| Orixás (Umbanda e Candomblé – Asé Oxumarê) | |
| Oxalá | Contas brancas (leitosa). Umbanda |
| Oxalufã | Contas brancas (leitosa). Candomblé |
| Oxaguiã | Contas brancas com azul turquesa ou azul escuro, (conforme a qualidade). Candomblé |
| Oxossi | Contas verdes (Umbanda). Azul turquesa (Candomblé) |
| Xangô | Contas marrons. (Umbanda ou Candomblé). Vermelho e brancas leitosas (conforme qualidade no Candomblé). |
| Ogum | Contas vermelhas (Umbanda). Azul Escuro (Candomblé), ou ainda Verde escuro (conforme a qualidade no Candomblé). |
| Yemanjá | Contas transparentes (Umbanda e Candomblé), Azul-clara intercaladas com brancas (conforme a qualidade). |
| Oxum | Contas de cristal azul-claras (em algumas casas da Umbanda), Cristal amarelo (outras casas de Umbanda), Cristal cor de Mel (Candomblé). |
| Yansã | Contas amarelas (em algumas casas de Umbanda), marrom ou vermelha (em outras casas de Umbanda), Marrons (Candomblé), ou ainda contas de coral vermelhas ou rosas (conforme a qualidade). |
| Nanã | Contas roxas (Umbanda e Candomblé), ou contas brancas rajadas de azul (conforme a qualidade). |
| Obaluayê (Omulu) | Contas pretas com contas brancas (Umbanda), Rajadas pretas com branco (Candomblé). |
| Ossain | Contas verdes com branco (Candomblé), dependendo do Axé toda verde. |
| Oxumarê | Contas laranja com amarelo (Candomblé). |
| Obá | Contas vermelhas intercaladas com amarelas ou Vermelhas rajadas com amarelo (Candomblé). |
| Ewá | Contas: vermelho escuro (Candomblé). |
| Iroko | Contas verdes intercaladas com brancas (Candomblé). |
| Logun Edé | Contas azul-turquesa intercaladas com contas mel (Candomblé). |
| Exú | Contas pretas intercaladas com vermelhas. |
| Ibejí | Contas de todas as cores. |
| Entidades da Umbanda ou Catiços do Candomblé | |
| Pretos Velhos | Contas pretas com contas brancas, lágrimas de Nossa Senhora Sementes, cruzes, figas (arruda, guiné,etc.) |
| Crianças | Contas rosa e contas azuis, (podem incluir diversas cores), chupetas, etc. |
| Caboclos | Contas verdes (podem incluir outras cores), sementes, dentes, penas, etc... |
| Boiadeiros | Contas verdes (podem incluir outras cores), olho de boi, sementes, dentes, pedaços de couro, etc. |
| Marinheiro | Contas de cristal transparente ou leitosas, azuis, brancas. |
| Baianos | Idem aos boiadeiros. |
| Exu/Pombo Gira | Contas pretas com contas vermelhas; ou contas pretas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc. |
| Malandros | Contas vermelhas com contas brancas; além de instrumentos de ferro, aço, etc. |
Um lugar onde podemos encontrar tudo que se relacione a religiosidade do Candomblé e da Umbanda Sagrada. Estudos, conhecimentos gerais, curiosidades, informação, tudo isto você vai encontrar em nosso meio de comunicação.
sexta-feira, 16 de março de 2012
AS CORES DOS ORIXÁS CORRESPONDENTES AOS FIOS DE CONTAS
MITOLOGIA DOS FIOS DE CONTAS
Maio 2, 2008 por Manuela, blog: "mundo dos orixás".
Humgebê/Rungeve: Feito de missangas marrons, corais e seguis (um tipo de conta).
Lagdibá/Dilogum: Feito de fios múltiplos, em conjuntos de 7, 14 ou 21. São unidos por uma firma (conta cilíndrica).
Exú – Contas Pretas intercaladas com Contas Vermelhas ou contas Cinzas.
Ogum – Contas Verde ou azul marinho
Oxóssi – Contas Azul-turquesa
Omulú – Contas Brancas Raiadas de Preto e Marrom
Oxumaré – Contas verdes Raiadas de Amarelo
Ossaim – Contas Verdes rajadas de branco
Iroko – Contas Verdes intercaladas com Contas marron
Logun Edé – Contas Azul-turquesa intercaladas com Contas douradas.
