quinta-feira, 8 de março de 2012

A QUESTÃO DAS MULHERES NA SOCIEDADE E NA RELIGIÃO


Motumbá irmãos(ãs), em especial às mulheres que visitam constantemente nosso BLOG.

De fato existem situações ou dias em que estamos mais dispostos a vir aqui em busca de ensinos, de escritos. De infomações sobre os Orixás enfim. Mas hoje eu me preocupei em unir o útil ao agradável, aproveitar o Dia Internacional das Mulheres, para falar deste tema. Quantas coisas passamos no dia a dia e nem percebemos que tudo tem algo relacionado ao lado espiritual de cada um.

Vemos muito de falar de VIOLENCIA FAMILIAR, VIOLENCIA À MULHER e até sobre o BULLING, outro top da sociedade abaixo é claro do famoso STRESS. Tudo hoje é moderno, coisa que nos tempos primordios, antigos não se ouvia falar nisso. Mas o progresso chegou para ficar.

Outro assunto que em vários aspectos é justamente a MULHER. Seja na sociedade como mãe de família, como trabalhadora, como pessoa ativa na religiosidade seja ela qual for. Mas também vemos as mulheres inseridas em outros temas como: PROSTITUIÇÃO, VIOLENCIA À MULHER entre outros.

Vamos explanar um pouco mais estes temas? Vejam a seguir que a violência não vem somente acompanhada ou direcianada a crença em que participamos ou deixamos de participar. Mas num todo vai sempre de encontro aos mais fracos entre eles a figura da mulher sempre se destaca. Acompanhe!

Até vemos situações onde desde a infância somos perseguidos ou marginalizados, mas não venho me referir à religiosidade. Claro que tem uma certa parcela sim. Mas vamos utilizar temas como PRECONCEITO, COR, RAÇA, CREDO temas muitas vezes que nem imaginamos que são pontos chaves de situações desagradáveis. Um exemplo: quantos já deixaram de conquistar um emprego por que não aceitaram sua ficha pelo simples fato de ser CANDOMBLECISTA? Posso dizer, VÁRIOS!


Percebam que até a
LEI MARIA DA PENHA É UMA COISA QUE DEVER SER POSTA A FUNCIONAR. Não foi criada a toa mas nasceu através de uma violência o qual sem ela esta lei não teria sido implantada em nosso País. Mas não para um enfeite, mas para ser verdadeira e praticada.


Devemos ter noção de nossas tradições. Da nossa realidade religiosa. Uma religiosidade com batizados, casamentos, iniciação, o culto do axexe. Enfim uma dimensão enorme de atos, gestos, realidades que não devem ser vistas com nariz de palhaço. Mas buscar lá no fundo do baú a originalidade de cada ato em si. 

Muitas vezes nos esqueçemos que para conheçer a Religião, buscamos fontes muitas vezes erradas, mas na correria de querer aprender nem nos damos conta de algo que pode ter a falta de um fundamento. Não quero dizer que ler um livro é errado, que procurar na internet seja errado. Mas temos que ter olho clinico em tudo. Muito mais vale ir aos pés dos idosos por sua vasta experiencia de vida, mas hoje nos esqueçemos disto, onde caimos também errando como muitos favorecendo o tal do preconceito aos idosos. 

Percebemos que muitas vezes agimos como quem nos persegue. Não adianta publicar uma propaganda: FAÇO AMARRAÇÃO OU RESOLVO SUA SITUAÇÃO FAMILIAR OU AINDA TRAGO A PESSOA AMADA EM TRES DIAS. Vejam que os Orixás em si tem muito mais a fazer do que se preocupar com coisas egoistas. Afinal não dá pra pegar um cidadão, amarrar uma corda no pescoço dele e dizer: "Agora fique aqui e junto! Fica! Sentado!" Como um cachorrinho.

Desta forma, que mais esta postagem seja uma forma de analisarmos nossa posição e como andam os nossos passos dentro da nossa religiosidade. busquemos fazer o nosso melhor. 


 Axé.

quarta-feira, 7 de março de 2012

AS FESTAS DE OBRIGAÇÃO DENTRO DO CANDOMBLÉ

Obrigações 


Iyawo São os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7 anos. 

