sábado, 10 de março de 2012

A HIERARQUIA NO CANDOMBLÉ, NAS SUAS NAÇÕES

Motumbá queridos (as) amigos (as) do nosso BLOG.

É com alegria que vamos dando continuidade ao assunto que estamos abordando: “O CANDOMBLÉ”. E dentro dele não deixaríamos de falar sobre: “Os Cargos dentro da casa de candomblé”.

Lembrando que esta postagem faz parte das inúmeras que foram excluídas da versão antiga do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, por  motivos de inveja de algumas pessoas totalmente desinformadas sobre minha pessoa e minhas atitudes. Bem como todas foram muito bem pesquisadas e confirmadas por pessoas amigas e de grande status dentro de nosso Candomblé, amigas e amigos, muitos queridos meus.

Ainda lembrando que algumas colocações foram retiradas da Wikipédia: WWW.wikipedia.com.br. Bem como da revista “Mundo Místico dos Orixás”. Bem como do Jornal “Umbanda Sagrada”. Desta forma, tudo que está aqui postado, não indica a minha autoria mas sim de pessoas com grande gabarito para falar melhor do assunto.

Já sabemos que o candomblé é uma religião que muito teve que lutar pra chegar até os dias de hoje, um dos fatores que manteve a sua sobrevivência foi a sua hierarquia. Uma realidade até hoje inquestionável.

Primeiro vamos ver os cargos que também designam uma hierarquia dentro de uma casa de Ketu:

Yalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
Yaegbe/baegbeé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé.
Iyakekere ou Babakekere: Mãe / Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta (o) a ajudar e ensinar a todos iniciados. Ojubonã: É a mãe criadeira.
Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú.
Iyaefun / Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iyawos. Iyadagan: Auxilia a Iyamoro.
Iyabassê: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas”.
Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Kosí Ewé, Kosí Orixá.
Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hierarquia.
Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar.
Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens.
Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
Iyaquequerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa. Babaquequerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote. Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos ritual.
Agibonã: mãe criadeira supervisiona e ajuda na iniciação.
Ebômi ou “Egbomi”: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho). Iyabassê: (mulher): responsável pela preparação das comidas de santo.
Iaô ou Yawô: filho-de-santo (que já incorpora Orixás).
Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais. (não entram em transe).
Alagbê: Responsável pelos atabaques e pelos toques. (não entram em transe).
Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe). Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). 

Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.

Lembro aqui que o primeiro povo a chegar no Brasil, foram os Banto (ou Bantu), o segundo; Os Nagô, trazendo a Nação Ketu e por último os Ewê-Fon que aqui passaram a ser denominados como Djeje, hoje uma grande Nação.
 
A hierarquia do candomblé Jeje:
Doté é o pai-de-santo, cargo ilustre do filho de Sogbô.
Doné é a mãe-de-santo, cargo feminino na casa Jeje, similar à Yalorixá.

Os vodunses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné. No Jeje-Mina Toivoduno Noche No Kwe Ceja Undé Gaiacú, cargo exclusivamente feminino Ekede.

Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados:
Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje.

A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor".

O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Rumpi e Lé são Jeje. No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.

A hierarquia do candomblé Bantu: Este povo chegou ao período colonial cuja economia era a cana de açúcar.

Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo:
Tata Nkisi - Zelador.
Mametu Nkisi - Zeladora.
Tata Ndenge - pai pequeno.
Mametu Ndenge - Mãe pequena (há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
Tata Nganga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa. Kambondos - Ogãs.
Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstrua mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de preferência ser uma senhora de idade e que não menstrue mais. Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa (Ndemburo = runko). Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram dos sete anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
Tata Nganga Muzambù – babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
Kutala - Herdeiro da casa.
Mona Nkisi - Filho de santo.
Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo (homem).
Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun (Ojé).  

Sacerdotes na África BANTU (ANGOLA-KONGO):
Kubama..................adivinhador de 1a categoria. Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria. Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
Nganga-a-mukixi.........sacerdote no culto de possessão (Angola). Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo). Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).  