Oxum – Contas Douradas ou Contas de Âmbar
Iemanjá – Contas Brancas translúcidas ou Contas de Cristal
Iansã – Contas Marrom ou Contas de Coral.
Obá – Cinco Contas Vermelho escuro intercalada com uma Conta Amarela, podem ser tipo cristal.
Ewá – Contas Vermelhas rajadas de amarelo
Nanã – Contas Brancas Rajadas de Azul marinho
Xangô – Contas Vermelhas ou marron intercaladas com Contas Brancas
Oxalá – Contas Branco Leitoso
Oxaguiãn - Contas brancas leitosas intercaladas com contas azul turquesa.
Na mitologia sobre a invenção do candomblé, os colares de contas aparecem como objectos de identificação dos fiéis aos deuses e o seu recebimento, como momento importante nessa vinculação. De acordo com o mito, a montagem, a lavagem e a entrega dos fios-de-contas constituem momentos fundamentais no ritual de iniciação dos filhos-de-santo, os quais, daí em diante, além de unidos, estão protegidos pelos orixás.
Feitos com contas de diferentes materiais e cores, esses fios apresentam uma grande diversidade e podem ser agrupados por tipologias de acordo com os usos e significados que têm no culto. Assim, acompanham e marcam a vida espiritual do fiel, desde os primeiros instantes da sua iniciação até às suas cerimónias fúnebres.
Como nos momentos da montagem e do recebimento, também o instante da ruptura é significativo; entretanto, o rompimento do fio-de-contas, mais do que indicar um mau presságio, que assusta e preocupa o indivíduo e a comunidade, pode ser o início de um novo ciclo, um recomeço, um momento de viragem que pede um novo fio. Dos primeiros fios – simples, ascéticos e rigorosos – às contas mais livres, exuberantes, complexas e personalizadas que a pessoa vai produzindo ou ganhando ao longo do tempo, delineia-se o caminho de cada um na sua vinculação aos orixás e à comunidade do terreiro.
Desta maneira, mais do que a libertação do gosto particular, as transformações nos colares revelam o conhecimento adquirido pela pessoa e sua ascensão na hierarquia religiosa. De tal modo que um leigo pode passar despercebido por um fio-de-contas ou vê-lo apenas como um adorno, enquanto um iniciado na cultura do candomblé o tomará como um objecto pleno de significados, que pode ser “lido” e no qual é possível identificar a raiz, o orixá da cabeça e o tempo de iniciação, entre outros dados da vida espiritual de quem o usa.
Dos ritos secretos e espaços fechados do culto aos orixás, os fios-de-contas ganharam o mundo e adquiriram novos usos. De África vieram para o Brasil e para todo o mundo onde o candomblé se tem difundido. Hoje, devido ao sincretismo religioso, além dos espaços de culto, é possível observar a presença de fios-de-contas em lugares inusitados como automóveis e lojas, mas já destituídos das funções e sentidos primordiais, usados apenas para proteger os espaços e as pessoas contra maus agouros.
Pode ser chamado fio-de-contas desde aquele de um fio único de missangas até a um colar com vários fios presos por uma ou várias firmas. A quantidade de fios pode variar de uma nação para outra na correspondência de cargos.
Na hierarquia do candomblé toda a pessoa que entra para a religião será um Abiã e assim permanecerá até que se inicie. Ao Abiã só é permitido o uso de dois fios-de-contas simples de um fio só, um na cor branco leitoso que corresponde a Oxalá, de acordo com a nação e um na cor do Orixá da pessoa, quando já tenha sido identificado, dessa forma pode-se saber que a pessoa é um Abiã e qual é o seu Orixá.
Um Egbomi usa diversos colares de um fio só, com contas na cor dos Orixás que já tem assentados e estas já podem ser intercaladas com corais ou firmas Africanas.
Tipos de fios-de-contas:
Yian/Inhãs: Fios de uma só “perna”, isto é, o colar simples de uma só fiada de missangas cuja medida deve ir até a altura do umbigo.
Delogum: Colares feitos de 16 fiadas de missangas com um único fecho cuja medida, como os Inhãs, vai até à altura do umbigo. Cada Iaô deve possuir, normalmente, um Delogum do seu orixá principal e outro do orixá que o acompanha em segundo plano.
