domingo, 25 de março de 2012

UM POUCO DE MÃE MENINAZINHA DE OXUM

A MENINA DA FÉ 


Nosso Pai Omolu abençoou, no ventre de uma filha de Nanã, uma criança. Uma menina que viria com uma grande missão, com a responsabilidade de um adulto e a alegria de uma criança. Ainda na barriga de sua mãe, essa menina já estava com o destino traçado: seria ela a Yalorixá Meninazinha D'Oxun, que herdaria o Candomblé de sua avó, Mãe Davina D'Omolu, uma sacerdotisa que foi iniciada pelo saudoso Pai Procópio D’Ogun, em 24 de julho de 1910, em um bairro de Salvador, chamado, na época, de Baixa Laje Ladeira do Ogum. 

Indo para o Rio de Janeiro, mãe Davina com amigos e irmãos-de-santo, enfrentaram diversas dificuldades na épo­ca. Juntamente com a tia pe­quena D'O_alá, tio Bankole, João Alaba e tio Abede, fizeram muitas festas em Mesquita, no Rio. 

No dia 10 do mês de julho de 1960, ocorreu a iniciação de mãe Meninazinha, nesta roça, em Mesquita. 

Com o passar do tempo, tia Pequena faleceu, e mãe Davina, que era mãe pequena do terreiro e já tinha o cargo de Yalorixá, assumiu as funções de mãe-de-santo. 

Com o desaparecimento de sua avó Davina, mãe Meninazinha foi à Bahia e trouxe os assentamentos de Nanã, de sua mãe biológica, e o Omulu de sua avó, começando, aí, a sua trajetória de dificuldades e alegrias, numa roça em Marambaia e Nova-Iguaçu, onde só ficou cinco anos, instalando-se, depois, em São Mateus, também na Baixada Fluminense, onde está até hoje. 

Mãe Meninazinha nos conta sobre os candomblés antigos, onde se fazia tudo à luz de carbureto, no chão de terra batida e conservada com estrume de boi, que tinha um cheiro de mato; uma cultura onde a natureza estava sempre presente. Mas isso não quer dizer que o Candomblé não deva se modernizar, mas tudo dentro do limite da religião. 

Originado de uma grande raiz do culto afro, seu avô Procópio do Ogum Ja, foi iniciado por uma antiga sacerdotisa da cidade de Palha e lavou a cabeça e deu continuidade com a avó de Olga de Alaquetu, Mãe Anizia. Consagrou sua casa ao senhor Omolu, mas adora seu orixá Oxum, na qual foi iniciada com muita fé e emoção, de uma verdadeira filha-de-santo. Ela põe seu grande sentimento de amor transcendental a Omolu ,que nunca lhe negou um pedido 

Com muita alegria e um testemunho de fé, ela fala dos milagres e bênçãos dados pelas divindades de sua casa no Ile Omolu Oxum. 

Dirigente séria e inteligente, ministra eventos em sua roça como: aulas de culinária, capoeira, danças, distribuição de cestas básicas e montou um memorial em homenagem aos orixás de mãe Davina. Gravou um CD com cantigas das divindades de Ketu, sua nação, e pretende se empenhar ainda mais para o crescimento e união do Candomblé. 

Nossa querida mãe, Meninazinha D' Oxum, eleva seu pedidos a Oludamaré, para que cubra todos os leitores o povo brasileiro com bênçãos e Omolu nos dê força, caminho, porque todo o caminho a trilhar tem uma luta e no fim tudo deve valer à pena. 

Exemplo de amor e fé onde, com todos os problemas, nunca abandonou o orixá. 

Olorum Modupé.

Mãe meninazinha de Oxum (021)2756-7635

Site: www.geocites.com/memorialiyadavina


Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – N° 03

sábado, 24 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

A mensagem do dia de hoje, vem pelas mãos de Pai Adelmo de Oxum, outro participante de nosso BLOG, que gentilmente nos enviou esta mensagem pelo perfil no ORKUT, OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG)

Agradeço de coração a meu Pai OGUM E MEU PAI OXAGUIÃ, por ter me permitido através deste BLOG, estar tendo a oportunidade de cada vez mais divulgar nosso tão amado CANDOMBLÉ  bem como os meus sinceros respeitos a UMBANDA SAGRADA a que amo muito. Bem como a oportunidade de estar conhecendo  a todos que passam pelos meus perfis no ORKUT, sejam de forma real ou virtual. 

Que OXALÁ ilumine cada vez a vida de todos vocês. Meus sinceros respeitos. Pedro de Ogum.


P.S. Amanhã, 25/03/2012, teremos novidades aqui no BLOG com a postagem de um filme muito bom que quero compartilhar com todos vocês e que fala muito sobre nossa tão amada religiosidade. Até lá. 

ALGUNS EXEMPLOS DE MÃE STELLA DE OXÓSSI

Motumbá irmãos (ãs) deste BLOG OLHOS DE OXALÁ


Dando seguimento sobre o tema CANDOMBLÉ, estamos adentrando nos Ilês Asés mais famosos de nosso amado BRASIL. Demos início falando um pouco sobre o TERREIRO DO ENGELHO VELHO CASA BRANCA, seguido por ILE ASÉ OPÔ AFONJÁ.

Desta forma, estou passando para todos vocês alguns dos temas mais trabalhados por MÃE STELA DE OXÓSSI, zeladora do respectivo Ilê Asé Opô Afonjá. Temas estes muito cotidianos e que devem ser pensados e repensados. Vejam conosco.


