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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA K

Motumbá, Saravá, Kolofé meus (minhas) amigos (as) de nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Bom Dia!! 

Como já foi colocado estamos reformulando nosso BLOG OLHOS DE OXALÁ. Portanto, assim que terminarmos de repostar a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, estaremos abordando temas como: OXÓSSI, OXUM, XANGÔ, IANSÃ (OYÁ), E, LOGUN-EDÉ, que também serão revistos no decorrer do mês completando assim a seqüência certa de nossas postagens. Esperamos que este mês seja de total sucesso como o mês anterior se mostrou ser.

E como não poderia deixar de ser, aqui estamos dando continuidade à colaboração de nosso amigo e COLABORADOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM, que nos presenteou com todo o DICIONÁRIO YORUBÁ. 


KÁ - recolher, dobrar, colher frutos, ao lado de, em torno de (Vd. NI APÁ) 
KÁ – enrolar, arregaçar (Vd. FIDI, WÉ, LÓ-PO) 
KÀ – ler, contar (Vd. KÀWÉ, KÀIYE, KÉ) 
KA – quintal (Vd. IKARÁ, EHINKUNLÉ) 
KAÀBÒ – bem vindo (Vd. KÙ ABÒ) 
KAANU – sentir pena de 
KABA - vestido de mulher 
KÁBÍYÈSÍ – cumprimento de respeito a um rei (Oba) 
KÁBÍYSÌLÈ – expressão de respeito a um chefe mais velho 
KADARA – destino (Vd. ODÚ, AYANMO) 
KÁ ÈSO – colher frutos 
KÀGÒ – pedir permissão para entrar em uma casa 
KÁÌ! - Ah! Oh! (interjeição) 
KA ÌWÉ – ler livro 
KÀIYE – contar números (Vd. KÀ, KÉ) 
KAIODÉ - nome de uma sacerdotisa de ÒSÓÒSÌ 
KAJÚ - caju 
KÁKO – madeira (Vd. ÍGI) 
KAKÍ – acabar 
KÀ-KÚN – envolver 
KÁLÀMÙ– caneta 
KALÉ – lá fora 
KALÈ - sentar 
KALÈ O – boa noite (Vd. O KÚ-ALÈ, E KÁALE, O DARÒ, E KÁASALÉ) 
KALO – vamos indo (vd. E JÉKALO!) 
KAN – uma, um (número cardinal), um entre muitos 
KAN– ácido (Vd. KIKANU) 
KÀN, KÀN ÌLÈKÙN – atingir, bater (à porta) 
KAN – amargo, azedo (Vd. WEWE) 
KANÁ – estar em chamas 
KÀNGA - poço 
KANGARU – canguru 
KÀN ISÓ – bater um prego 
KANKAN – rapidamente (Vd. FEFE, TETÉ, KÍAKÍA) 
KANKANFÔ - um dos Obá da direita de Xangô 
KÀN-LOGÙN – enfeitiçar (Vd. FI-AJÉ-UM, FIOSÓ-UM) 
KÀNNANGO – cavanhaque (Vd. IRUN ÈKE) 
KANNÚ – nervoso 
KANSOSO – sozinho, único (Vd. NIKAN) 
KANTÍKANTÍ – mosquito (Vd. EDINFIN) 
KARAHUN – concha (Vd. IKARAHUN, EYO) 
KARÉLE – Oxossi ligado à Oxum. 
KÀRÍKÁ – formiga preta 
KARÒ O – bom dia (Vd. EKARÒ, O KO-ARO, E KÀÁRÒ) 
KAROTI – cenoura 
KÁRÙN – ficar doente 
KASAN – boa tarde 
KASÉ – parar, ficar (Vd. SIMI, DA-DUKO, DÁ-DÚRO, DÚRO) 
KASÍ – convite (Vd. PIPE, SÁ) 
KASIKAN? – qual é o problema? 
KATABÁ – chapeleiro, charuto 
KATAKATA – aqui e lá 
KATUNGA – um dos reis de Oyó 
KAWE – ler livro, carta, estudar 
KÀWÓ – contar dinheiro, saudação, aclamação 
KE – contar (Vd. KÀ, KÀIYE) 
KÉ, KEGBE – gritar, chorar, esbravejar 
KEDÉ – roda (Vd. ÓKIRÍBITÍ) 
KEDERE – claro, clarear, esclarecer 
KEFÁ - sexto número ordinal 
KEFERÍ – incrédulo, pagão 
KEHIN - sobreviver 
KÉHÌNDÉ – o segundo gêmeo a nascer 
KÈHÌNSÍ – ser contra 
KEJILÁ - décimo segundo (número ordinal) 
KÈKÉ - bicicleta 
KÉKÉ ÉRÚ - ônibus 
KÉKERÉ, KÉRÉ – pequeno, ser pequeno (Vd. KÚRU) 
KÉKÉRÉ – arbustos e espécies rasteiras 
KÉKERÉ ODE – pequeno caçador 
KÉKÓ – aprender, estudar 
KELE – colar, aliança (Vd. ÌLÈKÈ, ILEKE-ORUN) 
KEMI – adule-me 
KÈRÈGBÈ – cabaça (Vd. IGBÁ) 
KÉRÉ JÙ - menor 
KERE KABA - vestido de mulher 
KEREMO – grandão 
KEREWU – bracelete (Vd. ÈGBÀ) 
KERÍ – abominar, odiar, detestar (Vd. ÌRÍRA SAIFÈ, KÓRÍRA) 
KETÀ - terceiro (número ordinal) 
KETEKETÉ – asno 
KÉTÉKÉTÉ ONÍLÀ - zebra 
KÉTU – cidade à oeste de Dahome no sul de Porto Novo e à leste de Egba. Também dá nome a uma nação do candomblé no Brasil 
KÍ – cumprimentar, felicitar, visitar, que (Vd. KÍI – cumprimentou-o) 
KÌ – grosso 
KI – não (advérbio de negação), abarrotar (Vd. KÒ, TÍ, BÉÈKO) 
KIA - vem, rápido (do verbo ir) (Vd. WÁ) 
KÍÁKÍÁ – rapidamente (Vd. FEFE, TETÉ, KANKAN) 
KIAKIA – cedo (Vd. KUTUKUTU) 
KIBITI – redonda (Vd. REPÓ, REPOMÓ, RIBITI, BIRIKITI) 
KIBO – enfiar (Vd. FIBAKÓ, TIBO) 
KÍGBE, IGBE – gritar 
KÍGBE MÓ – gritar com alguém 
KÌÍ – se não é (quando não for aquela pessoa negativa do vergo jé = ser) 
KIJÓ – abatido 
KIKÀ - enrolado 
KIKANU – ácido (Vd. KAN) 
KÍKO – escrito 
KIKÚ, KIKÚN - mortal 
KIKUN – abundância, fartura 
KIKUNÁ – erro 
KÍLÒ – quilo (medida de peso) 
KILÒ FUN – avisar 
KÍ MÁ BA - a fim de que não, por que não 
KÍNI – o que? Que? 
KÌNÌUN - leão 
KÍNLA! – o que! 
KIOSE, KIORIBE – talvez (Vd. BÓYÁ, ABOYÁ) 
KÍOTÓ - antes de 
KIRUN – orar, rezar (Vd. GBÀDÚRÀ) 
KÍ-TÓ – antes que 
KIUN - miúdo 
KIYESI! - atenção!, sentir, perceber, observar 
KÒ – rejeitar, construir, não (advérbio de negação), reunir (Vd. KI, TÍ, BÉÈKO) 
KO – não ser (partícula negativa, usada com o verbo ser) 
KO – areia, solo 
KÓ – aprender, adquirir, escrever, ensinar, lecionar, tossir, cantar (Vd. WÚKÓ, ERÚ, KÒWÉ) 
KO DAJU – dúvida 
KOFÍ – café (Vd. OMI DUDU) 
KÒ GA, KÚRÚ – ser baixo 
KÓ ÌWÉ – escrever no papel 
KOJÁ – passar (hora), passado (Vd. SEHIN, IGBANÍ) 
KOJÁ, KOJÁDE – acima (nas alturas). 
KÓ-JINLE – aprofundar 
KÒ-JÙLO – mais do que 
KOKEN – galinha da angola (Vd. ETÙ) 
KÓKÓ – cacau 
KÒKÒ - cachimbo 
KOKO-ÒRÒ – fato, palavra chave 
KÓKÓRÓ – chave 
KÒKÒRÒ – inseto, mosca (Vd. ESINSIN) 
KÒLA – noz de cola amarga sagrada para a maioria dos Orixás 
KOLABÁ - nome de uma sacerdotisa do culto de Xangô. 
KÓLÉ – assaltar uma casa 
KÓ-LEKÓ – doutrinar, educar 
KOLOFIN - marginal 
KOLOJÚ - inseguro 
KOLOKOLÓ – baixo, debaixo, raposa 
KÓLÒLÒ – gaguejar 
KÓLÙ – atacar, enfrentar, confrontar 
KÒNA – esquina (Vd. ORIGUN) 
KONDO – cassetete 
KÒNKÒ – sapo (Vd. ÒPOLO) 
KOPANIJÊ - um toque especial do orixá Obaluaiyê 
KO PO – juntar (Vd. WINRIN, DAPOMÓ) 
KÓRÈ – recolher, colher 
KORIBÈ – amém 
KORÍKO – grama, capim 
KÓRIN, KUNRIN – cantar cânticos 
KÓRÍRA – odiar, aborrecer, detestar (Vd. KERÍ, SAIFÈ, ÌRÍRA) 
KORÒ – amargo 
KORÓ – lugar, vala (Vd. OGBUN) 
KOSÈ – amém 
KÒ SÍ – não há, não tem, não está 
KÒ SÍLÉ – divorciar 
KOSOKO – sucessor legítimo e oponente de Oluwole na sucessão à chefia de Lagos 
KOSORO – fácil 
KÒ TÍÌ - ainda não 
KOTÌNÌ - cortina 
KÒ TÓ – menos que 
KÒTÒ – buraco (Vd. IHÀN, ISÀ, IHÒ) 
KÒ TÒPÉ – de nada, não há de quê 
KOTU– paletó (Vd. ASO ÌLÉKÈ) 
KÒWÉ – escrever (Vd. ERÚ) 
KOSERÊ - que seja feliz, e que tudo de bom aconteça. 
KPO – misturar ou temperar o barro (o barro que criou o homem) 
KPOKPO – quem mistura e tempera o barro para criar o homem. Atribuído à Obatalá 
KRA – espíritos guardiões que entra na pessoa ao nascer 
KRADU – Cidade da Nigéria 
KÚ – morrer, falecer (Vd. PALARO) 
KÙ – faltar (horas), sobrar 
KÚ ABÒ – bem vindo (Vd, KAÀBÒ) 
KU ÁLÈ – boa noite 
KU ARÓ – bom dia 
KUBUSÚ – tapete (Vd. ASO TITÉ SÍLÈ) 
KUIPÀ – tecido rústico 
KU ÌROLE, KUROLE – boa tarde (Vd. KU ÒSAN) 
KUJASÍ - enfrentar 
KUKÙ – espiga de milho 
KÚKÙ – cozinheiro (Vd. ALASÈ) 
KUKURU – baixo 
KULÈ – emigração dos povos 
KULÉKULÉ – raiz (Vd. GBÒNGBÒ) 
KÙMÒ, EGBÉ - clube 
KÚN – cheio (Vd. YÓ) 
KUN – cortar o animal em pedaços, pintar 
KÙNA - fracassar 
KÚNLÈ - ajoelhar-se 
KUNLÉ – rebocar ou caiar uma casa 
KUNLÓRUN – acalentar 
KUNLOWO – ajudar, encontrar 
KUNRIN – cantar (vd. KORIN) 
KU ÒSAN – boa tarde (Vd. KU ÌROLE) 
KUREKERÈ – fada, espírito (Vd. ALÙJONÚ, ÀRONI, EGBÉRE, IWIN) 
KÙREKÙRÉ – fada, anão 
KÚRÒ – deixar um lugar 
KUROMU - redondo 
KURÒ NIBÉ! – Fora! (Vd. LÒ KURÒ ¡!!, LÓ– fora!!!!) 
KÚRÚ – curto, baixo, pequeno (Vd. KÉKERÉ, KÉRÉ) 
KUSO – cidade onde Xangô morreu 
KUTUKUTU – cedo (Vd. KIAKIA)

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA J

Estamos nos empenhando para terminar logo a repostagem da COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ. Uma colaboração de nosso querido CO-AUTOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM. 

É válido lembrar que APRENDER nunca é dimais. Mas uma de nossas metas é nunca passar aquilo que nos é permitido. Afinal de contas a nossa RELIGIOSIDADE é em sua maioria realizada na prática. 

Desta forma, aquilo que for mencionado, mas for deixado em parte bem básica o que indicamos é que procurem o seu BABALORIXÁ ou até sua IYALORIXÁ, a fim de sanar maiores dúvidas. A COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ mesmo tendo como irão ver todas as letras não contém tudo. Pois assim como o restante nada melhor que exercer na prática o exercício de saber pronunciar o DIALETO YORUBÁ, sendo o mesmo utilizado dentro das CASAS DE ASÉ.

Desta forma, vamos dar continuidade pela LETRA J, a fim de que todos possam acompanhar nossas postagens.

JÁ – partir, levantar-se, arrancar, pegar (folhas), descobrir, lançar no alto (Vd. GBÉRÁ) 
JÀ – brigar, lutar (vd. OWERÉ) 
JÁDE – sair, deixar um lugar 
JADE – abanar, soprar, ventar (Vd. AFÉ, FÉ) 
JÁDE ÈKÓ – formar-se, graduar-se 
JÁDE LÓ – ir embora, sair 
JÁDEOGUN - preparar o combate 
JÁDI - atacar 
JÁFÁFÁ – ser ativo 
JÁ-GBÀ - arrancar 
JAGUN – guerrear, soldado (Vd. OGUN, AGBEBÓN) 
JAGUN-JAGUN – guerreiro 
JAI – muito (Vd. NINI) 
JÀ JÁGBÓN - Arrancar, descobrir 
JAJE – morder (Vd. RÉ, BÙ-SAN, GE-JE BUNIJE) 
JAKÓ – macaco (Vd. AKITI, OBO) 
JAKUTA – já = lançar, okuta = pedra – “lançador de pedras” atribuído à Xangô 
JALÈ – roubar, furtar (Vd. IFEWÓ, FEWÓ, OLÉ, JÍ) 
JALÓ – adivinhar 
JALUMI – imergir (Vd. TEBOMI) 
JÁNÀ - Entrar no caminho 
JAPORÓ – sofrer, estar em agonia (Vd. JÌYÁ, JORÓ) 
JÁRÓ - Descobrir a mentira 
JÁTO – babar (Vd. DÁTO) 
JÁWÉ - Arrancar folha 
JE – comer (usado para dizer que tipo de comida está comendo), ganhar 
JÉ – é (verbo ser), acordar 
JEBU – reino sul-oriental dividido em duas províncias: Jebu-remo também chamado de Ode e Jebu ou Offin cujo chefe se intitula Awujale 
JE-EWO – má sorte causada por uma violação de uma regra 
JEGBEJEGBE – mal (maldade) (Vd. NISEKESÉ, BUBURU, BILISÍ) 
JÈJÈ – brando, rogar uma praga (Vd. OGERÒ, TUJÚ) 
JÉKÍ – permitir, deixar, conceder, largar (Vd. FI-SILE) 
JELÚ – Um dos nomes pelos quais é conhecido Èsù Àjelú ou Ijelú. 
JE-NÍGBÈSÈ – dever, endividar 
JÉ-NÍYÀ – flagar 
JÈRE – faturar, ganhar 
JÉRE – obter (Vd. NI, RIGBÁ) 
JERÍ – testemunha (Vd. ERÍ, FOWOSOYA) 
JE SII JE SI – Saudação à Ogun (Nos sustente!) 
JÈTÈ – beijar (Vd. FENÚKÒ, FENUKONU, FAMORÁ) 
JE TÉTÉ – ganhar (na loteria) 
JEUN – comer algo 
JEUN ÀÁRÒ – lanche matinal 
JEUN ALÉ – jantar (Vd. ONJE-ÁLÉ) 
JEUNKOKÚ - comilão 
JEUN ÒSÁN – almoçar 
JÉ WÓ – confessar, falar a verdade, admitir 
JI – despertar, acordar 
JÍ – roubar, aceitar (Vd. JALÈ, IFEWÓ, FEWÓ, OLÉ) 
JIGI - espelho 
JIJÁ – quebrado (Vd. RIRUN) 
JIJE – comida pronta 
JIJÓ – dança, perda (Vd. ÁDANÚ, IJÓ) 
JIJONÁ – queimação 
JIKELEWI - borrifar 
JINLÉ – obscuro (Vd. SUJU, ÀILOKIKÍ) 
JÌNNÀ, JIJIN – estar longe 
JINSI - título sacerdotal 
JÌYÁ – sofrer, estar em agonia (Vd. JAPORÓ, JORÓ) 
JIYÀN - discutir 
JÓ – dançar, queimar, rogar 
JO – parecer, manifestar, vazar 
JÒ –peneira, pedir desculpas (Vd. ALADIRO, SÉ, BÈJO ARA WON – por engano 
JOBA – governar, reinar (Vd. DARÍ, IJOBÀ) 
JOBAIBAÍ - tremer 
JOBI - título sacerdotal 
JOÉ - aquele que possui título 
JÒGÁ – chefiar 
JOGUN – possuir 
JOJOJÓ – recém-nascido 
JOJÚ – justo, ultrapassar (Vd. YARÍ) 
JÓKO – sentar 
JOLÒ – tenro (Vd. RO) 
JORÓ – sofrer, estar em agonia (Vd. JAPORÓ, JÌYÁ) 
JÒWÓ – por favor 
JÙ - Jogar fora, atirar 
JÚBÀ – adorar, reverenciar 
JÙBEELO - além disso 
JÙ GBOGBO LO – mais que todos 
JÙ GBOGBO WON – mais que todas as pessoas 
JÙ-LO – mais que, ter mais 
JÙMÒ – junto Vd. MORA, SIBIKAN) 
JÙ ÒKÚTA – jogar uma pedra 
JU-SILE– largar (Vd. FÍ MI SILÈ) 
JUWÓ – acenar (com a mão)

RELIGIÃO E EDUCAÇÃO




O sagrado constitui uma categoria universal da experiência humana. Uma das formas de relacionar-se com essa categoria é através do que conhecemos por religião. A religião e a noção de religiosidade estão entre nós desde sempre. 

A experiência religiosa, dizem alguns, está na base da ação social e dá-lhe sentido. Religião seria o resultado do que somos capazes de registrar em relação ao inefável e religiosidade seria a disposição do indivíduo para integrar-se às coisas sagradas. 

Advindo do latim, re-ligare, pode ser um conjunto de práticas e crenças relacionadas com o transcendental, que tem como elementos derivativos os rituais, os códigos e as leis morais. Enquanto algumas encontram a base de tais códigos e leis nos dogmas, outras têm preceitos e interdições.

A religião dá-nos, através dos ritos, mesmo que mínimos, uma noção de segurança - um como se - que transforma o mundo ameaçador e enigmático - como diria Bronislaw Malinowski (1884-1942), um dos fundadores da antropologia social. 

A religião é um fenômeno social e individual, inextricavelmente ligado a outros aspectos da cultura e da sociedade. Um exemplo disso é o fato de que, embora hoje, em África, as religiões tradicionais representem uma porcentagem menor que segmentos cristãos e islâmicos, ainda persistem a idéia de que “nascer, casar e morrer” tenha que ser permeado por tais tradições de alguma forma.

A essência das religiões tradicionais do continente africano é, ao que parece, a criatividade e a emoção – importante legado para nossa afro-brasilidade. Afirma-se que a religiosidade tradicional de África possui uma interação muito flexível e fluida no ambiente institucional no qual opera. 

Os africanos em diáspora foram capazes de criar e recriar expressões de sua religiosidade tradicional em várias situações, reagindo a mudanças, perigos e possibilidades. A religião não está longe da idéia de oficio, tendo seu foco central na ação. Parte de uma estratégia de sobrevivência, de estar no mundo, de corporeidade no chão que se pisa, servindo a fins práticos, imediatos ou remotos, sociais ou individuais. 

O que não exclui possibilidades de contato com o transcendental. Velhos significados são remontados em novas formas e sentidos possíveis em cada realidade. Essa transformação foi fundamental no desenvolvimento da maioria das manifestações religiosas das Américas. Sendo primordialmente voltada para o grupo, as experiências coletivas e individuais são expressas na vivência da comunidade religiosa.

Nei Lopes afirma: “embora as religiões negro-africanas tenham suas peculiaridades, todas comungam de uma ideia central, segundo a qual a vontade do ser supremo manifesta-se por meio de heróis fundadores, entre eles vivos ou espíritos dos antepassados. Há, portanto, uma ontologia negro-africana, uma estrutura religiosa, embora os africanos não tivessem durante muito tempo um termo equivalente ao termo ocidental religião”.

Um vasto continente, cuja população “modelou” o outro – oponente ou parceiro – de tal maneira que não somente transformou o outro, mas também se adaptou, impregnando o conhecimento da noção de relatio, uma síntese criativa, coração e expressão da experiência religiosa africana e afro-americana. 

A ontologia que se configura explica o significado da vida, enquanto corpo e matéria, a criação do mundo, as relações entre os seres visíveis e invisíveis. Há a busca por explicar o permanente combate e recorrente inter-relação entre o bem e o mal, a vida e a morte, saúde e doença, prazer e dor, contentamento e sofrimento, fartura e escassez... saberes e fazeres expressados e mantidos através da oralidade, por gerações. 

E esta ação pode aquecer geração ainda não nascida se utilizarmos os aprendizados e debates sobre tal legado como subsídio educativo, jamais meramente ilustrativo, mas constituinte de nossa história e cultura.

Precisamos conhecer como se processa a cosmovisão “africana” buscando suas dimensões, e sua recriação no Brasil. Esse intento responde à renovação curricular que visa fortalecer o reconhecimento positivo das contribuições dos negros à sociedade brasileira.

Aproximadamente quatro milhões de africanos escravizados chegaram aos nossos portos em sucessivas levas, trazendo anseios, crenças e muito conhecimento. 

Trouxeram consigo o cabedal de memórias, tudo que fica além do esquecimento, algo que constrói e vivifica. Muitos sucumbiram, mas todos provaram sua resiliência cotidianamente. Aquele que resistiu, o fez em corpo, verbo, som e gesto. Corpo enquanto lugar, que recebe o eterno e o realiza. As tradições aqui mantidas resistiram pela força deste corpo que se fez verbo pelo poder que a palavra traz. Mito reiterado no calor dos cânticos, no frescor das ervas, no cozimento das oferendas, no destemor dos combates.

O conceito de ancestralidade mítica compreende um tempo numa composição de eventos que aconteceram, estão acontecendo ou acontecerão num futuro próximo. Para fazer sentido, o tempo tem de ser experimentado, assim se tornando real. É através da sociedade, presente e passada, que ele é vivenciado. Tal sociedade pode ser a de hoje, mas pode ser e ter a mesma potência àquela de muitas gerações anteriores. Cada grupo, cada nação, cada casa religiosa tem um história, que se move do instante em que se vive para o enorme passado, uma história orquestrada pelo mito.

Há inumeráveis mitos no continente africano que narram à criação do universo, a origem do homem. O passado não está perdido, é lugar cheio de atividades e acontecimentos. 

Aqui o lugar corpo-memória se funde à pedagogia do cotidiano – intermediando as relações com o Todo. Aqui, no Novo Mundo, homens e mulheres lembrou-se de suas tradições ancestrais o que estava mais próximo de seus sentimentos e mentes. 

Como os poderes cósmicos permeiam a vida, o gênero humano escolhe manter tais poderes, destruí-los ou enfraquecê-los por meio de sua experiência. O ato ritualístico nesta perspectiva é validado no aqui-e-agora, na temporalidade do instante, porque tal momento contém o universo.

Oxumarê cuide de nosso futuro.
Casa de Oxumarê.

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRA I

Amados irmãos é muito bom vir aqui e colocar as novas postagens pois a cada dia temos visto as visualizações atuais sendo acompanhadas. E como não poderia deixar de ser, aqui estamos novamente dando continuidade à postagem de nosso COLABORADOR BABALORIXÁ EDSON DE OXUM, sobre a COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ. 

NÃO DEIXEM DE ACOMPANHAR. 


IÁBASSÉ – Especialista ritual encarregada do preparo das comidas votivas dos òrìsà. 
IÁ-EFUN – Especialista ritual encarregada das pinturas corporais durante o período de iniciação. Embora esse título honorífico signifique literalmente "mãe-do-efun". O ofício litúrgico não se limita às pinturas com o pigmento branco (efun). São também empregados: wájí e osùn, respectivamente as cores azuis e vermelhas. 
IÁLAXÉ – Titulo honorífico geralmente ostentado pela própria mãe-de-santo, significando "mãe-do-axé" ou "zeladora-do-axé". 
IANGUI - nome do rei dos Exu. 
IANLÉ - as partes da comida que são oferecidas ao orixá. 
IAO – esposa (Vd. IYAO) 
IBÁ – cuia, ou a louça que compõe o assentamento do Orisá 
IBÀ – febre (ter ou estar com) 
ÌBÀ – à benção, reverência (Vd. ÌJÚBÀ) 
ÌBA AKA – mula 
IBADAN – Cidade da Nigéria ao norte de Ode de Jebu 
IBÀDÍ – quadril (Vd. BADI) 
ÌBÀJÉ OJÀ - prejuízo 
IBAJE OWÓ – bancarrota 
IBAKA - camelo 
IBAMOLÈ – forças espirituais merecedoras de respeito 
IBA NSE MI – estar com febre 
ÌBANÚJÉ – tristeza, dor (Vd. FIFARO, ÁBAMÓ) 
IBÀ PÓJÚPÓJÚ – febre muito alta 
IBARÉ – amizade 
IBÁSEPÉ – desde que 
IBÁ-SORO – endereço 
IBATAN – família (Vd. DÌLÉ, EBÍ)
IBÉ – lá (Vd. NIBÉ) 
ÌBÉJÌ – gêmeos (Vd. EJIRÉ) 
ÍBELE – nascido em casa 
ÌBÉPE – mamão 
IBERE - princípio, início, origem (Vd. ÌPILÈSE) 
ÌBERÈ – pergunta 
ÍBERRE - impulso 
IBERU – medo, ter medo, temor (Vd. BÈRU, OJORA, IBERU) 
IBÉWÒ – investigação (pesquisa) 
IBI – aqui, onde 
ÌBÍ – nascimento, geração 
IBI ÌFOSO – lavadeira (Vd. AFOSO) 
IBI IKÒWÉ PAMÓ SÍ – guarda livros 
IBI ISÉ – escritório, local de trabalho (Vd. ILÉ ISÉ) 
IBILÚ-OMI – ondas, ressaca (do mar) (Vd, ÌGBÌ OMI, ÌGBÌ, ÌRÚ OMI) 
ÌBÍNU – raiva (zangado, aborrecido)(Vd. IMORÚ, ÌRUNNÚ) 
IBIRI - objeto de mão, usado pelo orixá Nanã, feito em palha, couro e contas. 
IBISÉ – escritório, lugar de tabalho 
IBISUBÚ – queda (Vd. ÌSUBÚ) 
IBÓ - lugar de adoração. 
IBÒ – mato 
IBÓJI – cemitério; Ibi = lugar, Oji = fantasma = “Lugar do fantasma ou da alma” (Vd. BÓJÍ, IKÚ ILÉ) 
ÌBÒJI ÒJÌJI – sombra 
IBOKUN – benção (Vd. ISURÉ, ORE-OFÈ, IRE) 
ÍBOLÁ – estima 
ÍBOLÉ – telhado (Vd. ÒRULÉ) 
IBOLOWÓ - fuga 
ÌBON – espingarda, pistola 
IBÒÒJI - sombra 
ÌBORA - lençol 
ÍBORÍ – vitória, triunfo 
ÌBORÙN – xale 
ÍBÒSÈ - meia 
ÌBOWÓ - luvas 
IBÚ – águas profundas, regato, riacho (Vd. OWOLÉ, ODÓ-KERÉ) 
IBÙDO – estação 
IBUDO OKÒ – ponto de ônibus 
IBUGBÉ - lar 
IBUJE – estábulo (Vd. BUJE, ILÉ-ESIN) 
IBUJOKO – casa, lar (Vd. ILÉ, BUJOKO, OJÚLÉ) 
IBÚLÈ-ARUN – leito de doença 
IBÚLÈ-IKÚ – leito de morte 
IBÙNKÚN – à benção 
IBÙSÙN - cama 
IBÙSÙN ÒKÚ - cemitério 
IDA - espada 
ÌDÁDURO – demora, detenção, obstáculo 
ÍDAIYAFO - intimidade 
ÌDÁJÍ – metade (Vd. IDÀJI, ÀBÒ) 
ÍDAJÍ – madrugada (Vd. AFEMOJUMO) 
ÌDÁJÓ – julgamento, juízo (Vd. ONIDAJÓ, ADÀJO) 
IDA KEJI - duas espadas 
ÌDÁKU - desmaio 
IDALAMÚ – agitação 
ÍDALORO – tormenta
IDAN - feitiço, bruxaria, mágica, talismã (Vd. IWAJÈ, ÍSAJÉ) 
ÌDÁNÁ – fogão, forno 
IDA OBA - espada do rei 
IDA ORISA - espada do orisá 
IDARAYÀ – brincadeira (Vd. ATÉ, ERÉ) 
IDARISI – tendência (Vd. ITÉ) 
ÍDARÓ - impurezas 
ÌDÀRÚDÀPÒ – confusão 
ÌDASÍ – economia (Vd. ISÙNLO) 
ÌDÀSÍLÈ – liberdade, invenção, criação (Vd. ÓMNIRA, AIYELUJARA) 
IDÁWÒ – consulente de adivinhação 
IDE – latão, prata, ato de ser limitado 
IDE, IDE-PUPA – pulseira, cobre, metal bronze (Vd. BURÕNSI) 
IDERUBA – fantasma, espírito (Vd. IWIN) 
ÌDETÌ – fracasso (Vd. YÍYEGE) 
ÍDEWÓ - tentação 
ÍDI – águia 
ÌDÌ – parte de baixo, nádega (Vd. ABÉ, BADI) 
IDÍBÀJÉ – corrupção, podridão 
ÌDÍJE – competição
ÌDÍKÒ – parada de ônibus (Vd. ÌDÍ OKÒ) 
ÌDÌLÉ – família carnal, parentes (Vd. ARÁILÉ, IRAN) 
IDIMÓ - intriga 
ÌDIN – larva 
ÍDINÚ – boca fechada 
ÌDÍNÚ – teimosia (Vd. ÓDÍ, ÀILETI, SÓ) 
ÌDÍ OKÒ – rodoviária, ponto de ônibus (Vd. ÌDÍKÒ) 
ÌDÍ OKÒ ÒFURUFÚ – aeroporto 
ÌDÍ OKÒ OJÚ IRIN – estação de trem 
ÌDÓDÒ – umbigo 
ÌDOTI – sujeira (Vd. LERÍ, ÓBUN) 
ÌDUN - percevejo 
IDÙNNU – alegria, felicidade, jogo 
ÌDÚNTA – três anos atrás) 
IFÁ – Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Ifá Bàbá Ní Awo “Pai que tem o segredo”. Ele também é chamado de “Deus das Nozes de Palma” e tem o título de Gbangba. Há quem afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios de búzios. Sua cor é o branco. Seu dia é a quinta-feira. Conhecido também como Òrúnmìlà, "somente-o-céu-sabe-quem-será-salvo". Saudação – "Eèpààbàbá" 
IFÁIYABALE – visão mística 
IFAYABALE – O desejo dos pais e mães se encontrarem na terra. 
ÌFÉ – amor 
IFE – copo, caneca 
ÌFÉ – desejar (Vd. ÌWU) 
IFÉ-OKÀN - desejo 
IFERANÍ – amor próprio 
ÌFESEJI - perdão 
ÌFÉSEMULÈ – confirmação (Vd. ITENUMÓ) 
IFEWÓ – furto, roubo (Vd. JALÈ FEWÓ, OLÉ, JÍ) 
IFIJALÓ – desafio 
IFIJONÁ - queimadura 
ÌFÍNRÀN – agressão 
IFOFO - espuma 
IFÓHÚN – fala (Vd. WIWI) 
IFOJÚ – confronto 
ÌFÓJÚ – cegueira 
IFÒN - espinho 
ÌFUN – intestino 
ÌFÚN-NI – abastecimento 
IGA – perna 
IGALÀ – cervo (Vd. GALÀ) 
IGBÁ – cabaça (Vd. KÈRÈGBÈ) 
IGBA – tempo 
ÌGBÁ – jiló 
ÌGBÁ AYE – época, tempo (período) de vida 
ÌGBÀDO – fubá 
IGBA-EBO - alguidar 
ÌGBÀÈRUN - verão (Vd. ÉRUN, ÓGBELE, ÌGBÀ) 
IGBÀGBÓ – fé 
ÌGBÀ IKÓRÈ – outono 
IGBAJÁ – canoa 
ÌGBÀJÁ, ÌGBÀNÚ – cinto, faixa 
ÌGBÁJÈ – cabaça grande 
IGBÀLÀ – salvação 
ÌGBÁLÈ – noite, cemitério, vassoura (Vd. ALÉ) 
IGBANÍ – passar, passado (Vd. SEHIN, KOJÁ) 
IGBÁ ODÙ – Expressão yorubá que designa a cabaça ou o artefato litúrgico que contém no seu interior os elementos simbólicos e as substâncias que tornam possível a existência individualizada. 
ÌGBÀ ÒJÒ – estação das chuvas 
IGBÁ-ORÍ – Expressão yorùbá que designa, no rito do borí, o recipiente em que vão sendo depositadas as substâncias constitutivas e reveladoras da identidade do sacrificante. Literalmente significa "cabaça-da-cabeça". 
ÌGBÀ ÒTÚTÙ – inverno 
ÌGBÀ ÒWÒRÉ – estação úmida 
ÌGBÀ OYÉ – estação quente, verão 
ÌGBÀ RIRU EWÉ - primavera 
IGBASILÉ – acesso (Vd. IWOLE) 
IGBATÍ – quando 
(BI)IGBA TINGBO – futuro (Vd. IGBÓRO) 
IGBE – grito 
ÌGBÉ - fezes 
IGBÉ – bosque, campo (Vd. OGBÀ) 
IGBE-AITÉ – tempo de vida 
ÌGBÉÌYAWÓ – casamento 
ÌGBÉKÈL – confiança, fé, certeza 
IGBEKELÉ – noivado 
ÌGBÉKÈLE – confiança, fé 
IGBENGBEREJÚ – sobrancelhas (Vd. ÌPEJÚ) 
IGBEORIN – desinteria (Vd. INÚTITE) 
IGBÉRA – estímulo 
ÌGBÉRAGA – excesso, orgulho, arrogância (Vd. LADOFO, ÀGBERE) 
ÌGBÈSAN – vingança, desforra (Vd. OWUN, ÈSAN) 
ÌGBÈSÈ – débito 
IGBETI – montanha situada perto do Níger onde reside Elegba 
ÌGBÌ – ondas (Vd. IBILÚ-OMI, ÌGBÌ OMI, ÌRÚ OMI) 
ÌGBIMOTÉLÈ – planejamento, dica 
ÌGBÍN – Cadência rítmica lenta executada pela orquestra cerimonial em louvor à Òòsàálá. 
ÌGBÍN - caracol. O termo designa também o molusco gastrópode terrestre, com concha univalve, corpo prolongado e tentáculos na cabeça. Ele também é conhecido como "o boi de Òòsàálá" e é sua oferenda predileta. Na linguagem corrente dos candomblés é usual a forma “ibí”. 
ÌGBINNIKÚN - inflamação 
IGBÓ – floresta, mata (Vd. EGÀN) 
IGBÓDÙ ÒRÌSÀ – local sagrado para iniciar uma pessoa nos mistérios dos Orixás 
IGBOIYÀ, IGBOJÚ – coragem, valentia 
ÌGBOMIKANÁ – aquecedor 
IGBONAGBORU, IGBOORUN - olfato 
IGBONSO – escova de roupa 
ÌGBÒNWÓ – cotovelo (Vd. IGUNPÁ) 
IGBÓRO – futuro, rua, estrada (Vd. IGBA TINGBO) 
ÌGÈ – nome (Vd. ORÚKÒ) 
IGÉ – mama, seio (Vd. OMÚ) 
ÍGI – árvore, madeira (Vd. KÁKO) 
IGI-DUDU – ébano (Vd. ETÍNRIN) 
IGI-IDANA – lenha 
IGI ÌFALÀ - régua 
IGI-ÓPÈ - palmeira 
ÌGO - garrafa 
ÌGÒ OMI GBÌGBÓNÁ – bule, chaleira 
ÌGÒ SÚGÀ - açucareiro 
IGÙN – abutre, urubu (Vd. GÚNNUGÚN, EIYE ÀKÀLÀ) 
IGUNESE – perna 
ÌGÚNLÈ – desembarque 
IGUN OKE – ladeira (Vd. GÈREGÉRE ILÉ) 
IGUNPÁ – cotovelo (Vd. ÌGBÒNWÓ) 
IGUNTO – cólica renal 
IHÀN – buraco (Vd. ISÀ, IHÒ, KÒTÒ) 
IHANRA – coceira 
IHANRUN – roncar (Vd. HAANRUN) 
IHÒ – buraco (Vd. KÒTÒ, IHÀM, ISÀ) 
IHO ILE – sepultura 
IHÒ IMÚ – narina (Vd. AONTIN, IMÚ) 
ÌJÀ – briga, conflito 
ÌJÁBÀ – acidente (desastre) (Vd. ÀJÁLÙ) 
IJADÉ, IJADÉLÒ – saída 
IJADÚN – luxúria 
ÌJÀGBÒN - queixo 
IJAJE - patife 
IJÀ-ÒGÚN – batalha 
ÌJÀPÁ – cágado 
IJE - raça 
IJERÉ – lucro (Vd. ÈRÈ) 
IJESÁ - nome de uma região da Nigéria e de um toque para orixá Oxum, Oxála e Ogun. 
ÌJÉTA – anteontem (Vd. NIJÉTÀ) 
IJEUN DE IPIN ou OJEUN DE IPIN – Ipin = compartilhar, porção + Ijeun = ato de comer “ele que compartilha a comida” 
ÌJEWÓ – confissão 
ÌJÉWÓ ISÉ TI ENI NSE - profissão 
IJÍ – furacão, tufão 
IJIJÓ MÉJÌLÁ – todos os 12 dias 
IJÌYÀ - sofrimento 
IJO – igreja (Vd. ILÉ OLÓRUM) 
IJÓ – dança, dia (Vd. JIJÓ, OJÓ, OJUMO) 
ÌJOBA – governo, reino (Vd. JOBA) 
ÌJÓBÁ ALAFIÁ – reino da paz 
ÌJOBA ÀPAPÒ – governo federal 
IJOGBON – problema (Vd. ÈJÓ) 
IJOGUN – herança (Vd. ILINÍNI) 
IJÓKIJÓ – qualquer dia 
ÌJÓKO – banco de sentar, cadeira 
IJÓMIRAN – num outro dia 
IJÓSÍ – outro dia (dia seguinte) 
IJOWÚ – ciúme (Vd. OWÚ) 
ÌJOYÈ – chefe, ministro (Vd. OLUSÓ) 
ÌJÚBÀ – reverência, reza 
ÌKA – dedo da mão (Vd. ALÓVI) 
IKÁ – crueldade, Odu que foi fecundada pela serpente encantada Oká, para destruir Isole. 
IKÁ - MEJI - sabedoria 
IKÁ - modo de deitar-se das pessoas de orixá feminino, para saudação. 
IKÁN – berinjela 
ÌKÁN – caneca, cupim 
ÌKÁNDU – formiga preta (Vd. KÀRÍKÁ) 
IKANNÚ – fúria 
IKARÁ – quintal (Vd. EHINKUNLÉ, KA) 
IKARAHUN – concha (Vd. EYO, KARAHUN) 
ÌKÉ – carinho 
IKÉ – marfim 
IKEMÙ – caneca (Vd. ÌKÁN) 
ÌKÌLÒ - protesto 
IKO – palha da costa 
IKÓ – anzol, tosse, embaixador (Vd. OBA, ONSE OBA, ONISE) 
IKODIDÉ – pena de papagaio( Odide , Odidere) 
ÌKOKÒ – panela, pote de barro 
ÌKOKÒ-ÈBE. ÌKOKÓ OBÈ – sopeira 
ÌKOKÒ-ÌGBÉ – penico, urinol 
ÌKOKÒ OMI – pote de água 
IKOLA ou ILEYKA - circuncisão 
IKOLÙ – atacar 
IKOMÒJADÉ - batizado 
ÌKÓÒDÍDE - Pena vermelha do papagaio-da-costa (Psittacus eritacus, sp.). Simboliza o nascimento do novo filho-de-santo e, de um modo geral, a fecundidade. (Vd. ODIDE, ODIDERE) 
IKORADU – cidade situada na extremidade Norte da laguna de Lagos 
ÌKORE – colheita 
IKORI OYÀN – bico do seio 
IKORITÀ - encruzilhada 
IKOSAN – brilho (Vd. TITANSAN) 
IKOSILÉ – abandono 
ÌKÚ – morte 
IKUDU – tanque 
IKUKU – nuvens, nevoeiro, cerração (Vd. AWOSANMÁ) 
IKÚ ILÉ – cemitério (Vd. BÓJÍ, IBÓJÍ, ILÉ ÒKÚ, ISÀ-OKÚ, ITÉ ÒKÚ) 
IKULE – fartura e fertilidade 
IKÙN - barriga, estômago 
ILÁ – quiabo 
ILÀ – marcas faciais 
ILAGÚN - transpiração 
ILÁ-ISÉ - tarefa 
ILAJÁ - reconciliação 
ILAJÚ – cultura, civilização 
ÌLÀ ORÙN - leste 
ÌLARA – inveja (Vd. NILARA) 
ILÁRÍ – mensageiro do rei 
ÌLÁSA – folha de quiabo 
ILÉ – casa, lar, terra, casa-de-santo, chão, solo, terra (Vd. BUJOKO, IBUJOKO, OJÚLÉ) 
ILÉ ADÌE – aviário (Vd. ÌSO ADÌE) 
ILÉ AIYE – terra (planeta) 
ILÉ BÙRÉDÌ - padaria 
ILEDI – alcova 
ILÉ-EIYÉ – jaula , gaiola 
ILÉ ÈKO – escola, colégio, universidade 
ILÉ ERAN – açougue (Vd. ÍSAKUSÁ, ÌSO ERAN) 
ILÉ-ESIN – estábulo 
ILÉ GÓMÌNÀ – palácio do Governo 
ILÉ ÌDÁNÁ – cozinha (Vd. SISÉ) 
ILE IFOWAPAMO, ILÉ OWÓ – banco (dinheiro) 
ILÉ ÌGBÉ ÁLAWO – privada, vaso sanitário 
ILÉ IKÀWÉ - biblioteca 
ILÉ ÌKÒ OJÀ PAMÓ SÍ - mercado 
ILÉ IKÚ ÈNIA – cemitério (Vd. ILÉ OKÚ) 
ILÉ ÌLERA – hospital 
ILÉ-ISÉ – escritório, lugar de trabalho (Vd. IBI ISÉ) 
ILE ÌWÈ – banheiro 
ILÉ ÌWÉ - escola 
ILÉ ÌWORAN - cinema 
ILÉ ÌWÓSÀN – hospital 
ÌLÈKÈ – colar, pulseira (Vd. KELE) 
ILEKE-ORUN – colar, pulseira (com referência ao santo) (Vd. ÍLÉKE, KELE) 
ÌLÈKÙN - porta 
ILÉ-NLÁ – mansão 
ILÉ-OJÀ – loja (Vd. ÌSÒ) 
ILÉ-OKÓ - garage 
ILÉ ÒKÚ – cemitério (Vd. BÓJÍ, IKÚ ILÉ) 
ILÉ-OLODI – castelo 
ILÉ OLÓRUN – igreja (Vd. IJO) 
ILÉ ONJE – lanchonete, botequim, bar 
ILÉ OÒGUN - farmácia 
ILÉ-ÒRÌSÀ – Expressão yorùbá que designa a dependência de uma casa-de-santo onde se encontram depositadas as diferentes insígnias e objetos que compõem a representação emblemática de cada um dos òrìsà. É também conhecida a forma "quarto-de-santo" ou "casa-do-santo". 
ILÉ OWÓ – banco (dinheiro) (Vd. ILÉ IFOWAPAMO) 
ILÉ ÒWORAN - cinema 
ILERA – saúde 
ILÉ-UTÍ - taberna 
ILIBAN – policial (Vd. OLÓPA) 
ILINÍNI – herança (Vd. IJOGUN) 
ILÓ – hábito 
ÍLÒ – ida (Verbo ir) (Vd. LÍLÒ) 
ILORÁ – lentidão, preguiça (Vd. ÀINKANJU) 
ILORI-KUNKUN – teimosa (Vd. ÓDÍ) 
ILORÓ – próspero, rico, veneno (Vd. DOSO, RIJE, LETÚ, OLOWO) 
ILOYÚN - gravidez 
ÌLÚ – cidade, país (Vd. EGURÉ) 
ÌLÙ – atabaque 
ILÚ, IMIJADÉ – sopro 
ILUBOLÉ - surra 
ILU KIKI OKAN – iluminar (Vd. LALOJU) 
ÌMADO – javali (Vd. ELÉDÈ-ÌMADO) 
ÌMALE – respeito ao ancestral 
IMÁWÒ-ARA – encarnação, estado de reencarnação 
IMELE – preguiça (Vd. ÌLÒRA) 
IMIEDÚN – lamento (Vd. DÁRÓ) 
ÌMÒ – juízo, conhecimento, saber, paladar (Vd. ÌTÓWÒ, MO) 
IMOFO – vazio (Vd. SÓFO) 
IMOKUN – banhar, mergulhar, nadar (Vd. LUWÈ) 
IMOLE – claro, luz 
ÌMÓLÈ – forças da natureza 
ÌMÓLÉ OJÓ – dia claro 
ÌMÓLÈ OÒRÙN – luz do sol 
IMONAMONA - raio 
IMO-OPE – folhas de palmeira 
IMORAN – conhecimento 
IMORÈ – gratidão (Vd. OPÈ) 
IMORÚ – raiva (Vd. ÌBÍNU, ÌRUNNÚ) 
IMOTOTO – limpeza 
IMOYE – sabedoria (Vd. ALAMOJU) 
IMÚ – nariz, narina (Vd., IHÒ IMÚ, AONTIN) 
IMULAJADÉ – término (Vd. IPEKUN) 
INÁ – vela, fogo, luz (Vd. ÀBÉLÀ) 
INÁ AJÈNIYÀN - pulga 
INÁ ORÍ – piolho 
ÌNÁWÓ - despesa 
INKICE –Divindade bantu com similaridades com Òrìsà 
INLÈ – qualidade de Òsóòsì (Vd. ERINLÈ) 
INÚ – útero, ventre 
INÚFÚFÚ – mau humor (Vd. INÙSÍSÓ) 
INÚ MI DÙN – estar feliz 
INÚ MI KÒ DÙN – não estar feliz 
INÚRERE – bondade, caridade 
INÚ RIRO – dor de barriga 
INÚSÍSÚ – diarréia 
INÚTITE – desinteria (Vd. IGBEORIN) 
INUYIYÓ - saudade 
IPÁ – força, poder (Vd. PAKANLEKE) 
ÌPÀDÉ – reunião, encontro (Vd. ÀWOJO) 
IPAJÁ – de manhãzinha 
IPAKÁ – farinha de milho (Vd. ELÙBO) 
ÌPAKÓ - nuca 
IPAKÚ – assassino 
IPANU – almoço 
IPAPANU – bala (doce) 
ÌPÁRA – creme 
ÌPÁRÍ – fim, final, vencimento 
IPARUN – desgraça, vergonha, (Vd. ÁDEBA, ÈTÉ) 
IPATÁ - moleque 
IPAWERE – borracha 
ÍPÉ – escamas 
ÍPEHINDA – retorno (Vd. TÚN) 
ÌPEJÚ – sobrancelha (Vd. IGBENGBEREJÚ) 
ÍPEKUN – fim, final, vencimento, limite (Vd. OPIN, AKOJÁ, ÌPÁRÍ, IMULAJADÉ) 
IPELÉ – origem 
ÌPÉNPEJÚ - pálpebra 
IPETÉ - inhame cozido, pisado, temperado com camarão seco, sal, azeite de dendê e cebola (Vd. IYAN, ÍSU) 
IPILÉ - pedestal 
ÌPÍLÈSÉ – origem (Vd. ÌBERE) 
IPIN - guardião 
IPINLÈ–AGBAIYE – continente, fronteira 
IPINNU – ordem 
ÌPITAN – tradição oral 
IPÒ – estado 
IPÓ - recinto 
ÍPON – colher de pau (Vd. OROGUN) 
ÍPONRÍ ou IPORÍ– dedão do pé; um dos espíritos guardiões que entra no corpo da pessoa ao nascer (Vd. ÀTÀNPÀKÒ) 
IPÓ-OKÚ – ausência, morte (Vd. KÙ, ÀISÍ) 
ÌPUNNU – decisão 
ÌRA – decadência 
IRÁ - pântano 
ÌRAN – família (Vd. EBÍ, IBATANM ÀRÁILÉ. ÌDÌLÉ) 
ÍRAN – transe (Vd. OJURAN) 
ÌRÁNSÉ – estafeta 
IRAÓ – Cidade de origem do Orixá Òsányin 
ÍRARI – raspar (a cabeça) (Vd. RARI, FÁRI) 
IRÁWÓ - estrela 
IRAWO ABÌRUSOORO – cometa 
IRAWO ÀGUALA – planeta vênus 
IRAWO-OKO – Estrela Sirius (essa estrela é considerada a guia dos navegantes) 
IRAWO TI NYI OÒRÙN KA – planeta (Vd. EWEKO, ODÁN) 
IRE – benção, brincadeira (Vd. ORE-OFÉ, IBOKUN, ISURÉ) 
IRÈ – cidade da Nigéria (Vd. ÈJIGBO) 
IRÊ – bondade 
IREJE – engano, fraude (Vd. ERÚ, ETAN, ÌYÀNJE) 
ÌRÈKÉ – cana 
ÌRÈ KÉKERÉ - grilo 
ÌRÈLÈ – humildade (Vd. NIRELÉ) 
ÌREMÒJÉ – cânticos do funeral dos caçadores 
ÌRÉPÒ – harmonia, amizade, solidariedade (Vd. ISEDEEDE) 
ÌRÉSÌ – arroz 
ÌRETÍ – esperança 
ÌRÌ – orvalho (Vd. ENINI) 
IRIN – aço, ferro, vida, ferro de Ogun (Vd. È MI) 
ÌRINAJO – viagem (Vd. ATEGUN) 
ÌRÍRA – odiar, detestar (Vd. KERÍ, SAIFÈ, KÓRÍRA) 
ÌRÍSÌ - figura 
ÌRO – opinião 
IRÒ - saia 
IRÓ – falsidade (Vd. ÈTÀN, YOBÁ) 
ÍROBÍ – trabalho de parto 
ÍROBINUJE – arrependimento 
ÌROBÒ - hemorragia 
ÌROHIN – notícia de jornal 
IROKA – lamúria (Vd. ÁGBAGBÁ) 
ÌROKÒ – é um Orixá do candomblé Ketu associado à Oxóssi. Corresponde ao Inkice “Kitembo” também conhecido pela currupitela de “Tempo” do candomblé de Angola 
IROLÈ – tarde - (pôr do sol, fim da tarde) (Vd. OJORÓ, OSAN) 
ÌRÓ MI AANU – compaixão 
IRÓ NI – mentira, falsidade (Vd. SÈKÉ, EKE ÓKOBÓ) 
ÍROPÁ - esteio 
IRÓPIPÁ – falsidade (Vd. YOBÁ, TEWURE, ÈTÀN) 
ÌRORA – dor, paz, bem estar (Vd. FIFO) 
ÌRÒRI – travesseiro (Vd. TIMTIM) 
ÌROTÍ – funil (Vd. ÀRÓ) 
IRÚ – espécie, tipo (Vd. SURÁ) 
ÌRÙ – rabo 
ÌRÙ ESIN – rabo de cavalo 
IRUKUÉRE– rabo de Guinú 
IRUN – cabelo 
IRUN ÈKE – cavanhaque (Vd. KÀNNANGO) 
IRUN ÈYINJÚ - cílios 
IRUN FÚNFÚN, IRUN ARÝGBO – cabelo branco 
IRUNGBÒN – barba 
IRUN IMU – bigode (Vd. TUBOMU) 
IRUN ÌPÉNPEJÚ - pestanas 
IRUNMOLÉ – guarda da esquerda (referindo-se a Òsóòsì), forças da natureza. 
ÌRUNNÚ – raiva (Vd. ÌBÍNU, IMORÚ) 
ÌRÚ OMI – ondas (Vd, ÌGBÌ OMI, IBILÚ-OMI, ÌGBÌ) 
ISÀ – buraco (Vd. KÒTÒ, IHÀN, IHÒ) 
ISA – cova 
ÍSAJÈ – feitiçaria, magia 
ÍSAKUSÁ – açougue (Vd. ÌSO ERAN, ILÉ ERAN) 
ISALE – alicerce 
ÌSÀLÈ – baixo, debaixo, órgãos reprodutores 
ÌSÀLÈ ILÉ – andar térreo 
ISALÉODÓ – cama (Vd. IBÙSÙN, ÀKÉTE) 
ISAMI – batismo (Vd. ISOMOLORÚKO) 
ÌSÁN – ostra 
ISAN – tendão, veia, músculo 
ISAN ARA - artéria 
ISAN ÈJÈ - veia 
ÌSÀNÀ – caixa de fósforos 
ÌSÀN-OMI – correnteza 
ÌSÀ-OKÚ – cemitério (Vd. BÓJI, IBÓJÍ, IKU ILÉ, ILÉ ÒKÚ, ITÉ ÒKÚ) 
ISÉ – trabalho, ocupação, mensagem 
ÍSEDEEDE – harmonia, honestidade, exatidão (Vd. ÍREPO) 
ÌSÉGÚN – reverência aos antepassados 
ÌSÉJÚ – minuto 
ISENÚ, ISEYUN – aborto 
ISÉ SÍSE – exercício 
ISI – fama 
ÌSÍGO – saca-rolha 
ÌSÌN – religião, adoração 
ÌSINKÚ – enterro 
ÌSÍNWIN – loucura (Vd. OKOLIRÍ, ASIWERE) 
ISIRE-OMODE - boneca 
ÌSÓ – prego 
ISÓ – gases 
ISÓ – unha (Vd. ÈKÁNÁ, ÈÈKÁNNÁ) 
ÌSÒ – loja (Vd. ILÉ-OJÀ) 
ÌSO AAGO – relojoaria (Vd. ALÁAGO, ALÁGOGO) 
ÌSO ADÌE - aviário 
ÌSO ASO – loja de tecidos 
ÌSO BÁTÀ – sapataria (Vd. ABATÀ, BÀTÀ) 
ISO BEBE - bomboniere 
ÍSODOMO – adoção 
ÌSO ÈBÙN – loja de souvenir 
ÌSO EJA – peixaria 
ISO ERAN – açougue (Vd. ÍSAKUSÁ, ILÉ ERAN) 
ISÒJÚ – feição, rosto 
ISOKAN - unidade 
ÌSOKÚN – choro 
ISOMOLORÚKO - batismo 
ISOTITÓ – ficar triste, fidelidade 
ÌSÒWÒ – comércio, negócio (Vd. OWÓ) 
ÍSU – cará (Vd. IYAN, IPETÈ, DÙNDÚ) 
ÌSUBÚ – queda (Vd. IBISUBÚ) 
ÍSUN – fonte, nascente 
ISÙNLO – economia (Vd. ÌDASÍ) 
ISU-OYÌNBO – batata 
ISURÉ – benção (IBOKUN, ORE-OFÈ, IRE) 
ÌTA – fora, a praça, a rua 
ITÀBA – fumo (Vd. FIFA, EFIN) 
ITAFÀ – flechada (Vd. OFÀ) 
ITAJÉ – matança (Vd. PIPA) 
ITAJÚ – civilização 
ITAKITI OMI – cachoeira (Vd. OSORÓ) 
ÌTÀKÚN – cipó 
ÍTALA – mês (Vd. OSÙ) 
ÌTÀN – história, mito, lenda (Vd. ÌTÓN) 
ITAN – coxa, perna 
ITAN-ÁTOWÓDOWÓ – tradição, lenda 
ITANJE – fraude (Vd. ETAN, TITANJE) 
ÌTÉ – ninho 
ITÉ – tendência (Vd. IDARISI) 
ÌTEFÁ – iniciado nos fundamentos de Ifá 
ÌTENUMÓ – confirmação (Vd. ÌFÉSÈMULÈ) 
ITÉ ÒKÚ – cemitério (Vd. BÓJÍ, IBÓJÍ, IKÚ ILÉ) 
ÌTÌJÚ – vergonha, vexame (Vd. ETÉ) 
ÌTÒ – urina, saliva (Vd. OMITÓRÓRÓ) 
ÍTON – coxa 
ÌTÓN – história, mito, lenda (Vd. ÌTÀN) 
ITÓRO - prece 
ÌTÒSÍ – perto 
ITOSI – deserto 
ÌTÓWÒ – juízo, conhecimento, paladar (Vd. ÌMÒ) 
ÍTUDI – escândalo 
ÌTÚN ÒRÀN OWÓ SE - liquidação 
IUINDEJÀ - título sacerdotal 
IUINTONA - título sacerdotal 
IWÁDI – pesquisa 
IWÁJÚ ORÍ – testa 
ÌWÀ – sofrimento, respeito 
ÌWÀ – caráter (ter) 
ÌWÀ-ÀGBA – caráter de um ancião 
IWÁ-ÀJÈ, IWOOSO – bruxaria (Vd. IDAN) 
ÌWA ÈDÁ – natural, natureza (Vd. ÁDAMO, EDÁ, ÀDANIDÁ) 
IWAJÈ – feitiço (Vd. IDAN) 
IWÁLÈ – escavação, coveiro (aquele destinado a cavar a sepultura dos parentes mortos) 
ÌWÉ – livro, papel, caderno, carta, folha 
ÌWÉ – linguagem 
IWE – moela 
ÍWE – lavagem, banho (Vd. WÉ, FÓ, WENÚ) 
ÌWÉ ÈRI OWÓ - recibo 
IWÉ IGI – banco de sentar 
ÌWÉ IKAYE OSÙ – calendário 
IWE-INÚ - rim 
ÌWÉ IPOLOWO - catálogo 
ÌWÉ ÌRÒHÌN – jornal, revista 
ÌWÉ KÍKÒ – carta (Vd. LETÀ) 
ÌWÉ OWÓ – cheque 
ÌWÍFÚN - informação 
IWIN – fada, espírito, fantasma (Vd. KUREKERÈ, ALÙJONÙ, ÀRONI, EGBÉRE) 
IDERUBAÌWO – chifre 
IWO – você (Vd. ENYN, ÈYIN) 
IWOKUN – lua nova (Vd. OSÚDÚDÚ) 
IWOLE – acesso (Vd. IGBASILÉ) 
IWOLULÉ – óculos (Vd. AWÒ OJÚ) 
ÌWO OÒRÙN – oeste 
IWORÓ – ouro (Vd. WÚRÀ, ÀWO WÚRÀ) 
ÌWOSAN - cura 
ÌWU – desejar 
ÌWÚ – odor, cheiro 
ÌYÀ – mãe 
ÌYA AFIN – senhora (Vd. YIÁ) 
ÌYÁ-AGAN – mulher velha dentro da sociedade dos médiuns ancestrais 
ÌYÁ-ÀGBÀ – mãe grande, avó 
IYABO – a mãe voltou 
IYÁ EGBÉ – Titulo honorífico importante na hierarquia dos terreiros que distingue sua portadora como "mãe-da-sociedade". 
IYAGBÁ – matriarca 
IYAGBASÉ – cozinheira (Vd. ÌYÁ ONJE) 
ÌYA ÌSÀMÌ – madrinha, comadre 
ÌYÁ-KÉKERE – mãe pequena 
IYÀKO, ÌYÀWÓ, ÌYÁ ÌYÀWÓ – sogra 
ÌYÁLÁWO – divindade feminina mãe dos mistérios 
IYALAXÉ - mãe do axé do terreiro 
IYÁLÈ – esposa mais velha em uma família polígama 
ÌYALÉNU – surpresa 
IYALETA – raio de sol 
IYALODÉ - um alto título, líder entre as mulheres, primeira dama 
ÌYÁLORÌSÀ - Zeladora do culto, mãe do orixá. Mãe de santo 
IYAMASÊ - Orixá da casa de Sòngó (Òrisà relacionado com o fogo, o raio, o trovão e à justiça.) 
IYAMORÔ - título de uma sacerdotisa do rito do Ipadê. 
ÌYÀNJE – engano, fraude (Vd. ERÚ, ETAN, IREJE) 
IYAN – inhame (Vd. IPETÈ) 
ÌYÁ NLA – vovó 
IYANRÌN – areia 
IYAO - Termo que designa a noviça após a fase ritual da reclusão iniciatória. Em Yorùbá significa "esposa mais jovem". 
ÌYA OLÓNJE – dona de restaurante ou pensão 
ÌYÁ ONJE – cozinheira (Vd. IYÀGBÀSÉ) 
IYÀRÀ – quarto de dormir 
IYÀRA-IMURA – camarim 
IYÀRA JÓKÒÓ – sala de visitas 
IYÀRA ONJE – sala de jantar 
ÌYÀRÍ – pente (Vd. ÒÒYÀ) 
ÌYÁSAN –Título dado ao Orixá Oyá divindade das tempestades e do Rio Niger, mulher de Ògún e depois de Sòngó. Relacionada com os vendavais, os raios e os trovões. Sincretizada com Santa Bárbara. Seu dia da semana é a quarta-feira. Suas insígnias são a espada (IDÀ) e o rabo de cavalo (ÌRÙ ESIN). Suas cores são o vermelho escuro e o marrom. Considerada a mãe dos egún, que é a única a dominá-los. Saudação – "Eparrei!”. 
ÌYÁWÓ – esposa (primeira esposa – ÌYÁLÉ) (Vd. ÀYA) 
ÌYÀWÓ ÀFÉSONÀ – noiva 
ÌYÀWÓ OMO ENI - nora 
IYE – número 
IYÈ - penas 
IYÈFÚN – farinha (Vd. GARÌ, ELÙBO) 
IYEMONJÁ – Filha de Olokun. Yèyé (mãe); Omo (filhos); Ejá (peixe) – Mãe cujos filhos são peixes. 
ODO YÁ – mãe dos rios (ODO) – Na África ela é cultuada em rios (OLOKUN), seria a Deusa das águas salgadas e a saudação ERU YA seria: a dona dos cabelos ou a mãe dos cabelos (referência aos eruns (cabelos) que caem na feitura), de acordo com os mitos de Ori. É atribuído a Yemonjá a tutela dos oris moldados por Ajalá. Ela tem o título de Yá Ori. Casou-se com o irmão Aganju e teve um filho chamado Orungan. 
IYEKAN – ancestrais do pai 
ÌYEN – aquele (a), aquilo 
IYENÚ – lembrança, memória (Vd. RANTI, RIRANTI) 
IYÈPÈ – poeira, areia 
ÌYÍPO - perversão 
ÌYERA, ÌYERAFÚN – aversão, ojeriza 
IYÈWÙ - quarto 
IYÈWU-OLÓLA – camarote 
IYÈYÈ – amarelo 
ÌYÌN – glória, louvor (Vd. FUNPÉ, YIN) 
IYO – sal 
ÍYOJADÉ – apresentação 
ÌYONU – encrenca 
ÌYÓNU - piedade 
IYÒ ÒYINBÓ - açúcar 
IYÙN - coral

DICIONÁRIO YORUBÁ LETRAS G e LETRA H

Todos devem estar se perguntando o quão trabalhoso deve ser repostar tudo novamente. Mas uma coisa podemos dizer de antemão: esta sendo muito bom!

Nunca é pesado demais aprender novamente. Pois no dia em que alguém se referir a nossas pessoas usando uma palavra do dialeto yorubá, já saberemos de cor e salteado o que vem a ser seu devido significado.

COLETÂNEA DICIONÁRIO YORUBÁ, uma colaboração de nosso amigo BABALORIXÁ EDSON DE OXUM. 


GÀ - enganar 
GA – alto (ser alto) (Vd. GÍGA) 
GÁDÀ – ponte (Vd. AFARÁ, AFÁ) 
GAFARA – licença (estar de) 
GALÀ – cervo (Vd. IGALÀ) 
GAN – realmente 
GÁN – cortar o mato (Vd. GÉ IGBÓ) 
GAN - outro nome do agogô 
GANGAN – tanta (Vd. AIMOYE) 
GANZÁ – Instrumento musical de percussão, semelhante a um chocalho, geralmente de folha-de-flandres e forma cilíndrica, contendo em seu interior pedaços de chumbo ou seixos. 
GARAWA – balde 
GARI – farinha (Vd. IYÈFÚN, ELÙBO) 
GÁÀRI – refeição feita com farinha de mandioca 
GBA – crer (Vd. GBO) 
GBÀ - receber, concordar, pegar, ajudar, socorrer, salvar (Vd. BÒ, MÚ, GBÉ) 
GBÀ – aceitar, admitir, conceder, receber, bater, jogar 
GBÁ – jogar, atirar (Vd. GIBÁ) 
GBÀ Á – aceitou-a 
GBÁ BÓÒLÙ – jogar bola 
GBADA – faca com lâmina grande 
GBADU-LUMÓ – traduzir (Vd. GBÉDÈGBÉYÓ) 
GBÁDÙN – divertir, gozar (coisa útil e agradável, sentir prazer) 
GBÀDÚRÀ – orar, rezar (Vd. KIRUN) 
GBÀGBÉ, GBABE - esquecer 
GBÀGBÓ – acreditar 
GBÁGUDA – mandioca, aipim, ar livre (Vd. ÈGÉ, PAKI) 
GBÁ ÌTÁ – varrer lá fora 
GBAJÉ – encantadora (Vd. NIFAIAYA, AFAIYÁ-KORIN) 
GBAJUMO – cavalheiro, homem gentil 
GBÀ-LÀ – salvar 
GBÀ-LAYÈ – permitir, dar espaço (Vd. FÚN-LÁYÈ) 
GBÁLÈ – varrer (limpar), varrer a casa 
GBANGBA – explicação, prova, demonstração (atribuído à Ifa) 
GBANJO - leilão 
GBARADÌ – amar, desejar, querer 
GBASE - obedecer 
GBÁYÓ – jogar (esporte) 
GBE - secar 
GBE – levantar, cavar, desaguar (Vd. DÌDE, AGBESOKÉ) 
GBÉ - receber, concordar, pegar, ajudar, socorrer, salvar, tomar (Vd. BÒ, MÚ, GBÀ) 
GBÉ – morar, cacarejar, esculpir, erguer, levar, levantar 
GBÉDÈ – agir de maneira inteligente 
GBEDÈGBÈYÒ – linguagem, tradutor 
GBÉ-FÚN - entregar 
GBEGBO – decidir 
GBÈJÀ – defender, comprar briga de alguém 
GBÉKÈLÉ - acreditar, confiar 
GBÈ-KI, GBÉ-MI - engolir 
GBÉ-KO – pendurar, erguer (Vd. FI-KO) 
GBÉ LE ÈJÌKÁ – levantar os ombros 
GBÉ-LO, GBÉ-WÁ – carregar e levar, levantar, buscar e levar 
GBÉ-MÌ - engolir 
GBÉNÀGBÉR – escultor 
GBÉRA – agitar-se, partir, levantar-se (Vd. JÁ) 
GBÉRÈ - cumprimento 
GBÉ-RÓ – sustentar, erguer, levantar 
GBÉ-RÙ - carregar 
GBÈSAN – vingar (Vd. YARÓ, FIDÍ) 
GBÈSÈ - dívida 
GBÉ-WÁ – carregar e trazer, buscar 
GBÉYÀWÒ – casar (Vd. FELAYÀ) 
GBÌDÁNWÒ – tentar 
GBIGBÁ - resgate 
GBIGBÁTÓ – afilhado 
GBIGBEWÓ - teste 
GBIGBON - hábil 
GBÍGBÓNÁ – quente (ser quente) (Vd. GBÓNÁ) 
GBÍLÈ – florescer, prosperar 
GBIMORAN – ouvido, orelha (Vd. ETÍ) 
GBÌN – plantar, semear 
GBÓ – envelhecer, ouvir, escutar, idoso (Vd. DARUGBÓ, LOJO LORI) 
GBÒ – mexer, esfregar folhas 
GBÓ - ouvir, escutar, latir 
GBO – crer (Vd. GBA) 
GBOD-Ó - dever 
GBOGBO - todos (as) 
GBOHUNGBOHUN - eco 
GBOJU – bravo (Vd. LÓKAN) 
GBÓLÓHÙN-ÒRÒ – sílaba, frase 
GBÓN – sábio, sacudir (a sineta) (Vd. NIMÓ, OWOWÉ) 
GBÓNÁ – quente (ser quente) (Vd. GBÍGBÓNÁ) 
GBÒNGBÒ – raiz (Vd. KULÉKULÉ)
GBONSÉ – evacuar 
GBÓRÀN – escutar, obedecer 
GBÓRIN - grande 
GBORÙN – cheirar, farejar 
GBÓSO – ouvir falar 
GBUN – curvar-se (Vd. WÓ, TE) 
GBÚRÒO - ouvir 
GÉ - cortar 
GÈ – elogiar (Vd. YIN) 
GEDÚ - mogno 
GÈGÉ – caneta 
GEGÉ – tudo bem 
GÉGÉBÍ – de acordo com, exatamente (vd. WÉKÚ) 
GÉ IGBÓ – cortar (o mato) (Vd. GÁN) 
GÉ IRUN – cortar o cabelo 
GE-JE – morder (Vd. RÉ, BÙ-SAN, JAJE, BUNIJE) 
GÈLÈ – turbante, torso (Vd. ÒJÀ) 
GÈLÈDÉ – tipo de máscara ritualística de barro ou madeira, sociedade dedicada a homenagear os ancestrais(Femininos) 
GÉNDÉ – homem forte 
GEREGE - suavemente 
GÈREGÉRE-ILÉ, GERE – ladeira (Vd. IGUN OKE) 
GEREJE - tosco 
GÉRÚNGÉR – cabeleireiro 
GESIN – celar, arriar o cavalo 
GIBÁ – jogar, atirar (Vd. GBÁ) 
GIDÁ - verso 
GÍGA – alto (ser alto) (Vd. GA) 
GÌGÌRÍSÈ - calcanhar 
GIROBA - goiaba 
GNA - mesmo 
GÒ – burro, confundir, embaraçar, encabular 
GO - tolo 
GOBA - goiaba 
GÒGÓNGÒ – garganta, gógó (Vd. OFUN) 
GÚGÚRÚ – pipoca (Vd. DUBURU) 
GUGUSÙ - sul 
GÒKÈ – subir 
GÓLU, GÓÒLÙ– ouro 
GÒMBÓ – cicatriz, marca no rosto que indica linhagem 
GÚN – furar, pessoa alta (Vd. LU, DÁ-LU) 
GÙN – trepar, montar, subir 
GÙN, GÒKÈ, GÙNKÈ – comprido (ser alto), subir 
GUNLÈ – aterrissar 
GÚNLOBE – apunhalar 
GÚNNUGÚN – urubu (Vd. EIYE ÀKÀLÀ, IGÚN) 
GUUSÙ - sul 


HÁ – ficar entalado 
HÀ – expressão de prazer 
HÀ, HÈÉ! – medo ou surpresa (interjeição) 
HAANRUN – roncar (Vd. IHANRUN) 
HALÈ – amedrontar, ameaçar, intimidar 
HAMUNYIA – Cadência executada pelos atabaques e agogôs que capitula a estrutura dos diferentes toques que marcam o siré, mais conhecido por Avamunha. 
HÀN – aparecer, manifestar 
HARAMÚ – roubo (Vd. FEWÓ, JALÈ, OLÉ) 
HAUSA – língua e povo Hausa 
HE – pegar, apanhar 
HÈÉ! – medo ou surpresa (interjeição) 
HO - arranhar 
HÓ – ferver 
HÙ – crescer, brotar, germinar 
HU - gemer 
HÚ – desenterrar (arrancar com raiz) (Vd. TU) 
HUN – tecer (Vd. RAN, WUN, OWÚN, OFÍ) 
HÚWÀ – comportar-se