Brajá: longos fios montados de dois em dois, em pares opostos. Podem ser usados a tiracolo e cruzando o peito e as costas. É a simbologia da inter-relação do direito com esquerdo, masculino e feminino, passado e presente. Quem usa esse tipo de colar é um descendente dessa “união”.
Lagdibá/Dilogum: Feito de fios múltiplos, em conjuntos de 7, 14 ou 21. São unidos por uma firma (conta cilíndrica).
As Cores dos fios-de-contas de cada Orixá
Exú – Contas Pretas intercaladas com Contas Vermelhas ou contas Cinzas.
Ogum – Contas Verde ou azul marinho
Oxóssi – Contas Azul-turquesa
Omulú – Contas Brancas Raiadas de Preto e Marrom
Oxumaré – Contas verdes Raiadas de Amarelo
Ossaim – Contas Verdes rajadas de branco
Iroko – Contas Verdes intercaladas com Contas marron
Logun Edé – Contas Azul-turquesa intercaladas com Contas douradas.
Oxum – Contas Douradas ou Contas de Âmbar
Iemanjá – Contas Brancas translúcidas ou Contas de Cristal
Iansã – Contas Marrom ou Contas de Coral.
Obá – Cinco Contas Vermelho escuro intercalada com uma Conta Amarela, podem ser tipo cristal.
Ewá – Contas Vermelhas rajadas de amarelo
Nanã – Contas Brancas Rajadas de Azul marinho
Xangô – Contas Vermelhas ou marron intercaladas com Contas Brancas
Oxalá – Contas Branco Leitoso
Oxaguiãn - Contas brancas leitosas intercaladas com contas azul turquesa.
BABÁLORIXÁ JOÃO DE LOGUN - PRAIA GRANDE - CONVIDA
ATENÇÃO BAIXADA SANTISTA , SÃO PAULO E BRASIL
É DIA 31 DE MARÇO DE 2012 ÁS 22H A GRANDE FESTA DE OXUM
DO BABÁLORIXÁ JOÃO DE LOGUN NA PRAIA GRANDE
VENHA TODOS PRESTIGIAR ESSE GRANDE EVENTO.
FACEBOOK - ASÉ EGBÉ AWÒN LOGUNÈDÉ E SOCIEDADE FILHOS DE LOGUN .
NÃO PERCAM ESSA LINDA FESTA !
CONTATOS PARA ENDEREÇO : 13 9767 07 57
quinta-feira, 15 de março de 2012
APRENDA A MONTAR UMA FONTE - PARTE II
Motumbá irmãos (ãs)
Agradeço de coração a participação de algumas pessoas sobre a postagem APRENDA A MONTAR UMA FONTE.
Na verdade o texto utilizado foi escrito de forma clara e objetiva por um conhecido meu que trabalha nesse ramo de montagem de fontes e lagos artificiais para jardins e outros fins. E conforme alguns emails que tenho recebido no pedrobras2003@hotmail.com e no olhosdeoxala@gmail.com sobre este mesmo assunto. Hoje venho aqui abordar novamente este tema, dando uma segunda parte da referida postagem mas um pouco mais animada.
Pois é agora estou abordando o mesmo assunto através de alguns vídeos copiados do YOUTUBE, que achei bem didáticos, explicativos e práticos. Espero que gostem desta minha colaboração.
Espero que tenham gostado das sugestões.
ILÊ ASÉ OGUN LAKAYE OSÌN IMÒLÉ - CONVITE
Com grande alegria OS OLHOS DE OXALÁ também se faz presente na divulgação de EVENTOS EM GERAL.
Não deixe de divulgar aqui os eventos de sua ASSOCIAÇÃO E DE SEUS ILÊS ASÉS. CONGRESSOS EM GERAL E ATÉ MESMO FÓRUNS, DEBATES, AULAS. ENFIM!
TUDO QUE SE REFERE AO CANDOMBLÉ OU A UMBANDA SAGRADA OU QUALQUER OUTRO SEGUIMENTO VOLTADO A RELIGIOSIDADE VAMOS DIVULGAR MESMO PARA QUE NOSSA ESPIRITUALIDADE SEJA MOSTRADA DE CARA LIMPA PARA QUE CADA VEZ MAIS O PRECONCEITO RELIGIOSO CAIA POR TERRA.
AXÉ.