A QUESTÃO DO MEIO AMBIENTE


CAMINHADA PELA VIDA E LIBERDADE RELIGIOSA


PROJETO CASA JORGE AMADO


Espero que estes poucos vídeos possam ter sido alguns exemplos dos grandes feitos desta mulher do Axé, que representa dignamente nossa religiosidade Africanista.

Ilê Axé Opó Afonjá


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 




Ilê Axé Opó Afonjá, (Casa de Força Sustentada por Afonjá),Centro Cruz Santa do Axé do Opó Afonjá, fundada por Eugênia Ana dos Santos, em 1910. 

§ O Tombamento Terreiro Opo Afonjá relizado em 28 de julho de 2000, pelo IPHAN 

§ Endereço: Rua Direta de São Gonçalo do Retiro, 557, Cabula -Salvador, Bahia 

§ Livro Histórico: Inscrição:559. Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição:124 Nº Processo:1432-T-98 

História 




A história do Terreiro do Axé Opô Afonjá (outros Nomes: Terreiro de Candomblé do Axé Opô Afonjá; Ilê Axé Opô Afonjá) assim como a do Terreiro do Gantois, está intimamente vinculada ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. 

Segundo vários autores, este terreiro serviu de modelo para todos os outros, de todas as nações. Um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Eugênia Anna dos Santos, fundou, em 1910, numa roça adquirida no bairro de São Gonçalo do Retiro, o Terreiro Kêtu do Axé Opô Afonjá. 

O terreiro ocupa uma área de cerca de 39.000 m2. As edificações de uso religioso e habitacional do terreiro, ocupam cerca de 1/3 do total do terreno, em sua parte mais alta e plana, sendo o restante ocupado pela área de vegetação densa que constitui, nos dias de hoje, o único espaço verde das redondezas. 

Por força da topografia do terreno, as edificações do Axé Opô Afonjá se distribuem mais ou menos linearmente, aproveitando as áreas mais planas da cumeada, tornando, no acesso principal, um "terreiro" aberto em torno do qual se destacam os edifícios do barracão, do templo principal - contendo os santuários de Oxalá e de Iemanjá -, da Casa de Xangô e da Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos. 

A organização espacial do Axé Opô Afonjá mantém as caracteríticas básicas do modelo espacial típico do terreiro jejê-nagô. Esses mesmos elementos, são também encontrados nos terreiros da Casa Branca e do Gantois, apenas com uma diferença: no Axé Opô Afonjá o barracão é uma construção independente, ao passo que nos dois outros terreiros ele está incorporado ao templo principal. 

Sacerdotisas 

Nome - período que exerceu o cargo 

§ Mãe Aninha - 1909-1938 

§ Mãe Bada de Oxalá - 1939-1941 

§ Mãe Senhora - 1942-1967 

§ Mãe Ondina de Oxalá - 1969-1975 

§ Mãe Stella de Oxóssi - 1976 

Escola 

A Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, faz parte do Ilê Axé Opó Afonjá. 

Museu 

O Museu Ilé Ohun Lailai (Casa das Coisas Antigas) inaugurado em 1999, está localizado no andar inferior da Casa de Xangô, onde reune a história do Axé, das Iyalorixás com objetos de culto e roupas em exposição.

Casa Branca do Engenho Velho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Casa Branca do Engenho Velho, Sociedade São Jorge do Engenho Velho ou Ilê Axé Iyá Nassô Oká é considerada a primeira casa de candomblé aberta em Salvador, Bahia. Constituído de uma área aproximada de 6.800 m², com as edificações, árvores e principais objetos sagrados. É o primeiro Monumento Negro considerado Patrimônio Histórico do Brasil desde o dia 31 de maio de 1984.

§ O Tombamento Terreiro Casa Branca, foi realizado em 14 de Agosto de 1986 pelo IPHAN. 

§ Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico Inscrição:093

§ Livro Histórico, Inscrição:504, Nº Processo:1067-T-82

História

A história da Casa Branca do Engenho Velho foi contada na III Conferência Mundial da Tradição dos Orixás e Cultura, realizado em Nova Iorque, pelo representante oficial da Casa Branca, José Abade de Oliveira, Ótun Olu K'otun Jagun.

Ilê Axé Iya Nassô Oká / Terreiro da Casa Branca

No período da escravidão no Brasil, os negros formavam suas comunidades nos engenhos de cana. Na Bahia, princesas, na condição de escravas, vindas de Oyó e Keto, fundaram um centro num engenho de cana. Depois se agruparam num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Nagô Ilè Asé Airá Intilè também conhecida como Candomblé da Barroquinha, que segundo historiadores, remonta mais ou menos 300 anos de existência, dentro do perímetro urbano de Salvador.

Sabe-se que esta comunidade fora fundada por três negras africanas cujos nomes são: Adetá ou Iyá Detá, Iyá Kalá, Iyá Nassô e Babá Assiká, Bangboshê Obitikô. Não se tem certeza de quem plantou o Axé, porém o Engenho Velho se chama Ilé Iya Nassô Oká.