Divisão Sacerdotais no Brasil (ANGOLA-KONGO):
Mametu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
Tateto ria mukixi......sacerdote no Angola.
Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
Nganga-a-nikisi.........sacerdote no Kongo.
Mametu ndenge..........mãe pequena no Angola.
Tateto ndenge..........Pai pequeno no Angola.
Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados. Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
Kisasba.................pai das sagradas folhas.
Tata utala..............pai do altar.
Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
Kuxika ia ngombe........Tocador (congo).
Muxiki.................. tocador( Angola). Njimbidi................ cantador. Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão. Kota....................todas as mulheres confirmadas.
Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
Kota kididii............toma conta de tudo mantém a paz.
Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas. Mosoioio................as (os) mais antigas.
Kota maganza............titulo título alcançado após a obrigação de 21 anos.
Maganza.................título dado aos iniciados. Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória. Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada

quinta-feira, 8 de março de 2012

NOSSO BLOG HOMENAGEIA VOCÊ MULHER

Andei pensando a melhor forma de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, sem ter como sair de seu propósito poder homenageá-las neste dia tão importante. 

Pensei, pesquisei, busquei ver a melhor forma de ir direto a você mulher, para neste dia não somente pra mim (pessoalmente), nem para nosso BLOG, mas para todos, o quanto cada uma de vocês é importante em nossa vida. 

Desta forma, tentei achar algo ou alguém, que de alguma forma, além de ser um exemplo de mulher, que pudesse falar de mulher para mulher. E olha que não me refiro às lojas MARISA. Mas falo de alguém, que além de ser mulher é verdadeira, lutadora, uma excelente profissional e acima de tudo vencedora. Pois com seu exemplo na luta contra o Câncer, não deve medo de partilhar sua doença ao vivo e a cores, sua doença, com todos e todas que assistem seu programa. 

Desta forma, que estas mensagens proferidas por este exemplo de mulher possam de alguma forma chegar aos seus corações e fazer do seu dia, uma grande oportunidade de alegrias, vitórias e grandes conquistas.




Espero que tenham gostado desta singela homenagem que dedido o dia do BLOG OLHOS DE OXALÁ A TODAS VOCÊS MULHERES. Não somente de nosso BRASIL, mas de nosso continente e do mundo inteiro. 

Muito axé pra todas vocês e que OGUM e OXAGUIÃ, possam estar sempre com todas dando sabedoria necessária, cheia de justiça e destemor. Que seus caminhos se abram para a felicidade seja ela qual for. E que todos os sonhos e objetivos se alcancem na serenidade de ser MULHER

PEDRO DE OGUM.

ALGUNS PENSAMENTOS ÀS MULHERES

De fato, todos nós temos importância. Mas não se pode negar que a mulher tem uma importância muito maior em sua participação na vida da raça humana. 

Desta forma, com esses pensamentos que dedico a todas vocês espero que o seu dia seja cheio de grandes alegrias, valores e acima de tudo que possam dar uma parte do seu dia para avaliar procedimentos, comportamentos e aprendam a se dar o valor básico e necessário para fazer da vida que as rodeiam sempre melhor.





Espero que estas mensagens tenham sido importantes em suas vidas na data de hoje. 

PEDRO DE OGUM
COORDENADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ. 

O PONTO DE VISTA DA MULHER DO CANDOMBLÉ

Muitas vezes se fala que a mulher não tem muito direito a expressão. Coisa que não é bem a verdade. Temos na sociedade, na história, no próprio serviço de cada um grandes exemplos de mulheres que além de alcançar o seu devido espaço, hoje são mais respeitadas e consultadas que muitos homens de grande gabarito por ai.

Com esta pequena introdução, apresento uma palestra muito bacana feita numa faculdade onde uma Yarolixá, da nação Bantu, se demonstra de fato conhecedora de vastos assuntos referentes ao nosso dia-a-dia, nossa religiosidade, bem como quanto a sociedade num geral.

Vale a pena conferir:













Espero que estejam de fato gostando da nova versão do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ, onde busco de fato não meramente a mesmice que encontramos na internet. Claro que não desmerecendo ninguém, mas apresentando de forma muito agradável, meios bacanas para alcançarmos mais e mais conhecimentos para nosso crescimento.

Não deixem de continuar dando seu ponto de vista, sobre nosso BLOG, e claro não deixem de acompanhá-lo diariamente. 

Axé. 

A QUESTÃO DAS MULHERES NA SOCIEDADE E NA RELIGIÃO


Motumbá irmãos(ãs), em especial às mulheres que visitam constantemente nosso BLOG.