Ser Iyawo, além de outros preceitos, é permanecer recolhido por um período de 21 dias, passando por doutrinas e fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma do iniciado. 

OBRIGAÇÃO DE UM ANO 


(Oduetá) ou (odú Kíní) São obrigações muito importantes é considerada como fim do resguardo do Iyawo após sua iniciação. Somente esta obrigação dará ao iniciado à liberdade de viver materialmente sem restrições na sociedade e no seu convívio familiar e pessoal. 

Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (ewo temporário. como cortar cabelo, tomar banho de mar e outros). Será feita na obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidas: comida ritual, frutas e flores. 

OBRIGAÇÃO DE TRÊS ANOS 


(Oduetá) Esta obrigação é considerada a confirmação da continuidade do iniciado no Axé, e já está autorizado a conceber o seu ajuntó, e a começar ser liberado e graduado pelo seu Babalorixá, a usar fios com Seguis e Bràjà dependendo do Orixá, e poderá deixar de usar Mòócan e Delègún, (conforme orientação do Babalorixá)

Outra obrigação é feita aos três anos de feitura (odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no candomblé Ketu considera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé)

OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS
 

(Oduijé) ou Odu ejé (a pronúncia do acento é fechada) É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé, que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto, cargo, titulo e direitos de independência do seu Babalorixá. 

Só quando fizer a obrigação de sete anos Odu ejé é que será considerado um Egbomi. 

A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc. 

Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá. 

Quando o Orixá aceita, a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá; se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ilê axé. 

OIYE - quer dizer titulo de independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO dado pelo seu Babalorixá, para ser independente e Zelador(a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um cargo na casa do Babalorixá onde fez a obrigação. 

DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e consulentes, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, etc.. Na nação Jeje receberá um Húnjèbé é o Titulo de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbomi, é o diploma dado pelo Babalorixá para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Orixás.

As Diferenças entre algumas nações no Candomblé - parte II



Como se sabe, muitas são as formas existentes de culto no Brasil que se utilizam da denominação Candomblé. Isto se dá pela grande variedade de etnias de negros, que reduzidos a condição de escravos, chegaram ao nosso país. Cada grupo/etnia que aqui aportou pertencia a locais distintos na África, tendo assim, costumes e culturas diferenciadas. 

Assim, portanto, chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e inúmeros outros grupos, que em terras brasileiras procuraram manter seus hábitos, sua cultura e também seus ritos religiosos. 

Daí surgiram as nações de candomblé, ou seja, a prática do candomblé conforme ritos específicos da origem do povo praticante, como a nação de Ketu, a nação Jêje, a nação Efon, Angola e Kongo ( atualmente, estas duas últimas, consideram-se fundidas dada a grande semelhança das prá ticas religiosas e a proximidade das línguas utilizadas, que são respectivamente, o Kimbundo e o Kikongo). 

Portanto, cada nação de candomblé possui características próprias, que a diferencia das demais. Estas diferenças se encontram na língua utilizada, nas divindades cultuadas, em determinadas práticas de caráter sigiloso (fundamento), no modo de se enxergar determinadas questões, enfim, numa série de fatores distintivos.


Faço abaixo algumas distinções entre a Nação Angola e outras denominações de candomblé, como a Nação Jêje e Ketu ( no meu ponto de vista, as mais conhecidas/difundidas ), para um maior esclarecimento:

A primeira (e primordial) diferença entre as citadas nações de candomblé se encontra com relação as divindades, objeto do culto. Assim:

Mukixes para os Angolanos;
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás ( Nação Ketu );
Voduns para os Daometanos ( Nação Jêje ).

Outra diferença encontrada, dentre muitas, é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente, assim:

Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás, e;
Ewe-fon para os Daometanos.


Distinguem-se ainda pelo próprio ritmo dos atabaques, pelas denominações que cada nação dá a estes, ou mesmo pela maneira de tocá-los, assim teremos:

Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu ( Angola e Kongo ), ritmos estes, obtidos através do toque com as mãos. Sendo denominados, os atabaques, simplesmente de engomas ou "ngomas".