Os africanos que se encontravam ali, lugar deserto naquela época, porém próximo ao Palácio de sua Real Majestade, tiveram receio da intervenção das autoridades no seu Culto, daí, Iyá Nassô resolveu arrendar terras do Engenho Velho do Rio Vermelho de Baixo, no trecho chamado Joaquim dos Couros, lugar onde se encontra até hoje, estabelecendo aí o primeiro Terreiro de Culto Africano na Bahia.

A Iyá Nassô, sucedeu Iya Marcelina da Silva. Após a morte desta, duas das suas filhas, Maria Júlia da Conceição e Maria Júlia Figueiredo, disputaram a chefia do candomblé, cabendo à Maria Júlia Figueiredo que era a substituta legal (Iya Kekeré) tomar a posse de Mãe do Terreiro. Maria Júlia da Conceição afastou-se com as demais discidentes e fundaram outro Ilé Axé, o Terreiro do Gantois.

Substituiu Maria Júlia Figueiredo na direção do Engenho Velho, a Mãe Sussu (Ursulina de Figueiredo). Com a sua morte nova divergência foi criada entre suas filhas, Sinhá Antonia, substituta legal de Sussu, por motivos superiores não podia tomar a chefia do Candomblé, em consequência o lugar de Mãe foi ocupado por Tia Massi (Maximiana Maria da Conceição).

Vencendo o partido da Ordem, dissidentes inconformados fundaram então um outro Ilé Axé, o Ilê Axé Opô Afonjá.

Maximiana Maria da Conceição, Tia Massi foi sucedida por Maria Deolinda, Mãe Oké. A direção sacerdotal do Engenho Velho foi posteriormente confiada à Marieta Vitória Cardoso, Oxum Niké, recentemente desaparecida.

Atualmente, assumiu a chefia da Casa, a Iya Lorixá Altamira Cecília dos Santos, filha legítima de Maria Deolinda dos Santos, carinhosamente chamada de "Papai Oké".

sexta-feira, 23 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Com grande prazer venho postar uma mensagem enviada ao perfil OLHOS DE OXALÁ ( O BLOG ), por um grande amigo chamado GUIDO. Um membro de nosso BLOG, mesmo ele sendo membro ativo e participante de uma IGREJA EVANGÉLICA, que por motivos de sigilo não vou postar o nome da mesma. 

Desta forma, esta atitude deste nosso amigo é de fato ver que até os EVANGÉLICOS estão de fato acessando nosso BLOG e como ele talvez muitos outros estejam começando a se abrir na busca de conhecer mais sobre nossa religiosidade. 

Que o exemplo dele seja de fato uma porta aberta para muitos que também busquem ver o CANDOMBLÉ ou a UMBANDA e outras realidades de MATRIZ AFRICANA de um modo claro e objetivo.

RECADO DE FRANKLIN DE OGUM

Bom Dia.

Neste domingo dia 25 de março a partir das 14:00 hs., haverá a reunião ordinária em prol da organização da Festividade em Homenagem aos Caboclos dia 29 de Abril, venho convidar todo Povo do Santo Umbanda, Candomblé, Catimbó, Jurema etc, para que juntos possamos organizar e movimentar a comemoração, pois se trata de uma festividade coletiva, onde todos poderam opinar sobre a organização e poderam também convidar seu amigos e amigas e assim mostrar o tamanho da nossa Religião, pois tem-se esquecido nos órgãos publicos.

Por isso é de suma importância a sua presença e colaboração para o sucesso do evento, pois aqui estão toda Liderança Religiosa em articulação para realização deste Mega Evento.

VENHA FAZER PARTE DESTA ORGANIZAÇÃO VOCÊ TAMBÉM!

Local: Avenida Eugênia, 340 Centro de Carapicuiba, próximo do Hipermercado Extra.

Horário: 14:00hs as 17:00 hs.


GUERREIROS DO AXÉ - CONVITE

Motumbá amigos (as).

De fato quando a participação se torna concreta podemos fazer de um ideal tomar um tamanho muito maior do que imaginamos. 

Com esta colocação nosso amigo, PAI GUIMARÃES DE OGUM, presidente dos GUERREIROS DO AXÉ, convida a todos a participar deste evento em nossa cidade de São Paulo, na frente do Parque do Ibirapuera.


Muitas vezes nem chegamos a ter conheçimento do que vem a ser a Associação GUERREIROS DO AXÉ. Sinceramente aconselho a todos que tiverem interesse em ter maiores esclarecimentos nesta questão que acessem o seguinte site: www.marchadoaxe.com.br

Nele você encontrará suas respostas bem como muitos outros assuntos.

Vejam o seguinte vídeo que eles nos oferecem:



Unsó Cunã Oreluere - Convida

Com grande alegria tenho visto que a participação dos membros deste BLOG tem se destacado de forma grandiosa no perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), lá no ORKUT. Desta forma, partilho com vocês nesta manhã, mais uma postagem do convite do UNSÓ CUNÃ ORELUERE, para sua FESTA DO EXÚ MAYABO.

quinta-feira, 22 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Esta mensagem que partilho com todos vocês foi enviada carinhosamente por meu amigo PENA, do meu perfil OLHOS DE OXALÁ (O BLOG) no ORKUT

FAÇA COMO ELE E MUITOS OUTROS NÃO DEIXE DE PARTICIPAR TAMBÉM. VOCÊ É IMPORTANTE PARA NÓS.


OS ESTUDOS DO BLOG

Amados (as) amigos (as) de nosso BLOG, motumbá. 