GRUPO ADE OBA PARAMENTOS DIVULGANDO CONOSCO
Motumbá irmãos (ãs) e amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ.
De fato não tenho palavras para agradecer todos os gestos de carinho que tenho recebido através do perfil do ORKUT OLHOS DE OXALÁ (O BLOG).
Vejo que esse perfil, na verdade virou um ponto não somente de amizades, mas um lugar onde todos podem colocar informações sobre seus serviços, produtos, lojas, apostilas de ensinos. Tudo que se refere a cada vez mais não somente divulgar, mas colaborar com o aprofundamento de nossa tão amada religiosidade, seja ela UMBANDISTA OU CANDOMBLECISTA.
De modo especial agradeço ao GRUPO ADE OBA e OUTROS, que sempre encontro uma divulgação a fim de ser postada aqui no BLOG. E o mais importante, sem custo algum e sem querer nada em troca é doação e amor mesmo pela religiosidade.
Espero que como eles, muitos outros, possam fazer o mesmo. Se adicionando por aqui como SEGUIDORES, os quais eu agradeço pois não viso quantidade e sim qualidade. Ou vendo o perfil OLHOS DE OXALÁ (BLOG), lá no ORKUT.
Aproveito para responder a muitos que me questionam por não ter um perfil no FACEBOOK, mas como antigamente já tive um perfil, lá pessoal, que só me trouxe dor de cabeça e mágoas profundas eu resolvi nunca mais adotar esse serviço como rede de relacionamentos para minha vida. Desta forma, estou muito satisfeito com o ORKUT, mesmo muitos achando que ele ficou ultrapassado.
GRUPO ADE OBA, MUITO OBRIGADO POR SUA PARTICIPAÇÃO NO NOSSO BLOG.
terça-feira, 13 de março de 2012
EVENTO NA BAIXADA SANTISTA
ATENÇÃO BAIXADA SANTISTA E BRASIL
É DIA 31 DE MARÇO ÁS 22 HORAS A GRANDE FESTA DE OXUM DO ILUSTRE BABÁLORIXÁ JOÃO DE LOGUNÈDÉ NA EGBÉ LOGUN
PRESENÇA DA TV CULTURA FILMAGEM E ENTREVISTAS COM OS BABÁLORIXÁS E YALORIXÁS .
NA CIDADE DE PRAIA GRANDE
- VENHAM TODOS COM A SUA FAMILIA DE AXÉ E ADEPTOS
CONTATOS PARA O ENDEREÇO : 13 - 9767 0757
O PECADO SOB O OLHAR CANDOMBLECISTA – PARTE II
Motumbá irmãos (ãs)
Como percebi nas estatísticas do BLOG, este tema teve uma visualização participativa, que no meu ponto de vista, satisfatório.
Hoje, quero dar continuidade a este estudo a fim de esclarecer uma questão paradoxal que é justamente a questão do pecado. Onde em nossa religiosidade Candomblecista, não existe. Mas em outras facções religiosas (Católicos, Protestantes, Testemunhas de Jeová, Mórmons, etc), tem um peso grande. Afinal, será que existe fundamento bíblico religioso correto sobre esta questão?
No estudo anterior, vimos a questão do diálogo entre a criatura (homem/mulher) com Oxumarê que falaram sobre a proibição de se comer o fruto de Iroko, arvore do conhecimento do bem e do mal. Cujo resultado de tal ato ocasionou varias conseqüências ao ser vivente; Gn 3.
Mas hoje, vou me adentrar ainda mais nesta questão de forma mais profunda utilizando o Capítulo 4, do Livro de Genesis. Capítulo que nos trás grandes esclarecimentos sobre alguns aspectos hoje questionativos.
O fato principal deste capítulo é sem dúvida, sobre CAIM E ABEL, uma historia não desconhecida a ninguém. Mas será que enxergamos a realidade deste texto?
Olhando teologicamente vemos uma historia de dois irmãos, onde um mata o outro, movido por inveja dos sacrifícios apresentados a Olorum. Mas antes de adentrar nesta questão vamos decifrar certos fatos não perceptíveis no texto.
Nos versículos 1 e 2, vemos o relato do nascimento de Caim e “logo em seguida”, o nascimento de Abel. A principio, percebemos o nascimento de irmãos, provenientes das relações de Adão e Eva (1º homem e 1ª mulher de Genesis). Mas se prestarem atenção dei destaque na expressão: “logo em seguida”.
