terça-feira, 20 de março de 2012

As Roupas no Candomblé - Casa de Òsùmàrè

As Roupas no Candomblé
Preocupados com a perpetuação sobre o vestuário dos praticantes do Candomblé, bem como dos nossos Òrìsàs, o Terreiro Ilé Òsùmàrè Asè Ogodo, vem por meio deste veículo, esclarecer alguns pontos, tendo como princípio a cultura que nos foi passada, ao longo de mais de um século de tradição. Percebemos que o complexo código de ética relacionado às vestes dos praticantes do Candomblé, está sendo diariamente infringido, expondo a nossa religiosidade de forma profana em meio à sociedade. Dessa forma, esse artigo tem por objetivo, dirimir dúvidas de pessoas que não tiveram o acesso à informação e, também expor a opinião do Asè Òsùmàrè sobre esse importante aspecto da nossa religiosidade.
Desatentos às hierarquias das indumentárias e vestimentas do Candomblé, muitos participantes (talvez pela falta de conhecimento) estão desrespeitando, não somente os seus mais velhos, mas também as nossas Divindades. Isso ocorre, principalmente, com a chamada "carnavalização" dos tradicionais paramentos dos Òrìsàs. A situação vem se agravando, ao ponto de recriarem os trajes, implantando assim, uma nova maneira de vestir os Òrìsàs e seus filhos, ignorando a tradições centenárias, originarias de uma Religião milenar e, desrespeitando, de forma muito preocupante, a essência de cada Òrìsà.
Com o cuidado de não ditar ou impor um código vestuário, apontaremos abaixo, apenas algumas violações (as mais recorrentes) que comprometem as tradições do Candomblé, descaracterizando de forma muito triste a nossa religião, bem como, algumas recomendações da nossa Casa.
ÌYÁWÓ
MOKAN: Uso indispensável
IKAN: Uso Indispensável
DILOGUN: Uso Indispensável:
“LAÇINHO” e “GRAVATINHA” ACIMA DO PANO DE COSTAS: Uso Indispensável
ROUPA DE SIRE: Até completar um ano de iniciada, deve-se dançar Sire de branco;
ÌYÁWÓ DO SEXO MASCULINO
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, Também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ: – NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
OGÁ (OGAN):
CALÇA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL JEANS, BERMUDA, ETC.)
CAMISA DE RAÇÃO (NÃO É TOLERAVEL CAMISA DE CRIOULA – USO EXCLUSIVO PARA MULHERES, também não se usa camiseta);
ÉKÉTÉ, CHAPÉU OU BOINA (NÃO É TOLERAVEL O USO PANO DE CABEÇA – À exceção do recebimento de Asè, em Oro);
EKEJI (EKEDE):
SAIA: Ekeji não usa saia com anáguas de baiana;
TOALHINHA: A cada dia é mais raro vermos uma Ekeji com uma toalhinha para “enxugar” o Òrìsà.
ADES, COROAS E PARAMENTAS DE ÒRÌSÀS:
DISCERNIMENTO E COERÊNCIA: Deve-se ter coerência ao vestir os Òrìsàs (Nossos deuses são elementos da natureza, que utilizam representações da natureza, POR ISSO NÃO DEVEM SER CARNAVALIZADOS);
MÁSCARAS: É inadmissível a utilização de máscaras na confecção da Roupa dos Òrìsàs;
ALTURA DOS ADES: Deve se ter discernimento, coroas são coroas e não paramentos carnavalescos gigantescos;
ÒSÀLÁ: ÒSÀLÁ SÓ USA BRANCO. Esse é um Òrìsà Fúnfún, não admite prata ou “azul clarinho”
PENAS: Nossa religião é tribal, mas não indígena, a utilização de penas na confecção das roupas dos Òrìsàs deve ser ponderada e não excessiva;
SÀNGÓ: Não tolera roupas roxa ou preta;
ÀSÈSÈ:
HOMENS: Calça, Camisa de Ração (brancos) e Ékété;
MULHERES: Saia de ração e camisa de crioula (brancas);
PROÍBIDO: Brilho, Bordados, Vazados e Roupas Coloridas;
BATA:
QUEM PODE USAR: A utilização da bata é restrita as autoridades femininas da Casa (autoridade máxima, Ìyálásè, Ìyákekère, Ìyámaye, etc. - Se todas as Ègbón usarem batas, será impossível distinguir as autoridades);
CUMPRIMENTO: Bata é Bata e não vestido! Um ditado tradicional nos Candomblés da Bahia diz: Quanto Maior a Bata, Maior a Ignorância da Ègbón;
PANO DE CABEÇAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Cabeça é restrita às mulheres (o Babalòrìsà “em sua casa” tem a autonomia de optar ou não pelo uso. O pano de cabeça, poderá ainda ser utilizado por homens, em obrigações internas em que o mesmo está “recebendo asè, como por exemplo Bori”);
ABAS: As abas do Pano de Cabeça, estão relacionadas ao Òrìsà da filha de Santo e a sua idade de santo (se seu Òrìsà for Oboro – masculino, você não poderá usar duas abas, sendo que essa ficou para as filhas de santo, que possuem Òrìsàs Ayabas – femininos);