Tenho de fato me alegrado a cada dia ao ver nas estatísticas os resultados das visitas diárias por cada um que passa por nosso BLOG. E mais ainda por ver que os ESTUDOS que tenho postado estão tendo uma boa procura.

Estes estudos foram criados por mim ainda no meu tempo que era aluno interno de um SEMINÁRIO CATÓLICO aqui em São Paulo, como parte da minha tese para o meu Doutorado, onde partindo dele eu seria ordenado como sacerdote: PADRE

Os estudos como:
A CRIAÇÃO SOB O OLHAR CANDOMBLECISTA é um estudo composto por TRÊS PARTES, que visa mostrar que dentro do Livro de Gênesis, da Bíblia Sagrada a presença dos Orixás já se faziam sentir.

A QUESTÃO DO PECADO SOB OLHAR CANDOMBLECISTA, outro estudo que visa mostrar a diferença do ponto de vista CATÓLICO-PROTESTANTE e do CANDOMBLÉ, quanto a esta realidade. Lembrando que já foram postadas sobre este assunto, DUAS PARTES, mas que ainda faltam algumas devido a complexidade do assunto.

Outras questões como o SACRIFÍCIO DE ANIMAIS, o ADULTÉRIO, o ponto de vista sobre o HOMOSSEXUALISMO também fazem parte do conjunto que formam estes ESTUDOS. Outros assuntos como os MANDAMENTOS DIVINOS, a INSTITUIÇÃO DA IGREJA, também fazem parte desta realidade.

Mas para que faço isso? Muitas vezes, vemos de todos os lados sofremos verdadeiros ataques quanto a nossa opção religiosa. Uns dizem (como todos já sabem) ser coisa do diabo. Outros já dizem coisas totalmente absurdas como que se estivéssemos numa constante batalha da procura de novos adeptos ou fiéis. Mas por que a discórdia de informações acontece de forma tão ofensiva? Me perdoem a verdade, mas por falta de conhecimento. NADA MAIS NADA MENOS.

E pelo que me consta e que já me foi passado para saber lidar com certas situações temos de falar de igual para igual. O saber ler a Bíblia não mostra ser o dono da verdade. O saber pregar a PALAVRA DE DEUS, não significa pô-la em prática. Pois muitas vezes vemos isso pessoas indo em direção aos seus cultos todos arrumados para verdadeiros banquetes que não deixa de ser mesmo. Com suas Bíblias debaixo do braço. Louvando e agradecendo, com cânticos e louvores, aos gritos e até nos prantos, sem ter a noção que DEUS NÃO É SURDO em muitos casos como temos visto. 

E também de nada vale usar belas roupas, saber pregar bem, saber louvar como se convém. Mas fora de seus cultos, fora de seus templos, perderem parte de seu tempo falando mal de seus próprios irmãos de fé ou até mesmo atacando nossa religiosidade. 

Desta forma, meus amados (as) irmãos (ãs), eu falo isso de propriedade pois vi muito isso até mesmo SEMINARISTAS COMPETINDO COM SEMINARISTA para ver quem seria o melhor PADRE e qual a melhor paróquia que iriam adquirir. Enfim. Não sejamos iguais mas superiores, e esta superioridade vem pela HUMILDADE. Claro que não podemos ser arrogantes, mas sim saber falar com propriedade e conhecimento. Desta forma, teremos nosso lugar valorizado e menos atacado.

Desta forma, não deixem de acompanhar nossos estudos e irão ver que o referente a estes assuntos muitas vezes é surpresa para qualquer um de nós. 

HOMENAGEM ÀS PERSONALIDADES DO CANDOMBLÉ

Motumbá meus amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Aos meus mais velhos, meus respeitos e carinho. Aos Yawôs, força para continuarem a grande jornada da fé. Aos Abiãns, meu desejo de que acima das provações tomem a nossa religiosidade como porto seguro de uma longa história de amor e vitórias. Aos meus BABALORIXÁS E YALORIXÁS, sua benção.

Como é de conhecimento de todos que estão integrados na nossa religiosidade principalmente no Candomblé, na terça feira dia 20/03/2012, tivemos uma perda memorável de uma pessoa que na sua HUMILDADE soube conquistar o seu espaço. O respeito de todos. Estou me referindo a EGBOMI CIDÁLIA DE IROKO.

Com 82 anos de vida, ela nos deixa, com grandes lembranças. Conhecida por todos como a grande ENCICLOPÉDIA DO CANDOMBLÉ e tenho a certeza que será lembrada várias vezes por muitos aqui na Terra.

Desta forma, já que o assunto é HOMENAGEM ÀS PERSONALIDADES DO CANDOMBLÉ, não vou me preocupar a falar ainda mais de sua partida deste plano astral em direção a um outro nível superior, onde com OLORUM ela esta de fato olhando por todos nós. Mas vou me preocupar em destacar alguns nomes que como ela foram de fato destaque para nosso tão amado CANDOMBLÉ.