Ijexá, Igbin, Aguere, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas. As denominações dos atabaques para os últimos (Jêjes) são: rum, rumpi e lé (os atabaques nesta cultura diferem-se das demais até mesmo no formato, pois são acomodados em suportes na posição horizontal, diferentemente das demais tradições); Para os primeiros ( Yorubás ), os atabaques são chamados genericamente de ilus, sendo tocados com a ajuda de varetas e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos).

Como todos podem ter observado, as diferenças aqui elencadas são superficiais devido ao breve espaço que disponho, mas creio, já servem de alguma forma de ajuda aos mais leigos. Então, gostaria que ficasse registrado que as diferenças não se esgotam apenas nesses poucos quesitos, pois existem inúmeras outras, talvez possa-se até arriscar dizer que existem em maior quantidade que as semelhanças.

Texto encontrado no seguinte site: http://alamindelocy.vilabol.uol.com.br/diferencas.htm

A ORAÇÃO DENTRO DO CANDOMBLÉ

Motumbá meus (minhas) irmãos(as). 


Mais uma vez eu venho aqui para tentar em algumas linhas que podem ser pequenas, médias ou grandes, falar sobre nossa religiosidade. Na verdade, sou como uma folha - levada onde o vento me levar e desta forma fui levado a postar novamente esta matéria que fazia parte da versão antiga de nosso BLOG. Mas venho aqui de forma, digamos, meditativa postar alguma coisa sobre um tema que muitas vezes passa por desapercebido ou para os mais cegos, nem se percebe, mas que é real e concreto dentro de nossa religiosidade. 

Abaixo eu coloquei este vídeo enviado ao PERFIL DOS OLHOS DE OXALÁ NO ORKUT muito bacana mas que nos diz muita coisa:


Antes de mais nada se estamos aqui é por que de alguma forma temos fé. Eu tenho fé que este simples Blog, possa de alguma forma, estar ajudando alguém neste exato momento. Outros têem fé em tudo que fazem nas suas vidas. Outros ainda têem a mesma fé que diante de uma dificuldade ou problema, tudo será resolvido. 

Mas o que vem de fato a ser fé? Fé é tudo aquilo que acreditamos no que não se vê. É a elevação da alma ao que vem a ser Divino completando a sua essência. Fé é acreditar sem olhar atrás. 

Afinal todos dizem ter fé em Deus, apesar que ninguém até hoje viu Deus. Mas como será esta questão dentro de nossa religiosidade? Como será que devemos nos portar, ao estar diante de uma dificuldade? 

O primeiro ato que fazemos seja em casa, no terreiro ou no barracão é rezar. Sim rezar. Seja na preparação de uma festa, de um toque, do recolhimento de um yaô. Todos os atos possuem em sua essência suas orações, suas rezas e suas cantigas, que não deixam de ser uma oração ou uma invocação.


Eu mesmo não deixo de sair de casa, sem antes firmar uma velinha, fazer minhas orações, pedindo proteção do meu anjo da guarda, pedindo que Deus em sua divina misericórdia possa me dar um dia de vitórias, mas que todas sejam conforme a Sua Vontade e não a minha; bem como peço a proteção dos Orixás, para me dirigir durante o andamento do dia. 

Mas o que vem a ser Oração? A oração é vista como uma necessidade e não como uma opção. Sempre que nos sentimos acuados pelo mundanismo ou sempre que percebemos um esfriamento espiritual nos dispomos à oração, na busca do reavivamento e da unção espiritual necessária para uma vida vitoriosa. 

Quando estudamos sobre a oração verificamos que esta prática espiritual e religiosa assume formas bem divergentes, dependendo do tipo de religião ou espiritualidade em que se acha. Na verdade, identificamos seis tipos de oração: a primitiva, a ritual, a de cultura grega, a filosófica, a mística e a profética. Na oração do homem primitivo Deus é visto como um ser superior que escuta e responde aos pedidos dos seres humanos, embora em geral, ele não seja considerado onipotente e santíssimo. A oração primitiva nasce da necessidade e do medo, e freqüentemente o pedido visa o livramento dos infortúnios e dos perigos.