Esta questão utilizada no texto bíblico identifica o nascimento de irmãos; mas em duas publicações bíblicas católicas que são: Edição Ave-Maria e Edição TEB (bíblia ecumênica); a expressão “logo em seguida”, é empregada para o nascimento de gêmeos. Ou seja, em poucas palavras, estamos falando dos Orixás IBEJI, os gêmeos.
Este é o primeiro ponto que não tínhamos noção desta realidade bíblica tão presente em nosso Candomblé. Outra questão em pauta deste texto é a questão dos sacrifícios ofertados à Olorum. Um que oferecia os frutos de suas plantações e o outro que apresentava sempre os primogênitos de seus rebanhos.
Ambos eram vistos de formas diferenciadas por Olorum, ocasionando na cegueira espiritual de um dos irmãos à morte do outro. Digo cegueira, pois Caim, neste caso não soube identificar o fundamento que Olorum queria ensinar. Vemos que foi chamado a abrir os olhos espirituais para que visse a verdade contida na diferença que Olorum fazia sobre as oferendas a ele apresentadas, tentando assim evitar que o mal fosse feito.
Mas, cego de raiva e inveja, acabou matando seu próprio irmão. Aqui surge a terceira realidade vivida hoje e que não enxergávamos. Para uns a expressão: “A INVEJA MATA” pode ser tão comum que não se da o devido valor; mas esta frase tida como dito popular é bíblica e vem das origens de tudo. De fato, a inveja mata, ocorrendo a morte de Abel, pelas mãos de Caim.
Outro dito popular é: “A VINGANÇA NUNCA É PLENA. MATA A ALMA E ENVENENA”. Fato também bíblico, quando Caim reconheceu o que fez, sem o arrependimento e é posto longe do olhar de Olorum, pelo ato cometido.
Mas voltando um pouco atrás em nosso estudo, percebemos que Olorum, como eu disse, queria ensinar as diferenças contidas nas oferendas apresentadas a ele, por estes dois irmãos:
Caim – ofertava os melhores frutos de sua colheita, já que era agricultor.
Abel – ofertava os primogênitos de seu rebanho, imolados, já que era pastor.
Aos olhos de Olorum, os sacrifícios de Abel, tinham claro, maior peso portanto era bem visto aos olhos de Olorum, pois este entendia que no sacrifício, trocava-se uma vida animal, representado pelo sangue que é igual vida, por tudo de bom que Olorum lhe dava, mas de forma generalizada; pois Abel, agradecia por tudo que lhe acontecia.
Já Caim, lhe dava sacrifícios de expiação, ou seja, ele dava oferendas com os frutos de sua plantação. Não era dado a vida em oferta; mas os frutos do seu trabalho.
Para Olorum, os dois têm fundamentos que ainda hoje em nossa realidade são aplicados. Mas com fundamentos diferentes:
O Sacrifício conhecido como ORÔ, nas iniciações, obrigações em geral e até em alguns ebós, onde se troca uma vida pela outra.
E as oferendas, aos Orixás, frutos do trabalho do homem. Do trabalho das plantações: frutas, comidas em geral, grãos, são enfim, também utilizados em ebós.
Vemos que estes fundamentos já vêm de ancestralidade, bem como na antiguidade. Não tem como falar que o Candomblé e seus atos litúrgicos não sejam bíblicos. Ou seja, por falta de conhecimento tanto nós não sabemos muitas vezes nos defender dos ataques de determinadas pessoas, de algumas religiões em questão, que também nos atacam indevidamente por uma só razão: FALTA DE CONHECIMENTO.
Outra questão dentro deste Capítulo, que vai de encontro principalmente a nossos irmãos UMBANDISTAS é a questão de São Cosme e Damião. A Igreja Católica venera os Santos, os irmãos gêmeos COSME E DAMIÃO, que eram médicos, na Idade Média. Suas pessoas (imagens) são veneradas na UMBANDA SAGRADA, como patronos das crianças em giras de Erê.
Mas vemos também, um terceiro personagem que compõem a dupla citada: o terceiro irmão chamado DOUM. Mas este na verdade, bem como os dois anteriores, não são ditos COSME E DAMIÃO costumadamente venerados. Mas sim, os espíritos já queriam mostrar também esta realidade contida lá em Genesis 4.