ALTURA DO PANO: Deve-se ter discernimento ao usar o Pano de Cabeças. O pano de Cabeças não é turbante com diversas voltas e de altura desmedida; Seu pano de cabeça também não pode ser maior do que o da sua Ìyálòrìsà;
PANO DE COSTAS:
QUEM PODE USAR: A utilização do Pano de Costas é restrito às mulheres.
UTILIZAÇÃO: O pano da costa deve ser colocado na altura dos seios (somente as autoridades quando estão trajadas de Bata, podem usar o pano na cintura);
USO TRASVERSAL DO PANO POR HOMENS: Indevido, à exceção das festividades do Pilão e durante o Pilão de Òsògíyàn;
FIOS DE CONTA:
AFRICANOS/CORAIS/PEDRAS: de uso exclusivo para autoridades do Candomblé e as pessoas com obrigação de sete anos (obrigações arriadas);
BOLAS DE PLÁSTICO: Não pertencem ao Candomblé;
SAIAS:
QUEM USA: Uso restrito à mulheres (homem não usa saias, mesmo se seu Òrìsà seja ayaba);
CUMPRIMENTO: A saia deve ser longa, cobrindo o calçolão (o uso de saieta é cabível somente para Òrìsàs masculinos – em mulheres);
ROUPAS BRILHOSAS E BORDADOS:
ROUPAS BRILHOSAS: A utilização de roupas com muito brilho está condicionada ao Òrìsà e à determinados Òrìsàs (existem roupas para dançar o Sìré e roupas para vestir os Òrìsàs, sendo que alguns também não toleram o brilho);
BORDADOS: As roupas bordadas como Rechilieu, Asa de Mosca, Roda de Quiabo e panos mais elaborados, são de uso exclusivo para autoridades e pessoas com obrigação de sete anos arriada;
BRINCOS E PULSERIAS:
Ìyáwò de Òrìsà Oboro (Santo Masculino), não deve usar brincos e/ou pulseiras.
A Casa de Òsùmàrè, pede que as pessoas reflitam sobre a essência de nossa ancestralidade, os Òrìsàs. Uma Ìyáwò aguardar a conclusão de suas obrigações, para a utilização de determinadas vestes, não a coloca inferior à ninguém, muito pelo contrário, mostra somente sua resignação por um determinado período, em obediência às regras do Candomblé pelo seu Òrìsà. 
O cumprimento desses interditos, confere ainda mais valor à obrigação de sete anos, em que a então ìyáwò, poderá utilizar-se de outras indumentárias, estando desta forma, em outra fase de sua missão religiosa (torando-se uma ègbón). 
No Candomblé, todos os passos são galgados, assim como na vida, afinal, a criança não nasce andando, existe um processo de aprendizagem. Uma mãe preservadora resguarda sua filha das maquiagens até a idade certa, etc. Assim é o Candomblé.
Um Ogá não pode se sentir desprezado por não vestir-se como um Babalòrìsà, ele sim, deve se sentir orgulhoso em pode estar preservando a cultura dos antigos Ogá. Um Oga vestido com Ogá, é facilmente identificado em meio a multidão. 
O mesmo se aplica aos Babalòrìsàs, que não podem almejar as vestes femininas, pois nesse caso, ao invés de mostrar poder e distinção, evidência sua falta de conhecimento sobre a liturgia de cada elemento utilizado. 
A Casa de Òsùmàrè, não tem a intenção de ditar regras, mas sim, expor seus costumes, aprendidos ao longo de gerações, divulgado e esclarecendo muitas pessoas que jamais foram orientadas sobre como se vestir no Candomblé e por isso, cometem tantos erros.
Atenciosamente,
Casa de Òsùmàrè
José Pedro, Mutunbaxé, mutunbá! Sigo as diretrizes do Axé Oxumare por conta de nossa enesquecivel matriarca, aqui no Rio de Jnaiero, Mãe Teodora de Yemanjá, filha dileta de Mãe Cotinha de Ewá, a primeira Iyalorixá da Casa D'Oxumare. Este artigo é oriundo da própria Matriz: Ilê Axé Oxumare-BA. Essa matéria presta um enorme serviço de esclarecimento e comportamento liturgico. A forma de se vestirem de alguns zeladores homens no candomblé do Rio de Janeiro e São Paulo, quanto a vestimenta que se apresentam nos Xires de festas públicas é decepcionante e até constrangedor. Passaram a usar pano da costa sobre os ombros ou cobrindo o peito, turbantes enormes sobre a cabeça, jóias espalhadas pelo corpo, fios de contas que não traduzem o Orixá que representam, etc. Isso não é candomblé, isso é esquecer do Orixá que é o grande protagonista, é a vaidade acima do exagero, é a deformação da figura legítima da humildade de um zelador. Fique a vontade meu caro e dê o crédito a "Casa de Oxumare-BA". Axé.
Fernando D'Osogiyan | Março 16, 2012 at 12:10 am | Categorias: Candomblé | URL:http://wp.me/pds6I-15X