A oração ritual representa uma etapa mais avançada de civilização, embora não seja necessariamente mais profunda nem mais significativa. Nesse caso é a forma e não o conteúdo da oração que traz a resposta. A oração é reduzida a litanias e repetições, por causa da crença de que há um efeito mágico nesse ritual.

Na religião grega popular a petição era centrada nos valores morais mais do que nas necessidades rudimentares simples. Acreditava-se que os deuses eram benignos, mas não onipotentes. A oração dos gregos antigos era uma forma purificada de oração primitiva. Refletia, mas não transcendia os valores culturais da civilização helênica.

A oração filosófica significa a dissolução da oração realista ou ingênua. Agora, a oração passa a ser uma reflexão sobre o significado da vida ou a resignação à ordem divina no universo. Na melhor das hipóteses, a oração filosófica inclui uma nota de ações de graça pelas bênçãos da vida.

Os dois tipos mais sublimes de oração são a mística ou profética. O misticismo, representa uma síntese dos temas neo-platônicos, mas também é um fenômeno religioso universal. Nesse caso o alvo é a união com Deus, que é geralmente retratado em termos supra-pessoais.

A oração profética significa tanto uma reapropriação como uma transformação do discernimento espiritual do homem primitivo. Agora, a oração se baseia não somente na necessidade como também no amor. Não é um encantamento nem uma meditação, mas uma forte expressão espontânea de emoção. Realmente, a súplica vinda do fundo do coração é a essência da oração verdadeira.

Devemos tomar muito cuidado com o fenômeno contemporâneo conhecido como espiritualidade secular, que é uma espécie de misticismo, onde a ênfase recai em imergir no mundo na busca de prosperidade, de curas milagrosas, de adivinhações profeteiras e de toda a espécie de egocentrismo e de realizações antropocêntricas, isto é, voltadas para o homem e totalmente distanciadas de Deus e da verdadeira devoção.


Com esta postagem, já vou anunciando que logo estaremos falando sobre o ORIXÁ OGUM, cujo tempo litúrgico, esta se aproximando. 

terça-feira, 6 de março de 2012

GRUPO ADE OBA PARAMENTOS DIVULGANDO CONOSCO

Motumbá irmãos (ãs). 

Com grande alegria vemos postar mais uma grande colaboração de um de nossos amigos mais participativos de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ

Sempre com novidades atuais em seus serviços, a fim de cada vez mais, poder divulgar o seu trabalho direcionado tão dignamente voltado aos adeptos do CANDOMBLÉ, bem como a UMBANDA SAGRADA

Um serviço de amor e dedicação incondicional a fim de cada vez atender melhor os seus clientes e irmãos de fé. 

Veja os seus trabalhos:



Assim como eles, se você tem algum serviço, algum negócio comercial voltado para nossa religiosidade e queira divulgar aqui é muito fácil. Veja os procedimentos:

Elabore um texto apresentação de seu serviço ou comercio, este deverá ter um resumo do serviço prestado bem como todas as informações necessárias para facilitar ainda mais a procura de seus serviços. Estas são as informações necessárias: telefone de contato, email, site, preços, formas de pagamentos, prazos de entrega e localidades das mesmas. Pois não sabemos se a entrega é estadual ou  para o País em questão. 
Fotos dos serviços, produtos ou comercio em questão.

Como já me questionaram uma vez vou repetir esta informação para evitar equívocos desnecessários e dar mais condições de animá-los em divulgar seu serviço

O BLOG OLHOS DE OXALÁ, só esta prestando um serviço de divulgação através deste meio de comunicação. NÃO É COBRADO NENHUMA TAXA PARA ISTO. SOMENTE DIVULGAMOS. QUALQUER TIPO DE INFORMAÇÃO POSTADA É DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DAS INFORMAÇÕES DA DIVULGAÇÃO. PORTANTO, NÓS NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR QUALQUER TIPO DE INFORMAÇÃO ERRADA DA MESMA. LEMBRANDO QUE TODAS AS POSTAGENS DE DIVULGAÇÃO ESTÃO DE ACORDO COM O QUE NOS FOI PASSADO PELO MESMO. 