VALDOMIRO BAHIANO DE XANGÔ

DOTÉ ZÉZINHO DA BOA VIAJEM

MÃE MENININHA DO GANTUÁ

PAI PÉRSIO DE XANGÔ

EGBÔMI CIDÁLIA DE IROKO

Que estes nomes sejam de fato tomados por OLORUM. Plantados em solo firme pelas mãos de OMULU. Seus nomes e atitudes sejam levados pelos ventos de YANSÃ a todos os povos. Que suas lutas em favor de nosso CANDOMBLÉ tenham tido a força da espada de OGUM. Que seus exemplos sejam motivos de grande fartura espiritual pelas flechas de OXÓSSI. Que seus conhecimentos na religião sejam fortalecidos pelas folhas de OSSAIN. Que o seu amor e dedicaçaõ sejam lavados pelas aguas salgadas do mar de YEMANJÁ e purificados pelas águas de OXUM. Que suas sabedorias sejam  sustentadas pela força da grande árvore de IROKO. Que seus nomes sejam levados a todos os povos através do movimento de EXÚ. Que seu senso de justiça tenha sido firmado pelo machado de XANGÔ. Que sua partida tenha sido bem encaminhada pelas mãos de NANÃ. Que sua chegada a OLORUM, tenha sido feita pelos braços abertos de OXALÁ. Que sua beleza tenha sido plena pelo olhar de LOGUN-EDÉ. Que suas sabedorias e astúcias tenham sido fortalecidas por OXUMARÊ e EWÁ. E suas alegrias plenificadas pelos alegres olhos de IBEJI. Que sua força e garra se espalhem a todos que tomem de seus exemplos para seguir adiante pela espada de OBÁ. Meus respeitos a estes grandes nomes do CANDOMBLÉ.

quarta-feira, 21 de março de 2012

CONHEÇENDO UM POUCO MAIS SOBRE MAKOTA VALDINA

Motumbá prezados (as) amigos (as), de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.

Uma de nossas maiores preocupações é de fato sempre atualizar o nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ com conteúdos interessantes, reais, e que nos levem a crescer em conhecimento, bem como em melhorar nosso modo de ser, de proceder e até quem sabe de agir.

Para que isto aconteça tudo devemos ter como exemplos. E estes exemplos nada melhor de ser tirados por pessoas que são mais velhas em nossa religiosidade. Que já passaram por grandes experiências de vida, tanto pessoal como religiosas.

Assim uma das novidades que o BLOG terá é de fato buscar trazer para todos nós estes grandes exemplos de pessoas já iniciadas, mas que além de serem nossos "MAIS VELHOS", os quais damos de fato nossos sinceros respeitos. Mas tirar de cada um deles, um exemplo a seguir. 

Hoje eu trago para vocês um pouco mais sobre esta personalidade do Candomblé de Angola, MAKOTA VALDINA e logo teremos outros exemplos também. Espero que gostem. Axé.

FALANDO SOBRE O SAGRADO

Falar sobre questões de Descriminação Racial ou Religiosa é uma coisa que hoje em dia é constante. Mas temos sempre de ver com nossos mais velhos o que a religiosidade espera não somente da sociedade em si, mas também de cada um de nós.

Espero que gostem destes dois videos super atuais e que vem de encontro com nossa realidade de hoje.

21 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA LUTA PELA DESCRIMINAÇÃO RACIAL

Queridos amigos, a cada dia me surpreendo mais com o BLOG OLHOS DE OXALÁ e com todos que estão fazendo parte dele. 

Cada participação para mim é uma alegria, ainda mais quando estas participações se tornam colaborações importantíssimas. Pois isto me mostra que de alguma forma, este BLOG, esta sendo de fato um meio de comunicação a todos que fazem parte de nossa religiosidade, seja ela: UMBANDISTA OU CANDOMBLECISTA.

Lembrando que o BLOG OLHOS DE OXALÁ é aberto a todos aqueles que buscam conhecer, estar por dentro de todas as realidades que andam acontecendo sobre a nossa religiosidade. 

Desta forma, venho agora compartilhar com vocês esta postagem que meu amigo FRANKLIN DE OGUM, me enviou pelo perfil no ORKUT dos OLHOS DE OXALA (O BLOG). A fim que todos tenham conhecimento deste assunto que trata da DESCRIMINAÇÃO RACIAL E RELIGIOSA. 



Bom Dia!


A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. 

Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos. 

O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

O que é discriminação racial? 

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que: 

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1. 

Quantas vezes todos nós Já escutamos o nosso coração E aquela incansável voz
Que nos alerta para a discriminação!? 

Para quê pôr de parte?
Para quê discriminar?
Se somos todos iguais,
Não na cor, mas no olhar! 


E não importa, É o interior que interessa Porque todos pensamos e sentimos E, em todos nós, O sangue corre depressa! 

As pessoas não querem ver, Não querem ter a noção Que temos de lutar em conjunto Para combater a discriminação. 

Vamos esquecer os preconceitos E parar de apontar, Afinal todos queremos o mesmo: Ser feliz e os sonhos realizar! 

E, de que vale revoltarmo-nos Se isso de nada adianta?
Uma vez que todos gostamos de viver E, a todos, a mesma música encanta! 

De que serve privar o outro De uma existência feliz, Se não é a nós que isso cabe,Toda a gente diz! 

Há que bater o pé, Há que dizer “não”, Há que respeitar o outro Para que prevaleça a união! 

E em vez de olharmos para a pele, Vamos todos olhar para o coração!
E ver o outro como ser igual Não como um ladrão! 

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

Nelson Mandela


PROGRAMAÇÃO DO TOQUE DE CABOCLO EM CARAPICUÍBA

Queridos amigos (as), motumbá!