Vemos que os gêmeos: Caim e Abel; e que após a morte de Abel; possuíram de fato um terceiro irmão: SET, outro Orixá, que nos próximos estudos irei abordar.
Espero piamente que esta postagem possa ter sido mais uma fonte de conhecimento para cada um de nós e logo estaremos com a terceira parte do estudo, que irá avaliar se de fato o pecado ainda existe ou não.
Axé.
Coneafro - Sucesso de participação
Com muita alegria volto hoje a postar assuntos bem interessantes, após um período pequeno afastado daqui.
Um afastamento por motivos de saúde em família, bem como outros assuntos profissionais pendentes e que tomaram muito parte do meu tempo. Outra parte, me preocupando num assunto que a muito tempo estava guardado a sete chaves, desde que minha falecida Mãe Carmem de Oxum, da Vila Sônia, Zona Oeste de São Paulo faleceu em 1989. Mas como sempre soube quando as coisas tem de ser elas serão.
E algo novo esta de fato acontecendo na minha vida. Estou me preparando para duas coisas novas na minha vida: minha iniciação no Candomblé, onde darei início a um ciclo que já era para ter acontecido a muitos e muitos anos atrás. Mas claro, tudo tem a sua devida hora e seu devido lugar.
E outra que estou me preparando para iniciar um curso que para mim, no meu âmbito espiritual é e será de supra importância. Mas que ainda vou deixar a todos vocês com um arzinho de curiosidade e claro instigar na mente de cada um: "O QUE SERÁ QUE ESSE MENINO ESTA APRONTANDO?!"
Mas como disse no início desta apresentação, todo o afastamento me leva de fato a procurar coisas boas e sempre interessantes e mais que tudo e acima de tudo VERDADEIRAS, para postar aqui e compartilhar com cada um as coisas belas de nossa religiosidade.
Tanto que neste período, aproveito para postar esta publicação de mais um evento feito da CONEAFRO, com muito zelo, cuidado e participação de várias pessoas renomadas de nossa religiosidade. Seja ela UMBANDISTA, CANDOMBLECISTA, bem como várias pessoas de altos talões de nossa vida social e pública.
Aproveitem para assistir.
sábado, 10 de março de 2012
RESPONDENDO UM COMENTÁRIO ANÔNIMO
Motumbá irmãos (ãs).
É engraçado ver como ainda hoje pessoas de nossa religião estarem tão desinformados em tudo que se refere à religiosidade.
O motivo que me fez postar este tipo de assunto foi justamente um COMENTÁRIO ANÔNIMO, que respeito o fato da pessoa não se identificar. Mas pelo seu teor, fui levado a meditar e ficar ao mesmo tempo preocupado pela falta de preparo, informação e ensinos concretos que evitem este tipo de situação. Segue o seguinte comentário:
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ENDEREÇOS NA NET":
meus parabens em primeiro lugar, esse blog e muito bom para quem quer saber ou se interar sobre a religiao
gostaria de pedir, para postarem sobre ogam, pois eu e meu pai que esta para abrir a nossa casa, temos alguns irmãos ainda nao iniciados, mas burizados, nao sei se é essa a melhor expressao, e se vcs, me passa-sem, um pouco sobre ogam, qual a importancia e respeito e a função que tem na casa de candomble, para que eles, desde ja, saberem como se portar e respeitar e ja terem uma noção, deste assunto...
e tbem como posso saber se vc sabe algum curso bom para eu me aprimorar em lingua e aprender a cantar em yoruba, vlw brigadao,
mojuba
Pelo que vimos, existem algumas situações a serem analisadas:
1ª - duas pessoas prestes a abrir uma casa de santo:
2ª - pessoas não iniciadas mas burizadas que visam aprender sobre um assunto em questão;
3ª - bons cursos para se aprimorar a línguagem em Yorubá;
Então vamos às devidas respostas:
1º - Para se abrir uma casa de santo, seja a origem que for a pessoa já deve ter não somente completado no mínimo os seus sete anos de iniciação e de preferencia com a OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS FEITA.
Neste mesmo sentido, a(s) pessoa(s), em questão devem ver sua vocação sacerdotal para se abrir uma casa através do JOGO DE IFÁ ou JOGO DE BÚZIOS. Tendo além disso recebido os seus devidos direitos por seu BABALORIXÁ ou YALORIXÁ. Não se vai abrindo uma casa de santo assim a torto e a direito, como se abre um comercio em qualquer esquina.