ATENCIOSAMENTE

PEDRO DE OGUM
COORDENADOR DO BLOG OLHOS DE OXALÁ

A MUSICALIDADE NO CANDOMBLÉ


"O som é a primeira relação com o mundo, desde o ventre materno. Abre canais de comunicação que facilitam o tratamento. Além de atingir os movimentos mais primitivos, a música atua como elemento ordenador, que organiza a pessoa internamente"

Os três atabaques que fazem soar o toque durante o ritual também são responsáveis pela convocação dos Orixás. O rum funciona como solista, marcando os passos da dança. Os outros dois, o rumpi e o lé, reforçam a marcação, reproduzindo as modulações da língua africana iorubá - uma língua cantada, como o sotaque baiano. Além dos atabaques, usam-se também o agogô e o xequerê. 

§ Runtó - (Geralmente um Cargo Masculino dos Candomblés Jeje e Mina); 

§ Alabê - (Um tipo de Ogã dos Candomblés seguidores da Nação Ketu, amplo modelo Yoruba); 

§ Xicaringome - (Cargo Masculino comum dos terreiros de Candomblé Angola e alguns Angola-Congo); 

São, ao todo, mais de quinze ritmos diferentes. Cada Casa de Santo tem até 500 cânticos. Segundo a fé dos praticantes, os versos e as frases rítmicas, repetidos incansavelmente, têm o poder de "captar" o mundo sobrenatural.

As Diferenças entre algumas nações no Candomblé


Como se sabe, muitas são as formas existentes de culto no Brasil que se utilizam da denominação Candomblé. Isto se dá pela grande variedade de etnias de negros, que reduzidos a condição de escravos, chegaram ao nosso país. Cada grupo/etnia que aqui aportou pertencia a locais distintos na África, tendo assim, costumes e culturas diferenciadas.

Assim, portanto, chegaram daometanos, yorubás, congolenses, angolanos, malês e inúmeros outros grupos, que em terras brasileiras procuraram manter seus hábitos, sua cultura e também seus ritos religiosos.

Daí surgiram as nações de candomblé, ou seja, a prática do candomblé conforme ritos específicos da origem do povo praticante, como a nação de Ketu, a nação Jêje, a nação Efon, Angola e Kongo ( atualmente, estas duas últimas, consideram-se fundidas dada a grande semelhança das práticas religiosas e a proximidade das línguas utilizadas, que são respectivamente, o Kimbundo e o Kikongo). Portanto, cada nação de candomblé possui características próprias, que a diferencia das demais.


Estas diferenças se encontram na língua utilizada, nas divindades cultuadas, em determinadas práticas de caráter sigiloso ( fundamento ), no modo de se enxergar determinadas questões, enfim, numa série de fatores distintivos.

Faço abaixo algumas distinções entre a Nação Angola e outras denominações de candomblé, como a Nação Jêje e Ketu ( no meu ponto de vista, as mais conhecidas/difundidas), para um maior esclarecimento.
A primeira (e primordial) diferença entre as citadas nações de candomblé se encontra com relação as divindades, objeto do culto.

Assim:

Mukixes para os Angolanos:
Inkices para os Congolenses;
Orixás para os Yorubás ( Nação Ketu );
Voduns para os Daometanos ( Nação Jêje ).

Outra diferença encontrada, dentre muitas, é a variação do idioma/língua/dialeto utilizado em cada vertente, assim:

Kimbundo para os Angolanos;
Kikongo para os Congolenses;
Yorubá para os Yorubás;
Ewe-fon para os Daometanos.


Distinguem-se ainda pelo próprio rítmo dos atabaques, pelas denominações que cada nação dá a estes, ou mesmo pela maneira de tocá-los, assim teremos:
Kongo de Ouro, Barra Vento e Kabula para as tradições Bantu (Angola e Kongo), ritmos estes, obtidos através do toque com as mãos.

Sendo denominados, os atabaques, simplesmente de engomas ou "ngomas". Ijexá, Igbin, Aguere, Bravum, Opanijé, Alujá, Adahun e Avamunha para as tradições Yorubás e Daometanas.

As denominações dos atabaques para os últimos ( Jêjes ) são: rum, rumpi e lé (os atabaques nesta cultura diferem-se das demais até mesmo no formato, pois são acomodados em suportes na posição horizontal, diferentemente das demais tradições).