segunda-feira, 19 de março de 2012

MARCHA DO AXÉ - 28 DE ABRIL NO IBIRAPUERA


OLHOS DE OXALA EM FESTA


Motumbá meus (minhas) amigos (as) do BLOG OLHOS DE OXALÁ

Hoje de fato estamos em festa, pois mesmo sendo hoje uma data para os católicos destinada, dedicada e venerada a SÃO JOSÉ, pai do MENINO JESUS. O patrono de todos os trabalhadores. É uma data especial pra o BLOG OLHOS DE OXALÁ também.

Dia 19/03/2012, exatamente se comemora os cinco meses que este BLOG que ainda precisa melhorar muito já esta no ar. Um tempo de fato pequeno na vida deste meio de comunicação, mas que já possui um currículo de fatos que podem ser enumerados.

Os acessos diários acima de 50 por dia. Os Continentes e países que diariamente acompanham o nosso BLOG. E claro que sem contar as inúmeras histórias, fatos e partilhas que percebi no andamento deste meio de comunicação que ultrapassou o limite dos oceanos.

Pessoas que direta e indiretamente passaram por aqui, entraram em contato comigo, com diversos tipos de problemas e hoje, graças a OXAGUIÃ E OGUM, encontraram casas de Axé. Umas cumprindo obrigação de 7 anos outras dando seus primeiros passos nas suas iniciações. 

Um BLOG que em tão pouco tempo já enfrentou criticas, sugestões e até uma exigência material para que fosse tirado do ar. E mesmo nas adversidades aqui estamos cada dia nos aprimorando mais e colocando de fato assuntos atuais e visando sempre uma atualização onde o participante, o membro, o seguidor, ou até os curiosos, sempre vejam seu diferencial - o algo novo. Evitando assim cair na mesmiçe.