De fato existem situações ou dias em que estamos mais dispostos a vir aqui em busca de ensinos, de escritos. De infomações sobre os Orixás enfim. Mas hoje eu me preocupei em unir o útil ao agradável, aproveitar o Dia Internacional das Mulheres, para falar deste tema. Quantas coisas passamos no dia a dia e nem percebemos que tudo tem algo relacionado ao lado espiritual de cada um.

Vemos muito de falar de VIOLENCIA FAMILIAR, VIOLENCIA À MULHER e até sobre o BULLING, outro top da sociedade abaixo é claro do famoso STRESS. Tudo hoje é moderno, coisa que nos tempos primordios, antigos não se ouvia falar nisso. Mas o progresso chegou para ficar.

Outro assunto que em vários aspectos é justamente a MULHER. Seja na sociedade como mãe de família, como trabalhadora, como pessoa ativa na religiosidade seja ela qual for. Mas também vemos as mulheres inseridas em outros temas como: PROSTITUIÇÃO, VIOLENCIA À MULHER entre outros.

Vamos explanar um pouco mais estes temas? Vejam a seguir que a violência não vem somente acompanhada ou direcianada a crença em que participamos ou deixamos de participar. Mas num todo vai sempre de encontro aos mais fracos entre eles a figura da mulher sempre se destaca. Acompanhe!

Até vemos situações onde desde a infância somos perseguidos ou marginalizados, mas não venho me referir à religiosidade. Claro que tem uma certa parcela sim. Mas vamos utilizar temas como PRECONCEITO, COR, RAÇA, CREDO temas muitas vezes que nem imaginamos que são pontos chaves de situações desagradáveis. Um exemplo: quantos já deixaram de conquistar um emprego por que não aceitaram sua ficha pelo simples fato de ser CANDOMBLECISTA? Posso dizer, VÁRIOS!


Percebam que até a
LEI MARIA DA PENHA É UMA COISA QUE DEVER SER POSTA A FUNCIONAR. Não foi criada a toa mas nasceu através de uma violência o qual sem ela esta lei não teria sido implantada em nosso País. Mas não para um enfeite, mas para ser verdadeira e praticada.


Devemos ter noção de nossas tradições. Da nossa realidade religiosa. Uma religiosidade com batizados, casamentos, iniciação, o culto do axexe. Enfim uma dimensão enorme de atos, gestos, realidades que não devem ser vistas com nariz de palhaço. Mas buscar lá no fundo do baú a originalidade de cada ato em si. 

Muitas vezes nos esqueçemos que para conheçer a Religião, buscamos fontes muitas vezes erradas, mas na correria de querer aprender nem nos damos conta de algo que pode ter a falta de um fundamento. Não quero dizer que ler um livro é errado, que procurar na internet seja errado. Mas temos que ter olho clinico em tudo. Muito mais vale ir aos pés dos idosos por sua vasta experiencia de vida, mas hoje nos esqueçemos disto, onde caimos também errando como muitos favorecendo o tal do preconceito aos idosos. 

Percebemos que muitas vezes agimos como quem nos persegue. Não adianta publicar uma propaganda: FAÇO AMARRAÇÃO OU RESOLVO SUA SITUAÇÃO FAMILIAR OU AINDA TRAGO A PESSOA AMADA EM TRES DIAS. Vejam que os Orixás em si tem muito mais a fazer do que se preocupar com coisas egoistas. Afinal não dá pra pegar um cidadão, amarrar uma corda no pescoço dele e dizer: "Agora fique aqui e junto! Fica! Sentado!" Como um cachorrinho.

Desta forma, que mais esta postagem seja uma forma de analisarmos nossa posição e como andam os nossos passos dentro da nossa religiosidade. busquemos fazer o nosso melhor. 


 Axé.

quarta-feira, 7 de março de 2012

AS FESTAS DE OBRIGAÇÃO DENTRO DO CANDOMBLÉ

Obrigações 


Iyawo São os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7 anos. 

Ser Iyawo, além de outros preceitos, é permanecer recolhido por um período de 21 dias, passando por doutrinas e fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma do iniciado. 