Além da nova casa de santo, que deve ter todos os assentamentos, fundamentos necessários para este tipo de função religiosa. Feitos pelo BABALORIXÁ, pai do responsável da nova casa em questão.
2ª - pessoas não iniciadas mas burizadas que visam aprender sobre um assunto em questão;
O fato de pessoas não iniciadas ou apenas burizadas aprenderem sobre a religiosidade é de grande proveito sim. Mas deve-se ter sempre em mente que qualquer tipo de função dentro de uma casa de santo deverá ser sempre exercido por pessoas iniciadas, indiferente da posição ou cargo a ser exercido.
3ª - bons cursos para se aprimorar a línguagem em Yorubá;
Existem sim vários cursos, muito bons sobre Yorubá. Mas de fato para uma pessoa que faz parte de uma casa de santo. Ainda mais voltada na realidade do CANDOMBLÉ, pela sua participação e assiduidade na mesma, já vai aprendendo a mesma linguagem. A menos que nesta casa não se faça uso do Yorubá, coisa que eu não acredito particularmente.
Como foi solicitado para falar sobre OGANS, neste mesmo comentário em questão. Como já é de conhecimento de todos, já postamos algumas coisas referentes a este assunto em questão.
Mas confesso que antes de resolver postar a resposta deste mesmo comentário que também confesso que foi excluído da referente página em questão por minha pessoa: PEDRO DE OGUM. Preferi antecipadamente tomar algumas atitudes e procedimentos antes de respondê-lo.
Atitudes como colocar esta mesma postagem no meu congá do meu BAIANO ZECA VAQUEJADA DAS SETE CORDAS DA ENCRUZILHADA, durante o prazo de CINCO DIAS, onde a resposta veio com a seguinte palavra: CILADA.
Bem como me aconselhar com uma pessoa já do Santo, com uma vida dentro da religião com 40 anos de Santo a fim de poder responder de forma acertada e coerente.
Assim espero que este mesmo tipo de dúvida levantada como este tipo de COMENTÁRIO, possa servir não somente a quem o escreveu. Em si tratando de uma pessoa ANÔNIMA. Mas bem como servir de aprendizado a quem como ele tenha a mesma dúvida.
MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE ESTE TIPO DE ASSUNTO ACONSELHO CLARAMENTE E DIRETAMENTE QUE SE ACONSELHEM COM SEUS DEVIDOS BABALORIXÁS OU YALORIXÁS.
ATENCIOSAMENTE
PEDRO DE OGUM.
A FUNÇÃO DO OGAN NO CANDOMBLÉ
Ogan (do yorubá -ga: "pessoa superior, chefe", com possível influência do jeje ogã "chefe, dirigente") é o nome genérico para diversas funções masculinas dentro de uma casa de Candomblé.
É o sacerdote escolhido pelo orixá para estar lúcido durante todos os trabalhos. Ele não entra em transe, mas mesmo assim não deixa de ter a intuição espiritual.
Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo Rum (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no Rum que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o Rumpi e o Lê.
Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu, e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.
Candomblé Jeje
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:
Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. O mais velho de todos os ogans geralmente mais sábio. Tem a função de cuidar do Peji, altar dos santos e zelar pelo assentamentos dos filhos da casa.
O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
Axogun - É um ogan de suma importância no Candomblé, é o responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, é um especialista no que faz.
Candomblé Ketu
Alagbê - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão, dominante do atabaque Rum, que através dele o Orixá fará sua dança e com isso comandando os atabaques Rumpi e Lê.
Ogan gibonã - Zelador da casa de exu, outro ogan de suma importância, pois seus conhecimento ajudam na firmeza da casa.
Ogan Apontado - Pessoa apontada como possível candidato a Ogan. Equivalente ao Ogan suspenso.
Ogan Suspenso - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogan, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogans da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas obrigação para ser um Ogan.
Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.
Candomblé Bantu
- Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
- Kambondos - Ogãs.
- Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
- Tata Kivanda ou Tata Pocó - Ogã responsável pelos sacrifícios animais (mesmo que Axogun).
- Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas sagradas e cabaças.
- Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exu (de preferência um homem; as mulheres não devem exercer essa função, uma vez que entram no ciclo menstrual, só o podendo fazer após a menopausa).
- Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
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