Já passamos até por mudanças na estrutura do corpo de nosso BLOG. Uma mudança que trouxe pós e contras. Mas como superar as adversidades e alcançar nossos objetivos, sem termos a coragem de arriscar?

Com assuntos voltados a nossa religiosidade, seja voltada para a realidade do CANDOMBLÉ OU DA UMBANDA SAGRADA. Sempre teremos outros tipos de assunto para que possamos sempre nos atualizar e de fato ver que não caímos num erro danado chamado ROTINA

Um serviço visitado em sua maioria sim por inúmeros brasileiros. Mas não vou negar que em tão pouco tempo os limites dos Oceanos foram de fato ultrapassados chegando as duas grandes pontas do Planeta terra: Alaska (EUA) e o Japão. 

Um período de tempo em que 20 seguidores pra mim, são verdadeiras vitórias conquistadas. Não deixando de lembrar que não viso quantidades mas sim qualidades.

Um espaço de tempo pequeno mas que já estamos quase alcançando nossos 5.000 acessos brasileiros, neste prazo de cinco (5) meses de existência. Vejam os dados abaixo:

Brazil
4.916
United States
458
Russia
342
Germany
303
Portugal
37
Uruguay
36
Argentina
25
India
15
Ukraine
12
Spain
10


Sem contar os acessos com menos de 5% de assiduidade, que são:
Irlanda
Japão
Reino Unido
Holanda
Arábia Saudita


Desta forma, meus queridos eu só posso de fato dizer OBRIGADO. Obrigado por participarem, por nos visitarem e estarem conosco sempre. 

Que Ogum e Oxaguiãn, possam a cada dia mais lhes abençoar. 

PEDRO DE OGUM
CRIADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ.

P.S.: Estamos finalizando a primeira parte em que estamos nos dedicando ao tema CANDOMBLÉ. Em Abril começaremos nosso futuro tema, onde dedicaremos nosso tempo e coração para falar sobre nosso AMADO E QUERIDO ORIXÁ DAS GUERRAS, DO FERRO E DA TECNOLOGIA. Estou me referindo ao ORIXA OGUM.  E agora no final deste mês nos dedicaremos aos Ilês Axés mais conhecidos de nosso Brasil: Casa Branca, Gantois e outros. NÃO DEIXE DE ACOMPANHAR.



MENSAGEM DO DIA

Bom dia meus amados amigos, motumbá.

Com alegria venho postar esta mensagem enviada carinhosamente ao perfil no orkut dos OLHOS DE OXALA (O BLOG)

Esta mensagem foi enviada por uma grande pessoa, amiga e conselheira que esta sendo uma verdadeira inspiração de sabedoria na minha vida ROSANA DE OYÁ

Desta forma, todos os dias virei aqui postar uma mensagem dos nossos amigos frequentadores de nosso BLOG, a fim de que o vínculo de amizade entre nós, possa de fato ser mais concreto




sexta-feira, 16 de março de 2012

CONHEÇENDO AINDA MAIS O SIGNIFICADO E USO DOS FIOS DE CONTAS


Fios de Contas 

Conhecidas também como "Cordão de Santo", "Colar de Santo" ou "Guias", são ritualisticamente preparadas, ou seja, imantadas, de acordo com a tônica vibracional de quem as irá utilizar (médium e entidade), e conforme o objetivo a que se destinam. 


São compostas de certo número de elementos (contas de cristal ou louça, búzios, Lágrimas de Nossa Senhora, dentes, palha da costa, etc.), distribuídos em um fio (Cordonê ou fibra vegetal), obedecendo a uma numerologia e uma cronologia adequada; ou ainda, de acordo com as determinações de uma entidade em particular. 

As contas de louça lembram, por sua composição, a mistura de água e barro, material usado para criar o mundo e os homens, por isso são as mais usadas.