Com grande alegria venho postar esta PROGRAMAÇÃO DO 1º TOQUE DE CABOCLO NO PARQUE ECOLÓGICO DOS PATURIS EM CARAPICUÍBA. Um assunto bem interessante e maneiro de se participar. Lembrando que esta postagem me foi enviada no perfil ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG), pela F.U.C (FEDERAÇÃO UMBANDISTA CARAPICUIBANA).

Agradeço imensamente a Oxalá e a Ogum por estar me enviando pessoas a fim de colaborar sempre com nosso BLOG

F.U.C.:

1º Toque de Caboclo realizado no Parque Ecologico dos Paturis em Carapicuíba, a maior concentração de templo de Umbanda e Candomble da Zona Oeste, venha fazer parte deste grandioso evento e garanta seu Certificado de Participação e Valorização à Espiritualidade.

P R O G R A M A Ç Ã O 

10:00 horas Feira Cultural com diversos temas como:
                    Esoterismo
                    Moda Afro
                    Artesanato
                    Culinária e etc...
11:00 horas Ação Social com atendimento ao publíco em geral
                    Odontologia
                    Pediatra
                    Assistencia Juridica
                    Palestra sobre Intolerância Religiosa
13:00 horas Recepção das Comitivas de Terreiros de Umbanda e Candomblé
14:00 horas Recepção das Autoridades Civis, Publíca e Religiosas
14:30 horas Abertura do Festejo
15:00 horas Apresentação de Grupos Indigenas da região
15:30 horas Toque e Incorporação aos Caboclos
17:00 horas Homenagens aos Presentes com entrega de Certificados
18:00 horas Oração da Prosperidade


terça-feira, 20 de março de 2012

MENSAGEM DO DIA

Esta mensagem é colaboração da Egbomi Ana de Oxum, uma constante seguidora do nosso Blog e amiga no perfil OLHOS DE OXALÁ (O bLOG) no ORKUT. 

Ilê Axé Oxumarê

Ilê Axé Oxumarê
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumarê, Sociedade Cultural, Religiosa e Beneficente São Salvador, localizada na Avenida Vasco da Gama, 343, bairro da Federação, antiga Mata Escura, Salvador, Bahia. Foi fundada inicialmente no Calundú do Obitedó, Cachoeira, Recôncavo baiano.

Tombado pelo IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em 15/12/2004.

História

Casa de Oxumarê, Associação Cultural e Religiosa São Salvador - Ilê Oxumarê Araká Axé Ogodô, fundada por Manoel Joaquim Ricardo, Babá Talabi, entre o final do século 18 e inicio do séc.19, tem suas origens ligadas no culto à Ajunsun, praticado no Calundu do Obitedó, em Cachoeira - Ba. É considerada uma das casas mais antigas de candomblé abertas em Salvador. Localizada, atualmente, no bairro da Federação, com acesso também pela Av. Vasco da Gama, a Casa de Oxumarê foi reconhecida como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – IPAC, em 15 de dezembro de 2004.


Localização

A Casa de Oxumarê já teve o seu axé fincando em diversos locais. Inicialmente, entre os séculos XVIII e XIX, Manoel José Ricardo, Babá Talabi realiza o culto a Ajunsun, no Calundu do Obitedó, na cidade de Cachoeira, Bahia. Este é o marco de fundação da Casa de Oxumarê. Em 1830, registros documentais comprovam que a Casa de Oxumarê já realizava as suas atividades religiosas no bairro da Cruz do Cosme (atual bairro do Pau Miúdo), em Salvador. Para fugir das constantes perseguições, Antônio de Oxumarê transfere o Axé da Casa para o, então distante, bairro da Mata Escura, atual bairro da Federação.

As mudanças de locais de funcionamento da Casa de Oxumarê são fruto da sua resistência e a busca de assegurar a integridade dos seus filhos e filhas de santo. Contabilizando o seu nascimento no Calundu do Obitedó, a passagem pela Cruz do Cosme, e sua permanência na Mata Escura, atual bairro da Federação, a Casa de Oxumarê tem mais de 200 anos de existência.


Babalorixás e Iyalorixás

§ 1 - Manoel Joaquim Ricardo - Babá Talábi de Ajunsun - Africano da Costa, funda o Ilê Oxumarê ainda em Cachoeira, no final do século XVIII. Morre em 20 de junho de 1865;

§ 2 - Antônio Maria Belchior - Babá Salakó de Sangò - Conhecido como Antônio das Cobras - Nasce em 1839, é iniciado aos 6 anos, em 1845. Em 1863 assume a casa de Oxumarê, aos 24 anos. Falece, aos 65 anos, em 14 de janeiro de 1904, depois de administrar a Casa por 41 anos;

§ 3 - Antônio Manuel Bonfim - Babá Antônio de Oxumarê - Conhecido como Cobra Encantada, em alguns momentos também denominado de Antônio das Cobras - Nasce em 1879, aos 7 anos, em 1886 é iniciado por Babá Talabi. Em 1904, aos 25 anos, assume a casa. Aos 45 anos, em 16 de junho de 1926, falece. Administra a casa por 22 anos;

§ 4 - Maria das Merces dos Santos - Yá cotinha de Yewá - Nasce em 1886, aos 19 anos, em 1905 é iniciada. Aos 41 anos, em 1927 assume a casa e administra por 21 anos. Falece em 22 de junho de 1948, aos 68 anos;

§ Mãe Francelina de Ogun

§ 5 - Simplícia Brasiliana da Encarnação - Yá Simplicia de Ogum - Nasce em 2 de março de 1916, é iniciada aos 21 anos, em março de 1937. EM 1953, aos 37 anos, assume a Casa. Falece ao 51 anos, em 18 de outubro 1967. Dirigiu a Casa por 14 Anos;

§ No período de 1967-1974 a casa ficou sem atividades.