Para os primeiros ( Yorubás ), os atabaques são chamados genericamente de ilus, sendo tocados com a ajuda de varetas e não diretamente com as mãos (exceto o Ijexá, que se utiliza também do toque com as mãos ).

Como todos podem ter observado, as diferenças aqui elencadas são superficiais devido ao breve espaço que disponho, mas creio, já servem de alguma forma de ajuda aos mais leigos. Então, gostaria que ficasse registrado que as diferenças não se esgotam apenas nesses poucos quesitos, pois existem inúmeras outras, talvez possa-se até arriscar dizer que existem em maior quantidade que as semelhanças.

Como já disse num parêntese acima, o termo Nação Angola hoje em dia é empregado de forma a designar não somente o rito Angola, mas também o rito originário do Kongo. Porém, as duas expressões do candomblé bantu também guardam diferenças, pois enquanto a primeira cultua os mukixes (termo derivado Kimbundo que designa as divindades cultuadas em Angola, assim como orixá, vodum e inkice) a segunda cultua os inkices (termo derivado do Kikongo ).

Acho de estrema importância salientar este tópico, ainda que em observação, pois poucos sabem estabelecer tal distinção. Digo aqui simplesmente engoma ou "ngoma", por ser o mais utilizado nas casas Angola/Kongo, porém existem denominações específicas para cada atabaque

sábado, 3 de março de 2012

CANDOMBLÉ KETU

 Candomblé Ketu é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé.

No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs estavam os Yorubá (Ioruba). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

Teve inicio em Salvador, Bahia, de acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, que algumas princesas vindas de Oyó e Ketu, na condição de escravas, fundaram um terreiro num engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades. "Para cada categoria ocupacional, raça, nação, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos, etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica".

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato. O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente freqüentado pelas elites locais. Posteriormente as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte. Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo desgraçadamente demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média, de gosto duvidoso. Saindo para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização. Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que o “corpus” da irmandade continha variada procedência étnica, já que, fala-se: mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros. Na comunidade existente atrás da capela da confraria foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu que depois se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano para Cachoeira e São Félix para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou, Roça do Ventura.


O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil, de onde saíram as Iyalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.

Casa Branca do Engenho Velho


Ilê Axé Opô Afonjá



Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois

APRENDA A MONTAR UMA FONTE

Motumbá amigos (as) do nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. 

Como é do conhecimento de todos, a algum tempo atrás, nosso BLOG, passou por algumas mudanças na sua estrutura. Nesta mudança algumas postagens foram excluídas e outras salvas e bem guardadas para posteriormente serem postadas conforme o andamento do mesmo. 

Mediante a um pedido para mim, muito especial, feito por uma pessoa muito querida e estimada, esta postagem sobre a montagem de uma fonte, é uma delas que volta ao ar.


Parece tão bobo o assunto, mas nos dias atuais é de supra importância pensar-se a respeito. Não meramente por questões religiosas, mas por questões de saúde devido ao nosso clima tão seco ultimamente vivido por todos. 

Claro que se deve pensar também na questão estética de um ambiente, desta forma é que especialistas recomendam dispor a fonte próxima à parede da porta principal. Outra localização indicada é no canto esquerdo de quem entra na sala.

Além de favorecer a energia da casa, uma fonte é muito útil nos dias de calor, pois a evaporação do líquido cria minúsculas partículas no ar que deixam o ambiente mais fresco e neutralizam poluentes, como a fumaça do cigarro. 

Com tantas qualidades, vale à pena ter uma fonte por perto. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados. Depois de instalada, ela jamais deve ficar vazia. "Isso estanca a energia". Atente ainda para o eventual desconforto que o barulho possa provocar em algum dos moradores. 

Nesse caso, vale diminuir o fluxo da água, trocar o motor (por um modelo silencioso) ou colocar pedras para amortecer a queda da água. Se nada surtir efeito, Mariângela (visagista) aconselha deixá-la no jardim ou na varanda. Se você preferir comprar sua fonte pronta. Agora, se você gosta de colocar a mão na massa, confira o passo a passo e crie sua fonte personalizada.

