ, não vai ser diferente. 

Esperamos a compreensão de todos visando de fato uma melhoria em todos os sentidos.

Desde já agradecemos.

PEDRO T' OGUM E EQUIPE OLHOS DE OXALÁ

segunda-feira, 30 de abril de 2012

OBRIGADO OGUM POR ESTE MÊS DE ABRIL

Motumbá amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Estamos finalizando o mês de ABRIL. Mês que buscamos ofertar a todos vocês um pouco de conhecimento sobre nosso querido PAI OGUM. O grande ORIXÁ da guerra, das lutas, das batalhas, das demandas. Aquele que vai a frente de nossos passos, abrindo nossos caminhos. 

Que estes vídeos possam servir de maiores formas de homenagear este tão grande ORIXÁ que esta sempre presente em nossas vidas e pensamentos. 

OGUM GUARDIÃO DOS TEMPLOS

CANTANDO PARA OGUM

FESTIVAL OGUM

YORUBA OGUM

GRUPO CHEIRO DO PARÁ - HOMENAGEM A OGUM

NOSSA HOMENAGEM A OGUM

HISTÓRIAS DOS CABOCLOS MAIS CONHECIDOS DE OGUM

Caboclo Rompe ferro
 

Conta à lenda que o Caboclo Rompe ferro, foi um soldado na época da colonização portuguesa, ele era filho de branco com índio, que vendo o que o homem branco estava a fazer com seus irmãos indígenas, se rebelou, e passou a ajuda-los. Ele ganhou esse nome, por gostar de usar uma espada, e com ela ele saia desbravando as matas, e fazendo caminho para a fugo dos índios.
Esse Caboclo, e muito requisitado para desmanchar trabalhos malignos, desobsessão, quebrar demanda, abrir caminhos, e ajuda quem estiver sendo perseguido, tanto pela á justiça, e inimigos.
As entregas para esse Caboclo deve se entregues sempre, em caminhos abertos em matas, e ele tem muito pouco médiuns. Portanto e um guia raro, e de poucas palavras, mais quando ele diz , e com uma firmeza surpreendente. Anda sempre com Ogum e Exu, gosta de bebida, charuto, não admite que seus cavalos andem errado, exigindo sempre um carater reto. Dizem que ele vem também com armadura, para lembrar quando ele era soldado, mais na linha de caboclo, ele vem sempre de vestimentas de índio, com seus rosto pintado, pinturas de guerra. Sua estatura e alta, ele tem um ombro largo, sua pele e de cor de cabaça, seus cabelos são longos, usa um bracelete de ferro, sua feição e séria.

Ogum Beira Mar


Ele é o Senhor da sétima onda do Mar, defensor da calunga grande, senhor da guerra, indomável e imbatível defensor da lei e da ordem, defende os fracos e os que estão em demanda, peça licença para Yemanjá para entrar no mar e os portões serão abertos por Ogum Beira Mar.

Ogum Beira Mar, trabalha na linha do Mar, sua morada está na sétima onda do mar, aonde recebe suas oferendas e despacha todo mal na calunga grande, senhor dos encantos, fiel guerreiro de Yemanjá, guarda nas ondas do mar como um soldado o reino da mamãe.

Caboclo Ubirajara


Segundo o próprio Ubirajara, ele era um guerreiro da tribo dos Tupinambá, e nasceu aproximadamente em 1556 no território onde hoje e á Bahia. Segundo seu Ubirajara, ele foi feito guerreiro muito jovem porque na quela época sua tribo estava em guerra com os homens brancos(Os portugueses) E sua tribo inimiga os tupiniquins, a maioria estava doente e os jovens eram recrutados e treinados muito sedo. Com 16 anos ele enfrentou os portugueses e quase foi morto, mais quando ele completou 20 anos destruiu mais de 200, e o líder branco foi comido pela tribo. Ele ganhou fama porque só foi vitória quando ele liderava, sua fama foi tanta que os portugueses já tinham medo de andar nas matas onde pertenciam os tupinambás, e principalmente do índio com os peitos largos, alguns portugueses chamavam seu Ubirajara de fantasma da morte, ou o próprio Diabo. Na nova lei estabelecida entre os tupinambas era devorar os que sobrevivessem, e piedade não era muito praticada entre eles, Ubirajara também invocava os espíritos da floresta, e principalmente os guerreiros e devoto firme de Tupã (Deus em tupi-guarani), gostava de usar arco e flecha, escalava perfeitamente as árvores, sanguinário, com uma aparência séria e bonita, forte, feição fechada, com 30 anos Ubirajara se torna Cacique e lidera mais uma investida contra o homem branco, nessa investida eles matam mais de 1000 portugueses e tem apenas 67 perdas. Ubirajara relata que nunca perdeu uma guerra, á única guerra que ele e sua tribo não ganhou foi a ignorância, pois com o ritual do canibalismo, ele e a tribo inteira pegaram doenças graves, doenças que os índios não estavam preparados para enfrentar, e sua tribo foi extinta em 1604, Ubirajara morreu doente por volta de 1580.
Essa e a história do Caboclo Ubirajara, contada por ele mesmo em uma oportunidade que tivemos para conversar. Ele me falou que muitos irmãos dizem que ele e seu nome e um nome de uma grande linha de umbanda, outros dizem que ele nunca foi índio, e isso só aumentou o mito Ubirajara, mais que ele deixe bem claro, fui índio brasileiro, guerreiro e hoje cumpro minha missão com meus irmãos e filhos de santo em nome de Deus.