§ 6 - Nilzete Austricliano da Encarnação - Yá Nilzete de Yemanjá - Nasce em 28 de fevereiro de 1937. Aos 28 anos, em 14 de dezembro de 1965 é iniciada. Aos 37 anos, em 1974, assume a liderança da Casa. Falece aos 53 anos, em 30 de março 1990, após 16 anos de gestão;

§ 7 - Sivanilton Encarnação da Mata - Babá Pecê de Oxumarê - Nasce, em 30 de agosto de 1964 e é iniciado com menos de 2 anos, em 14 de dezembro de 1965. Em 1991, assume a casa com 27 anos. Mais de 20 depois, ainda é a maior liderança da Casa.

As Roupas no Candomblé - Casa de Òsùmàrè

As Roupas no Candomblé
Preocupados com a perpetuação sobre o vestuário dos praticantes do Candomblé, bem como dos nossos Òrìsàs, o Terreiro Ilé Òsùmàrè Asè Ogodo, vem por meio deste veículo, esclarecer alguns pontos, tendo como princípio a cultura que nos foi passada, ao longo de mais de um século de tradição. Percebemos que o complexo código de ética relacionado às vestes dos praticantes do Candomblé, está sendo diariamente infringido, expondo a nossa religiosidade de forma profana em meio à sociedade. Dessa forma, esse artigo tem por objetivo, dirimir dúvidas de pessoas que não tiveram o acesso à informação e, também expor a opinião do Asè Òsùmàrè sobre esse importante aspecto da nossa religiosidade.
Desatentos às hierarquias das indumentárias e vestimentas do Candomblé, muitos participantes (talvez pela falta de conhecimento) estão desrespeitando, não somente os seus mais velhos, mas também as nossas Divindades. Isso ocorre, principalmente, com a chamada "carnavalização" dos tradicionais paramentos dos Òrìsàs. A situação vem se agravando, ao ponto de recriarem os trajes, implantando assim, uma nova maneira de vestir os Òrìsàs e seus filhos, ignorando a tradições centenárias, originarias de uma Religião milenar e, desrespeitando, de forma muito preocupante, a essência de cada Òrìsà.
Com o cuidado de não ditar ou impor um código vestuário, apontaremos abaixo, apenas algumas violações (as mais recorrentes) que comprometem as tradições do Candomblé, descaracterizando de forma muito triste a nossa religião, bem como, algumas recomendações da nossa Casa.
ÌYÁWÓ
MOKAN: Uso indispensável
IKAN: Uso Indispensável
DILOGUN: Uso Indispensável:
“LAÇINHO” e “GRAVATINHA” ACIMA DO PANO DE COSTAS: Uso Indispensável
ROUPA DE SIRE: Até completar um ano de iniciada, deve-se dançar Sire de branco;
ÌYÁWÓ DO SEXO MASCULINO
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, Também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ: – NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
OGÁ (OGAN):
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ, CHAPÉU OU BOINA (NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
EKEJI (EKEDE):
SAIA: Ekeji não usa saia com anáguas de baiana;
TOALHINHA: A cada dia é mais raro vermos uma Ekeji com uma toalhinha para “enxugar” o Òrìsà.
ADES, COROAS E PARAMENTAS DE ÒRÌSÀS:
DISCERNIMENTO E COERÊNCIA: Deve-se ter coerência ao vestir os Òrìsàs (Nossos deuses são elementos da natureza, que utilizam representações da natureza, POR ISSO NÃO DEVEM SER CARNAVALIZADOS);
MÁSCARAS: É inadmissível a utilização de máscaras na confecção da Roupa dos Òrìsàs;
ALTURA DOS ADES: Deve se ter discernimento, coroas são coroas e não paramentos carnavalescos gigantescos;
ÒSÀLÁ: ÒSÀLÁ SÓ USA BRANCO. Esse é um Òrìsà Fúnfún, não admite prata ou “azul clarinho”
PENAS: Nossa religião é tribal, mas não indígena, a utilização de penas na confecção das roupas dos Òrìsàs deve ser ponderada e não excessiva;
SÀNGÓ: Não tolera roupas roxa ou preta;
ÀSÈSÈ:
HOMENS: Calça, Camisa de Ração (brancos) e Ékété;
MULHERES: Saia de ração e camisa de crioula (brancas);
PROÍBIDO: Brilho, Bordados, Vazados e Roupas Coloridas;
BATA:
QUEM PODE USAR: A utilização da bata é restrita as autoridades femininas da Casa (autoridade máxima, Ìyálásè, Ìyákekère, Ìyámaye, etc. - Se todas as Ègbón usarem batas, será impossível distinguir as autoridades);
CUMPRIMENTO: Bata é Bata e não vestido! Um ditado tradicional nos Candomblés da Bahia diz: Quanto Maior a Bata, Maior a Ignorância da Ègbón;
PANO DE CABEÇAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Cabeça é restrita às mulheres (o Babalòrìsà “em sua casa” tem a autonomia de optar ou não pelo uso. O pano de cabeça, poderá ainda ser utilizado por homens, em obrigações internas em que o mesmo está “recebendo asè, como por exemplo Bori”);