Para que servem 

Têm poder de elevação mental. Se utilizadas durante um trabalho espiritual, tem função de servir como ponto de atração e identificação da vibração principal e/ou falange em particular, atuante naquele trabalho, servindo assim como elemento facilitador da sintonia para o médium incorporado. Elas nos auxiliam em nossas incorporações, pois estas atraem a "energia" particular de cada entidade, captando e emitindo bons fluidos, formando assim, um círculo de vibrações benéficas ao redor do médium que as usa. 

Servem como pára-raios. Se há uma carga grande, ao invés desta carga chegar diretamente no médium, ela é descarregada nas guias, e se estas não agüentarem, rebentam. 


Podem ser utilizadas pelo médium, para "puxar" uma determinada vibração, de forma a lhe proporcionar alivio em seus momentos de aflição.

Que Fios de Conta Utilizar: 


Ao ser batizado na Umbanda, o filho de santo recebe a guia de Oxalá e a de Iansã (Orixá que rege nossa casa). Ao fazer as demais iniciações, vai recebendo as guias correspondentes. 

O que já acontece diferente no Candomblé, ao ser ainda um Abiã, este recebe do responsável da casa um cordão simples com a cor do Orixá do Ori daquela pessoa. Ao ser iniciada dentro do Ronkó (Peji) esta já recebe uma sequencia de fios confeccionados naquele período em questão, referentes ao Orixá da pessoa, do Pai ou Mãe de Santo, do Axé em questão e da mãe criadeira. 

A seguir, conforme o desenvolvimento do médium, as entidades do médium poderão pedir que se confeccionem suas guias de trabalho. 

Existem também as guias "especiais", como por exemplo, a "guia de sete linhas", a “guia de aço”, etc., cuja necessidade e cores, serão determinadas pelo guia chefe da casa. 

Devemos entender que a proteção maior, encontra-se na guia de Oxalá; guia esta, normalmente a primeira a ser consagrada ao médium, feita basicamente p/ nossa proteção.

As guias devem ser tratadas pelos médiuns com todo carinho e o máximo de respeito, pois elas representam o Orixá e a segurança do médium.

Confecção

Dependendo o ritual de cada terreiro deve ser feita uma firmeza (acendendo uma vela, por exemplo) antes de montar a guia. 

Para montar uma guia, deve-se estar em silêncio, com respeito. As contas, miçangas, etc. são enfiadas uma a uma no fio. 

Toda guia deve ser fechada e cruzada pelo chefe de terreiro, seja pela Mãe/Pai de Santo ou pelos Guias Espirituais Chefes de seu terreiro. As guias podem ser cruzadas com pemba, ou com um amaci com as ervas do Orixá, ficando de molho por 3 dias e depois estão prontas. 

Ter uma guia no pescoço, sem esta estar consagrada e imantada não representa nada, energeticamente falando, seria apenas mais um colar.