OBRIGAÇÃO DE UM ANO 


(Oduetá) ou (odú Kíní) São obrigações muito importantes é considerada como fim do resguardo do Iyawo após sua iniciação. Somente esta obrigação dará ao iniciado à liberdade de viver materialmente sem restrições na sociedade e no seu convívio familiar e pessoal. 

Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (ewo temporário. como cortar cabelo, tomar banho de mar e outros). Será feita na obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidas: comida ritual, frutas e flores. 

OBRIGAÇÃO DE TRÊS ANOS 


(Oduetá) Esta obrigação é considerada a confirmação da continuidade do iniciado no Axé, e já está autorizado a conceber o seu ajuntó, e a começar ser liberado e graduado pelo seu Babalorixá, a usar fios com Seguis e Bràjà dependendo do Orixá, e poderá deixar de usar Mòócan e Delègún, (conforme orientação do Babalorixá)

Outra obrigação é feita aos três anos de feitura (odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no candomblé Ketu considera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé)

OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS
 

(Oduijé) ou Odu ejé (a pronúncia do acento é fechada) É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé, que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto, cargo, titulo e direitos de independência do seu Babalorixá. 

Só quando fizer a obrigação de sete anos Odu ejé é que será considerado um Egbomi. 

A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc. 

Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá. 

Quando o Orixá aceita, a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá; se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ilê axé. 

OIYE - quer dizer titulo de independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO dado pelo seu Babalorixá, para ser independente e Zelador(a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um cargo na casa do Babalorixá onde fez a obrigação. 

DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e consulentes, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, etc.. Na nação Jeje receberá um Húnjèbé é o Titulo de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbomi, é o diploma dado pelo Babalorixá para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Orixás.

As Diferenças entre algumas nações no Candomblé - parte II



Como se sabe, muitas são as formas existentes de culto no Brasil que se utilizam da denominação Candomblé. Isto se dá pela grande variedade de etnias de negros, que reduzidos a condição de escravos, chegaram ao nosso país. Cada grupo/etnia que aqui aportou pertencia a locais distintos na África, tendo assim, costumes e culturas diferenciadas. 

Assim, portanto, chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e inúmeros outros grupos, que em terras brasileiras procuraram manter seus hábitos, sua cultura e também seus ritos religiosos. 

Daí surgiram as nações de candomblé, ou seja, a prática do candomblé conforme ritos específicos da origem do povo praticante, como a nação de Ketu, a nação Jêje, a nação Efon, Angola e Kongo ( atualmente, estas duas últimas, consideram-se fundidas dada a grande semelhança das prá ticas religiosas e a proximidade das línguas utilizadas, que são respectivamente, o Kimbundo e o Kikongo). 

Portanto, cada nação de candomblé possui características próprias, que a diferencia das demais. Estas diferenças se encontram na língua utilizada, nas divindades cultuadas, em determinadas práticas de caráter sigiloso (fundamento), no modo de se enxergar determinadas questões, enfim, numa série de fatores distintivos.


Faço abaixo algumas distinções entre a Nação Angola e outras denominações de candomblé, como a Nação Jêje e Ketu ( no meu ponto de vista, as mais conhecidas/difundidas ), para um maior esclarecimento:

A primeira (e primordial) diferença entre as citadas nações de candomblé se encontra com relação as divindades, objeto do culto. Assim:

Mukixes para os Angolanos;
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás ( Nação Ketu );
Voduns para os Daometanos ( Nação Jêje ).

Outra diferença encontrada, dentre muitas, é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente, assim:

Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás, e;
Ewe-fon para os Daometanos.


Distinguem-se ainda pelo próprio ritmo dos atabaques, pelas denominações que cada nação dá a estes, ou mesmo pela maneira de tocá-los, assim teremos:

Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu ( Angola e Kongo ), ritmos estes, obtidos através do toque com as mãos. Sendo denominados, os atabaques, simplesmente de engomas ou "ngomas".

Ijexá, Igbin, Aguere, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas. As denominações dos atabaques para os últimos (Jêjes) são: rum, rumpi e lé (os atabaques nesta cultura diferem-se das demais até mesmo no formato, pois são acomodados em suportes na posição horizontal, diferentemente das demais tradições); Para os primeiros ( Yorubás ), os atabaques são chamados genericamente de ilus, sendo tocados com a ajuda de varetas e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos).

Como todos podem ter observado, as diferenças aqui elencadas são superficiais devido ao breve espaço que disponho, mas creio, já servem de alguma forma de ajuda aos mais leigos. Então, gostaria que ficasse registrado que as diferenças não se esgotam apenas nesses poucos quesitos, pois existem inúmeras outras, talvez possa-se até arriscar dizer que existem em maior quantidade que as semelhanças.

Texto encontrado no seguinte site: http://alamindelocy.vilabol.uol.com.br/diferencas.htm

A ORAÇÃO DENTRO DO CANDOMBLÉ

Motumbá meus (minhas) irmãos(as). 


Mais uma vez eu venho aqui para tentar em algumas linhas que podem ser pequenas, médias ou grandes, falar sobre nossa religiosidade. Na verdade, sou como uma folha - levada onde o vento me levar e desta forma fui levado a postar novamente esta matéria que fazia parte da versão antiga de nosso BLOG. Mas venho aqui de forma, digamos, meditativa postar alguma coisa sobre um tema que muitas vezes passa por desapercebido ou para os mais cegos, nem se percebe, mas que é real e concreto dentro de nossa religiosidade. 

Abaixo eu coloquei este vídeo enviado ao PERFIL DOS OLHOS DE OXALÁ NO ORKUT muito bacana mas que nos diz muita coisa:


Antes de mais nada se estamos aqui é por que de alguma forma temos fé. Eu tenho fé que este simples Blog, possa de alguma forma, estar ajudando alguém neste exato momento. Outros têem fé em tudo que fazem nas suas vidas. Outros ainda têem a mesma fé que diante de uma dificuldade ou problema, tudo será resolvido. 

Mas o que vem de fato a ser fé? Fé é tudo aquilo que acreditamos no que não se vê. É a elevação da alma ao que vem a ser Divino completando a sua essência. Fé é acreditar sem olhar atrás. 

Afinal todos dizem ter fé em Deus, apesar que ninguém até hoje viu Deus. Mas como será esta questão dentro de nossa religiosidade? Como será que devemos nos portar, ao estar diante de uma dificuldade? 

O primeiro ato que fazemos seja em casa, no terreiro ou no barracão é rezar. Sim rezar. Seja na preparação de uma festa, de um toque, do recolhimento de um yaô. Todos os atos possuem em sua essência suas orações, suas rezas e suas cantigas, que não deixam de ser uma oração ou uma invocação.


Eu mesmo não deixo de sair de casa, sem antes firmar uma velinha, fazer minhas orações, pedindo proteção do meu anjo da guarda, pedindo que Deus em sua divina misericórdia possa me dar um dia de vitórias, mas que todas sejam conforme a Sua Vontade e não a minha; bem como peço a proteção dos Orixás, para me dirigir durante o andamento do dia. 

Mas o que vem a ser Oração? A oração é vista como uma necessidade e não como uma opção. Sempre que nos sentimos acuados pelo mundanismo ou sempre que percebemos um esfriamento espiritual nos dispomos à oração, na busca do reavivamento e da unção espiritual necessária para uma vida vitoriosa. 

Quando estudamos sobre a oração verificamos que esta prática espiritual e religiosa assume formas bem divergentes, dependendo do tipo de religião ou espiritualidade em que se acha. Na verdade, identificamos seis tipos de oração: a primitiva, a ritual, a de cultura grega, a filosófica, a mística e a profética. Na oração do homem primitivo Deus é visto como um ser superior que escuta e responde aos pedidos dos seres humanos, embora em geral, ele não seja considerado onipotente e santíssimo. A oração primitiva nasce da necessidade e do medo, e freqüentemente o pedido visa o livramento dos infortúnios e dos perigos.

A oração ritual representa uma etapa mais avançada de civilização, embora não seja necessariamente mais profunda nem mais significativa. Nesse caso é a forma e não o conteúdo da oração que traz a resposta. A oração é reduzida a litanias e repetições, por causa da crença de que há um efeito mágico nesse ritual.

Na religião grega popular a petição era centrada nos valores morais mais do que nas necessidades rudimentares simples. Acreditava-se que os deuses eram benignos, mas não onipotentes. A oração dos gregos antigos era uma forma purificada de oração primitiva. Refletia, mas não transcendia os valores culturais da civilização helênica.

A oração filosófica significa a dissolução da oração realista ou ingênua. Agora, a oração passa a ser uma reflexão sobre o significado da vida ou a resignação à ordem divina no universo. Na melhor das hipóteses, a oração filosófica inclui uma nota de ações de graça pelas bênçãos da vida.

Os dois tipos mais sublimes de oração são a mística ou profética. O misticismo, representa uma síntese dos temas neo-platônicos, mas também é um fenômeno religioso universal. Nesse caso o alvo é a união com Deus, que é geralmente retratado em termos supra-pessoais.

A oração profética significa tanto uma reapropriação como uma transformação do discernimento espiritual do homem primitivo. Agora, a oração se baseia não somente na necessidade como também no amor. Não é um encantamento nem uma meditação, mas uma forte expressão espontânea de emoção. Realmente, a súplica vinda do fundo do coração é a essência da oração verdadeira.

Devemos tomar muito cuidado com o fenômeno contemporâneo conhecido como espiritualidade secular, que é uma espécie de misticismo, onde a ênfase recai em imergir no mundo na busca de prosperidade, de curas milagrosas, de adivinhações profeteiras e de toda a espécie de egocentrismo e de realizações antropocêntricas, isto é, voltadas para o homem e totalmente distanciadas de Deus e da verdadeira devoção.


Com esta postagem, já vou anunciando que logo estaremos falando sobre o ORIXÁ OGUM, cujo tempo litúrgico, esta se aproximando. 

terça-feira, 6 de março de 2012

GRUPO ADE OBA PARAMENTOS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá irmãos (ãs). 

Com grande alegria vemos postar mais uma grande colaboração de um de nossos amigos mais participativos de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Sempre com novidades atuais em seus serviços, a fim de cada vez mais, poder divulgar o seu trabalho direcionado tão dignamente voltado aos adeptos do CANDOMBLÉ, bem como a UMBANDA SAGRADA

Um serviço de amor e dedicação incondicional a fim de cada vez atender melhor os seus clientes e irmãos de fé. 

Veja os seus trabalhos:



Assim como eles, se você tem algum serviço, algum negócio comercial voltado para nossa religiosidade e queira divulgar aqui é muito fácil. Veja os procedimentos:

Elabore um texto apresentação de seu serviço ou comercio, este deverá ter um resumo do serviço prestado bem como todas as informações necessárias para facilitar ainda mais a procura de seus serviços. Estas são as informações necessárias: telefone de contato, email, site, preços, formas de pagamentos, prazos de entrega e localidades das mesmas. Pois não sabemos se a entrega é estadual ou  para o País em questão. 
Fotos dos serviços, produtos ou comercio em questão.

Como já me questionaram uma vez vou repetir esta informação para evitar equívocos desnecessários e dar mais condições de animá-los em divulgar seu serviço

O BLOG OLHOS DE OXALÁ, só esta prestando um serviço de divulgação através deste meio de comunicação. NÃO É COBRADO NENHUMA TAXA PARA ISTO. SOMENTE DIVULGAMOS. QUALQUER TIPO DE INFORMAÇÃO POSTADA É DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DAS INFORMAÇÕES DA DIVULGAÇÃO. PORTANTO, NÓS NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR QUALQUER TIPO DE INFORMAÇÃO ERRADA DA MESMA. LEMBRANDO QUE TODAS AS POSTAGENS DE DIVULGAÇÃO ESTÃO DE ACORDO COM O QUE NOS FOI PASSADO PELO MESMO. 

ATENCIOSAMENTE

PEDRO DE OGUM
COORDENADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ

A MUSICALIDADE NO CANDOMBLÉ


"O som é a primeira relação com o mundo, desde o ventre materno. Abre canais de comunicação que facilitam o tratamento. Além de atingir os movimentos mais primitivos, a música atua como elemento ordenador, que organiza a pessoa internamente"

Os três atabaques que fazem soar o toque durante o ritual também são responsáveis pela convocação dos Orixás. O rum funciona como solista, marcando os passos da dança. Os outros dois, o rumpi e o lé, reforçam a marcação, reproduzindo as modulações da língua africana iorubá - uma língua cantada, como o sotaque baiano. Além dos atabaques, usam-se também o agogô e o xequerê. 

§ Runtó - (Geralmente um Cargo Masculino dos Candomblés Jeje e Mina); 

§ Alabê - (Um tipo de Ogã dos Candomblés seguidores da Nação Ketu, amplo modelo Yoruba); 

§ Xicaringome - (Cargo Masculino comum dos terreiros de Candomblé Angola e alguns Angola-Congo); 

São, ao todo, mais de quinze ritmos diferentes. Cada Casa de Santo tem até 500 cânticos. Segundo a fé dos praticantes, os versos e as frases rítmicas, repetidos incansavelmente, têm o poder de "captar" o mundo sobrenatural.

As Diferenças entre algumas nações no Candomblé


Como se sabe, muitas são as formas existentes de culto no Brasil que se utilizam da denominação Candomblé. Isto se dá pela grande variedade de etnias de negros, que reduzidos a condição de escravos, chegaram ao nosso país. Cada grupo/etnia que aqui aportou pertencia a locais distintos na África, tendo assim, costumes e culturas diferenciadas.

Assim, portanto, chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e inúmeros outros grupos, que em terras brasileiras procuraram manter seus hábitos, sua cultura e também seus ritos religiosos.

Daí surgiram as nações de candomblé, ou seja, a prática do candomblé conforme ritos específicos da origem do povo praticante, como a nação de Ketu, a nação Jêje, a nação Efon, Angola e Kongo ( atualmente, estas duas últimas, consideram-se fundidas dada a grande semelhança das práticas religiosas e a proximidade das línguas utilizadas, que são respectivamente, o Kimbundo e o Kikongo). Portanto, cada nação de candomblé possui características próprias, que a diferencia das demais.


Estas diferenças se encontram na língua utilizada, nas divindades cultuadas, em determinadas práticas de caráter sigiloso ( fundamento ), no modo de se enxergar determinadas questões, enfim, numa série de fatores distintivos.

Faço abaixo algumas distinções entre a Nação Angola e outras denominações de candomblé, como a Nação Jêje e Ketu ( no meu ponto de vista, as mais conhecidas/difundidas), para um maior esclarecimento.
A primeira (e primordial) diferença entre as citadas nações de candomblé se encontra com relação as divindades, objeto do culto.

Assim:

Mukixes para os Angolanos:
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás ( Nação Ketu );
Voduns para os Daometanos ( Nação Jêje ).

Outra diferença encontrada, dentre muitas, é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente, assim:

Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás;
Ewe-fon para os Daometanos.


Distinguem-se ainda pelo próprio rítmo dos atabaques, pelas denominações que cada nação dá a estes, ou mesmo pela maneira de tocá-los, assim teremos:
Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu (Angola e Kongo), ritmos estes, obtidos através do toque com as mãos.

Sendo denominados, os atabaques, simplesmente de engomas ou "ngomas". Ijexá, Igbin, Aguere, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas.

As denominações dos atabaques para os últimos ( Jêjes ) são: rum, rumpi e lé (os atabaques nesta cultura diferem-se das demais até mesmo no formato, pois são acomodados em suportes na posição horizontal, diferentemente das demais tradições).

Para os primeiros ( Yorubás ), os atabaques são chamados genericamente de ilus, sendo tocados com a ajuda de varetas e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos ).

Como todos podem ter observado, as diferenças aqui elencadas são superficiais devido ao breve espaço que disponho, mas creio, já servem de alguma forma de ajuda aos mais leigos. Então, gostaria que ficasse registrado que as diferenças não se esgotam apenas nesses poucos quesitos, pois existem inúmeras outras, talvez possa-se até arriscar dizer que existem em maior quantidade que as semelhanças.

Como já disse num parêntese acima, o termo Nação Angola hoje em dia é empregado de forma a designar não somente o rito Angola, mas também o rito originário do Kongo. Porém, as duas expressões do candomblé bantu também guardam diferenças, pois enquanto a primeira cultua os mukixes (termo derivado Kimbundo que designa as divindades cultuadas em Angola, assim como orixá, vodum e inkice) a segunda cultua os inkices (termo derivado do Kikongo ).

Acho de estrema importância salientar este tópico, ainda que em observação, pois poucos sabem estabelecer tal distinção. Digo aqui simplesmente engoma ou "ngoma", por ser o mais utilizado nas casas Angola/Kongo, porém existem denominações específicas para cada atabaque