ABAS: As abas do Pano de Cabeça, estão relacionadas ao Òrìsà da filha de Santo e a sua idade de santo (se seu Òrìsà for Oboro – masculino, você não poderá usar duas abas, sendo que essa ficou para as filhas de santo, que possuem Òrìsàs Ayabas – femininos);
ALTURA DO PANO: Deve-se ter discernimento ao usar o Pano de Cabeças. O pano de Cabeças não é turbante com diversas voltas e de altura desmedida; Seu pano de cabeça também não pode ser maior do que o da sua Ìyálòrìsà;
PANO DE COSTAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Costas é restrito às mulheres.
UTILIZAÇÃO: O pano da costa deve ser colocado na altura dos seios (somente as autoridades quando estão trajadas de Bata, podem usar o pano na cintura);
USO TRASVERSAL DO PANO POR HOMENS: Indevido, à exceção das festividades do Pilão e durante o Pilão de Òsògíyàn;
FIOS DE CONTA:
AFRICANOS/CORAIS/PEDRAS: de uso exclusivo para autoridades do Candomblé e as pessoas com obrigação de sete anos (obrigações arriadas);
BOLAS DE PLÁSTICO: Não pertencem ao Candomblé;
SAIAS:
QUEM USA: Uso restrito à mulheres (homem não usa saias, mesmo se seu Òrìsà seja ayaba);
CUMPRIMENTO: A saia deve ser longa, cobrindo o calçolão (o uso de saieta é cabível somente para Òrìsàs masculinos – em mulheres);
ROUPAS BRILHOSAS E BORDADOS:
ROUPAS BRILHOSAS: A utilização de roupas com muito brilho está condicionada ao Òrìsà e à determinados Òrìsàs (existem roupas para dançar o Sìré e roupas para vestir os Òrìsàs, sendo que alguns também não toleram o brilho);
BORDADOS: As roupas bordadas como Rechilieu, Asa de Mosca, Roda de Quiabo e panos mais elaborados, são de uso exclusivo para autoridades e pessoas com obrigação de sete anos arriada;
BRINCOS E PULSERIAS:
Ìyáwò de Òrìsà Oboro (Santo Masculino), não deve usar brincos e/ou pulseiras.
A Casa de Òsùmàrè, pede que as pessoas reflitam sobre a essência de nossa ancestralidade, os Òrìsàs. Uma Ìyáwò aguardar a conclusão de suas obrigações, para a utilização de determinadas vestes, não a coloca inferior à ninguém, muito pelo contrário, mostra somente sua resignação por um determinado período, em obediência às regras do Candomblé pelo seu Òrìsà. 
O cumprimento desses interditos, confere ainda mais valor à obrigação de sete anos, em que a então ìyáwò, poderá utilizar-se de outras indumentárias, estando desta forma, em outra fase de sua missão religiosa (torando-se uma ègbón). 
No Candomblé, todos os passos são galgados, assim como na vida, afinal, a criança não nasce andando, existe um processo de aprendizagem. Uma mãe preservadora resguarda sua filha das maquiagens até a idade certa, etc. Assim é o Candomblé.
Um Ogá não pode se sentir desprezado por não vestir-se como um Babalòrìsà, ele sim, deve se sentir orgulhoso em pode estar preservando a cultura dos antigos Ogá. Um Oga vestido com Ogá, é facilmente identificado em meio a multidão. 
O mesmo se aplica aos Babalòrìsàs, que não podem almejar as vestes femininas, pois nesse caso, ao invés de mostrar poder e distinção, evidência sua falta de conhecimento sobre a liturgia de cada elemento utilizado. 
A Casa de Òsùmàrè, não tem a intenção de ditar regras, mas sim, expor seus costumes, aprendidos ao longo de gerações, divulgado e esclarecendo muitas pessoas que jamais foram orientadas sobre como se vestir no Candomblé e por isso, cometem tantos erros.
Atenciosamente,
Casa de Òsùmàrè
José Pedro, Mutunbaxé, mutunbá! Sigo as diretrizes do Axé Oxumare por conta de nossa enesquecivel matriarca, aqui no Rio de Jnaiero, Mãe Teodora de Yemanjá, filha dileta de Mãe Cotinha de Ewá, a primeira Iyalorixá da Casa D'Oxumare. Este artigo é oriundo da própria Matriz: Ilê Axé Oxumare-BA. Essa matéria presta um enorme serviço de esclarecimento e comportamento liturgico. A forma de se vestirem de alguns zeladores homens no candomblé do Rio de Janeiro e São Paulo, quanto a vestimenta que se apresentam nos Xires de festas públicas é decepcionante e até constrangedor. Passaram a usar pano da costa sobre os ombros ou cobrindo o peito, turbantes enormes sobre a cabeça, jóias espalhadas pelo corpo, fios de contas que não traduzem o Orixá que representam, etc. Isso não é candomblé, isso é esquecer do Orixá que é o grande protagonista, é a vaidade acima do exagero, é a deformação da figura legítima da humildade de um zelador. Fique a vontade meu caro e dê o crédito a "Casa de Oxumare-BA". Axé.
Fernando D'Osogiyan | Março 16, 2012 at 12:10 am | Categorias: Candomblé | URL:http://wp.me/pds6I-15X