AS CORES DOS ORIXÁS CORRESPONDENTES AOS FIOS DE CONTAS




Orixás (Umbanda e Candomblé – Asé Oxumarê)
Oxalá
Contas brancas (leitosa). Umbanda
Oxalufã
Contas brancas (leitosa). Candomblé
Oxaguiã
Contas brancas com azul turquesa ou azul escuro, (conforme a qualidade). Candomblé
Oxossi
Contas verdes (Umbanda). Azul turquesa (Candomblé)
Xangô
Contas marrons. (Umbanda ou Candomblé). Vermelho e brancas leitosas (conforme qualidade no Candomblé).
Ogum
Contas vermelhas (Umbanda). Azul Escuro (Candomblé), ou ainda Verde escuro (conforme a qualidade no Candomblé). 
Yemanjá
Contas transparentes (Umbanda e Candomblé), Azul-clara intercaladas com brancas (conforme a qualidade).
Oxum
Contas de cristal azul-claras (em algumas casas da Umbanda), Cristal amarelo (outras casas de Umbanda), Cristal cor de Mel (Candomblé).
Yansã
Contas amarelas (em algumas casas de Umbanda), marrom ou vermelha (em outras casas de Umbanda), Marrons (Candomblé), ou ainda contas de coral vermelhas ou rosas (conforme a qualidade).
Nanã
Contas roxas (Umbanda e Candomblé), ou contas brancas rajadas de azul (conforme a qualidade).
Obaluayê (Omulu)
Contas pretas com contas brancas (Umbanda), Rajadas pretas com branco (Candomblé). 
Ossain
Contas verdes com branco (Candomblé), dependendo do Axé toda verde.
Oxumarê
Contas laranja com amarelo (Candomblé).
Obá
Contas vermelhas intercaladas com amarelas ou Vermelhas rajadas com amarelo (Candomblé).
Ewá
Contas: vermelho escuro (Candomblé).
Iroko
Contas verdes intercaladas com brancas (Candomblé).
Logun Edé
Contas azul-turquesa intercaladas com contas mel (Candomblé).
Exú
Contas pretas intercaladas com vermelhas.
Ibejí
Contas de todas as cores.
Entidades da Umbanda ou Catiços do Candomblé
Pretos Velhos
Contas pretas com contas brancas, lágrimas de Nossa Senhora Sementes,  cruzes, figas (arruda, guiné,etc.)
Crianças
Contas rosa e contas azuis, (podem incluir diversas cores), chupetas, etc.
Caboclos
Contas verdes (podem incluir outras cores), sementes, dentes, penas, etc...
Boiadeiros
Contas verdes (podem incluir outras cores), olho de boi, sementes, dentes, pedaços de couro, etc.
Marinheiro
Contas de cristal transparente ou leitosas, azuis, brancas.
Baianos
Idem aos boiadeiros.
Exu/Pombo Gira
Contas pretas com contas vermelhas; ou contas pretas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc.
Malandros
Contas vermelhas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc.

MITOLOGIA DOS FIOS DE CONTAS

Maio 2, 2008 por Manuela, blog: "mundo dos orixás".


Na mitologia sobre a invenção do candomblé, os colares de contas aparecem como objectos de identificação dos fiéis aos deuses e o seu recebimento, como momento importante nessa vinculação. De acordo com o mito, a montagem, a lavagem e a entrega dos fios-de-contas constituem momentos fundamentais no ritual de iniciação dos filhos-de-santo, os quais, daí em diante, além de unidos, estão protegidos pelos orixás.

Feitos com contas de diferentes materiais e cores, esses fios apresentam uma grande diversidade e podem ser agrupados por tipologias de acordo com os usos e significados que têm no culto. Assim, acompanham e marcam a vida espiritual do fiel, desde os primeiros instantes da sua iniciação até às suas cerimónias fúnebres.

Como nos momentos da montagem e do recebimento, também o instante da ruptura é significativo; entretanto, o rompimento do fio-de-contas, mais do que indicar um mau presságio, que assusta e preocupa o indivíduo e a comunidade, pode ser o início de um novo ciclo, um recomeço, um momento de viragem que pede um novo fio. Dos primeiros fios – simples, ascéticos e rigorosos – às contas mais livres, exuberantes, complexas e personalizadas que a pessoa vai produzindo ou ganhando ao longo do tempo, delineia-se o caminho de cada um na sua vinculação aos orixás e à comunidade do terreiro.

Desta maneira, mais do que a libertação do gosto particular, as transformações nos colares revelam o conhecimento adquirido pela pessoa e sua ascensão na hierarquia religiosa. De tal modo que um leigo pode passar despercebido por um fio-de-contas ou vê-lo apenas como um adorno, enquanto um iniciado na cultura do candomblé o tomará como um objecto pleno de significados, que pode ser “lido” e no qual é possível identificar a raiz, o orixá da cabeça e o tempo de iniciação, entre outros dados da vida espiritual de quem o usa.

Dos ritos secretos e espaços fechados do culto aos orixás, os fios-de-contas ganharam o mundo e adquiriram novos usos. De África vieram para o Brasil e para todo o mundo onde o candomblé se tem difundido. Hoje, devido ao sincretismo religioso, além dos espaços de culto, é possível observar a presença de fios-de-contas em lugares inusitados como automóveis e lojas, mas já destituídos das funções e sentidos primordiais, usados apenas para proteger os espaços e as pessoas contra maus agouros.

Pode ser chamado fio-de-contas desde aquele de um fio único de missangas até a um colar com vários fios presos por uma ou várias firmas. A quantidade de fios pode variar de uma nação para outra na correspondência de cargos.

Na hierarquia do candomblé toda a pessoa que entra para a religião será um Abiã e assim permanecerá até que se inicie. Ao Abiã só é permitido o uso de dois fios-de-contas simples de um fio só, um na cor branco leitoso que corresponde a Oxalá, de acordo com a nação e um na cor do Orixá da pessoa, quando já tenha sido identificado, dessa forma pode-se saber que a pessoa é um Abiã e qual é o seu Orixá.

Um Egbomi usa diversos colares de um fio só, com contas na cor dos Orixás que já tem assentados e estas já podem ser intercaladas com corais ou firmas Africanas.

Tipos de fios-de-contas:

Yian/Inhãs: Fios de uma só “perna”, isto é, o colar simples de uma só fiada de missangas cuja medida deve ir até a altura do umbigo.


Delogum: Colares feitos de 16 fiadas de missangas com um único fecho cuja medida, como os Inhãs, vai até à altura do umbigo. Cada Iaô deve possuir, normalmente, um Delogum do seu orixá principal e outro do orixá que o acompanha em segundo plano.


Brajá: longos fios montados de dois em dois, em pares opostos. Podem ser usados a tiracolo e cruzando o peito e as costas. É a simbologia da inter-relação do direito com esquerdo, masculino e feminino, passado e presente. Quem usa esse tipo de colar é um descendente dessa “união”.


Humgebê/Rungeve: Feito de missangas marrons, corais e seguis (um tipo de conta).


Lagdibá/Dilogum: Feito de fios múltiplos, em conjuntos de 7, 14 ou 21. São unidos por uma firma (conta cilíndrica).

As Cores dos fios-de-contas de cada Orixá 

Exú – Contas Pretas intercaladas com Contas Vermelhas ou contas Cinzas.
Ogum – Contas Verde ou azul marinho
Oxóssi – Contas Azul-turquesa
Omulú – Contas Brancas Raiadas de Preto e Marrom
Oxumaré – Contas verdes Raiadas de Amarelo
Ossaim – Contas Verdes rajadas de branco
Iroko – Contas Verdes intercaladas com Contas marron
Logun Edé – Contas Azul-turquesa intercaladas com Contas douradas.
Oxum – Contas Douradas ou Contas de Âmbar
Iemanjá – Contas Brancas translúcidas ou Contas de Cristal
Iansã – Contas Marrom ou Contas de Coral.
Obá – Cinco Contas Vermelho escuro intercalada com uma Conta Amarela, podem ser tipo cristal.
Ewá – Contas Vermelhas rajadas de amarelo
Nanã – Contas Brancas Rajadas de Azul marinho
Xangô – Contas Vermelhas ou marron intercaladas com Contas Brancas 

Oxalá – Contas Branco Leitoso
Oxaguiãn - Contas brancas leitosas intercaladas com contas azul turquesa.

BABÁLORIXÁ JOÃO DE LOGUN - PRAIA GRANDE - CONVIDA



ATENÇÃO BAIXADA SANTISTA , SÃO PAULO E BRASIL
É DIA 31 DE MARÇO DE 2012 ÁS 22H A GRANDE FESTA DE OXUM
DO BABÁLORIXÁ JOÃO DE LOGUN NA PRAIA GRANDE
VENHA TODOS PRESTIGIAR ESSE GRANDE EVENTO.
FACEBOOK - ASÉ EGBÉ AWÒN LOGUNÈDÉ E SOCIEDADE FILHOS DE LOGUN .

NÃO PERCAM ESSA LINDA FESTA !

CONTATOS PARA ENDEREÇO : 13 9767 07 57