01- Determine o local onde você vai instalar em poucas horas o seu laguinho com ponte, chafariz, cascatinha e iluminação subaquática. Limpe a área retirando entulhos, faremos uma cava de 40 cm de profundidade e na borda, uma virola de 10cm de altura, assim a profundidade total será de 50cm.

02- Quando você marcar o terreno, considere o tamanho da sua Manta de PVC, em "Laguinhos". Cave o buraco, com 40cm, faça uma virolinha de 10 cm acima do nível natural do terreno. Isto fará com que a água da chuva ou do jardim não entrem no laguinho, evitando sujar a água.

03- Retire raizes, pedras, entulhos. Deixe tudo limpo dentro do buraco. Espalhe a Manta. Lave as pedras que você vai usar no laguinho, encha com água a sua manta para que a mesma assente completamente. Coloque as pedras, sem massa, sem cimento, apenas encaixe uma com as outras manualmente. 

04- Uma Ponte pode decorar seu laguinho criando um charme no seu jardim. Instale sua ponte, encaixando as pedras no laguinho com água. Você precisará de 01 ponto de elétrica 110v ou 220v. Precisará também de 01 saída de esgoto, ou um ralo e, 01 entrada de água de 25mm, que pode até ser uma simples torneira de jardim com uma mangueira.

05- Neste caso faremos uma derivação ou seja: da sua Bomba com filtro de perlon, você vai levar com um "T" um ponto de água para a Cascatinha e outro para o Chafariz, assim com o contrôle de um registro de esfera 25mm, escondido entre as pedras, você poderá controlar a água do chafariz e da cascatinha, dosando a água de um só equipamento moto-bomba.

06- Não se preocupe com os canos, é fácil encobri-los com as pedras, mande um pouco de água para a cascatinha e também para o chafariz. Fácil, simples, e assim você poderá controlá-los como quiser!

07- Encaixe o holofote entre as pedras, escolha a cor da lente que você quer, mas lembre-se, só ligue seu holofote estando submerso!

08- Encaixe o bico chafariz e posicione-o como queira, neste caso é o Bico Margarida de 01 estágio com 8.500 litros hora, veja se o mesmo ficou bem aprumado, instale o holofote logo abaixo do bico escolhendo a cor preferida.

09- Encaixe as pedras, plante seu jardim, veja: neste caso é um jardim tropical com bromélias, samambáias, filodendros, aspargos, papiros, helicônias, heras, clorófitos, variegatas, forrações e etc. Abuse da criatividade, busque o equilíbrio e deixe o ambiente com um toque natural e bem pessoal. Jardim ideal é aquele que você se sente bem e de fácil manutenção, onde as plantas compõem com a água, pedras, madeira, iluminação, harmonia e com equilíbrio.

10- Experimente uma e outra forma de encaixar as pedras da cascata, use as próprias pedras para apoiarem-se uma nas outras, nada de massa ou de cimento, realmente não precisa e só vai deixar sua cachoeira com acabamento artificial. Só pedra sobre pedra e pronto! Algumas plantas, bromélias, aspargos....

11- Pronto! É só curtir! Que tal? Fácil? Sem obras, sem complicações.

É válido lembrar que atualmente estamos enfrentando uma grande problemática quanto à saúde, devido essas epidêmias doidas de Dengue para todos os lados. Desta forma, pensando nisso, a fim de contribuir com a divulgação da prevenção desta doença terrível que já prejudicou várias famílias, ressaltamos que para fontes maiores onde tenha lagos é necessário UTILIZAR uma criação mesmo que pequena de PEIXES, para que os mesmos possam eliminar qualquer tipo de larvas que possam vir a aparecer. E nunca deixar a água totalmente parada.

Também lembramos que para a nossa religiosidade, as fontes são pontos de forças muito grandes, as quais podem ser destinadas como pontos para Oxum, Yemanjá, Oxumarê, Logun-Edé. Mas nao seria pecado algum ter uma fonte para homenageá-los. Existem muitas casas de Umbanda e até illês de Candomblé com as fontes devidamente erguidas, feitas e com seus fundamentos e firmamentos bem realizados. Mas nada impede de termos uma fonte residencial como objeto decorativo, lembrando de um Orixá querido, veja os modelos abaixo: